domingo, 31 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Chris Rea - The Blue Cafe


O britânico Chris Rea nunca gostou de ser considerado uma mistura de Mark Knopfler, do Dire Straits e o vocalista Bruce Springsteen. “Eu seu toquei e cantei como eu, minhas referências e preferências”, disse certa vez em entrevista à BBC de Londres.

Filho de um imigrante italiano com uma irlandesa, Chris Rea começou a tocar numa banda chamada Magdalene, ainda na década de 1970. Dono de uma voz rouca e uma capacidade ímpar de improvisar na guitarra, Chris Rea costuma “trafegar” pelo rock; música celta, por causa da influência materna; músicas caribenhas e muito blues, como esse The Blue Cafe, um verdadeiro bálsamo para um domingo ensolarado. Porque o mundo é “quilométrico de estradas sem fim”.

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Romoaldo de Souza


The Blue Cafe
(Chris Rea)
My world is miles of endless roads
That leaves a trail of broken dreams
Where have you beenI hear you say?
I will meet you at the Blue Cafe
Because, this is where the one who knows
Meets the one who does not care
The cards of fate
The older shows
To the younger one, who dares to take
The chance of no return
Where have you been?
Where are you going to?
I want to know what is new
I want to go with you
What have you seen?
What do you know that is new?
Where are you going to?
Because I want to go with you
So meet me down at the Blue Cafe
The cost is great, the price is high
Take all you know, and say goodbye
Your innocence, inexperience
Mean nothing now
Because, this is where the one who knows
Meets the one that does not care
Where have you been?
I hear you say
I'll meet you at the Blue Cafe
So meet me at the Blue Cafe


O Fim da Escuridão e o Retorno de Mel Gibson


Ontem a programação virou do avesso. Havia combinado com Romoaldo de voltarmos à Tradition Boulangerie, no Lago Sul, para verificarmos se houve alguma mudança em relação à forma como o café nos foi servido anteriormente.

Apesar de termos nos deliciado com as fabulosas guloseimas, os pães impecáveis e o ambiente na primeira vez que estivemos lá, desaprovamos a forma como o café era feito e até os "potinhos" em que era servido. Simplesmente nada a ver.

Na época, cobrei do dono, o francês Guillaume Petitgas, a utilização de cafeteiras do tipo Cafetière a Piston, ou French Press. Mas, a Land Rover do Romoaldo não quis colaborar e solicitou uma visita rápida à oficina. Assim, a Tradition Boulangerie foi adiada.

Também havia combinado com a filharada de almoçarmos juntos e irmos ao cinema assistir o aguardado Zombieland (ou Zumbilândia). No entanto, por um desses mistérios insondáveis, o filme estreou em São Paulo e Rio de Janeiro, mas não estreou em Brasília.

Assim, decidimos assistir outra estreia. O filme chama-se O Fim da Escuridão (Edge of Darkness) e marca a volta do ator Mel Gibson às telonas após um entrevero com a polícia em que terminou preso por dirigir embriagado e por declarações consideradas racistas. Como todos sabem, Gibson tem problema com bebidas alcoólicas. É um alcoólatra e não pode beber de jeito nenhum. Ainda bem que nunca quis ser presidente de algum país da América do Sul ...

Cartaz do filme. Sabe aquele tipo de cara que tem filha
bonita e você prefere não ser o genro dele? Pois é ...

Mas, ele voltou em seu melhor estilo, distribuindo porrada e tiros nos bandidos. O filme conta a história do detetive de homicídios da Polícia de Boston, Thomas Craven (Mel Gibson), que recebe a visita inesperada da filha Emma Craven (Bojana Novakovic). A moça trabalha numa indústria que faz pesquisa e desenvolvimento de energia nuclear para o governo americano. Tudo secretíssimo.

Bojana Novakovic, o nome é estranho, mas a moça é linda

Na mesma noite em que chega, Emma passa mal e na saída para o hospital, é assassinada a tiros na porta da casa e ao lado do pai. No começo, todos pensam tratar-se de alguma vingança contra o pai policial. Mas o velho detetive é do tipo obstinado como um Pit Bull e começa uma investigação em busca do assassino de sua filha.

Esse é o Mel Gibson que a gente gosta
Bang! Bang! Menos um bandido no mundo

Ele logo desconfia que não era o alvo do assassino e sim Emma. Sua investigação acaba chegando a escalões de governo em que vida e morte de seres humanos são apenas decisões banais. Tem até um senador pilantra cuja campanha foi financiada pela tal indústria. Imaginem só, um senador sem qualquer atributo moral. Só em filme mesmo ...

Aqui, o detetive tem uma conversinha com o patrão da filha

O filme é um excelente triller, tem direção de Martin Campbell, uma boa trama, consistência no roteiro e ótimas atuações. Especialmente do ator Danny Huston, que faz o papel de Jack Bennet, o dirigente da tal indústria e patrão de Emma, e Ray Winstone, que interpreta Jedburgh, o sujeito que todo governo tem ou gostaria de ter, um "resolvedor" de problemas. O cara que limpa a sujeira das coisas mal feitas por poderosos. Custe o que custar.

Aqui, o detetive tem uma conversinha com o namorado da filha

Bom, o Café & Conversa gosta desse tipo de filme e recomenda aos fãs do Mel Gibson e do gênero porrada+tiroteio+triller. É uma boa soma e o resultado é sempre compensador. O homem voltou na sua melhor forma. Abaixo, o trailler do filme.


Ricardo Icassatti Hermano



sábado, 30 de janeiro de 2010

A Música do Dia - The Fairy Queen - Henry Purcell - Pina Baush


Sob o efeito inebriante da música The Fairy Queen de Henry Purcell e cenário caótico de Rolf Borzik, Pina Baush estréia em maio de 1978, na Alemanha, essa coroegrafia que os criadores chamaram de Café Müller. “é uma lamentação de amor, uma metáfora doce e inquieta sobre a impossibilidade de um contacto profundo”, disse.

Pina Baush costumava se referir a Café Müller como “uma grande história de alienação e de solidão”. Rolf Borzik fez de cenário, um espaço cheio de cadeiras, uma mulher vestida de branco. Ao fundo um homem entra fazendo movimento sexuais.


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Romoaldo de Souza



Barras de Chocolate e Doce de Leite


Pelo menos um leitor - careca e barrigudo - do Café & Conversa vai ficar bravo e desorientado com a maldade que faremos a seguir. Seguindo com a nossa guerra ao terror de quem quer emagrecer, apresentamos mais uma receita irresistível. Trata-se de um pecado quase mortal e um caminho certeiro para o coração de qualquer mulher.

Afinal de contas, foi Eva quem começou esse negócio de pecado porque comeu ...

Preparem-se, escondam a balança do banheiro, joguem fora a fita métrica, encham-se de culpa, passem horas no confessionário, fujam do espelho, abram o botão da calça, façam penitência, chicoteiem-se. É a receita das Barras de Chocolate e Doce de Leite ...

Ingredientes

Massa
- 1 tablete de manteiga sem sal e à temperatura ambiente
- 1/3 de xícara de açúcar mascavo light
- 1/2 colher de chá de extrato puro de Baunilha
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 xícara de farinha de trigo

Recheio
- 1 xícara de creme de leite fresco
- 1 xícara de doce de leite (se for uruguaio é melhor)
- 4 gemas de ovos grandes
- 150g de chocolate meio amargo com 60% de cacau, finamente picado em processador

Preparo

Massa
Pré-aqueça o forno a 200º com a prateleira no meio. Unte com manteiga uma forma retangular (22 cm x 23 cm e 3 a 4 cm de altura). Cubra o fundo e as laterais da forma com papel manteiga, deixando uma sobra. Unte o papel também.

Misture a manteiga, o açúcar, a baunilha e o sal numa tigela com um garfo. Adicione a farinha de trigo e misture bem até obter uma massa uniforme. Espalhe igualmente a massa pela forma com uma espátula ou as costas de uma colher e fure toda a extensão com o garfo.

Leve ao forno e asse por 15 a 20 minutos, até ficar dourado. Retire e deixe esfriar completamente ainda na forma (cerca de 30 minutos).

Recheio
Em uma panela pequena, misture o creme de leite e o doce de leite. Mexendo sem parar com uma colher de madeira, leve ao fogo baixo até quase iniciar a fervura e o doce de leite dissolver completamente.

Numa tigela, bata as gemas e, lentamente, vá adicionando e batendo a mistura de creme e doce de leite ainda quente. Devolva tudo à panela e cozinhe em fogo médio, mexendo sem parar até que ao passar a colher no fundo da panela fique o rastro (76.67 C no termômetro culinário). Retire do fogo e adicione o chocolate, misturando até que tenha derretido completamente.

Barras
Despeje a mistura de chocolate sobre a massa assada e distribua igualmente. Reserve, sem cobrir, até esfriar (cerca de 2 horas). Passe uma faca nas laterais da forma para soltar. Transfira para uma tábua de corte. Introduza a lâmina da faca em água quente e corte 24 barras. Leve à geladeira até o momento de servir. As barras podem ser guardadas em recipiente fechado e na geladeira por até um dia.

Tem que ficar parecido com essas aí

A recomendação continua a mesma. Se você não aguentar e correr para a cozinha para fazer as barrinhas do pecado, faça uma oração, peça perdão, bata fotos, passe um café e nos chame para comer junto com você. Nós garantimos a boa conversa. Porque pecado bom mesmo a gente peca junto.

Ricardo Icassatti Hermano

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Reclamações + calorias + dieta = Tô nem aí


Tenho recebido algumas - poucas - reclamações de leitores indignados com a abertura da Caixa de Pandora calórica, que derramou receitas e mais receitas de guloseimas irresistíveis no blog Café & Conversa. Parece que a gota d'água foram as fotos do Bolo Marmorizado de Laranja e Chocolate da Helena Gasparetto ... Quero dizer a esses leitores que suas queixas foram ouvidas e devidamente arquivadas.

Mas, para ninguém dizer que somos sado-masoquistas, vamos dar uma colher de chá para quem está tentando - em vão - se livrar do shape roliço controlando a ingestão de calorias suculentas. Existe um site americano chamado NeverSayDiet, que inventou uma espécie de tabela muito criativa e divertida para quem gosta de comer, não quer engordar e odeia comida de dieta. Convenhamos, é uma equação difícil de resolver.

Uma porta de geladeira tem vários "imãs" com fotos de comidas proibidíssimas, como fast food, pizza, cachorro quente e comida chinesa. Você tem aquela vontade irresistível de comer uma pizza? Clique na foto correspondente e abrirá uma nova página com sugestões das melhores substituições para a pizza, com valor calórico e tudo o mais.

Por exemplo, uma pizza de massa grossa e calabresa, com 470 calorias, precisa de uma caminhada de 130 minutos para ser eliminada. Ela pode ser substituída por uma pizza de massa fina e mussarela de búfala, que tem 192 calorias e necessita de uma caminhada de apenas 53 minutos para completa eliminação e manutenção da cinturinha de pilão.

Viu como o Café & Conversa sempre pensa nos seus leitores? Mas, as receitas de petiscos pecaminosos continuarão ... hehehe!!!

Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Neil Crevice - Coffee, Coffee


Que inspiração! Neil Crevice trabalhou duro, em todos os sentidos, durante seis longos meses para compor essa Coffee, Coffee.

A inspiração não poderia ser mais frutífera. O
TRex, nome carinhoso que Crevice deu ao seu Tiranossauro Rex. Pobre bichinho. Além de tudo ainda serve de cenário para o clipe que Café & Conversa traz hoje aos inspirados leitores.

Não desanime, Neil Crevice. Veja que seu objetivo foi alcançado. Está fazendo sucesso, meu rapaz! Hoje, você está no blog Café & Conversa. Um dos mais bem frequentados da nuvem de elétrons.

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Romoaldo de Souza




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A Música do Dia - N.O.H.A - Tu Café


N.O.H.A. é a sigla de Noise of Human Art grupo musical que reúne percussão, jazz, pop e instrumentos de sopro e com essa miscelânea estão em viagem pela Europa, de Ibiza, na Espanha a Sinandrei, Timisoara, na Romênia.

Em um trecho dessa viagem, a vocalista Minerva Diaz Perez, de Gijon, na Espanha, sensualidade pura, percorre de bicicleta cantando Tu Café. Outro caminho, ela faz num Suzuki Samurai vermelho com um fone de ouvido que só o fone já é para deixar qualquer um de boca aberta.

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Romoaldo de Souza



Tu Café

(N.O.H.A.)


Cuando tomes tu café toma tu café con caña

Cuando tomes tu café toma tu café con caña

(sólo la caña da el aroma)

Cuando tomes tu café toma tu café con caña

(sólo la caña da el aroma con azúcar y con caña)

cuando tomes tu café toma tu café en España

(no te lo tomes sin la caña)

cuando tomes tu café toma tu café en España

(Toma………y hasta caña en España y con caña)

cuando tomes tu café toma tu café en la playa

(y tumbate sobre tu toalla)

cuando tomes tu café toma tu café en la playa

(tumbate en tu toalla en la playa y con cana)

(tumbate en tu toalla en la playa y con cana)


Bolo Marmorizado de Laranja e Chocolate da Helena Gasparetto


O mundo da gastronomia tem uma característica sensacional: a generosidade. Todos os integrantes desse universo são extremamente generosos e, como mães zelosas, não querem ver ninguém com fome e tampouco resistem a um pedido. Afinal, quem está nesse mundo quer e gosta de alimentar a si e aos outros.

Experimente chegar num restaurante e dizer que está passando fome e não tem dinheiro. Vai comer até passar mal. Mas, no final, tem que elogiar a comida. Nada paga a cara de felicidade de alguém que matou a fome e gostou do prato.

Foi assim que fiz minha famosa cara de cachorro pidão vendo televisão de padaria (aquele forno com frangos assando), para implorar à Patissière e agora ex-colunista semanal do site Gourmet, Helena Gasparetto, que disponibilizasse para o Café & Conversa a sua receita recém-inventada do Bolo Marmorizado de Laranja e Chocolate.

Vocês acreditam que a Helena "inventa" coisas assim?

E aproveito para confessar que sou fã incondicional, dependente químico mesmo, de bolos. Com uma caneca cheia de café fresquinho então ... se tiver boa companhia fica melhor ainda. E esse bolo traz uma combinação clássica e campeã, que é chocolate com laranja.

Tá vendo o chocolate? Tá vendo a laranja?
Eu sei, a gente é mau mesmo ...

Agradecendo desde já a generosidade da Helena, aí está o presentão do blog aos nossos queridos leitores. Lambam os beiços!!!

Bolo Marmorizado de Laranja e Chocolate da Helena Gasparetto

Ingredientes

Massa
- 2 laranjas Bahia
- 1 xícara de óleo
- 4 ovos
- 2 xícaras de açúcar
- 1/2 colher de chá de sal
- 3 xícaras de farinha de trigo
- 1 colher de sopa-medida nivelada de fermento em pó
- 300g de chocolate meio amargo derretido

Cobertura
- 1 lata de leite condensado
- 200g de chocolate meio amargo picado
- 1 colher de sopa cheia de chocolate em pó
- 1 colher de chá de manteiga
- 1 lata de creme de leite sem o soro

Preparo
Pré-aqueça o forno em 180º.

Raspe as cascas das duas laranjas e reserve. Descasque e corte as laranjas em pedaços. Coloque no liquidificador junto com as raspas, o óleo, os ovos, o açúcar e o sal. Bata bem. Despeje num tigela (ou batedeira) e acrescente a farinha de trigo peneirada com o fermento. Misture bem

Coloque metade dessa mistura numa forma de furo no meio untada e enfarinhada. Na metade restante, adicione o chocolate derretido. Misture com uma espátula e acrescente 2 a 3 colheres de sopa de água fria.

Coloque essa massa escura por cima da massa branca na forma. Com a ponta de uma faquinha ou um palito de churrasco, misture levemente as duas massas para criar o efeito "marmorizado".

Leve ao forno por uns 50 minutos, ou até que um palito enfiado no bolo saia limpo.

Cobertura
Misture o leite condensado, o chocolate picado, o chocolate em pó, a manteiga e leve ao fogo até ferver por 2 minutos. Retire do fogo e acrescente o creme de leite sem soro. Volte ao fogo baixo somente para homogeneizar a mistura. Cubra o bolo com essa mistura depois de desenformá-lo.

Dica para derreter o chocolate usado na massa do bolo: Coloque num refratário o chocolate picado. Leve à potência MÉDIA do microondas por mais ou menos 4 minutos. Retire, mexa e leve ao microondas por mais 1 minuto. Misture e coloque na massa do bolo.

Ricardo Icassatti Hermano

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Slayer - Em Busca do Espresso Perfeito


Uma coisa que "azisquerda" jamais entenderão é que o mundo socialista é incapaz de criar. É um mundo sem sonhos, sem liberdade, sem esperança. Nesse cenário, as únicas coisas que prosperam são a ignorância, a corrupção, a tristeza, a dor e a morte. É por isso que a democracia e o capitalismo predominam, mesmo contra a vontade de psicopatas travestidos de governantes e seus asseclas.

Não estou dizendo que a democracia e o capitalismo não têm seus defeitos. É claro que têm. Assim como as religiões, foram criados pelo ser humano, ora bolas. Mas, mesmo com seus defeitos, ainda não surgiu nada melhor para a criatividade. Esses dois sistemas - político e econômico - permitem ao homem sonhar e se dedicar a realizar o sonho.

Isso é o que um grupo genial de Seattle, nos Estados Unidos, fez e faz. Esses apaixonados por café e pelo Barismo - Eric Perkunder, Dan Urwiler e Devin Walker -, fundaram a empresa SLAYER PROFESSIONAL ESPRESSO para criar a máquina de espresso perfeita. E parece que conseguiram. Está à venda nos EUA o resultado de anos de pesquisa, a máquina Slayer.

O projeto da Slayer

Pensada para obter o melhor espresso possível, a Slayer agrada pelo design maravilhoso e pelo desempenho excepcional. A máquina foge dos automatismos e devolve ao Barista o controle do artesanato de tirar um espresso. Na longa pesquisa que fizeram, os autores dessa obra prima descobriram, entre outras coisas, que as máquinas tradicionais pressionam a água através do pó de café com tanta força que não conseguem capturar todo o sabor.

Uma Slayer de dois grupos

A Slayer deixa a água passar mais tempo em contato com o pó de café, entre 30 e 35 segundos - contra os 18 a 23 segundos tradicionais nas outras máquinas. Além disso, descobriram que o ponto máximo de doçura do café pode ser obtido com uma variação de pressão, iniciando em 5 BAR, subindo para 9 BAR e voltando para 5 BAR.

Esse espresso foi feito nela

Perkunder disse que não está muito certo sobre o porque dessa combinação de pressão funcionar, mas que todo mundo está trabalhando suas teorias a respeito. "Quem sabe?", disse. Para sabermos tudo isso, teremos que esperar que alguma cafeteria traga uma dessas maravilhas para o Brasil.

Detalhes que fazem muita diferença e a alegria dos baristas

Abaixo você poderá assistir o desempenho e o fascínio dos baristas durante o lançamento da Slayer numa feira especializada, a Specialty Coffee Association of America (SCAA 2009).


Ricardo Icassatti Hermano





A Música do Dia - Blue Scholars - Coffee And Snow


O que você faria se acordasse pela manhã com o carro coberto por uma camada de neve e tivesse de cancelar todos os seus compromissos? Ou, quem sabe, se seu carro amanhecesse boiando nas águas do Tietê. O duo Blue Scholars tem uma alternativa.

Geologic (George Quibuyen) é o MC e Sabzi (Saba Mohajerjasbi) o DJ. Eles moram em Seattle e fazem hilárias brincadeiras com hip hop, a começar pelo nome do grupo Blue Scholars, algo como "colarinho azul", expressão dada aos trabalhadores que ganham salários por hora trabalhada. Bastante diferente, portanto, dos nossos "colarinhos brancos", cada vez mais encardidos. Tome um café!

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Romoaldo de Souza



Coffee And Snow 


Its cold yup! 

first i came home 

and next thing you know

a blanket of snow cancelled a show

now im chillin

i cant let go i got a cast that fillin

hands to the ceilin but i know i cant be hold up in this spot for long

with a beat this hot and not drop the song

with pajama pants on

a chance to make

with a old school headcall a classic take

track eight to the new jacks and thats the breaks

i hate fakes with a passion cant get enough of everlastin

basement assassin

chasin a dragon

not cause im asian

more cause we need more fire

to warm these nuts

keep them toasted cold might shiver them up

and a snow plow truck aint givin a fuck

well dig ourselves out of the hood

with mind over matter but the matter came first

brown show you how the thang works

taken them to church like came but were seeing his dreams in reverse

say we need more self of steam

i say we need free first

water for the deep sea thirst

hotta than a philippine street i make the heat worst

callin out the sun

wont see a penny outta bailout fund

so i gotta keep it current or im laid out gun

buildin up a fort just in case out front

screen faids out credits in the start

throwed out now in the lenin and the marks

veterans of war ways in our backyards now

no surprise kids its kind of swords wow

and i came from an ile

never seen a blizzard so the weather stay foul

but a group on as i got grown Blue Scholars got started

i was sleepin on frutons at home

cant complain my people starvin

thats the reason why i dont rock no crystaleen carvin

and my folks keep callin

and the snow keeps fallin

and 09 keep marchin

sincerely geo sabzi gotta get that coffee

follow me

LETS GO!


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Café (e comida, muita comida) a bordo!


O jovem e talentoso casal de jornalistas Caiã Messina e Raquel Ribeiro saíram em merecidas férias. Mas, antes que começassem a encher as malas com meias e cuecas (sem grana dentro), arranquei deles o compromisso de enviar ao blog Café & Conversa um relato sobre os cafés que tomassem ao longo da viagem. É claro que usei de muita chantagem. Eles estavam correndo na chuva e lhes ofereci uma carona providencial. Em seguida, veio a facada.

A viagem se deu em duas etapas. A primeira foi marítima, a bordo de um navio de cruzeiro na rota Santos - Buenos Aires - Punta del Este. A segunda foi em terra, na cornucópica megalópole chamada São Paulo. E os dois cumpriram o prometido, mas não nos deram as fotos deles no navio ...

Leiam a seguir o relato dos dois:

Café (e comida, muita comida) a bordo!

Não. Não entendo absolutamente nada de café. Mas, como prometi aos donos deste blog um relato fidedigno (se bem que após uma carona debaixo de chuva, a gente fala qualquer coisa), preciso antes de mais nada alertar o querido leitor. Alerta dado, vamos lá.

De cruzeiro a hermanos

Embarcamos em um cruzeiro marítimo com destino a Buenos Aires e Punta del Este em um baita naviozão, o Imperatriz, de bandeira panamenha. Pensei que o café servido lá seria tão cinco estrelas quanto a cabine, a comida e o serviço. Mas, me enganei ...

Posso não conhecer e entender todas as nuances da bebida, tão bem explicadas aqui, mas garanto a todos que consigo distinguir algo horripilante à distância. E esse foi o caso.

Fomos ao piano bar da embarcação, um espaço com direito a poltronas e sofás de couro e jazz ao vivo, na certeza de que tomaríamos um belo espresso. O cheiro era convidativo. A macchina, italiana. Mas, o produto servido era tão ruim, tão ruim, que não me animei a perguntar qual era o pó e nem se tinha barista. Apelei para um péssimo (melhor que horripilante, notem) Capuccino pelo resto da viagem e me refugiei no vinho do Porto, Mojitos e Limoncellos nos fins de tarde.

Em Buenos Aires e Punta, aí sim tomamos bons cafés. Mas, para nossa surpresa, a Illy tomou conta do mercado hermano. Sim, é um bom pó; sim, foram bem tirados; mas esperava um pouco mais de "criatividade" dos nossos vizinhos. Algo mais pessoal, com um terroir (gostou Romoaldo?) variado e não essa massificação que domina os lugares turísticos. Nos falaram que nas estâncias a coisa é menos globalizada, por assim dizer. Mas não tínhamos tempo para novas experiências. Então o jeito foi desembarcar em Santos.

De volta ao Brasil

Isso mesmo, de volta a Santos da Bolsa do Café, por onde no começo do século passado escoava a riqueza nacional. O prédio é lindo, vale a visita. Assim como o centro velho da cidade. Estão prometendo um programa de revitalização das fachadas. Espero que cumpram a promessa. Até lá, fico com o bom e sempre surpreendente centro de São Paulo, olhado com desdém pela maioria dos paulistanos, mas que melhora a olhos vistos.

Por baixo da camada de camelôs e prédios degradados está uma riqueza arquitetônica ímpar. O Martinelli, o Copam, a São Luís. Quem não conhece e prefere pegar um avião para se fascinar com a "downtown Buenos Aires", além de deslumbrado não sabe o que está perdendo. Mas, como quem gosta de pobreza por muito tempo é petista ou intelectual, seguimos o conselho do Ricardo Icassatti e fomos a um restaurante chamado D.O.M., pilotado pelo chef Alex Atala.

"Não é comida. É uma experiência gastronômica."

Pois é , Ricardo. Faço da sua frase (acima) a minha. Já fui a outros restaurantes cinco estrelas antes, mas em nenhum comi tão bem. Optamos por um menu degustação, com duas entradas, quatro pratos, um queijo e uma sobremesa. O chef Alex Atala e sua equipe realmente fazem por onde merecer que o D.O.M. figure como o único estabelecimento brasileiro no Guia Michelin, além de constar na lista dos melhores restaurantes do mundo por três anos consecutivos.

O lugar é no bairro Jardins. Simples e despretencioso, nem de longe lembra a ostentação doFasano ou o minimalismo do Emiliano. Não vou descrever os pratos para não estragar a surpresa de quem pensa em ir ao D.O.M. Nem os preços, para não chocá-los. Basta dizer que a tal espuma de manga (amassada à mão, passada em peneira fina e condensada no sifão) comsorbet de coco e cristais de gengibre, já valeu a pena.

O "lardo" de porco com redução de molho roti e mandioquinha, a ostra empanada na tapioca com sagu e ovas de salmão foram, como dizem os camelôs da 25 de Março, um "plus a mais". Sinto decepcioná-los, meninos, mas não pedimos café desta vez. Queríamos voltar para casa sem nenhum tipo de crítica mais maldosa. Fora que quanto mais lembrássemos do sabor da espuma de manga, melhor. Então, o jeito foi partir no dia seguinte para o Octavio Café.

Pense numa cafeteria que te recebe com esse assoalho

O Templo

A cafeteria Octavio é um daqueles lugares em que gente como a gente, que não sabe do assunto, vai e percebe que café é uma arte e que precisaríamos de anos de treinamento e conhecimento para aproveitar o que é servido. Tudo gira em torno dele, sua excelência o Alto Mogiana. Lá, as baristas ganham o lugar de destaque que merecem: o centro do estabelecimento. E, dali, comandam a ação de proporcionar prazer aos clientes.

Balcão dos Baristas, onde a magia acontece

Pedimos um espresso feito com o blend Octavio. Crema espessa, coloração boa, cheiro ótimo. O sabor tem toques de chocolate. Tanto que nenhum de nós ousou - nem precisou -, ó suprema heresia, adoçar o café! O retrogosto é marcante, mas não amargo. Acho que isso é bom (é?).

Espresso na Octavio é assim

A Raquel pediu ainda um café gratinado (espresso com marshmallow) e eu um Capuccino trufado. Para o meu paladar, bateu o até então imbatível Capuccino da cafeteria Cristallo. Por uma razão simples. O café é mais bem tirado e o pó é melhor na Octavio. No chocolate é pau a pau.

Cappuccino na Octavio é assim também

Expresso Oriente

Revigorados e nos achando os entendedores, no dia seguinte resolvemos ousar ainda mais. Fomos a uma casa turca especializada em kebabs, a Kebabs Salonu, na Rua Augusta, pertinho da Av. Paulista. Não nos arrependemos. O kebab de cordeiro com coalhada e o de linguiça estavam simplesmente maravilhosos! O pão Lavosh legítimo feito ali e a decoração em motivos orientais garantiram novas visitas em breve. Fora que o café servido é o blend da cafeteriaSanto Grão.

Podíamos pedir espressos, mas otomanos que somos, optamos pelo café turco. Forte (é como um café de marinheiro) como tem de ser, servido em copos de louça por um pequeno bule de prata, como manda a tradição. Para ganhar nota máxima, só faltou alguém para ler a borra e prever a desclassificação do Corinthians na Libertadores, ainda na primeira rodada ...

De volta para casa

Geladeira vazia, sabadão de calor no Extra ... Só me dei conta que estava de volta quando a Raquel vira para mim, aponta para a gôndola e fala: "Pega lá meio quilo de Santa Clara. Ali, perto do Café do Sítio".

É ... Voltamos. Mas conhecemos a ante-sala do Paraíso.

Caiã Messina e Raquel Ribeiro
Enviados especiais do Café & Conversa