segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bolo de Banana com Café

Ricardo Icassatti Hermano e Romoaldo de Souza

Como temos repetido, o café é um dos produtos mais consumidos do mundo porque também é um dos mais versáteis, combina com quase tudo. Na culinária, já mostrou que vai bem até com sal, mas é na área dos doces que ele realmente faz sucesso.

Embora seja originário do Oriente Médio, o café se deu muito bem em terras tropicais e harmonizou perfeitamente com as frutas do novo mundo. Outro dia demos aqui a receita do Bolo de Coco com Café. Hoje, escolhemos outra fruta campeã de preferência dos brasileiros: a Banana.

Faça a nossa receita de bolo de banana e café e depois nos diga se não temos razão, ou nos chame para experimentarmos essa delícia




Ingredientes 

2 ovos  
1/2 colheres sopa de açúcar mascavo  
1 banana madura e amassada com um garfo  
5 colheres sopa de óleo vegetal (girassol, canola)  
1/2 xícara de farinha de trigo integral  
1/4 colheres chá de fermento em pó  
3 colheres de sopa de pó de café moído para espresso 


Recheio 
375 g de cream cheese 
3 colheres chá de pó de café moído para espresso 
4 colheres sopa de mel 
Açúcar de confeiteiro para polvilhar 


Preparo 
Pré-aqueça o forno a 180º. Unte uma forma redonda (20 cm). 
Bata os ovos junto com o açúcar mascavo e a banana por cerca de 7-8 minutos ou até que a mistura fique lisa e macia. 
Adicione o óleo e bata por mais 2 minutos, misture e peneire por três vezes a farinha de trigo, o fermento e o pó de café. 
Com uma espátula de silicone, adicione gradualmente, uma colher de sopa por vez, à mistura de ovos. 
Coloque a mistura na forma untada e bata de leve para retirar bolhas de ar. 
Leve ao forno e asse por cerca de 17-19 minutos ou até que um palito enfiado no bolo saia limpo. Enquanto o bolo estiver assando, misture os ingredientes do recheio e reserve. 
Retire o bolo do forno e deixe esfriar completamente. Desenforme e divida o bolo em dois discos. 
Cubra a parte de baixo com o recheio e coloque a outra parte por cima. Polvilhe com o açúcar de confeiteiro. 


Um abraço e bom café!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cafeteira italiana

Romoaldo de Souza

O ouvinte Tiê Gomes disse que desde cedo cultiva o hábito de tomar um café forte no início da tarde, logo depois do almoço, para ganhar coragem. Recentemente, ele tem comprado cafés especiais e não desgruda da cafeteira. 

A italiana, também chamada de Moca, é a cafeteira caseira mais conhecida no mundo e é de simples manuseio para fazer um espresso em casa.

Para saber mais sobre a italiana, faça um clique aqui




Um abraço, bom café!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Café Pingado

Romoaldo de Souza

O ouvinte José Geraldo ficou surpreso com duas coisas que viu numa cafeteria em RecifeA primeira é que café espresso estava escrito com esse e não com xis. Depois, ele teve um surpresa porque, quando abriu o cardápio, viu pelo menos três alternativas: um café longo, um curto e o pingado. E o ouvinte quer saber o que significa isso.

Para saber mais sobre espresso, com "s" e a quantidade dos cafés nas xícaras, faça um clique aqui.


Um abraço, bom café!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Café para combater câncer de mama

Romoaldo de Souza

A Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto aderiram - ainda que por poucos dias - à Campanha Outubro Rosa  no combate ao Câncer de Mama. Aqui na redação também estamos de rosa, pelo menos nas letras e no pensamento. E hoje, na CBN Recife, falei de uma pesquisa feita em Estocolmo, na Suécia, sobre os efeitos do café, no combate ao câncer de mama.


Um abraço, bom café!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Café para quem quer perder peso

Romoaldo de Souza


Joffre Melo é um desses "gordinhos charmosos", que prefere perder peso e mandou uma consulta para o Twitter do Café & Conversa, perguntando se o cafezinho coado na hora, engorda. 

- Posso tomar alguns durante a dieta? - Pergunta nosso leitor. 

- Pode e deve, Joffre! 

Cientistas australianos chegaram à conclusão que o café pode ajudar a queimar calorias, principalmente, se você estiver fazendo exercícios também. 

Para saber mais e entrar em contato com Joffre Melo, faça um clique aqui.


Um abraço, bom café!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Café com Noz Moscada


Conta a lenda que, em 1511, o rei de Portugal mandou o conquistador Afonso de Albuquerque tomar o sultanato de Málaca, perto da atual Indonésia, com o objetivo de se apropriar da Noz Moscada, uma pequena castanha que custava uma fortuna e servia de tempero nos banquetes da Europa do Século 14.

Quinhentos e tantos anos depois, eu aproveitei uma expedição à casa de amigos, e atendendo o pedido da leitora Amaranta Duarte preparei um drink de café, leite vaporizado e noz moscada. Faça um clique aqui, e veja como ficou.



Um abraço e bom café!

Os Três Mosqueteiros

Ricardo Icassatti Hermano

Vai chegar o dia em que nenhum filme será mais feito em 2D. O cinema será totalmente 3D. O que é uma pena, pois tirando desenho animado e alguns tipos catastróficos de filmes, o cinema 2D é a melhor opção. Pelo menos para mim, o efeito 3D precisa ter um propósito, não pode nem deve ser utilizado indiscriminadamente ou apenas porque dá bilheteria. Bem mais cara por sinal.

Cartaz do filme

Imagine um filme como Meia Noite em Paris em 3D. Ficaria bobo, com cara de produção da Disney, ou pior, com cara de parque temático e montanha russa ... Também não é só por ser de ação que um filme precise ter efeito 3D. É o caso, por exemplo, do recém-lançado Os Três Mosqueteiros. Felizmente estamos  vivendo aquela etapa de transição tecnológica, em que o velho convive com o novo até que o novo domine, e os filmes são lançados em 2D e 3D. Eu preferi assistir em 2D.

O 3D não adiciona nada, ao contrário, retira

A história é um clássico literário que se transformou num clássico cinematográfico do tipo aventura de capa e espada. Mas, o romance de Alexandre Dumas é um sucesso desde 1844 porque aborda valores caros ao ser humano, como a lealdade. Lembram do lema: "um por todos e todos por um"? E tem toda a aventura, é claro. 

Tempos românticos, aventureiros

Assim como também fazemos com nossas Blog-Novelas, Dumas romanceou fatos importantes dos reinados de Luís XIII e Luís XIV e da Regência que se instaurou na França entre os dois governos. Ele também retratou as artimanhas do Cardeal Richelieu, uma eminência parda que tramava contra o rei a quem servia e, por consequência disso, as agruras da rainha Ana de Áustria

O Cardeal, o Rei, a Rainha e os Mosqueteiros

O ator que interpreta o Cardeal (Christoph Waltz) é o mesmo que fez o psicopático Coronel Hans Landa em Bastardos Inglórios. Levou até uma merecidíssimo Oscar pela fabulosa interpretação. Talvez até por isso, vi em Richelieu um protótipo daquele que séculos depois aterrorizou a Europa e o mundo, Adolf Hitler. Tal como o alemão, o francês também tinha a sua Gestapo. Daí o conflito com a guarda pessoal do Rei, os Mosqueteiros. 

Quatro contra 40, para ser uma luta justa e uma boa briga

Eu sou fã dessa história desde criança. Sonhava com aquelas aventuras e pautei minha vida por aí. Tornei-me um lutador e um viajante contumaz. O jornalismo apenas se encaixou nesse plano e foi bom porque me ajuda a contar minhas andanças pelo mundo. Agora, no final do ano, embarco em mais uma aventura. Mas, sobre isso, falarei após a viagem : )

Milla Jovovich faz a Milady de Winter e me fez lamentar
que as mulheres tenham trocado o espartilho pelo silicone

Sendo fã incondicional, devo ser também um caso raro, pois assisti todos - literalmente - os filmes dos Três Mosqueteiros já produzidos. Os mesmo aconteceu com os filmes do Tarzan. Acompanhei a evolução nas coreografias de lutas, no capricho das produções e na forma como os roteiristas se "baseiam" na história original. 

Deve ser muito legal interpretar um Mosqueteiro

Nessa evolução, foram incorporados elementos dos filmes de artes marciais, do Missão Impossível, do 007 e muita, mas muita mesmo, imaginação. Ainda não sei se acho bom ou ruim. Sem dúvida, o filme fica mais animado, mas perde na localização de época, aspecto que aprecio quando é respeitado.

O filme é produzido e interpretado por ingleses. A velha rixa entre Inglaterra e França é naturalmente explorada. Claro que os ingleses não perderam a oportunidade de dar uma sacaneada, retratando a realeza francesa como um bando de bichas loucas preocupadas apenas com a moda. Não se deram ao trabalho nem de improvisar um sotaque afrancesado. Os atores e atrizes falam o mais puro e elegante inglês britânico e nós perdemos a chance de ouvir aquelas moças bonitas falando francês, o que, vamos combinar, é uma delícia. 

Não sei porque os ingleses acham que parecem
menos bichas que os franceses

Me deu até saudade da Françoise, que me chamava de Ricardô e eu a chamava de Chiquinhá ... perdidos na selva/ mas que tremenda aventura/ você até jura/ nunca sentiu tamanha emoção/ meu uniforme brim cáqui/ não resistiu ao ataque/ das suas unhas vermelhas/ meu bem, você rasgou meu coração/ Oouooh/ eu e minha gata rolando na relva/ rolava de tudo/ covil de piratas pirados/ perdidos na selva ... (Gang 90 & As Absurdettes)


Bien, o filme é uma tremenda diversão, mas também fala de cavalheirismo, coragem, bravura, lealdade, ideais, honra, amor e amizade. Sempre com bastante humor. Há uma cena em que os Mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis explicam a D'Artagnan como se tornaram obsoletos justamente por acreditar nessa nobreza de espírito. Algo que faz muita falta atualmente.

"Um por todos e todos por um"

O Café & Conversa preza tudo isso e recomenda o filme. Vale o ingresso e é diversão garantida para toda a família. Veja o trailer.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Coador de pano ou de papel?

Romoaldo de Souza 

Frederico Araujo chegou no trabalho ontem, levando um pacote de café e um coador de pano, para espanto do pessoal que trabalha no escritório de frente para o Oceano Atlântico.

Daquele jeito bem curioso, uma colega de trabalho quis saber por que o jornalista resolveu aposentar o coador de papel e passou a usar o de pano, tão tradicional nas famílias do interior de Pernambuco.

Bom, para saber como ficou o café do Fred, faça um clique aqui


Um abraço e bom café! 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Café e água quente

Romoaldo de Souza

O motorista Carlos Moura, morador da cidade de Recife, outro dia estava chegando em casa, depois de ter ido comprar pão na padaria, quando viu a mulher fervendo água para fazer o café da família.

- Êpa! Assim não é possível - gritou nosso leitor.

Moura tinha escutado a gente falar na CBN Recife que não é para ferver água que vai fazer o café. O ideal é quando a chaleira está começando a chiar, apagar o fogo da água que vai ser usada para passar o café.


Um abraço e bom café!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Café Calmo

Romoaldo de Souza
Eu tinha falado antes do sabor do bolo de rolo com um café de acidez acentuada. Hoje eu queria compartilhar uma experiência que provei ontem e que leva o nome de Café Calmo.

A barista Bebel Hamu preparou esse drink que leva baunilha, café forte, camomila, gelo e açúcar caramelado.

Faça um clique, aqui, e comente, como ficou o seu drink:


Um abraço e bom café!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Contra o Tempo e o último minuto de vida

Ricardo Icassatti Hermano

O que você faria se soubesse que tem apenas mais um minuto de vida? Pergunta difícil que o filme Contra o Tempo (Source Code) tenta responder. A partir das mesmas premissas da física quântica utilizadas pelo roteirista Ben Ripley para elaborar o enredo, eu diria que o filme me deu uma das respostas possíveis. Sim, o filme é de ficção científica, mas tem romance.

Cartaz do filme

O capitão Colter Stevens (Jake Gillenhaal) acorda dentro de um trem. Sentada à sua frente, uma bela e desconhecida moça, Christina Warren (Michelle Monaghan), insiste em conversar com ele. Sua última recordação era estar pilotando um helicóptero em combate no Afeganistão. Para complicar, ele está no corpo de um outro homem, o professor Sean Fentress, e o trem explode oito minutos depois.

Imagine o susto de acordar sem saber onde está
e porque estão te chamando por outro nome

Ao acordar novamente, o militar está preso numa cápsula. Seu único contato com o mundo externo é através de um monitor, onde pode conversar com a oficial da Força Aérea Colleen Goodwin (Vera Farmiga). Aos poucos, ele fica sabendo que não se trata de um simulador, mas de uma missão que envolve realidades alternativas, dimensões paralelas, transferência de consciência, viagem no tempo e física quântica. 

O soldado acha que está num simulador

A sua missão é descobrir quem foi o autor do atentado terrorista, pois outra bomba muito pior está prestes a explodir na cidade de Chicago. Além disso, o capitão tem apenas oito minutos para conseguir essa informação. Assim, a saída é reenviá-lo ao passado e "incorporá-lo" no corpo do professor tantas vezes quantas forem necessárias.

Após experimentar várias "reencarnações", ele encontra a bomba

Apesar da dificuldade científica para a maioria, o pano de fundo é a improvável paixão que surge entre o militar e a moça. Isso porque a moça não tem a menor ideia de que o professor por quem está interessada é, na verdade, o capitão piloto de helicóptero. 

Filme bom é assim, agrada você e a sua gata

Como num comercial das Facas Ginzu, ainda tem mais. O militar resolve estender a sua missão. Mas, não vou contar mais nada. É uma trama intrincada, mas também bonita e interessante pelas questões que suscita, como: 

"O que você faria se soubesse que tem apenas um minuto de vida?"
"Será possível se transferir e viver numa dimensão paralela?"
"Uma realidade alternativa seria nossa segunda chance?"
"Será possível transferir a consciência para outro corpo?"
"O que é a morte? É o fim da vida ou apenas a sua continuação?"

Com quem você gostaria de estar no último minuto de vida?

Mesmo que ficção científica não seja a sua praia, assista o filme. Você vai gostar. O Café & Conversa assistiu e gostou muito. Abaixo, o trailer.


Café com Bolo de Rolo

Romoaldo de Souza

A professora Marlúcia Santana passava no fim de semana pelo aeroporto de Brasília, quando deu de cara com um quiosque que está vendendo Bolo de Rolo, a legítima iguaria que é a cara de Pernambuco.

Uma dica, ela, já aprendeu, ouvindo a gente falar de café, aqui na CBN Recife: quer deixar um pernambucano enfurecido, diga que Bolo de Rolo é um rocambole. Ainda bem que Marlúcia já aprendeu a principal lição. Bolo de Rolo não é um rocambole com a massa fina. Bolo de Rolo é tão a cara de Pernambuco que assim como o Sol, a cruz, o arco-íris e a estrela. O bolo de Rolo deveria ser o quinto elemento na bandeira pernambucana.

Para ouvir a dica completa, dê um clique aqui. 


Um abraço, bom café!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Café na garrafa térmica

Romoaldo de Souza

O ouvinte Airton Correia disse que ganhou, no fim de semana, uma garrafa térmica e está doido para usar o presente. Airton perguntou quando tempo o café deve ficar na garrafa. Sinceramente, tempo nenhum.

Sinto desapontá-lo, mas café é uma bebida muito sensível e depois dos dez minutos de feito, começa a oxidar, acontece um processo químico que é a liberação do oxigênio e a perda das propriedades marcantes do café como aroma e sabor.


Um abraço, bom café!

domingo, 16 de outubro de 2011

Lena Gasparetto e um Café em Paris

Ricardo Icassatti Hermano

É bom ter amigos. Acredito que ninguém discorde disso. As redes sociais nos mostraram que é possível fazer e manter novas amizades com pessoas que não temos contato pessoal. O que me levou a pensar sobre o que realmente precisamos para ser amigo de alguém que conhecemos apenas através de pequenos textos, fotos e trocas de impressões sobre este ou aquele assunto.

Fiz algumas amizades através das redes sociais e do blog. Retomei algumas amizades antigas também. Considero todas boas amizades. Por que? Porque mesmo não tendo contato pessoal, nos "encontramos" todos os dias, nos cumprimentamos, nos desejamos coisas boas, conversamos ao longo do dia - são conversas curtas, é verdade, mas são divertidas.

Mas, ainda há outros componentes. Encontramos todos os dias nossos familiares e os colegas de trabalho. Nem por isso rola a mesma gentileza dispensada nas redes sociais. O convívio diário é cheio de armadilhas e precisamos ficar atentos para não cair nelas. A pior delas é perdermos a necessidade ou a noção da necessidade da gentileza em nossas vidas. Sem perceber, deixamos de praticá-la. Basta a presença física e o resto fica subentendido (?).

Mas, estou divagando para chegar onde quero. Uma das boas amizades que fiz através das redes sociais e do blog é a patissière Helena Gasparetto, ou simplesmente Lena. Talentosa na arte dos doces fabulosos, ela rapidamente se tornou uma importante e gentil colaboradora do Café & Conversa, disponibilizando suas receitas de lamber os beiços e as fotos que nos tiram o juízo. Coincidência ou não, todas harmonizam perfeitamente com várias canecas de café : )

E como gentileza não tem fim ou medida, a amizade da Lena é um poço sem fundo nesse quesito. Amigos são assim, sempre lembram da gente quando vêem algo que nos agrada. Amigos nos carregam no coração. Foi assim que a Lena nos carregou em sua recente viagem à Cidade Luz, à capital mais romântica do mundo: PARIS! Bastou a ela ver o primeiro café para ser tomada pela lembrança do Café & Conversa : )

Gentilmente, Lena foi especialmente ao Café de Flore para degustar um espresso, saborear alguma delícia e nos contar suas impressões. Esse café é vizinho do igualmente famoso Le Deux Magots, já abordado aqui no blog, e defronte à Igreja de Saint Germain de Prés. Tá bom ou quer mais? Então fique com o texto e as fotos da nossa amiga e colaboradora Lena Gasparetto : )

Um café em Paris
Helena Gasparetto

Em setembro passado fiz uma viagem a Paris e Veneza. Difícil dizer qual delas encanta mais... Veneza eu não conhecia, e deixei-me levar pelos seus encantos...

Paris é uma velha amiga de tempos sempre bons e felizes; de reflexões e deslumbramentos. Não no sentido pejorativo da palavra, e sim de êxtase puro, da vontade de lá ficar mais; das coisas que ainda não fiz, dos lugares que ainda não fui.

Ah, meus tempos em Paris ...

A cada viagem a Paris eu me programo para tantos afazeres e sempre cumpro a metade. Na verdade, os lugares são tantos e os taxis, cada vez mais escassos, o trânsito cada vez mais intenso. Não importa. Faço do tempo uma soma de prioridades, de menos sono, de mais viver... e as coisas boas ficam onde nenhuma câmera alcança – pois é dentro de minha mente e memória que as emoções vividas em cada passo, perambulando pela cidade, são guardadas para sempre. Com alma, não somente com imagens.

Igreja onde se agradece o café nosso de cada dia : )

Prometi ao meu amigo Kassatti (sou eu : ))) que escolheria um café parisiense para, num final de tarde, relaxar, apreciar, refletir. E escolhi o Café de Flore. Poderia ter sido qualquer outro... mas nele eu ainda não havia ido – então aproveitei para conhecer. Ao seu lado, fica o famoso Les Deux Magots  - bem em frente à Igreja de Saint-Germain-de-Près.

Um dia a gente sai da aba dos amigos e vai conhecer pessoalmente ... (rs)

O Café de Flore nasceu em 1887, na Boulevard Saint-Germain, e foi sala de visitas de intelectuais importantes que fizeram história; pintores, jornalistas, escritores – entre eles o casal Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, e o pintor Pablo Picasso.

Mas, quem tem amigo não morre pagão : )

Pedaço da intelectualidade de épocas seguidas, o Café de Flore manteve quase intactas sua arquitetura e decoração art-nouveau. O burburinho de pessoas nas imediações de Saint-Germain-de-Près não intimida. Convida...

Tomar um café num lugar desses, numa cidade dessas ...

Estar ali é mais que tomar um café. É estar vivo, num pedaço da história, olhando o movimento da vida, das pessoas, dos encontros, das conversas e das paixões.

Agora já não sabemos se isso é gentileza ou pura maldade ... (rs)

Adoro Cafés parisienses. E confesso que apesar do café ser ótimo, bem tirado, e o sanduíche de emmenthal na baguette, delicioso, a gente presta mesmo é atenção na maravilha do “ao redor”!

Salut!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Café com suco de laranja

Romoaldo de Souza

Nesta época do ano, início da Primavera, basta a gente dar uma saída do centro da cidade, dessa zona de prédios e construções, e começar a rodar mais para o interior que a sensação é de reflorescimento da fauna e da flora.

É a época em que muitos cafezais estão dando flor e na região produtora de laranja, também. O laranjal está amarelando. E é aquele perfume maravilhoso...

Feche os olhos, por um instante, e sinta a sensação da Primavera, com esse drink que leva café forte, bem gelado, pedras de café congelado, uma pitada de açúcar, suco de laranja e sorvete de creme.

Bata tudo no liquidificador. E para enfeitar, coloque um flor de laranja A sua primavera está apenas começando.


Um abraço e bom café!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Café e Alucinações

Ricardo Icassatti Hermano e Romoaldo de Souza

O café já foi uma bebida de consumo restrito a sacerdotes que queriam entrar em contato com o mundo sobrenatural. Sim, o café pode provocar alucinações. Mas, não se assuste. É preciso tomar muito café para chegar nesse ponto, segundo pesquisa divulgada pela revista Super Interessante, da Editora Abril.

Cobaias humanas de uma pesquisa da Universidade de Durham, no Reino Unido, passaram a ouvir vozes após tomar sete copinhos de café num dia. Os cientistas acreditam que as alucinações foram provocadas pelo excesso de cafeína, que teria aumentado os níveis no hormônio que regula o estresse, o cortisol.

Como sempre defendemos aqui no blog, a moderação e o equilíbrio são a certeza de desfrutar o prazer de um bom café por toda a vida. Em doses moderadas, o café acaba sendo um santo remédio.

Faça um clique aqui, para escutar o podcast


Um abraço e bom café!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Café e Criança

Romoaldo de Souza

A maioria das pessoas com quem tenho conversado sobre café, fala de uma lembrança do aroma que vinha da cozinha da vovó e aquele cheiro contagiando a casa, animando as pessoas, despertando o interesse.

São lembranças da infância e que muitas vezes a gente tem dificuldade de passá-las adiante por puro preconceito. Dizem, sempre, que café faz mal à criança e essas coisas sem qualquer cientificidade. 

Hoje, a gente lembra um estudo da nutricionista Simone Simas, que trabalha no Centro Diagnóstico Cardiológico, em São Paulo e ela não ver qualquer problema dar café às crianças, desde que não sejam doses exageradas.


Clique para ouvir o podcast:


Um abraço, bom café! Bom Dia da Criança!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Café de supermercado

Romoaldo de Souza

O estudante Antonio Robison disse ter ficado com os lábios ardendo, mas conseguiu provar um drink que tinha recomendado aqui na CBN, semana passada, de café com pimenta.

Eu tinha falado que o ideal era usar um café adocicado. E quando digo adocicado, são cafés que naturalmente já vem com esse sabor, o que é diferente de um café adoçado.

Um café com leve toque de melaço de cana de açúcar, comum, na região da Chapada Diamantina, no Sertão da Bahia ou boa parte daqueles produzidos nas cooperativas de Taquaritinga do Norte.

Aí, novamente, o estudante me pergunta se é possível encontrar esses cafés especiais nas prateleiras dos supermercados.

Em geral não. O café de Taquaritinga do Norte, por exemplo, é quase todo ele para exportação, assim como são os cafés do Sul de Minas, do Sertão da Bahia, do Noroeste de São Paulo.

Aqui no Brasil a quantidade de café que fica, antes de ser exportado, é pequena. Por isso mesmo, não é em qualquer mercadinho que a gente encontra um café especial. Ainda porque essa referência está mudando, os brasileiros estão cada vez mais sendo exigentes, tomando café bom. 


Um abraço e bom café