quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pudim de pão, chocolate e café

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

A receita, desta sexta-feira pode ficar na geladeira,
deixe um pedacinho para o fim de semana!
A semana está chegando ao fim e o Café & Conversa traz para vocês mais uma receita bacana para degustar nos próximos dois dias de merecido descanso. Esse prato doce pode ser a sobremesa do almoço de domingo e, se vocês forem espertos, vão guardar um pedação para comer antes de encarar a segunda-feira. 

Escute e podcast




Anote aí os ingredientes:


Pudim de Pão, Chocolate e Café

Ingredientes

- 175 g de chocolate meio amargo (70% cacau) picado
- 750 ml (ou 3 xícaras) de creme de leite, dividido em duas porções
- 175 ml (ou 3/4 xícara) de açúcar cristal
- 125 ml (ou 1/2 xícara) de café bem forte ou espresso
- 125 (ou 1/2 xícara) de manteiga cortada em cubos
- 12 fatias de pão dormido, brioche ou pão de forma
- 4 ovos

Preparo

Unte uma forma pirex (vidro que possa ir ao forno) e reserve.

Numa panela média, junte o chocolate, 2 xícaras de creme de leite, açúcar, café e manteiga. Misture e derreta em fogo MÉDIO-BAIXO, mexendo ocasionalmente, até que a mistura esteja homogênea. Retire do fogo e deixe esfriar.

Enquanto isso, corte fora as cascas das fatias de pão e forme pequenos quadrados. Corte esses quadrados na diagonal, formando quatro triângulos. Reserve.

Em uma tigela grande, bata os ovos. Gradualmente (um fio), adicione os ovos batidos à mistura de chocolate e vá misturando bem. 

Coloque uma camada da mistura, mais ou menos 1 centímetro, no fundo da forma untada. Sobre essa camada, disponha uma camada com metade dos triângulos de pão. Coloque outra camada de chocolate, mais uma de pão e finalize com uma camada de chocolate. Com um garfo, pressione os triângulos de pão durante todo o processo. Deixe descansar por 10 minutos, depois cubra com filme plástico e leve à geladeira por no mínimo 24 horas e no máximo 48 horas. 

Aqueça o forno a 180º C. Remova o filme plástico da forma e asse por 40-45 minutos ou até que a superfície esteja firme e o interior macio como um pudim. Retire do forno e deixe esfriar por pelo menos 10 minutos. Sirva o pudim morno com o creme de leite gelado restante.


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Canibalismo do amor ...

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Namorada de chocolate ... Nhac!
Nessa semana, falamos sobre como a cidade de Nova Iorque é a campeã mundial da invenção de moda. Mas, Tóquio está querendo tirar o título da cidade americana. Uma cafeteria toda bacana chamada FabCafe, instalada na capital japonesa, resolveu explorar o narcisismo da sua clientela feminina e lançou uma linha de chocolates que podem sair com o rosto das moças.

Mas, para que uma mulher iria querer seu rosto num chocolate? Ora, para presentear o namorado no próximo dia 14 de fevereiro, quando é comemorado o Dia dos Namorados, claro! No Japão, é bom explicar, a tradição manda que apenas as moças presenteiem os rapazes nesse dia e o costume por lá é justamente dar chocolates, pois são um sinal de sinceridade e dedicação. 


A coisa funciona da seguinte maneira. A cafeteria digitaliza os rostos das meninas apaixonadas. A partir dessas imagens, são criados moldes de silicone que servirão de formas para fazer o chocolate personalizado. No Dia dos Namorados, o rapaz poderá comer uma caixa cheia de chocolates com o rosto da sua amada. É o canibalismo do amor na terra do Godzilla.


É pra deixar o cabra grilado ...

Depois do susto, no dia 14 de março será a vez dos rapazes. Nessa data é comemorado o "Dia Branco" e eles é que dão presentes para as suas namoradas. Será que a cafeteria também vai lançar uma linha especial de chocolates?

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Café ajuda pacientes com doença arterial coronariana

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Vá a uma boa cafeteria, se delicie com um café de qualidade,
enquanto lê essa matéria e escuta e podcast
Nós sempre trazemos para vocês as pesquisas científicas feitas sobre o café. São pesquisas americanas, inglesas, francesas e outros países do chamado mundo desenvolvido. Elas são importantes, mas nós gostaríamos de ver mais pesquisas made in Brazil. Assim, vocês podem imaginar nossa alegria em apresentar uma pesquisa totalmente brasileira sobre os efeitos do café em doença arterial coronariana. 

Essa pesquisa foi coordenada pela nutricionista Juliana Gimenez Casagrande, da Universidade de São Paulo (USP), como parte do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Nutrição Humana Aplicada (Pronut). Foram acompanhados e examinados 115 portadores de doença arterial coronariana, que eram pacientes do ambulatório de cardiologia do Instituto do Coração (Incor) Osasco e da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clinicas (HC).




Após um ano e meio, a Dra. Juliana descobriu que o consumo de café não interfere na gravidade da doença. Ao contrário, a pesquisa revelou que o aumento de uma xícara (50 ml) no consumo diário pode diminuir em cerca de 3,15% a probabilidade de agravamento da doença.


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pesquisas e pesquisas

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Ao longo dos quase quatro anos de existência do blog Café & Conversa, temos visto, lido e ouvido inúmeras pesquisas sobre a nossa bebida predileta, o café. Muitas dessas pesquisas são realmente interessantes e sempre levamos a notícia aos nossos leitores. Mas, uma parte delas cheira a besteirol e, por isso, damos algumas risadas e as deixamos de lado.

Mas, hoje resolvemos trazer uma das pesquisas mais bestas que já tivemos conhecimento. Essa foi publicada na Inglaterra pelo Jornal de Urologia (The Journal of Urology) e "sugere" que os homens que consomem algo como uma xícara e meia de café por dia estão mais propensos a ter incontinência urinária. Segundo os pesquisadores, a cafeína pode causar irritação na bexiga.

A pesquisa foi baseada em respostas de cerca de quatro mil homens numa pesquisa nacional de saúde, em que 13% deles relataram vazamento. Somente 4.5% relataram um problema considerado moderado ou grave. Pesquisadores americanos do Departamento de Urologia da Universidade de Washington já rebateram essa pesquisa e apontaram suas fraquezas.

Ainda bem, porque já tinha gente tão preocupada aqui na redação do blog que estava até fazendo estoque de fraldas ...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Babyccino, você ainda vai ouvir falar disso


Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Babyccino, o cappuccino das crianças é descafeinado
e os especialistas consideram saudável
e "totalmente inofensivo", desde
que tomado com moderação
Seja pela arte ou pelo dinheiro, Nova Iorque é a cidade mais famosa do mundo e a preferida por nove entre cada dez terroristas para um ataque. Piadas à parte, a metrópole é considerada a capital do mundo porque reúne gente de quase todos os países e, se você ainda não sabe, foi criada por judeus pernambucanos que fugiram da Inquisição e se instalaram naquela ilha. 

Mas, toda essa mistura de raças e culturas é muito boa, porque dá a Nova Iorque um grau de criatividade difícil de ser encontrado em outro lugar. A cidade literalmente inventa, recicla e/ou importa moda e exporta para o mundo através dos milhões de turistas que a visitam anualmente. Por isso, logo logo vamos ver em nossas cafeterias o Babyccino.

Está curioso? Peraí que a gente explica. A novidade foi criada há uns dez anos na Austrália e espalhou-se pela Inglaterra. Há alguns meses, invadiu um bairro novaiorquino chamado Brooklyn, famoso por suas cafeterias, e está tomando conta da América. 

O Babyccino é um Cappuccino para crianças, feito com café descafeinado e servido numa xícara menor. A criançada adorou a ideia pela gostosura que é e os pais e avós adoraram porque filhos e netos pararam de perturbá-los pedindo para experimentar seus cafés. 


Além de gostoso, o Babyccino é totalmente inofensivo e saudável, porque uma dose de  café descafeinado tem menos cafeína que um refrigerante. Entrevistada, uma mãe do Brooklyn disse que seu filho é fã da novidade. Ela afirmou que o garoto frequenta cafeterias desde que nasceu e que algumas das suas primeiras palavras foram "coffee shop" (cafeteria). 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Café com caldo de cana

Romoaldo de Souza


Garapa é caldo de cana-de-açúcar. Da garapa - depois de passar por um processo de fermentação - é feita a cachaça, o açúcar e o etanol.



- E caldo de cana é a mesma coisa de garapa? - quis saber o menino.


Quando ouvi a pergunta, lembrei-me das casas de moagens, no sertão de Pernambuco. Tomar garapa era uma obrigação para a criançada da minha idade.


- "Minino", bebe essa garapa que tem ferro! Tem vitamina - diziam os mais velhos.
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De posse de uma tosseira de cana caiana, estava lendo o comentário da chef de cozinha, Stela Morato, e vi que ela escreveu no blog Mexido de Ideias que tinha feito um experimento, misturando café com caldo de cana-de-açúcar.

Então, pensei comigo: o experimento da Stela deve ter fico bacana. E ficou, pelo que ela descreveu, ficou. Peguei um café do Sul de Minas Gerais, com acidez acentuada e fiz meu próprio experimento. 

Quer saber como ficou? Escute o podcast

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Café com queijo de coalho

Romoaldo de Souza

Tem um ditado que diz que se você quer identificar um mineiro, é só jogar um queijo que ele corre atrás.  Mas o queijo não é uma exclusividade mineira. A primeira queijeria do Brasil data de 1581 e foi implantada na Bahia. O que não quer dizer que os mineiros não gostem de queijo. Gostam e gostam muito.


Escolhemos um café equilibrado para fazer essa harmonização.
O Yaguara é perfeito para ser tomado comendo queijo de coalho

Hoje, eu me lembrei que minha avó ia na beira do fogão de lenha, mexia no tição, naquele braseiro, e assava um pedaço de queijo de coalho que era de dar água na boca só em vê-la preparar.

A foto é do pessoal do blog Salada à Brasileira a quem agradecemos pela gentileza. A harmonização ficou perfeita. 
Café com queijo de coalho é de dar água na boca

Para saber sobre a harmonização que fizemos do Café Yaguara com o queijo de coalho, escute o podcast e tenha um bom apetite! 



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Comprar café pelo preço não é critério

Romoaldo de Souza

Uma seguidora do blog chegou em um sebo que, além de livros, vende também cafés e comprou meio quilo de grãos, utilizando o sistema da seleção "natural". Pelo preço.

- Eu achei o pacote bonito e o preço acessível. Paguei R$ 8. O quilo sairia por R$ 15 - disse.

Café selecionado, que passe por rigoroso controle de qualidade, desde a escolha do grão até o jeito de plantar, dá trabalho. Depois, vem a secagem, torra, distribuição, impostos e mais impostos. Não tem jeito, custa caro produzir café bom.

Não é qualquer café, mesmo o coado ou passado na french press
que dá essa crema consistente, não

Ruim, não. Ruim em geral é refugo. É café sem critério sem selo de qualidade.



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Canecas, canecas e mais canecas! Uma marca do Café & Conversa

Romoaldo de Souza

Ultrapassamos os 305 mil acessos, no blog. Mais de 3 mil e 300 seguidores no twitter, quase 500 seguidores curtiram nossa fan page. Mais que uma meta, nosso objetivo é chegar ao maior número possível de apreciadores do bom café. 

Canecas para seguidores que compartilharam nossa última promoção

De segunda a sexta-feira, na Rádio CBN Recifeaqui no blog e na fan page, trocamos ideias, pontos de vista, compartilhamos receitas e instigamos as pessoas a tomarem bons cafés. 

Aqui, no blog Café & Conversa, nós fazemos as promoções, mostramos as 
canecas e ainda pedimos que os contemplados saiam por aí fazendo cliques com o mimo

Da mesma forma e sempre que a grana permite, fazemos promoções como esta, cujo resultado estamos divulgando agora. Foram mais de 60 seguidores compartilhando nosso comentário e eis que os ganhadores são os listados abaixo. Pediríamos que encaminhem e-mail com o endereço para que possamos fazer postagem nos correios. Um abraço, bom café! 

Nosso e-mail cafeconversa1@gmail.com

É tanta caneca que nem cabe na foto. Fique ligado, lincado, atento que em breve 
faremos promoções. Curta nossa fan page, acompanhe a programação
da CBN Recife, se ligue no blog. Fácil, fácil!


  1. Aline Souza - Caruaru-PE
  2. Bruno Magnata - Jaboatão dos Guararapes-PE
  3. Linaldo Lima - Recife-PE
  4. Luciana Andrade Cruz - Brasília-DF
  5. Jerson Minoru Yokota - Bragança-SP
  6. Tiago Pegon - Brasília-DF
  7. Hélio José Santana - Recife-PE
  8. Jônatas Mesquita - Cáceres-MT
  9. Jorge Lins - Cidade do México (México)
  10. Mari Delphino - Araraquara-SP
  11. Emerson Mantovani - Brasília-DF
  12. Neide Santos - Recife-PE
  13. Cássio Lima - Goiânia-GO
  14. Iara Lemos - Brasília-DF
  15. Edinilza Medeiros - Brasília-DF

Café na luta contra a celulite

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

As mulheres tem uma inimiga implacável. É o pesadelo da celulite. Dez entre dez mulheres perdem o sono quando identificam os furinhos e bolinhas. a temida "casca de laranja", se instalando na região entre a cintura e os joelhos. E dá-lhe massagens, aplicações de produtos químicos proibidos pela Convenção de Viena, mandingas, rezas brabas e tudo quanto é coisa que apareça em revistas de fofocas. Mas, o tempo da ansiedade acabou. Para tudo há uma solução, até para a celulite. 

Essa dica vem de Hollywood, terra das estrelas de cinema com corpos e peles perfeitas, deusas da telona. Uma delas, a atriz Halle Berry, descobriu no café o parceiro ideal em sua luta incansável contra a celulite. A ganhadora do Oscar de Melhor Atriz de 2002, pela atuação impecável no filme "A Última Ceia", utiliza pó de café como material esfoliante em suas coxas. 


A atriz jura de pés juntos que o pó de café a livrou do temido aspecto "casca de laranja" que ameaçava suas coxas. Especialistas também garantem que a cafeína tem o poder de reduzir a celulite, acelerando o metabolismo, aumentando o fluxo sanguíneo e eliminando as células de gordura abaixo da pele. Por isso, vários cremes utilizam a cafeína como ingrediente. Mas, para se livrar mesmo da celulite, aí vai a nossa receita:

- Pó de café
- Azeite de oliva extra virgem
- 1 colher (sopa) de sal meio grosso, mais fino que o de churrasco
- Luva de banho com bucha

Misture o pó de café e o azeite até formar uma pasta grossa. Adicione o sal e misture só um pouco para não derreter. Meia hora antes do banho, vista a luva, apanhe um punhado da mistura e esfregue pelo corpo, especialmente nas partes onde houver celulite. Mantenha a mistura no corpo por 30 minutos, depois tome um banho com água morna. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cafeína e moderação

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast


Deu no New York Times. Pesquisa feita nos Estados Unidos junto a hospitais revelou que houve aumento no número de pacientes, em sua maioria jovens entre 18 e 25 anos de idade, socorridos em salas de emergência devido a complicações  ligadas ao consumo excessivo de cafeína através de bebidas energéticas. Segundo o jornal americano, o setor de bebidas energéticas registrou vendas no valor de US$ 100 bilhões no ano passado. 

De acordo com dados da Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental, em 2011 foram relatados 20.783 casos, contra 10.068 em 2007. Os pacientes chegaram aos hospitais com ataques de ansiedade, dores de cabeça, arritmia cardíaca e ataques cardíacos. A pesquisa se baseou em estatísticas coletadas através da Rede de Aviso de Abuso de Drogas, em que os hospitais informam os casos. Cerca de 42% dos pacientes tinham problemas ligados a bebidas energéticas misturadas com álcool e substâncias como remédio para déficit de atenção, que também são estimulantes.

O New York Times ainda noticiou que o setor de bebidas energéticas está sob fiscalização da Food and Drug Administration (FDA), agência americana que regula remédios e alimentos, pois tem recebido muitas denúncias de ferimentos e mortes envolvendo esse tipo de bebida. Não vai demorar para começarem a proibir o consumo desses energéticos. Pelo menos para os menores de idade.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Django e a "causa" ...

Ricardo Icassatti Hermano

Quentin Tarantino realmente domina a arte do cinema. Especialmente o tipo de cinema que faz: Trash Movie. Depois de um bom almoço, fui com a filharada assistir a mais recente obra do diretor, Django Livre (Django Unchained). Lá em casa não há dúvida, Tarantino é um gênio na sua área e estilo. Mas, tem gente que não gosta e até queria vê-lo defendendo uma suposta "causa" em seu novo filme.

Cartaz do filme

Segundo me relataram - porque não perco meu tempo com isso - o premiado diretor de cinema Spike Lee deu entrevista dizendo que se recusa a assistir esse filme. Ora, disse eu, azar o dele, que perdeu um filmão. Também li por aí sobre a falsa polêmica em torno do "uso excessivo" da palavra "nigger", algo como "crioulo" numa tradução livre. 

Graças a Deus a democracia americana não discute mais a liberdade de expressão e de opinião. Aqui no Brasil ainda é um Deus nos acuda, mas também ainda não somos uma democracia. Assim, a falsa polêmica foi logo desmascarada por um professor universitários afro-americano, estudioso da escravidão, que defendeu o uso da palavra no filme pois se trata de um filme de época e naquela época era essa a palavra usada. Óbvio né? Hoje, a palavra é tão politicamente incorreta que a imprensa se refere a ela como "the n-word". Eis um belo artigo sobre o assunto.

Tarantino é detalhista e dirige todas as cenas e enquadramentos


A verdade é que Quentin Tarantino faz o que gosta, da maneira que acha melhor e tem a liberdade de fazê-lo garantida pela Constituição americana. O que para algumas pessoas é imperdoável. E ainda bem que é assim.


Mas, vamos ao filme. Tarantino voltou ao que gosta de fazer e mais uma vez nos apresenta uma história de vingança com muita violência estilizada. As explosões de sangue são pura história em quadrinhos e a psicopatia não escolhe um lado, "bem" ou "mal", tanto faz. Ela apenas está lá em todo lugar, em todos os personagens e se manifesta de todas as formas possíveis, incluindo as cômicas. Como a discussão entre um bando de caipiras texanos retardados sobre os capuzes estilo Ku Klux Klan que estão utilizando para um ataque.

Cada tiro é uma explosão de sangue. Exagero como estilo

Os diálogos são um capítulo à parte. Pouca gente hoje na indústria americana do cinema sabe escrever diálogos como o Tarantino. Basta ver a tentativa patética de copiá-lo no filme O Homem da Máfia (Killing Them Softly). Dá vergonha alheia. Prestei bastante atenção na reação da plateia durante as cenas violentas de Django Livre, quando as pessoas riam ou comentavam, e durante os diálogos, quando todos se calavam e não desgrudavam os olhos da tela. 

Franco Nero, o Django original, faz uma ponta

Outra coisa que prestei atenção foi na reação durante as cenas ultrarrealistas de maus tratos aos escravos. As pessoas gemiam no cinema e soltavam um "puta merda" aqui, um "puta que pariu" ali, um "caralho" acolá. A crueldade pura e simples, retratada sem qualquer brandura, ainda choca. Nessas cenas, Tarantino não usou o estilo cartoon sangrento, apenas os fatos e suas consequências. O cara sabe o que faz.

Um caçador de recompensa e um escravo se juntam
e tem início a aventura

Jamie Fox faz o papel principal, Django, um escravo que se associa a um alemão, o excelente Christoph Waltz interpretando o Dr. King Schultz, um caçador de recompensa que se disfarça de dentista e no fundo é um grande golpista. De lambuja, Django leva a liberdade e a promessa de recuperar sua esposa, agora propriedade de um fazendeiro do Mississipi, uma bicha cruel chamada Calvin Candie e bem interpretada por Leonardo Di Caprio. O nome da fazenda é Candyland ...

Calvin Candie, uma bicha escravocrata e cruel

Outro trabalho excepcional de atuação fica por conta do Samuel L. Jackson, que interpreta Stephen, o escravo odiado pelos demais escravos, aquele que cuida da casa grande e se alia ao dono dos escravos. Consegue uma vida boa, longe do trabalho pesado e dos castigos brutais. Mas, é um tremendo fingido, malandro, dedo-duro e atua para manter o controle dos escravos. No filme, ele ainda é um conselheiro de Calvin Candie.

Samuel L. Jackson, um ator sensacional que escolhe o papel que quiser  em qualquer filme do Tarantino

Claro que tudo isso regado a sangue, tiros, explosões etc. Afinal, é isso o que queremos assistir quando vamos ao cinema para ver um filme do Tarantino. Se quiséssemos ver um romance, um documentário, um drama ou qualquer outra coisa, procuraríamos outro filme. E o diretor, que também é o autor do roteiro, nos entrega o que promete: Entretenimento de primeira. Nada além disso. Tanto ele não se leva a sério que interpreta um caipira que termina explodindo. 

Caipiras texanos retardados

Tarantino brinca com a realidade e a sua fértil imaginação. Ele, como qualquer pessoa, também pensa: "puxa, essa história poderia ter sido diferente, ter um outro final". A diferença é que ele domina a arte do cinema e executa brilhantemente suas fantasias, suas histórias e seus finais. A maioria de nós fica apenas no pensamento. Ele ainda precisa enfrentar gente chata que vai assistir seus filmes e quer ver justamente o que ele nunca se propôs a fazer. 

Elenco tipo fodástico

Django Livre não é um panfleto contra a escravidão, mas traz a figura do escravo furioso que se vinga matando seus opressores, o que ainda assusta muitos brancos americanos. Ao mesmo tempo, o protagonista nada faz pelos demais escravos. Ele tem apenas um objetivo que é resgatar sua mulher e no máximo aconselha os demais a se virarem. Django é tão psicopata quanto os outros personagens. Assiste impassível um escravo ser destroçado por cachorros para não comprometer seu disfarce. É a vida. Precisamos estabelecer prioridades e fazer escolhas. 

Aprendam, não existe psicopatia do "bem" ...

O Café & Conversa assistiu Django Livre, gostou muito e recomenda fortemente, é diversão para toda a família. Veja o trailer:


sábado, 19 de janeiro de 2013

Cafeteira Napolitana

Ricardo Icassatti Hermano

Todos nós conhecemos a tradicional cafeteira italiana Moka, aquela feita de alumínio, octavada, dividida em três partes e que vai ao fogo. É o primeiro artefato que produz espresso caseiro que conhecíamos. Até descobrirmos que a Moka é uma evolução de outra cafeteira ancestral: a Cafeteira Napolitana (Caffettiera Napoletana).

Como o próprio nome revela, sua origem está na cidade de Nápolis, na Itália. Mas, ela foi inventada em 1819 por um funileiro francês de nome Morize. A novidade chegou a Nápolis e caiu na graça de toda a Itália em seguida. Os napolitanos gostaram tanto que logo a batizaram (Cuccumella, em dialeto napolitano) e ficou parecendo ter sido inventada por eles. É preciso ressaltar que, naquela época e até meados do século XX, o café era vendido verde ou cru. As pessoas torravam e moíam o café em casa.

É assim mesmo que ela vai ao fogo, de cabeça para baixo

A Cafeteira Napolitana também é dividida em três partes ou câmaras, mas não faz espresso. Faz café coado de uma maneira bem original. Na primeira câmara, coloca-se água. Na segunda câmara, coloca-se o pó de café. Essa segunda câmara tem furinhos no fundo e é fechada com uma tampa-filtro. Ela é inserida na primeira câmara, com uma distância de cerca de meio centímetro da água. A terceira câmara se encaixa em cima da segunda e é apenas um bule que fica de cabeça para baixo. 

A cafeteira se divide em três câmaras

Depois de fechada, leva-se a cafeteira ao fogo baixo. Depois que a água ferver, deixe no fogo ainda uns dois ou três minutos para que o vapor exalte o aroma e o sabor do café. Apague o fogo e vire a cafeteira ao contrário. A água vai descer para o bule passando pelo pó de café e pelo filtro, caindo no bule que estava vazio. A coagem leva de cinco a oito minutos.

É muito simples e o café deve ficar delicioso, porque os napolitanos são adeptos dessa cafeteira até hoje e nem querem saber da Moka. Resolvemos pesquisar e encontramos coisas interessantes, como uma cena de uma comédia italiana feita para televisão em 1962, chamada "Questi Fantasmi"

Originalmente, o texto foi escrito em 1945 como uma peça teatral, em três atos, pelo ator Eduardo de Filippo, que interpreta o protagonista. Nesta cena, ele explica porque bebe café e como manuseia a Cafeteira Napolitana

Graças à generosidade e ao conhecimento da língua italiana da jornalista Helena Ines Rodrigues Fortes, podemos disponibilizar a tradução do diálogo dele com um certo "professor". Assista e leia a tradução logo abaixo.


Tradução

"Olá, professor. A nós, napolitanos, querem tirar também esse momento de relaxamento do lado de fora, na varanda... E por exemplo, professor, eu renunciaria a tudo, com exceção desta xícara de café que se bebe tranquilamente na varanda, depois daquela meia hora de sono depois do almoço, sabe... Aquele pouco de (boceja) ... Desculpe-me... E eu é que tenho que preparar o café, com minhas próprias mãos... Sou muito ciumento (risos).... O quê? Ah, não, minha mulher? Não, não, não. Minha mulher não ajuda, entende? É muito mais jovem que eu. Essa geração nova perdeu esses hábitos, que eu considero que, sob um certo ponto de vista, são a poesia da vida, porque além de me ocupar o tempo, traz uma certa serenidade de espírito... (pausa) Bravo, muito bem! E depois, quem mais poderia preparar para mim uma xícara de café como eu, com o mesmo zelo, o mesmo amor? O senhor deve entender que, sendo eu que sirvo a mim mesmo, sigo a verdadeira tradição, não descuido de nada... Preparo o café, seguindo todas as regras. Por exemplo, com isso, ah? Sobre o bico... O senhor está vendo o bico, ah? Este aqui! Mas o senhor está olhando pra mim? O bico da cafeteira! (pausa) Não, imagina! Não estou enraivecido! [trecho incompreensível] Não, eu estava brincando. Eu estava dizendo que o senhor deve cobrir o bico, com essa “tampa” feita de papel. Parece inútil, mas tem a sua função. É porque o vapor denso do primeiro café (aquele mais denso) não se dispersa. Pelo contrário, fica dentro e perfuma todo o ambiente interno e o prepara para receber o café... [trecho incompreensível], professor, lembre-se: antes de deixar cair a água, que para mim tem que ferver por mais ou menos dois minutos para alcançar a temperatura adequada... Como dizia, antes de virar a cafeteira para deixar cair a água, na parte interna da cápsula com furinhos... Não, não, do outro lado, onde se versa a água: feche o recipiente e depois o vire de cabeça para baixo... onde se versa a água... Isso. No fundo, coloque ali uma colherzinha de pó de café que você acabou de moer... (pausa)  É um pequeno segredo... (pausa) É sim, porque a água fervente, já se aromatiza naturalmente no momento em que é versada. Então, o café fica muito mais perfumado, fica bem mais gostoso... É uma grande satisfação. E evito também de ficar enraivecido, porque se por um acaso o café não sai bom, se por um erro, deixo cair o pedaço de cima e se junta com o pedaço de baixo, e aí se mistura talher e café... Enfim, se o café fica ruim, como sou eu que preparo o café, não posso me enraivecer com ninguém. Eu me convenço que o café está bom e bebo do mesmo jeito. Bem,  ou bebo, ou tchau. Mais um pouco. Professor, o senhor se diverte também? Porque eu o vejo fora na varanda fazendo sempre a mesma coisa... de manhã bem cedo... 

Vejo o senhor com o jornal... Sim, sim, sempre os mesmos costumes... Bem, mas como eu dizia, como minha mulher não me ajuda, eu mesmo torro o café. Sim, sim, e essa é a coisa mais difícil: saber qual é o ponto certo... a cor, professor, a cor! Deve ser cor de manto de monge. Cor de manto de monge. O senhor está servido, professor? Dá licença. Sinta que perfume! Uma maravilha! Um minuto, professor... (experimenta o café) Ah, isso não é café, é chocolate!" 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Bolinho para o final de semana chuvoso

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Chegou a sexta-feira e o seu blog predileto traz mais uma receita gostosa para acompanhar o seu café nesse final de semana chuvoso. Hoje temos o Bolinho Amanteigado de Banana e Café. Uma delícia! Anote aí a receita:



Bolinho Amanteigado de Banana e Café

Ingredientes

- 4 bananas médias amassadas
- 1/2 xícara de açúcar
- 1/2 xícara de açúcar mascavo
- 1/2 xícara de manteiga derretida e dourada
- 1/2 xícara de leite
- 1 ovo grande em temperatura ambiente
- 1 1/2 xícaras de farinha de trigo
- 1 colher (chá) de café instantâneo
- 1 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 1 colher (chá) de sal
- 170 g de chocolate meio amargo picado

No "Piazza del Caffè" - Arraial d'Ajuda (BA), o café que está sendo servido no vilarejo
combina bem com nossa receita deste fim de semana


Preparo

Preaqueça o forno a 180º C. Unte uma forma com 12 cavidades para bolinhos (muffins) e reserve.
Para dourar a manteiga, leve ao fogo MÉDIO-BAIXO por 5 a 8 minutos. Retire e deixe esfriar. 
Em uma tigela, misture a banana amassada, o açúcar, a manteiga dourada, o leite e o ovo.
Em outra tigela grande, misture a farinha de trigo, o café instantâneo, o bicarbonato de sódio e o sal. Faça um furo no centro e despeje dentro a mistura de banana. Misture bem e coloque na forma de bolinhos. Encha até 3/4 de cada cavidade.
Leve ao forno por 20 a 25 minutos ou até que um palito enfiado no centro de um bolinho saia limpo. Retire do forno e deixe esfriar por pelo menos 20 minutos. Desenforme os bolinhos e deixe esfriar completamente.
Os bolinhos podem ser guardados em recipiente fechado por até uma semana. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Café contra a demência

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Essa dica veio dos nossos leitores. Pesquisa feita com tomografia sobre os efeitos do cafeína no cérebro humano, revelou que o consumo moderado de café - 3 a 5 xícaras por dia - pode diminuir o risco de desenvolver demência na terceira idade. Além do café, é bom ressaltar que a cafeína está presente em vários outros produtos, como chás, chocolate, remédios, bebidas energéticas e refrigerantes. 

A cafeína é uma droga psicoativa e é a mais consumida no mundo. Só de café, são mais de 400 milhões de xícaras por ano apenas nos Estados Unidos. Outras pesquisas já haviam detectado que a cafeína protege contra doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e o mal de Parkinson.


A pesquisa estudou os efeitos da cafeína nos cérebros de 15 homens voluntários entre 24 e 66 anos de idade. Eles tiveram que evitar o consumo de cafeína por 36 horas, antes de um exame PET para determinar o estado cerebral inicial. Em seguida, os pesquisadores injetaram cafeína em doses crescentes diretamente nos voluntários, acompanhando o efeito em seus cérebros simultaneamente. 

A equipe descobriu que o consumo rotineiro de cafeína pode ocupar até 50% dos receptores de adenosina A1 do cérebro, evitando que eles recebam os neurotransmissores promotores do sono que queriam absorver. Esse processo pode ajudar a compreender como os consumidores de café possuem menos risco de desenvolverem demência. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O melhor de dois mundos - Café e chá

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Na dúvida entre tomar café ou tomar um chá? Por que não juntar o melhor dos dois mundos e se livrar da difícil escolha? Devia ser nisso que  estavam pensando pesquisadores ingleses do Royal Botanic Garden em parceria com pesquisadores franceses de Montepellier, quando resolveram criar uma nova bebida que combinasse as propriedades do café e do chá, o verdadeiro "chafé".


Submersa nas águas do rio Preto, a caneca do Café & Conversa passa -
antes de chegar às mãos de nossos seguidores -
pelo batismo das águas cristalinas em Alto Paraíso de Goiás.
Se você tem interesse em ser contemplado com esse disputado mimo,
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Segundo os pesquisadores que analisaram 23 espécies de plantas de café, a bebida é um chá feito com as folhas do café. Portanto, não leva chá de nenhuma espécie e nem o grão do café. Eles também afirmam que o "chafé" é mais saudável que as outras duas bebidas separadas, pois encontraram nas folhas altos níveis de Mangiferina, um composto que possui ação anti-inflamatória, protege os neurônios, reduz o colesterol e o risco de desenvolvimento do diabetes. O nível de cafeína também é menor. 



Além disso, foram encontrados altos níveis de antioxidantes, já conhecidos por ajudar no combate ao câncer, doenças cardíacas e o diabetes. Os pesquisadores ainda acharam o sabor do "chafé" bastante agradável. Seja lá o que isso queira dizer, pois classificaram como sendo menos amargo que o chá e menos encorpado que o café e tendo sabor terroso. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A importância de um bom moedor de café

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Por que moemos os grãos de café? Os aromas e sabores do café são provenientes dos óleos extremamente sutis que se encontram dentro dos grãos. Quando os grãos são moídos em pequeninos pedaços, fica mais fácil retirar esses óleos com a água quente. Daí a importância de ter um bom moedor.

Não adianta você investir num grão de café especial se você não consegue moer os grãos na medida certa para a sua cafeteira predileta. Suponhamos que você tenha uma French Press. Grãos moídos muito finos vão passar pelo filtro de aço e se misturar ao café coado. Grãos moídos muito grossos, vão entupir a sua Moka e até mesmo podem provocar um indesejável acidente.


À esquerda, um moedor manual.
Mas, o mercado dispõe de moedores elétricos também

Existem várias marcas e modelos de moedor no mercado, desde aqueles que utilizam uma lâmina parecida com a de um liquidificador, até aqueles que tem controle de granulagem, medida de quantidade e moinho conico de cerâmica. Obviamente, os preços aumentam na mesma medida dos recursos oferecidos. 

Nos moedores de lâmina, a coisa vai mais ou menos no "olhômetro". É preciso saber de antemão qual é a granulagem correta para a sua cafeteira e, na tentativa de erro e acerto, descobrir quanto tempo de moagem é necessário para atingi-la. Não é difícil, mas nunca uma moagem será exatamente igual à outra. 




Já os moedores mais sofisticados permitem diversas regulagens e a moagem é feita através de esmagamento e não de corte como numa lâmina. Quer que o seu café seja um motivo de prazer? Coloque um  bom moedor de café na sua lista de eletrodomésticos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Cápsulas de café invadem restaurantes finos

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

Nós até entendemos que haja uma relação custo-benefício que é difícil de equacionar, mas é preciso estabelecer alguns limites. Você vai a um desses restaurantes chiques, cujos chefs são celebridades, com pratos mirabolantes e contas gordas. Termina satisfeito o seu jantar, pede um café e o garçom apresenta um pequeno cardápio ou uma caixa com uma dezena de cápsulas coloridas para que você escolha o "sabor" do seu café.

Que decepção! A gente quase se sente enganado. Afinal, esse tipo de restaurante sempre tem um sommelier para desfiar o rosário de qualidades dos vinhos servidos na casa. O chef é um artista da gastronomia que sempre ressalta nas entrevistas e nos seus programas de TV, a qualidade dos ingredientes que utiliza em suas premiadas receitas. 

Mas, e o café? É tratado como aquela "coisa" que geralmente acompanha a conta. Eles se esquecem que o cliente vai levar para casa justamente o último sabor que experimentou no restaurante. Além da leveza na carteira, claro.

Não se assuste. Esse não é um fenômeno brasileiro. Na Inglaterra, mais de 15 restaurantes estrelados no Guia Michelin usam máquinas Nespresso, incluindo o famosíssimo Fat Duck, do chef Heston Blumenthal. Na França, o quadro é pior. Mais de 100 restaurantes estrelados aderiram às cápsulas, incluindo o lendário L'Arpège. Na Itália, terra do espresso, são mais de 20. 


Estamos perdendo a fé no toque humano? Na habilidade do artesão? No talento do artista? Tudo virou apenas uma questão econômica? Seguindo esse raciocínio, não deveríamos todos comer em lanchonetes? As máquinas vão cuidar da nossa alimentação? Do nosso prazer? Para o mundo que eu quero descer ...


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Café com iogurte

Romoaldo de Souza

Vez ou outra, as meninas do blog Mexido de Ideias tem cada sugestão de receita que a primeira coisa que faço é aprender como é feita, para numa hora de aperreio, quando chegam as visitas, não passar aperto. 

Agora mesmo, Kelly Stein e Stela Morato estão com uma receita de iogurte com café solúvel que já tomei uns cinco e não tem jeito de ficar enjoado.

Stela Morato recomenda os chamados iogurtes artesanais,  caseiros, ou mesmo aqueles que costumamos encontrar em restaurantes de comida árabe. 

- São maravilhosos, diz ela.

Na foto cedida, gentilmente, pelo Mexido de Ideias
Stela Morato e Kelly Stein recomendam 
"alguns pequenos pedaços do café, na superfície, para dar crocância"

Agora, se o seu tempo for curto, pode ser o iogurte da geladeira do supermercado, mesmo! 

- Como os empresários brasileiros ainda não tiveram a brilhante ideia de fazer iogurte de café? - questionam as meninas do Mexido de Ideias.

Escute o podcast com a receita completa. Divirta-se!