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terça-feira, 6 de abril de 2010

A Música do Dia - Hanal Weech - Lila Downs


Romoaldo de Souza

Foi com a trilha sonora do filme Frida que a mexicana Lila Downs tornou-se conhecida ao cantar Burn it blue em dueto com Caetano Veloso, tema que valeu a indicação para o Oscar de melhor canção original.

Mas é no Café & Conversa que você toma conhecimento dessa filha de um cineasta e pintor britânico, Allen Downs, radicado nos Estados Unidos, que começou cantando quando ainda tinha oito anos, ao lado da mãe, Ana Sanchéz, cantora de temas mariachi.

De origem mixteca, Lila Downs especializou-se em canções populares tiradas do folclore e dos costumes de seu povo, os mixteca. Ela também gravou músicas dos zapoteca dos nahua e essa cumbia, Hanal Weech, cantada na língua maia, e que fala de uma mulher que fede (ou que tem cheiro) de tatu. A canção foi tirada do álbum Broder numa homenagem que presta aos conterrâneos que todos os dias tentam atravessa a fronteira.

Broder, disco em homenagem aos mexicanos que
teimam em cruzar a fronteira rumo aos EUA

As filmagens desse clipe foram realizadas pelas TVs Anam e Oaxaca, com projeto de Fernando Llanos e animação de Alex Loera.

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Hanal Weech

Domínio Público

Je'e tun teecho' ki'ichpan ch'uup
kex buka'aj tu'n ja'tzilech
yaan tu k'iin in xuump'atkech
tumeen yaantech u book tech weech

A wojel ba'axten
laayli' ka k'a'ajalten
a wojel ba'axten
ma' tu pa'ajtal a tu'ubulten

Espanhol

Tu preciosa, mujer
por mucho que sea tu hermosura
el día llegará que te deje
porque tienes olor a armadillo
sabes porque siempre te recuerdo
sabes porque no te puedo olvidar

Inglês

Eat, Armadillo

You, beautiful woman
even though you are very attractive
the day will come, when I will leave you
because you smell like the armadillo

You know why I always remember you
you know why I can't forget you


quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Música do Dia - Foi na Travessa da Palha - Lila Downs


Romoaldo de Souza


Qualquer turista desavisado chega em Portugal e é cercado por guias querendo contar a história dos nossos colonizadores, as guerras que enfrentaram e a história, ou as várias versões da história do Fado. Para uns é um estilo enfadonho de cantar, para outros - para muitos, aliás - é um encantamento. Canto de fadas.


Quadro "O Fado" (1910), de José Malhoa

O Fado se popularizou pelas ruas de Lisboa a partir do século 16. Em Os Lusíadas, Camões cita o Fado 18 vezes. Popularmente, nas ruas de Portugal, corre a versão de que o estilo musical teve origem nas canções dos Mouros, que ocupavam a Mouraria, bairro da capital, Lisboa.


Melancolia, ingenuidade, e mais tarde, sensualidade, são palavras que marcam, ao longo dos tempos, a letra dos Fados e a forma como é cantado. Como nesse filme de Carlos Saura.




O Fado também teve origem no Lundu, importado da África portuguesa, mesclado com danças angolanas que ao longo dos tempos foi ganhando características próprias.


Essa homenagem que a gente presta hoje, aqui, no Café & Conversa ao Fado, pode muito bem ser acompanhada dessa receita de bacalhau português que já deixamos como sugestão. Vai que você faz o bacalhau, a gente leva uns Fados aqui da redação e vamos todos curtir Brasil X Portugal nesta sexta-feira. Sem vuvuzela, é claro. Que tal? Eu torço pelo Cristiano Ronaldo. Se a escolha for o quesito da "buniteza"!


Ah, antes que eu esqueça, Foi na Travessa da Palha está sendo apresentada hoje, por Lila Downs, cantora mexicana, autora de músicas de sucesso no país dela, mas que se popularizou cantando temas folclóricos em varias culturas como mixteca, apoteca, maia e nahua. Fiquem agora com "Foi na Travessa da Palha".


Foi Na Travessa da Palha


Foi na Travessa da Palha

Que o meu amante, um canalha,

Fez sangrar meu coraçao:

Trazendo ao lado outra amante

Vinha a gingar petulante

Em ar de provocaçao.

Na taberna de friagem

Entre muita fadistagem

Enfrentei os seus rancores,

Porque a mulher que trazia

Com certeza nao valia

Nem sombra do meu amor.

A ver quem tinha mais brio

Cantamos ao desafio

Eu e essa qualquer.

Deixei-a perder de vista

Mostrando ser mais fadista

Provando ser mais mulher.

Foi uma cena vivida

De muitas da minha vida

Que nao se esquecem depois,

Só sei que de madrugada

Após a cena acabada

Voltamos para casa os dois.