quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Get up Stand up - Ojos de Brujo


Ojos de Brujo é de uma nova safra da música flamenco com artistas de primeira linha como o violonista e cigano Ramón Gimenez, o DJ e tecladista Panko e a cantora Marina Abad.

Recentemente, lançaram Techari, CD e DVD com destaque para o resgate da Get up Stand up, de Bob Marley, que Café & Conversa escolheu para a música desta quinta-feira.

Romoaldo de Souza




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Luz Casal - Piensa en Mi


É impensável sentir dor de cotovelo sem lembrar o mexicano Agustín Lara (1900-1970). Da mesma maneira, não tem como separar a atriz Victoria Abril e o cineasta Pedro Almodóvar.

Agora, junte Almodóvar, a dramaticidade de Victoria Abril, e a voz aveludada de
Luz Casal cantando Piensa en mi (Pense em mim), letra de Lara, que está na trilha sonora do filme De Salto Alto (Tacones Lejanos).

Agustín Lara escreveu essa canção na década de 1950, e a letra diz que se você está triste, com vontade de chorar. Pense em mim.

O egocentrismo da letra foi levado às telas no filme
De Salto Alto, com Victoria Abril vivendo o papel de Rebeca, uma apresentadora de um telejornal que está casada com um ex-amante da mãe Becky (Marisa Paredes).

Mãe e filha estavam separadas havia 15 anos. No dia do reencontro, o marido de Rebeca aparece morto. Nessa hora, não pense que fui eu.

Romoaldo de Souza


Si tienes un hondo penar,

Piensa en mi
Si tienes ganas de llorar,
Piensa en mi
Ya ves que venero tu imagen divina
Tu parvula boca, que siendo tan nina
Me enseñó a pecarPiensa en mi cuando sufras,
Cuando llores, también piensa en mi,
Cuando quieras quitarme la vida
No la quiero, para nada
Para nada me sirve sin ti.
Piensa en mi cuando sufras
Cuando llores, también piensa en mi,
Cuando quieras quitarme la vida
No la quiero, para nada,
Para nada me sirve sin ti.


Piatã, um café com pegada


Ontem, finalmente pude experimentar o café que tem provocado suspiros entre baristas, provadores, plantadores e consumidores. Trata-se do Café Piatã, plantado na Bahia, Chapada Diamantina, lá na Fazenda Divino Espírito Santo.

Direto da Chapada Diamantina para a minha cozinha

Como recebi o pacote com os grãos, levei para moer com as meninas do Café Eldorado. Aproveitei e pedi para tirar um espresso curto com ele. Não é a maneira correta para uma avaliação mais profunda, mas o que importa aqui no blog é o prazer de beber um café diferenciado, especial.

O Piatã tem pegada, tem corpo forte. A doçura ácida de melaço de cana não é lenda ou maneira de dizer. Ela está lá com toda a sua pujança e realmente me surpreendeu. A torra mais escura acentuou ainda mais o caramelado. O café também é frutado e o retrogosto fica um pouquinho prejudicado pela torra, a meu ver, excessiva.

É preciso levar em conta também que não se trata de um blend, mas de um único grão arábica. Tomei ainda um espresso curto feito com o Café Orfeu, que agrada muito o meu paladar pela untuosidade. O Orfeu é um blend, ou seja, uma mistura de vários grãos com características diferentes. Daí o seu equilíbrio.

O Piatã é um tremendo café, porém diferente em seu estilo mais agressivo. De maneira nenhuma é desagradável, muito pelo contrário. Fiquei com vontade de beber mais. E o fato de ser um grão único, me levou a imaginar um blend que lhe acrescentasse untosiodade. Talvez maneirar na torra. Seria interessante.

Mal comparando com whisky, o Piatã seria um puro malte. Delicioso e raro. O pessoal da Fazenda Divino Espírito Santo deve estar orgulhoso.

Ricardo Icassatti Hermano

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Stefhany do CrossFox


O mundo das celebridades é mesmo muito cruel. Dias desses, eu publiquei aqui no Café & Conversa, o clip da acreana Vitória Matos, Kombi Branca, achando que era a maior novidade do mundo.

Não tinha nada de inédito. Antes da professora de Cena Madureira, uma
piauiense do interior, às vésperas de completar 18 anos, já havia feito sucesso na internet com o clip Stefhany Absoluta. Ou, Stefhany do CrossFox.

A letra é primorosa. A moça passeia no seu
CrossFox, placas KLR 9867 . Em alguns instantes eu achei que ela estava tentando espantar um fantasma com aquele crucifixo pendurado no retrovisor. Os detalhes todos foram pensados para Stephany fazer sucesso. Por onde passa a menininha, conforme costuma dizer a senadora Patricia (ex-Ciro Gomes) Saboya, faz tanto sucesso que é preciso contratar segurança.

Mais adiante, o
clip mostra Stephany dentro de uma banheira. Bom, na banheira e cobertas de espuma todas as mulheres são iguais. Aí não tem comparação. Preste atenção para um detalhe primoroso. Quando Stephany está de maquiando, o Shrek na penteadeira da menina olha com a cara de quem pergunta: será que perdi alguma coisa? Vai que perdeu, Shrek. É melhor você voltar para sua Fiona. Essa Stephany já tem dono.

Romoaldo de Souza


Em frente do meu portão
Te esperei
Te esperei
Não veio
Agora vou te mostrar
Que não sou mulher
Não sou mulher
De esperar

Eu sou linda
Absoluta
Eu sou
Stefhany
No meu
CrossFox
Eu vou sair

Vou dançar
Me divertir
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou demais

E ao chegar na festa
Vejo você dançando
Beijando outra mulher
Será que você pensa que vou chorar
Me desesperar por um bobo e velho romance

Eu sou linda
Absoluta
Eu sou
Stefhany

No meu
CrossFox
Eu vou sair
Vou dançar
Me divertir
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou demais

Ah! Ah! Eu esperei demais
Ah! Ah! Não vou ficar aqui
Ah! Ah! Não posso mais ficar aqui

Em frente do meu portão
Te esperei
Te esperei
Não veio

Agora vou te mostrar
Que não sou mulher
Não sou mulher
De esperar

Eu sou linda
Absoluta
Eu sou
Stefhany

No meu
CrossFox
Eu vou sair
Vou dançar
Me divertir, oh!
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou...
Não, não, não
No meu
CrossFox
Eu vou sair
Vou dançar
Me divertir
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou...
Agora eu sou...
Demais!



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Música do Dia - Diablo Swing Orchestra - Balrog Boogie


Como o Romoaldo, nosso expert musical, está encrencado numa oficina reparando vazamento de óleo no carro, hoje coube a mim a tarefa de escolher e colocar a Música do Dia no ar.

A Diablo Swing Orchestra, de origem sueca, faz um delirante e original revival das antigas Big Bands, que agitaram os anos 30/40 e fizeram nossos avós chacoalhar seus jovens corpinhos nas pistas de dança. Graças a isso, estamos aqui.

O histórico da orquestra remonta a 1501, na Suécia, Diz a lenda que uma certa orquestra tinha uma musicalidade tão divina e sedutora que conseguia envolver pessoas de todas as classes sociais. A orquestra rapidamente fez sucesso e logo arrebatou uma multidão que a seguia por todo lado.

Sua reputação de enfeitiçar as pessoas também atraiu a atenção da Igreja Católica, que se referia a ela como "Orquestra do Diabo". Resumo da ópera, a Santa Inquisição condenou os pobres músicos à morte por enforcamento.

Mas, continua a lenda, uma carta foi deixada aos descendentes daqueles músicos. Nela, os enforcados pela Inquisição pediam que seus descendentes reunissem a orquestra ... Uma curiosidade. Durante a Idade Média, a nota musical "Si" era proibida. Segundo a crença da época, quem tocasse essa nota estaria invocando o Diabo. E tem gente que acha a Idade Média romântica ...

Voltando ao século XXI, os integrantes dessa orquestra não têm medo de unir Heavy Metal e Bee Bop, Swing e Rock'n Roll, Blues e Flamenco, Burlesco e Western. Como eles próprios dizem em seu site, "Músicas para amaldiçoados e delirantes".

Eles também adotaram um visual cartoon psicodélico que tem tudo a ver com o som que produzem. A orquestra ainda conta com o vocal da soprano AnnLouice Lögdlund, cantora profissional de ópera.

O resultado final é música altamente dançante e gostosa de ouvir. Animação instantânea e contagiante. Boa para agitar uma segunda-feira preguiçosa, após um final de semana entregue à gula e à luxúria. Ouçam Diablo Swing Orchestra com a música Balrog Boogie. Amém!

Ricardo Icassatti Hermano, também conhecido como Frei Kaska



Sachertorte, direto de Viena


Ricardo Icassatti Hermano

Dando prosseguimento à malvadeza consentida que praticamos com nossos(as) leitores(as), hoje o blog Café & Conversa traz mais uma daquelas receitas de perder o juízo, um clássico da confeitaria internacional.

É um bolo de chocolate. Mas é O BOLO DE CHOCOLATE. Nada do que vocês acreditavam conhecer. Obviamente, é um prato que pode e deve ser acompanhado por uma aromática xícara de café. O Ministério da Saúde da Áustria recomenda: ao comê-lo, segure a cabeça com as duas mãos, para não perder o juízo.

O nome dessa gostosura inebriante é Sachertorte. Esse bolo de chocolate foi criado por Franz Sacher (1816-1907) para o diplomata e estadista austríaco, Príncipe Klemens Wenzel von Metternich (1773-1859), um ferrenho opositor de Napoleão Bonaparte e do liberalismo francês.

Príncipe Metternich, ou Nich para os amigos

O Príncipe, que é o pai da nossa Maria Leopoldina, ficou famoso por ter presidido, em 1815, o Congresso de Viena, a partir do qual conseguiu reorganizar o mapa político da Europa sob as teorias da legitimidade dinástica e nobliárquica e o equilíbrio europeu. As revoluções liberalistas e nacionalistas acabaram prevalecendo, destruindo todo o esforço diplomático feito por Metternich para manter o equilíbrio e a paz na Europa. Depois disso, o mundo se horrorizou com duas Guerras Mundiais.

Por sua vez, Franz Sacher era um confeiteiro austríaco-judeu a quem a sorte destinou a tarefa que lhe deu fama e fortuna. Ele tinha apenas 16 anos de idade e estava no segundo ano de aprendizado de confeitaria na cozinha da corte do Príncipe Metternich.

Um jantar formal e importante, para autoridades de altíssimo escalão, levou o Príncipe a pedir ao seu chef du cuisine que preparasse uma sobremesa especial. Disse ainda: "Não me envergonhe essa noite". Desafortunadamente, o chef caiu doente e a tarefa colossal foi repassada ao jovem aprendiz Franz Sacher.

O talentoso e destemido Franz Sacher

Aqui abro um parêntese. Conhecendo o ser humano como conheço, certamente a responsabilidade da tarefa afugentou os demais integrantes do staff da cozinha. Sem dúvida, um bando de burocratas acomodados, covardes e sem talento. Assim, passaram para aquele que consideravam mais fraco, o peso de arcar com as duras consequências do fracasso.

O genial garoto não se intimidou. Criou uma sobremesa magnífica e ainda carimbou seu nome nela: Sachertorte. Em 1876, seu filho Eduard inaugurou o Hotel Sacher, em Viena, ao lado da State Opera House, onde o bolo é servido até hoje. Dizem que a receita é segredo da família, mas várias versões correram o mundo. Nós encontramos uma que diz ser a real, mas se você quiser comer o original mesmo, só indo ao Hotel Sacher em Viena.

Sachertorte. Adivinhe onde essa foto foi tirada ...

O resto é história e o blog Café & Conversa também é cultura. Agora, mãos à obra porque a vida é curta. Esse tempo frio e chuvoso de Brasília é excelente para se divertir na cozinha e na cama. Corram riscos, façam a receita, tirem fotos e nos chamem para comer, tomar um café, bater um papo, sei lá ... Vamos à receita!


SACHERTORTE

INGREDIENTES

Base
- 1/2 xícara (125 ml) de chocolate meio amargo, que contenha uma dosagem de 32% a 39% de manteiga de cacau
- 1/2 xícara de manteiga sem sal
- 1/4 de xícara mais 2 colheres de chá de açúcar de confeiteiro
- 6 ovos, com gemas e claras separadas
- 1/2 xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar comum
- 1 xícara de farinha de trigo, peneirada

Cobertura
- 2 xícaras de açúcar
- 3/4 de xícara de água
- 1 3/4 xícaras de chocolate meio amargo picado

Recheio
- 3/4 de xícara de geleia de damasco


PREPARO

Preaqueça o forno a 180º C.

Para a massa do bolo, derreta o chocolate numa panela em banho maria. Bata a manteiga com o açúcar de confeiteiro e junte ao chocolate, que deve estar na temperatura de 31.6º C. Continue batendo e adicione as gemas dos ovos, uma de cada vez.

Em uma tigela limpa (sem gordura), bata as claras com o açúcar comum até o ponto de neve. Junte as duas misturas e, aos poucos, adicione a farinha de trigo.

Cubra o fundo de uma forma redonda (22-23 cm) de lateral removível (ou não), com uma folha de papel manteiga untada ou unte e enfarinhe toda a forma. Derrame a mistura na forma e alise o topo ao final.

Leve ao forno por 55 minutos. Retire e deixe esfriar. Solte a lateral da forma e inverta sobre papel manteiga levemente salpicado com açúcar de confeiteiro. Torne a inverter, corte o bolo lateralmente e divida em dois discos.

Aqueça levemente a geléia de damasco e passe por uma peneira. Use metade para passar entre as duas partes do bolo e junte-as. Coloque o bolo inteiro sobre um pedaço de papelão cortado no mesmo tamanho. Cubra todo o bolo com uma fina camada da geléia de damasco restante.

Para fazer a cobertura de chocolate, leve ao fogo a água e o açúcar. Ferva até que a mistura fique grudenta. Ponha uma gota entre os dedos polegar e indicador e abra. Deve ter a consistência de uma cola. Caso você tenha um termômetro culinário, o ponto a ser atingido é de exatos 110º C. Adicione o chocolate picado e misture bem.

Cubra a mesa com uma grande folha de papel manteiga. Por cima, coloque uma grelha, tipo bandeja de forno. Coloque o bolo sobre sobre a grelha. Derrame a cobertura de chocolate sobre o bolo. As sobras que caírem sobre a mesa ou que fiquem na panela, podem ser reutilizadas após serem reaquecidas ou congeladas para uso posterior.

Espere esfriar até que a cobertura esteja um pouco endurecida. Com uma faca ou espátula, acerte cuidadosamente a lateral do bolo. Em seguida, coloque o bolo no prato definitivo. Deixe esfriar totalmente ou até leve à geladeira. Para servir, corte uma fatia e, ao lado, acrescente uma generosa porção de creme chantilly. O acompanhamento ideal é uma fumegante e aromática xícara de café.

A não ser que você prefira um panettone ...

domingo, 6 de dezembro de 2009

O melhor café do Brasil, passado para você


Brasília amanheceu neste domingo com uma garoa fina, típica dessa época do ano. Na região do Lago Norte, a temperatura estava oscilando entre 17º e 18º C. Para o lado do Morro do Urubu, uma pequena serração revelava um microclima que lembra a serra de Petrópolis no Rio de Janeiro, guardadas as devidas proporções. As janelas estão entreabertas.

O cenário é este. Próprio para um excelente café da manhã. De preferência na cama. O blog Café & Conversa vai contribuir sugerindo um café que criou um grande buchicho no meio cafeeiro e vem fazendo sucesso. A companhia para degustá-lo fica por conta do leitor.

O café que provamos hoje, chama-se
Café Gourmet Piatã. Essa denominação "Gourmet" não passa de uma invenção marquetológica desnecessária, porque essa classificação simplesmente não existe entre as internacionalmente instituídas. É apenas uma invenção genuinamente brasileira e não significa nada. O certo seria utilizar a classificação "Especial", atestada por provadores profissionais.

Mas, preste bem atenção à marca. Piatã é o café que conquistou o primeiro lugar com 91,08 pontos do Júri Internacional, no 10º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil, em novembro deste ano. É plantado na Chapada Diamantina, na Fazenda Divino Espírito Santo, localizada no município de Piatã, na Bahia, e está sendo vendido no mercado internacional a R$ 15 mil a saca de 60kg. Só para que o leitor tenha uma idéia. Uma saca de café comum, custa entre R$ 200 e R$ 300.

Ganhar esse prêmio não é mole não

Para uma região que já foi próspera em diamante, a Chapada Diamantina é conhecida atualmente pela exuberância do turismo e suas lindas cachoeiras. Mas, economicamente falando, em nada se compara à riqueza do século 19, quando foi uma das maiores exportadoras de diamantes para a Europa.

Situada a 1,4 mil metros de altitude e com temperaturas que chegam a 10º nas madrugadas frias, a Chapada Diamantina reúne as condições ideais para o cultivo do café do tipo arábica e a região descobriu uma nova vocação. Plantar café e ganhar prêmios. Vamos assistir um retorno aos bons tempos?

Agora podemos chamar de Chapada Cafeína

Acabo de passar o Café Piatã numa french press. O café tem corpo aveludado, baixa acidez e um toque que eu chamo de ligeiramente doce, com nuances de caramelo, mas que os produtores da região preferem chamar de “doce-de-melaço-de-cana-de-açúcar”. O retrogosto é bem acentuado e perdura por muito tempo. Os grãos são frutados, com predominância de amora.

O som para acompanhar o seu café da manhå é da banda francesa Deep Forest, Sweet Lullaby, que descobri quando fazia pesquisa para o programa Música do Mundo, na Rádio Cultura FM, e conta a história da formação da música cigana.

Romoaldo de Souza



sábado, 5 de dezembro de 2009

Música do Dia - Raul Seixas - Cowboy Fora da Lei


Nada melhor para começar este sábado de pequenas flexibilizações morais do que um grande transgressor: Raul Santos Seixas. Felizmente, de "Santo" só tinha o nome. Neste video clip ele interpreta uma de suas mais famosas composições, a música Cowboy Fora da Lei.

A música foi inspirada num amigo de infância, com quem estudou em Salvador. Este amigo voltou depois para o interior, entrou para a política e acabou assassinado por adversários.

Mas, o hilário neste vídeo quase caseiro são os cenários de filme western, aqueles em película pelmex da década de 70. Com vocês, a música do dia no Café & Conversa.

Romoaldo de Souza


Mamãe, não quero ser prefeito
Pode ser que eu seja eleito
E alguém pode querer me assassinar

Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz
Não quero ir de encontro ao azar

Papai, não quero provar nada
Eu já servi a Pátria amada
E todo mundo cobra a minha luz

Oh, coitado, foi tão cedo
Deus me livre, eu tenho medo
Morrer dependurado numa cruz

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei

O Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra história é com vocês


Paraíso, ovos, anjos e o Zen


Quem nunca comeu esse prato, não tem a mínima ideia de como deve ser o Paraíso. A receita é uma criação genial do chef Renato Carioni, do restaurante Cantaloup, em São Paulo, é claro. Estilo contemporâneo.

O chef inventou o prato durante um jantar entre amigos e como é bom demais, acabou sendo incorporado ao cardápio do restaurante.

É apenas um ovo ... cozido, empanado e frito. Tudo em medidas exatas de tempo, preparo e ingredientes. A perfeição é assim mesmo, não é brincadeira. Exige disciplina e precisão. O ovo é servido quente, com a gema ainda mole, sobre uma cama de cogumelos e aspargos frescos salteados em manteiga trufada e molho de creme de leite e parmesão.

Para ficar igual ao Paraíso, ficam faltando apenas um punhado de anjinhos servindo ao som de cantos gregorianos ... quase um pecado : )

Às vezes, gosto de judiar dos nossos leitores. Mas, é só um pouquinho e sempre consentido. Veja o próprio Renato Carioni preparando a iguaria, que se chama Ovo Mollet.



Mas, aí você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com café? Ora, meu amigo e minha amiga, tudo tem a ver com café. Imagina se eu não vou tomar um café depois desse prato. Além disso, o blog não é apenas sobre café. Por isso tem o "Conversa" junto do "Café". E gastronomia tem tudo a ver, não é?

Ontem mesmo, lá no Café Eldorado, Romoaldo e eu tomávamos um excelente Orfeu e conversávamos sobre vários assuntos. Um dos temas da nossa conversa era a razão de eu dizer que uma cafeteria com o dono atrás do balcão é sempre a certeza de bom café.

Relatei o que aprendi em 30 anos de prática de artes marciais. Para ser bom em qualquer coisa, é preciso treino. A repetição infinita dos golpes é que nos dá precisão, potência, equilíbrio, timing e visão de luta.

Para isso é preciso disciplina, pois sem ela não damos três voltas na nossa própria casa. Para ter disciplina é preciso abrir mão de tudo e se entregar de corpo e alma à prática do ofício, seja ele qual for. Fiquei 20 anos sem almoçar para poder treinar.

Algumas pessoas já nascem talhadas para esse tipo de vida quase monástico. Acho que é o meu caso. Outras precisam ser trabalhadas. No entanto, quase todo mundo pode ser moldado e treinado se tiver o professor certo.

O dono de uma cafeteria que fica atrás do balcão tomando conta de tudo, está aperfeiçoando seu ofício na lida diária. Cada vez mais, ele vai conseguir enxergar detalhes imperceptíveis aos olhos dos outros e desenvolver suas habilidades. E a cada erro corrigido, encontrará outros 10. Essa deverá ser também a sua grande motivação, pois um dia seu trabalho vira arte.

Por isso costumo dizer que, nessas condições, uma cafeteria é sempre boa, pois está no caminho correto. Todas as vezes que eu voltar ali, encontrarei novidades, melhorias, progressos significativos, gente motivada e feliz. Haverá sempre uma surpresa agradável nessa busca pela excelência. Não vejo motivo melhor para continuar voltando.

Porque tomar café, eu tomo em casa. Quando vou a uma cafeteria, eu quero uma experiência olfato-gustativa, quero sensações, quero tudo a que tenho direito.

É o Zen do café.

Ricardo Icassatti Hermano

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Enya - Orinoco Flow


Após uma semana carregada de tanta denúncia de corrupção e a certeza de impunidade pairando no ar, a recomendação do Café & Conversa é que você saia de casa, saboreie um bom espresso, tome um ótimo cappuccino. Relaxe! No nosso blog opções é que não faltam.

Como recomenda a dublinense,
Enya. Descanse. Navegue! Escute Orinoco Flow...

Romoaldo de Souza

Let me sail let me sail let the Orinoco Flow
Let me reach let me beach on the shores of Tripoli
Let me sail let me sail let me crash upon your shore
Let me reach, let me beach far beyond the Yellow Sea

Deh deh deh deh deh deh
Deh deh deh deh deh deh

Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway

From Bissan to Palau in the shade of Avalon
From Fiji to Tiree and the isles of Ebony
From Peru to Cebu feel the power of Babylon
From Bali to Cali far beneath the Coral Sea

Deh deh deh deh deh deh
Deh deh deh deh deh deh

Turn it up turn it up turn it up
Ah-ah-adieu ooh
Turn it up turn it up turn it up
Ah-ah-adieu ooh
Turn it up turn it up turn it up
Ah-ah-adieu ooh

Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway

From the North to the South, Ebudae unto Khartoum
From the deep Sea of Clouds to the Island of the Moon
Carry me on the waves to the lands I've never been
Carry me on the waves to the lands I’ve never seen

We can sail, with the Orinoco Flow
We can sail we can sail with the Orinoco Flow

We can steer we can near with Rob Dickins at the wheel

We can sigh, say goodbye
Ross and his dependencies
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

We can reach we can beach
On the shores of tripoli
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

From bali to cali far beneath the coral sea
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

From Bissau to Palau
In the shade of Avalon
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

We can reach we can beach far beyond the Yellow Sea
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

From Peru to Cebu
Hear the power of Babylon
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway
Sailaway sailaway sailaway
Ahhh aahhh ah
Ahhh aahhh ah
Ahhh