terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mesa de Café


O mundo do café não se resume à bebida apenas. Há todo um universo girando em torno daquela pequena xícara, que vai desde a reação orgânica à cafeína até às cafeterias que fazem a nossa alegria mundo afora. Esse caminho passa por muitas outras coisas, como as mesas de café.

Aqui no Brasil, não sei bem porque, elas são chamadas mesas de centro. Deve ser porque geralmente ficam no centro da sala de estar. Mas, é na sala de estar que a etiqueta manda servir o café - ou licores - após as refeições. Daí veio o nome mesa de café.

As mesas de café são baixas porque as pessoas tomam o café sentadas nos sofás e poltronas e não em cadeiras. Assim, as mesas ficam ao alcance das mãos dos comensais. A conversa então fluía animada e turbinada pela cafeína e pelo conforto da sala de estar.

Com o tempo, essas mesas foram recebendo adornos e novas utilidades. Quando as pessoas ainda cultivavam o péssimo hábito de fumar, as mesas serviam de apoio aos cinzeiros. Hoje, servem como apoio a livros decorativos, revistas, bibelôs, porta-retratos e plantas. Mas, ainda servem ao doce costume de tomar café. Deveriam retomar o nome: mesa de café.

Tudo isso e muito mais faz parte do universo do café. Na Europa e nos Estados Unidos essas mesas ainda levam o nome original e são uma febre decorativa. Existem modelos para todos os gostos e extravagâncias. O blog Café & Conversa traz fotos de 12 modelos bem bacanas para agradar grego, troianos, baianos e goianos.





Essa é para fãs da Fórmula 1
















Uma mesa para a criança interior
















Boa para escamotear o jornal
















Os fãs de Ficção Científica vão adorar














Modelo Sulita Foguetão, cheia de livros














Mesa tipo Tok & Stok

















Mesa escultura















Essa tem LEDs que se acendem e formam desenhos












Mesa para o frio, com lareira incorporada













Mesa com design modernoso














Concretismo puro












Mesa Flor










Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Bebo & Cigala -Veinte Años


Capa do CD

Veinte Años já teve diferentes interpretações. Todas elas muito bonitas.

O pessoal de
Buena Vista Social Club, naquele dueto impagável de Ibrahim Ferrer com Omara Portuondo. Até a dupla sertaneja Milionário e José Rico gravou Veinte Años.

Mas
Café & Conversa trás de volta, hoje, o maior cantor de música flamenca, da atualidade, Diego el Cigala, ao lado do maior pianista da música afro-cubana, Bebo Valdes.

São gerações diferentes. Bebo Valdes nasceu em 1918.
Diego el Cigala, 40 anos depois. O pianista tem estilo caribenho. O cantor influência basca. Nesta Veinte Años, Bebo & Cigala estão inconfundíveis. Apesar de ser um disco de 2004, Lágrimas Negras ainda é um bom presente de Natal.

Romoaldo de Souza


Veinte Años
(Maria Teresa Veras)

¿Qué te importa que te ame,
si tú no me quieres ya?
El amor que ya ha pasado
no se debe recordar

Fui la ilusión de tu vida
un día lejano ya,
Hoy represento el pasado,
no me puedo conformar.

Si las cosas que uno quiere
se pudieran alcanzar,
tú me quisieras lo mismo
que veinte años atrás.
Con qué tristeza miramos
un amor que se nos va
Es un pedazo del alma
que se arranca sin piedad.




segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Keb’ Mo’ - Dangerous Mood


A principal inspiração do guitarrista e compositor Keb’ Mo’ sempre foi Robert Johnson. O músico bebeu da fonte do mais importante artista do gênero, serviu de personagem para documentários sobre a vida de Johnson e acumula prêmios como os Grammys de 1998 e 2001.

Nessa
Dangerous Mood, Keb’ Mo’ faz um apelo à reconciliação. Sucesso!!!!

Romoaldo de Souza


Dangerous Mood
(
Kevin Moore)

Look out baby
I'm in a dangerous mood
I done called up the bossman
Told him where to go
And just what to do
Call me crazy
But i did what I had to do
You can call me stupid
I just did what
I had to do
I had to steal a little time baby
So I could spend it all on you
I parked the car down the street
And I unplugged the phone
So it would look just like
Ain't nobody home
I put a rose on your pillow
Where you lay your pretty head
I'm gonna rub your tired shoulders
Bring your dinner to your bed
Look out babyI'm in a dangerous mood
I had to steal a little time baby
So I could spend it all on youI'm gonna light a candle
Put the champagne on ice
And if one ain't enough
Well we'll just have to do it twice
I done made myself a will
And I've called my next of kin'
Cause I'm gonna love you over
And over and over
Again and again
Look out baby
I'm in a dangerous mood
I had to steal a little time baby
So I could spend it all on you
Look out babyI'm in a dangerous mood
Look out babyI'm in a dangerous mood
I just this one last paycheck baby
And I'm gonna spend every dime on you



Idiotice Paranormal


No final de semana fui assistir o mais recente fenômeno das bilheterias de cinema. O filme chama-se Atividade Paranormal e é a maior idiotice do ano. Dez anos depois do surgimento do filme A Bruxa de Blair, alguém pensou que havia chegado o momento de lançar outra patetada chata, enjoativa e maçante. Brilhante.

Cartaz do filme que você reza para acabar logo

Seguindo a mesma fórmula de orçamento baixíssimo, elenco mínimo, roteiro asnático e nenhuma qualidade técnica, o filme vem conquistando uma multidão de adolescentes apalermados em todo o planeta, mas principalmente nos Estados Unidos, onde já fez fama e fortuna.

O que você faria se fosse acordado no meio da noite por passos, portas batendo, objetos caindo e grunhidos irreconhecíveis? Qualquer pessoa telefonaria para a Polícia, procuraria algo que pudesse ser utilizado como arma de defesa, acenderia as luzes ou, no mínimo, se esconderia morrendo de medo.

Tem um demônio ali! Pega a câmera!

O jovem casal protagonista do filme não faz nada disso. A única preocupação é pegar a câmera de vídeo e sair perambulando pela casa no escuro e perguntando: "Quem está aí?". Pela manhã, vão analisar o que foi gravado.

A história é tosca. Um casal de namorados vive junto numa pequena casa de dois andares, uma town house, como chamam nos Estados Unidos, que também é o único cenário. A moça diz ser atormentada por uma entidade desde os oito anos de idade e procura a ajuda de um paranormal, pois as manifestações têm piorado. O rapaz é um completo retardado. É ele quem compra a câmera de vídeo para gravar as manifestações e ganhar uma grana.

Resumindo a chatice, eles não seguem a orientação do paranormal, que avisou tratar-se de um demônio perigosíssimo; o rapaz retardado acha que dá conta do problema; as coisas só pioram, inclusive a minha paciência; o filme tem apenas dois sustos bestas; o demônio toma conta da moça e mata o rapaz. E tentam nos fazer acreditar que é uma história real, fazendo agradecimentos à Polícia de San Diego. Eu não via a hora daquela asnice terminar, pois já estava torcendo para o demônio.

Na sala de cinema semi-vazia em que eu me encontrava, apenas um "rapazola" soltou um gritinho no primeiro susto besta. Nenhuma mulher gritou. Para alegria geral, o abestado se conteve no restante do filme. Vai que ele houvesse exagerado no almoço ...

Na saída, a senhora que o acompanhava deu uma risada. Meio sinistra, sou obrigado a reconhecer. O "rapazola" olhou para ela e disse tremulamente afetado: "Não tô entendendo o motivo da risada". Ainda bem que o filme já havia acabado e eu estava indo embora. Desperdício de tempo e de dinheiro. Fui tomar um espresso.

Ricardo Icassatti Hermano

domingo, 13 de dezembro de 2009

Que falta um barista faz...


Não é possível. Desse jeito não é possível! Neste domingo à noite, viajei 36km em busca de um café bem tirado, no capricho, grãos selecionados. O grão que eu tinha escolhido era o Orfeu. Torrado recentemente. A cafeteria? Café com Vinil. Fui até lá. Pois não é que o Juscelino, o barista, estava de folga?

E o quadro ainda não está concluído. Fui informado que a máquina
Spaziale do Café com Vinil estava com “um pequeno problema”, e olha que para uma Spaziale, aquela imponente máquina de café, dar problema é preciso que seja grave!

Ei Peter, Peter!!! Ainda bem que eu sou enjoado, mas não é gravidez!

Romoaldo de Souza

A Música do Dia - Dee Dee Bridgewater - Ne me quitte pás


Denise Eileen Garrett nasceu no Tennessee, numa família de músicos virtuosos. A mãe era cantora e o pai, Matthew Garrett, além de professor de trompete, integrou diferentes grupos de jazz dos Estados Unidos.

Aos 18 anos,
Denise trocou de nome e passou a flertar com os sons de Sonny Rollins, Dexter Gordon e Milles Davis. Agora já era Dee Dee Bridgewater.

Gravou o primeiro CD sem muita ousadia, ainda em 1995. Só dez anos depois é que
Dee Dee Bridgewater emplacou quatro músicas nas paradas de sucesso. Uma delas, Ne me quitte pás, uma revisitação à canção de Jacques Brel, um dos maiores compositores da história da música francesa.

Em
J'ai Deux Amours, o disco de 2005, Dee Dee Bridgewater convidou o acordeón de Marc Berthoumieux; a bateria a percussão de Minino Garay; as guitarras de Louis Winsberg e Patrick Manougian e o baixo e Ira Coleman. É um disco completo. Café & Conversa está com J'ai Deux Amours hoje, no pen-drive, fazendo uma trilha, distante 200km de Brasília. A primeira foto é esta aqui.

Lamaçal


Romoaldo de Souza



Ne me quitte pás
(Jacques Brel)

Ne me quitte pás
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas (4 fois)
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pás
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (4 fois)
Ne me quitte pás
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racont'rai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pás
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (4 fois)
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pás
Ne me quitte pas (4 fois)Ne me quitte pás
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas



Surpresas surpreendentes no Casa Park


Sábado proveitoso. Queria analisar a cafeteria Senhoritas Bistrô & Café, na CLN 408, mas estava fechado. Assim, parti para o Casa Park, onde pretendia assistir um filme, e aproveitei para passar o rodo em todas as cafeterias do local. Tive gratas surpresas.

Diz a sabedoria popular que é nos pequenos frascos que se encontram os grandes perfumes. Devo acrescentar, os grandes venenos também. Vejam o caso do diplomata Megalonanico e a meleca que fez em Honduras ...

Iniciei meu tour de force por um pequeno balcão que fica na praça de alimentação do primeiro andar, perto da Livraria Cultura. O local é um posto avançado da Godera Confeitaria, cuja sede fica na CLS 108, mais focado em café. Há coisa de um ano, tomei lá um excelente café italiano Illy. Deixaram de servi-lo porque, me disse a simpática atendente, não tinha saída ... Por isso, ficaram com a marca Qualycream e, de vez em quando, aparece por lá o Orfeu.

Posto avançado da Godera

Devido a essa terrível decisão, o blog Café & Conversa deslancha uma campanha para que a proprietária da Godera, a senhora Helvia, retome a venda do café Illy. Convocamos os leitores a enviar e-mails para ela pedindo a volta do bom café. O endereço é: goderacafe@gmail.com

Embora tenha sérias restrições ao Qualycream, resolvi experimentar. Foi a primeira surpresa. Não estava tão ruim como costuma ser. Talvez tenha sido a mão da atendente, que fez um "treinamento" para operar a máquina. Talvez o grão tenha melhorado. Não sei. O que sei é que o aroma achocolatado me surpreendeu. O resto desceu meio chocho, como de costume. O retrogosto também surpreendeu, com um doce pronunciado. Até que não foi o enorme sacrifício que temia.

Agora, o bom mesmo são os salgados e as tortas doces. Dessa vez, consegui resistir à tentação e fiquei longe das tortas de chocolate, nozes, limão ... Mas recomendo fortemente as empadonas de palmito e de bacalhau. Tudo feito na sede e levado fresquíssimo para lá. Sensacional! Comi logo três.

Após o filme (que vou comentar em outro post), fui às outras cafeterias. Retomei a jornada pela Tête à Tête Café, que na verdade é mais restaurante que cafeteria. Lá é servido o café Astro, um blend que almeja ser Especial. Não sei se conseguiu, pois o atendente não é barista e sequer fez um treinamento. Ele me contou que aprendeu sozinho no restaurante ... O café? Aroma leve de azeitona e gosto de carvão queimado. Pouquíssimo doce no retrogosto. Os dois pequenos chocolates que vieram junto estavam uma delícia.

Disfarce, finja que não viu e passe batido ...

Dali pulei para o Café Design, que fica na porta da loja Tok & Stok. O lugar é ajeitadinho, mas aquelas mesas altas com banquinhos compridos são bem desconfortáveis. Para quem bateu perna algumas horas dentro da loja, umas cadeiras e almofadas não fariam mal algum. A modernidade tem seu preço.

Ali servem o café Bravo. Não é um café excelente, mas é medianamente saboroso. O aroma é de nata de leite e o corpo é bastante untuoso, uma característica que me agrada. Mas, fica faltando sabor, que é pouco definido. A acidez é baixíssima, o que deve agradar muita gente, e o retrogosto tem nuances de frutas vermelhas.

Design só é bom quando tem conforto

Fiquei sabendo que a cafeteria pertence à loja Tok & Stok, quando um segurança me abordou perguntando por que eu estava batendo fotos do local com meu telefone celular. Ele deve ter achado que eu estava preparando um ataque terrorista. Pelo visto, a esperança ainda não venceu o medo. Especialmente depois que o Obama não desativou a prisão de Guantánamo, enviou mais 30 mil soldados ao Afeganistão, não desocupou o Iraque e agradeceu o Nobel da Paz justificando a necessidade das guerras. Promessas, promessas ... acredita quem quer.

Voltando ao café. Em seguida, fui ao Saborella Caffé. Lugar privilegiado, situado no centro do shopping. Tornou-se o point de quem quer ver e ser visto. Muito trottoir de pracinha em cidade de interior. Lá servem o italianíssimo Illy. Aliás, como me explicou o proprietário, Bruno Kzam (sobrenome de origem síria), é a única cafeteria de Brasília que recebe o café Illy em grãos. A Godera Confeitaria recebia em pó.

Ele ainda me disse que ao idealizar o empreendimento, viajou para a cidade de Bolonha, na Itália, para aprender tudo sobre sorvetes. Afinal, lá é a Meca do sorvete, ou gelato. Logo percebeu que os italianos associam café a tudo. As sorveterias não fogem à regra. Assim, resolveu fazer o mesmo em Brasília e optou pela marca Illy. Graças a Deus!

Foi outra supresa agradável. Além do excelente café, a Saborella conta com uma barista formada. O nome dela é Denise Leão. A moça é competente, tem conhecimento do café que prepara e é ambiciosa. Ela me disse que pretende se aperfeiçoar na profissão, ir para São Paulo e trabalhar na melhor cafeteria de lá. Seja ela qual for. É o que sempre digo: ninguém segura uma mulher com planos.

Denise Leão, essa garota vai longe

Pedi a Denise que tomasse um espresso comigo e me desse suas impressões e informações sobre o Illy. Ela me informou que aquele blend é formado por grãos provenientes de cinco países: Brasil, Etiópia, Costa Rica, Colômbia e África do Sul. As suas impressões sobre o café foram: aroma frutado, corpo forte, sabor cítrico e adocicado e torra suave. Discordei apenas da torra, que a mim pareceu bem acentuada, e destaquei a acidez adocicada e o equilíbrio do blend, um padrão mundial. E a crema do espresso estava como deveria, espessa, densa e absolutamente tigrada. Veja a foto.

Isso é uma crema

Mas, espere! Ainda tem mais. Parece um comercial das facas Ginzo 2000, mas não é. A surpresa seguinte ficou por conta de uma adega chamada Maison des Caves, que comercializa vinhos finos. Parei para dar uma olhada e encontrei uma parede inteira dedicada às cafeteiras Nespresso, aquelas máquinas modernas que utilizam cartuchos. São boas para quem tem pressa e gosta de praticidade automatizada. A loja tem todos os modelos e os cartuchos com vários tipos de café. As cafeteiras fazem espresso (xícara pequena e grande) e cappuccino. Claro, não são baratas. Mas, é um bom sinal que já estejam no mercado brasileiro.

Parede de café

Você achou que já tinha acabado? É claro que não! Na Livraria Cultura encontrei o recém-lançado livro da especialista em café e criadora de cardápios personalizados para restaurantes e cafeterias, a alemã Suzan Zimmer, atualmente vivendo no Canadá. O livro chama-se Eu (coração) Café e traz a história do café no Brasil e no mundo, as principais regiões produtoras e a variedade de espécies de plantas e de grãos. Além disso, mais de 100 receitas fáceis de fazer, desde as mais simples até as mais exóticas, como café com champanhe ou pimenta. Pode deixar que vamos postar algumas receitas aqui no blog.

Capa do livro

Vejam o que a autora diz sobre o espresso: "O espresso é a alma escura e cármica do café: suas combinações são ilimitadas, sua energia indescritível, e seu preparo deve ser feito com paixão e propósito. Um espresso é um café feito com extremo cuidado. Fazer um espresso é uma arte precisa, que envolve a interdependência de fatores como o método, o tempo de preparo, o blend, a torrefação, a moagem, a temperatura apropriada e a pressão específica".

Café também é poesia ...

Enfim, foi um sábado e tanto. Principalmente pelo elevado nível de cafeína no meu sangue. E o pior é que nem namorada eu tenho ... Well, como vimos, não é por falta de opções que você, caro(a) leitor(a) vai deixar de tomar um bom café em Brasília. E nós, aqui no blog, ainda temos muito chão inexplorado pela frente.

Ricardo Icassatti Hermano

sábado, 12 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Orgatronics - Viva Cuba Musica



Não. Este não é um disco póstumo em homenagem a Cuba, destruída por Fidel Castro. Moonfruit é um generoso trabalho da banda britânica Orgatronics, criada pelos produtores Sam Bell e Arthurs Rich, para resgatar ritmos apagados em escondidas esquinas de Santiago de Cuba.

Nesta
Viva Cuba Musica, Orgatronics usa instrumentos tradicionais da música latina como trompete, saxofone e maracas. No clip, os produtores exibem fotos de Fidel Castro, Chê, carros quebrados, como se fizessem um convite: “visite Cuba antes que se acabe” ou “espere até virar um resort".

Romoaldo de Souza



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Avatar, o filme


No próximo dia 18 vai estrear no Brasil e no mundo o aguardado filme Avatar, escrito e dirigido pelo vencedor do Oscar, James Cameron (Terminator, Titanic, Solaris, O Abismo). Trata-se de um roteiro original, ou seja, não foi baseado em livro, história em quadrinhos ou video game. No Brasil, o filme terá cópias em 3D e 2D, dubladas e com som original. Tem pra todo gosto, mas recomendamos assistir em 3D e com som original. Dublagem é uma ECA!

Cartaz do filme

O filme, que custou mais que o Titanic, tem no elenco a musa da ficção científica Sigourney Weaver e Sam Worthington, além de Zoé Saldana, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, CCH Pounder e Wes Studi. A computação gráfica é estonteante e a qualidade das imagens está perto de nos confundir sobre o que é realidade e o que é virtual.

Sigourney Weaver, musa Sci Fi

Cameron criou uma história espetacular, que acontece num mundo extraterrestre chamado Pandora (será que o Arruda aparece no filme?), onde grandes empresas exploram um minério raro que pode ser a solução para a crise energética na Terra. Um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas, Jake Sully, é contratado para se infiltrar entre os habitantes do planeta, os Na'vi, que estão criando dificuldades para as empresas (será que o Durval Barbosa não está lá também?).

Como a atmosfera de Pandora é altamente tóxica, Jake se integra ao Programa Avatar (que não é uma das bolsas do Lula), que consiste na projeção da consciência dos humanos em corpos biológicos híbridos controlados à distância. Esses avatares de pele azul são seres geneticamente manipulados, parte DNA humano e parte DNA Na'vi.

Jake e seu avatar

Em seu novo corpo, Jake volta a andar e vai cumprir a sua missão. Porém, rapadura é doce mas não é mole não. O soldado é salvo pela linda extraterrestre Neytiri, se apaixona e a missão vai literalmente para o espaço.

Neytiri, a gata de Pandora

O resto, você vai ter que roer as unhas como nós e esperar o filme chegar. Mas, o marketing viral na internet providenciou algumas cenas, que não são traillers, para nos deixar ainda mais ansiosos. Vejam uma amostra:




O blog Café & Conversa já reservou lugar no cinema e vai contar tudo depois.

Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Eleni - World


Depois de uma semana de cão, do cacetete descendo no lombo; da “merda” que o presidente Lula andou tomando, quer dizer, dizendo no Maranhão; do comportamento pouco civilizado dos “companheiros PMs” de Brasília; é hora de ouvir uma música mais relaxante.

Para quem não está ligando o nome à pessoa e suas respectivas aspas, ao lado dos Sarneys, Lula disse, ontem que vai tirar o povo da merda. E, ao lado do “companheiro governador José Roberto Arruda”, o presidente tinha elogiado o “preparo da PM de Brasília". O que mostra que o presidente é um despreparado. Em todos os sentidos.

Dito isso, estou colocando no meu pen-drive, a música World, na voz de Eleni, da série Café del Mar, uma das melhores coletâneas, para quem pretende fugir do new age, estilo música para boi dormir.

Vou a uma respeitada cafeteria, tomar um espresso e ouvir os três últimos CDs da série. Estão imperdíveis. Para quem está se preparando para montar uma cafeteria, o selo Café del Mar tem boas opções. Afinal, cafeteria não é discoteca do ouvinte onde qualquer cliente chega o põe o disco que quer ouvir, não.

Romoaldo de Souza