sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Música do Dia - Nat King Cole - The Christmas Song


Final de ano, o Natal se aproxima. Hora de deixar as tristezas e decepções um pouco de lado e se concentrar em sentimentos mais nobres. É um momento de reflexão interior, de fazer as contas e os ajustes para o futuro, que está logo ali depois de 31 de dezembro.

Meu pai faleceu há alguns anos e nessa época natalina a saudade que sinto dele cresce bastante. Sinto a falta dele e das suas piadas sem graça. Mas, ele era fã do cantor norte americano Nat King Cole. Tenho até uma foto em que ele, muito jovem, faz pose e usa terno e penteado iguais ao do cantor. A diferença é que meu pai sempre usou um daqueles bigodinhos compridos e finos.

Sucesso mundial muito antes do Obama

Nat King Cole (1919-1965) é um dos maiores cantores que esse mundo já viu. Dono de uma voz de barítono suave impecável, também marcou a sua época por ser um artista negro que emocionava multidões. É preciso lembrar que eram tempos de racismo radical nos Estados Unidos. Apesar disso, foi o primeiro negro a apresentar um show de variedades na televisão.

Além disso, Nat King Cole era um soberbo pianista de jazz e compositor. Suas músicas são constantemente regravadas por músicos do mundo inteiro. Ele era um cantor versátil e passeava com tranquilidade por diversos estilos, como o jazz, swing, jump blues e o pop, onde deixou sua marca nas inúmeras canções românticas que embalaram os sonhos de jovens como o meu pai.

Em Chicago, onde sua família morava, o músico começou a carreira ainda adolescente, em meados dos anos 1930, com o nome artístico de "Nat Cole". Junto com o irmão Eddie Cole, gravou a primeira música em 1936. Depois disso, Nat se mandou para Long Beach, na Califórnia, onde formou uma banda com outros três músicos chamada "King Cole Swingers", que fez um razoável sucesso.

Casou-se em 1937 com a dançarina Nadine Robinson e mudou-se para Los Angeles, onde formou o "Nat King Cole Trio", com Cole no piano, Oscar Moore na guitarra e Wesley Prince no baixo. O resto é história.

Por que não vivi nessa época?

Como Romoaldo resolveu se perder nas trilhas do Goiás, coube a mim a escolha da Música do Dia no Café & Conversa. Para dar o start no Natal e homenagear meu querido pai, escolhi a canção The Christmas Song, com Nat King Cole. Porque um pouco de classe não faz mal a ninguém ...

Ricardo Icassatti Hermano



quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Biscoitinho de Polvilho da Tia Nenê


Acordo hoje e encontro um presente maravilhoso, que me foi dado pela jornalista e grande amiga Mariazinha, ou Little Mary, como é conhecida lá pelas bandas de New Orleans. Uma pequena lata cheia de biscoitinhos de polvilho assados lá em Goiânia por sua Tia Nenê, acompanhada da respectiva receita. Encomenda feita especialmente para o blog Café & Conversa.

Tia Nenê é 10!

Bela maneira de retomarmos as antigas e preciosas receitas familiares de petiscos para acompanhar o cafezinho no final da tarde. Um hábito que, infelizmente, não temos mais na cidade grande. Goiânia não é mais uma cidade pequena, mas ainda conserva alguns hábitos saudáveis do tempo em que nada era descartável, inclusive valores como a honestidade.

Falando em hábitos, outro costume de cidade pequena que me agrada muito é a reutilizacão de embalagens. Especialmente as latas decoradas. E nesses dias de COP 15 (ou o que quer que seja aquela mixórdia), nada mais ecológico e sustentável que esse tipo de reciclagem que nossas avós tanto prezavam.

Rapidamente, providenciei uma caneca de café para acompanhar a degustação. Como os biscoitinhos levam raspas da casca do limão Tahiti, optei pelo Café Piatã, que tem um tom cítrico bem adocicado. Combinação perfeita. Até utilizei uma relíquia guardada a sete chaves e nove cadeados: a caneca do afamado e venerado colunista social Richard Cledeman!

Um café Piatã + biscoitinhos da Tia Nenê = Felicidade

Os biscoitos são levíssimos e estavam assados na medida certa. Quebradiços e secos, derreteram como flocos de neve ao primeiro contato com a língua quente, se transformando num creme doce e levemente cítrico que me fez salivar como um Lobisomem no cio. Algo parecido a um orgasmo inundou meus neurônios com as mais variadas sensações de prazer.

Infelizmente para vocês e felizmente para mim, comi todos os biscoitinhos : )

Comi tudo sim! E daí?

Mas, não fiquem tristes. Além da detalhada descrição da experiência gustativa, vocês receberão a receita. Como podem ver, o Café & Conversa sempre pensa primeiro em seus leitores. Vamos à receita da Tia Nenê.

Biscoitinhos de Polvilho da Tia Nenê

INGREDIENTES
- 5 copos de polvilho doce
- 2 copos de açúcar refinado
- 4 ovos
- 1 colher de sopa bem cheia de Pó Royal
- 1 colher de chá de sal
- Margarina Delícia até o ponto de enrolar
- Raspas de laranja e/ou limão Tahiti

PREPARO
Misture todos os ingredientes secos. Coloque os ovos, com gema e clara, e misture bem. Vai acrescentando margarina aos poucos e vai até dar o ponto de enrolar. O ponto perfeito é quando a massa não prega na mão. Sove bastante.

Faça em formato redondo e/ou oval. Use as costas de uma faca para riscar a superfície dos biscoitinhos. Unte uma assadeira com margarina. Arrume os biscoitinhos e leve ao forno na temperatura Médio/Alto, ou 180º. Retire do forno quando os biscoitinhos estiverem dourados, mas só retire os biscoitinhos da assadeira depois que esfriar.

Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Carla Bruni - Tu Es Ma Came

Que délice de programme é o que pode ser dito quando se vê a cantora e ex-modelo Carla Bruni dedilhando seu violão, nessa insinuante Tu Es Ma Came (Você é minha droga).

Mas a Carla Bruni não tem bom gosto apenas pela música. Filha de uma pianista com um industrial radicado no Brasil, essa franco-italiana, foi uma dos modelos mais bem pagas do mundo e namorou gente do quilate de Mick Jagger, Eric Clapton, Donald Trump, Kevin Costner e Vincent Perez, antes de casar-se com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Quando gravou Tu Es Ma Came, parte da crítica francesa caiu de pau contra as insinuações da letra da canção. Depois esqueceu. Hoje, às vésperas do aniversário de Carla Bruni, ela faz 42 anos, quarta-feira da semana que vem, lembrei de fazer um brinde com essa deliciosa música.

Romoaldo de Souza


Tu Es Ma Came

Tu es ma came,
Ma toxique, ma volupté suprême,
Mon rendez vous chéri et mon abîme
Tu fais rire au plus doux de mon âme

Tu es ma came
Tu es mon genre de délice, de programme
Je t'aspire, je t'expire et je me pâme
Je t'attends comme on attend la manne

Tu es ma came
J'aime tes yeux, tes cheveux, ton arôme
Viens donc la que je te goûte que je te fume
Tu es mon bel amour, mon anagramme

Tu es ma came
Plus mortelle que l'héroïne afghane
Plus dangereux que la blanche colombienne
Tu es ma solution à mon doux problème

Tu es ma came
A toi tous mes soupirs, mes poèmes
Pour toi toutes mes prières c'est la lune
A toi ma disgrâce et ma fortune

tu es ma came
Quand tu pars c'est l'enfer et ses flamme
toute ma vie, toute ma peau te réclame
on dirait que tu coules dans mes veines

je te veux jusqu'à en vendre l'âme
à tes pieds je dépose mes armes
Tu es ma came
Tu es ma came



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Loreena McKennitt – The Mummers’ Dance


Compositora, pianista e harpista, a canadense Loreena McKennitt é uma das mais influentes artistas americanas da música que leva o rótulo new age, embora com tendências mais para o Oriente Médio, empregando vocais sopranos e um toque mais voltado para o erudito.

Nessa The Mummers’ Dance, lançada recentemente, Loreena McKennitt faz a oferenda que chama de garland gay, normalmente dedicada a uma divindade. Após fazer um pedido, amarre um ramo de flores em um galho de árvore. Faça o seu ritual.


Romoaldo de Souza

The Mummers’ Dance

When in the springtime of the year
When the trees are crowned with leaves
When the ash and oak, and the birch and yew
Are dressed in ribbons fair
When owls call the breathless moon
In the blue veil of the night
The shadows of the trees appear
Amidst the lantern light
We've been rambling all the night
And some time of this day
Now returning back again
We bring a garland gay
Who will go down to those shady groves
And summon the shadows there
And tie a ribbon on those sheltering arms
In the springtime of the year
The songs of birds seem to fill the wood
That when the fiddler plays
All their voices can be heard
Long past their woodland days
We've been rambling all the night
And some time of this day
Now returning back again
We bring a garland gay
And so they linked their hands and danced
Round in circles and in rows
And so the journey of the night descends
When all the shades are gone
"A garland gay we bring you here
And at your door we stand
It is a sprout well budded out
The work of our lord's hand."
We've been rambling all the night
And some time of this day
Now returning back again
We bring a garland gay
We've been rambling all the night
And some time of this day
Now returning back again
We bring a garland gay



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Creole Coffee Pudding


Essa receita ganhou o concurso de culinária do jornal australiano Melbourne Argus. Trata-se de um pudim de frutas e a vencedora, Mrs. Cecile Besnard, levou o fantástico prêmio de £ 1 (uma libra esterlina). E não foi cash. O prêmio foi pago em títulos de guerra e mais £ 5 em selos vale-compras.

Esqueci de dizer que o concurso aconteceu em plena II Guerra Mundial, no dia 21 de novembro de 1944. O que chama a atenção é que a época era de carência, de racionamento. Afinal, havia um esforço de guerra contra o Nazismo e o Fascismo, duas excrescências que teimam em retornar à vida como vampiros e zumbis de filme B. Inclusive aqui no Brasil.

Mas, como dizia eu, era uma época de racionamento e o que chama a atenção na receita é a parcimônia nos ingredientes. O pudim utiliza apenas um ovo. Assim mesmo, a criatividade de uma cozinheira conseguiu produzir algo gostoso. E com café! De acordo com o colunista de culinária do jornal, "a receita do Creole Coffee Pudding é suculenta o bastante para a mais importante ceia de Natal".

Creole Coffee Pudding

INGREDIENTES

PUDIM
- 85g de açúcar mascavo
- 114g de Mapple Syrup, Karo ou outro xarope de sua preferência
- 114g de uvas-passa
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 ovo
- 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio dissolvido em um pouco de água morna
- 1/2 xícara de amêndoas picadas
- 2 colheres de sopa de café bem forte (a bebida pronta)
- Ingrediente opcional: 1 colher de sopa de uísque ou rum

CALDA
- 1 xícara de leite
- 1 colher de sobremesa de manteiga
- 1 colher de sopa de Maple Syrup
- 1 colher de sopa de café (a bebida pronta)

PREPARO
Junte a manteiga, o Maple Syrup e o café e leve ao fogo baixo. Mexa até que a mistura esteja derretida e homogênea. Adicione o ovo, a farinha de trigo peneirada e misture. Em seguida, adicione as uvas-passa, as amêndoas, a bebida opcional e, por último, o bicarbonato de sódio. Misture bem e deixe "vaporizar" em fogo baixíssimo por cerca de 2 1/2 horas.

Sirva o "pudim" com a calda.
Aqueça em fogo baixo todos os ingredientes numa panela de molho. Engrosse a mistura com uma colher de sopa de maizena dissolvida com um pouco de leite frio. Aumente o fogo e ferva a mistura. Derrame a calda sobre o "pudim" ou sirva à parte.

Não sei como fica, mas quem quiser tentar e nos enviar fotos e relato da aventura ...

Ricardo Icassatti Hermano

Mesa de Café


O mundo do café não se resume à bebida apenas. Há todo um universo girando em torno daquela pequena xícara, que vai desde a reação orgânica à cafeína até às cafeterias que fazem a nossa alegria mundo afora. Esse caminho passa por muitas outras coisas, como as mesas de café.

Aqui no Brasil, não sei bem porque, elas são chamadas mesas de centro. Deve ser porque geralmente ficam no centro da sala de estar. Mas, é na sala de estar que a etiqueta manda servir o café - ou licores - após as refeições. Daí veio o nome mesa de café.

As mesas de café são baixas porque as pessoas tomam o café sentadas nos sofás e poltronas e não em cadeiras. Assim, as mesas ficam ao alcance das mãos dos comensais. A conversa então fluía animada e turbinada pela cafeína e pelo conforto da sala de estar.

Com o tempo, essas mesas foram recebendo adornos e novas utilidades. Quando as pessoas ainda cultivavam o péssimo hábito de fumar, as mesas serviam de apoio aos cinzeiros. Hoje, servem como apoio a livros decorativos, revistas, bibelôs, porta-retratos e plantas. Mas, ainda servem ao doce costume de tomar café. Deveriam retomar o nome: mesa de café.

Tudo isso e muito mais faz parte do universo do café. Na Europa e nos Estados Unidos essas mesas ainda levam o nome original e são uma febre decorativa. Existem modelos para todos os gostos e extravagâncias. O blog Café & Conversa traz fotos de 12 modelos bem bacanas para agradar grego, troianos, baianos e goianos.





Essa é para fãs da Fórmula 1
















Uma mesa para a criança interior
















Boa para escamotear o jornal
















Os fãs de Ficção Científica vão adorar














Modelo Sulita Foguetão, cheia de livros














Mesa tipo Tok & Stok

















Mesa escultura















Essa tem LEDs que se acendem e formam desenhos












Mesa para o frio, com lareira incorporada













Mesa com design modernoso














Concretismo puro












Mesa Flor










Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Bebo & Cigala -Veinte Años


Capa do CD

Veinte Años já teve diferentes interpretações. Todas elas muito bonitas.

O pessoal de
Buena Vista Social Club, naquele dueto impagável de Ibrahim Ferrer com Omara Portuondo. Até a dupla sertaneja Milionário e José Rico gravou Veinte Años.

Mas
Café & Conversa trás de volta, hoje, o maior cantor de música flamenca, da atualidade, Diego el Cigala, ao lado do maior pianista da música afro-cubana, Bebo Valdes.

São gerações diferentes. Bebo Valdes nasceu em 1918.
Diego el Cigala, 40 anos depois. O pianista tem estilo caribenho. O cantor influência basca. Nesta Veinte Años, Bebo & Cigala estão inconfundíveis. Apesar de ser um disco de 2004, Lágrimas Negras ainda é um bom presente de Natal.

Romoaldo de Souza


Veinte Años
(Maria Teresa Veras)

¿Qué te importa que te ame,
si tú no me quieres ya?
El amor que ya ha pasado
no se debe recordar

Fui la ilusión de tu vida
un día lejano ya,
Hoy represento el pasado,
no me puedo conformar.

Si las cosas que uno quiere
se pudieran alcanzar,
tú me quisieras lo mismo
que veinte años atrás.
Con qué tristeza miramos
un amor que se nos va
Es un pedazo del alma
que se arranca sin piedad.




segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Keb’ Mo’ - Dangerous Mood


A principal inspiração do guitarrista e compositor Keb’ Mo’ sempre foi Robert Johnson. O músico bebeu da fonte do mais importante artista do gênero, serviu de personagem para documentários sobre a vida de Johnson e acumula prêmios como os Grammys de 1998 e 2001.

Nessa
Dangerous Mood, Keb’ Mo’ faz um apelo à reconciliação. Sucesso!!!!

Romoaldo de Souza


Dangerous Mood
(
Kevin Moore)

Look out baby
I'm in a dangerous mood
I done called up the bossman
Told him where to go
And just what to do
Call me crazy
But i did what I had to do
You can call me stupid
I just did what
I had to do
I had to steal a little time baby
So I could spend it all on you
I parked the car down the street
And I unplugged the phone
So it would look just like
Ain't nobody home
I put a rose on your pillow
Where you lay your pretty head
I'm gonna rub your tired shoulders
Bring your dinner to your bed
Look out babyI'm in a dangerous mood
I had to steal a little time baby
So I could spend it all on youI'm gonna light a candle
Put the champagne on ice
And if one ain't enough
Well we'll just have to do it twice
I done made myself a will
And I've called my next of kin'
Cause I'm gonna love you over
And over and over
Again and again
Look out baby
I'm in a dangerous mood
I had to steal a little time baby
So I could spend it all on you
Look out babyI'm in a dangerous mood
Look out babyI'm in a dangerous mood
I just this one last paycheck baby
And I'm gonna spend every dime on you



Idiotice Paranormal


No final de semana fui assistir o mais recente fenômeno das bilheterias de cinema. O filme chama-se Atividade Paranormal e é a maior idiotice do ano. Dez anos depois do surgimento do filme A Bruxa de Blair, alguém pensou que havia chegado o momento de lançar outra patetada chata, enjoativa e maçante. Brilhante.

Cartaz do filme que você reza para acabar logo

Seguindo a mesma fórmula de orçamento baixíssimo, elenco mínimo, roteiro asnático e nenhuma qualidade técnica, o filme vem conquistando uma multidão de adolescentes apalermados em todo o planeta, mas principalmente nos Estados Unidos, onde já fez fama e fortuna.

O que você faria se fosse acordado no meio da noite por passos, portas batendo, objetos caindo e grunhidos irreconhecíveis? Qualquer pessoa telefonaria para a Polícia, procuraria algo que pudesse ser utilizado como arma de defesa, acenderia as luzes ou, no mínimo, se esconderia morrendo de medo.

Tem um demônio ali! Pega a câmera!

O jovem casal protagonista do filme não faz nada disso. A única preocupação é pegar a câmera de vídeo e sair perambulando pela casa no escuro e perguntando: "Quem está aí?". Pela manhã, vão analisar o que foi gravado.

A história é tosca. Um casal de namorados vive junto numa pequena casa de dois andares, uma town house, como chamam nos Estados Unidos, que também é o único cenário. A moça diz ser atormentada por uma entidade desde os oito anos de idade e procura a ajuda de um paranormal, pois as manifestações têm piorado. O rapaz é um completo retardado. É ele quem compra a câmera de vídeo para gravar as manifestações e ganhar uma grana.

Resumindo a chatice, eles não seguem a orientação do paranormal, que avisou tratar-se de um demônio perigosíssimo; o rapaz retardado acha que dá conta do problema; as coisas só pioram, inclusive a minha paciência; o filme tem apenas dois sustos bestas; o demônio toma conta da moça e mata o rapaz. E tentam nos fazer acreditar que é uma história real, fazendo agradecimentos à Polícia de San Diego. Eu não via a hora daquela asnice terminar, pois já estava torcendo para o demônio.

Na sala de cinema semi-vazia em que eu me encontrava, apenas um "rapazola" soltou um gritinho no primeiro susto besta. Nenhuma mulher gritou. Para alegria geral, o abestado se conteve no restante do filme. Vai que ele houvesse exagerado no almoço ...

Na saída, a senhora que o acompanhava deu uma risada. Meio sinistra, sou obrigado a reconhecer. O "rapazola" olhou para ela e disse tremulamente afetado: "Não tô entendendo o motivo da risada". Ainda bem que o filme já havia acabado e eu estava indo embora. Desperdício de tempo e de dinheiro. Fui tomar um espresso.

Ricardo Icassatti Hermano