segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Melanie Gabriel - Downside Up

Apesar da vasta experiência de tocar com o pai, Peter Gabriel, Melanie (Gemma) Gabriel somente agora é que está alçando vôos próprios.

A neta do Barão de Moore Wolvercote lançou, em 2009, ambicioso projeto musical “Taïga Maya”, ao lado do multiinstrumentista Thierry Van Roy.

A música do dia, recomendada por Café & Conversa, é essa participação especial de Melanie Gabriel, no show do pai dela, Downside Up.

Downside Up

(Peter Gabriel)

I looked up at the tallest building

Felt it falling down

I could feel my balance shifting

Everything was moving around

These streets so fixed and solid

A shimmering haze

And everything that I relied on disappeared
Downside up, upside down

Take my weight from the ground

Falling deep in the sky

Slipping into the unknown

All the strangers look like family

All the family looks so strange

The only constant I am sure of

Is this accelerating rate of change

Downside up, upside down

Take my weight off the ground

Falling deep in the sky

Slipping into the unknown
I stand here

Watch you spinning

Until I am drawn in

A centripetal force

You pull me in
Pull me in

Pull me in

Pull me in

Pull me in

Pull me in

Downside up

Upside down

Take my weight off the ground

Falling deep in the sky

Slipping into the unknown.


domingo, 27 de dezembro de 2009

A Música do Dia - James Horner - Mens Ment


Para quem passou quarto anos finalizando “Avatar”, bem que James Cameron poderia ter sido mais exigente na trilha sonora do filme que está batendo todos os recordes de bilheteria. E é um bom filme. Sem dúvidas.


Confesso que vi Avatar, nesse feriado, perto de pessoas comendo pipoca, fazendo barulho de cavalos quando comem milho, e barulho de cavalo comendo milho, me incomoda se eu estiver ouvindo trilhas sonoras, a não ser que eu esteja no meio do mato.


Quando as luzes do cinema se apagam e o projetor começa a rodar Avatar, você tem a impressão de já ter ouvido aquelas músicas. Ou parte delas.


James Cameron convidou o já conhecido e parceiro dele, em outros empreendimentos dessa magnitude, James Horner para compor a trilha de Avatar.



Os dois trabalharam juntos em Titanic, quando Horner ganhou o Oscar de melhor trilha sonora com a adocicada Celine Diòn, e o tema “My Heart Will Go On”.

Em Avatar, Horner repete temas já mostrados em Krull e Aliens. Se você ainda não viu o novo filme de James Cameron ou se está disposto a vê-lo, novamente, fique até o final. Preste ação que a emergente “Leona Lewis” interpreta “I See You” com a mesma ênfase de Celine Diòn, no tema amoroso de Titanic.


Durante o filme, Horner vai fazendo uma miscelânea que torna a trilha sonora de Avatar, uma colcha de retalhos sem personalidade. Daquelas que gravitam entre as trilhas de John Williams, e a música da canadense Loreena McKennitt.


Williams é um compositor americano, amigo de cineastas como Steven Spielberg e George Lucas. Com o Spielberg, John Williams foi parceiro e compôs as trilhas de Jurassic Park, ET e Lista de Schindler. Com George Lucas a parceria foi ainda mais promissora. Star Wars e Indiana Jones. 45 indicações e cinco vezes premiado com o Oscar.


Loreena McKennitt é cantora de new age, no Canadá, e o tema do filme, quando a princesa Neytiri está convidando o clã Omaticaya para a guerra, na hora em que os tambores estão rufando, se parece com as músicas de McKennitt.


Denifitivamente, a boa trilha sonora é aquela que você sai do cinema louco por encontrar uma livraria para comprar o CD e voltar para casa ouvindo as músicas. No caso de Avatar, a trilha não pegou, mas em todo caso, eu selecionei esse trabalho de James Horner, enquanto preparava um blend.


No café da manhã deste domingo, tem 60% de Orfeu e 40% do Piatã. O acompanhamento é água com gás, prata; uma laranja partida em cruz, porque estou sem espremedor de laranja; rabanadas do Natal. Rabanadas sempre trazem boas recordações e uma baguette com gergelim e pouca manteiga. Bom dia! Siga o blog. Nosso endereço no twitter é: http://twitter.com/CafeConversa


Romoaldo de Souza


Mens Ment

James Horner




sábado, 26 de dezembro de 2009

Café com suas receitas - Geleia de Café com Gengibre


Ganhei!

Este foi o meu presente de Papai Noel. Pela barba poderia ser de Ricardo Noel. Nem vou falar da minha amizade nesta página. Amizade muito mais duradoura que muitos dos casamentos. Quero falar do presente, o Dicionário Gastronômico Café com suas Receitas, de autoria de Giuliana Bastos, que chegou em boa hora e que é de deixar qualquer um de água na boca.

Mas que belas receitas, a jornalista Giuliana Bastos mostrou que entende do bendito grão. Seja ele gelado, quente. Com álcool, com sal, na xícara ou na mesa. E olha que eu empaquei na receita de Geleia de Café com Gengibre.

Para você que tem acompanhado o Café & Conversa, prepare-se, eu vou testar a maioria das receitas que estão nesse livro.


Ingredientes

- 1 folha de gelatina incolor;
- 2 xícaras (chá) de café coado quente;
- 1 xícara (chá) de açúcar;
- 1 colher (sopa) de gengibre ralado.


Preparo

Coloque a gelatina na água para hidratar. Reserve. Leve ao fogo o café, o açúcar e o gengibre. Ferva por 15 minutos, desligue o fogo e deixe esfriar um pouco. Esprema a folha de gelatina que estava na água e adicione na geléia de café, mexendo até que ela dissolva. Coloque em um pote. Feche e deixe esfriar. Sirva com biscoitos e pães ou como cobertura de bolos simples como o de laranja.

Rende 15 pequenas porções.

O tempo de preparo é de 1h."

Se após fizer a receita e quiser provadores, dê um alô! http://twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza

A Música do Dia - Miles Davis Quintet - 'Round Midnight


Luiz Orlando Carneiro, um dos jornalistas que mais entende de jazz, que me perdoe, já que o espírito do Natal ainda está pairando no ar, por esses dias, mas essa versão do quinteto de Miles Davis, para ‘Round Midnight, está memorável. Eu diria, "Luiz Ó", insuperável. Talvez tenha sido a vodka "Absolut-Negra", assim na fonte, não perde nem para a "Stolichnaya".

O grupo reúne Davis, no trompete; Way ne Shoter, no sax tenor; Ron Carter, no baixo; Herbie Hancock, ao piano; e, Tony Williams na bateria. Aqui ninguém canta. Mas abaixo eu deixo a letra interpretada por Ella Fitzgerald. Vai que você se anima de compõe o sexteto. Isso se não deu um tiro no ouvido depois do show de Roberto Carlos, ontem na TV, ao lado de asneiras como Aviões do Forró.

Voltando a ‘Round Midnight, a apresentação, segundo informa Ian Carr, um dos biógrafos de Miles Davis teria acontecido no Grand Hotel de Estocolmo, na Suécia, logo após as festividades natalinas de 1967.

‘Round Midnight

It begins to tell,
'round midnight, midnight.
I do pretty well, till after sundown,
Suppertime I'm feelin' sad;
But it really gets bad,
'round midnight.
Memories always start 'round midnight
Haven't got the heart to stand those memories,
When my heart is still with you,
And ol' midnight knows it, too.
When a quarrel we had needs mending,
Does it mean that our love is ending.
Darlin' I need you, lately I find
You're out of my heart,
And I'm out of my mind.
Let our hearts take wings'
'round midnight, midnight
Let the angels sing,
for your returning.
Till our love is safe and sound.
And old midnight comes around.
Feelin' sad,
really gets bad
Round.....Round.......Round....Mid.....night....

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Charlotte Gainsbourg - IRM


Quem deve chegar às principais casas de discos do mundo, e chega primeiro, aqui no Café & Conversa, é Charlotte Gainsbourg e seu mais visceral trabalho, IRM, pela Warner Internacional.

Para quem não está ligando o nome à criatura e o respectivo sobrenome, Charlotte é filha do cantor e poeta francês Serge Gainsbourg e da atriz Jane Birkin. Não? Ainda não? No finalzinho dos anos 60 e início dos 70, Jane Birkin foi ícone sexual quando protagonizou o primeiro nu frontal do cinema em Blow-Up. Ela, a mãe, é responsável pela versão mais sensual de Jet’Aime...Moi non plus. Fui longe... O pai foi um dos poetas vanguardistas mais incensados pelos franceses.

Bom, mas vamos voltar à filha, Charlotte Gainsbourg, que é de quem falávamos, nesse terceiro trabalho. O primeiro, foi um single, composto pelo pai, Lemon Incest (1985), quando Charlotte tinha ainda, 13 aninhos. O segundo, foi 5,55, gravado três anos atrás.


Antes, porém, de falar do novo disco da moça, é bom lembrar que Charlotte Gainsbourg ganhou, este ano, o prêmio de melhor atriz no festival da Cannes, em sua participação no filme O Anticristo de Richard Friedman.

IRM é a sigla de ressonância magnética em fracês, e que dá título a esse trabalho que a Warner acaba de lançar no mercado internacional, sem previsão de chegada ao Brasil.

Charlotte quis lembrar, em IRM, um acidente de lancha que sofreu, dois anos atrás quando foi hospitalizada com hemorragia cerebral, passando por “moderados distúrbios sensoriais”. conforme escreveu Luciano Buarque de Holanda no Valor Econômico.

Córtex, medula, raios-x. Guitarras e bateria. Fazem a junção perfeita nessa IRM. Bom dia! Confira, também Café & Conversa no twitter. www.twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza

IRM

Take a picture what’s inside

Ghost imaging my mind

Neural pattem like a spider

Capillary to the center

Hold still and press the button

Looking through the glass onion

Following the x-ray eyes

From the cortex to medulla

Analyze EKG

Can you see a memory?

Register all my fear

On a flowchart disappear

Leave my head demagnetized

Tell me where the trauma lies

In the scan a pathogen

Or the shadow of my sin.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Bunbury - Sacame de Aquí


Sacame de Aquí, a Música do Dia, nesta quinta-feira, de Natal, é dedicada a você que está curtindo uma praia, onde Aécio Neves gosta de ir. Aí, mesmo em Florianópolis.

A quem está em Pirenópolis, pagando refeição a preço de Paris, tomando café de terceira, tendo atendimento de quarta, e sendo obrigado a ouvir música sertaneja que sai desses carrões que circulam pelas ruas charmosas da cidade.

Sacame de Aquí, do espanhol (Enrique) Bunbury, também está dedicada a quem pode passar o Natal na neve da Suíça; nas ruas de Barcelona; num quarto em São Paulo; nas cachoeiras da Chapada Diamantina, agora, sim, tomando Piatã, o melhor café do Brasil; a para quem ficou em Brasília.

Ouvi Sacame de Aquí, pela primeira vez, numa daquelas coletâneas do Café del Mar, seguramente a de número 12. Antes, já acompanhava a carreira de Bunbury, um leitor assíduo de Oscar Wilde, ainda à época que ele integrava o grupo Héroes del Silencio.

Na nova fase, Bunbury está mais psicodélico, mais eletrônico, sem perder o estilo orquestra que sempre marcou suas canções. Nesta Sacame de Aquí, Bunbury agregou acordeón, guitarra, baixo, bateria, percussão, dois trombones, piano, violino além de sua voz flamenca e o chapéu preto que faz parte do cenário por onde passa. Tire me d'aqui.

Romoaldo de Souza

Sacame de Aquí
Bunbury 
sácame de aquí
no me dejes solo
o todo el mundo esta loco
o Dios es sordo
dicen que si continuas
algún un lugar llegarás
debe hacer falta
bastante caminar
no soy mala yerba
sólo yerba en mal lugar
cabeza de calabaza
el martes de carnaval
hubo un momento en que pudimos
decir que no, que lo sentimos
nos debimos confundir
escribiremos nuevas reglas
esta es la primera de ellas
está prohibido prohibir
sácame de aquí
no me dejes solo
o todo el mundo está loco
o Dios es sordo
sacamé de aquí
no me dejes solo
no entiendo que nos pasa a todos
hemos perdido la razón
nos hemos equivocado
teniendo toda la razón
aun podemos ser libres
dentro de una canción
hubo un momento en que pudimos
decir que no, que lo sentimos
nos debimos confundir
escribiremos nuevas reglas
esta es la primera de ellas
está prohibido prohibir
sácame de aquí
no me dejes solo
o todo el mundo esta loco
o Dios es sordo
sácame de aquí
no me dejes solo
no entiendo que nos pasa a todos
hemos perdido la razón
sácame, sácame...
sácame de aquí
no me dejes, no me dejes...
tan solo...
sácame de aquí


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A Música do Dia - Tom Jobim - Anos Dourados


Anos Dourados em inglês, espanhol, castelhano ou até mesmo em português é uma bela poesia. Essa memorável apresentação de Tom Jobim, ao piano; algumas vezes arranhando o “espanglês”; com Danilo Caymmi, na flauta e Edu Lobo ao violão, me fez lembrar que que faz muito tempo, mas muito mesmo, que a Música Popular Brasileira está devendo uma bela melodia.