domingo, 10 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Yerba Buena - El Burrito


Yerba Buena. Com a forte influência do Mercosul e o desenvolvimento cada vez mais marcante do bloco comercial, tão influente como a Bolsa de Mercadorias e Baratos de Cabrobó, nem vou traduzir o nome da banda. Em todo caso, o maior barato são os nomes de alguns grupos latinos que vão tentar sucesso nos Estados Unidos, com esse (ou seria essa?) erva boa.

Com forte influência caribenha, os ritmos andinos, Yerba Buena é pura mesclagem africana, hip-hop, soul, rumba e cumbia, Yerba Buena escrachou com essa El Burrito.

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Romoaldo de Souza

El Burrito

(Yerba Buena)

Yo lo que quiero es un burrito
Un burrito que me lleve
Que me lleve lejos
Que me lleve que me lleve
Yo lo que quiero es un avioncito
Un avioncito que me vuele
Que me vuele lejos
Que me vuele que me vuele

B1
No te preocupes sigue tu camino
Y deja que te lleve el destino
Si tú sientes que tú no puedes respirar
Es que algo bueno está por pasar
No te preocupes si sientes un vacío
Y a veces hasta te crees perdido
Si tú sabes lo que quieres alcanzar
No hay nada que te pueda parar

CH 1
(Llévame llévame) a donde vayas contigo
(Llévame llévame) que no quiero regresar
(Llévame llévame) a donde nace el olvido
(Llévame llévame) que no quiero recordar

V 2
Yo lo que quiero es un burrito
Un burrito que me lleve
Que me lleve lejos
Que me lleve que me lleve

Yo lo que quiero es un avioncito
Un avioncito que me vuele
Que me vuele lejos
Que me vuele que me vuele

B2
No desconfíes de tu corazón
No dudes tienes la razón
Sé que nada te va a pasar
Recuerda que tú sabes la verdad

Si aparezco en uno de tus sueños
Recíbeme no tengas miedo
Si no entiendes cuando canto Yoruba
No temas déjate llevar

Yoruba:
Oggun baba ire baba arere
Oggun Oggun Oggun
Oggun Baba ire baba arere
Oggun Oggun Oggun

CH 2
(Llévame llévame) a donde vayas contigo
(Llévame llévame) que no quiero regresar
(Llévame llévame) a donde nace el olvido
(Llévame llévame) que no quiero recordar

BRIDGE
Yo no sé lo que me pasa
Hasta sé me va el aliento
Ya no encuentro las palabras pa expresar lo que yo siento
Y pensar que hay quienes viven con el mismo sentimiento
Deja que te abra el alma
Deja que te lleve el viento

Y no olvides que te quise
Nuestro amor nunca termina
Desde del día en que te fuiste
Ya no hay rosas solo espinas
Yo no sé quien es más fuerte
Si la vida o la muerte
No quiero decir más nada
Solo espero tu llegada

V3:
Yo lo que quiero es un burrito
Un burrito que me lleve
Que me lleve lejoooooos
Que me lleve que me lleve

CH 3
(Llévame llévame) a donde vayas contigo
(Llévame llévame) que no quiero regresar
(Llévame llévame) a donde nace el olvido
(Llévame llévame) que no quiero recordar

sábado, 9 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Moodswings - Redemption Song


O duo britânico Moodswings, conhecido por suas marcações psicodélicas, na música eletrônica, juntou numa mesma canção Bob Marley, o rei do reggae; umas batidas eletrônicas e a voz imponente de Tanita Tikaram. A moça, também britânica ficou conhecida no Brasil com duas canções. Mais recentemente, esteve em evidência com Twist in My Sobriety e na década de 90, Catedral, sua música mais famosa recebeu diferentes versões nas vozes de Renato Russo, Zélia Ducan e Leonardo.

Nessa Redemption Song, canção original de Bob Marley, Moodswings acrescenta um coral fazendo dando destaque a Oh Happy Day. Bom dia! Visite Café & Conversa no Twitter. http://twitter.com/CafeConversa.


Romoaldo de Souza

Redemption Song

(Oh Happy Day)

Bob Marley

Old pirates, yes, they rob I;

Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the 'and of the Almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.
Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look? Ooh!
Some say it's just a part of it:
We've got to fullfil the book.

Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our mind.
Wo! Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them-a can-a stop-a the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to fullfil the book.
Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever had:
Redemption songs -
All I ever had:
Redemption songs:
These songs of freedom,
Songs of freedom.


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mousse de Café - A receita


Depois de tanto suspense, vai aí a receita de Mousse de Café. Espero que vocês tirem bons proveitos dessa iguaria, que é de dar água na boca.

Ingredientes
- 1 xícara (chá) de café coado, frio;
- 1 envelope de gelatina incolor, sem sabor;
- 2 xícaras (chá) de queijo minas fresco cortado em pedaços;
- 1/2 xícara (chá) de queijo gorgonzola picado;
- 2 xícaras (chá) de creme de leite;
- 1/2 xícara (chá) de salsa picada;
- 1/2 xícara (chá) de nozes picadas;
- sal a gosto.


Preparo
Primeiro hidrate a gelatina no café frio. Em seguida leve ao banho-maria até dissolver.
Coloque esses ingredientes no liquidificador e vá misturando os queijos e o creme de leite.
Depois de bater para ficar bem líquido, despeje numa tigela e misture a salsa e as nozes.
É recomendável ir provando a quantidade de sal que você quer colocar na mousse.
Coloque em uma forma umedecida.
Leve à geladeira por 4 horas e desenforme na hora de servir.



Pronto! Bom apetite!

Romoaldo de Souza

A saga da mousse de café


Antes de dar a receita da Mousse de Café, que praticamente me tomou a noite toda no preparo, queria contar a vocês, principalmente para quem não é de Brasília, a saga para comprar os ingredientes.

Mas antes, uma dica de português. Mousse é um substantivo feminino, derivado do francês. Na culinária da terra de Simone de Beauvoir, que amanhã faria 102 anos, mousse é espuma ou prato espumoso, conforme nos conta o professor Rafael Vieira:

(http://recantodasletras.uol.com.br).

Pronto! Saí de casa para comprar os ingredientes da Mousse de Café. Garoando, praticamente naquela "chuvinha de molhar bobo", em que você jura que não vai se molhar...

Antes, eu tinha lido um e-mail de Moema Dourado em que ela dizia Oba! Servimos um mousse aqui no Fellini também...”. Ela ainda não tinha lido essa saga.

Deu vontade de ir ao Café Fellini (SCL 104 Sul), fotografar a mousse de lá, dando o crédito, claro, e deixar por isso mesmo. Mas, confesso: ontem eu estava com vontade daquela outra mousse de café. Tenho até um post pronto, comentando sobre o Café Fellini, mas vai ficar para outro dia. Voltemos à mousse. Quer dizer, à saga da minha mousse.

Em Brasília, as distâncias são infernais. Em todos os sentidos. Geograficamente falando, culturalmente. Tudo! Um táxi, no percurso de 9km, custa R$ 28. É muito! O atendimento no comércio é sempre muito ruim. Grande parte dos moradores está em Brasília para tentar um concurso público. Estuda para isso. Então, fazem bico no comércio, nos serviços.

Pronto. Cheguei à parte de confeitaria. Queria comprar a gelatina.

- Vai fazer o que com gelatina sem cor, sem cheiro. É remédio? - Perguntou a atendente.

- Não senhora, é para uma mousse de café - disse resignado.

- Nossa! Deve ficar horrível. Eu já fiz mousse de maracujá. O Luiz, meu marido, todo dia me pergunta se não tem aquela mousse de maracujá. Eu nunca tenho tempo. Estou estudando... -completou a atendente.

- Estuda, é? - Quis saber.

- É. Estou fazendo um cursinho preparatório. Acho que esse ano é o ano da virada. Quero largar isso aqui e amarrar meu burro na sombra. Deus queira que façam logo um concurso. “Num guento” mais isso aqui. Trabalhar atrás do balcão “num” é vida não moço - completou enquanto me entregava um envelope de gelatina incolor. Sem sabor.

- Com essa dedicação toda, o Luiz deve comer a mousse que o Diabo amassou - pensei.

No outro balcão eu estava procurando queijo minas, quando escutei o seguinte diálogo.

- Arruda? Sabe onde tem sabonete de arruda? - perguntou uma senhora quase sussurrando.

Primeiro eu pensei que se tratava do governador do Distrito Federal, que voltou a pedir perdão pelo que fez. Mas, depois descobri que dona Lisete gosta de tomar banho com sabonete de arruda.

- Para espantar a ziquizira, meu filho - disse ela.

- Quero duas barras, pedi antes que acabasse o estoque. Não custa nada - pensei.

Na outra geladeira tinha uma moça alta, magricela, com cara de modelo-manequim-atriz, procurando um “raguem de doce de leite”. Devia ser um desses imperdíveis Häagen-Dazs. Que loucura de sorvete. A “modelo-manequim-atriz” comprou, pagou, saiu e pegou o Fox Trend. Preto. Saiu em alta velocidade, enquanto eu procurava o queijo gorgonzola. Qualquer dia desses ainda vou ao google só para saber o que é Trend, que alguns carros da Volks têm escrito na lataria.

Na prateleira onde tinha salsa, ouvi o comentário sobre a promoção da galeteria.

- Você come um frango e leva outro pra casa - contava um motorista de táxi que abastecia o carrinho com biscoitos Club Social.

Lembrei de uma jornalista que carrega para cima e para baixo sacolas de Club Social. Quase todos com a data de validade bastante avançada.

- Bom, vou andando, ainda faltam as nozes e o creme de leite - pensei.

Cheguei ao caixa, conferi tudo: gelatina incolor sem sabor; queijo minas; queijo gorgonzola; creme de leite e nozes. Ah, falta a Pepsi, lembrei. Não, não. Na receita não tem Pepsi. Nem no supermercado, tinha Pepsi.

- Serve Coca? - perguntou um rapazinho bem nutrido, que arrumava o estoque.

- Não.

- É tudo igual. Ou o senhor sente alguma diferença - perguntou o gordinho? Já tomou Coca com o Halls preto? - emendou.

- Também não.

- Dá barato, completou.

Voltei as costas e marchei direto ao caixa sem minha Pepsi. Deve dar barato mesmo, pensei. Pela "eletricidade" dele, deve dar... Chovia e o motorista do táxi não encostou o carro debaixo da marquise. Molhei a caixa de papelão com as compras.

- Nessas horas, moço, é melhor sacola de plástico - disse ele.

- É, mas as caixas poluem menos. A sacola de plástico...

- Besteira. Coisa de ambientalista que não sabe o que diz - me interrompeu o motorista.

Eu não pensava em outra coisa que não fosse voltar para casa e preparar a Mousse de Café.

- R$ 15,00 - disse o motorista.

- Tudo isso? - Fiquei espantado com o valor do táxi.

- Bandeira 2 - arrematou o motorista.

Peguei o elevador, abri a porta de casa. Baixinho, Concha Buika cantava “El ultimo trago”.

Nada me han enseñado los años
siempre caigo en los mismos errores
otra vez a brindar con extraños
y a llorar por los mismos dolores”

Troquei de música, já tinha ouvido muita desgraça e ainda tinha a mousse para preparar. Isso sem contar que, como a sala estava à meia-luz e a receita diz que "é preciso hidratar a gelatina antes de levar ao banho-maria", aí foi que não entendi mais nada...

Acho que estou ficando cego. Não vi que o "maria" não era um substantivo próprio. Naquela chuva e com a vontade de fazer a mousse, eu não sairia de casa nem para encontrar a tal Maria e dar banho nela!

Romoaldo de Souza

PS: a receita de mousse sai ainda hoje. Aguardem!

George Clooney e John Malkovich juntos, tomando café. No céu!


Genial! É com este adjetivo que quero começar a apresentação deste comercial das máquinas de café espresso Nespresso. Impecável!

George Clooney, nascido em maio de 1961 e John Malkovich, de dezembro de 1953, estiveram recentemente juntos nas telas em Queime depois de ler. Aqui, estão no comercial da Nespresso, que tem início dentro de uma revendedora da máquina de café.

O ambiente é repleto de lindas mulheres e o café em cápsula é tigrado, rajado, bem apresentado. Boa música! Na saída da loja, um piano cai na cabeça de Clooney. Como bom mocinho, ele vai direto para o Paraíso. Ou alguém aqui acha que Clooney mereceria o Inferno?

O astro de Boa noite e boa sorte! sobe a escadaria do Céu e encontra Deus. Quem é Deus? John Malkovich, claro! O ator de O Império do Sol e Na Linha de Fogo, em que contracena com Clint Eastwood.

Toda a seqüência, os diálogos e o cenário estão imperdíveis. Pena que não tenha, ainda, legenda em português. O filme está em inglês e legendado em francês.

Vale conferir! Nós estamos, também, no Twitter. www.twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza

PS: na página da Nespresso tem o filme legendado em português. Está meio interativo. Se tiver tempo acesse, também. http://www.nespresso-whatelse.com/




quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Monalisa em copos de café


Nem os mistérios de Dan Brown em O Código Da Vinci seriam suficientes para desvendar a criatividade de um grupo de designer’s australianos, mostrada no Rock’s Aroma Festival realizado em Sidney, na Austrália.

Eles juntaram 3.604 copos de café e café com leite, com diferentes dosagens para encontrar as mais variadas nuances do preto com o marrom. O resultado é o sorriso de Monalisa!

Genial sugestão da leitora Roniara Castilhos.




A Música do Dia - Caterina Caselli - La Casa Degri Angeli


Prepare o lenço de papel. Deixe as lágrimas rolarem. O selo Music Brokers resolveu “ressuscitar” velhos sucessos da mais romântica música italiana dos anos 70. Chega às lojas e ao Café & Conversa o disco Café Venezia, com uma coleção de pérolas como L'Apuntamento, na voz de Ornella Vanoni, que no Brasil ganhou uma versão de muito sucesso, na voz de Erasmo Carlos: Sentado à Beira do Caminho.

A coletânea do Music Brokers é um projeto para fazer chorar, mas também tem o mérito de “trazer de volta” canções como Lontano Daglio Occhi com Sergio Endrigo e Peppino Di Capri, cantando Un Grande Amore e Niente Piu.

Capa do CD

Café Venezia, Classic Sounds of Italian Music, foi um desses deliciosos presentes que a gente ganha de pessoas que garimpam amizade, amores e momentos singulares. A jornalista Márcia Turcato bateu os olhos na capa do disco e achou que era a minha cara.

Tem tudo a ver com o projeto de Café & Conversa de recomendar trilhas sonoras para nossos leitores. Este Café Venezia, Classic Sounds of Italian Music mais que uma coletânea de músicas para fazer chorar, é um tributo a belas canções que devem ser ouvidas com uma xícara de café de lado. Ah, não esqueça a caixa de lenços. Hoje nós trazemos para o leitor do Café & Conversa, La Casa Degri Angeli, com Caterina Caselli.

Café & Conversa está, também, no Twitter. “Sigam-nos os bons!” http://twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza

La Casa Degri Angeli

Caterina Caselli

Il sole aveva paura di morire
e non moriva mai
nella casa degli angeli
noi vivevamo come due rondini
nascoste tra i rami della vita
nella casa degli angeli

Qualche volta ci ricordavamo di dormire
ma era più il tempo che ci amavamo
ricordo le mie parole
quando un mattino d'inverno io ti lasciai

Amore mio
ti dico addio
ti lascio solo, solo
il nome mio
il treno va
il cielo va
la vita, il tempo, tutto
restano là
là, nella casa degli angeli.

La mattina, quando ci svegliavamo
venivano i bambini a portarci dei fiori
nella casa degli angeli
Nei loro occhi noi vedevamo
quelli che un giorno avremmo fatto noi, col nostro amore
nella casa degli angeli.
Poi d'un tratto il cielo si è fatto triste
non ricordo bene perché
quello che io ricordo
son gli anni d'amore vissuti con te.

Amore mio
ti dico addio
ti lascio solo, solo
il nome mio
il treno va
il cielo va
la vita, il tempo, tutto
restano là.

Amore mio
ricorda sempre
ricorda sempre, sempre
il nome mio.

Amore mio
ricorda sempre
ricorda sempre, sempre
il nome mio