quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pão de Queijo da Vó Ordália


A bucólica cidade de Pedralva, lá no Sul das Minas Gerais, não para de nos maravilhar com suas receitas de guloseimas próprias para serem degustadas na companhia de uma bela caneca de café. A jornalista pedralvense e galeguinha dos olhos azuis, Raíssa Abreu, se lançou num generoso esforço de reportagem e vasculhou preciosidades nos fundos de baús mantidos sob severa vigilância pelas famílias pedralvenses.

Lá, a jornalista encontrou antigos cadernos de receitas escritos à mão, tesouros que foram repassados de geração em geração por bisavós, avós, mães, filhas, primas, tias até que se tornassem praticamente uma herança genética. Indiana Jones perde.

A trabalheira valeu a pena. Raíssa resgatou para o blog Café & Conversa a receita de pão de queijo da sua bisavó, a Vó Ordália. A receita foi herdada pela fantástica cozinheira, quituteira, doceira e chef empírica Mariinha, que manteve o segredo escondido do mundo. Até hoje.

Trata-se do pão de queijo que usa queijo de verdade e não essa coisa pálida e sem gosto vendida congelada em supermercados. Também não se parece com a borracha branca vendida em padarias e lanchonetes. Mais adiante, você vai entender o que é um pão de queijo feito com queijo de verdade.

Mas, é melhor conhecer a aventura pelas próprias palavras de Raíssa:

"O pão de queijo e o biscoito da Mariinha deveriam ser tombados. Quando penso no 'patrimônio gastronômico' de Pedralva, não consigo me lembrar de nada mais característico do que aquela casquinha crocante do pão de queijo que se abre num saborosíssimo recheio fumegante e macio... Não dá pra explicar, só comendo mesmo.

Pra se ter uma ideia, em fins de semana e feriados, quando a cidade fica cheia dos chamados 'pedralvenses ausentes' (do léxico pedralvês, pedralvense que foi estudar ou trabalhar noutro canto, mas que não consegue ficar muito tempo longe da terrinha), ela acorda às três da madruga pra dar conta da demanda pro café da manhã da moçada.

A santa Mariinha providenciando mais uma fornada para a Raíssa gulosa

Eu, que tenho a sorte de ser da família - Mariinha foi criada pela minha bisavó, a Vó Ordália que dá nome à receita e que a iniciou nas artes culinárias - , não preciso nem pedir. Em que cada passagem pela cidade, no café da manhã ou no café da tarde, tem sempre um saco de papel pardo quentinho me esperando na mesa da cozinha. Sem falar nos doces cristalizados, nas tortas... Bom, concentremo-nos.

Mariinha conferindo para ver se Raíssa não pegou algum escondido

Quando propus à Mariinha que compartilhasse seus segredos com o Café e Conversa, ela se animou de cara, e foi logo metralhando todos os truques que aprendeu em seus sessenta e poucos anos de pão de queijo. Me contou, por exemplo e pra minha surpresa, que não se deve untar a forma em que os pãezinhos serão assados. Ao invés disso, ela recomenda que, depois de enrolar a massa, se passe cada 'bolinha' num prato com óleo. Ou seja: se unta o pão de queijo, não a forma.

Outra curiosidade: não se deve 'arear' a forma, mas apenas lavar entre uma fornada e outra, sem esfregar com Bombril até que ela fique brilhando de novo. De acordo com a Mariinha, 'quanto mais preta a forma, mais gostoso fica'.

Tá vendo essa manchinhas douradas? Isso é queijo de verdade!

O grande problema foi quando surgiu a câmera fotográfica. Nossa extrovertida Mariinha, cantineira de profissão, fechou a cara e não quis mais saber de papo. Achou que a foto dos pães de queijo bastava, ora essa. Com muito custo e muita falta de jeito, deixou um sorriso para o Café e Conversa.

Raíssa e o sorriso custoso da Mariinha

E, como prometeu, à noite me apareceu em casa com a receita que segue, transcrita de próprio punho com o maior número de detalhes de que pode se recordar. Me emocionou o presente que acompanhou o texto: uma série de tesouros de família, arrancados de seu antigo e amarelado caderno de receitas. Elas foram escolhidas a dedo pela Mariinha porque, a seu ver, vão bem com um café quentinho".


Isso é um presente!


E eis a receita do Pão de Queijo da Vó Ordália.

Ingredientes
- 1 kg de polvilho azedo
- 1 copo de água (copo americano)
- 1 copo de óleo
- 1 colher de margarina
- 3 copos de leite
- 3 ovos
- 1 colher de sal
- 400 g de queijo Minas curado

Preparo
Colocar para ferver a água e o óleo. Escaldar o polvilho. Depois, colocar os ovos, o leite e mais um copo de água e amassar bem até o ponto de enrolar os bolinhos.
Quando a massa estiver em ponto de enrolar os bolinhos, coloque o queijo e amasse bem. Não precisa untar as assadeiras. Molhe as mãos com o óleo e vai enrolando os bolinhos.
Depois de enrolar os bolinhos, colocar para assar no forno que foi pré-aquecido (Médio) por mais ou menos meia hora. Passe a temperatura do forno para o máximo e coloque o pão de queijo para assar até ficar amarelinho. Tem que ficar vigiando. Em seguida, passe para a temperatura Média até secar completamente e atingir aquela coloração dourada com manchas marrons.

Brevemente, mais receitas da Mariinha.

Como sempre, o blog Café & Conversa se coloca à disposição para experimentar os quitutes. Portanto, providencie os ingredientes, asse o pão de queijo e nos chame. E não esqueça do café.

Ricardo Icassatti Hermano

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Los Pinguos - Cielo Escarlata


Romoaldo de Souza

Los Pinguos é um desses grupos musicais que os argentinos chamam de callejera. Eles se formam nas ruas, ganham confiança, repertório, gravam e chegam às paradas de sucesso.

Em 1999, os músicos Adrián Buono, José Agote, Juan Manzur e Juan Manuel Leguizamón formaram Los Pinguos e começaram tocar nas ruas. Mais tarde, em discotecas, bares e festas na grande Buenos Aires.

Pronto! Explodiram e resolveram “correr atrás do sucesso”, como disse Buono. Da capital portenha, Los Pinguos ganharam confiança e foram para os Estados Unidos, gravando a primeira música no exterior, essa Cielo Escarlata.

A música de Los Pinguos faz essa mistura de ritmos latinos, tocados com guitarras espanholas, tres cubano (um instrumento de cordas), cajón peruano, (para a percussão), baixo e as vozes.

Deram certo!

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Yoshida Brothers - Rising


O duelo de tsugaru-jamisen desses dois irmãos japoneses está fazendo o maior sucesso na “Terra do Sol Nascente”. Yoshida Brothers lançaram, no ano passado três álbuns pela "Domo Records" e estão “barbarizando” o pop, rock, japonês.

Eles tocam o jamisen, instrumento tradicional, no norte do Japão, de cordas mais grossas, para dar um som mais grave à sonoridade das notas musicais. O instrumento tem uma pequena caixa de ressonância, feita de pele de gato, e popularizou os irmãos Yoshida, que venderam, mais de 100 mil cópias do primeiro álbum. É claro que nunca é demais lembrar que um comercial da Nintendo ajudou a alavancar a carreira da dupla que tem atraído a atenção das gravadoras internacionais, e aqui do Café & Conversa.

Bom dia!

Romoaldo de Souza

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domingo, 10 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Yerba Buena - El Burrito


Yerba Buena. Com a forte influência do Mercosul e o desenvolvimento cada vez mais marcante do bloco comercial, tão influente como a Bolsa de Mercadorias e Baratos de Cabrobó, nem vou traduzir o nome da banda. Em todo caso, o maior barato são os nomes de alguns grupos latinos que vão tentar sucesso nos Estados Unidos, com esse (ou seria essa?) erva boa.

Com forte influência caribenha, os ritmos andinos, Yerba Buena é pura mesclagem africana, hip-hop, soul, rumba e cumbia, Yerba Buena escrachou com essa El Burrito.

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Romoaldo de Souza

El Burrito

(Yerba Buena)

Yo lo que quiero es un burrito
Un burrito que me lleve
Que me lleve lejos
Que me lleve que me lleve
Yo lo que quiero es un avioncito
Un avioncito que me vuele
Que me vuele lejos
Que me vuele que me vuele

B1
No te preocupes sigue tu camino
Y deja que te lleve el destino
Si tú sientes que tú no puedes respirar
Es que algo bueno está por pasar
No te preocupes si sientes un vacío
Y a veces hasta te crees perdido
Si tú sabes lo que quieres alcanzar
No hay nada que te pueda parar

CH 1
(Llévame llévame) a donde vayas contigo
(Llévame llévame) que no quiero regresar
(Llévame llévame) a donde nace el olvido
(Llévame llévame) que no quiero recordar

V 2
Yo lo que quiero es un burrito
Un burrito que me lleve
Que me lleve lejos
Que me lleve que me lleve

Yo lo que quiero es un avioncito
Un avioncito que me vuele
Que me vuele lejos
Que me vuele que me vuele

B2
No desconfíes de tu corazón
No dudes tienes la razón
Sé que nada te va a pasar
Recuerda que tú sabes la verdad

Si aparezco en uno de tus sueños
Recíbeme no tengas miedo
Si no entiendes cuando canto Yoruba
No temas déjate llevar

Yoruba:
Oggun baba ire baba arere
Oggun Oggun Oggun
Oggun Baba ire baba arere
Oggun Oggun Oggun

CH 2
(Llévame llévame) a donde vayas contigo
(Llévame llévame) que no quiero regresar
(Llévame llévame) a donde nace el olvido
(Llévame llévame) que no quiero recordar

BRIDGE
Yo no sé lo que me pasa
Hasta sé me va el aliento
Ya no encuentro las palabras pa expresar lo que yo siento
Y pensar que hay quienes viven con el mismo sentimiento
Deja que te abra el alma
Deja que te lleve el viento

Y no olvides que te quise
Nuestro amor nunca termina
Desde del día en que te fuiste
Ya no hay rosas solo espinas
Yo no sé quien es más fuerte
Si la vida o la muerte
No quiero decir más nada
Solo espero tu llegada

V3:
Yo lo que quiero es un burrito
Un burrito que me lleve
Que me lleve lejoooooos
Que me lleve que me lleve

CH 3
(Llévame llévame) a donde vayas contigo
(Llévame llévame) que no quiero regresar
(Llévame llévame) a donde nace el olvido
(Llévame llévame) que no quiero recordar

sábado, 9 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Moodswings - Redemption Song


O duo britânico Moodswings, conhecido por suas marcações psicodélicas, na música eletrônica, juntou numa mesma canção Bob Marley, o rei do reggae; umas batidas eletrônicas e a voz imponente de Tanita Tikaram. A moça, também britânica ficou conhecida no Brasil com duas canções. Mais recentemente, esteve em evidência com Twist in My Sobriety e na década de 90, Catedral, sua música mais famosa recebeu diferentes versões nas vozes de Renato Russo, Zélia Ducan e Leonardo.

Nessa Redemption Song, canção original de Bob Marley, Moodswings acrescenta um coral fazendo dando destaque a Oh Happy Day. Bom dia! Visite Café & Conversa no Twitter. http://twitter.com/CafeConversa.


Romoaldo de Souza

Redemption Song

(Oh Happy Day)

Bob Marley

Old pirates, yes, they rob I;

Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the 'and of the Almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.
Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look? Ooh!
Some say it's just a part of it:
We've got to fullfil the book.

Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our mind.
Wo! Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them-a can-a stop-a the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to fullfil the book.
Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever had:
Redemption songs -
All I ever had:
Redemption songs:
These songs of freedom,
Songs of freedom.


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mousse de Café - A receita


Depois de tanto suspense, vai aí a receita de Mousse de Café. Espero que vocês tirem bons proveitos dessa iguaria, que é de dar água na boca.

Ingredientes
- 1 xícara (chá) de café coado, frio;
- 1 envelope de gelatina incolor, sem sabor;
- 2 xícaras (chá) de queijo minas fresco cortado em pedaços;
- 1/2 xícara (chá) de queijo gorgonzola picado;
- 2 xícaras (chá) de creme de leite;
- 1/2 xícara (chá) de salsa picada;
- 1/2 xícara (chá) de nozes picadas;
- sal a gosto.


Preparo
Primeiro hidrate a gelatina no café frio. Em seguida leve ao banho-maria até dissolver.
Coloque esses ingredientes no liquidificador e vá misturando os queijos e o creme de leite.
Depois de bater para ficar bem líquido, despeje numa tigela e misture a salsa e as nozes.
É recomendável ir provando a quantidade de sal que você quer colocar na mousse.
Coloque em uma forma umedecida.
Leve à geladeira por 4 horas e desenforme na hora de servir.



Pronto! Bom apetite!

Romoaldo de Souza