O sábado, de Brasília, amanheceu, como diz a leitora Kátia Maia, “com vontade de não acordar”. Choveu fino a noite toda. Pela manhã, ainda dá para ver que o dia dificilmente terá sol.
Foi aí que me lembrei de uma das letras mais cotidianas, para essa época do ano, do maestro Edu Lobo. Chovendo na Roseira.
Lembro-me que quando estudava na Escola de Música de Brasília, fomos fazer uma apresentação na Torre de TV, época em que a torre era point cultural.
Um artesão tinha talhado no tamborete, a introdução da partitura de Chovendo na Roseira, na tonalidade que ficou perfeita para o saxofone alto. Aquele tamborete foi meu primeiro presente como músico.
Hoje, encontro essa pérola na internet. Couple Coffee, formado por Luanda Cozetti e Norton Daiello se apresentando no Festival Cantos na Maré, em Pontevedra, Galiza, 2006.
Couple Coffee, duo de voz e baixo, começou a gravar cinco anos atrás, quando lançaram o álbum Puro com arranjo do maestro português, JP Simões e do músico Vitorino Salomé.
Em 2008, Couple Coffee gravou, também em Portugal, Young and Lovely, disco feito para homenagear os 50 anos da Bossa Nova.
Com você, como sempre faz o Café & Conversa, indo atrás das raridades, Couple Coffee. Chovendo na Roseira.
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Chovendo na Roseira
Edu Lobo
Olha está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Luisa
Que é de Paulinho
Que é de João
Que é de ninguém
Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera
Olha que chuva boa prazenteira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa criadeira
Que molha a terra
Que enche o rio
Que limpa o céu
Que trás o azul
Olha o jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança em vasto rio de águas calmas
Ah, você é de ninguém
Ah, você é de ninguém









