sábado, 23 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Couple Coffee - Chovendo na Roseira


O sábado, de Brasília, amanheceu, como diz a leitora Kátia Maia, “com vontade de não acordar”. Choveu fino a noite toda. Pela manhã, ainda dá para ver que o dia dificilmente terá sol.


Foi aí que me lembrei de uma das letras mais cotidianas, para essa época do ano, do maestro Edu Lobo. Chovendo na Roseira.


Lembro-me que quando estudava na Escola de Música de Brasília, fomos fazer uma apresentação na Torre de TV, época em que a torre era point cultural.


Um artesão tinha talhado no tamborete, a introdução da partitura de Chovendo na Roseira, na tonalidade que ficou perfeita para o saxofone alto. Aquele tamborete foi meu primeiro presente como músico.


Hoje, encontro essa pérola na internet. Couple Coffee, formado por Luanda Cozetti e Norton Daiello se apresentando no Festival Cantos na Maré, em Pontevedra, Galiza, 2006.


Couple Coffee, duo de voz e baixo, começou a gravar cinco anos atrás, quando lançaram o álbum Puro com arranjo do maestro português, JP Simões e do músico Vitorino Salomé.


Em 2008, Couple Coffee gravou, também em Portugal, Young and Lovely, disco feito para homenagear os 50 anos da Bossa Nova.


Com você, como sempre faz o Café & Conversa, indo atrás das raridades, Couple Coffee. Chovendo na Roseira.


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Romoaldo de Souza



Chovendo na Roseira


Edu Lobo


Olha está chovendo na roseira

Que só dá rosa mas não cheira

A frescura das gotas úmidas

Que é de Luisa

Que é de Paulinho

Que é de João

Que é de ninguém

Pétalas de rosa carregadas pelo vento

Um amor tão puro carregou meu pensamento

Olha um tico-tico mora ao lado

E passeando no molhado

Adivinhou a primavera

Olha que chuva boa prazenteira

Que vem molhar minha roseira

Chuva boa criadeira

Que molha a terra

Que enche o rio

Que limpa o céu

Que trás o azul

Olha o jasmineiro está florido

E o riachinho de água esperta

Se lança em vasto rio de águas calmas

Ah, você é de ninguém

Ah, você é de ninguém



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Juan Luis Guerra - Ojalá que Llueva Café


O ex-camponês, ex-estudante de Filosofia, jogador profissional de basquete, é hoje o maior ídolo da Música Popular da República Dominicana, pastor de uma igreja que está engajada na recuperação do Haiti, Juan Luis Guerra chega ao Café & Conversa com esse merengue visceral, Ojalá que Llueva Café (en el campo).

No Brasil,
Juan Luis Guerra ficou bastante conhecido quando o cearense Raimundo Fagner e o poeta Ferreira Gullar fizeram uma versão para Borbulhas de Amor:

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Prá te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti...

Como hoje é sexta-feira, tomara que chova café na sua xícara. Tomara que no seu “campo” caia grãos de café. Oxalá!

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Romoaldo de Souza

Ojalá que Llueva Café
Juan Luis Guerra

Ojalá que llueva café en el campo
que caiga un aguacero de yuca y te
del cielo una jarina de queso blanco
y al sur una montaña de berro y miel
oh, oh, oh-oh-oh, ojalá que llueva café

Ojalá que llueva café en el campo
peinar un alto cerro (d)e trigo y mapuey
bajar por la colina de arroz graneado
y continuar el arado con tu querer
oh, oh, oh-oh-oh...

Ojalá el otoño en vez de hojas secas
vista mi cosecha e pitisalé
sembrar una llanura de batata y fresas
ojalá que llueva café

Pa(ra) que en el conuco no se sufra tanto, ay ombe
ojalá que llueva café en el campo
pa que en Villa Vásquez oigan este canto
ojalá que llueva café en el campo
ojalá que llueva, ojalá que llueva, ay ombe
ojalá que llueva café en el campo
ojalá que llueva café

Oh....

Ojalá que llueva café en el campo
sembrar un alto cerro e trigo y mapuey
bajar por la colina de arroz graneado
y continuar el arado con tu querer
oh, oh, oh-oh-oh...

Ojalá el otoño en vez de hojas secas
vista mi cosecha e pitisalé
sembrar una llanura de batata y fresas
ojalá que llueva café

Pa que en el conuco no se sufra tanto, oye
ojalá que llueva café en el campo
pa que en Los Montones oigan este canto
ojalá que llueva café en el campo
ojalá que llueva, ojalá que llueva, ay ombe
ojalá que llueva café en el campo
ojalá que llueva café

Pa que to(dos) los niños canten en el campo
ojalá que llueva café en el campo
pa que en La Romana oigan este canto
ojalá que llueva café en el campo
ay, ojalá que llueva, ojalá que llueva, ay ombe
ojalá que llueva café en el campo
ojalá que llueva café...




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pão de Azeitona


Eu gosto muito de pão de azeitona. Deve ter algo a ver com a minha ascendência italiana. Saudades incubadas do Mediterrâneo. Mas, uma generosa fatia de pão de azeitona com a minha exclusiva caneca de café estampada com a logo do Café & Conversa, fica melhor ainda. Procurei uma receita na internet para postar aqui e acabei encontrando um vídeo bem criativo.

Brevemente faremos sorteio de canecas entre os leitores

O pão de azeitona é facil de fazer e só exige um pouco de muque para sovar a massa, alem da melhor azeitona preta que você encontrar. Mas, existem batedeiras mais robustas e próprias para o serviço, caso você seja uma dessas pobres modelos anoréxicas do São Paulo Fashion Week ...

Veja a receita. Caso resolva cometê-la, nos chame. E não esqueça do café feito na hora.


Ricardo Icassatti Hermano


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O que toda cafeteria deveria saber


A cafeteria Intelligentsia Coffee, que fica em Venice na Califórnia, é um dos melhores estabelecimentos do mundo no gênero. Misto de cafeteria e escola, a Intelligentsia forma baristas, torradores, provadores e promove eventos por todos os Estados Unidos da América. Além disso, prepara e serve um café inacreditável de bom. Vocês viram no vídeo postado mais cedo.

Manja o visual da cafeteria

Como alcançaram tal expertise e qualidade no seu métier? Pois a cafeteria disponibilizou em seu site um compromisso público que chamam de "Missão". São conceitos, ações e fundamentos que precisam ser observados e perseguidos todos os dias para alcançar a excelência e levar a cultura do café a todos.

Café tratado com carinho

Essa "Missão" deveria ser aprendida por todas as cafeterias do mundo e se espalhar por todas as empresas que prestam algum serviço. Especialmente no Brasil, onde vivemos uma ilusão de capitalismo. A realidade é o dinheiro na cueca, na bolsa e na meia. Infelizmente. Mas, tudo muda o tempo todo no mundo e, um dia, vai mudar aqui também. O blog Café & Conversa está fazendo a parte que lhe cabe nessa mudança. YES, WE CAN TAMBÉM!

Isso equivale a um cafuné na alma


Leiam os tópicos que compõem a Missão da Intelligentsia Coffee:

A missão da Intelligentsia Coffee é conceder aos nossos clientes, pessoal e comunidade uma experiência sem paralelo com café e chá, em um ambiente saturado de compreensão, conhecimento, habilidade, serviço e respeito mútuo.

A Intelligentsia existe para prover um ambiente de trabalho gratificante para nossos empregados e os produtos de mais alta qualidade para nossos clientes. Ambas as metas são igualmente necessárias para o sucesso do nosso negócio.

Oferecer produtos da mais alta qualidade significa:

- Treinar o corpo de funcionários para ser o mais preparado na indústria do café

- Criar e manter um ambiente satisfatório de educação continuada e constante evolução do conhecimento

- Disponibilizar a cada cliente um serviço extraordinário

- Tratar nossos fornecedores com respeito e cortesia

- Contribuir como um membro valioso para o bem comum da comunidade local e do mundo

- Contribuir como um membro valioso para o bem da comunidade cafeeira

- Nunca sacrificar a qualidade


Ricardo Icassatti Hermano


Intelligentsia Coffee


Essa eu tenho que compartilhar com os leitores do Café & Conversa. Trata-se de uma série de vídeos feitos na cafeteria-escola Intelligentsia Coffee, que fica em Venice, Califórnia. São sensacionais. Esse que apresentamos hoje é com o barista Kyle Glanville explicando como se tira um espresso perfeito. O video é muito bem produzido e não deixa dúvidas sobre quem é a estrela: o café, é claro!

Depois postaremos mais. Infelizmente, o video não tem legendas. Portanto, tire a poeira da sua apostila do Brasas e desenferruje o seu inglês. Mas, mesmo que você não entenda nada, as imagens dizem tudo.

Ricardo Icassatti Hermano



A Música do Dia - Fresh Cream - The Coffee Song


Para um bom café, o grão é ingrediente prioritário. Depois vem o barista, que prepara o café, a água, o ambiente, a música.

Ah, a música! Ontem, Café & Conversa resgatou The Coffee Song na voz de Frank Sinatra.

Hoje, tem, novamente, The Coffee Song com o grupo britânico Fresh Cream, gravada em 1986, com regravações de vários grupos e cantores, incluindo Eric Clapton.

The Coffee Song compara histórias de café a fábulas, uma mensagem “O café era tão bom”. Nesse diálogo ele completa: Tudo o que resta são palavras. Eu te amo! Divirta-se.

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Romoaldo de Souza


The Coffee Song

(Tony Colton & Ray Smith)

There's a full time reservation
Made in a bar at the railway station.
And there's a story, a kind of fable,
On a card at the corner table.
On it is a message, been there some time.
It starts off, "The coffee tasted so fine"
It says, "One day, this may find you,
These few words may just remind you.
We sat here together just to pass time,
You said how the coffee tasted so fine."
It goes on to say, "I love you.
If you should find this I must hear from you."
It gives a number but the name has faded away.
All that is left are just the words, "Maybe someday"
That's the story and the fable,
Never leave alone from a corner table.
Doo doo doo doo, doo doo doo doo,
Doo doo doo doo, doo doo doo doo, doo doo.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Música do Dia - Frank Sinatra - The Coffee Song


Frank Sinatra fez homenagens às divas com quem viveu, como Ava Gardner, Mia Farrow, e a socialite Barbara Marx; cantou para cidades como Nova Iorque, mas também teve seus momentos de Brazil.

Em 1946, “A Voz”, como tornou-se mais tarde conhecido, recebeu das mãos do produtor Bob Hilliard a letra de The Coffee Song.

Um poema que fala do perfume, dos negócios, da plantação, do amor e das delicias do café. Espero que você goste da música, de Frank Sinatra e de café.

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Romoaldo de Souza


The Coffee Song

Bob Hilliard & Dick Miles

Way down among Brazilians
Coffee beans grow by the billions
So they've got to find those extra cups to fill
They've got an awful lot of coffee in Brazil

You can't get cherry soda
'Cause they've got to fill that quota
And the way things are I'll bet they never will
They've got a zillion tons of coffee in Brazil

No tea or tomato juice
You'll see no potato juice
The planters down in Santos all say no no no

The politician's daughter
Was accused of drinking water
And was fined a great big fifty dollar bill
They've got an awful lot of coffee in Brazil

You date a girl and find out later
She smells just like a percolator
Her perfume was made right on the grill
Why they could percolate the ocean in Brazil

And when their ham and eggs need savor
Coffee ketchup gives 'em flavor
Coffee pickles way outsell the dill
Why they put coffee in the coffee in Brazil

So your lead to the local color
Serving coffee with a cruller
Dunking doesn't take a lot of skill
They've got an awful lot of coffee in Brazil



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mariinha manda, nóis obedece


Quem gostou da receita do Pão de Queijo da Vó Ordália, atenção!!! Informações complementares valiosas foram enviadas pela nossa querida doceira, quituteira, cozinheira e chef empírica Mariinha, lá de Pedralva. Ela manda avisar que a temperatura inicial do forno é de 150º.

- Liga, o forno, deixa esquentar por 15 minutos, coloca o pão de queijo e assa por 40 minutos. Abaixa o fogo para 100º e deixa 20 minutos - completou.

A gente só pode agradecer a atenção, o carinho e a generosidade da grande Mariinha.

E não pensem que acabou. Além das outras receitas da Mariinha, a mineirada se assanhou e recebemos mais uma receita de pão de queijo. Essa veio do fundo do armário da jornalista Malu Emediato. Diretamente de Belo Horizonte, terra da mulherada bonita.

Aguardem! Brevemente aqui no Café & Conversa. Enquanto isso, acompanhe o blog no Twitter: http://twitter.com/CafeConversa

Ricardo Icassatti Hermano


Vício Frenético


Ricardo Icassatti Hermano

Após 25 dias sem internet em casa, finalmente retorno aos trabalhos de abastecimento do blog Café & Conversa. Aproveitei para fazer nesse período uma espécie de desintoxicação de internet, mas não resisti muito tempo. Apelei para o meu iPhone e para o computador da "firma". Como nossa amiga Amy Winehouse canta: They tried to make me go to rehab / But I said 'no, no, no'.

A internet virou artigo da cesta básica, produto indispensável como arroz, feijão, sabonete e pasta de dente. Todo mundo está pendurado nela e a nossa memória também. Antes dela, eu sabia de cor os telefones de todos os amigos e parentes. Hoje, essa memória foi transferida para as agendas eletrônicas. Assim como uma enorme parte do meu trabalho. Está tudo lá nessa nuvem de elétrons.

Mas, comemorando o retorno ao que se assemelha a um vício, o Café & Conversa vai recomendar o filme Vício Frenético (Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans), que entrou em cartaz na última sexta-feira em poucos cinemas de Brasília. A obra tem direção de ninguém menos que o alemão Werner Herzog (Invencível, Fitzcarraldo).

Cartaz do filme

Estrelado por Nicolas Cage e pela beleza latina do momento, Eva Mendes, o filme conta a história do detetive Terence McDonagh, da Divisão de Homicídios da Polícia de New Orleans e a sua filosofia um tanto confusa de vida. Prestem atenção na cena em que o detetive prende um traficante dentro de casa e escondido no armário. Os dois têm uma conversa em que o detetive explica essa filosofia de vida.

E tem gente que me pergunta porque gosto tanto de cinema ...

O pano de fundo é a investigação de um massacre feito por traficantes e a relação pouco republicana do detetive Terence McDonagh com a prostituta de luxo Frankie Donnenfeld (Eva Mendes). Isso tudo turbinado por um consumo cavalar de drogas que vão de analgésicos que exigem prescrição médica até heroína pura. Nada de café.

Quanto Buscopan é preciso para invadir um asilo e ameaçar velhinhas com um Magnum 44?

A crítica derramou elogios à atuação de Cage neste filme. Ele estava devendo mesmo. Notório fã do gênero Ficção Científica, o ator andou produzindo um seriado para TV chamado Eureka, que foi um fiasco e não passou da primeira temporada. Deve ter perdido uma boa grana e, nos últimos anos, optou por ganhar dinheiro atuando num monte de filmes trash com produção cara e excelentes bilheterias.

Com os bolsos novamente cheios, Cage pôde se dedicar a um bom roteiro nas mãos de um excelente diretor e se redimiu com o papel de detetive alucinado. Pela primeira vez vi no cinema uma atuação convincente dos efeitos de uma tragada num cachimbo de crack. A transformação facial, corporal, os olhos, Está tudo lá. É aterrorizante. É diversão garantida. Pelo menos para a plateia que ria a cada assassinato na tela. Povo estranho ...

E a trilha sonora? A história se passa em New Orleans, lembra? Blues de primeira linha. Já coloquei o CD da trilha sonora desse filme na minha lista de auto-agrados em 2010. A lista completa das músicas está logo abaixo, nos comentários.

Veja o trailer do filme: