sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Café na PF e Rebolation


Diretamente da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o nosso correspondente Romoaldo avaliou o café servido no local para os policiais e para um preso ilustre, o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Nosso correspondente disse que o café é feito em série: uma moça faz 20 litros pela manhã, distribui em várias garrafas térmicas e "que Deus me ajude!".

Moça fazendo café logo cedo ...

Segundo Romoaldo, o ex-governador não aceitou sequer um cafezinho, pois está tomado pela tristeza ... Arruda também está tomando aulas de Rebolation para esses dias de Carnaval no xilindró. Nosso correspondente noticia em primeira mão que Arruda vai acompanhar em cadeia nacional o desfile da Beija Flor, cujo tema é justamente Brasília, Capital da Esperança.

Café genuinamente envelhecido em garrafas térmicas de plástico pintado

A maior dificuldade para o rei do panettone será sambar com aquela corrente no tornozelo. Romoaldo ainda revelou que Arruda está fazendo um workshop de faquir, pois se recusa a comer e dorme numa cama de pregos. Além disso, o ex-governador revelou talento para a confeitaria e está "fazendo doce" na prisão.

Torta Mousse de Limão Siciliano da Lena Gasparetto


Ricardo Icassatti Hermano

Além de patissière genial, Lena Gasparetto é uma moça muito má. Por que? Ora, porque fica inventando e criando guloseimas fantásticas que fazem nosso olhos rodopiarem, nossos estômagos roncarem feito ursos desesperados e nossos pneus aumentarem ... Imagine só que o que ela chama de "mini-torta", serve de 4 a 6 pessoas. Cada criação da Lena tem o efeito de uma paulada certeira no cocoruto.

E aqui vai outra paulada no cocoruto dos leitores do Café & Conversa. A receita da Torta Mousse de Limão Siciliano. Sou descendente de italianos e adoro o limão siciliano. Tenho livros de receitas dedicadas apenas a este ingrediente. Também sou fã da acidez que enche a boca de água, uma das características mais importantes de um bom café.

Só pode haver uma relação sado-masoquista entre quem faz e quem come essa torta

Como gosto de cafés untuosos, nada melhor para acompanhar uma xícara gigante e fumegante do que essa torta maravilhosa da Lena Gasparetto originalmente publicada no SiteGourmet, onde ela mantinha uma coluna dedicada à arte da confeitaria. Hoje, ela tem seu próprio blog, o Helena Gasparetto. Segue a receita, mas fiquem atentos. A confeitaria é uma ciência. Portanto as medidas devem ser exatas. Não há espaço para medidas no "olhômetro".

Mais uma coisa, pelo amor de Deus faça a torta acompanhada de uma French Press cheia de café e nos chame!!!!


Torta Mousse de Limão Siciliano da Lena Gasparetto

Ingredientes

Para a base
- 1 pacote de biscoitos de leite
- ½ xícara de margarina derretida

Para a ganache de limão
- 400 grs de chocolate branco cortado em pedacinhos
- 1/3 de xíc. de suco de limão siciliano
- raspas de 1 limão siciliano
- ½ lata de creme de leite SEM O SORO

Para a mousse de limão
- 2/3 de xícara de suco de limões sicilianos
- 2 ovos separados
- raspas de 2 limões sicilianos
- 500 ml de creme de leite fresco
- 1 lata de leite condensado
- 2 colheres cheias de açúcar de confeiteiro
- 2 envelopes de gelatina em pó sem sabor
- ½ xic. de água para hidratar a gelatina


Preparo

Base:
Pré-aqueça o forno a 180 º.
Moa no processador os biscoitos. Adicione a margarina derretida e bata até misturar e formar uma farofa úmida.
Numa assadeira redonda, de 23 cm, de aro removível, ou fundo falso, apertar a mistura de biscoitos com uma colher de sopa até cobrir todo o fundo. Coloque no forno por 12 minutos. Retire e reserve, deixando esfriar.

Ganache:
Em tigela de vidro, derreta o chocolate branco no micro por 6 minutos, potência MÉDIA Retire e mexa com espátula de borracha até ficar todo derretido e lisinho. Acrescente em seguida o suco de limão e o creme de leite SEM O SÔRO. Misture vigorosamente com o fouet.
Espere esfriar por completo. Então coloque por cima da base de biscoitos fria.

Mousse:
Na batedeira, bata as claras em neve e reserve em outra tigela. Na batedeira, bata o creme de leite em ponto de chantilly. Reserve em outra tigela, raspando bem a tigela da batedeira com espátula de borracha. Nesta, coloque as duas gemas e o açúcar de confeiteiro e bata até esbranquiçar.
Em tigela de vidro pequena, misture a gelatina em pó com a ÁGUA FRIA. Mexa com um garfo até dissolver sem grumos, e leve ao micro por 30 segundos potência ALTA. Retire do micro e mexa com um garfo. Reserve.
Adicione à mistura das gemas o chantilly, o leite condensado, e o suco de limão. Bata na velocidade mínima. Raspe as laterais da tigela. Acrescente a gelatina já morna, bata em velocidade MÉDIA. Por último, acrescente as claras em neve, à mão, com espátula de borracha. Despeje na forma da torta, por cima da ganache.
Leve à geladeira para gelar por no mínimo 6 horas, ou por 2 horas no freezer.

Para desenformar: Molhe um pano de prato em água quente, torça e coloque-o em volta da forma, por um minuto. Isso ajudará a mousse a desgrudar das laterais, que permitirá abrir o aro, ou empurrar o fundo, dependendo da fôrma.
Se quiser retirá-la por completo da base de metal, enfiar por baixo da base de biscoito, uma espátula grande, e já com o prato de servir posicionado perto. Se desejar, decorar com chantilly e gomos de limão em calda, ou raspas de limão.

Dicas da Lena

Pode-se fazer mini-tortas, desde que as bordas sejam altas (7 cm). Seguir o mesmo processo. As mini-tortas não são individuais; cada uma serve de 4 a 6 pessoas, dependendo do tamanho.

Para acelerar o processo de resfriamento em sobremesas com várias etapas, como esta, pode-se colocar, por exemplo, a forma com a base de biscoito assada, no freezer, por uns 15 minutos. O mesmo com a tigela da ganache. Coloca-se por uns 5 minutos no freezer, e mexe-se com uma colher, para resfriamento rápido.

Essa torta pode ser congelada pronta, já desenformada, ou não, por até 2 meses.

É uma boa dica para almoços ou jantares que requerem uma sobremesa mais elaborada, sem recorrer à última hora.

Essa base de biscoito mantém-se bem crocante por 24 horas na geladeira.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Affogato Mocha


Preso nesse esquenta-esfria do clima brasiliense, acabei ficando resfriado. Mas, quem gosta de café nunca está sozinho neste mundo cruel. Cacei nas minhas anotações uma receita que levasse café e pudesse ser consumida independente do clima e, ao mesmo tempo, ajudasse a me livrar do resfriado. Achei o Affogato Mocha, para agradar gregos e goianos.

Sacumé, um Affogato para mim é pouco ...

O Affogato é uma típica maneira italiana de apreciar sorvete. Resumindo, é uma bola de sorvete "afogada" em alguns espressos. A versão que o Café & Conversa disponibiliza aos leitores é incrementada, fácil de fazer e deliciosa. Não sei se vai curar o meu resfriado, mas certamente me deixará mais feliz.

Affogato Mocha

Ingredientes
- 1 bola de sorvete de chocolate (ou creme)
- 2 colheres de sopa de espresso quente
- 2 colheres de sopa de chocolate meio amargo picado
- 2 colheres de sopa de rum

Preparo
Coloque a bola de sorvete numa taça ou xícara grande. Espalhe o chocolate picado por cima. Despeje o espresso quente e o rum. Consuma imediatamente.

Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Playing for Change - One Love


O projeto do produtor Mark Johnson, Playing for Change, já foi tema aqui mesmo no Café & Conversa, de vários comentários nossos sobre experiências de sucesso que poderiam ser copiadas, principalmente em países que estão culturalmente submersos no raciocínio assistencialista, como o Brasil.

Johnson viajou pelos quatro continentes, gravando com gente do naipe de Keb' Mo', uma das maiores celebridades do blues americano; até anônimos como Menyatso Nathole, da África do Sul. O projeto inclui ainda, de Manu Chao ao arpista Tara Bir Tuladhar, do Nepal. De Bono Vox ao anônimo Roger Ridley, das ruas da Califórnia.

Nessa homenagem a Bob Marley, Playing for Change mostra um descontraído Keb' Mo' cantando nas ruas de Nova Iorque, o trecho que aparece a seguir, sem crédito: "Let's get together to fight this Holy Armageddon (One love)/ So when the Man comes there will be no, no doom (One song)/ Have pity on those whose chances grow thinner/ There ain't no hiding place from the Father of Creation"

Os recursos do projeto Playing for Change estão sendo destinados a construção de escolas de música para crianças carentes na África. E não esqueça de acompanhar Café & Conversa no Twitter. www.twitter.com/CafeConversa


Romoaldo de Souza


One Love

Bob Marley

One love, one heart
Let's get together and feel all right
Hear the children crying (One love)
Hear the children crying (One heart)
Sayin', "Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right.
"Sayin', "Let's get together and feel all right.

"Whoa, whoa, whoa, whoa

Let them all pass all their dirty remarks (One love)
There is one question I'd really love to ask (One heart)
Is there a place for the hopeless sinner
Who has hurt all mankind just to save his own?
Believe me

One love, one heart
Let's get together and feel all right
As it was in the beginning (One love)
So shall it be in the end (One heart)
Alright, "Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right."
"Let's get together and feel all right."One more thing


Let's get together to fight this Holy Armageddon (One love)
So when the Man comes there will be no, no doom (One song)
Have pity on those whose chances grow thinner
There ain't no hiding place from the Father of Creation

Sayin', "One love, one heart
Let's get together and feel all right.
"I'm pleading to mankind (One love)
Oh, Lord (One heart) Whoa.
"Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right.
"Let's get together and feel all right.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mypressi - Teste em Breve


ATENÇÃO LEITORES DO CAFÉ & CONVERSA!!! O blog acaba de adquirir a sensacional Twist Mypressi, uma maravilha tecnológica que permitirá a qualquer mortal tirar um espresso decente sem precisar gastar milhares de reais numa máquina sofisticada. O processo é todo artesanal e manual, não utiliza eletricidade ou precisa de instalações especiais.

Imagine que você está participando do Rali dos Sertões ou está andando pela Chapada e sente aquela vontade de tomar um espresso cheiroso. Pois é, você precisaria ir até uma cafeteria. Agora, não precisará mais. Com a Twist Mypressi, você precisa apenas esquentar a água. Para isso, convenhamos, não precisa ter o QI do Einstein né?

Assim que essa máquina chegar às nossas mãos, vamos fazer um teste completo e postá-lo aqui para vocês. Veja abaixo um vídeo explicativo do processo.

Ricardo Icassatti Hermano



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Soha - Cafe Bleu


Nascida em Marselha, Soha, que vem de uma família de imigrantes argelinos, "navega" musicalmente por sua língua natural, vai ao alemão, inglês e jamaicano. Do primeiro álbum Ici et d'ailleurs, Café & Conversa apresenta aos leitores, hávidos por boa música, essa memorável Cafe Bleu. Basta dar um clique no link abaixo.

Ici et d'ailleurs fez parte da lista de indicados como melhor álbum de World Music na França e do prêmio Victoires de la Musique, vendeu 450 mil cópias.

Café & Conversa não é novela, mas pode ser seguido no Twitter: www.twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza


Cafe Bleu!

La vie s'en prend à nos rires et à nos paroles en l'air
On apprend à se couvrir en marchant à découvert
Mais où sont passées les îles
Ont-elles coulé sous la mer
Rien de plus facile que d'oublier qu'on espère
Alors si tu te perds

Rejoins-moi au café bleu
Le temps d'une cigarette ou deux
L'éternité ne vaut que pour les amoureux
On dansera au café bleu
Le temps d'une chanson ou deux
Le paradis ne vaut que pour les gens heureux

Il n'y a que dans les livres que l'on peut changer le monde
Il faut aller sur la lune pour voir que la terre est ronde
Mais y'a pas que dans les films qu'on voit des fondus au noir
Je t'ai trouvé dans la lune, j'ai aimé ton histoire
Le reste ça reste à voir

Rejoins-moi au café bleu
Le temps d'une cigarette ou deux
L'éternité ne vaut que pour les amoureux
On dansera au café bleu le temps d'une chanson ou deux

Le paradis ne vaut que pour les gens heureux

http://www.youtube.com/watch?v=hP7aXPJ5JAM

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - John Dankworth - Two Piece Flower


O jovem estudante de clarineta, John Phillip William Dankworth nem podia se conter com as primeiras aulas que teria, numa escola de música em Walthamstow, subúrbio de Highams Park, no Essex, Inglaterra, sempre ouvindo o Quarteto de Benny Goodman, um dos maiores clarinetistas.

Aos 18 anos, John Dankworth conheceu a música de Charlie Parker, sete anos mais velho que o britânico. Pronto! A partir de então, John Dankworth trocou definitivamente a clarineta pelo sax alto. Em 1949, Dankworth e Parker tocaram juntos no Paris Jazz Festival.

Sax alto, paixão à primeira "orelhada"

Foi um depoimento do ídolo Charlie Parker, elogiando o fã, que levou Dankworth a ser contratado para uma turnê na Suécia, ao lado do sax soprano de Sidney Bechet. No mesmo ano, John Dankworth foi eleito Músico do Ano, era a consagração.

Em 1958, John Dankworth casou-se com a cantora de jazz Cleo Laine, com quem já se apresentava nas casas noturnas da Europa. Há quatro anos, John Dankworth recebeu o título de "Sir", "pelos serviços prestados à música britânica". No sábado, John Dankworth morreu aos 82 anos em um hospital britânico, até aqui de causa não revelada.

Dankworth, um mito do jazz


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Romoaldo de Souza




Fellini Caffè, um lugar mágico


Ricardo Icassatti Hermano


Infelizmente, cumprimos o triste dever de informar que  a Fellini Caffè encerrou suas atividades. Estamos na torcida para que alguém se interesse e reabra a cafeteria.


A avaliação de uma cafeteria - e de qualquer outra coisa - não deve ser feita logo após a sua inauguração. Por isso, aguardamos algum tempo para avaliar a Fellini Caffè, que fica na CLS 104 Bloco "B" loja 1, fone: 3223-1333. Pretendíamos aguardar mais até, porém, como já vínhamos frequentando o lugar, nos certificamos que seria possível fazer a avaliação. O estabelecimento é do tipo fim de tarde-noturno. Abre de segunda a segunda, das 17h até a meia-noite.

Um lugar bacana para gente bacana

Embora ainda esteja acertando um detalhe aqui outro ali e fazendo modificações muito benvindas, a proprietária, Moema Dourado, parece estar caminhando na direção certa. Afinal, pequenos acertos serão feitos sempre. É a vida. O importante é que nenhum grande erro precisa ser corrigido e isso demonstra que houve um planejamento minucioso antes de abrir as portas. Garota esperta ... Também gostamos muito da ideia de colocar algumas poltronas de couro.

A Fellini Caffè tem decoração de muito bom gosto e a equipe está bem azeitada. O atendimento é cortês e rápido, as garçonetes e o barista trazem a informação na ponta da língua. O café estava impecável e o cardápio reserva surpresas deliciosas. Experimentem o Sanduíche Amarcord, elaborado com pão ciabatta ou baguete, salmão defumado, requeijão, champignon e molho de alcaparras, acompanhado de salada de folhas verdes. Ou ainda o fantástico Creme de Queijos com Salmão Defumado. Nham ...

Guloseimas e gostosuras

Como o final de tarde estava calorento, experimentei - e repeti - o Fellini Frappé, feito com uma dose de espresso, sorvete, creme de chocolate e avelã. Coisa de doido de tão bom. Pena que a taça em que é servido é pequena. Para matar minha vontade, teriam que servir o frappé num balde!

O frappé e, ao fundo, a poltrona de couro

Como já havia "assuntado" em post anterior, toda cafeteria cujo dono fica atrás do balcão não tem jeito de ser ruim. Com a Fellini Caffè acontece exatamente isso. Moema não arreda pé do seu sonho finalmente realizado. Fizemos um pequeno teste criando uma dificuldade chata. Moema prontamente se apresentou e nos deu todas as explicações solicitadas. Isso é o que chamamos de "atendimento exemplar". O cliente nunca fica sem uma resposta.

Os espressos que tomamos foram feitos com um blend da Santo Grão (cafeteria e torrefadora paulistana), elaborado a partir de cafés da região do Sul de Minas. Surpreendente e excepcional. O café estava novíssimo, garantindo uma crema absolutamente fantástica. A torra média proporcionou suavidade e preservou o aroma frutado. Infelizmente não consegui identificar a fruta, mas era do tipo suculenta e cheirosa. Baixa acidez, untuoso e pouco doce na boca, mas bastante adstringente no retrogosto, destacando a torra.

Espresso curto. Impecável.

A Fellini Caffè veio para ficar e a Moema nos segredou que está se preparando para, futuramente - e esperamos que seja brevemente -, oferecer café da manhã nos finais de semana ou ao menos nos domingos. Estamos aguardando ansiosamente porque a cafeteria já se tornou um dos nossos points prediletos. Até porque ali deve emanar algo diferente, mágico. Ô lugar pra dar mulher bonita sô!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Wilson Simonal e Sarah Vaughan - Happy Day


Essa foi tirada de um programa ao vivo, da extinta TV Tupi, em 1970. Época em que os programas ao vivo na televisão brasileira ainda tinham consistência cultural. Wilson Simonal cantando (Oh) Happy Day (Jimmy Custer) e The Shadow of Your Smile (Johnny Mandel, Paul Francis e Maurice Jarre) num dueto inesquecível com Sarah Vaughan.

A exibição do programa aconteceu durante o regime militar, quando Simonal estava no auge da fama. Antes, porém, de começar a entrar em decadência. Um ano após essa espetacular apresentação de Sarah Vaughan no Brasil, Raphael Viviani, empresário de Simonal, foi agredido por agentes do Dops (órgão de repressão militar).

A partir desse episódio, Simonal sofreu a mais brutal e cruel perseguição dos militantes de esquerda incrustados na imprensa e no meio cultural. Era o que se chamava na época de "patrulha ideológica", que usava a calúnia, a difamação e a injúria como instrumentos "políticos". Não deixou saudade, mas deixou herdeiros que tentam ressuscitar a prática nesses dias em que ninguém pode discordar do "nosso guia" ...

Até sua morte, em 2000, o cantor negou que tivesse colaborado com o movimento golpista de 1964. Acabou redimido pela verdade dos fatos e dos documentos. Tarde demais. Mas, o mundo é redondo e ainda gira. Não há esconderijo para os "patrulheiros".

Quando Sarah Vaughan morreu, em 1990, a imprensa "politicamente correta" do Brasil simplesmente ignorou essa histórica apresentação dela ao lado de Simonal.

Mas Café & Conversa quer fazer e faz hoje um resgate desse importante momento da música, homenageando um dos maiores - se não for o maior - cantores populares brasileiros. E não esqueça de nos acompanhar no Twitter, no www.twitter.com/CafeConversa.

Romoaldo de Souza

Oh Happy Day
(Jimmy Custer)

Oh happy day
Oh happy day
Oh happy happy day;
Oh happy dayWhen
Jesus washed
Oh when he washed
When Jesus washed
He washed my sins away!

Oh happy day
Oh happy day
Oh happy day
Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
When Jesus washed
He washed my sins away!
Oh happy day
Oh happy day

He taught me how
He taught me
Taught me how to watch
He taught me how to watch
and fight and pray
fight and pray
yes, fight and pray


And he'll rejoice
and He'll, and He'll
rejoice in things we say
and He'll rejoicein
things we say
things we say
yes, things we say

Oh happy day, Oh happy day
Oh happy day, Oh happy day
Oh happy day
Oh happy day

Oh happy day, Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
He washed my sins away
He tought me how
to watch, fight and pray
fight and pray

Oh happy day, Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
He washed my sins
awayWe´ll live
rejoicing
ev´ry day, ev´ry day
Oh happy day, Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
He washed my sins away



sábado, 6 de fevereiro de 2010

Blue Moon ...

Ricardo Icassatti Hermano

Noite dessas, calorenta, eu voltava para casa após jantar no recém-inaugurado Café Fellini (CLS 104) quando avistei aquela enorme lua cheia, completamente dourada, amarelando as águas do Lago Paranoá. Atravessei a ponte bem devagar para poder apreciar aquele fugaz momento de beleza.

Hoje, por acaso ouço aquela que considero a mais linda canção já composta no mundo em todos os tempos: Blue Moon. Embora fale de solidão e tristeza, a beleza da música é inquestionável. Contratada pelo estúdio Metro Goldwin Mayer (MGM), a dupla Richard Rodgers e Lorenz Hart compôs a música em 1933 para o filme Hollywood Party, que acabou não utilizando.

Blue Moon

A música sofreu modificações na letra para outros filmes, mas só chegou à sua versão final em 1935, quando Lorenz Hart foi persuadido por Jack Robbins, presidente da MGM. Daí surgiu a famosa primeira estrofe da música: Blue Moon/You saw me standing alone/Without a dream in my heart/Without a love of my own ...

O chefão Robbins acabou licenciando a música para o programa de rádio Hollywood Hotel, que a utilizou como tema. Na sequência, Blue Moon foi parte da trilha sonora de outros sete filmes da MGM, incluindo At the Circus (1939), dos Irmãos Marx, e Viva Las Vegas (1964), com Elvis Presley e Ann-Margret. Parte da música foi utilizada no musical Grease.

Juntando tudo, baixou um caboclo locutor de FM e me deu vontade de levar até vocês, sob o patrocínio do blog Café & Conversa, uma das muitas interpretações dessa música, aqui na voz maravilhosa de Diane Shaw. Oferecendo, é claro, a todos os corações apaixonados que nos ouvem.


Blue Moon
Richard Rodgers & Lorenz Hart

Blue moon
You saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own…

Blue moon
You knew just what I was there for
You heard me saying a prayer
For someone I really could care for.

And then there suddenly appeared before me
The only one my arms could ever hold
I heard somebody whisper, “please, adore me”
And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon,
Now I’m no longer alone
Without a dream in my heart,
Without a love of my own

And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon,
Now I’m no longer alone
Without a dream in my heart,
Without a love of my own
Without a love of my own
Without a love of my own
Without a love of my own…