domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lobisomem Canastrão, o filme


A Inglaterra é um país e tanto. Civilizado, monárquico, rígido, ilhado, sexualmente reprimido e, consequentemente, depravado. Vejam os ridículos escândalos sexuais que envolvem figuras importantes do governo e da realeza. São governados por uma rainha que não quer deixar a coroa para o filho mais velho, que tem uma queda por saias e velhinhas feiosas. Freud explica ...

"Quero ser o seu O.B., Camila"
"Oh Charles, you little dirty pervert ..."

Os ingleses não aceitam mudar a moeda para o Euro. Muito menos trocar o seu sistema de medidas para o métrico ou o sentido das ruas. Ainda têm uma belíssima herança celta, cheia de lendas, aventuras, magia e seres sobrenaturais.

Seres sobrenaturais, cheios de amor pra dar

Esse é o país ideal para um mito como o Lobisomem. Por isso, nove entre 10 histórias de lobisomem são ambientadas nos cenários enevoados da Inglaterra. Os americanos até tentam, mas falta aquele fog, o sotaque, a ambientação, os pubs, as figuraças.

É, eu fui assistir o recém-lançado O Lobisomem (The Wolfman), estrelado por Benicio Del Toro, na pele do cachorrão malvado; o sempre sensacional Anthony Hopkins, como pai do cachorrão; Emily Blunt, responsável pela beleza feminina e tensão sexual da história; e Hugo Weaven, no papel do inspetor da Scotland Yard. Geraldine Chaplin faz uma ponta como cigana que sabe tudo sobre a maldição peluda. O filme é dirigido por Joe Johnston.

O cartaz promete mais medo do que o filme entrega

Como se vê, tirando o Del Toro, o elenco é de primeiríssima linha. Por que digo isso, perguntam as moiçolas apaixonadas pela cara de ressaca do ator. Ora, porque ele é um canastrão, um péssimo ator quando tenta se levar a sério. Contracenando com um elenco dessa qualidade, a canastrice fica evidente. Gritante até, e já na primeira cena. Para ter uma ideia, o lobisomem digitalizado atua melhor. O dublê fantasiado também.

Esse cara é um ator de verdade

O filme está classificado no estilo "horror" e "thriller", mas não sei se era isso mesmo o que estavam pretendendo. Um filme de horror tem como premissa básica provocar medo no espectador. O gênero thriller é o que nos faz prender a respiração, esperando pelo inesperado.

O lobisomem do filme não mete medo em ninguém. No máximo dá uns sustos, com a farta utilização dos velhos truques de aparição súbita com som altíssimo. Assim mesmo, levei dois sustos apenas. Quanto à parte thriller, devo confessar que só prendi a respiração quando deram um close nos lábios da bela Emily Blunt ... queriam o que? A mulher faz qualquer cachorro babar e eu sou apenas um ser humano como qualquer cachorro, oras.

Baba baby, baba ...

Além disso, a digitalização não ficou perfeita como já é possível há alguns anos. Parte da caracterização foi feita à moda antiga, com maquiagem. Aliás o maquiador é o famoso Rick Baker, que ganhou o primeiro Oscar de Maquiagem justamente pelo seu trabalho no filme Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London). Este sim um filme assustador, que deixou muito valentão sem dormir por uns dias.

O meu penteado é de lobisomem macho ...

Em entrevista concedida a revista WIRED, o maquiador disse que pretendeu homenagear Jack Pierce (1889 - 1968), o maquiador que criou o lobisomem interpretado por Lon Chaney em 1941. Mesmo com penteados diferentes, a semelhança entre os dois lobisomens é perceptível. Até a oclusão dentária é a mesma.

Notou o probleminha de oclusão?

No mais, o filme é bem feito. História de lobisomem é sempre igual, como os escândalos de corrupção. E o bicho sempre morre no final, coisa que dificilmente acontece com os corruptos. O que diferencia esse filme dos outros são os efeitos especiais e a beleza da mocinha da vez. Não se assuste se em dois anos sair outro lobisomem em 3D jogando tripas, sangue e cabeças no seu colo. O filme é uma diversão sem maiores compromissos para quem não está envolvido na festa de Momo. Abaixo, veja o trailler.

Ricardo Icassatti Hermano
Diretamente do retiro espiritual de carnaval



sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Jeff Healey, Antídoto para o Carnaval


Se você é como eu, tem alergia a Carnaval e fica todo empolado só de ouvir falar em desfile de escola de samba ou trio elétrico, aqui vai um antídoto, um anti-alérgico infalível, o bom e velho blues-rock tocado e cantado por ninguém menos do que Jeff Healey.

Nascido em 1966 na cidade canadense de Toronto, Healey foi adotado logo ao nascer por um bombeiro. Aos oito meses de idade ficou cego devido a um câncer raríssimo nos olhos, chamado retinoblastoma. Aos três anos de idade começou a tocar guitarra e desenvolveu seu estilo único de tocar o instrumento deitado no colo. Aos 17 anos formou sua primeira banda, a Blue Direction.

Pouco tempo depois, Healey foi apresentado a dois outros músicos, o baixista Joe Rockman e o baterista Tom Stephen, com quem veio a formar o trio Jeff Healey Band. O sucesso veio em 1988, quando a banda assinou contrato com a Arista Records.

Apesar de tocar e fazer muito sucesso com os estilos blues e blues-rock, a verdadeira paixão de Healey era o jazz americano dos anos 1920 e 1930. Por isso, era um ávido colecionador de discos em vinil e 78 RPM. Sua coleção tinha mais de 30 mil discos.

O guitarrista tocou com todos os grandes, como B.B King, Eric Clapton, Steve Ray Vaughan, Buddy Guy, ZZ Top, Steve Lukather, Deep Purple e muitos mais. Também fez cinema ao lado de Patrick Swayze, da belíssima Kelly Linch e de Sam Elliot no antológico Road House, no Brasil chamado - não se sabe porque - de Matador de Aluguel.

Jeff Healey morreu em março de 2008, vítima de câncer no pulmão. Mas, deixou uma extensa obra. Seu último CD saiu um mês depois da sua morte e era seu retorno ao blues-rock após oito anos. O nome do CD é Mess of Blues.

Hoje, o Café & Conversa traz uma das suas músicas mais famosas: "Stuck in the Middle With You", um autêntico rock-blues para combater qualquer carnaval.


Ricardo Icassatti Hermano
Diretamente do retiro espiritual de carnaval



Chéri, Madonna e Jesus ...


Cenário: Paris em plena Belle Époque, período também chamado Era de Ouro que foi do início do século XIX até a I Guerra Mundial. As monarquias ainda mandavam na velha Europa. Os nobres se entregavam à luxúria e enlouqueciam entre os braços e as pernas de prostitutas nem sempre lindas, mas certamente hábeis no métier do vuco-vuco. Paris era a capital mundial do pecado e o maior centro cultural do mundo. A vida poderia ser maravilhosa se você fosse bem nascido, mas provavelmente morreria cedo.

As gordinhas estavam com tudo no século XIX

Essas "cortesãs" também eram especialistas na arte de enriquecer às custas da nobreza sexualmente reprimida pela religião, educação rígida e obrigações regimentais. Soltar a franga num final de semana poderia custar alguns milhões em dinheiro, jóias, champanhe, roupas, obras de arte, propriedades etc. As famílias ricas também tinham interesse em iniciar seus jovens varões de alma, digamos, exacerbadamente feminina, com essas profissionais, antes de lançá-los em lucrativos e infelizes casamentos arranjados. Vide Charles e Diana e Camile ...

Quando chega nesse ponto, é irreversível

O fim das monarquias e a ascensão das repúblicas não significou necessariamente uma mudança nessa área. Basta ver o que os escândalos sexuais provocam na vida dos nossos nada republicanos políticos. Continuam reprimidinhos ... e cada país criou as suas próprias Sodomas e Gomorras, com profusão de trios elétricos e baladas. Paris ficou para trás nesse quesito. Incorporou a Disneylândia, se encheu de imigrantes pobres e virou atração turística para a classe média fascinada com o passado exposto nos museus.

Que marraviiiiilha!

Enfim, naquela época, as cortesãs eram o equivalente às celebridades lamentáveis que hoje frequentam a Ilha de Caras e posam para fotos com a genitália "acidentalmente" à mostra. As prostitutas do século XIX tinham mais recato e bom gosto.

Você aí se achando muito moderno e a sua bisavó já sabia das coisas

Bom, essa "pequena" introducão (êpa!) foi para que o(a) leitor(a) entenda melhor o filme Chéri, que assisti ontem acompanhado de Little Mary. Apesar de contar com a sempre deslumbrante presença da atriz Michelle Pfeiffer e a atuação segura da excelente Kathy Bates, o filme deixou a desejar. A história, baseada em duas novelas da escritora francesa Collete Renée de Jouvenel des Ursins (1873-1954), tem um bom gancho mas foi mal roteirizada ou mal editada. Com certeza foi surpreendentemente mal dirigida por Stephen Frears, responsável pelo laureado A Rainha.

Cartaz do filme

O rapaz que escolheram para o papel de Chéri, um tal de Rupert Friend, é simplesmente patético como ator. Não consegue disfarçar o seu incômodo nas cenas de nudez e sexo com a deusa Michelle Pfeiffer. Como se diz no popular, essa Coca é Fanta ... o negócio dele é balé clássico e pérolas cor de rosa.

Desiste meu chapa. Você não leva o menor jeito ...

Continuando, a aventura teve início no restaurante chinês da Academia de Tênis, onde jantamos antes do cinema. Little Mary não conteve a sua goianice e logo deu um jeito de acomodar as sobras num Tupperware. Ela me garantiu que aquela quantidade "enorme" de comida alimentaria a si e à sua secretária doméstica no dia seguinte. Eu juro que não sabia da prática de trabalho escravo na residência de Little Mary. O jantar terminou com um café abaixo de qualquer crítica.

As salas de cinema da Academia de Tênis são uma merda e a lanchonete serve o nauseante café Segafredo. É por isso que só vou lá uma vez a cada dois anos. É o tempo necessário para me esquecer como aquelas salas e o café são ruins. Minha televisão tem uma imagem melhor que as telas de lá. As poltronas parecem ter saído de alguma câmara de tortura da idade média. O ar-condicionado é brincadeira, sai de uma lateral da sala e deixa a gente com metade do corpo congelado. Quando for lá, faça como Little Mary e coloque alguém entre você o vento gelado ...

Ah! O filme! Pois é, a história retrata um costume daquela época. Mães preocupadas com certas tendências dos filhos e os lucros matrimoniais, se valiam dos serviços das cortesãs. Nem sempre dava o resultado esperado, é claro. O gancho do filme é que a mãe preocupada no caso é uma velha prostituta rica e aposentada, interpretada por Kathy Bates, que apela para a amiga também prostituta em vias de se aposentar, interpretada por Michelle Pfeiffer, para que salve seu filho de uma vida "sofrida" como a de um certo governador que está desfrutando o carnaval no xilindró. O rapaz do filme tem o apelido de Chéri ... não podia dar certo mesmo. Hoje, estaria dando aulas de Rebolation em Salvador.

É rebolation/É rebolation/É rebolation ...

As cenas com Pfeiffer e Bates até se seguram, embora os diálogos nem sempre. O resto do filme é um emaranhado de situações mal explicadas. A coisa só faz sentido se você tiver o conhecimento prévio dos costumes da época. Por isso, fiz a "pequena" introdução (êpa!) inicial. Caso você queira se arriscar, pelo menos saberá do que se trata e dos riscos que estará correndo, inclusive na lanchonete.

Em todo caso, veja o trailer.



O blog Café & Conversa assistiu o filme e não recomenda. A não ser que, como eu, você seja um fã incurável da Michelle Pfeiffer (suspiro) ou queira recomendar a fita para a Madonna e o seu menino Jesus Apaga a Luz ...

Ricardo Icassatti Hermano
Diretamente do retiro espiritual de carnaval

Café e Carnaval - Utilidade Pública


O blog Café & Conversa preza o exercício da cidadania e presta seu serviço de utilidade pública divulgando um press release do Ministério da Agricultura sobre o café como fonte de energia para os foliões. Embora não traga novidades na área, é sempre bom lembrar as qualidades saudáveis da bebida. Segue o texto:

Café: fonte de energia para o carnaval

O cafezinho de todos os dias é também uma excelente fonte de energia para os foliões neste Carnaval. Além da cafeína (substância mais conhecida), cada grão possui grande variedade de minerais, como potássio, cálcio, sódio, ferro, aminoácidos, triglicerídeos e ácidos graxos livres, além de açúcares como glicose, frutose, maltose e polissacarídeos.


O café também contém a niacina (vitamina B3) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, que ajudam na remoção de radicais livres, reduzindo o envelhecimento precoce dos tecidos.


Energia - O consumo regular de até quatro xícaras diárias, ajuda a manter o corpo ativo, além de aumentar a sensação de bem-estar e humor. Isso porque a cafeína anula os efeitos da substância química, que causa o sono (adenosina), e otimiza os efeitos da microcirculação, que melhora o fluxo sangüíneo. O café contém de 1 a 2,5% de cafeína, que produz esse efeito estimulante.


Pesquisas - Administrado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade Café, e financiado pelo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) do Ministério da Agricultura, o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café elabora pesquisas sobre as influências da bebida no organismo humano.


Esses estudos, de profissionais da área de saúde de países, como Estados Unidos e Japão, comprovaram, por exemplo, que o café pode fazer bem ao coração, evita a depressão, estimula o aprendizado, ajuda a controlar hiperatividade e contribuem para dietas para emagrecimento.


“Além disso, o uso farmacêutico do grão já vem sendo discutido e pode se tornar, em breve, uma realidade no mercado brasileiro”, ressalta o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Lucas Tadeu Ferreira. (Sophia Gebrim)


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Café na PF e Rebolation


Diretamente da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o nosso correspondente Romoaldo avaliou o café servido no local para os policiais e para um preso ilustre, o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Nosso correspondente disse que o café é feito em série: uma moça faz 20 litros pela manhã, distribui em várias garrafas térmicas e "que Deus me ajude!".

Moça fazendo café logo cedo ...

Segundo Romoaldo, o ex-governador não aceitou sequer um cafezinho, pois está tomado pela tristeza ... Arruda também está tomando aulas de Rebolation para esses dias de Carnaval no xilindró. Nosso correspondente noticia em primeira mão que Arruda vai acompanhar em cadeia nacional o desfile da Beija Flor, cujo tema é justamente Brasília, Capital da Esperança.

Café genuinamente envelhecido em garrafas térmicas de plástico pintado

A maior dificuldade para o rei do panettone será sambar com aquela corrente no tornozelo. Romoaldo ainda revelou que Arruda está fazendo um workshop de faquir, pois se recusa a comer e dorme numa cama de pregos. Além disso, o ex-governador revelou talento para a confeitaria e está "fazendo doce" na prisão.

Torta Mousse de Limão Siciliano da Lena Gasparetto


Ricardo Icassatti Hermano

Além de patissière genial, Lena Gasparetto é uma moça muito má. Por que? Ora, porque fica inventando e criando guloseimas fantásticas que fazem nosso olhos rodopiarem, nossos estômagos roncarem feito ursos desesperados e nossos pneus aumentarem ... Imagine só que o que ela chama de "mini-torta", serve de 4 a 6 pessoas. Cada criação da Lena tem o efeito de uma paulada certeira no cocoruto.

E aqui vai outra paulada no cocoruto dos leitores do Café & Conversa. A receita da Torta Mousse de Limão Siciliano. Sou descendente de italianos e adoro o limão siciliano. Tenho livros de receitas dedicadas apenas a este ingrediente. Também sou fã da acidez que enche a boca de água, uma das características mais importantes de um bom café.

Só pode haver uma relação sado-masoquista entre quem faz e quem come essa torta

Como gosto de cafés untuosos, nada melhor para acompanhar uma xícara gigante e fumegante do que essa torta maravilhosa da Lena Gasparetto originalmente publicada no SiteGourmet, onde ela mantinha uma coluna dedicada à arte da confeitaria. Hoje, ela tem seu próprio blog, o Helena Gasparetto. Segue a receita, mas fiquem atentos. A confeitaria é uma ciência. Portanto as medidas devem ser exatas. Não há espaço para medidas no "olhômetro".

Mais uma coisa, pelo amor de Deus faça a torta acompanhada de uma French Press cheia de café e nos chame!!!!


Torta Mousse de Limão Siciliano da Lena Gasparetto

Ingredientes

Para a base
- 1 pacote de biscoitos de leite
- ½ xícara de margarina derretida

Para a ganache de limão
- 400 grs de chocolate branco cortado em pedacinhos
- 1/3 de xíc. de suco de limão siciliano
- raspas de 1 limão siciliano
- ½ lata de creme de leite SEM O SORO

Para a mousse de limão
- 2/3 de xícara de suco de limões sicilianos
- 2 ovos separados
- raspas de 2 limões sicilianos
- 500 ml de creme de leite fresco
- 1 lata de leite condensado
- 2 colheres cheias de açúcar de confeiteiro
- 2 envelopes de gelatina em pó sem sabor
- ½ xic. de água para hidratar a gelatina


Preparo

Base:
Pré-aqueça o forno a 180 º.
Moa no processador os biscoitos. Adicione a margarina derretida e bata até misturar e formar uma farofa úmida.
Numa assadeira redonda, de 23 cm, de aro removível, ou fundo falso, apertar a mistura de biscoitos com uma colher de sopa até cobrir todo o fundo. Coloque no forno por 12 minutos. Retire e reserve, deixando esfriar.

Ganache:
Em tigela de vidro, derreta o chocolate branco no micro por 6 minutos, potência MÉDIA Retire e mexa com espátula de borracha até ficar todo derretido e lisinho. Acrescente em seguida o suco de limão e o creme de leite SEM O SÔRO. Misture vigorosamente com o fouet.
Espere esfriar por completo. Então coloque por cima da base de biscoitos fria.

Mousse:
Na batedeira, bata as claras em neve e reserve em outra tigela. Na batedeira, bata o creme de leite em ponto de chantilly. Reserve em outra tigela, raspando bem a tigela da batedeira com espátula de borracha. Nesta, coloque as duas gemas e o açúcar de confeiteiro e bata até esbranquiçar.
Em tigela de vidro pequena, misture a gelatina em pó com a ÁGUA FRIA. Mexa com um garfo até dissolver sem grumos, e leve ao micro por 30 segundos potência ALTA. Retire do micro e mexa com um garfo. Reserve.
Adicione à mistura das gemas o chantilly, o leite condensado, e o suco de limão. Bata na velocidade mínima. Raspe as laterais da tigela. Acrescente a gelatina já morna, bata em velocidade MÉDIA. Por último, acrescente as claras em neve, à mão, com espátula de borracha. Despeje na forma da torta, por cima da ganache.
Leve à geladeira para gelar por no mínimo 6 horas, ou por 2 horas no freezer.

Para desenformar: Molhe um pano de prato em água quente, torça e coloque-o em volta da forma, por um minuto. Isso ajudará a mousse a desgrudar das laterais, que permitirá abrir o aro, ou empurrar o fundo, dependendo da fôrma.
Se quiser retirá-la por completo da base de metal, enfiar por baixo da base de biscoito, uma espátula grande, e já com o prato de servir posicionado perto. Se desejar, decorar com chantilly e gomos de limão em calda, ou raspas de limão.

Dicas da Lena

Pode-se fazer mini-tortas, desde que as bordas sejam altas (7 cm). Seguir o mesmo processo. As mini-tortas não são individuais; cada uma serve de 4 a 6 pessoas, dependendo do tamanho.

Para acelerar o processo de resfriamento em sobremesas com várias etapas, como esta, pode-se colocar, por exemplo, a forma com a base de biscoito assada, no freezer, por uns 15 minutos. O mesmo com a tigela da ganache. Coloca-se por uns 5 minutos no freezer, e mexe-se com uma colher, para resfriamento rápido.

Essa torta pode ser congelada pronta, já desenformada, ou não, por até 2 meses.

É uma boa dica para almoços ou jantares que requerem uma sobremesa mais elaborada, sem recorrer à última hora.

Essa base de biscoito mantém-se bem crocante por 24 horas na geladeira.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Affogato Mocha


Preso nesse esquenta-esfria do clima brasiliense, acabei ficando resfriado. Mas, quem gosta de café nunca está sozinho neste mundo cruel. Cacei nas minhas anotações uma receita que levasse café e pudesse ser consumida independente do clima e, ao mesmo tempo, ajudasse a me livrar do resfriado. Achei o Affogato Mocha, para agradar gregos e goianos.

Sacumé, um Affogato para mim é pouco ...

O Affogato é uma típica maneira italiana de apreciar sorvete. Resumindo, é uma bola de sorvete "afogada" em alguns espressos. A versão que o Café & Conversa disponibiliza aos leitores é incrementada, fácil de fazer e deliciosa. Não sei se vai curar o meu resfriado, mas certamente me deixará mais feliz.

Affogato Mocha

Ingredientes
- 1 bola de sorvete de chocolate (ou creme)
- 2 colheres de sopa de espresso quente
- 2 colheres de sopa de chocolate meio amargo picado
- 2 colheres de sopa de rum

Preparo
Coloque a bola de sorvete numa taça ou xícara grande. Espalhe o chocolate picado por cima. Despeje o espresso quente e o rum. Consuma imediatamente.

Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Playing for Change - One Love


O projeto do produtor Mark Johnson, Playing for Change, já foi tema aqui mesmo no Café & Conversa, de vários comentários nossos sobre experiências de sucesso que poderiam ser copiadas, principalmente em países que estão culturalmente submersos no raciocínio assistencialista, como o Brasil.

Johnson viajou pelos quatro continentes, gravando com gente do naipe de Keb' Mo', uma das maiores celebridades do blues americano; até anônimos como Menyatso Nathole, da África do Sul. O projeto inclui ainda, de Manu Chao ao arpista Tara Bir Tuladhar, do Nepal. De Bono Vox ao anônimo Roger Ridley, das ruas da Califórnia.

Nessa homenagem a Bob Marley, Playing for Change mostra um descontraído Keb' Mo' cantando nas ruas de Nova Iorque, o trecho que aparece a seguir, sem crédito: "Let's get together to fight this Holy Armageddon (One love)/ So when the Man comes there will be no, no doom (One song)/ Have pity on those whose chances grow thinner/ There ain't no hiding place from the Father of Creation"

Os recursos do projeto Playing for Change estão sendo destinados a construção de escolas de música para crianças carentes na África. E não esqueça de acompanhar Café & Conversa no Twitter. www.twitter.com/CafeConversa


Romoaldo de Souza


One Love

Bob Marley

One love, one heart
Let's get together and feel all right
Hear the children crying (One love)
Hear the children crying (One heart)
Sayin', "Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right.
"Sayin', "Let's get together and feel all right.

"Whoa, whoa, whoa, whoa

Let them all pass all their dirty remarks (One love)
There is one question I'd really love to ask (One heart)
Is there a place for the hopeless sinner
Who has hurt all mankind just to save his own?
Believe me

One love, one heart
Let's get together and feel all right
As it was in the beginning (One love)
So shall it be in the end (One heart)
Alright, "Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right."
"Let's get together and feel all right."One more thing


Let's get together to fight this Holy Armageddon (One love)
So when the Man comes there will be no, no doom (One song)
Have pity on those whose chances grow thinner
There ain't no hiding place from the Father of Creation

Sayin', "One love, one heart
Let's get together and feel all right.
"I'm pleading to mankind (One love)
Oh, Lord (One heart) Whoa.
"Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right.
"Let's get together and feel all right.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mypressi - Teste em Breve


ATENÇÃO LEITORES DO CAFÉ & CONVERSA!!! O blog acaba de adquirir a sensacional Twist Mypressi, uma maravilha tecnológica que permitirá a qualquer mortal tirar um espresso decente sem precisar gastar milhares de reais numa máquina sofisticada. O processo é todo artesanal e manual, não utiliza eletricidade ou precisa de instalações especiais.

Imagine que você está participando do Rali dos Sertões ou está andando pela Chapada e sente aquela vontade de tomar um espresso cheiroso. Pois é, você precisaria ir até uma cafeteria. Agora, não precisará mais. Com a Twist Mypressi, você precisa apenas esquentar a água. Para isso, convenhamos, não precisa ter o QI do Einstein né?

Assim que essa máquina chegar às nossas mãos, vamos fazer um teste completo e postá-lo aqui para vocês. Veja abaixo um vídeo explicativo do processo.

Ricardo Icassatti Hermano



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Soha - Cafe Bleu


Nascida em Marselha, Soha, que vem de uma família de imigrantes argelinos, "navega" musicalmente por sua língua natural, vai ao alemão, inglês e jamaicano. Do primeiro álbum Ici et d'ailleurs, Café & Conversa apresenta aos leitores, hávidos por boa música, essa memorável Cafe Bleu. Basta dar um clique no link abaixo.

Ici et d'ailleurs fez parte da lista de indicados como melhor álbum de World Music na França e do prêmio Victoires de la Musique, vendeu 450 mil cópias.

Café & Conversa não é novela, mas pode ser seguido no Twitter: www.twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza


Cafe Bleu!

La vie s'en prend à nos rires et à nos paroles en l'air
On apprend à se couvrir en marchant à découvert
Mais où sont passées les îles
Ont-elles coulé sous la mer
Rien de plus facile que d'oublier qu'on espère
Alors si tu te perds

Rejoins-moi au café bleu
Le temps d'une cigarette ou deux
L'éternité ne vaut que pour les amoureux
On dansera au café bleu
Le temps d'une chanson ou deux
Le paradis ne vaut que pour les gens heureux

Il n'y a que dans les livres que l'on peut changer le monde
Il faut aller sur la lune pour voir que la terre est ronde
Mais y'a pas que dans les films qu'on voit des fondus au noir
Je t'ai trouvé dans la lune, j'ai aimé ton histoire
Le reste ça reste à voir

Rejoins-moi au café bleu
Le temps d'une cigarette ou deux
L'éternité ne vaut que pour les amoureux
On dansera au café bleu le temps d'une chanson ou deux

Le paradis ne vaut que pour les gens heureux

http://www.youtube.com/watch?v=hP7aXPJ5JAM