quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Música do Dia - Sheryl Crow - All I Wanna Do


Ricardo Icassatti Hermano

Além de gata, Sheryl Crow é uma roqueira de primeira linha. O estilo dela é uma mistura muito legal de rock, country e pop, que ela domina como poucos. A moça toca, canta e compõe, além de ser ativista política. Mas, ralou muito antes de emplacar seu primeiro sucesso internacional, All I Wanna Do. Ela foi até backing vocal da Tina Turner.

É gata ou não é? Fala sério ...

Essa baladinha despretenciosa animou pistas de dança mundo afora. Talvez porque logo no início da canção, ela diga que quer apenas um pouco de diversão antes de morrer ... Foi essa música que lançou Sheryl Crow para o estrelato num caminho sem volta. Desde então, ela já ganhou nove Grammy para enfeitar a sua lareira.

Sheryl Suzanne Crow nasceu no Missouri em ... (deixa pra lá senão ela me mata). Isso explica seu lado country. O pai era advogado e trumpetista, a mãe professora de piano. Ela, a terceira filha de quatro. Na adolescência foi uma excelente atleta e chegou a ganhar medalhas nos 75 metros com barreira. Quase virou fazendeira, mas foi salva pela Universidade de Columbia, onde se formou em Artes (composição musical, performance e educação).

É o que eu sempre digo: Rock é uma questão de atitude!

Terminado o curso, Sheryl Crow deu aulas de música numa escola enquanto cantava em bandas locais nos finais de semana. Dali pulou para o mundo da publicidade gravando jingles, onde fez um belo pé de meia. Só num comercial do McDonalds embolsou US$ 40 mil. Começou no show business como backing vocal de ninguém menos que Michael Jackson, durante a Bad World Tour.

Ah, não faz cara de bad ...

Os três primeiros Grammy vieram em 1995, com o álbum Tuesday Night Music Club, que vendeu sete milhões de cópias nos Estados Unidos e Inglaterra. Sheryl ganhou nas categorias Disco do Ano, Melhor Revelação e Melhor Cantora.

Nesse álbum estava All I Wanna Do. Numa entrevista à revista People, Sheryl contou que o álbum demorou a decolar e a balada só estourou, inesperadamente, na Primavera de 1994. Ela revelou que parte da letra da música foi retirada de um velho livro de poesias que comprou num sebo de Los Angeles. Ela também não desperdiçou o aprendizado com a música negra e colocou um baixo totalmente R&B na música.

Não é uma coincidência maravilhosa ela e eu
gostarmos da mesma raça de cachorro?

Mas, essa história já está comprida demais e tudo o que eu quero fazer é descolar alguma diversão antes de morrer. Por isso, Café & Conversa procurou o videoclipe original e trouxe até vocês. Pule, cante, dance, bata palmas, estale os dedos, divirta-se! A vida é apenas um sonho ...


All I Wanna Do
Sheryl Crow

Hit it!
This ain't no disco
It ain't no country club either
This is LA!

"All I wanna do is have a little fun before I die,"
Says the man next to me out of nowhere
It's apropos
Of nothing
He says his name's William but I'm sure,
He's Bill or Billy or Mac or Buddy
And he's plain ugly to me
And I wonder if he's ever had a day of fun in his whole
life
We are drinking beer at noon on Tuesday
In a bar that faces a giant car wash
The good people of the world are washing their cars
On their lunch break, hosing and scrubbing
As best they can in skirts in suits

They drive their shiny Datsuns and Buicks
Back to the phone company, the record store too
Well, they're nothing like Billy and me, cause

[Chorus]
All I wanna do is have some fun
I got a feeling I'm not the only one
All I wanna do is have some fun
I got a feeling I'm not the only one
All I wanna do is have some fun
Until the sun comes up over Santa Monica Boulevard

I like a good beer buzz early in the morning
And Billy likes to peel the labels
From his bottles of Bud
He shreds them on the bar
Then he lights every match in an oversized pack
Letting each one burn down to his thick fingers
before blowing and cursing them out
And he's watching the bottles of Bud as they spin on
the floor

And a happy couple enters the bar
Dangerously close to one another
The bartender looks up from his want ads

Chorus

Otherwise the bar is ours,
The day and the night and the car wash too
The matches and the Buds and the clean and dirty
cars
The sun and the moon but

Chorus



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Música do Dia - Sam Moore and Blues Brothers Band - I've Been Loving You


Romoaldo foi para o Haiti para cobrir a visita do presidente Lula. É claro que não foi no Aerolula. Jornalista viaja em avião militar. Lá, o intrépido repórter também vai tentar obter notícias sobre o café haitiano. Quem sabe até traz um quilo para provarmos. Vamos aguardar.

Mas, enquanto o Lula viaja e faz discurso sobre como ele é bacana, os haitianos esperam as milhares de doações dos brasileiros que estão amontoadas por aqui aguardando uma providência ...

Dito isso, fiquei incumbido de providenciar a Música do Dia. E vamos começar retomando o legado fantástico da música negra norte-americana que encantou os americanos e o mundo, dando um novo sentido à dança, às festas, aos romances, aos filmes e a tudo o mais.

Quem nunca namorou ao som de Earth, Wind and Fire, Isley Brothers, Doobie Brothers, Marvin Gaye, Chaka Kan e tantos outros, não sabe o que está perdendo.

Hoje, o Café & Conversa apresenta uma dessas lendas que, aqui no Brasil, a gente só sonha em assistir ao vivo. Como esse show que promoveu o encontro da Blues Brothers Band e Sam Moore, cantando I've Been Loving You. O show realizado pela Atlantic Records é de 1988, produzido para comemorar os 40 anos da banda.

O elegante Sam Moore

Sam Moore, nascido em Miami em 1935 como Samuel David Moore, é um cantor na sua mais pura essência. Voz de tenor. Não toca qualquer instrumento, mas compõe músicas. Sua área é a Soul Music e o R&B (Rhythm and Blues).

O homem é membro do Rock and Roll Hall of Fame, coleciona Grammys e discos de ouro. Numa pesquisa recente, a revista Rolling Stone o elegeu um dos 100 maiores cantores da era do rock (1950 a 2008). Está com 74 anos de idade e continua se apresentando normalmente.

Éééé .. fazendo dupla com Mr. Isaac Hayes

Mas chega de firulas. Tome uma providência rapaz. Pegue a sua gata, abrace-a com força, descasque um inglês em seu ouvido, tipo I love you, She's my girl, I want you, convide-a para dançar e coloque para tocar Sam Moore cantando I've Been Loving You.

Ricardo Icassatti Hermano



Antídoto para o Calorão


Ricardo Icassatti Hermano

O tempo esquentou em Brasília. E não foi só na política não. O clima também esquentou e a incompetência dos barnabés ainda deixou sem ar-condicionado algumas repartições públicas localizadas na Esplanada dos Ministérios. Estamos na ante-sala do Inferno.

Mas, para tudo tem solução e o Café & Conversa é um poço de otimismo e esperança de dias melhores. Embora não tenhamos a "sorte" de comprar algo por R$ 1 e vender por R$ 200 milhões, trazemos hoje a receita de um antídoto para qualquer calor. Trata-se da Granita de Melão com Creme Chantily. As eternamente em regime que nos perdoem, mas guloseimas são essenciais.

Granita é a sobremesa mais simples e mais gostosa que existe. Não é atoa que é uma criação italiana, sendo conhecida também como Granita Siciliana. Em sua elaboração básica, utiliza apenas três ingredientes: água, frutas e açúcar. Apesar disso, não é um sorvete. É aparentada apenas, com textura de cristais de gelo. Os sabores mais tradicionais são limão siciliano, tangerina, jasmim, café, amêndoa, hortelã, morango selvagem e amora.

Na Sicília, essa granita de amêndoas é servida com brioche no café da manhã

A nossa receita leva melão e raspa da casca da laranja, mas a criatividade manda. A Granita é tradicionalmente servida em taça ou pote e é consumida com uma colher. Vamos à receita ...

Granita de Melão com Creme Chantily

Ingredientes

- 1/2 xícara de açúcar
- 1/2 xícara de água
- 1 1/2 colheres de sopa de raspas da casca da laranja
- 3 xícaras de melão cortado em cubos pequenos
- Folhas de hortelã frescas (opcional)
- Creme Chantily (melhor se feito em casa)


Preparo

Numa panela pequena, coloque o açúcar, a água e as raspas de laranja. Leve ao fogo alto, mexendo até dissolver completamente o açúcar. Reduza para fogo médio e deixe cozinhar por um minuto. Retire, passe a calda para uma panela maior e deixe esfriar.

Em um processador, transforme o melão em purê com alguma textura ainda (não completamente cremoso ou líquido). Meça duas xícaras desse purê e misture à calda de açúcar. Mexa até homogeneizar a mistura. Leve ao freezer e deixe congelar completamente, cerca de 4 horas, mexendo com um garfo a cada 1 1/2 hora. Cubra e deixe congelar.

Para servir, triture o melão congelado e alterne uma camada de melão e outra de chantily na taça ou pote até encher. No meu balde de 20 litros, deu umas 40 camadas. Em copos, a Granita fica mais ou menos assim:

Para quem gosta de comer pouco ...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Novidades no Cafezal


Notícias da cena cafeeira em Brasília.

- O restaurante Dona Lenha do Deck Brasil, na QI 11 do Lago Sul, trocou o café ruim que servia pelo Café Arte. Finalmente os restaurantes começam a se dar conta de que o último sabor que vai na boca do cliente é o do café. Agora só falta trocar a cafeteira por um modelo decente.

- A Cornhills Coffee criou algo realmente interessante. Especialmente para estudantes de inglês, estrangeiros ou quem quer apenas praticar. É a English Night, que acontecerá na próxima quinta-feira (25). Todo mundo que estiver lá só vai conversar em inglês. A Cornhills fica na CLS 201.

- A rede Embracine de cinemas, que fica no shopping CasaPark, tem as melhores salas da cidade, mas pecava no café. O café servido na praça dos cinemas era terceirizado pela cafeteria Rayuela e não era bom. Agora a Embracine decidiu assumir o local e mudou as pipoqueiras para a praça, onde também passou a servir café.

Mas, a marca ... Meu Deus, perdoai-os ... eles não sabem o que fazem. Estão servindo o Café América, uma espécie de água suja de pano de chão. No entanto, é preciso reconhecer que estão se esforçando. As atendentes me contaram que todas estão agendadas para "cursos" de Barismo, que serão ministrados pelo fornecedor do equipamento e do café. Elas dizem que vão receber até certificado. Hummmmmmm ... Acho que vem mais um "treinamento" por aí.

A cafeteria até recebeu atenção especial, com entrada, caixa e balcão exclusivos. Tudo muito chique. O negócio é a clientela fazer pressão, reclamar bastante, que a Embracine acaba trocando pelo menos a marca do café.

Café agora tem exclusividade, separado da pipoca

- O shopping Liberty Mall tem duas cafeterias. As duas servem o café da marca Qualycream. Evite.


Ricardo Icassatti Hermano

A Música do Dia - Emilie Simon - Dame de Lotus


Ganhadora do prêmio César de melhor trilha sonora original, em 2006, com a Marcha dos Pingüins, a cantora e compositora francesa, Émilie Simon, chega ao Café & Conversa por recomendação da jornalista Jamila Gontijo.

A francesinha de 32 anos, natural de com
Montpellier, canta essa inebriante
Dame de Lotus que fala de uma mulher em altíssimo astral, satisfeita consigo mesma, diz um trecho da canção.

Romoaldo de Souza

Dame de Lotus
(Emilie Simon)

Je suis enterée vivante
Contente de moi
Au dessus des obstacles lentes
Contemple, contemple moi là

Dame Dame, Dame de Lotus

Dame Dame, Dame de Lotus
Dame Dame, ahaah

Je suis enterée vivante

Contente de moi
Entre deux ressauts tu penches
Etenche, regarde moi là

(Qu'importe les)

Dames de Lotus
(J'ai feuillé)
Dame de Lotus
(Qu'importe les)
Dames, Dames
Ahaah

Ni moins, ni plus

Qu'une Dame de Lotus
(4x)
Dame, Dame de Lotus

Je suis enterée vivante

Contente de moi
Au dessus des obstacles lentes
Contemple, contemple moi là

(Aaahaha Dame de Lotus

Aaahaha Dame Dame
Dame de Lotus, sur les Roses
Dame de Lotus, penche sur ma Rose)

Ni moins, ni plus

Qu'une Dame de Lotus
(2x)

Dame de Lotus, Dame de Lotus

Dame, Dame de Lotus



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O Mensageiro - As Várias Facetas da Guerra


Ricardo Icassatti Hermano

Acredito que quase todos concordam que a guerra - qualquer guerra - é uma merda. Mas, os povos que não conhecem ou não passaram por uma guerra de verdade nos últimos 50 anos, simplesmente não têm como medir seus horrores e suas consequências.

É assim conosco, os brasileiros. Conhecemos guerra de notícias, fotos, televisão, video games e cinema. Esse último a melhor e mais contundente fonte de informação. Porque, numa sociedade organizada, os artistas são os que mais sofrem quando a guerra se instala, mas são eles que vão contar as histórias sobre o que aconteceu e o que sobrou depois que a guerra acaba. Ao contarem essas histórias, utilizarão a mais eficiente ferramenta de comunicação: a emoção.

Abro aqui um parêntese para um alerta importante. É preciso ter muito cuidado nos períodos eleitorais. Os políticos também usam a emoção para ludibriar o eleitor sobre as reais motivações da sua incansável busca pelo poder. Através de publicidade emocionante, mentirão descaradamente sobre o que já fizeram, fazem e o que farão. Basta olhar a cara do seu atual governante e de quem ele quer que o suceda. Você saberá instantaneamente sobre o que estou falando.

Mas, retornemos à boa emoção. Ontem assisti o filme O Mensageiro, estrelado por Woody Harrelson, no papel do Capitão Tony Stone, Ben Foster como o Sargento e herói ferido em combate Will Montgomery, e Samantha Morton fazendo a viúva de um combatente morto no Iraque. Aliás, ela está quase irreconhecível por ter precisado engordar um bocado para compor a personagem. Em participações menores aparecem Steve Buscemi e Jena Malone. O filme é muito bem dirigido por Oren Moverman, que também escreveu o roteiro a quatro mãos com Alessandro Carmon.

Cartaz do filme

O filme conta a história da relação entre o Capitão Stone e o Sargento Will em sua difícil missão de comunicar, antes de qualquer outro, ao parente mais próximo a morte do familiar militar na guerra. Anunciar e aguentar o tranco físico, psicológico e emocional das reações. O Sargento está saindo da recuperação de ferimentos de combate. Faltam apenas três meses para dar baixa no Exército, quando é designado para fazer dupla com o Capitão.

A dupla tem a dura missão de anunciar a morte

Esse filme me trouxe a lembrança de outros dois filmes sobre o mesmo tema, a morte de militares americanos em guerras e como tratá-las com o respeito e a dignidade que merecem. O primeiro é estrelado por James Caan. Acho que o nome era Gardens of Stone (1987) e ele interpretava o oficial que comandou a primeira companhia dedicada exclusivamente aos serviços funerários dos combatentes mortos. São aqueles soldados em uniforme de gala que carregam os caixões nos cemitérios, dão a salva de 21 tiros e dobram a bandeira que é entregue à família.

Foi somente na Guerra do Vietnã que o tratamento dado aos mortos e seus familiares mudou. Até então, a família recebia apenas um telegrama. O segundo filme é mais recente, 2009, e chama-se Taking Chance, uma produção do canal HBO estrelada por Kevin Bacon, trabalho que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor ator de filmes para TV.

Neste filme, Bacon interpreta o Tenente Coronel Mike Strobl, que se oferece como voluntário para acompanhar o traslado do corpo do soldado Chance Phelps - morto em combate no Iraque aos 19 anos de idade - desde a sua chegada em solo americano até a sua cidade natal, onde será enterrado. O filme é baseado num caso real. Ao longo da jornada de alguns dias, os dois recebem diversas homenagens de pessoas anônimas e o Tenente Coronel descobre muito a respeito de Chance, do país e de si próprio.

O povo americano está acostumado com a presença da guerra em suas vidas, mas como todos nós, jamais estará preparado para encarar a dureza da notícia que um ente querido está voltando para casa em um caixão, que nem sempre pode sequer ser aberto. As forças armadas americanas criaram rituais belíssimos para esse momento. São várias etapas, desde a visita com a notícia da morte, o suporte aos familiares, a preparação do corpo, o traslado até o enterro com as homenagens. Todas elas são acompanhadas de perto por oficiais dedicados unicamente a esse serviço.

É claro que isso tem implicações profundas em todos os envolvidos. É justamente disso que esses filmes tratam. Cada um deles tem como cenário uma ou várias dessas etapas. As marcas que ficam são para sempre. Nós nem temos imaginação suficiente para tentar entender o que acontece com essas pessoas. Mas, temos os filmes, os relatos que nos dão a visão de um quadro. O bastante para nos emocionar também.

Woody Harrelson concorre ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante com esse papel. Não sei se vai ganhar porque está concorrendo com outros atores talentosos e com performances fantásticas. Mas, a indicação foi merecida. Harrelson mostra a cada filme que é um ator tremendamente versátil e que pode desempenhar muito bem em qualquer gênero.

Harrelson, um ator versátil que só melhora a cada filme

Uma nova geração de cineastas está mudando o enfoque que os filmes usam para abordar a guerra. Saem os julgamentos, as ideologias e os panfletos e entram as análises dos desdobramentos, a feridas e a busca da esperança. O Café & Conversa assistiu O Mensageiro e recomenda. Nota 10. Veja o trailer.



domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Ed Harris - You'll Never Leave my Heart


Dois pistoleiros são contratatos pela prefeitura de Appaloosa, no velho Oeste americano, para por ordem na cidade e fazer justiça com as próprias mãos. Com o gatilho de suas armas.

Cartaz do filme

Virgil Cole (Ed Harris) e Everett Hitch (Viggo Mortensen) terão a difícil tarefa de controlar a cidade que está sendo comandada por Randall Bragg (Jeremy Irons), um fazendeiro violento, que tinha mandado matar o último xerife e era conhecido por sua vocação de não gostar de respeitar leis. Qualquer semelhança com certo presidente e sua candidata marionete é mera coincidência ...

Virgil Cole e Everett Hitch só não contavam que a mais espinhosa das missões não era tanto, trazer a tranquilidade a Appaloosa. A amizada, a lealdade dos dois pistoleiros começa a ser ameaçada com a chegada de Alliso French (Renée Zellweger), uma jovem viúva, pianista e fogosa. Cole e Hitch se apaixonam pela mesma mulher que, por sua vez, tem outras paixões. Confira no trailer abaixo:



Mas além desse triângulo amoroso, o filme Appaloosa, Uma Cidade Sem Lei tem uma trilha sonora primosora que revelava o piano de Renée Zellweger. Isso mesmo, a ruiva atriz de Diário de Bridget Jones também tem lá seus dotes artísticos relativamente refinados quando está ao piano.

E, como se não bastasse, Ed Harris atua, dirige, é o protudor, roteirista e ainda canta essa primorosa You'll Never Leave my Heart. A canção, que aparece já na hora da exibição dos créditos, diz mais ou menos assim:

Soube, desde a primeira vez que te vi, que meus dias de dúvida estavam terminando. Desde o momento em que você entrou por aquela porta.

Bem dirigido por Ed Harris, Appaloosa, Uma Cidade Sem Lei é um faroeste de dar saudades dos bons tempos do cinema. Além da fotografia impecável de Dean Semler e trilha sonora que ficou a cargo de Jeff Beal.

Café & Conversa está no Twitter: www.twitter.com/cafeconversa


Romoaldo de Souza


You'll Never Leave my Heart
Ed Harris

I never thought I'd be a man
who cares just like I do.
I knew when I first saw you
my doubtin' days were through.
you've got a certain something
I've never dreamt before.
I knew it was for real,
when you stepped inside
that door.
And when the day does comewhen you and I depart,
you'll be the one who's leaving
'cause you'll never leave my heart.
And when the day does comewhen you and I depart,
you'll be the one who's leaving
'cause you'll never leave my heart
There’ll always be a prideful man
who believes he’s got the strength,
but you don’t have to kiss him,
because I’ll go to any length
to be the man you want at night.
I’ll get better wait and see
you can’t pick the apple
until the seed becomes the tree.
And when the day does come
when you and I depart
you'll be the one who's leaving
'cause you'll never leave my heart.
And when the day does come
when you and I depart
you'll be the one who's leaving
'cause you'll never leave
my heart.
I know you like to get undressed,
and I’ll be there when I can, but please, don’t go on whoring
or I won’t be no lawman.
Every cheating bastard
who takes you to his bed,
will wish he kept his britches on
when he’s lying
full of lead.
And I don’t care what you do
I don’t care what you say
There’s truth inside somewhere
that doesn’t have to play
at being scared and lonely,
acting so damn loose
screwing who you want to,
and believing
you’re excused.
And when the day does come
when you and I depart
you’ll be the one who’s leaving,
because you’ll never leave my heart
And when the day does come
when you and I depart,
you'll be the one who's leaving
'cause you'll never leave
my heart.



Cursos de Barista e de Café Caseiro


Ricardo Icassatti Hermano

A Grenat Cafés Especiais (CLS 201, Bloco A, loja 5) anunciou seu calendário de cursos para fevereiro e para os próximos meses de março, maio e julho. Serão cursos de Barista Júnior e de Café Caseiro, que serão ministrados pela própria equipe.

A Grenat vende vários esses blends

Os cursos se destinam aos apreciadores da segunda bebida mais consumida no mundo (depois da água), futuros ou atuais donos de cafeteria, aprendizes da profissão e interessados no universo aromático e gustativo dos cafés especiais.

Uma amostra da crema deliciosa que o Blend Grenat faz

O curso de Barista Júnior será sempre no horário de 18h às 21h e custará R$ 540, podendo ser dividido em até três parcelas de R$ 180. O aluno aprenderá teoria e prática em máquina profissional. As datas são as seguintes:

- 02 a 05 de fevereiro
- 16 a 19 de março
- 18 a 21 de maio
- 06 a 09 de julho

O curso de Café Caseiro também será sempre de 18h às 21h, ao custo de R$ 120, podendo ser dividido em até três parcelas de R$ 60. Neste curso, o interessado aprenderá a incrementar o café feito em casa a partir de diversos tipos de cafeteira, como a Moka e a French Press. As datas são as seguintes:

- 27 e 28 de fevereiro
- 25 e 26 de março
- 26 e 27 de maio
- 14 e 15 de julho

Mais informações poderão ser obtidas no site da Grenat ou através do telefone (61) 3322-0061.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Jamila e as Torres de Chocolate


A bela e talentosa jornalista e cantora de jazz, Jamila Gontijo, é uma globetrotter. Em janeiro bateu pernas - e que pernas - pelo velho mundo. Mais especificamente nas terras da Rainha Elizabeth. Certamente foi confundida com alguma fada ou uma feiticeira foragida da Ilha de Avalon ...

Yes, that's Jamila

Em Londres e como toda mulher, Jamila foi conferir as mais recentes novidades no mundo da moda feminina. Após um giro na famosa Harrods, ela encontrou o Café Concerto, onde fez uma pausa de acordo com a civilizada tradição inglesa: tomando um chá pontualmente às 5 horas da tarde.

A pedido - praticamente imploramos - do Café & Conversa, a bela Jamila fez um relato da experiência e disponibilizou algumas fotos das guloseimas açucaradas que, como canta o bluesman Keb' Mo': "drive me insane". Acompanhem a moça:


Londres, janeiro de 2010.

Depois de um dia inteiro de andanças pela West South London, encontrei o Café Concerto. Antes de entrar, olhei pela vitrine para sentir o clima do lugar. O que me atraiu foi a meia-luz, o piano no canto da sala e os estofados de couro vermelho. Dei uma checada no cardápio e decidi tomar o meu primeiro chá das 5 inglês num café que, pelo nome, era italiano.

Estou no bairro Knightsbridge, conhecido pelas lojas de marca. Cheguei aqui depois de passar pela Harrods, e babar no templo do consumo londrino. Entrei e pedi o chá. English Tea, claro. Pelo sotaque, o garçom que me atendeu era italiano e, pela cara dele, devia ser do sul da Itália. Essa é a foto que tirei da mesa depois de me servirem o chá.

Classe, elegância, simplicidade

Depois de provar o chá inglês, percebi que estava com fome. Pedi o cardápio e escolhi uma massa: Penne al Sugo, com berinjela, abobrinha e molho. O prato veio fumegando e não deixou a desejar. Saboroso, com ingredientes frescos e uma porção grande o suficiente para que eu não conseguisse terminar. A conta não deu mais de £15 (quinze libras).


Depois, descobri que o Café Concerto é uma rede. Perto do Piccadily Circus, bem no centro da cidade, também tem um Café Concerto. Essa foto é da vitrine, com as torres de chocolate - monumentos à gula.


Resista Jamila, resista!!! Corra Jamila, corra!!!


O fato de ser uma rede não diminui o charme desses cafés. Cada um é montado com um estilo diferente, com cardápios diferentes. Todos com um ar assim, meio vitoriano.


Jamila Gontijo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Música do Dia - Richland Woman Blues - Mississippi John Hurt


Como estamos em ritmo de blues e na lenta correnteza do Mississippi, a Música do Dia é dedicada ao gênero. Nada melhor que um autêntico filho da terra, tão filho que incorporou o nome do rio ao seu nome artístico. Estamos falando do lendário Mississippi John Hurt (1892-1966), guitarrista e cantor de blues que aprendeu a tocar violão aos nove anos de idade, em sua cidade natal Avalon, logicamente no estado do Mississippi.

Mssissipi John Hurt, lenda do blues

Na década de 20, Hurt tocava para os amigos e em bailes, mas tirava o seu sustento do trabalho braçal em fazendas da região. Em 1923, o guitarrista gravou um disco pela OKeh Records, que lhe acrescentou o nome "Mississippi" para incrementar as vendas. Mas, o disco foi um fracasso e a gravadora passou a enfrentar dificuldades financeiras devido à grande depressão. Hurt então voltou à Avalon para trabalhar como lavrador em terras arrendadas.

Disco relançado em 2007 pela Vanguard Records,
dentro da coletânea Vanguard Visionaries

Foi o musicólogo folclórico, Tom Hoskins, que, em 1963, localizou Hurt e o convenceu a se mudar para Washington e retomar a carreira de bluesman. No mesmo ano, o guitarrista foi muito bem recebido pelo público do Newport Folk Festival. Antes de sua morte em 1966, ele se apresentou em universidades, salas de concerto, bares e em programas de televisão, além de gravar três álbuns pela Vanguard Records. Ouça Mississippi John Hurt interpretando Richland Woman Blues. Se for esperto(a), acompanhado(a) de uma boa caneca de café e uma fatia do Bolo de Chocolate e Café do Mississippi (receita no post anterior).

Ricardo Icassatti Hermano