domingo, 7 de março de 2010
Simplesmente Complicado e Divertidíssimo
sábado, 6 de março de 2010
A Música do Dia - A Véia Debaixo da Cama - Os Trapalhões
Romoaldo de Souza
Ouvindo o advogado falar que o governador-preso, José Roberto Arruda, “virou bode expiatório” quando o Supremo Tribunal Federal negou o habeas corpus e manteve o chefe da organização atrás das grades, eu me senti obrigado a concordar com o causídico. “Cadê os outros?” das outras organizações, dos outros crimes contra o dinheiro do cidadão. Pergunto, por que o STF não põe na cadeia o chefe da “organização criminosa” daquele outro “mensalão”?
Lendo a Wikipedia, sobre a expressão “bode expiatório” usada pelo advogado Nélio Machado, me lembrei da música de Genival Lacerda, cantada aqui pelos Trapalhões, “A Véia Debaixo da Cama”. A Véia em questão era criadora de vários animais, entre eles um bode.
Segundo o ritual Koranot, dois bodes e um touro eram levados a um altar para serem sacrificados. Mas, um deles era escolhido para “receber” os pecados do povo de Israel e ser solto. Não era queimado não. Caso conseguisse sobreviver... E alguém acha que essa gente mesmo carregando “os pecados” do povo nos bolsos, nas sacolas, no saco de supermercado, nas meias e nas cuecas não saberia sobreviver no Miami Beach Shopping?
Miami e os corruptos brasileiros sons of bitches
Deve ser por isso que o advogado disse que Arruda é o “bode expiatório”. O governador quer ser solto para tentar a própria sorte. Talvez em Miami ou nas Ilhas Cayman.
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A Véia Debaixo da Cama
(Genival Lacerda)
A véia debaixo da cama
A véia criava um rato
Na noite que se danava
O rato chiava, e a véia dizia:
"ai meu deus, que acabou tudo
Tanto bem que eu te queria"
A véia debaixo da cama
A véia criava um gato
Na noite que se danava
O rato chiava, o gato miava
E a véia dizia:
"ai meu deus, que acabou tudo
Tanto bem que eu te queria"
A véia debaixo da cama
A véia criava um cachorro
Na noite que se danava
O rato chiava, o gato miava,
Cachorro latia e a véia dizia:
"ai meu deus, que acabou tudo
Tanto bem que eu te queria"
A véia debaixo da cama
A véia criava um macaco
Na noite que se danava
O rato chiava, o gato miava,
Cachorro latia, macaco pulava
E a véia dizia:
"ai meu deus, que acabou tudo
Tanto bem que eu te queria"
A véia debaixo da cama
A véia criava um porco
Na noite que se danava
O rato chiava, o gato miava,
Cachorro latia, macaco pulava,
O porco fuçava e a véia dizia:
"ai meu deus, que acabou tudo
Tanto bem que eu te queria"
A véia debaixo da cama
A véia criava um bode
Na noite que se danava
O rato chiava, o gato miava,
Cachorro latia, macaco pulava,
O porco fuçava, o bode berrava
E a véia dizia:
"ai meu deus, que acabou tudo
Tanto bem que eu te queria"
A véia debaixo da cama
A véia criava uma cobra
A cobra mordeu o rato,
Mordeu o gato, mordeu o cachorro,
Mordeu o macaco, mordeu o porco,
Mordeu o bode... ihhhh
E a véia
Dedé, a veia
A veia
- que que tem a véia?
A veia
- a véia??
A véia
- a véia morreu?
Não, a cobra...
A cobra morreu..
A cobra mordeu a veia
E a cobra morreu, dedé
Por que a véia tinha que criar uma cobra?
sexta-feira, 5 de março de 2010
Música do Dia - Gorillaz - Stylo
Sorvete de Café e Nozes
quinta-feira, 4 de março de 2010
A Música do Dia - Ofra Haza - Kaddish
Independentemente do Deus que você pratique, ou deixe de praticar, Café & Conversa é tão plural que tem espaço até para manifestações religiosas. Mas esse lamento de Kaddish é uma súplica por um mundo de paz.
Ofra Haza, que em hebraico se escreve assim: עפרה חזה; nasceu em Telaviv, Israel, e morreu dez anos atrás, supostamente de Aids, nos Estados Unidos.
O marido, Doron Ashkenazi, morreu logo depois vitimado por overdose. Os fãs de Ofra Haza nunca puderam saber os reais motivos da morte de uma das maiores cantoras de Israel. Ela foi personagem decisiva, na década de 1990, nas negociações de paz entre Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat. Ofra Haza cantou esse mesmo Kaddish durante a entrega do prêmio Nobel da Paz, em 1994.
Romoaldo de Souza
Kaddish
(Ofra Haza)
For salvation, kaddish,
-m'yiten shama'i keri'oh
I have a prayer, a prayer,
Ba ha yakhon uv ya mekhon - kaddish













