sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Música do Dia - Fullgás - Marina Lima


Romoaldo de Souza

Dia desses, eu conversava com a amiga Jéssica Macêdo sobre MPB, sobre pessoas, cafés e comportamentos. Temas que muitas mulheres inteligentes gostam de falar. Elas falam de outros assuntos também, como roupa, comportamento e homens. Mas, com ela e nesse dia, falamos sobre gente. E ai veio a sugestão para usar, como referencia desse dialogo, um videoclipe que Marina Lima gravou na MTV.

O internauta que segue Café & Conversa vai entender do que falamos. Note que Marina Lima chama ao palco um dos mais influentes instrumentistas brasileiros, o baixista Liminha produtor de grupos como as Frenéticas. Ele também com passagens pelos Mutantes, Banda Black Rio e Raul (Santos) Seixas.

A pessoas assim, no diário que guardamos em nossa mente, sempre nos referimos com a letra "a" antes do nome. Assim como os cristãos usando o AC e o DC para marcar a passagem de Cristo pela terra. São assim as pessoas queridas. São referências, como bem disse ssica.

Sobre Fullgás, acho que Jéssica Macêdo me disse algo como era "uma música que diz muito sobre aquelas pessoas que têm total influência em nossas vidas." É verdade. Tem gente que é simplesmente marcante. Como Liminha é na carreira de Marina, como você pode ser na vida das pessoas que estão próximas. E nem sempre a gente percebe.

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Fullgás
Marina Lima & Antonio Cicero

Meu mundo você é quem faz
Música, letra e dança
Tudo em você é fullgás
Tudo você é quem lança
Lança mais e mais
Só vou te contar um segredo
Não nada
Nada de mal nos alcança
Pois tendo você meu brinquedo
Nada machuca, nem cansa

Então venha me dizer
O que será
Da minha vida
Sem você

Noites de frio
Dia não há
E um mundo estranho
Pra me segurar
Então onde quer que você vá
É lá, que eu vou estar
Amor esperto
Tão bom te amar

E tudo de lindo que eu faço
Vem com você, vem feliz
Você me abre seus braços
E a gente faz um país
Você me abre seus braços
E a gente faz um país



Chegou a Hora!!!


Ricardo Icassatti Hermano

Como brasiliense, há muito tempo venho segurando um suspiro de alívio na garganta. Estava aguardando o dia em que poderia ter novamente alguma esperança na política. A hora chegou.

Nos últimos momentos da ditadura militar, fomos para as ruas e fizemos um "buzinaço"; das janelas das nossas casas protestamos com o "panelaço". Convocados para vestir verde e amarelo, nos vestimos de preto e apeamos um presidente do poder. Gritamos, esperneamos, choramos, sorrimos e exercemos nossa cidadania.

Meus filhos cresceram vendo e ouvindo tudo isso desde bem pequenos. Estavam no carro comigo no "buzinaço" e bateram tampas de panelas em nossa janela. A democracia veio e com ela uma espécie de apatia que nos trouxe até aqui. Até esse vergonhoso escândalo de corrupção no Governo do Distrito Federal, na cidade que meu pai ajudou a levantar do nada, onde eu cresci, me casei e descasei, tive filhos, me formei, trabalho e vivo até hoje.

Essa apatia é culpa nossa mesmo. Poderíamos ter gritado novamente, esperneado mais. Ficamos apáticos. As pessoas se desconectaram. Deu no que deu. Mas, agora podemos nos mexer. Se antes precisávamos ir para as ruas e fazer barulho, hoje a internet nos deu vez e voz. Ela é a nossa rua, a nossa praça, o lugar onde nos reunimos. As pessoas que estavam dispersas, agora estão a um clique de distância.

No próximo dia 17, será escolhido (não dá pra dizer que será eleito) um governador para o Distrito Federal. Ele vai completar o mandato interrompido pela renúncia do outro. Os deputados distritais que vão fazer essa escolha estão acuados pela realidade. Não podem escolher outro da mesma laia do anterior, senão começa tudo outra vez. Ou pior, vem a intervenção federal para nos taxar definitivamente de incompetentes.

Por obra dessa pressão inusitada, foram procurar alguém decente para ocupar o cargo. Alguém que não faz parte de curriolas, que não tem passado mal cheiroso e que tem competência suficiente para implementar mudanças radicais no padrão de governo que tínhamos até então. E finalmente surge a esperança em meio ao pântano.

Dessa infelicidade toda, dessa sujeirada toda, poderemos tirar algo de bom. Mas, é preciso que exerçamos a tal cidadania. Embora não possamos votar, chegou o momento de firmar posição, de assumir responsabilidade, de falar alto: "eu apóio fulano ou ciclano".

Cada brasiliense precisa agora decidir entre a apatia e a participação. Não importa quem você vai apoiar. Participe, defenda, exija, fale. Senão, como os políticos ficarão sabendo o que nós queremos e que estamos de olho neles?

Esse é um momento raro. Nós podemos influenciar essa escolha. Escreva no seu blog, no seu Facebook, no seu Orkut, no seu Twitter ou qualquer outra rede de que participe. Envie e-mails para todo mundo que você conhece. Diga o que pensa e quem você quer ver sentado na cadeira de governador. Cidadania não se exerce apenas no dia da eleição, como ouvimos na TV.

Eu vou dizer quem quero ver sentado naquela cadeira, quem eu boto fé que irá mudar o padrão ético dessa estrutura montada para a corrupção.

O nome dele é Luiz Filipe Coelho. Filho de Brasília, advogado brilhante, ex-presidente da OAB-DF e político de boa estirpe. Um homem de bem que possui todas as qualidades e méritos necessários para pavimentar a estrada que levará Brasília a dias melhores.

Luiz Filipe Coelho. Foto capturada no blog Fotos by Paulo Ajuz

Estive com ele hoje. Tomamos um café e conversamos um bocado. Ele me contou as ideias que tem para mudar o GDF. Caso venha a ser governador mesmo, ele pretende exigir de todos os candidatos a cargos de confiança, em todos os níveis, a "Ficha Limpa". A mesma que a Câmara dos Deputados adiou para votar em maio.

É uma medida fácil, administrativa, que depende unicamente da vontade política do governador. Quem quiser ocupar cargo de confiança no GDF - qualquer cargo - deverá ter o nome limpo na praça.

Outra ideia boa que ele tem é o estabelecimento de critérios estritamente técnicos no uso do dinheiro público. Com isso, acaba a maior fonte de corrupção em qualquer governo, o critério "político".

Parece que finalmente vou poder soltar aquele suspiro de alívio preso na garganta há tantos anos. Espero que a pressão da realidade e a dos brasilienses faça os deputados distritais decidirem em nosso favor. Não gritamos atoa.

Força Filipe!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Música do Dia - One Day - Matisyahu


Romoaldo de Souza

Quem está chegando ao Rio de Janeiro para um show imperdível é o inquieto e performático
Matthw Paul Miller, que nas horas de reflexão atende pelo nome de Matisyahu. Sua música está fazendo sucesso pela fusão do reggae clássico, que incorporou do ídolo Bob Marley, com o judaísmo ortodoxo. Os resultados são mais que surpreendentes sem necessariamente serem chatos, como é a maioria dos que fundem fé e música.

Natural da cidade de West Chester, na Pensilvânia, e criado no subúrbio de Nova York,
Matisyahu – versão hebraica de Mateus, o evangelista, que ele adotou depois da conversão – junta hip-hop, reggae e rap sem precisar falar palavrão, sem simular uma arma na cabeça nem para matar muito menos para ser morto.

Nessa
One Day, Matisyahu tenta ser um mensageiro da paz, como “meta prioritária, como caminho”.

No sábado,
Matisyahu se apresenta no Circo Voador, no Rio de Janeiro, se o grande deus da chuva deixar. Para abrir o show ele vai cantar essa One Day, que tem versos como “Às vezes, eu me afogo em minhas lágrimas, mas não deixo isso me abalar”.

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One Day
Matisyahu

Sometimes I lay
under the moon
and thank God I'm breathing
then I pray
don't take me soon
cause I am here for a reason
sometimes in my tears I drown
but I never let it get me down
so when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because
all my life I've been waiting for
I've been praying for
for the people to say
that we don't wanna fight no more
they'll be no more wars
and our children will play
one day x6
it's not about
win or lose
we all lose
when they feed on the souls of the innocent
blood drenched pavement
keep on moving though the waters stay raging
in this maze you can lose your way (your way)
it might drive you crazy but don't let it faze you no way (no way)
sometimes in my tears I drown
but I never let it get me down
so when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because
all my life I've been waiting for
I've been praying for
for the people to say
that we don't wanna fight no more
they'll be no more wars
and our children will play
one day x6
one day this all will change
treat people the same
stop with the violence
down with the hate
one day we'll all be free
and proud to be
under the same sun
singing songs of freedom like
one day x4
all my life I've been waiting for
I've been praying for
for the people to say
that we don't wanna fight no more
they'll be no more wars
and our children will play
one day x6
ooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!




A vida sempre fica melhor com Glauco


Ricardo Icassatti Hermano

Acabei de falar lá embaixo sobre Comfort Food e seus efeitos na alma. Tem outra coisa que também nos tira de qualquer buraco que a vida possa nos colocar. Essa coisa é rir, dar gargalhadas até chorar, perder o ar.

Quem conseguia detonar esse efeito em mim era o cartunista Glauco e seus personagens pra lá de alucinados. Sempre me identifiquei com eles, especialmente o Geraldão.

O humor é ótimo para derrotar ditadores porque esse tipo de gente autoritária não tem o menor senso de humor e, ridiculamente, se levam a sério. Não sabem a diferença entre autoridade e autoritarismo.

Hoje também trouxe um pouco da esculhambação que eles odeiam e ofereço ao Lula, ao Chávez, ao Evo, ao Fidel Castro, ao Raul Castro (que é uma bichona, segundo os próprios cubanos), ao Mahmoud Ahmadinejad e aos demais protótipos de ditadores sanguinários de todo o mundo.

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Viva Glauco!

Purê de Batata, uma verdadeira Comfort Food


Ricardo Icassatti Hermano

Provavelmente vocês já ouviram o termo "Comfort Food". Não existe um termo correspondente em português, mas seria algo como "comida reconfortante" ou "comida para a alma".

Naqueles momentos de tristeza, cansaço ou dificuldades é a comida que nos conforta como um afago, um chamego, um porto seguro momentâneo, que nos permite descansar e nos dá um pouco de alegria.

Geralmente esse tipo de comida está associada às boas lembranças da infância, tipo quando ficávamos doentes e nossas mamães ou vovós preparavam algo bem gostoso para nos ver comer. Mães adoram ver seus filhos comerem e se desesperam quando caem doentes e perdem a fome.

Pois é. Temos visto uma sucessão de imagens e relatos dramáticos no circo da notícia espetaculosa sobre as chuvas no Rio de Janeiro. Como jornalista, me deprime ver esse tipo de "jornalismo" prosperando. Se estivesse lá no Rio de Janeiro, certamente iria preparar uma das minhas "Comfort Food" prediletas.

Esse prato realmente me deixa feliz como uma criança brincando : ) Abro logo um sorriso e posso comer apenas isso numa refeição. Tudo acalma e fica em paz. Assim, hoje dou a minha receita para quem quiser experimentar ou precisa de um calorzinho na alma.

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Purê de Batatas


Ingredientes

- 1 kg de batatas
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 1 pitada de noz-moscada (ou pimenta branca moída na hora)
- Sal a gosto


Preparo

Descasque as batatas, corte em pedaços médios e vá colocando numa panela com bastante água fria para evitar que oxidem e escureçam.

Adicione um pouco de sal à água e leve as batatas ao fogo alto. Depois que a água ferver, deixe cozinhar por aproximadamente 20 minutos ou até que as batatas fiquem bem macias. Espete com um garfo, que deve penetrar sem dificuldade.

Retire a panela do fogo e escorra a água. Passe as batatas ainda quentes por um espremedor na mesma panela.

Coloque o leite em outra panela menor e leve ao fogo baixo até aquecer, sem deixar ferver. Deve ficar mais ou menos na mesma temperatura das batatas. Com isso, o purê não empelota.

Junte a manteiga e o leite quente à batata espremida. Se ficar muito seco, coloque um pouco mais de leite.

Tempere com sal e uma generosa pitada de noz-moscada ou pimenta branca. Misture bem. Leve a panela ao fogo baixo e mexa bem até o purê começar a borbulhar. Sirva bem quente.



Só de olhar, minha alma se aqueceu e meu coração se encheu de esperança : )

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Música do Dia - La Gloria - Gotan Project


Romoaldo de Souza

O trio franco-suiço-argentino Gotan Project lança em 19 de abril, o álbum Tango 3.0, mas o leitor, seguidor, admirador e nas horas vagas apreciador do Café & Conversa já vai tomar conhecimento da faixa de trabalho e o videoclipe de La Gloria, dirigido por Prisca Lobjov.

Gotan Project chega aos dez anos de carreira, desde que Philippe Cohen Soal, Eduardo Makaroff e Christoph Muller lançaram o álbum de estréia, La Revancha del Tango, misturando o tango das ruas de Buenos Aires com a sensualidade argentina e mostrando ao mundo que os portenhos são mais que um povo que ultrapassa as fronteiras do futebol.

Hoje, Gotan (preste atenção que Gotan é tango ao contrário) Project é chique, é cool. É jazz, como no Lunático de 2006 e performances ao vivo, com uma parafernália de luzes e sons para mexer a alma de qualquer incrédulo, como mostrou o grupo em La Revancha...

Após ultrapassar a casa dos 2 milhões de discos vendidos e mais de 400shows pelo mundo a fora, Gotan Project está de volta com o disco de estúdio Tango 3.0.

A coreografia de Prisca Lobjov mostra bailarinos
tatuados de Gardel e brincando de ampulhetas

A bordo dessa expectativa, Café & Conversa tem o link para La Gloria, enquanto aguardamos, impacientemente, Tango 3.0.

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http://www.fubiz.net/2010/04/01/gotan-project-la-gloria/

Mariinha, a primeira caneca a gente nunca esquece


Ricardo Icassatti Hermano

Temos novidade na área. As canecas do Café & Conversa finalmente estão prontas e o sorteio vai rolar entre os leitores do blog. Mas, antes de tudo, uma pessoa muito especial ganhou a primeira caneca como um presente de agradecimento pela generosidade de compartilhar conosco os segredos culinários guardados a sete chaves pelas mulheres de Pedralva, aquela bucólica cidadezinha lá no Sul das Minas Gerais.

Ela é a incrível Mariinha (veja o post aqui), a guardiã da receita de pão de queijo que está fazendo enorme sucesso na Europa, França e Bahia. Além de Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. Através do blog e da nuvem de eléctrons, o Pão de Queijo da Vó Ordália se incorporou aos menus de cafeterias em todo o mundo civilizado.

Assim, nada mais justo que a Mariinha recebesse a primeira caneca com toda a nossa admiração e carinho. E a encarregada de entregar o presente do Café & Conversa foi a Raíssa Abreu, jornalista galeguinha do zóio azul e filha ilustre de Pedralva, que relata agora a emoção da aventura.

Mariinha, a Caneca e o Pão de Queijo

A nossa querida Mariinha – aquela, do pão de queijo de Pedralva (Sul das Minas Gerais) – começou a lida do domingo de Páscoa toda toda. É que, além de ser Páscoa, era seu aniversário, e ela já dava a partida tomando seu cafezinho de todas as manhãs no primeiro presente que ganhara: a caneca personalizada do blog Café & Conversa.

O presente, peça quase que de colecionador, foi uma homenagem dos amigos Ricardo Icassatti e Romoaldo de Souza àquela que compartilhou sem titubear os segredos de gerações de fazedoras de pães de queijo, biscoitos, bolos, doces e outras delícias da culinária sul-mineira com os seguidores do blog.

Os tesouros da Mariinha, segundo contam, chegaram até as bandas de Portugal, embora ela não leve essa história de internet muito à sério, não.

Tímida que só, ela teve que ser ludibriada pra tirar a bendita foto encomendada: Mariinha e a caneca. De repente, eis que alguém lembra: “Tem pão de queijo na mesa!”. Então, de Pedralva diretamente para o Café & Conversa, Mariinha, a Caneca e o Pão de Queijo (dessa vez, fazendo pose).

Raíssa Abreu

Mariinha degustando seu café na caneca do Café & Conversa,
acompanhada do seu internacionalmente famoso pão de queijo

Quanto ao sorteio, aguardem. Estamos esperando apenas que o nosso designer Pablo Hermano, faça a arte. Daí vamos sortear algumas (poucas) canecas entre os nossos fiéis leitores.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Música do Dia - Hanal Weech - Lila Downs


Romoaldo de Souza

Foi com a trilha sonora do filme Frida que a mexicana Lila Downs tornou-se conhecida ao cantar Burn it blue em dueto com Caetano Veloso, tema que valeu a indicação para o Oscar de melhor canção original.

Mas é no Café & Conversa que você toma conhecimento dessa filha de um cineasta e pintor britânico, Allen Downs, radicado nos Estados Unidos, que começou cantando quando ainda tinha oito anos, ao lado da mãe, Ana Sanchéz, cantora de temas mariachi.

De origem mixteca, Lila Downs especializou-se em canções populares tiradas do folclore e dos costumes de seu povo, os mixteca. Ela também gravou músicas dos zapoteca dos nahua e essa cumbia, Hanal Weech, cantada na língua maia, e que fala de uma mulher que fede (ou que tem cheiro) de tatu. A canção foi tirada do álbum Broder numa homenagem que presta aos conterrâneos que todos os dias tentam atravessa a fronteira.

Broder, disco em homenagem aos mexicanos que
teimam em cruzar a fronteira rumo aos EUA

As filmagens desse clipe foram realizadas pelas TVs Anam e Oaxaca, com projeto de Fernando Llanos e animação de Alex Loera.

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Hanal Weech

Domínio Público

Je'e tun teecho' ki'ichpan ch'uup
kex buka'aj tu'n ja'tzilech
yaan tu k'iin in xuump'atkech
tumeen yaantech u book tech weech

A wojel ba'axten
laayli' ka k'a'ajalten
a wojel ba'axten
ma' tu pa'ajtal a tu'ubulten

Espanhol

Tu preciosa, mujer
por mucho que sea tu hermosura
el día llegará que te deje
porque tienes olor a armadillo
sabes porque siempre te recuerdo
sabes porque no te puedo olvidar

Inglês

Eat, Armadillo

You, beautiful woman
even though you are very attractive
the day will come, when I will leave you
because you smell like the armadillo

You know why I always remember you
you know why I can't forget you


segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Música do Dia - Tierra Santa - Los Pinguos


Romoaldo de Souza

Outro dia, eu falei aqui desses argentinos que se juntaram em 1999 para tocar nas “boliche” as discotecas, as casas de baladas da juventude de Buenos Aires.

Dois anos depois, Los Pinguos juntaram os trapos e foram para a Califórnia. Em Los Angeles, Los Pinguos começaram a tocar em casas especializadas em música latina, como Latin Lounge e Ley Club.

Los Pinguos levaram a música argentina
às paradas de sucesso nos Estados Unidos

No ano passado, Adrián Buono, José Agote, Juan Manzur y Juan Manuel Leguizamón integraram um dos projetos culturais mais importantes da década, Playing for Change também lançado aqui no Café & Conversa, tocando La Cumbia.

Nesta segunda-feira, depois dos excessos da Páscoa, seja no bacalhau, que por alguma razão não consegui provar um prato sequer, sejam pelos chocolates. Los Pinguos e essa Tierra Santa.

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Atraídos Pelo Crime


Ricardo Icassatti Hermano

Na aviação existe um termo técnico chamado "point of no return" (ponto de não retorno). O termo designa um determinado ponto da pista do aeroporto que, uma vez ultrapassado pelo avião, a única alternativa que resta ao piloto é decolar.

Custe o que custar, pois não há mais a possibilidade de freiar, parar a aeronave e retornar. Não há mais pista disponível. Quando não ocorre um acidente fatal, o piloto decola, faz uma curva, pousa de volta e os passageiros ganham uma história horripilante para contar aos parentes e amigos.

Se passar do ponto, fudeu!

Já enfrentei essa situação numa viagem a trabalho. O avião decolava de Fortaleza em direção ao Rio de Janeiro. A turbina fazia um barulho estranho e o avião trepidava muito. Felizmente, o comandante resolveu abortar a decolagem faltando poucos metros para atingir o ponto de não retorno.

Com uma longa freiada, muito barulho, fumaça, trepidação, máscaras caindo, bagageiros se abrindo e malas despencando, paramos a um metro do final da pista. Tivemos que retornar a pé para o terminal com a choradeira, gritaria e rezas das mulheres. Foi bem divertido : )

Minha Nossa Senhora! Socoooorro!

Mas, o ponto de não retorno não se aplica apenas à aviação. Nós também temos os nossos pontos de não retorno. Não posso dizer que seja um padrão inevitável na vida de todo ser humano, mas às vezes acontece de chegarmos àquele ponto. Para o bem ou para o mal, uma vez ultrapassado, não há mais retorno à vida anterior. O que está feito, está feito.

Ontem, fui assistir ao filme Atraídos Pelo Crime (Brooklyn´s Finest). Recém-lançado no Brasil, com elenco estelar e muito buxixo em torno do desempenho do ator Wesley Snipes, no papel do traficante do Brooklyn, Caz.

Cartaz do filme

Li críticas muito elogiosas, forçando uma barra ao afirmar que a atuação dele seria digna de Oscar. Huuummmmm ... sei não. Me pareceu apenas o velho Wesley Snipes de sempre. Sem os golpes de Kung Fu, espada de Samurai ou dentes de vampiro.

O bom e velho Snipes

O filme pode ser classificado como policial, suspense e, com um pouquinho de esforço, até noir. Na verdade, a história é justamente sobre o ponto de não retorno de três policiais - um infiltrado entre os traficantes que quer cair fora do pior trabalho que um policial pode fazer; um desiludido com a profissão, com a vida e a sete dias de se aposentar; e outro que precisa desesperadamente de dinheiro porque não sabe usar uma camisinha e passa a roubar dos traficantes.

Os três policiais, interpretados por Don Cheadle (o infiltrado), Richard Gere (prestes a se aposentar) e Ethan Hawke (o desesperado), não se conhecem, nunca se viram, nunca se falaram. Mas, atingem o ponto de não retorno ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Coincidência? Acredito nisso tanto quanto em pesquisas do Vox Populi, do Sensus ou do Ibope.

Don Cheadle sempre manda bem

As interpretações são excelentes, mas é preciso abrir um parêntese para a atuação de Ethan Hawke. O cara deu um show. Parece estar havendo uma saudável guinada na carreira de alguns atores de Hollywood. Talvez pela idade ou por não precisarem de mais dinheiro, estão se arriscando em papéis bem elaborados, que exigem refinamento, e deixando de lado as comédias românticas e outras bobagens.

Hawke faz atuação impressionante

Isso é muito bom para nós, cinéfilos que querem e gostam de assistir histórias bem contadas. Para tanto, são precisos bons roteiros, bons elencos, boas equipes técnicas e excelentes diretores. Neste caso, o diretor é o aclamado Antoine Fuqua, responsável por Dia de Treinamento, que deu o Oscar a Denzel Washington, e Atirador, com Mark Wahlberg. Ou seja, um craque.

Fuqua dirigindo Gere, que no penúltimo filme foi coadjuvante de um cachorro

Após o filme, fui tomar um café no Saborella, que agora aposta em blend próprio. Pedi um espresso curto e senti que se trata de um café bem balanceado, com notas de chocolate, torra um tantinho acentuada, ácido e medianamente doce.

Mas, a sua principal característica é a untuosidade. Algo como colocar uma diminuta porção de manteiga na língua e deixá-la derreter pelo céu da boca. 

Café & Conversa assistiu a Atraídos Pelo Crime e classificou a película como "Filmaço". Pode assistir traquilamente que você não vai se arrepender. O trailer está logo aí embaixo.

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