quarta-feira, 21 de abril de 2010

Manteiga Turbinada


Ricardo Icassatti Hermano

Lembra quando comer manteiga não era pecado? Depois virou pecado mortal e todo mundo migrou para a margarina. Daí a gordura hidrogenada matou um monte de gente plastificando as artérias.

Pois é. Assim que experimentei pela primeira vez a tal da margarina não gostei. Não tinha gosto de nada. Nunca mais comi aquilo e como a manteiga deixou de frequentar a mesa lá de casa, passei a rechear meus sanduíches com queijo e mostarda ou mel. Mas, sempre que podia, voltava para a minha querida e insubstituível manteiga.

Especialmente depois que assisti O Último Tango em Paris ...

"Tá bom Maria Schneider. Eu passo uma manteiguinha antes ..."

Quem aprecia um bom prato sabe o valor da manteiga. O sabor é inconfundível e ela enriquece qualquer receita. Mas, além de um poderoso ingrediente numa receita, a manteiga também pode ser um molho saboroso quando é temperada.

Hoje o Café & Conversa traz uma receita básica para turbinar sua manteiga. Você pode variar em cima e adicionar os sabores que mais gosta.

Além disso, hoje também é o dia do Grande Sorteio das Canecas do Café & Conversa. E essa manteiga turbinada é excelente para passar no pão, no muffin, no bolo, no pão de queijo ou ainda derretida sobre um belo bife, frango ou peixe grelhado. Deu até pra sentir o cheiro : )

Manteiga Turbinada

Ingredientes

- 1/2 xícara de manteiga (com ou sem sal) à temperatura ambiente
- 1/2 xícara de óleo de Canola ou azeite de oliva extra virgem
- Ervas ou temperos que desejar


Preparo

Coloque a manteiga, o óleo e os temperos no liquidificador. Bata até que misture bem e a consistência fique quase líquida. Coloque a mistura na geladeira e deixe endurecer. Dura até uma semana na geladeira. Abaixo um vídeo explicativo passo-a-passo, em inglês. Mas, com a receita escrita fica fácil entender.



terça-feira, 20 de abril de 2010

Brownies, de Jean-Paul Hévin


Ricardo Icassatti Hermano

Como o Café & Conversa está enfeitado hoje com a estonteante e luminosa presença da jornalista Jamila Gontijo, precisávamos contrabalançar as energias do blog. Muito Yin para pouco Yang. O equilíbrio é a chave de tudo, já dizia minha mestra de Yoga.

Por isso, fomos buscar um gostosão para equilibrar as coisas. Calma meninas, não sou eu sem camisa : ) O gostosão em questão é um doce, cuja receita vem do livro Delícias de Chocolate (Editora Senac - São Paulo), e é um campeão de audiência. O autor dessa maravilha e do livro é o Maitre Chocolatier Jean-Paul Hévin.

Quando não está escrevendo livros culinários, Jean-Paul comanda suas famosas confeitarias, três em Paris e oito no Japão, que levam o seu nome. A receita é facílima de fazer e o doce é uma delícia irresistível. Especialmente quando acompanhado de uma das canecas personalizadas do Café & Conversa que serão sorteadas no próximo dia 21, cheia de café fumegante e cheiroso. Você já se inscreveu???


Brownies
Alimenta 6 pessoas

Ingredientes

- 190 g de manteiga fresca

- 100 g de chocolate derretido (70% de cacau)
- 130 g de açúcar mascavo
- 40 g de açúcar em pó
- 3 gemas de ovos ( 60 g)
- 45 g de farinha de confeiteiro
- 10 g de cacau em pó
- 3 claras de ovos (95 g) em neve, não muito firmes
- 80 g de nozes-pecãs em pedaços
- Um pouco de manteiga amolecida para untar a forma


Preparo


Pré-aquecer o forno a 190ºC.


Misturar com o batedor a manteiga e o chocolate, depois os dois tipos de açúcares e as gemas. Acrescentar a farinha e o cacau. Incorporar as claras em neve em três etapas, em seguida acrescentar as nozes. Misturar ligeiramente.


Untar uma forma baixa retangular ou quadrada. Assar em forno a 190ºC durante 35 minutos. Deixar esfriar antes de cortar. Deve ser saboreado morno. Se sobrar, o restante pode ser congelado em recipiente fechado.


O Brownie também pode ser acompanhado de uma bola de sorvete. Experimente com o sorvete de iogurte de chá verde ou de café. Prepare-se para chorar.

Imagine essa delícia ao lado da Jamila e da caneca Café & Conversa

Jamila e as Rosas Paulistanas


A jornalista Jamila Gontijo está se tornando uma colaboradora contumaz do Café & Conversa. Além disso, ela canta jazz e blues maravilhosamente bem. E é uma gata, inteligente e culta, claro : ) Para nós e nossos leitores, é uma sorte poder contar com essa colaboradora.

Jamila ... (suspiro)

Ela esteve em São Paulo e como tinha tempo sobrando, partiu sem medo para conhecer a cidade que assusta os incautos pela sua grandiosidade e fama de moedor de carne humana.

Mas, Jamila não é mulher de se impressionar com essas coisas. Ela fez a megalópole cair de joelhos e mostrar o que tem de mais belo. O que agora ela generosamente divide conosco.

Jamila Gontijo

"Alguma coisa acontece no meu coração,
Que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João ..."

A letra da música de Caetano Veloso nunca bateu fundo em mim, porque eu não tinha tido a chance de conhecer a capital paulistana. Eram só passagens rápidas, sempre em direção a outro destino. Mas, agora que passei uns dias em São Paulo, entendi o fascínio.

Cruzamento eternizado por Caetano

A cidade é mesmo intensa. Culturalmente, intelectualmente, gastronomicamente... eu fui embora com gosto de quero mais. É claro que o olhar de um visitante é sempre mais poético, e os problemas de uma megalópole como São Paulo ficam menores. Por isso, quando cai num congestionamento, encarei como uma experiência antropológica, enquanto os meus amigos paulistanos ficavam histéricos dentro do carro, reclamando do trânsito nas ruas estreitas da Liberdade (bairro paulistano onde se concentra a colônia japonesa).

São Paulo é centro produtor de cultura

Um dos meus pontos favoritos foi a Avenida Paulista. Caminhar por ali te oferece de tudo: lojas, centros culturais (sem falar no Masp), bancos (aliás, como tem banco em São Paulo! Não é a toa que o estado concentra um terço do PIB), hotéis, cafés, edifícios emblemáticos. E achei incrível passar por uns caras correndo, treinando para alguma maratona em plena avenidona, dividindo espaço com os ônibus, pedestres apressados e prédios suntuosos.

Poesia concretista na agenda de Jamila

Foi lá na Avenida Paulista que descobri um refúgio bucólico lindo: a Casa das Rosas. Um museu que promove atividades de poesia, música e arte. Eu que sou fã de Carlos Drummond, descobri na Casa das Rosas um pouco da história no movimento da poesia concretista paulistana. E lá também tomei um café delicioso, acompanhado de sanduíche e suco de laranja.

São Paulo, café, cultura, poesia, rosas, Jamila ... tudo a ver

Fica aqui a minha dica para quem visitar a cidade.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Música do Dia - Um Índio - Caetano Veloso


Romoaldo de Souza

Foi a partir dos anos 40, no século passado, que 19 de abril passou a ser comemorado como o Dia do Índio. No início daquela década, a cidade mexicana de Patzcuaro foi sede de um congresso indigenista que marcou a história como o primeiro evento internacional reunindo lideranças de diferentes partes do mundo. Também se destacou por ter sido a oportunidade de que necessitavam para dizer como viviam, que carências tinham. Mais que social, foi um evento antropológico. A data foi instituída.


Eu nem queria, aqui, falar dos índios, que já morreram milhões, que tiveram de ser catequizados à força, essa histórias.


Queria dizer que alguns de seus exemplos menos apegados a valores de propriedade, me fascinam mais. Claro que estou falando daqueles que têm menos contato com as ONGs, com os ongueiros, com os igrejeiros e com o governo.


Por isso, Café & Conversa traz essa música de Caetano Veloso, para marcar este 19 de abril. Sinceramente, eu prefiro na voz de Zé Ramalho, mas confesso que essas fotografias, ilustram bem essa festa.


Bom dia! Café & Conversa está todo dia, chova ou faça sol, no twitter. www.twitter.com/CafeConversa.


Ah, e você já se inscreveu no sorteio para ganhar uma caneca feita especialmente para o leitor do Café & Conversa? Esse é um presente para fazer inveja a sua tribo.


Mostre pra sua tribo que você é antenado! No bom sentido, claro!


Um índio

Caetano Veloso


Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante

Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico

Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito

(Refrão)

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio




From Paris with Love (Dupla Implacável)


Ricardo Icassatti Hermano

Criar expectativas sobre qualquer coisa nunca é bom. Toda expectativa é uma certeza de frustração. Aquilo que queremos só existe na nossa cabeça. A realidade não dá a mínima para os nossos desejos. E não adianta fazer simpatia, pensamento positivo ou seminários de planejamento estratégico e visão de futuro ...

Infelizmente, havia criado uma pequena expectativa em relação ao filme Dupla Implacável (From Paris with Love). Não sei qual título fica pior, o original ou o "traduzido". Nenhum dos dois tem qualquer relação com o enredo.

O cartaz do filme é bacana

O filme é estrelado pelo bom, velho e confiável John Travolta e um integrante da nova safra de jovens promessas britânicas, Jonathan Rhys Meyer, que saiu do anonimato pelas mãos do diretor Woody Allen no filme Match Point, rodado em Londres. É ele que também fez o Henrique VIII na excelente mini-série The Tudors.

Uma coisa sempre me impressionou na atuação do Travolta. Ele é tão versátil que consegue fazer - e bem - praticamente qualquer papel de maneira convincente, do trash ao drama. Quentin Tarantino também percebeu isso e tirou o ator do ostracismo com o simplesmente fabuloso Pulp Fiction. Depois desse filme, assisti vários outros dele e pude constatar.

Pulp Fiction devolveu Travolta ao estrelato

Mas, voltando ao Dupla Implacável, o filme é implacavelmente ruim. Travolta atua bem, está completamente à vontade na pele do agente secreto americano "pouco ortodoxo" Charlie Wax. O resto, incluindo o britânico Rhyz Meyer no papel do diplomata americano James Reece, ficou a desejar. Vamos por partes.

Os dois em ação numa cena de ... ação

O roteiro, escrito por Adi Hasak a partir de uma estória do Luc Besson, é frouxo, com situações tolas e sem um encadeamento que faça algum sentido. Os diálogos são praticamente uns sem-teto de tão pobres. Sem um roteiro decente, o diretor Pierre Morel fez o que podia. Encheu o filme de explosões, tiros, perseguições e porrada.

Na cena final - e talvez seja ela a razão do título original - o diplomata James Reece mata a noiva terrorista com um tiro na testa, logo após fazer-lhe uma declaração bem piegas de amor. Isso, dentro da embaixada americana em Paris! Só não saí do cinema porque o filme já estava mesmo no fim.

Como disse no início desse post, a minha pequena expectativa foi a certeza de uma pequena frustração. Mas, frustrado mesmo vai ficar quem não se inscreveu para o Grande Sorteio das Canecas do Café & Conversa. Vai deixar passar a incrível oportunidade de tirar uma onda em casa e/ou no trabalho, tomando o seu café numa caneca personalizada e rara, praticamente um item de colecionador.

Mate de inveja a família, os amigos e os colegas de trabalho

O Café & Conversa assistiu Dupla Implacável e não recomenda. Assista o trailler que me enganou.



domingo, 18 de abril de 2010

A Música do Dia - Esa Noche - Cafe Tacvba


Romoaldo de Souza


Quem vai ao centro da efervescente Cidade do México, encontra ali, pertinho do Palacio de Bellas Artes, um dos mais autênticos restaurantes com receitas de cafés mexicanos. E são várias as receitas. No Café de Tacuba, aprendi a preparar a receita de hoje, embora, já não possa mais prová-la, por causa da tequila, mas - com moderação, eu recomendo.


Bem no Centro da Cidade do México, ali na Tacuba, 28,num casarão do século 17


A casa foi fundada em 1912, e é tradicionalmente, um lugar freqüentado por intelectuais, turistas deslocados e moradores temporários em busca de novidades e de trilhas sonoras, históricas e off-road.


Em 1989, surgia na capital mexicana a banda de rock alternativo, Café Tacuba, que logo cedo teve de trocar o nome, devido a uma ação judicial movida pelo Café. O grupo musical virou Café Tacvba, mas a pronúncia continou como no original.


Esse curioso grupo tem, da mesma forma, um excêntrico guitarrista, chamado Rubén Isaac Albarrán. Ele atende por 11 apelidos. "Juan", "Pinche Juan", "Cosme", "Anónimo", "Nrü", "Amparo Tonto Medardo In Lak’ech" (ou "At Medardo ILK"), "G3", "Gallo Gasss", "Élfego Buendía", "Rita Cantalagua", e "Sizu Yantra". Esquisito, o rapaz!


Café Tacvba faz um som mesclando o folclore mexicano com o pop. e o rock mais animado. Algumas vezes eles são bastante românticos, como em Esa Noche, música para quem quer esquecer as breganejas grulhentas.


Aproveite e prepare essa receita.

Siga Café & Conversa pelo Twitter. www.twitter.com/CafeConversa e não deixe de participar do sorteio. Essa linda caneca por ser sua.


Café México

ingredientes


.) 4 xícaras de café forte

.) 1dl de tequila

.) 0,5dl de licor de café

.) 1 Limão

.) Natas geladas batidas

.) Grãos de chocolate


Modo de preparar:

Em banho-maria aqueça o café com a tequila e o licor. Esprema o limão e deite o sumo num prato raso. Mergulhe no sumo e depois em açúcar igualmente espalhado num prato. Encha as xícaras com a mistura quente e decore com natas batidas bem geladas e alguns grãos de chocolate.


Esa Noche

Cafe Tacvba


No me hubieras dejado esa noche
porque esa misma noche encontré un amor

Parecía que estaba esperando
tu momento de partir
parecía haber observado
mis momentos junto a ti

No me hubieras dejado esa noche
porque esa misma noche encontré un amor

Me abrazó el instante mismo
que tú me dijiste adiós
y no fue una gran tristeza
fue como ir de menor a mayor

Tu regreso había esperado
más te veía muy feliz
en los brazos de tu amada
te olvidaste tú de mí

Más ahora que recuerdas
a mis brazos vuelve ya
seré por siempre tu amante
tu novia: la soledad

Y si alguna vez regresas
con aquélla que te amo
sabes no será lo mismo
pues también me conoció

No me hubieras dejado esa noche
porque esa misma noche encontré un amor
(mi soledad siempre he pertenecido a ti)
No me hubieras dejado esa noche
porque esa misma noche encontré un amor
(mi soledad siempre he pertenecido a ti)
No me hubieras dejado esa noche
porque esa misma noche encontré un amor
(mi soledad siempre he pertenecido a ti)
No me hubieras dejado esa noche
porque esa misma noche encontré un amor
(mi soledad siempre he pertenecido a ti)



sábado, 17 de abril de 2010

A Música do Dia - Copo Descartável - Isaias Lima & Dayane


Romoaldo de Souza

O Acre é mesmo Terra de Ninguém. Ou de muitos.

Tão longe, que acho que além de Enéas Carneiro, o político que berrava "Meu nome é Enéééééééas!!!", quando foi três vezes candidato a presidente da República; de Armando Nogueira, um dos mais renomados cronistas esportivos; de Jarbas Passarinho, importante ministro do Regime Militar de 1964; de Chico Mendes, que antes de ser político era ambientalista; de Glória Peres, novelista famosa da TV Globo; de Marina Silva, pré-candidata à Presidência e "criacionista", que prefere acreditar mais no Fiat Lux da Bíblia do que no Homo Sapiens de Darwin; o Acre também é Terra de Judas.

Seguramente, só pode ter sido por lá, onde se localiza o último povoado brasileiro a ver a luz do sol, que Judas se escondeu. Fugindo da Polícia, acabou perdendo as botas na correria. Daí o ditado: "onde Judas perdeu as botas".

O Acre também já deu ao mundo um dos maiores e mais atualizados clássicos da dor-de-cotovelo da MPB. Claro que essa é uma forma polida de falar da dor-de-corno. A inenarrável Kombi Branca, postada aqui no Café & Conversa, antes mesmo de bater recordes. Para rever, clique neste link.

Pois mesmo não estando satisfeito com o recorde de acessos e de repercussão, eis que o Acre nos manda a inusitada Copo Descartável, com a dramaticidade digna de um Oscar, a dupla Isaias & Dayane e a participação mais que especial da "amiga" Andreia Lima. Quanto realismo fantástico, quanta ternura.

Perceba que Dayane e Andreia inauguraram uma nova e certamente copiável técnica cinematográfica. A chamada "lágrima invisível". Ou como disse o premiado diretor James Cameron, durante manifestação que o criador de Avatar fez em Brasília nesta semana: "The invisible tears". Quer apostar que a técnica fará parte de Avatar 2?

Glória Peres, Glória Peres, por onde andas? Tão ocupada estás que não percebes a arte que pulula de cama em cama nos rincões acreanos? Veja o que o povo é capaz de fazer com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. É puro Cinema Novo! Veja que Dayane leva chifre e vai ser consolada pela amiga Andreia Lima. No final, assim como fez Pedro Almodovar em Volver, as duas amigas se abraçam ... Poderiam terminar juntas. Seria O Happy End! Os créditos passando na tela e as duas rolando na cama.

- Foi bom pra você, amiga?!?

- Humrum ...



Creme Brûlée ou Créu Brûlée


Ricardo Icassatti Hermano

Sabe aquela sobremesa bacana e cara que você come no restaurante e acha que é impossível de fazer em casa? Pois é. Algumas são complicadas de fazer e outras não. As mais fáceis geralmente são as mais famosas também.

Esse é o caso do mundialmente famoso Creme Brûlée (creme queimado, no francês). Você quer ganhar aquela gata, ou aquele gato, que está fazendo um tremendo jogo duro? Convide-a(o) para um jantarzinho em sua casa e experimentar uma sobremesa feita por você.

Como diz a amiga chef Cordon Bleu Adriana Nasser, do blog Pitaco de Chef, depois é CRÉU!

Gostou amor? Então ... CRÉU!!!

No dia seguinte, mostre como você é sortudo(a) e sirva um café especial na cama com a caneca personalizada que ganhou no Grande Sorteio das Canecas do Café & Conversa. Ainda não se inscreveu? Está esperando o que? Inscreva-se djá!!!

Confie na sorte e seja um dos poucos felizardos

Não se preocupe. O Creme Brûlée é muito fácil de preparar. Você terá apenas que investir num pequeno maçarico para culinária e meia dúzia de ramequins, que são pequenos potes de porcelana próprios para ir ao forno. Os dois podem ser comprados em lojas de artigos culinários, até pela internet, como a M. Dragonetti, em São Paulo, que entrega em todo o Brasil.

Junto com a receita básica, disponibilizamos um vídeo explicativo passo-a-passo. O vídeo é americano. Portanto, leia a receita antes e veja o vídeo depois. Com o tempo, você poderá incrementar a receita adicionando outros ingredientes que lhe agradem, mas o básico é o clássico. E clássico não tem erro.

Agora, mãos à obra, porque o tempo não para e nenhum(a) de nós está ficando mais novo(a). E essa sobremesa deveria mudar o nome para "Créu Brûlée" ...

Café & Conversa caiu no gosto do povo: www.twitter.com/cafeconversa


Creme Brûlée
6 porções

Ingredientes

- 4 gemas de ovos extra grande
- 1 ovo extra grande inteiro
- 1/2 xícara de açúcar refinado
- 1/2 xícara de açúcar cristal
- 750 ml de creme de leite
- 1 colher de chá de extrato de baunilha ou uma fava de baunilha
- 2 a 3 colheres chá de manteiga para untar

Preparo

Pré-aqueça o forno a 150º. Numa chaleira, ferva água (mais ou menos 1 litro).

Numa batedeira, junte todos os ovos e o açúcar refinado. Mantenha batendo em velocidade baixa até que se misturem completamente.

Numa panela pequena, leve o creme de leite ao fogo médio. Esquente por 6 a 7 minutos, até que se formem pequenas bolhas nas laterais. NÃO DEIXE FERVER.

Ligue a batedeira em velocidade baixa e, aos poucos e gradualmente, vá adicionando o creme quente à mistura de ovos que se encontra na batedeira. Isso evita que os ovos cozinhem.

Quando finalizar, adicione a baunilha (extrato ou fava). Bata mais um pouco até misturar completamente. Despeje a mistura nos 6 ramequins (pequenas vasilhas de porcelana) já untados com manteiga.

Disponha os ramequins numa forma retangular. Preencha a forma com água fervente até a metade da altura dos ramequins. Leve ao forno por 30-40 minutos ou até que, ao chacoalhar gentilmente o ramequim, o creme balance no centro.

Retire do forno e retire cuidadosamente os ramequins da forma. Deixe esfriar até atingirem a temperatura ambiente. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas.

Na hora de servir, retire da geladeira. Salpique o açúcar cristal sobre o creme até cobrir toda a superfície. Derreta o açúcar com o maçarico culinário. Mantenha a chama a uma distância aproximada de 5 cm. Quando o açúcar borbulhar e atingir uma cor dourada, está pronto. Aguarde 1 minuto para a crosta endurecer e sirva.