quinta-feira, 29 de abril de 2010

A Música do Dia - My Mistake - Pholhas


Romoaldo de Souza

Que Roberto Carlos que nada. Nem Wanderley Cardoso, Luiz Gonzaga nem mesmo Renato e seus Blue Caps. O maior sucesso de vendagem de disco e de tietagem que já vi em um programa de rádio, foi para os rapazes do Pholhas. Isso mesmo. Pholhas com "ph" de pharmácia.

"Clube dos Namorados" era um programa da Rádio Alvorada, aqui em Brasília, tão famoso, mas tão famoso, que em uma semana recebia em média 300 cartas. Na programação, músicas românticas, poesia e muita tietagem. Oh, tempo bom. Tempo de vacas gordas...

Em 1977, fazia sucesso uma banda brasileira que muito locutor desavisado achava que era americana. "Os Pholhas" como era conhecido o grupo formado por Paulo Fernandes, bateria e vocais; o baixista Oswaldo Malagutti; Helio Santisteban, nos teclados: e Wagner "Bitão" Benatti, guitarra, arrastavam uma multidão de fãs.

Só para que o leitor do Café & Conversa tenha uma idéia, o disco deles, Dead Faces, um compacto duplo, com as canções My Mistake, Shadow of Love, My First Girl e Pope, vendeu perto de 500 mil cópias. Época em que os rapazes paulistanos ganharam um disco de ouro.

Hoje, os Pholhas vivem dos louros do passado, enquanto fazem um show aqui e outro acolá. O "Clube dos Namorados" também não existe mais. Época boa aquela. Muita carne, gordura... Hoje é todo mundo querendo ser magro. As vacas estão magras...


My Mistake
Santisteban & Malagutti

There was a place that I lived

And a girl, so young and fair
I have seen many things in my life
Some of them I’ll never forget
Everywhere...
I was sent to prison
For having murdered my wife
Because she was living with him
I lost my head and shot her
This was my story in the past
And I’ll go to reform myself
I am paying for my mistake
I will never be the same man again




quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tribuna Independente


Ricardo Icassatti Hermano

A convite do amigo jornalista Leandro Mazzini, representei o Café & Conversa ontem no programa Tribuna Independente, do canal Rede Vida. Trata-se de um programa de entrevistas comandado por Mazzini e pela jornalista Denise Rothenburg. A entrevistada da noite foi a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que também preside a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Kátia Abreu é uma mulher excepcional. Após a morte do marido, em 1987, assumiu a administração da fazenda e dali construiu uma carreira política invejável e uma liderança incontestável no meio rural. Traçando um paralelo com o futebol, ela passou por todas as peneiras, jogou nas categorias de base e chegou a um grande time.

Mostrou que tem talento, perseverança, disciplina e paciência para chegar à Seleção Brasileira. Talvez ao lado de José Serra como vice-presidente. Talvez. Por mais que tentássemos arrancar alguma informação dela a respeito desse assunto, Kátia Abreu não denunciou nem que possa estar levemente tentada pela ideia.

Mas, o mais importante é que a senadora não é uma invenção de marketing, não forjou seu currículo ou história de vida e nem foi sacada do bolso de algum colete oportunista. Ela entende do que fala e defende, é uma produtora rural de sucesso e uma liderança respeitada em seu meio.

A senadora Kátia Abreu discursando em plenário

A senadora se mostrou uma ardorosa defensora dos fundamentos democráticos e alertou aos caudilhos e conspiradores de plantão que ela faz parte daqueles que vigiam e protegem minuto a minuto a jovem democracia brasileira. Antenada com as mudanças no mundo, implementou novos rumos e diretrizes na CNA e seus olhos brilham quando fala do novo projeto desenvolvido junto com a Embrapa, as Vitrines dos Biomas.

As Vitrines dos Biomas são pequenas fazendas-modelo instaladas nas regiões que abrigam cada um dos biomas brasileiros: Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. Nessas vitrines, o produtor rural da região terá acesso a toda tecnologia agropecuária desenvolvida para aquele determinado bioma.

Kátia Abreu ainda reafirmou sua luta pela obediência às leis que são insistentemente ignoradas por integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) ao invadirem propriedades. A senadora criou na CNA o que chamou de Observatório das Inseguranças Jurídicas, que sugere medidas e acompanha todas as ações de governo e da justiça nessa área.

Foi uma boa entrevista e, como sempre acontece em televisão, o tempo pareceu pouco
para fazer todas as perguntas que gostaríamos. O blog Café & Conversa agradece a oportunidade à Rede Vida e aos jornalistas Leandro Mazzini e Denise Rothenburg.

A Música do Dia - Um Rato para Hugo Chaves


Romoaldo de Souza

Hoje, o trânsito em Brasília vai se tornar um inferno. Chegou a cidade, Hugo Chavez, o amigo do presidente Lula. A fonte inspiradora para tantos equívocos com relação à liberdade de expressão e ao cerceamento do trabalho da imprensa.

Mas para não encher a paciência, principalmente de quem será diretamente atingido pelos seguranças truculentos de Chavez, pelos veículos em alta velocidade, pelos empurrões, eu fiquei pensando: esse "coronel" venezuelano tem de ter um ponto fraco. Pronto.

O leitor assíduo do Café & Conversa, Rodrigo Orengo, me deu a pista. Chavez tem pavor a liberdade e a ratos. E fui atrás de uma campanha da ONG International Society for Human Rights.

Presidente Hugo Chavez, os ratos também tem seu lado de super-herói, viu?

Señor Hugo Chavez, siga o Café & Conversa e tome um espresso. Vai melhorar essa sua permanente azia! E não esqueça a recomendação do Rei de Espanha, na reportagem do amigo Fábio Pannunzio.




E um comercial do queijo que deixou forte o rato que assusta o rei da Venezuela.




terça-feira, 27 de abril de 2010

Chili con Carne, apimentando a relação


Ricardo Icassatti Hermano

Como o tema da semana é a lorota do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a respeito de sexo, o Café & Conversa entra na onda e colabora com os atletas da alcova para que consigam atingir a meta-lorota do ministro: sexo cinco vezes por semana. Como o ministro loroteiro não especificou o tipo ou a qualidade desse sexo, nós vamos estabelecer o parâmetro.

O Romoaldo já apresentou a trilha sonora e eu apresento a receita do prato que vai esquentar a relação. A sobremesa já foi postada anteriormente, o Créu Brúlée. Mas, um conselho, sirva o doce só depois de ter comido tudo ... é muito mais gostoso ; ) O blog Café & Conversa também tem as manhas.

Nada melhor para apimentar uma relação do que a pimenta. Especialmente a pimenta malagueta, largamente utilizada no Brasil, e com origem no México e Peru. São plantas da família Solanaceae, à qual pertencem também o tomate e a batata. A pimenta malagueta é do ramo picante, que tem fama de ser afrodisíaco. O blog Café & Conversa também é cultura.

Ai caracoles!!!

Para botar fogo no colchão, escolhi uma receita mexicana clássica, o Chili con Carne, muito difundida no Texas pela proximidade com o México, claro. Como é uma região de criação de gado, essa receita leva carne, mas em outras regiões mais pobres o ingrediente muda para o feijão. Mas, vamos deixar o feijão de lado por causa do seu efeito colateral flatulento, que não ajuda em nada a campanha.

Os fantásticos Red Hot Chili Peppers

Encontrei a receita original da esposa do ex-presidente norte americano Lyndon B. Johnson, que a chamava de Pedernales River Chili. Este rio percorre 171 quilômetros na região central do Texas e passa na parte Norte do rancho do ex-presidente, que assumiu o cargo em 1963, após o assassinato de John F. Kennedy. O blog Café & Conversa também é história.

Com isso, você tem as ferramentas necessárias para dar o, digamos, pontapé inicial. A técnica utilizada no sexo fica por sua conta. E vê se tenta não decepcionar e nem coloque a culpa no blog, hein?!?!


Pedernales River Chili

Ingredientes

- 1,8 kg de carne moída (use carne sem nervos)
- 1 cebola grande picada
- 2 dentes de alho
- 1 colher de chá de orégano em pó
- 1 colher de chá de sementes de cominho em pó
- 6 colheres de chá de pimenta chili em pó
- 1 1/2 xícaras de tomate pelatti em lata
- 1/2 colher de chá de molho de pimenta
- 2 xícaras de água quente
- Sal a gosto


Preparo

Em uma panela grande, refogue a cebola e o alho com um pouco de óleo ou azeite. Quando a cebola estiver dourada, acrescente a carne. Quando a carne estiver marrom, adicione os demais ingredientes e deixe levantar fervura. Diminua o fogo e deixe cozinhar por cerca de uma hora. Enquanto cozinha, vá retirando com uma escumadeira a gordura que ficar na superfície. Sirva com pão, arroz branco ou tortillas, que já são encontradas em bons supermercados.

Vai que é tua Tafarel!!!

A Música do Dia - Sax for Sex


Romoaldo de Souza

O Brasil é mesmo um país surreal. O ministro da Saúde recomenda sexo cinco vezes ao dia, para curar os males da hipertensão. Ora ministro, com todo respeito ao que pensa Vossa Excelência sobre a saúde dos brasileiros e as condições genéticas das pessoas com as quais convive, mas, sinceramente, eu não encontrei ninguém no meu convívio com tesão suficiente para fazer amor cinco vezes ao dia. Eu nem gosto desse termo pudico, fazer amor! Mas em todo caso...

Na mesma conversa com os jornalistas, José Gomes Temporão disse também que além de fazer sexo as pessoas deveriam dançar mais. Ainda brincou com um colega dele, assim como quem faz propaganda, dizendo "bom aqui tem muito pé-de-valsa" que é o jeito como são tratadas as pessoas que gostam de dançar. Se pé-de-valsa é termo para quem dança muito, que faz amor, cinco vezes ao dia, é o que, ministro?

Depois, Temporão se deu conta que estava era banalizando o sexo, e recomendou não mais cinco vezes ao dia, mas cinco vezes por semana. É bem mais razoável. Sim, porque cinco vezes ao dia, vai é provocar mais AVC, em vez de curar a hipertensão.


Cinco vezes? Amor ou sexo? Ambos!

Sendo cinco vezes por semana, nessa campanha eu me engajo, ao menos como recomendação. E vou começar a dar uma mãozinha. Calma! Uma dica, melhor assim. Uma dica.

Quando trabalhei para o selo Café del Mar, conheci, pessoalmente, um saxofonista da região da Andaluzia, que muito me causou boas sensações musicais. Com a virtuosidade de poucos e a sagacidade de quem usa o sax para instigar os mais adormecidos instintos sensuais, Alejandro de Pinedo faz muito sucesso por onde passa. Prêmio? Já ganhou vários. O cara é bom!

Por isso, para contribuir com a recomendação de Temporão para que os brasileiros façam mais sexo, eu trago o espanhol Alejandro de Pinedo e essa Sax for Sex.

Bom dia! Bons saxes e bons sexos!



segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Música do Dia - Tour de France - Kraftwerk


Romoaldo de Souza

Acompanhando o dia a dia da ciclista e jornalista Katia Maia, no blog dela, eu me lembrei de dois episódios e decidimos, aqui na redação do Café & Conversa, por unanimidade, que vamos patrocinar essa promissora atleta. E para não parecer que vamos ficar somente nas promessas vãs, já fizemos a primeira parcela de contribuição. A trilha sonora do treinamento da mãe de Guilherme e Bernardo.


Bobinhos, já tenho patrocínio e vocês não!


No final da década de 1970, Ralf Hütter, um dos integrantes da banda alemã Kratwerk, pegou a Romiseta dele e foi até Saint Tropez, na França ver a passagem do Tour de France a mais importante prova de ciclismo do mundo.


Fosse no Brasil, quando o músico voltasse,

tinha meia dúzia de gente dizendo: "bem vigiado aí dotô!


Num vacilo, o alemão acabou atropelado por um ciclista que, como ele, observava a prova. Contam que Hütter só ficou bravo porque não foi um competidor que arrebentou com a rótula do comedor de chucrute com salsicha.


Ainda no hospital, o músico-programador de sintetizadores e consultor informal da Apple nas horas vagas, começou a rabiscar uma música para lembrar a prova de fogo que é o Tour de France e a prova que ele teve de vencer entre ter deixado a romiseta abandonada numa das estreitas ruas de Saint Tropez. Uma semana depois que saiu do hospital o carro estava lá, intacto. Não tinham levado nem o som e ele voltou a Berlin cantarolando Tour de France.


Com a devida autorização da empresa postal da Hungria,
que produziu esse selo em 1933

A banda Kraftwerk usa e abusa, nessa Tour de France, de vozes e sons que vão se juntando com os movimentos dos ciclistas.


Kraftwerk "criou" essa capa para o disco gravado em 1983


Bom, agora vamos voltar a nossa patrocinada. Katia Maia narra no blog dela as dificuldades para participar do Audax, "prova de auto superação realizada no mundo todo". Nossa atleta não conseguiu vencer a primeira etapa, por pura falta de patrocínio, por isso, estamos investindo na carreira da jornalista da CBN, já que a rádio que "toca notícia" não se toca para os atletas que tem…


Katia Maia treina, agora, ouvindo Tour de France, pensando nas futuras provas, enquanto medita sobre a transubstanciação da carreira de jornalista na área de infraestrutura, nos apertados comitês de imprensa da Esplanada dos Ministérios.



Tour de France

Ralf Hütter e Maxime Schmitt


L'enfer du Nord: Paris - Roubaix

La Cote d'Azur et Saint Tropez

Les Alpes et les Pyrennees

Derniere etape Champs-Elysees

Galibier et Tourmalet

En danseuse jusqu'au sommet

Pedaler en grand braquet

Sprint final a l'arrivee

Crevaison sur les paves

Le velo vite repare

Le peloton est regroupe

Camarades et amitie


(=

The hell of the north: Paris - Roubaix

The Cote d'Azur and Saint Tropez

The Alps and the Pyrennees

Last stage Champs-Elysees

Galibier and Tourmalet (2 mountains)

Dancing even on the top

Bicycling at high gear

Final sprint at the finish

Flat tire on the paving stones

The bicycle is repaired quickly

The peloton is regrouped

Comrades and friendship)




Alice, o Retorno


Ricardo Icassatti Hermano

Para entender o mais recente filme de Tim Burton, o ansiosamente aguardado Alice no País das Maravilhas, é preciso ter lido o livro original, escrito por Lewis Carrol, ou ter visto o antigo desenho animado da Disney.

Um dos vários cartazes do filme

Na história original, Alice era uma garotinha com apenas 10 anos de idade. O filme de Tim Burton conta a história do regresso de Alice àquele mundo encantado nove anos depois, quando está prestes a se tornar a esposa de um lorde inglês num casamento arranjado pela mãe.

A garotinha Alice que inspirou o escritor Lewis Carrol

Na primeira aventura, Alice encarou suas fantasias infantis. Na segunda, Alice enfrentou a transição da infância para a vida adulta. Digo isso porque a adolescência é basicamente uma invenção americana. Lembrem-se que o livro foi escrito na Inglaterra vitoriana, durante a segunda metade do século XIX.

Antes dessa "descoberta", as crianças europeias passavam direto para a fase adulta. As meninas através do casamento e maternidade precoces e os meninos através de variados ritos de passagem, que iam da guerra até as prostitutas.

Nas sociedades primitivas, os meninos ainda passam por rituais de dor física extrema. As meninas também passam por rituais de dor física, sendo o pior deles a remoção do clitóris e até costura total da vagina.

Ritual de circuncisão - a frio - dos meninos

Ainda bem que a psicologia veio nos "salvar" e nos deu um período maior de adaptação à realidade de passagem da proteção total para a descoberta dos males e das dores do mundo.

Mas, voltando ao filme. Tenho certeza que 99% das pessoas que estão indo assistir Alice não conhecem a história original. O grande atrativo é o 3D. Aliás, ninguém se importa muito com qualquer história, quer apenas se maravilhar com as imagens saindo da tela.

Para isso, quanto mais extravagante for a história melhor. Foi assim com Avatar e está sendo assim com Alice. Também não poderia haver diretor melhor que Tim Burton para recriar um mundo tão surreal.

Além disso, o elenco brilha com craques como Johnny Depp, vivendo o Chapeleiro Maluco; a genial Helena Bonham Carter, interpretando a Rainha Vermelha; e o sumido Crispin Glover fazendo o Valete de Copas.

Johnny Depp, Helena Carter e Mia Waskowska

Alice é vivida pela jovem Mia Wasikowska, que apesar da inexperiência segurou a onda. Já a atriz Anne Hathaway não parece ter incorporado direito a personagem Rainha Branca. Lançou mão de uns trejeitos estranhos e destoou do resto do elenco.

Anne Hathaway totalmente perdida no papel

Conhecer a origem ajuda a entender a história. Entendendo tudo, o 3D torna-se mais sensacional ainda. Pois quem conhecia a história, imaginava os personagens, os cenários, as expressões. Ver aquelas imagens mentais se transformando em quase realidade palpável é uma experiência sensacional. E já estou treinando os passos da Futterwacken : )

Café & Conversa assistiu Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, e recomenda, com a ressalva de que é melhor conhecer a história original primeiro. Assista o trailer, que não é em 3D.



domingo, 25 de abril de 2010

A Música do Dia - Araba - Mustafa Sandal


Romoaldo de Souza

Desde que inauguramos esse espaço, Café & Conversa abriu as portas para comentários, críticas, sugestões. Visitou um café? Dê um alô, mande sua opinião que a gente publica com gosto.

Ontem, estava viajando pelo blog Falando de Tudo um Pouco, e troquei pontos de vista sobre a música da Turquia. Heleny Galati, como boa educadora, começou a dar uma aula da música turca, dos sons, dos astros e principalmente, do pop. Atual.

Fiz um desafio e ela topou escrever esse post, ilustrado pela música de Mustafa Sandal, "Araba". Mas atenção moçoilas, Musti, como o rapaz é conhecido, é casado, apaixonado pela mulher, Emina Jahović Sandal, que é tão brava quanto bonita!

Você não está de olho no meu Musti, não, né?
Olhe pra mim e diga se está olhando para ele!


Calma amor, vamos ler o que Heleny escreveu.
Um beijo pro pessoal do Café & Conversa

"Minha fascinação pelo Oriente começou há um ano, quando comecei a escrever meu primeiro livro. Algo modificou e abriu mente, coração, paladar e claro ouvido a novas experiências.


Comecei experimentando a música indiana. Meus amigos de lá mandavam sugestões e eu corria ao YouTube para procurar e ouvir. Baixei mp3 e enchi o iPod de sons de tambores, sinos e outros instrumentos que ainda estou aprendendo os nomes.


Foi o início de uma paixão por ritmos que não são tão monótonos e repetitivos. Algo que quando ouço invade meu corpo e me transporta. O que sinto é que as cores da Índia estavam em todos os lugares, inclusive na música.


Agora estou escrevendo meu segundo livro e os sons que estão invadindo meu espaço são da música turca. Clássica ou moderna, ela tem algo que me toca por sua força. Talvez seja por sua mistura de influências otomanas, bizantinas, das músicas folclóricas da Ásia Central, dentre outras. Enfim, uma mistura colorida, energética e muito sensual. Lembre-se da famosa belly dance (dança do ventre) dos haréns otomanos.


O poder da sonoridade dos instrumentos usados é intensa e cativou compositores como Hydn e Mozart que escreveram obras baseadas ou com inspirações turcas só para que pudessem utilizar tambor, pratos e sinos, instrumentos tipicamente turcos.


E a música moderna, da juventude turca, tem forte influência do Ocidente em sua apresentação, mas mantém aquela força e sensualidade orientais. Talvez seja pelo idioma. O mais provável é que ela ainda esteja impregnada dos sons do passado, da tradição de uma cultura milenar.


E minha fascinação por esses novos sons continua. São ricos, tocantes e me permitem aprender mais sobre a alma do povo que o cria e aprecia.


Bom dia!


Heleny!



Araba

Mustafa Sandal

Gönül ister aradigini

Hep mi bekler hep mi bulamaz

Gönül ister tanidigini

Hicmi bilmez hicmi soramaz


Beni alsa nafile nafile

Yerime birsey koyamaz

Yalvarsamda kal diye kal diye

O yerinde hic duramaz


Onun arabasi var güzel mi güzel

Söförüde var özel mi özel

Bastimi gaza gidermi gider

Malesef ruhu yok

Onun icin hic mi hic sansi yok