sábado, 22 de maio de 2010

Belos jardins mesmo depois da Copa


Ricardo Icassatti Hermano

Como havíamos prometido, hoje trouxemos as dicas de uma grande especialista nas letras e nas artes da terra, do adubo, das mudas, da água, do sol, das flores e dos jardins. Ela se chama Djania Savoldi, jornalista e paisagista. Talentosa nas duas profissões.

Djania em férias europeias pensando no próximo jardim

Aos poucos o mundial da África vira assunto obrigatório nas ruas, no trabalho, em casa... e o que não falta são especialistas no assunto:


- O Dunga errou. O Ganso é ótimo, criticava uma senhora enquanto olhava as flores tropicais, na Central Flores, aqui em Brasília.


Mais adiante, na banca das orquídeas, outro disparou:

- A entrevista do Dunga foi antológica!


Nossa! Será? Não chego a ter opinião sobre o assunto, mas confesso, fico tentada a achar que o Ganso e o Neymar deveriam ser convocados. Já decidi que até o início da Copa saberei tudo sobre o esporte bretão. Tudo mesmo, táticas, faltas, escanteios e impedimentos – esse último, eu tenho certeza, ninguém entende.


Quero conhecer friamente as entranhas do jogo, mas só até o Brasil entrar em campo. Aí quero torcer, me emocionar, gritar como tantos milhões de brasileiros que vão soltar a voz apaixonada pelo futebol - enquanto a Copa durar.


Depois de tudo, sendo o Brasil campeão ou não, vamos olhar outra vez para o lado e nos dar conta das flores do nosso jardim. E acredite, muitas vezes são elas as que mais sofrem durante os jogos. Não pelo jogo, claro, mas sim por serem vítimas dos animados torcedores. Então vamos tomar alguns cuidados para o jardim ficar sempre bonito e organizado mesmo depois dos encontros com turma. Vão aí algumas dicas:


1 – não esqueça de espalhar lixeiras pelo terreno. Quanto maior a área mais lixeiras;

2 – crie recipientes para coletar baganas de cigarro. Por incrível que pareça, muita gente se empolga e acaba jogando os restos do fumo nos canteiros. Uma dica: encha baldes de alumínio com areia lavada e espalhe pelo ambiente. O balde pode ser pintado com os motivos que você quiser;

3 – lembre-se de que a Copa aqui no Brasil ocorre justamente no período da seca e muita pisada pode deixar a grama prejudicada. Se for convidar grande quantidade de gente para o jogo, use tablados a fim de proteger o gramado do pisoteio;

4 – canteiros vulneráveis ou de fácil acesso podem ser protegidos por cercas móveis ou provisórias. Lembre-se de colocar avisos de que o jardim não é banheiro;

5 – e não esqueça de regar as plantas assim que a festa acabar.


Na semana que vem darei dicas de como usar as plantas para deixar a sua casa ainda mais no clima da Copa. Tchau e até lá.


Djania Savoldi – jornalista e paisagista (CREA - DF - 9429/TD)

djaniasavoldi@hotmail.com – 8123-6180


Vocês acharam que era brincadeira? A gente pode até zoar bastante, mas as dicas são pra valer. É claro que só valem para quem tem jardim ou uma varanda com alguns vasos de plantas. Todo cuidado é pouco para salvar o seu meio ambiente.


Salvem as violetas


Depois que o povo esquenta no álcool, tudo pode acontecer. Inclusive os convidados usarem seus preciosos vasos de violetas como cinzeiro, ou pior, como urinol ...



Meninas, meninas ... falei pra maneirar na cerveja


Portanto, acompanhe o Café & Conversa e fique esperto para não se arrepender da ideia maluca de encher sua casa de gente para assistir os jogos da Copa.


Lembre-se apenas que não existe almoço grátis, quem não chora não mama, quem canta seus males espanta e, por favor, não mijem nas minhas plantas.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Drinque especial, para essa tarde quente!


Romoaldo de Souza

De passagem pelo Café Eldorado (Conic), no centro de Brasília, para tomar um espresso, eis que a charmosa barista, Lissandra Fernandes, me recebe com esse drinque Coffee Amendoa, com sorvete de creme, dois espressos, xarope de amêndoas e chocolate com avelã.

Especial, para o Café & Conversa

Boa tarde!

Preparativos para a Copa do Mundo 01


Ricardo Icassatti Hermano

Ontem, você aprendeu como estabelecer a capacidade máxima de gente que pode se instalar no seu cafofo para confraternizar e assistir os jogos da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul. Estamos correndo atrás de especialistas em todas as áreas necessárias para o sucesso do seu empreendimento festivo de torcedor.

Hoje, vamos determinar quatro classes sociais para facilitar o serviço. Para cada classe daremos dicas que se encaixem dentro das respectivas possibilidades econômico-financeiras. Caso você não se encaixe precisamente em uma delas, faça por aproximação.

Assim, teremos as seguintes categorias:

1 - Rico

2 - Classe média B

3 - Emergente, da D para a C

4 - Lascado, de E para baixo

O Rico não tem limitações orçamentárias. Ao contrário, gosta de ostentar e oferecer bocas livres com tudo do bom e do melhor. O céu é o limite.

O Classe Média B tem uma pequena folga orçamentária e pode oferecer alguns itens. Vai dizer que não precisa, mas aceitará com prazer quem quiser levar alguma coisa.

O Emergente acha que é classe média. Avisa logo que cada um traz aquilo que vai beber e comer, mas corre no supermercado e compra um monte de coisas para ninguém sair falando que faltou.

O Lascado não oferece nada, é claro. Ele já é uma celebridade entre os amigos porque tem uma televisão 47 polegadas, que descolou numa troca na Feira do Rolo.

Todas as dicas serão divididas nessas quatro categorias e com orçamentos adequados a cada uma delas. Por exemplo, as bebidas servidas pelo Lascado e pelo Rico são naturalmente diferentes em custo e qualidade. O Lascado vai pedir aos amigos que cada um traga uma garrafa de cachaça barata, o limão, o açúcar e um isopor com gelo. O Rico terá um open bar com bar man contratado e servirá whisky puro malte escocês envelhecido 18 anos em barril de carvalho.

Ser rico tem as suas vantagens

Portanto, tenha paciência. Alguns especialistas já estão trabalhando e estamos entrando em contato com outros mais. Queremos que a sua festinha seja um sucesso de audiência.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Comece já os preparativos para a Copa do Mundo


Ricardo Icassatti Hermano

Se você é brasileiro, não concordou com a convocação do Dunga para a Seleção Brasileira de Futebol que vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul. Mas, calma. Não há motivo para ficar nervoso. Não estamos fazendo qualquer juízo a seu respeito. Nós apenas estamos estabelecendo uma base comum para o que vem a seguir.

Dunga indicando jogadores para a Seleção

Também não concordamos inteiramente com o Dunga. Porém não chegamos ao delírio de achar que o Ronaldo Fenômeno de Gordo poderia ter sido convocado. Estrategicamente, achamos que é importante ter uma carta na manga quando aquele maravilhoso plano tático não funciona. Neimar e Ganso poderiam ser esse elemento surpresa, o fator desequilibrante para sair de um sufoco.

Alguém poderia chamar o Greenpeace? Baleia encalhada ...

Mas, isso não é da nossa conta. O Dunga ganha - mutíssimo bem - para isso e deve saber o que está fazendo. Além disso, esse não é o ponto central desse post. O tema é a Copa, mas vamos tratar dos preparativos que você precisa fazer para receber a sua turma de amigos e amigas em casa para assistir os jogos.

Vamos falar de tudo, desde o cardápio de comidas e bebidas, até a decoração, a etiqueta apropriada para esse tipo de evento e o café servido ao final. Para isso, vamos consultar especialistas em cada área e trazer as dicas. Uma área por dia.

Hoje, vamos estabelecer alguns parâmetros básicos para que o seu petit comité fique como uma lembrança boa e não como um pesadelo. E vamos começar exatamente pelo número de pessoas a serem convidadas. Meça cuidadosamente o ambiente de sua casa reservado para o evento. Não importa se você mora numa casa enorme ou num barraco.

Não importa se você mora aqui ...

O ambiente escolhido geralmente envolve a sala onde está instalado o televisor, a cozinha, a área de serviço, varanda ou jardim se for o caso e um banheiro social. O ideal seriam dois banheiros, mas acredite, você não vai querer disponibilizar o seu banheiro de uso pessoal. Mesmo que seja apenas para as mulheres.

... ou aqui. É preciso estabelecer a capacidade máxima.

Depois que todo mundo estiver de cara cheia, a coisa dá uma desandada. Se você ainda não passou por uma situação dessa, não se preocupe porque é o padrão em festas. Principalmente porque a bebida é a democrática cerveja, a alma gêmea do futebol. Mas, o assunto banheiro terá um capítulo exclusivo.

Com álcool, sempre há o risco da coisa desandar ...

Vamos nos concentrar na quantidade de convidados. É aconselhável que seja metade homem e metade mulher. Podem ser casais já formados ou todo mundo livre atirador. Tanto faz. O importante é que não fique ninguém na sobra empatando a vida dos outros.

Não seja egoísta e faça uma distribuição justa de riqueza

A Polícia Militar calcula quatro pessoas por metro quadrado em aglomerações como shows e comícios. A medida do conforto é dois metros quadrados para uma pessoa. Mas, isso pode matar alguém de solidão e você quer que os seus convidados se aproximem e compartilhem o calor humano que cada tem pra dar, não é mesmo?

Então a medida ideal seria duas pessoas por metro quadrado. Eu sei que vai ficar meio congestionado, mas é disso que o povo gosta, de muvuca. Fica mais fácil estabelecer contatos imediatos de terceiro grau, se é que você me entende.

O negócio é fazer contato, trocar experiências

Assim, meça o seu espaço e comece a fazer a lista de convidados e convidadas, meio a meio. Explique a todos que exceções não serão aceitas. Nada de levar um amigo que estava de bobeira ou aquela prima recém-chegada do interior de Minas Gerais. Nem pra dar uma força. Mesmo que a prima seja uma gata fenomenal ... peraí! Toda regra tem exceção e você pode se oferecer para ciceronear a priminha na cidade grande ... tá bom, a prima pode.

A prima veio lá de Pedralva? Então vou te levar pra tomar um cafézim!

O Romoaldo vai dar as dicas das músicas apropriadas para o "esquenta" antes do jogo e para o pós-jogo. A regra nº 1: se é uma festa, tem que ser animada. Mas, cuidado!Esse é um item importantíssimo. Dependendo da música, o seu convescote pode ser classe A ou fazer parte da crônica policial da cidade. A trilha sonora pode levar a sua pequena festa para o caminho das grandes celebrações ou para o atalho pantanoso da sarjeta.

Cuidado para não pegar o atalho ...

Nesse quesito, tudo conta. Desde a escolha musical em si até o volume. Afinal, além de cantar e rebolar, as pessoas também querem conversar, se comunicar, trocar telefones, essas coisas. Ademais, você não vive no deserto, tem vizinhos com quem terá de conviver nos anos seguintes. A menos que já esteja com a mudança programada para logo após a Copa.

Como você já sabe, o blog Café & Conversa está aqui para ajudar nas horas difíceis da vida. Como dizia o hilário e traiçoeiro Dr. Zachary Smith, do seriado Perdidos no Espaço: "Nada tema. Com Café & Conversa não há problema".

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mais Logotipos e um Puxão de Orelha


Ricardo Icassatti Hermano

Ontem, postei aqui uma série de logotipos de cafeterias. Com pressa (já era 1h da madrugada), não escrevi muito e dei prioridade aos logotipos. Uma leitora assídua e atenta deste blog, a Heleny Galati, percebeu imediatamente o meu cansaço e meu deu um merecido puxão de orelha. Cobrou os textos a que estava (mal) acostumada.

Como não dar razão a ela? Assim, vou postar mais logotipos hoje, mas vou me esforçar para elaborar uma daquelas narrativas que a Heleny tanto gosta.

Ainda ontem, saí às pressas do trabalho para participar de um programa de entrevistas, a convite do amigo e jornalista Leandro Mazzini. O programa chama-se Tribuna Independente, e é transmitido ao vivo toda terça-feira, de 22h10 às 23h30, pela Rede Vida de Televisão. O entrevistado foi o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

Mesmo assim, ainda pude conversar um pouco com meu filho mais velho, Pablo, sobre o puxão de orelha que havia levado da Heleny. Ele é designer gráfico e tatuador e se interessou pela minha estória com os logotipos. Contei a ele que no início da minha vida responsável, que foi a partir da gravidez da mãe dele, fiz várias coisas para sobreviver e comprar fraldas para ele.

Como gostava muito de desenhar (sou filho de arquiteto), ganhei meus primeiros trocados criando logotipos e/ou logomarcas. Algo que gosto até hoje. Admiro quem tem a capacidade de sintetizar uma ideia, um sentimento ou um conceito numa pequena imagem ou em uma composição de letras. Parece simples, mas acreditem, não é.

Foi um início duro. Eu não sabia fazer nada além de lutar, dançar e namorar. Mas, sempre tive muita sorte e nenhum medo. No momento de maior pinimba, até ganhei na loteria.

Além dos logotipos, trabalhei como desenhista free lancer para um escritório de engenharia de estradas. Ali fiz uma boa grana desenhando para estudantes preguiçosos de engenharia, que precisavam apresentar trabalhos de conclusão do curso. Mas, essa foi a parte boa desse início de vida responsável.

Antes disso, tentei a promissora carreira de vendedor de enciclopédias. Não deu certo, claro. Mas, foi a primeira tentativa. Desenhei e pintei capacetes, motocicletas e carrinhos de autorama. Tentei montar uma auto-elétrica e fui passado para trás pelo sócio. Trabalhei numa agência de publicidade chamada Oficina. Aprendi muito ali.

Graças à insistência do meu querido pai, concluí o curso de jornalismo e, em seguida, uma pós-graduação em Ciência Política, que se tornou a minha grande paixão. Quatro casamentos e 10 filhos depois (três meus e outros sete "adotados"), volto aos logotipos com grande prazer. Não para criá-los. Apenas admirá-los junto a outro tema que me interessa muito, o café e tudo relacionado a essa bebida fantástica.

Este post acabou ficando mais sentimental do que eu pretendia. Mas, quando a gente começa a escrever nunca sabe onde vai terminar. O importante é que trouxe mais uma leva de logotipos de cafeterias para vocês. E estou gostando de procurar e descobrir. Note como boa parte faz ligação com arte e cultura. Quem sabe eu não me animo e tiro a poeira da prancheta?




















A Música do Dia - Tower of Song - Leonard Cohen


Romoaldo de Souza


Nada acontece por acaso. Não. Eu não começaria um post, aqui, no Café & Conversa, citando Paulo Coelho. Não que tenha qualquer coisa contra ele. Da mesma forma como não tenho nada a favor, a não ser a época em que era compositor das músicas de Raul Seixas. Mas aí já é outra história. Era outro Paulo Coelho.

Olhando na internet, a frase "Nada acontece por acaso" em muitas citações, é atribuída ao escritor brasileiro, quando na verdade é bastante usual entre os budistas, antes de recitarem o mantra "Nam myoho rengue kyo". E nada acontece por acaso, vale para o escritor, compositor, poeta e instrumentista, Leonard Cohen.

Depois de sentir-se esgotado, passou um tempo de retiro espiritual, num mosteiro budista, para recarregar as energias. Mas, ao voltar da experiência monástica, descobriu que estava sem dinheiro. Sua agente teria levado perto de US$ 8 milhões da sua conta bancária.

Liso, Leonard Cohen começou a estudar propostas para uma turnê, que resultou no CD e DVD Live in London, de onde tiramos Tower of Song. Na minha opinião, a letra dessa música justifica o que sempre achei de Leonard Cohen, o poeta do pessimismo.

E aí sabendo que a leitora e seguidora do Café & Conversa, Heleny Galati tinha recentemente conhecido a música de Leonard Cohen, encomendei a ela o comentário - abaixo - para Tower of Song.

Cohen, o poeta do pessimismo, em Londres, 2009



Humildade é falta de originalidade. Sempre que ouço a música Tower of Song de Leonard Cohen é essa a idéia que me vem à cabeça.

A capacidade de abordar temas variados como sexo, religião, espiritualidade, poder ou seja, tudo aquilo que nos torna humanos deixa por vez uma sensação de que ele tem acesso a informações privilegiadas sobre a espécie.

A capacidade de transferir a uma letra o sentimento de tempo e de desejo que permanece quando subimos em direção a algum destino que desconhecemos está associada a sua total falta de humildade. Ele sabe que pode.

As lembranças dos acertos e erros, possibilidades perdidas e a forma como gradativamente vamos ficando em nossa companhia, exclusivamente, sem entretanto deixar de sentir e ser.

Leonard habita a Tower of Song, e cada um de nós habita uma torre própria construída, reconstruída e muitas vezes sequer percebida.

Heleny Galati, São Paulo, lua nova de maio de 2010.


Tower of Song

Leonard Cohen
Well my friends are gone and my hair is grey,
I ache in the places where I used to play
And I'm crazy for love but I'm not coming on.
I'm just paying my rent every day in the Tower of Song
I said to Hank Williams "How lonely does it get?"
Hank Williams . . . hasn't answered yet,
But I hear him coughing all night long,
A hundred floors above me in the Tower of Song.
I was born like this, I had no choice.
I was born with the gift of a golden voice,
And twenty-seven angels from the Great Beyond.
They tied me to this table right here in the Tower of Song.
So you can stick your little pins in that voodoo doll;
I'm very sorry, baby, doesn't look like me at all.
I'm standing by the window where the light is strong.
Ah they don't let a woman kill you, not in the Tower of Song.
Now you can say that I've grown bitter
but of this you may be sure:
The rich have got their channels in
the bedrooms of the poor.
And there's a mighty judgement coming,
But I may be wrong;
You see, I hear these funny voices
In the Tower of Song.
I see you standing on the other side,
I don't know how the river got so wide.
I loved you baby, way back when;
And all the bridges are burning that we might have crossed,
But I feel so close to everything that we lost,
We'll never have to lose it again.
Now I bid you farewell, I don't know when I'll be back;
They're moving us tomorrow to that tower down the track,
But you'll be hearing from me baby, long after I'm gone.
I'll be speaking to you sweetly, from a window in the Tower of Song.
Yeah my friends are gone and my hair is grey,
I ache in the places where I used to play,
And I'm crazy for love but I'm not coming on.
I'm just paying my rent every day in the Tower of Song.