domingo, 6 de junho de 2010

A Música do Dia - Os 3 Pagodeiros do Rio - Os 3 Malandros In Concert


Romoaldo de Souza

Acho que hoje eu acordei com o Complexo de Poliana (Eleanor H. Porter), a menina órfã, criada pela tia severa que, finalmente, um dia consegue permissão para fazer um passeio no campo. Acordou às 7h, no domingo, e caía aquele pé-d'água. Resignada Poliana pensou, "Não há de ser nada... As plantinhas vão ficar felizes com a chuva..." e voltou para o "aconchego" do lar.


Não há de ser nada. O tempo nublado atrapalha minha cachoeira,

mas ajuda os ambulantes que trabalham ao relento


Hoje, eu tinha programado uma cachoeira. Faz frio em Brasília, o céu está nublado e a insônia esgotou a última dose de bom humor que tinha acumulado na semana passada.


Foi aí que resolvi engavetar, por enquanto, meu preconceito com o pagode, escolhi um trio genial. Sim, pode acreditar, mesmo entre pagodeiros existe um ou outro gênio. Eu conheci três. Dois deles já não cantam mais pagode. E um deles, Moreira da Silva, morreu dez anos atrás.


Com um obra de mais 30 discos, Moreira da Silva parecia um imortal. Tinha ânimo para tudo até para sátiras como aos 97 anos de idade, quando gravou seu último samba com Reginaldo Bessa dizendo: "Abordei uma gatinha/ Cheio de empolgação/ Ela não entrou na minha/ Fiquei com a cara no chão/ Disse que tomei Viagra/ E ela respondeu: ‘Sacana! Viagra não tá com nada/ Meu negócio é Viagrana’".


Com o indiano Zubin Mehta, os três tenores inspiraram

os malandros brasileiros e não estou falando dos políticos


Um dos momentos mais marcantes de Moreira da Silva foi quando juntou-se a Dicró e a Bezerra da Silva numa sátira impagável aos três tenores, os espanhóis Plácido Domingos e Jose Carreras e o italiano Luciano Pavarotti.


Três Malandros In Concert é uma obra de sátiras e gozações, como é a maioria das letras dos trio que caprichava nas rimas e historias hilárias com letras do cotidiano como "Ressuscita Ele" de Bezerra da Silva, "ressuscita ele meu Deus/ manda esse cara pra cá/ É que esse safado me deve uma grana/ e morreu de bobeira pra não me pagar/ esse canalha me deve uma grana/ e morreu de bobeira pra não me pagar".


Para prestar um justíssima homenagem os três pagodeiros, nesse "recital" em pleno Teatro Municipal do Rio de Janeiro, lotado, Café & Conversa lembra dez anos sem Moreira da Silva.



Os 3 Pagodeiros do Rio

(Dicró)


Pintor, Pinto, Pintor
Eu já fui pintor
E eu também já fui pintor
Agora sou tenor!
Lapa querida na minha infância
eu garotão dirigindo ambulância...

não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo (2x)

Quando eu canto em fá maior,
lá bemol ou fá sustenido,
até o Cristo redentor coloca a mao no ouvido
No prédio aonde eu moro,
fui obrigado a sair,
quando estou ensaiando no quarto
lá de são Paulo dá pra me ouvir

Não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo (2x)

Os três pagodeiros do Rio,
quando cantam causam emoçao,
os gringos cobram quinhentos,
a gente cobra um milhao.
Gravamos um disco ante ontem,
hoje já se esgotou,
ganhamos um disco de ouro, um de platina e um disco
voador.

não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo (2x)

Com três dias de nascido, foi o meu primeiro choro,
o meu grito foi tão alto,
que a babá me deu um couro.
Agora vem esses caras,
com voz taquara rachada,
e não chega nem aos pés,
de Moreira e Bezerra e Dicró da baixada (2x)

Não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo



sábado, 5 de junho de 2010

Enfeitando sua Casa para a Copa


Ricardo Icassatti Hermano

Dando sequência às dicas para a sua loucura de receber um bando de amigos e amigas em casa para assistir os jogos da Copa do Mundo, retornamos ao reino vegetal das flores, gramíneas, adubos, samambaias, frutíferas, violetas e leguminosas.

Fomos atrás da nossa especialista em jardinagens, paisagismos, terra e afins. A nossa versão feminina do Burle Marx (sem o bigode, claro), a jornalista gaúcha e paisagista Djania Savoldi. A moça entende absolutamente tudo do assunto e hoje nos trouxe dicas para a ornamentação vegetal (e segura) da sua casa.

Lembre-se que vômito não é adubo

Siga as dicas da Djania para compor um ambiente mais ecológico e vibrante. Coloque seus amigos e amigas numa vibe auto-sustentável e com muito aquecimento humano. Faça da sua casa uma selva aconchegante, disponibilize uma relva por onde todos possam rolar depois da bebedeira.

Mas, com o devido tratamento, amigos bêbados dão ótimos adubos

Vai por mim. Festa boa tem que terminar de manhã com polícia na porta e bêbados e/ou bêbadas desmaiados no quintal. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de comportamento selvagem pode danificar o seu jardim e comprometer o seu meio ambiente.

Vai dar um trabalhão limpar o quintal no dia seguinte

Mas, para tudo há solução e nós não deixamos nossos leitores(as) na mão. Assim, sem mais delongas, as dicas da paisagista-colaboradora do Café & Conversa.

As cores da Copa em nossa casa

Faltam menos de dez dias para a bola rolar lá pelas bandas da África e o noticiário já mostra as imagens da terra de Mandela. Nós aqui começamos a entrar no clima, e o verde e amarelo já anda por todos os cantos.

Tá certo, Copa do Mundo é coisa séria - ainda mais com o Dunga, a gente quer ganhar e tudo o mais, mas sem perder a ternura, jamais! Vamos aproveitar o evento para encher nossas casas ou apartamentos de cores e texturas ainda mais vibrantes.

Uma sugestão para você homenagear as seleções que vão disputar o mundial ou até para a abertura dos jogos é fazer um vaso multicolorido. Para compor esse arranjo você vai precisar de:

- Um vaso de vidro transparente para destacar as flores;

- Pedriscos;

- Um ramalhete, neste caso proponho as tropicais tipo:

a) Alpínia (Alpinia Purpurata);

b) Helicônia Papagaio (Helicônio Psittacorum);

c) Bananeira Ornamental (Musa Velutina);

d) Papo de Anjo (Asclepias Physocarpa);

e) Folhas de Fórmio Variegado (Phormium) e Papiro (Cyperus rolifer).

Djania acordou cedo para nos mostrar essa
sugestão de arranjo com flores tropicais

A composição dessas espécies formará um belo arranjo tropical. A vantagem é a durabilidade das flores que mantém a beleza por, pelo menos, por 10 dias. Não esqueça de trocar a água do vaso a cada dois dias para evitar o mosquito da dengue.

Agora, se você não abre-mão das tonalidades da nossa bandeira, então anote uma dica: As flores amarelas podem ser representadas pelo Girassol (Helianthus Annus) ou o Lírio Amarelo (Hemerocale). O azul fica por conta do Agapanto (Agapanthus Africanus) e a Hortência (Hydrangea Macrophylla).

O branco fica bem representado pela cheirosa Angelica (Polianthes Tuberosa) e Cabeleira-de-Velho (Euphorbia Leucocephala) – esse, por sinal, é um dos arbustos mais floridos desta época, aqui no Centro Oeste. Não tem quem não se encanto pela sua bela florada.

O verde, bem, fica por conta das folhas, folhagens e galhos.

Aproveite bem essas dicas e deixe sua casa ainda mais colorida. Até mais.

Djania Savoldi- Jornalista e Paisagista- Crea 9429/TD DF

Djaniasavoldi@hotmail.com

Fone: 8123-6180

Em homenagem ao Romoaldo, a nossa paisagista
posou entre essa florada de "Cabeleira de Velho"

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Música do Dia - Michael W. Smith - Pout-pourri


Romoaldo de Souza

Nós fomos!!! Fotografamos, filmamos e vamos contar a história desse show do norte-americano Michael Whitaker Smith. Mas antes de abrir o diário da nossa correspondente, nossa olheira no show, vamos falar um pouco dessa criatura de Sobradinho, no sertão da Bahia, a jornalista Flávia Barros, que também se autodenomina "a mãe de Sophia", como o nome já diz, sabe tudo. Sabe muito!



Das barrancas do São Francisco ao show de
Michael W. Smith, foram anos de espera. E bota anos nisso!!!

Sá & Guarabira já cantavam, quando Flávia Barros era pequena: "Vai ter barragem no salto do Sobradinho. E o povo vai-se embora com medo de se afogar". Flávia, uma das primeiras seguidoras deste blog, trabalhou comigo na Rádio Jornal do Commércio de Pernambuco, atraída pela política de pessoal da emissora, pelo lema, "Pernambuco Falando para o Mundo" e pelos profissionais que lá trabalham. Pelo menos não se afogou no lago de Sobradinho, embora tenha afogado as mágoas, os prantos, em muitos ombros. Mas, escapou e hoje trabalha na redação do Terra, em São Paulo.


Bom, na terça-feira (1º), toca o telefone e, do outro lado, ela toda apressada: "Ah, gostaria de fazer um proposta". Já estava aceita. Ela iria ao show de Michael W. Smith. Confesso que precisei "dar um Google" para saber de quem ela estava falando. O resultado é este relato apaixonado da fã que esperou anos para chegar pertinho do ídolo. Note que a história da jornalista começa antes ainda do show. Acompanhe!

De pertinho deu para perceber como ele tem o dom de
encantar as pessoas, como quem narra histórias bem-vividas!


- Valeu a pena. Disse!


Paz!

Este não é um texto sobre música, religião ou fé, ele fala sobre a busca pela sensação de paz. A receita para uma fuga até a plenitude do encontro comigo mesma começou quando eu ainda era uma adolescente de 15 anos, gostava de rádio, de ouvir e ver como tudo acontecia nos bastidores.


Então conheci algumas pessoas da extinta Rádio Cidade (Recife–PE), entre elas Hiljan Dutra, um grande amigo e o primeiro entrevistado da minha vida. Ele me “apresentou” um cantor americano e logo me senti cativada pelas músicas, mensagens e, sobretudo, a sensação que ouvi-las me proporcionava.


Hoje, quase 15 anos depois, Michael W. Smith continua me mostrando o caminho para a paz. Sim, acredito em Deus e tenho fé, fatos que, acredito, ajudam na busca por conforto e paz de que minha alma precisa, ainda que às vezes seja tão difícil encontrá-los.


Quinta-feira, 3 de junho - Pois bem, hoje, no Ginásio do Ibirapuera (São Paulo), devo sentir essa paz entrar pelos poros, ouvindo as músicas ao vivo, num momento que sempre me perguntei se aconteceria um dia, vou ao show de Michael Whitaker Smith.


Este americano, nascido no dia 7 de outubro de 1957, na cidade de Kenova, no estado de West Virginia, é cantor, compositor, guitarrista e tecladista. Começou a carreira, de fato, em 1982, quando eu ainda era uma bebê de um ano. De lá pra cá já gravou 22 discos e desenvolve trabalhos sociais...


Foi muito melhor do que imaginei! As asas me guiaram à paz, às lágrimas que rolaram ladeira abaixo sem qualquer obstáculo, tão naturais e quentes como se estivessem brotando de algum lugar mais profundo que os olhos... Certamente estavam.


O show, que encerrou a turnê A New Hallelujah no Brasil, começou com quase uma hora de atraso, depois da enrolação lamentável de uma dupla de locutores que tentava fazer da plateia bichinhos manipuláveis, mas logo esquecida com os primeiros acordes.


Sim, um filme dos últimos 15 anos da minha vida passou ali, diante dos meus olhos, com direito a muitos arrepios e emoções que a música de M.W.S. provocam, entre elas a de me sentir, de fato, mais perto de Deus, em paz.


E a voz? Linda, jovial, em nada deixa a desejar. O ponto alto foi um pout-pourri, ao teclado, de Place in this World, I Will be here for you e Friends e acabou com o fofo fazendo a média, vestindo uma camisa da Seleção Brasileira número 9.


Ai! o "fofo" com a camisa do Brasil... Hum será que vai trazer sorte?


O show ocorreu como tantas e maravilhosas experiências em minha vida, inesperadamente. Nem sabia que Michael estava em turnê no Brasil, até que vi um tweet, no começo da semana, de @hdplay1.


E que venham tantas vezes quantas quiserem, adoráveis experiências, cada vez colorindo mais o meu livro, a minha trajetória! São o meu tempero especial, a cerejinha do meu bolo e, quando eu ‘aprender’ a apreciar café, o meu curto perfeito!


Flávia Barros




Lula, o Ixperto ...


Ricardo Icassatti Hermano

É simplesmente muito bom para deixar passar. Comediantes israelenses mostram como vêem a intromissão indevida e mal intencionada de Lula nos conflitos do Oriente Médio, além da "amizade nuclear" com o tirano assassino Mahmoud Ahmadinejad ... Aqui, o Casseta & Planeta é pressionado para não fazer piadas com o "guia" do Celso Megalonanico Amorim.





Fúria de Titãs em 3D


Ricardo Icassatti Hermano

Peguei meu caçula, o Gabriel "Rato", para almoçarmos com meu outro filho Alexandre "Xanxão" e sua bela namorada Tainá. Aproveitamos para comemorar a conquista do segundo lugar num campeonato de video-game, que o Rato faturou em São Paulo.

Esse é um hábito nosso. Comemoramos qualquer conquista, grande ou minúscula. Não importa. O importante é comemorar cada passo adiante.

Após o almoço, Rato e eu fomos assistir o blockbuster da hora: Fúria de Titãs (Clash of the Titans), em 3D. O filme é legal por um lado, porque nos remete à lembrança do filme original e seus efeitos especiais absolutamente toscos. Comparando com os recursos atuais é impressionante constatar o avanço da computação gráfica em poucas décadas. Estamos vivendo o futuro que sonhávamos na infância.

Cartaz do filme

Por outro lado, o filme decepciona em alguns pontos. Primeiro a história baseada na mitologia grega. Os roteiristas exageraram na licença poético-artística para nos entregar um filme de ação. Será que era preciso? A mitologia grega por si só já não é fascinante o bastante? Mas, não. Resolveram distorcer a história original e até colocar uma cintilante armadura medieval em Zeus ... Meu Zeus do céu!

Confundiram Zeus com o Rei Arthur ...

Assim, fui obrigado a explicar tudo para o Rato. Não quero que um filho meu seja ludibriado por histórias mal contadas. Fomos tomar um café e lhe contei a história original de Perseu, o semi-deus filho de Zeus com uma princesa humana, que virou uma celebridade por ter decapitado a Medusa.

Não é a tua sogra nem a tua mulher na TPM. É a Medusa mesmo.

Zeus era um sedutor de primeira linha, adorava traçar as gatinhas gregas mortais e ficou interessado na jovem Danae, filha do rei de Argos, um tal de Acrísio (parece até nome de Aloprado). Pois esse rei consultou uma vidente que profetizou a sua morte pelas mãos do próprio neto.

Cagando-se de medo, Acrísio prendeu a filha numa torre de bronze para que nunca conhecesse um homem e lhe desse um neto. Na forma de uma chuva de ouro, Zeus chegou até Danae, jogou uma conversa mole, digo, divina, e CRÉU! Engravidou a moça.

Quando Acrísio foi avisado que a filha havia dado a luz a um belo bebê macho, se borrou todo e baniu os dois do seu reino, atirando-os ao mar dentro de uma urna. Zeus protegeu os dois até que chegassem à ilha de Serifo, onde o pescador Díctis os encontrou. Díctis era irmão do rei de Serifo e não apenas um pobre pescador.

Perseu e sua mãe viveram na casa do pescador Díctis por muitos anos, até que um dia o rei Polidectes, irmão de Díctis, foi visitá-lo e se apaixonou perdidamente por Danae. Acabaram se casando, é claro.

Perseu cresceu e se tornou um homem forte, aventureiro e ambicioso. O rei acabou ficando com medo do jovem enteado querer ursupar seu trono e inventou um torneio, cujo vencedor seria aquele que trouxesse a cabeça de Medusa. Claro que ele queria que o Perseu virasse estátua de pedra.

Perseu com a cabeça de Medusa. Os gregos já sabiam que
o tamanho da espada não é o mais importante ...

Paro por aqui, porque já é o suficiente para quem for ver o filme saber que está sendo enganado. Quem se interessar pelo tema, há vasta literatura a respeito.

Outro ponto decepcionante foi constatar que nem todo mundo na indústria cinematográfica conseguiu entender a finalidade do efeito 3D. Parece que ainda estão aprendendo. Para utilizar esse recurso é preciso que todos os envolvidos "pensem" em 3D. Desde o roteirista até o iluminador. Senão fica sem sentido e perde o desejado impacto.

Antes de começar o filme, passou um trailer de outro sobre umas corujas. Apenas nesse curto exemplo ficou claro como se deve usar o recurso 3D num filme. Uma das cenas mostra algumas corujas voando na chuva. É impressionante ver os pingos de água saindo por trás das nossas cabeças e indo em direção à tela do cinema.

No Fúria de Titãs o efeito é completamente desperdiçado porque não foi "pensado" antes de compor as cenas. Em várias delas, nem chegamos a perceber o 3D. Uma pena. Fiquei com a impressão de que o efeito foi adicionado ao filme depois de pronto. Sei não.

O filme tem isso de bom: Alexa Davalos, no papel da princesa Andromeda

Mas, todo aprendizado é assim mesmo. A indústria está se adaptando à nova realidade. Vamos ter cada vez mais filmes em 3D até se tornar um padrão. Concordo com o diretor de Avatar, James Cameron, quando disse que o 3D não vai funcionar para a televisão por causa do tamanho da tela. Só quem tiver telão gigante em casa vai aproveitar.

Assistir filmes em 3D na televisão será algo como conversar com uma pessoa que fala lançando perdigotos ...

De resto, o filme entrega a ação que promete. Os atores e atrizes estão bem em seus papéis. Mas, aconselho a quem se interesse que procure ler a história original, a da mitologia grega mesmo. É muito melhor. Assista o trailer do filme.



quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Música do Dia - African Urban Fusion - Gloria Bosman


Romoaldo de Souza


Para tentar aproximar os torcedores e seguidores do Café & Conversa com a Copa do Mundo, campeonato aliás, que este ano tem um caneco e uma caneca, hoje, eu quero apresentar uma das vozes mais marcantes dessa contemporânea e ao mesmo tempo tradicional música sul-africana.


Pesquisando em seu "Facebook", encontrei comentários como "magnifica", "brilhante" e por aí vão. Mas, gostaria de chamar a atenção para o timbre de voz de Gloria Bosman, a cantora naturalmente escolhida para ocupar o lugar deixado por Miriam Makeba, morta dois anos atrás.


Gloria Bosman tem tudo para ocupar uma cadeira entre as divas do jazz


Natural de Mofolo, Gloria Bosman começou como a maioria das cantoras de jazz, no coral da igreja. Com passagens marcantes pelo teatro amador, ela foi agraciada (fazia um bom tempo que não escutava a sonoridade dessa palavra: agraciada) com uma bolsa para estudar ópera no Technikon Pretória, mas logo tomou o rumo dos palcos da música sul-africana, com predominância no soul e no afrojazz.


Espero que vocês gostem dessa recomendação.


Um abraço!




quarta-feira, 2 de junho de 2010

A Música do Dia - Biko - Peter Gabriel & Youssou n'Dour


Romoaldo de Souza


O sul-africano Steve Biko (Steve Bantu Biko) foi um dos mais destacados ativistas do movimento anti-apartheid, em meados dos anos de 1960, quando o país vivia o auge da repressão e ele achava que a União Nacional de Estudantes Sul-Africanos tinha se apelegado demais. Mais tarde aconteceu situação idêntica. A UNE do Brasil também trilhou o caminho do comodismo.


O militante negro foi banido dentro do próprio país de origem, sendo impedido de se comunicar com mais de uma pessoa de cada vez.


Em 11 de setembro de 1977, Biko morreu dentro de uma viatura da policia, quando estava sendo transportado para uma prisão de segurança máxima. Dez anos depois, o episódio virou filme, "Cry Freedom", e a música que leva o nome do líder negro, de autoria do Peter Gabriel, integrou a trilha sonora. O papel principal foi interpretado por Denzel Washigton.


O filme recebeu quatro indicações ao Oscar: melhor ator (Denzel Washington),

Melhor Canção Original (Cry Freedom) e Melhor Trilha Sonora Original


"Um Grito de Liberdade" foi indicado para quatro prêmios no Oscar de 1988, entre eles melhor trilha sonora, "Biko" de Peter Gabriel.


Hoje, Café & Conversa trás o inglês Peter Gabriel e o senegalês, Youssou N'Dour, nessa Biko. Bom dia!


"Biko"

Peter Gabriel


September '77

Port Elizabeth weather fine

It was business as usual

In police room 619

Oh Biko, Biko, because Biko

Oh Biko, Biko, because Biko

Yihla Moja, Yihla Moja

-The man is dead


When I try to sleep at night

I can only dream in red

The outside world is black and white

With only one colour dead

Oh Biko, Biko, because Biko

Oh Biko, Biko, because Biko

Yihla Moja, Yihla Moja

-The man is dead


You can blow out a candle

But you can't blow out a fire

Once the flames begin to catch

The wind will blow it higher

Oh Biko, Biko, because Biko

Yihla Moja, Yihla Moja

-The man is dead


And the eyes of the world are

watching now

watching now