sábado, 3 de julho de 2010

A Música do Dia - Barcelona - Giulia y Los Tellarini


Romoaldo de Souza


Um dia desses, a italiana Giulia Tellarini deu as caras, assim meio que por acaso, no estúdio MaikMaier, em Barcelona, mesmo acreditando na máxima budista de que "nada acontece por acaso".


Giulia estava carregando, literalmente, nas costas um acordeom que ganhara de presente do ex-namorado, que deixou para trás nas ruas apertadas da Toscana.


Esbaforida, praticamente gritando, Giulia pediu um copo d'água e uma oportunidade. Imediatamente, assim como quem diz "de onde saiu essa doida?", o dono do estúdio MaikMaier, Jens Neumaier, e Alejandro Mazzoni, que ensaiava uns despretensiosos acordes, ficaram "caidassos" pela voz de Giulia.


Nascia ali um projeto de sons em busca de amores e desencontros afetivos que vão, claro, da fatalidade argentina à elegância do jazz que recebeu o generoso nome de "Eusébio" com Giulia y Los Tellarini.


"Eusébio", trabalho visceral que encantou Woody Allen.

"Barcelona" acabou fazendo parte da trilha sonora do filme


Para que ninguém conteste que "nada acontece por acaso", pois não é que Eusébio chegou às mãos do clarinetista e diretor, Woody Allen? Assim por acaso, quando estava finalizando "Vicky Cristina Barcelona", o filme que Ricardo Icassatti Hermano resenhou aí abaixo.


Bom, espero que seu sábado seja maravilhoso! O meu promete! O tanque está cheio, os pneus calibrados e o telefone ligado!



Barcelona


Por qué tanto perderse
Tanto buscarse
Sin encontrarse
Me encierran los muros
De todas partes
Barcelona
Te estás equivocando
No puedes seguir inventando
Que el mundo sea otra cosa
Y volar como mariposa
Barcelona
Hace un calor que me deja
Fría por dentro
Con este vicio
De vivir mintiendo
Qué bonito sería tu mar
Si supiera yo nadar
Barcelona
Mi mente tan llena
De cara de gente extranjera,
Conocida, desconocida
He vuelto a ser transparente
No existo más
Barcelona
Siendo esposa de tus ruidos
Tu laberinto extrovertido
No he encontrado la razón
Porque me duele el corazón
Porque es tan fuerte
Que solo podré vivirte
En la distancia
Y escribirte
Una canción
Te quiero Barcelona

Ella tiene el poder
Ella tiene el poder

Barcelona es poderosa



Vicky Cristina Barcelona


Ricardo Icassatti Hermano

Finalmente assisti o comentado filme do diretor Woody Allen rodado na Espanha, mais precisamente na lisérgica cidade de Barcelona. Perdi nos cinemas, mas ainda bem que existe a TV paga. É o Vicky Cristina Barcelona. Assim mesmo, sem vírgulas.

Cartaz do filme

Ultrapassando a barreira do triângulo, Woody Allen monta um interessante quadrilátero amoroso entre o pintor Juan Antonio, interpretado por Javier Barden; a estudante Vicky, com a atriz Rebecca Hall; a amiga metida a "alma livre" Cristina, vivida pela musa do diretor, Scarlett Johansson; e a artista desequilibrada e ex-esposa do pintor, Maria Elena, encarnada por Penélope Cruz.

Quadrilátero poderoso e a arte da sedução

Não sei bem o que Woody Allen pretendia com esse filme. Para mim, trata-se de uma comédia romântica bem leve que, presume-se, busca abordar algumas questões mais profundas e caras aos seres humanos em geral. Questões intrincadas no universo das relações amorosas. Mas, o diretor já foi mais contundente em outros filmes a esse respeito. Os diálogos continuam maravilhosamente impecáveis.

Cada uma das mulheres faz um tipo específico. Vicky é a típica americana racional e calculista no sentido de planejamento da vida. Ela acredita em comprometimento, exclusividade e casamento. Também abomina as paixões desenfreadas e vai à Barcelona fazer um curso de arte catalã durante os três meses de férias.

Vicky e Cristina, opostos que se unem

Sua amiga Cristina acredita que ser uma pessoa de "alma livre" é criticar a burguesia da qual desfruta largamente as delícias, confortos e amenidades. Parece até "azisquerdas" brasileiras. Na verdade, ela apenas pula de relação em relação e de cama em cama com a alegria de um passarinho, enquanto tenta decidir o que fazer da vida. Saindo de mais uma decepção amorosa, junta-se a Vicky na viagem.

Em Barcelona, conhecem o pintor Juan Antonio e a partir desse encontro tudo se desenrola. Incluindo o surgimento da ex-esposa saída de uma tentativa frustrada de suicídio. Ela, Cristina e o pintor acabam formando um núcleo familiar depois que Juan Antonio traça Vicky. Esta, por sua vez, tem que lidar com um noivo milionário que descobriu ser um chato, ignorante e insosso. Além do tesão que passa a devorá-la depois de Juan.

Após transar com Juan, Vicky se enche de dúvidas e desejo

Woody Allen acaba mostrando também como os americanos enxergam os latinos. Para eles, somos meio destrambelhados, emocionalmente destemperados, íntimos demais e sem qualquer tolerância. Basta uma contrariedade e, histriônicos, começamos a gritar, passamos para o xingamento até chegarmos a agressão física.

O que fica do filme é que todos buscamos um relacionamento que nos complete. Seja com uma, duas ou três mulheres ao mesmo tempo. E sempre estamos nos frustando com nossas escolhas em algum momento. São expectativas demais, fantasias demais, hormônios demais. E as decepções são inevitáveis. Mas, continuamos tentando. Na visão de Woody Allen, com uma boa dose de cinismo e hipocrisia.

Mas, temos as imagens de Barcelona, cidade que conheço mais ou menos bem. Andar por Barcelona é como tomar um ácido em qualquer outro lugar. O arquiteto catalão Antoni Gaudi era um alucinado, no bom sentido da palavra, pois sua imaginação e criatividade não conheciam limites. Viveu para a sua obra e morreu absolutamente pobre.

Do terraço de um prédio de Gaudi, pode-se ver a Igreja da Sagrada Família

Deixou um imenso legado arquitetônico ainda inacabado, que hoje é a grande atração turística de Barcelona. Outra coisa boa são as universidades, que enchem a cidade de jovens do mundo todo. As Olimpíadas levaram a modernidade para lá, mas o que realmente me encantou foi a parte velha da cidade. Seus cafés, bares, restaurantes, ruelas apertadas, museus, praças, teatros. Tudo muito bonito e inspirador.

Voltando ao filme, não vou colocar um trailer, mas a cena em que Johansson e Penélope finalmente consumam a relação entre si dentro de uma câmara escura de fotografia. Isso me lembrou uma pequena aventura que tive numa dessas câmaras quando estava aprendendo a revelar filmes e uma colega bem ... bem, deixa pra lá. Vejam essa cena que é bem mais explosiva.

Infelizmente, o vídeo foi retirado do YouTube. Portanto, restou apenas o trailer convencional.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Música do Dia - Meu Canarinho - Luiz Ayrão


Romoaldo de Souza


Sinceramente, estou até assustado. Não me empolguei muito com a Copa do Mundo, muito menos com essa seleção do Dunga. Aqui pra nós, Dunga sempre foi um jogador mediano e como técnico, ainda não mostrou a que veio, mas nesse "clima" todo aí, nosso blog quer mais é se divertir.


Aí, ontem, estava pensando na música do dia, e recebi uma sugestão que é praticamente, uma "intimação". Vindo de quem veio, é bem isso. Uma ordem.


Uma ordem, porque aqui o leitor é quem dá as cartas e sugeriu essa música de Luiz Ayrão, Meu Canarinho, que com todo gosto vamos tocar aqui no Café & Conversa esperando seu palpite.


Mande e-mail para cafeconversa1@gmail.com acerte o placar de Brasil e Holanda, claro nos 90 minutos, e participe do sorteio de uma linda caneca do Café & Conversa.


Bom dia!


Meu Canarinho

Luiz Ayrão


Dá-lhe, dá-lhe bola
Meu canarinho vai deixar a gaiola
Vai pra Espanha de mala e viola
Vai dar olé à espanhola
E rola, e rola, e rola
E rola essa bola
Eu quero ver toureiro de castanhola
E o goleiro babando na gola
Com as mãos na cachola
Tomar mais um gol na sacola

Hei, Brasil
Lá, laiá, lará, hei Brasil
Quero ver essa massa vibrando com raça
São quase 200 milhões
E a galera em close
Com a camisa 12
Jogando com seus corações
Quero o povo gritando
O gol festejando
O vento socando com toda emoção
E a Seleção Canarinho
Voltando pro ninho
Com a taça na mão

Brasil, olé
Brasil, olé
Brasil, olé
Brasil


A Estrada (The Road), a esperança e o sonho


Ricardo Icassatti Hermano

Imagine que você tem uma vida confortável, uma esposa linda e grávida. Um dia você acorda e o mundo está em chamas, como no Armagedon. E ficará assim pelos próximos 10 ou 12 anos. A única previsão é o fim de tudo. Lentamente.

A vida se resume a uma busca diária por comida e um lugar seguro para dormir. Apesar do fogo que devora tudo, o planeta está cada dia mais frio. Os próprios seres humanos se tornaram fonte de alimentação. Uma grande parte daqueles que têm armas se tornaram canibais.

O que você faria?

Pois é. Pense num filme tenso. Foi o que assisti ontem em casa. O filme chama-se The Road (A Estrada) e conta aquele pesadelo ali de cima. Um pai, vivido pelo excelente ator Viggo Mortensen, é o sujeito que acorda um dia e se depara com o fim do mundo. Sua esposa, interpretada pela sempre lindíssima Charlize Theron, está grávida.

Cartaz do filme

Anos se passam. Interpretado pelo ator revelação Kodi Smit-McPhee, o menino cresce num mundo em destruição constante. A mulher não suporta aquele sofrimento e se mata. Diante das circunstâncias altamente deterioradas, o pai não tem alternativa a não ser abandonar a casa onde moram e procurar um lugar melhor para o seu filho.

Pai e filho enfrentam um mundo sem regras

Mas, onde? Que direção seguir? Como enfrentar os muitos perigos que os esperam? E o mais importante, de onde vem a força para nutrir essa esperança? Por que não se matar logo, como a maioria faz? Afinal, o que restou? O mundo só tem a oferecer fome, desgraça, crueldade, desolação, loucura e morte.

O que você tentaria ensinar ao seu filho nessas circunstâncias?

Acredito que temos alguma programação genética para isso. Deve ser algo relacionado ao instinto de sobrevivência. Mesmo sabendo que é uma luta inútil, que a morte é certa, continuamos lutando, buscando e imaginando dias melhores em meio ao total desespero. O fato de ter um filho também ajuda. Somos programados para sobreviver como espécie. Parte disso é a procriação e o cuidado com os filhos.

Como disse, o filme é tenso. Prepare-se para assisti-lo com o batimento cardíaco um pouco acima do normal e com uma grande dose de angústia. Apesar disso, o filme tem sua beleza. Esteticamente, o diretor de fotografia Javier Aguirresarobe foi brilhante. Um mundo coberto pelas cinzas dos incêndios.

Não menos brilhante é o trabalho do diretor John Hillcoat, que manteve o ritmo angustiante do primeiro ao último segundo do filme. Não pensem que isso é fácil. Muito mais fácil seria apelar para a pieguice ou o maniqueísmo rasteiro. O filme é seco. Os personagens sequer têm nomes e ninguém percebe esse detalhe.

Medo, fome, solidão e perigos

Não se preocupe. Não há sustos no filme. Essa seria outra escolha errada. A história muito bem contada pelo roteirista Joe Penhall, a partir do livro homônimo do escritor Cormac McCarthy, não buscou obviedades. Assistimos o filme com as emoções na superfície da pele, sem tirar os olhos da tela, quase sem respirar.

Deve ser porque não é possível deixar de traçar um paralelo com as nossas vidas. Não nos damos conta da vida boa que temos, das belezas que nos cercam, da luz, das cores e como é bom termos as certezas que temos. Como a de encontrar mais um dia normal ao acordarmos. Não nos damos conta da fragilidade de tudo, da insegurança, dos perigos, até que algo nos atinja com força suficiente para nos tirar desse sono.

E não pense que esse cenário é pura ficção. O desastre provocado pelo furacão Katrina em 2005 e que destruiu a cidade de New Orleans, mostrou que o ser humano tem um verniz muito fino de civilização. Numa situação de desastre e escassez de recursos, a esperança e a solidariedade desaparecem. O caos toma conta e vale a lei do mais forte.

Robert Duvall faz apenas uma ponta, mas mata a pau na interpretação e rouba a cena. Mostrou com todas as letras o que significa ser um ator de verdade. Sensacional e emocionante. Outra ponta é feita pelo também excelente Guy Pearce.

Quer ser ator? Preste atenção nesse cara

Assista o filme e pense nisso tudo. Aliás, não há alternativa. Tenho certeza que você vai pensar nisso. Muito. Se tiver coragem de assistir, é claro. Meu filho mais velho e esposa não conseguiram assistir o filme até o fim. Por enquanto, fique com o trailer ...



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Caneca do Café e Conversa - Copa do Mundo


Romoaldo de Souza

Mais uma caneca do Café & Conversa vai ser sorteada entre os acertadores do placar do jogo Brasil X Holanda.

E-mails para cafeconversa1@gmail.com

O bolo de rolo é por conta de quem ganhar!

Aqui, quem ganha leva! Faça como Raíssa, sorria!!! Sorria muito!

As comidas da Holanda


Ricardo Icassatti Hermano

Apesar do título e por mais que eu desejasse, este post não vai tratar das maravilhosas torcedoras holandesas ... Essas divinas criaturas loiras que adoram se vestir de laranja. Eu sei, a vida é cruel. Vamos falar da culinária da Holanda, o próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de Futebol.

Eu não tô falando delas, mas posso olhar : )

Afinal, você quer fazer bonito na sua festinha de jogo não é? Convidou os amigos, as namoradas gostosas dos amigos e, na falta da peituda modelo paraguaia, aquela vizinha holandesa que você vem cercando há algum tempo. Então tem que ser criativo e caprichar no rango.

Para cuidar desse assunto altamente profissional, convocamos novamente a nossa chef-consultora internacional Adriana Nasser, que rapidamente se prontificou a largar as panelas no fogão e nos enviar um texto e suas facílimas receitas holandesas.

E você aí pensando que a Holanda só fazia tamancos de madeira ..., que aliás se chamam Klonpen. Esse tipo de calçado ainda é muito utilizado pelos holandeses no dia-a-dia. Segundo eles, fazem bem à coluna e à postura corporal. Veja como são feitos no vídeo abaixo. Café & Conversa também é cultura!




Adriana Nasser

A cozinha holandesa é bem parecida com a do seu vizinho, a Alemanha. O cardápio é rico em purês de batata, carne de porco e muito salsichão. Tudo muito picante e condimentado, toque que vem da culinária asiática.

Motivo? É pelo fato da Indonésia ter sido colônia da Holanda por mais de quatro séculos. Mas a cozinha também abusa dos cereais, das carnes, legumes, peixes, queijos, geléias e das frutas.

As sopas e cozidos também são bastante apreciados. Mas, o melhor da cozinha holandesa é que, após o jantar, quase sempre é servido um tipo de torta junto com o cafezinho.

Um dos pratos mais típicos é o Hollandse Biefstuk, que leva carne grelhada na panela de ferro com champignons. Outro prato bastante característico é o Hachee (carne cozida, em holandês), uma típica comidinha de mãe. A receita é feita com cubos de filé mignon ou alcatra empanados, temperados com especiarias, como cravo, noz moscada, pimenta, folha de louro e cebola. E claro, servido com salsichão e purê de batatas.

Como vamos enfrentar a Holanda às 11h da manhã, ou melhor, eles vão nos enfrentar, quem sabe não vale a pena chamar os amigos e apostar em um desses picadinhos, hein?

Ah!!!! para acompanhar, não se esqueça de preparar arroz do tipo Jasmim, típico de Bali. A dica é colocar capim limão ou erva cidreira na água do cozimento. E na sobremesa, a manjada Torta Holandesa.

Todo mundo conhece essa torta das festas de aniversário dos colegas de trabalho. Mas, o que ninguém sabe é que ela simplesmente não existe na Holanda. É uma criação original do Brasil. Pois é ... falsificada.

Vamos às receitas!

Hollandse Biefstuk
3 porções

Ingredientes

- 460 g de filé mignon
- 1 cebola cortada em cubos grandes
- 1/2 bandeja de champignon fresco
- 1 colher de sopa de manteiga
- Noz-moscada (duas ou três passadas no ralador)
- Sal
- 2 colheres de sopa de molho de soja Shoyu
- 40 ml de água

Preparo

Numa panela de ferro, regogue a cebola na manteiga. Doure o filé. Adicione 2 colheres de shoyu e 40 ml de água.
Deixe reduzir e depois acrescente o restante dos ingredientes. Sirva com o arroz de Jasmin, batatas fritas e legumes salteados.

A sua vizinha holandesa vai ficar impressionada
com o tamanho dos seus conhecimentos


Torta Holandesa
12 porções

Ingredientes

Creme:
- 250 g de margarina
- 180 g de açúcar refinado
- 600 ml de creme de leite sem soro
- 80 ml de leite condensado

Base:
- 200 g de biscoito Maizena

Cobertura:
- 200 g de chocolate meio amargo
- 1 lata de creme de leite sem soro
- 10 g de margarina

Lateral:
- 1 pacote de biscoito Calipso


Preparo

Creme:
Bata na batedeira a margarina e o açúcar até obter um creme mais ou menos branco.Acrescente o leite condensado e continue batendo. Coloque o creme de leite e mexa bem.

Cobertura:
Derreta a barra de chocolate no microondas ou em banho-maria até ficar bem derretido. Aqueça o creme de leite sem deixar ferver. Misture o chocolate, a margarina e o creme de leite até obter uma mistura bem homogênea.

Montagem:
Coloque as bolachas Maizena embaixo (forrando o fundo) e dos lados da forma. Coloque os biscoitos Calipso (deixando espaço entre um e outro) e adicione o creme levemente para as bolachas não subirem. Em seguida adicione a cobertura. Sirva como desejar.

Obs: Usar forma de fundo falso

Torta campeã das festas de aniversário na firma

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Manuel foi pro céu ...


Ricardo Icassatti Hermano

Portugal deu adeus à Copa. Com ele, foi o metrosexual Cristiano Ronaldo, que de craque mostrou que não tem nada. Rebolou pra lá, deu passe de letra pra cá e gol que é bom, nada! Fez a alegria do operador do telão no estádio. Além disso, deixou milhares de fãs brasileiras suspirando e sonhando com o dia em que o jogador português vai dar uma de Gianecchini ...

As mulheres gostam de emoções fortes, paixões vampirescas e amores romanticamente impossíveis. Tudo isso turbinado com doses cavalares de hormônios saindo pelos ouvidos. Elas também idolatram e se iludem muito com homens de beleza feminina que fazem a sobrancelha, pintam as unhas, se depilam. Geralmente, caem do cavalo e o tombo é sempre feio.

Mas, a realidade insiste em detonar os sonhos dessas meninas. Acabam se casando com homens feios, porém carinhosos e sexualmente ativos. No popular, gostam da coisa, mas são um tanto escrachados, pouco vaidosos. O sonho é o príncipe encantado vestindo apertadíssimas calças de lycra e a realidade é aquele pançudo abusado assistindo futebol, sentado no seu sofá e bebendo a sua cerveja.

A sabedoria grega nos ensina que a beleza é natural nas mulheres e, por isso, lidam bem com ela. Mas, nos homens cria problemas de, digamos, definição entre dois mundos. A mitologia grega tem entre as suas histórias a do jovem e belo Narciso, que tem várias versões. A mais conhecida delas relata que, após desdenhar os seus pretendentes masculinos, Narciso foi amaldiçoado pelos deuses, que adoravam perturbar os humanos com suas perversões.

"Oi gostosão! Você também joga futebol? Gostei da sua sobrancelha"

A maldição dizia que Narciso amaria perdidamente o primeiro homem em que colocasse os olhos. Enquanto passeava alegremente pelo bosque, ele encontrou a lagoa de Eco, uma ninfa que em outra versão do mito teria sido a desprezada por Narciso. Ao ver seu reflexo na água, o efebo se apaixonou por si próprio. Ao tentar se aproximar do seu reflexo, inclinou-se demais, caiu na lagoa e morreu afogado. Glub, glub, glub ...

Pois é meninas, vocês sonham com a beleza portuguesa do Cristiano Ronaldo, mas o seu destino é atirar calcinhas nada republicanas em show do Wando e do Reginaldo Rossi ... Eu sei, a vida é cruel.

Sintam a delicadeza do beijo de batom nos fundilhos. Coisas do amor ...

O Café & Conversa não poderia ficar alheio ao sofrimento das nossas milhares de leitoras, após a declaração do seu ídolo português: "Estou sofrendo e tenho direito a sofrer só". Por isso, o seu blog favorito se despede de Portugal com o multi-talentoso rei das pistas de dança, Ed Motta, cantando seu grande sucesso Manuel.

Dancem para espantar os males dessa vida mundana! Porque nem tudo está perdido. A Musa da Copa, a modelo, manequim, atriz paraguaia, Larissa Riquelme, aquela jovem morenaça que guarda o celular entre os peitões, prometeu que no caso da seleção do seu país chegar à semi-final ou final, ficará nua na praça onde costuma assistir os jogos junto com a torcida.

O abestado está mais preocupado com o jogo do que com o celular da Larissa

Diante dessa promessa, o Café & Conversa tem somente uma declaração a fazer: UÊBA!!! Já compramos passagem para Assunção!!! Convenhamos, é bem melhor que ver pelado o boneco anão de Olinda Maradona, né?


Manuel
Ed Motta

Manuel

Foi pro céu

Manuel

Foi pro céu

Ia pro trabalho cansado,

Às 6 da manhã,

Ouvia no seu rádio,

Calcinhas e sutiã


No rádio era um funk,

O trem tava lotado,

Pensou no seu salário,

Ficou desanimado

Se eu fosse americano

Minha vida não seria assim

Manuel

Foi pro céu

Manuel

Foi pro céu

Dia após dia, ouvia a sua vó lhe falar,

O mundo é fabuloso,
O ser humano é que não é legal


No rádio era um funk,
O trem tava lotado,

Pensou no seu salário,
Ficou desanimado


Se eu fosse um político,
Minha vida não seria assim,

Não,não, não, não

Manuel

Foi pro céu

Manuel

Foi pro céu