quarta-feira, 7 de julho de 2010

Caneca viaja, mas missão naufraga ...


Ricardo Icassatti Hermano

Pode parecer machismo da minha parte, mas garanto que não é. Até porque as mulheres em questão confessam suas falhas imperdoáveis. Mas, duas mulheres soltas em New York com vários cartões de crédito nas bolsas, não pode prestar mesmo. É muita distração para seres que naturalmente têm dificuldade de manter o foco.

Mulheres adoram alimentar a ladainha que as coloca como seres superiores e mais desenvolvidos que os homens. Bull shit, como dizem os americanos. Começando pelo tal do feminismo, "movimento" que fez as mulheres abrirem mão do imenso poder que tinham para tentar ser iguais aos homens. Isso é o que se chama de "conto do vigário".

Elas adotaram hábitos promíscuos, partiram para a competição, estão tendo doenças cardíacas e sexuais, se drogando, se estressando e morrendo mais cedo. Exatamente como os homens faziam. Faziam, eu disse. Porque com o tal do feminismo, o homem aprendeu a cuidar da saúde, ser mais carinhoso com os filhos, mais compreensivo com as mulheres, mais sensível e melhorou de vida.

Agora, elas querem recuperar o poder e a vida que tinham. Querem homens másculos, viris, brutos, para enfrentar o mundo e trazer a carne de dinossauro para o jantar. Mas, como dizia um filho meu quando era pequeno: "aí, já era". Vão continuar se matando de trabalhar e idolatrando metrosexuais lusitanos.

Mas, o que isso tem a ver com a missão que naufragou e a caneca do seu blog favorito? Duas amigas do Café & Conversa, a jornalista Silvia Gomide e a médica Cláudia Gurgel, viajaram para New York e para o Canadá, levando em suas malinhas a nossa caneca personalizada e exclusiva para fazer umas fotos na cafeteria do momento, a RBC NYC e experimentar o café servido ali. Depois, relatar a aventura. Essa era a missão.

Como você verão a seguir, a missão naufragou como um Titanic após bater no iceberg do consumismo desenfreado. Que mulher resiste a uma vitrine e à mínima possibilidade de comprar alguma coisa, qualquer coisa? Pois é ... leiam o relato/confissão da Silvia e se horrorizem como nós. Deus ajude essas criaturas fraquejantes e nada confiáveis ...

Missão: impossível!

Nossa missão era simples. Visitar a RBC Coffee, provar dois cafés e contar para o Café & Conversa como foi a experiência. Dificuldade? Zero. Bem, acordamos animadas em nosso último dia em Nova Iorque para cumprir a tarefa designada a nós por Ricardo e Romoaldo.

A ideia era seguir direto para a RBC, tomar café da manhã por lá e depois curtir o dia a partir do sul de Manhattan. Partindo do Hotel Mela, bastava pegar o metrô na 42. Mas já acordamos meio tarde, chegamos ao térreo, na 44th, já eram bem umas 10h.

A caneca numa cafeteria do ... Canadá!

Aí resolvemos tomar café no bistrô que pertence ao próprio hotel. É caríssimo, mas a comida francesa, absolutamente perfeita. Não podíamos perder o último petit déjeuner naquela delícia: french toast, frutas vermelhas, suco de laranja (caixinha) e o "chafé" americano, que eu tanto adoro.

Pela vitrine da cafeteria, a caneca observa o movimento e a paisagem

Com os buchos devidamente forrados, descíamos a 44th em direção ao metrô, quando vimos a imensa M&M´s World. Faltaram os docinhos dos sobrinhos! Céus! Antes da RBC, temos que passar na mega-store do chocolate e encher um saquinho plástico com M&M´s de todas as cores, ou os sobrinhos param de falar com a gente.

Saímos do prédio de vários andares de pastilhinhas com dois saquinhos cheios de doces, sei lá, cada um devia ter ... um quilo. Não tem problema, os sobrinhos são magrinhos, podem comer o tanto que quiserem (e nós vamos roubar alguns ao longo da viagem, claro). - Tomara que os sobrinhos leiam isso -

A caneca fazendo novos amigos na cafeteria canadense

Como a gente já estava na 49th não compensava descer até o metrô da 42. Seguimos à pé até a 5th Avenue, a Quinta, para os íntimos, para lá pegar um táxi em direção à RBC, nossa missão, lembra?

Bom, na Quinta a coisa realmente saiu de controle. A Best Buy foi parada obrigatória, entre outras bugingangas, compramos um pacote com 26 pilhas palito por US$ 6. Faça as contas. E também um pendrive menor que uma unha, por US$ 25.

Cafeteria canadense bacana e modernosa

Já com algum peso no lombo, entramos na lojinha da HBO, afinal, Sex & The City 2 está nos cinemas, terceira temporada de True Blood iniciando. Tínhamos que olhar as novidades. Bom, aí o peso ficou demais. Demos uma passadinha rápida no hotel para descarregar e voltamos à rua.

Só que já era hora do almoço e decidimos rumar para a famosa Katz Delicatessen, aquela onde Harry encontrou Sally e ela... bem, ela se divertiu muito na mesa. Ou fingiu que. Lá, lotadíssimo com gente do mundo todo, comemos uns hot dogs deliciosos, tivemos a honra de bater um papo com o dono, ou gerente, cuja foto aparecia nas paredes com milhares de estrelas de Hollywood, políticos famosos e gente do esporte.

Já estávamos quase indo embora quando entra pela porta da Katz o ator Danny Glover, com um menininho. Todo trabalhado no terno e gravata, Glover ficou na fila como qualquer mortal, causou uma pequena comoção entre os frequentadores (tanto locais quanto turistas) e saiu de lá com o seu sanduíche take away.

Claro que como boas caipiras do terceiro mundo ficamos, disfarçadamente, observando Glover até ele sair da loja. Não é todo dia que a pessoa encontra um ator de Hollywood ao vivo.

Saímos da Katz, já com a tarde avançada, para ir à RBC. Mas aí lembramos que o New Museum fica ali pertinho, dava pra ir à pé! Hell, Yes, claro que fomos fazer uma visita cultural. E vimos um homem de cinco metros de altura completamente nu, com esquilos espalhados pelo corpo. Tem coisas que só Nova Iorque faz por você. Depois subimos até o último andar do museu e ficamos curtindo um lindo visual do sul da ilha.

Bom, o museu fechou já eram seis horas. A peça na Broadway ia começar às sete. Pegamos um taxi de volta para a confusão. Assim a caneca do Café & Conversa acabou a noite em plena Times Square. Já viu, né. A RBC ficou para a próxima visita a NYC.

A caneca fazendo sucesso em plena Times Square

Desculpem aí Ricardo, Romoaldo. A gente promete se esforçar mais na próxima vez.

Silvia Gomide é jornalista e ama Nova Iorque cada vez mais, embora nunca consiga chegar onde pretendia quando anda por Manhattan. Cláudia Gurgel é médica, adora café e seria a responsável pela crítica gastronômica do RBC.

E vocês acham que elas trouxeram um presentinho, um agrado do free shop, para compensar o fracasso e amenizar a nossa dor? É, eu sei. A vida é cruel ... e aí, já era!

terça-feira, 6 de julho de 2010

A Música do Dia - Maria G. Harpa - Maria Olsson-Sidorova


Romoaldo de Souza

Conta a lenda que Angus Mac Oc, chamado pelos ciganos romenos de Înger (pronuncia-se Ânguer), vivia para cima e para baixo com uma harpa dourada, de onde ele tirava sons irresistivelmente doces, que se transformavam em mensagens de amor.

Angus Mac Oc, também chamado de "O Filho Mais Jovem" era conhecido na antiguidade pelos celtas irlandeses como o Deus da Juventude, O Deus do Amor, O Deus da Beleza!

Mas mesmo as divindades podem cair em tentação e um dia Angus acabou se apaixonando por uma jovem que só conhecia em sonhos. Como todo apaixonado, perdeu a razão, e partiu de casa em busca a filha de Ethal Anbuais.

Depois de muita procura, o "anjo" encontra sua amada, mas o pai dela o advertiu que a filha tinha sido vítima de um encanto. De dois em dois anos ela se transformava em cisne. Um ano era mulher, linda, encantadora e bem-resolvida. No outro era um cisne. Para compartilhar do amor de donzela, Angus teria de se transformar em um cisne.

Quem resistiria a um canto sedutor, apaixonado. O canto do cisne?


Dito e feito. Uma noite, Angus pegou no braço da amada, andaram até a margem de um lago e foram se transfigurando em cisne. Os dois juntos fizeram longos e apaixonados vôos, cantando melodias, se amando.

A lenda conta que o canto dos cisnes era tão inebriante que os vizinhos de Ethal Anbuais dormiram dias e noites seguidos ao som da melodia enquanto os cisnes se amavam.

Ontem, foi o dia de Angus Mac Oc, mas como eu estava enrolado com as coisas profanas da vida e tentando alimentar uma paixão, não tive tempo de encontrar uma música que encantasse tanto, como o canto dos cisnes.

Espero que você se apaixone. Que tenha a coragem de Angus Mac Oc e viva uma grande paixão, ainda que seja a derradeira. Com vocês, Maria G. Harpa, tocando "Maria Olsson-Sidorova". Bom dia!




domingo, 4 de julho de 2010

Salsicha com Chocolate


Ricardo Icassatti Hermano

A seleção alemã de futebol matou a cobra e mostrou o pau. Ou seria melhor dizer que mostrou a salsicha? Na entrevista coletiva, dois dias antes do jogo contra a seleção argentina, os jogadores e o técnico alemães desancaram a pose portenha e as macaquices de Maradona. Literalmente chamaram pra porrada! E ensinaram uma lição: jogo se ganha jogando.

Gabriele Jahn, eleita Rainha da Salsicha em 2004 e 2005,
ensina aos argentinos como se engole o salsichão

Para comemorar o fato de ficarmos livres de assistir o hediondo espetáculo do Maradona correndo nu pelas ruas de Buenos Aires, o Café & Conversa traz para esse domingo de sol duas receitas. Uma delas é tipicamente alemã e o ingrediente principal é aquilo que os argentinos sentiram recheando seus alfajores ... A receita é do site Portal Barueri.

Jovem argentino pensando como fazer churrasco com o salsichão

A outra receita é minha mesmo e homenageia o chocolate que os argentinos levaram dos alemães. É a bebida perfeita para essas noites de frio. O blog apenas lamenta a desclassificação do Paraguai. Não veremos a jovem morenaça modelo-manequim-atriz paraguaia, Larissa Riquelme, cumprir a promessa de mostrar em plena praça pública onde escondeu o seu telefone celular. Nossa tristeza é indescritível ...

Larissa, por favor não chore. Vai molhar o telefone ...

Mas, vamos às receitas. Bom domingo!


Salsicha na Cerveja (Kostanzwurstbier)

Ingredientes

- 30g de salsinha
- 30g de alho-porøa cortado em rodelas
- 150g de cebola picada
- 6 sementes de Zimbro
- 300ml de cerveja ou chope
- 1 cálice de Steinhäger (aguardente alemã)
- 200ml de água quente
- Salsichas alemãs grandes cortadas em rodelas

Preparo

Num réchaud aceso, coloque a água quente. Adicione a cebola, o alho-poró e as sementes de Zimbro. Cozinhe por alguns minutos. Em seguida, coloque a cerveja, o Steinhäger e as salsichas Cozinhe por 15 minutos. Retire e polvilhe com salsinha.

Sirva acompanhado de salada de batatas, pão, mostarda e muita cerveja.

Salsichão alemão não combina com fanfarronice argentina


Chocolate Quente

Ingredientes

- 1 litro de leite
- 4 colheres de sopa de chocolate em pó
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 2 unidades de canela em pau
- 4 unidades de cravo-da-índia

Preparo

Num liquidificador, bata o leite, o chocolate e o açúcar. Leve a mistura ao fogo e aguarde ferver. Assim que levantar fervura, mexa vigorosamente com uma colher de madeira sem parar.

Muita gente acrescenta ingredientes desnecessários para "engrossar" a bebida, como creme de leite, maizena e leite condensado. O macete é apenas reduzir a água do leite com as instruções acima. Com isso, o chocolate ficará mais saudável e menos calórico. As meninas em luta constante com a balança vão gostar.

Quando a mistura atingir o grau de cremosidade desejado, retire do fogo e passe para uma garrafa térmica ou sirva imediatamente. Acompanhe com biscoitos de canela ou alfajores argentinos ... Enjoy!

Só fica faltando um cobertor de orelha ...

sábado, 3 de julho de 2010

A Música do Dia - Barcelona - Giulia y Los Tellarini


Romoaldo de Souza


Um dia desses, a italiana Giulia Tellarini deu as caras, assim meio que por acaso, no estúdio MaikMaier, em Barcelona, mesmo acreditando na máxima budista de que "nada acontece por acaso".


Giulia estava carregando, literalmente, nas costas um acordeom que ganhara de presente do ex-namorado, que deixou para trás nas ruas apertadas da Toscana.


Esbaforida, praticamente gritando, Giulia pediu um copo d'água e uma oportunidade. Imediatamente, assim como quem diz "de onde saiu essa doida?", o dono do estúdio MaikMaier, Jens Neumaier, e Alejandro Mazzoni, que ensaiava uns despretensiosos acordes, ficaram "caidassos" pela voz de Giulia.


Nascia ali um projeto de sons em busca de amores e desencontros afetivos que vão, claro, da fatalidade argentina à elegância do jazz que recebeu o generoso nome de "Eusébio" com Giulia y Los Tellarini.


"Eusébio", trabalho visceral que encantou Woody Allen.

"Barcelona" acabou fazendo parte da trilha sonora do filme


Para que ninguém conteste que "nada acontece por acaso", pois não é que Eusébio chegou às mãos do clarinetista e diretor, Woody Allen? Assim por acaso, quando estava finalizando "Vicky Cristina Barcelona", o filme que Ricardo Icassatti Hermano resenhou aí abaixo.


Bom, espero que seu sábado seja maravilhoso! O meu promete! O tanque está cheio, os pneus calibrados e o telefone ligado!



Barcelona


Por qué tanto perderse
Tanto buscarse
Sin encontrarse
Me encierran los muros
De todas partes
Barcelona
Te estás equivocando
No puedes seguir inventando
Que el mundo sea otra cosa
Y volar como mariposa
Barcelona
Hace un calor que me deja
Fría por dentro
Con este vicio
De vivir mintiendo
Qué bonito sería tu mar
Si supiera yo nadar
Barcelona
Mi mente tan llena
De cara de gente extranjera,
Conocida, desconocida
He vuelto a ser transparente
No existo más
Barcelona
Siendo esposa de tus ruidos
Tu laberinto extrovertido
No he encontrado la razón
Porque me duele el corazón
Porque es tan fuerte
Que solo podré vivirte
En la distancia
Y escribirte
Una canción
Te quiero Barcelona

Ella tiene el poder
Ella tiene el poder

Barcelona es poderosa



Vicky Cristina Barcelona


Ricardo Icassatti Hermano

Finalmente assisti o comentado filme do diretor Woody Allen rodado na Espanha, mais precisamente na lisérgica cidade de Barcelona. Perdi nos cinemas, mas ainda bem que existe a TV paga. É o Vicky Cristina Barcelona. Assim mesmo, sem vírgulas.

Cartaz do filme

Ultrapassando a barreira do triângulo, Woody Allen monta um interessante quadrilátero amoroso entre o pintor Juan Antonio, interpretado por Javier Barden; a estudante Vicky, com a atriz Rebecca Hall; a amiga metida a "alma livre" Cristina, vivida pela musa do diretor, Scarlett Johansson; e a artista desequilibrada e ex-esposa do pintor, Maria Elena, encarnada por Penélope Cruz.

Quadrilátero poderoso e a arte da sedução

Não sei bem o que Woody Allen pretendia com esse filme. Para mim, trata-se de uma comédia romântica bem leve que, presume-se, busca abordar algumas questões mais profundas e caras aos seres humanos em geral. Questões intrincadas no universo das relações amorosas. Mas, o diretor já foi mais contundente em outros filmes a esse respeito. Os diálogos continuam maravilhosamente impecáveis.

Cada uma das mulheres faz um tipo específico. Vicky é a típica americana racional e calculista no sentido de planejamento da vida. Ela acredita em comprometimento, exclusividade e casamento. Também abomina as paixões desenfreadas e vai à Barcelona fazer um curso de arte catalã durante os três meses de férias.

Vicky e Cristina, opostos que se unem

Sua amiga Cristina acredita que ser uma pessoa de "alma livre" é criticar a burguesia da qual desfruta largamente as delícias, confortos e amenidades. Parece até "azisquerdas" brasileiras. Na verdade, ela apenas pula de relação em relação e de cama em cama com a alegria de um passarinho, enquanto tenta decidir o que fazer da vida. Saindo de mais uma decepção amorosa, junta-se a Vicky na viagem.

Em Barcelona, conhecem o pintor Juan Antonio e a partir desse encontro tudo se desenrola. Incluindo o surgimento da ex-esposa saída de uma tentativa frustrada de suicídio. Ela, Cristina e o pintor acabam formando um núcleo familiar depois que Juan Antonio traça Vicky. Esta, por sua vez, tem que lidar com um noivo milionário que descobriu ser um chato, ignorante e insosso. Além do tesão que passa a devorá-la depois de Juan.

Após transar com Juan, Vicky se enche de dúvidas e desejo

Woody Allen acaba mostrando também como os americanos enxergam os latinos. Para eles, somos meio destrambelhados, emocionalmente destemperados, íntimos demais e sem qualquer tolerância. Basta uma contrariedade e, histriônicos, começamos a gritar, passamos para o xingamento até chegarmos a agressão física.

O que fica do filme é que todos buscamos um relacionamento que nos complete. Seja com uma, duas ou três mulheres ao mesmo tempo. E sempre estamos nos frustando com nossas escolhas em algum momento. São expectativas demais, fantasias demais, hormônios demais. E as decepções são inevitáveis. Mas, continuamos tentando. Na visão de Woody Allen, com uma boa dose de cinismo e hipocrisia.

Mas, temos as imagens de Barcelona, cidade que conheço mais ou menos bem. Andar por Barcelona é como tomar um ácido em qualquer outro lugar. O arquiteto catalão Antoni Gaudi era um alucinado, no bom sentido da palavra, pois sua imaginação e criatividade não conheciam limites. Viveu para a sua obra e morreu absolutamente pobre.

Do terraço de um prédio de Gaudi, pode-se ver a Igreja da Sagrada Família

Deixou um imenso legado arquitetônico ainda inacabado, que hoje é a grande atração turística de Barcelona. Outra coisa boa são as universidades, que enchem a cidade de jovens do mundo todo. As Olimpíadas levaram a modernidade para lá, mas o que realmente me encantou foi a parte velha da cidade. Seus cafés, bares, restaurantes, ruelas apertadas, museus, praças, teatros. Tudo muito bonito e inspirador.

Voltando ao filme, não vou colocar um trailer, mas a cena em que Johansson e Penélope finalmente consumam a relação entre si dentro de uma câmara escura de fotografia. Isso me lembrou uma pequena aventura que tive numa dessas câmaras quando estava aprendendo a revelar filmes e uma colega bem ... bem, deixa pra lá. Vejam essa cena que é bem mais explosiva.

Infelizmente, o vídeo foi retirado do YouTube. Portanto, restou apenas o trailer convencional.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Música do Dia - Meu Canarinho - Luiz Ayrão


Romoaldo de Souza


Sinceramente, estou até assustado. Não me empolguei muito com a Copa do Mundo, muito menos com essa seleção do Dunga. Aqui pra nós, Dunga sempre foi um jogador mediano e como técnico, ainda não mostrou a que veio, mas nesse "clima" todo aí, nosso blog quer mais é se divertir.


Aí, ontem, estava pensando na música do dia, e recebi uma sugestão que é praticamente, uma "intimação". Vindo de quem veio, é bem isso. Uma ordem.


Uma ordem, porque aqui o leitor é quem dá as cartas e sugeriu essa música de Luiz Ayrão, Meu Canarinho, que com todo gosto vamos tocar aqui no Café & Conversa esperando seu palpite.


Mande e-mail para cafeconversa1@gmail.com acerte o placar de Brasil e Holanda, claro nos 90 minutos, e participe do sorteio de uma linda caneca do Café & Conversa.


Bom dia!


Meu Canarinho

Luiz Ayrão


Dá-lhe, dá-lhe bola
Meu canarinho vai deixar a gaiola
Vai pra Espanha de mala e viola
Vai dar olé à espanhola
E rola, e rola, e rola
E rola essa bola
Eu quero ver toureiro de castanhola
E o goleiro babando na gola
Com as mãos na cachola
Tomar mais um gol na sacola

Hei, Brasil
Lá, laiá, lará, hei Brasil
Quero ver essa massa vibrando com raça
São quase 200 milhões
E a galera em close
Com a camisa 12
Jogando com seus corações
Quero o povo gritando
O gol festejando
O vento socando com toda emoção
E a Seleção Canarinho
Voltando pro ninho
Com a taça na mão

Brasil, olé
Brasil, olé
Brasil, olé
Brasil


A Estrada (The Road), a esperança e o sonho


Ricardo Icassatti Hermano

Imagine que você tem uma vida confortável, uma esposa linda e grávida. Um dia você acorda e o mundo está em chamas, como no Armagedon. E ficará assim pelos próximos 10 ou 12 anos. A única previsão é o fim de tudo. Lentamente.

A vida se resume a uma busca diária por comida e um lugar seguro para dormir. Apesar do fogo que devora tudo, o planeta está cada dia mais frio. Os próprios seres humanos se tornaram fonte de alimentação. Uma grande parte daqueles que têm armas se tornaram canibais.

O que você faria?

Pois é. Pense num filme tenso. Foi o que assisti ontem em casa. O filme chama-se The Road (A Estrada) e conta aquele pesadelo ali de cima. Um pai, vivido pelo excelente ator Viggo Mortensen, é o sujeito que acorda um dia e se depara com o fim do mundo. Sua esposa, interpretada pela sempre lindíssima Charlize Theron, está grávida.

Cartaz do filme

Anos se passam. Interpretado pelo ator revelação Kodi Smit-McPhee, o menino cresce num mundo em destruição constante. A mulher não suporta aquele sofrimento e se mata. Diante das circunstâncias altamente deterioradas, o pai não tem alternativa a não ser abandonar a casa onde moram e procurar um lugar melhor para o seu filho.

Pai e filho enfrentam um mundo sem regras

Mas, onde? Que direção seguir? Como enfrentar os muitos perigos que os esperam? E o mais importante, de onde vem a força para nutrir essa esperança? Por que não se matar logo, como a maioria faz? Afinal, o que restou? O mundo só tem a oferecer fome, desgraça, crueldade, desolação, loucura e morte.

O que você tentaria ensinar ao seu filho nessas circunstâncias?

Acredito que temos alguma programação genética para isso. Deve ser algo relacionado ao instinto de sobrevivência. Mesmo sabendo que é uma luta inútil, que a morte é certa, continuamos lutando, buscando e imaginando dias melhores em meio ao total desespero. O fato de ter um filho também ajuda. Somos programados para sobreviver como espécie. Parte disso é a procriação e o cuidado com os filhos.

Como disse, o filme é tenso. Prepare-se para assisti-lo com o batimento cardíaco um pouco acima do normal e com uma grande dose de angústia. Apesar disso, o filme tem sua beleza. Esteticamente, o diretor de fotografia Javier Aguirresarobe foi brilhante. Um mundo coberto pelas cinzas dos incêndios.

Não menos brilhante é o trabalho do diretor John Hillcoat, que manteve o ritmo angustiante do primeiro ao último segundo do filme. Não pensem que isso é fácil. Muito mais fácil seria apelar para a pieguice ou o maniqueísmo rasteiro. O filme é seco. Os personagens sequer têm nomes e ninguém percebe esse detalhe.

Medo, fome, solidão e perigos

Não se preocupe. Não há sustos no filme. Essa seria outra escolha errada. A história muito bem contada pelo roteirista Joe Penhall, a partir do livro homônimo do escritor Cormac McCarthy, não buscou obviedades. Assistimos o filme com as emoções na superfície da pele, sem tirar os olhos da tela, quase sem respirar.

Deve ser porque não é possível deixar de traçar um paralelo com as nossas vidas. Não nos damos conta da vida boa que temos, das belezas que nos cercam, da luz, das cores e como é bom termos as certezas que temos. Como a de encontrar mais um dia normal ao acordarmos. Não nos damos conta da fragilidade de tudo, da insegurança, dos perigos, até que algo nos atinja com força suficiente para nos tirar desse sono.

E não pense que esse cenário é pura ficção. O desastre provocado pelo furacão Katrina em 2005 e que destruiu a cidade de New Orleans, mostrou que o ser humano tem um verniz muito fino de civilização. Numa situação de desastre e escassez de recursos, a esperança e a solidariedade desaparecem. O caos toma conta e vale a lei do mais forte.

Robert Duvall faz apenas uma ponta, mas mata a pau na interpretação e rouba a cena. Mostrou com todas as letras o que significa ser um ator de verdade. Sensacional e emocionante. Outra ponta é feita pelo também excelente Guy Pearce.

Quer ser ator? Preste atenção nesse cara

Assista o filme e pense nisso tudo. Aliás, não há alternativa. Tenho certeza que você vai pensar nisso. Muito. Se tiver coragem de assistir, é claro. Meu filho mais velho e esposa não conseguiram assistir o filme até o fim. Por enquanto, fique com o trailer ...



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Caneca do Café e Conversa - Copa do Mundo


Romoaldo de Souza

Mais uma caneca do Café & Conversa vai ser sorteada entre os acertadores do placar do jogo Brasil X Holanda.

E-mails para cafeconversa1@gmail.com

O bolo de rolo é por conta de quem ganhar!

Aqui, quem ganha leva! Faça como Raíssa, sorria!!! Sorria muito!