sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Música do Dia na Land Rover do Romoaldo - Loreena McKennitt - The Mystic's Dream


Ricardo Icassatti Hermano

Hoje, o nosso destemido correspondente Romoaldo de Souza parte de Unaí atrás dos competidores do Rally dos Sertões. A chegada dessa terceira etapa será na esotérica, ufológica, paranormal e misteriosa Alto Paraíso, a Terra Sagrada do Gergeliko.

Serão percorridos mais uma porrada de quilômetros na terra vermelha do cerradão goiano. Quando a Land Rover do Romoaldo estiver chegando próximo à Pousada Camelot, o seu CD player estará tocando a canadense descendente direta de fadas das florestas escocesas e irlandesas, Loreena McKennitt. Tremendo clima de Távola Redonda, Rei Arthur , Santo Graal e coisa e tal.

Meio fada, meio bruxa, completamente celta

A bela Loreena é compositora, pianista e harpista. Ainda toca acordeon. Sua música segue um estilo new age celta eclético, com elementos e nuances do Oriente Médio. Seus arranjos aliam instrumentos folclóricos com sintetizadores eletrônicos.

Sua música The Mystic's Dream fez parte, junto com outras composições suas, da trilha sonora do filme The Mists of Avalon (As Brumas de Avalon), que recebeu indicação ao Oscar de Melhor Trilha Sonora. E a música escolhida para a entrada triunfal do nosso bravo repórter em Alto Paraíso, não poderia ser outra.

The Mystic's Dream
Loreena McKennitt

A clouded dream on an earthly night
Hangs upon the crescent moon
A voiceless song in an ageless light
Sings at the coming dawn
Birds in flight are calling there
where the heart moves the stones
there that my heart is longing for
Calling for, for the love of you

A painting hangs on an ivy wall
Nestled in the emerald moss
The eyes declare a truce of trust
then it draws me far away
deep in the desert twilight
Sand melts in pools of the sky
darkness lays her crimson cloak
lamps will call, call me home

And so it's there my homage's due
Clutched by the still of the night
now I feel, feel you move
And every breath, breath is full
So it's there my homage's due
Clutched by the still of the night
Even the distance feels so near
All for, for the love of you

A clouded dream on an earthly night
Hangs upon the crescent moon
A voiceless song in an ageless light
Sings at the coming dawn
Birds in flight are calling there
Where the heart moves the stones
there that my heart is longing for
All for, for the love of you



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Segundo Dia no Rally dos Sertões


Ricardo Icassatti Hermano

Nosso intrépido correspondente Romoaldo de Souza completou o segundo dia no Rally dos Sertões. Infelizmente já sofreu a primeira baixa no equipamento. A máquina fotográfica digital tomou um banho de rio e perdeu o foco. Assim, boa parte das fotos se perdeu. Mas, conseguimos salvar algumas.

Ele também se embabanou com o GPS e andou meio perdido ...

Fiquem com o relato do Romoaldo.


SEGUNDO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Acho que a máquina deu pau. Caiu dentro d'água...

Bom, começamos o segundo dia saindo de Caldas Novas e percorrendo quase 500 km rumo a Unaí, nas Minas Gerais. Enfrentei uma poeira doida.

Que dia louco. Pela manhã, ainda em Caldas Novas, fazia 11º e resolvi tomar um banho quente de piscina.É, em Caldas Novas tem disso. Piscina de água quente. Aí, é sempre bom aproveitar enquanto estava deserta. Nadei por meia hora e depois lavei as meias e as cuecas na piscina também. Lavar roupa com água quente é bem melhor.

A Land Rover descansando no acampamento das equipes

Sabia que o dia seria puxado, com 447 km a serem percorridos até o Noroeste de Minas (Unaí), a Cidade das Águas Escuras, como era chamada pelos indígenas.

Voltando à civilização, ao menos à minha civilizada Land Rover. Hoje, ela aguentou um batente de estradas esburacadas. Poeira de terra fofa como talco e cascalho. Vez ou outra, resolvia dar uma derrapada. Mas, no geral, nos comportamos bem.

Nosso correspondente enfrentando a estrada de talco vermelho

De passagem por uma "vendinha" no municipio de Ipameri (GO), conheci o Seu Benedito, apreciador de café amargo. Enquanto os carros dos competidores passavam por vistoria, eu conversava com Seu Benedito.

Essa máquina de competição é do modelo que a Elina gosta

Ele me jurou que o grão que usa foi levado por tropeiros da região de Poços de Caldas. Encorpado o café do Seu Benedito. Pena que ele já torra com rapadura. Sem dúvida, fica um café doooooce, mas esconde a complexidade do grão ...

Outra fera do Off Road

Voltando ao volante. No trecho entre Ipameri e a divisa de Goiás com Minas Gerais, peguei uma estrada de chão que o piso parecia goma. Terra solta de novo. O GPS me deu uma informação, eu entendi outra e acabei percorrendo 20 km no rumo errado. Depois tomei rumo, mas já tinha rodado 20 km desnecessariamente.

As mulheres também estão competindo com caminhão e moto

Outra curiosidade nesse percurso é que, já chegando em Unaí, tem uma pequena plantação de café. Parei para conversar com o administrador da fazenda, mas ele disse que não tinha muita informação sobre o tipo de grão plantado ali.

Peguei o telefone do fazendeiro. Depois eu ligo

Antes de cruzar a BR 040, encontrei Um riosinho tão limpo ... 3 da tarde, 40º de temperatura. Pensei, pronto, hora de nadar pelado. Parei a Land Rover e tomei um belo banho. Pena que quando fui vestir a roupa, a máquina fotográfica caiu na água.

Amanhã é dia de Alto Paraíso e suas "esoterices". Sexta-feira, 13, agosto ... Conto depois.

Primeiro Dia no Rally dos Sertões


Ricardo Icassatti Hermano

Finalmente chegou o primeiro relato do Romoaldo no Rally dos Sertões. Parece que interferências eletro-magnéticas provocadas pela presença de OVNIs no Goiás, dificultaram o acesso à internet. Mas, vamos lá.


PRIMEIRO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Nesse primeiro dia de poeira, as emoções começaram por volta das 7h, quando as motos partiram do Flamboyant Shopping, em Goiânia, com destino a Caldas Novas, a Capital dos Carros com Som. Dizem por aqui que nessa aprazível cidade as pessoas não compram som para pôr no carro. Compram um carro para o som...

E a caneca vai junto na aventura

Foram 204 km, sendo que mais de 80 % em estrada de chão.

O percurso que começou em Hidrolândia foi dividido em três etapas. A primeira de terra batida. Os carros desenvolvem altas velocidades. Eu cheguei a atingir 111km/h!!!

Na segunda fase, o poeirão. Terra fofa como talco. Qualquer vacilo levaria a um acidente, como levou ao menos três motociclistas ao chão. Além de várias derrapagens espetaculares.

E, finalmente, cascalho. Parecia uma peneira de café. Pedras miúdas e selecionadas como se tivessem sido espalhadas de propósito pela natureza.

40ºC à sombra, 12% de umidade relativa do ar.

Além das emoções da estrada, fui "parado" por um Policial Rodoviário Federal num cruzamento com a BR 153. A viatura dele estava sem bateria. Pediu uma chupetada, que nada mais é - ou significa - que a transferência de energia de uma bateria para outra ...

A operadora Claro continua me deixando na mão. praticamente não funciona ou só funciona quando quer. Pode ser os OVNIs também … Acho que os ETs também são fãs de rally.

Amanhã (quinta) promete. São mais 445 km de poeira até a bucólica Unaí.

Abraços!!!


Música do Dia na Land Rover do Romoaldo - Here Comes The Sun - Nina Simone


Ricardo Icassatti Hermano

A essa altura do Rally dos Sertões, o Romoaldo já deve estar pra lá de Alto Paraíso e perto do chamado Paralelo 14, onde dizem existir um portal mísitco ligando a Chapada dos Veadeiros à cidade inca de Machu Pichu. Uma espécie de teletransporte esotérico paranormal quântico. Apesar da geografia não confirmar essa tese, pois o Paralelo 14 não atravessa o Peru e muito menos o Brasil. Mas, mitos são mitos.

Aquela região é cheia dessas coisas e estórias. Em Alto Paraíso tem até um aeroporto abandonado que, dizem os nativos, de vez em quando é utilizado por discos voadores. A aparição dessas espaçonaves e seus tripulantes depende, claro, de quanto Gergeliko a pessoa tenha ingerido, injetado, cheirado, bebido, mastigado ou fumado ...

Chapada dos Veadeiros, lugar cheio de mistérios ....

E bastou o blog favorito das galáxias alertar para a possibilidade do Romoaldo esbarrar em algum E.T., que os petistas desesperados com os seguidos fiascos da sua candidata Pitbull resolveram embarcar na onda e liberaram informações secretas sobre OVNIs guardadas em segredo pelo governo.

Leve-nos ao seu líder ... o José Serra

Que falta de criatividade. Poderiam inventar um factóide melhor para angariar votos entre os ufólogos. Ou então isso deve ser mais uma ideia brilhante do "guru da internet" para mostrar que o governo Lula e a sua candidata são "transparentes" e "não escondem nada" ...

Mas, voltando ao Romoaldo, imaginem a seguinte cena. Madrugada em plena Chapada. Aquele momento em que a natureza silencia à espera do sol. Todo movimento cessa. Dentro da barraca, a luz de uma laterna quebra a paralisia. O som do zíper da porta da barraca ecoa solitário pelos vales. Aos poucos, sai da barraca o nosso bravo correspondente.

O espetáculo vai começar!

Com uma cafeteira French Press na mão direita e o pacote de café na esquerda, Romoaldo se aproxima da fogueira quase apagada. Enche a chaleira com água, reaviva o fogo e começa a preparar o seu desejejum. O sol está prestes a nascer. O frio ainda é intenso.

O destemido repórter então se dirige à sua Land Rover e escolhe uma música apropriada ao momento. Assim que a música começa a tocar, o sol também começa a expulsar a noite e aquecer os sertões. Romoaldo senta ao pé da fogueira e assiste ao espetáculo do sol nascendo no alto da Chapada ao som de uma deusa do jazz, Nina Simone.

E quem foi essa deusa? Falecida em 2003, na França, aos 70 anos de idade, Eunice Kathleen Waymon foi uma esplêndida cantora de soul, gospel, blues e jazz, além de pianista e compositora afro-americana. Aos 20 anos, adotou o nome artístido de Nina Simone porque queria cantar escondida dos pais a então chamada "música do Diabo", o bom e velho blues.

Viveu a época braba do racismo nos EUA e sofreu tudo a que tinha direito. Foi perseguida por defender publicamente o combate radical ao racismo. Sua canção Mississipi Goddamn se transformou num hino da causa negra. A música fala do assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.

Uma voz, uma deusa ...

Ela cantou no funeral do pastor Martin Luther King. Caiu na besteira de se casar com um policial nova-iorquino, que a espancava. Nina Simone esteve duas vezes no Brasil e até gravou com a cantora baiana Maria Bethania. Seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque.

E o Romoaldo? Postado à beira de um canyon, bebendo um excelente café, comendo Gergeliko, assistindo o nascer do sol e ouvindo Here Comes The Sun, uma composição do eterno Beatles George Harrison.

Haja Gergeliko ...


Here Comes The Sun
Gorge Harrison
Interpretada por Nina Simone

Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right

Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right

Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right

Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...

Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right
It's all right



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bacon Vegetariano


Ricardo Icassatti Hermano

Há bem mais de 10 anos, deixei de comer carne vermelha e de frango. Minha fonte de proteínas está nos peixes, na soja, no queijo, no feijão etc. Não embarquei nesse semi-vegetarianismo por um desses motivos esotéricos que a gente vê por aí. Apenas estava me fazendo mal. Então cortei da minha dieta. Nunca senti falta ou vontade repentina de comer carne novamente e estou muito bem assim.

Descobri um vasto mundo culinário que passa longe da carne. Acabei até achando que prato com carne é uma opção preguiçosa. E perigosa. O apodrecimento da carne sempre foi um grande problema a ser resolvido pela indústria da alimentação. Recentemente, assisti um documentário na TV paga que mostrava exatamente a evolução dos processos de armazenamento da carne ao longo do tempo.

E não é que resolveram? Finalmente encontraram uma maneira da carne ficar bonita e se conservar por muitos e muitos dias nas prateleiras dos supermercados e nos intestinos dos consumidores. A indústria injeta alguns componentes químicos e simplesmente mumifica a carne. Cor e sabor são turbinados com outras substâncias.

Você acha mesmo a que carne tem essa cor?

Hoje, vejo que tomei a decisão certa ao ouvir as reclamações do meu corpo, avisando que aquilo estava me fazendo mal. O mesmo aconteceu recentemente com o leite e relatei em um post sobre a festa junina ocorrida numa fazenda. Com uma infância basicamente rural, eu adorava leite até que começou a me fazer mal. Abandonei também.

Mas, naquela fazenda da festa junina, bebi leite tirado na hora, ali no pé da vaca. E o que aconteceu? Absolutamente nada. O que será que andam adicionando ao leite que compramos nos supermercados? Tenho até medo de saber. Eu só sei que a incidência de câncer e outras doenças só aumenta ...

Brrrr ...

O importante é que existem alternativas mais saborosas e saudáveis para a carne e seus subprodutos. Como no caso do bacon, por exemplo. Você sabia que é possível fazer um bacon crocante e delicioso de cenoura? Essa é a receita que o Café & Conversa traz hoje para os leitores e leitoras ávidos de delícias deliciosas em suas vidas.

Para essa receita é preciso uma fritadeira elétrica com termostato, porque é necessária a temperatura certa para obter o resultado desejado. Enjoy!

Bacon de Cenoura

Ingredientes

- Cenouras grandes
- Óleo de Canola para fritura
- Sal temperado

Preparo

Limpe e descasque as cenouras. Com o próprio descascador, corte tiras longas como o bacon. Frite na temperatura de 190º C (375º F) por um minuto e meio. Retire e coloque sobre papel toalha para absorver o excesso de óleo.

Polvilhe o sal temperado por cima e chacoalhe um pouco para misturar bem.

Sirva sem avisar e veja se alguém nota a diferença

Música do Dia na Land Rover do Romoaldo - Keb' Mo' - Closer


Ricardo Icassatti Hermano

Nessa época do ano, o Cerrado que pilotos de vários países estão atravessando no Rally dos Sertões, tem o seu momento de maior beleza. Não é a vegetação ressequida ou a poeira vermelha e fina que entra em qualquer orifício. Nem a sua fauna desconfiada.

Estou falando do céu. Limpo, claro, transparente e multicolorido. Tanto faz se é dia ou noite. É sempre belíssimo e emocionante. A essa altura, o Romoaldo já deve estar passando suas noites em barracas ou mesmo dentro da Land Rover, sob um céu absurdamente estrelado e iluminado.

Em nenhum outro lugar do mundo tem um céu como esse do Cerrado

Por isso, uma das músicas escolhidas para a sua trilha sonora é perfeita para esses momentos. O bluseiro da vez é Keb' Mo', um músico de primeira linha que se fixou nas raízes antigas do blues e lá ficou para nossa alegria. Ele é do tipo unplugged, só utiliza violões (madeira e metal) e seu som lembra muito o blues rural, meio caubói ao pé da fogueira e com saudades de casa ...

Até no visual, Keb' Mo' incorporou as raízes do blues

Quando Romoaldo estiver também ao pé da fogueira, tomando o seu café e comendo feijão com toucinho, certamente estará ouvindo essa música de Keb' Mo', olhando o céu estrelado, com o peito apertado, um nó na garganta e sentindo saudade do Comitê de Imprensa do Senado ... hahahahahahaha!!! É claro que não!!!

Saindo um café da hora!

Se bem conheço a figura, ele deve estar sentindo saudade de um espresso e uma conexão rápida para internet. Mas, ele também sabe curtir esses momentos "caubói solitário". Mas, sem piadinhas com o filme Brokeback Mountain, por favor ...

Apesar da pouca idade (nasceu em 1951), Keb' Mo' já tem em sua prateleira três prêmios Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo de Blues, com os CDs Juste Like You (1996); Slow Down (1998); e Keep It Simple (2004).

Capa do CD - Keep It Simple

Ele também já teve experiência com televisão e cinema, onde interpretou quem? Robert Johnson, é claro. Não há músico ou fã de blues que não reverencie esse cara. Para quem ficou curioso, o nome do filme é Can't You Hear The Wind How?, inédito no Brasil.

Foi do CD mais recente, Keep It Simple, que pinçamos a canção Closer, que você ouve agora aqui no Café & Conversa e sente um gostinho do astral em que se encontra o Romoaldo.

Closer
Keb' Mo'

It's a lovely night
A beautiful evening
Time is slippin' away

It's getting late
You should be leaving
But I've got something to say

Please, don't go
Let's get closer
A little bit closer
Turn the lights, down low
I need to let you know
I'm so in love with you
Getting closer is all I want to do

We've been friends
Close companions
There's nothing to conceal

So I'm letting go
My little secret
To tell you how I feel

So please, don't go
Let's get closer
A little bit closer
Turn the lights, down low
I need to let you know
I'm so in love with you
Getting closer is all I want to do

So please, don't go
Let's get closer
A little bit closer
Turn the lights, down low
I need to let you know
I'm so in love with you
Getting closer is all

Oh please, don't go
Let's get closer
A little bit closer
Turn the lights, down low
I need to let you know
I'm so in love with you
I'm so in love with you
I'm so in love with you
Getting closer is all...

So please, don't go
Let's get closer
A little bit closer
Turn the lights, down low
I need to let you know
'Cause I'm so love with you
Getting closer is all I want to do



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Congresso de Gastronomia em Brasília


Ricardo Icassatti Hermano

Organizadores de eventos deveriam começar a pensar seriamente em diminuir substancial e radicalmente os nomes que dão aos seus seminários, congressos e assemelhados. Vejam esse caso.

"O 3º Congresso Brasileiro de Gastronomia & 1º Simpósio Regional de Ciência e Tecnologia de Alimentos, organizado pelo Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília e pela Secretaria Executiva da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos do Distrito Federal (sbCTA-DF), ocorrerá entre os dias 10 e 13 de agosto de 2010, na cidade de Brasília."

Daí eu pergunto: é mole? Quem aguenta ler isso? Por que essa mania de criar nomes sem fim? De onde vem isso? Quem é o responsável? O que estão pretendendo com isso?

Em todo caso, a iniciativa de debater a gastronomia como um elemento importante da economia é louvável. Segundo o press release que recebemos, a importância da gastronomia cresce no setor turístico e já entrou no radar das universidades brasileiras.

O evento tem como tema "Alimentos: da alquimia à ciência" e objetiva aproximar a comunidade científica e as empresas do setor de alimentação. Também dá um destaque para os alimentos da biodiversidade brasileira, especialmente do Cerrado.

Durante o congresso, haverá degustação de café e re-lançamento do livro Louco por Café, ambos do empresário Antonello Monardo.

Mais informações nos sites:



Música do Dia na Land Rover do Romoaldo - Come Rain or Come Shine - Eric Clapton & B.B. King


Ricardo Icassatti Hermano

Como vocês já sabem, Romoaldo está fazendo a cobertura jornalística do Rally dos Sertões. Para isso, foi preciso uma intensa e minuciosa preparação, que começou na revisão da sua Land Rover, passou pela limpeza das botas, a seleção do café a ser levado e a escolha da trilha sonora. Afinal, serão muitas horas de solidão em estradas de terra perdidas pelo interior inóspito do Centro Oeste.

E a solidão combina com o que? Com blues, é claro. Como fiquei responsável pela escolha da Música do Dia enquanto Romoaldo come poeira, achei que seria legal dividir com os leitores e leitoras do Café & Conversa um pouco do clima que ele estará desfrutando nesses 12 dias de rally.

Foi assim que surgiu a Música do Dia na Land Rover do Romoaldo. Sempre que for possível, ele também enviará posts e fotos da aventura. Não sabemos como é a internet no Deserto do Jalapão, por exemplo. Vamos aguardar.

Para hoje, trouxe novamente o bom e velho Eric Clapton, o cara que adicionou classe ao blues. Não bastasse ser a virtuose que é, Clapton ainda é um cara bacana que jamais deixou de reverenciar os antigos bluseiros. Um desses é ninguém menos do que B.B. King, que adora o Brasil.

Assim, não é de se admirar que Clapton tenha convidado B.B. King para gravar um CD juntos. Em junho de 2000, saiu o CD Riding With The King. A capa já diz tudo sobre a adoração e o respeito que Clapton nutre pelas lendas do blues. Os dois num Cadillac conversível. Trajando um smoking, B.B. King no banco de trás com a sua inseparável guitarra Lucille, e Clapton humildemente ocupando o lugar de motorista.

Capa do CD

Desse maravilhoso CD e enquanto degusta um maravilhoso café, Romoaldo está ouvindo a música Come Rain Or Come Shine. Numa tradução livre, seria algo como Faça Sol ou Faça Chuva. Bem apropriado para o Rally dos Sertões.

Composta em 1946 para o musical St. Louis Woman, a letra dessa canção foi escrita por Johnny Mercer e a música é de Harold Arlen. Com vocês, duas lendas vivas do blues. Oh Yeah!

Come Rain Or Come Shine
B.B. King and Eric Clapton

I'm gonna love you like nobody's loved you

Come rain or come shine

High as a mountain and deep as a river

Come rain or come shine



I guess when you met me

It was just one of those things

But don't you ever bet me

'Cause I'm gonna be true if you let me



You're gonna love me like nobody's loved me

Come rain or come shine

Happy together, unhappy together

And won't that be fine



Days may be cloudy or sunny

We're in or we're out of the money

But I'm with you always

I'm with you rain or shine


You're gonna love me like nobody's loved me

Come rain or come shine

Happy together, unhappy together

And won't that be fine



Days may be cloudy or sunny

We're in or we're out of the money

But I'm with you always

I'm with you rain or shine


Rain or Shine
I'm with yo always
I'm with rain or shine