segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Acabou a aventura do Rally dos Sertões ...


Ricardo Icassatti Hermano

A Redação do Café & Conversa passou o domingo preocupada com a falta de notícias do nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza. Depois de, tal qual um Jasão pós-moderno e cyberpunk, enfrentar os perigos da jornada, o calor, a poeira, a falta de umidade, as estradas de terra, conexões falhas com a internet, abduções extra-terrestres e o canto de uma sereia barista, começamos a temer pela vida do nosso repórter.

Mas, hoje conseguimos fazer contato telefônico com Romoaldo e tudo foi esclarecido. Ele está na próspera e mitológica cidade tocantinense de Dianópolis. Um pouco distante do Monte Olimpo. A cidade tem esse nome por obra e graça de um antigo prefeito, que lá pelos anos 1930 resolveu homenagear as moças locais. E por um acaso do destino, a maioria delas devia ser formada por belas deusas ...

Mas, o nosso bravo jornalista encerrou ali em Dianópolis a sua jornada aventuresca, porque a grana e o café acabaram. Sem esses dois ingredientes essenciais, não há aventura que seja auto-sustentável. Assim, a bordo da sua Argo, Romoaldo inicia o caminho de volta a Tessália trazendo o Velocino de Ouro e envia seu último post.


ÚLTIMO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Bom, hora de dar meia volta e pegar o caminho de casa, economizar dinheiro para o ano que vem. Ainda faltam as etapas de São Félix do Tocantins; Balsas, no Maranhão; Teresina, no Piauí, além de Sobral e Fortaleza, no Ceará onde termina o 18º Rally Internacional dos Sertões. Mas também me faltam recursos suficientes para chegar até o final.

Ops! Acabou a grana. Meia volta volver!

Conta a lenda que na década de 1930, o prefeito de São João do Duro, rica pelo seu lençol de ouro no subsolo, Xico Moura, resolveu prestar uma homenagem às senhoras do lugar, que se chamavam Custodianas, e que também atendiam pelo nome de Dianas. Daí que vem o nome dessa bucólica cidadezinha "Dianópolis", com menos de 20 mil habitantes, cercada por cachoeiras, cânions e mirantes.

Uma observação importante, é que o "Duro", que fazia parte do nome da cidade é uma forma reduzida de dizer São João do Ouro. Virou São João do Duro. Hoje é Dianópolis. Agora, um pouco de turismo e esporte. Com a participação especial da caneca personalizada e exclusiva do Café & Conversa.

No fim de semana, tomei banho na Cachoeira dos Arcanjos (foi promovida),
levando a caneca do Café & Conversa para passear comigo.

Encontramos, também um Buriti com pouco mais de 12 anos,
que literalmente engoliu uma Baraúna com mais de 300.
É a lei da sobrevivência.

Vencedores da 2a. etapa especial, Luiz Facco e Silvio Deusdará,
da Equipe Acelera Siriema, mergulham a
Mitsubishi L200 RS no riacho.

Acredite, esté é o quadriciclo de Robert Naji Nahas, da RNN Sport.
Até parece um jet ski, mas é o protótipo do paulista Nahas
desafiando a força das águas.

A paraense, Doris van Hees, navegadora do marido Willen van Hees, é uma dessas lindas morenas que sabem que nem os anos tiram o brilho da imponência feminina. Sem o capacete, Doris é a cara da atriz italiana Sofhia Loren. Mais jovem, claro.

Amanhã, em casa, conto mais uns pequenos detalhes do 18º Rally Internacional dos Sertões.

PS: Já estamos contratando uma equipe para captar recursos para a empreitada do ano que vem.

domingo, 15 de agosto de 2010

Lula e o Tênis


Ricardo Icassatti Hermano

Fui jogador de Tênis. Apenas como esporte de lazer. Há alguns anos não dou umas raquetadas na bolinha amarela, mas continuo gostando do esporte e assistindo os grandes torneios pela TV. De maneira bem simplória, posso até ser considerado um burguês por não ser pobre, mas não consigo me ver dessa maneira. Nada contra a burguesia.

Dia desses, o presidente Lula foi flagrado em vídeo tentando convencer Leandro, um garoto então com 17 anos de idade e morador de comunidade carente, que o Tênis "é esporte da burguesia porra". Mais adiante, de maneira bem simplória e didática, ele ensina ao governador Sérgio Cabral o que deveria fazer para enganar a imprensa e os eleitores.

Em seguida, o governador fanfarrão incompreensivelmente resolveu xingar o garoto. Talvez insatisfeito com as críticas e por ter sido desmascarado diante do seu grande líder ... ou talvez estivesse turbinado e fora de si ... sei lá. Só sei que é estranho. Especialmente para quem gosta de cultivar a imagem do "carioca gente boa".

Fiquei matutando. Por que Lula disse aquelas barbaridades?

Sou jornalista da área política. Lula disse aquelas barbaridades porque aquilo é o Lula real e não o Lula sorridente da propaganda. O Lula real é preconceituoso, raivoso, vaidoso (não se sabe a razão), ególatra, mentiroso e não gosta de se sentir limitado por regras, leis, normas etc. O Lula se acha e acha que pode tudo. Por isso mesmo, é um protótipo de ditador.

A internet é realmente uma benção, porque para cada "qualidade" que apontei no Lula, existe um vídeo no YouTube em que ele confirma todas elas. A internet é uma benção porque permite a um garoto de 17 anos fazer o que a imprensa deveria fazer e não faz. Vejam um pequeno exemplo.




Ao contrário, a imprensa ajuda o Lula. Os jornalistas que cobrem política conhecem o Lula e estão carecas de ouvir suas asnices e seus rompantes ditatoriais e até criminosos. Mas, pegam aquele monte de m**** e lapidam até que fique com jeito de "estadista que sabe do que está falando".

Mas, voltando ao esporte. Além do preconceito, por que Lula não gosta do Tênis? Ora, porque é um esporte em que prevalecem as regras, o jogo leal, o mérito do jogador e o juiz é soberano. Lula despreza tudo isso. E foi fácil fazer a associação com a burguesia, porque os burgueses cultivam a obediência às regras, a lealdade, o mérito e acreditam em justiça.

Os burgueses acreditam no trabalho e no esforço individual como instrumento de evolução de uma sociedade. Isso os diferencia dos criminosos que se travestem de políticos. E não se iludam, esses sujeitos transitam por todos os partidos.

Lula gosta de futebol, onde se faz gol de mão, se engana o juiz, se compra resultados e a violência corre solta. E onde os dirigentes resistem a qualquer mudança nessa bandalha. Não é atoa que ele também gosta de política e não se empenhou em fazer uma reforma nessa área. Aliás, não se empenhou em nada que não fosse montar um curral eleitoral nos moldes dos piores coronéis nordestinos. Não é coincidência estar aliado a esses coronéis agora.

Como pudemos assistir estarrecidos ultimamente, Lula também não dá a mínima para a vida humana. Especialmente quando são opositores dos seus amigos ditadores sanguinários, assassinos psicopatas.

Analisando os grandes atletas do Tênis, a maioria esmagadora veio da pobreza. São poucos aqueles que abandonaram uma vida de facilidades para se entregar ao treinamento 24 horas por dia e sete dias por semana. Isso exige garra, desprendimento, auto-sacrifício e foco.

Quando as pessoas vêem os jogadores ganharem torneios milionários, não fazem a menor ideia de quanto suor, lágrimas, sangue, dor e sacrifícios foram necessários, desde os cinco anos de idade, para chegarem ali. Além do talento, claro. É possível encontrar atletas que vieram de uma família de atletas, como o espanhol Rafael Nadal, por exemplo. Mas, também são poucos.

Lula não entende esse tipo de esforço. Até porque o seu esporte predileto está mais ligado a uma garrafa e um copo. E, convenhamos, não é preciso muito esforço para isso. É preciso pouquíssima força de vontade até. Talvez esteja aí a causa da sua confusão mental quando sugeriu ao garoto que praticasse natação "com o bombeiro tomando conta porra". Um esporte realmente popular ...



Quarto Dia no Rally dos Sertões


Ricardo Icassatti Hermano

Nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza, completou a quarta etapa do Rally dos Sertões. Mas, já é possível perceber que a pesada maratona começa a produzir efeitos colaterais no velho homem de imprensa. Uma barista indiana, uma vaquinha jeitosa e achar que é o poeta português Luís Vaz de Camões ... sei não.

Aos poucos, seus relatos vão assumindo um tom dramático. Tudo indica que o calor, a baixa umidade e a poeira estão debilitando o bravo repórter. Ou talvez seja o impacto da natureza sobre o civilizado jornalista, como no filme Avatar.

E ainda faltam oito dias para o término da prova. Ainda bem que ele levou uma boa quantidade de grãos Bourbon Vermelho. Pode ser que a cafeína o ajude a prosseguir.

Esperamos com fé em Deus, que Romoaldo consiga cumprir sua honrosa missão de reportar essa aventura genuinamente brasileira e de levar aos mais distantes rincões desse país, o precioso conhecimento sobre a excelência do nosso café. Também torcemos para que ele retorne em segurança, claro.

Fiquem com o relato. Força Romoaldo!


QUARTO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Vocês podem imaginar "de um tudo" na Chapada dos Veadeiros. Essa é uma época que tem muita gente vagando por lá. Mas, aos poucos a turba vai se desfazendo, cada qual segue para o seu lado. Antes de rumar com destino ao Tocantins, dei uma passada na Confraria do Café.

A caneca também ficou encantada com a barista, Kali ...

Kali, uma linda barista, oferece a marca Café Cristina. É o único que tem, mas o espresso é servido com sedução. É um atendimento de fazer qualquer um perder o juízo. A vontade que dá é de trocar as prioridades, deixar de ser jornalista, largar as reportagens, abandonar as notícias, fugir do rally e montar um café por aqui. Devaneios … deve ser o calor, a secura … ufa!

Assim como o célebre poeta português Luís Vaz de Camões, que teve de atravessar a nado a foz do Rio Mekong com Os Lusíadas na cabeça, aproveitei as águas abençoadas da Chapada para benzer a caneca do Café e Conversa. Atravessei as águas do poço da Cachoeira dos Arcanjos com a caneca na cabeça. Para refrescar as ideias.

Parece que o banho gelado fez o nosso repórter recuperar o juízo

O Rally dos Sertões, como as minhas fotos engolindo poeira mostraram, é mesmo uma rara oportunidade para conhecer o que há de mais real no país. Pessoas que não conhecem o presidente da República, não sabem em quem ou em que votaram nas eleições passadas e nem imaginam o que significa o "Boa noite!" do William Bonner.

Estão mais preocupados em fortalecer pequenas cooperativas para a comercialização de produtos derivados do leite. É o casamento perfeito - se é que existe casamento perfeito - essa dualidade entre o Rally dos Sertões e essa vaquinha da xícara.

Não sabemos se Romoaldo se apaixonou pela vaquinha
ou se passou a tomar café com leite

É bem verdade que os Rasc (pai piloto e filho navegador) estavam estressados com o desempenho pífio do jipão indiano Mahindra, mas ignorar nossa reportagem? Foi preciso que eu levantasse o dedo polegar para que o "Raquinho" dissesse: "Olá ouvintes...!", no melhor estilo Guru da Internet ...

Nosso correspondente em ação: "Eu podia tá me candidatando,
roubando, mas tô aqui pedindo uma entrevista, falô? Beleza?".

Adorei o pronunciamento do mais novo navegador do Rally dos Sertões. Logo Rasc, o filho, que este ano está correndo com autorização da professora. Na edição passado do rally, o pequeno navegador perdeu o ano porque a escola não abonou as faltas. Ainda bem que nem o governo nem as ONGs de Direitos Humanos pararam para reclamar do pai, que em vez de levar o filho à escola, o escolheu como navegador no Rally dos Sertões.

Música do Dia na Land Rover do Romoaldo


Ricardo Icassatti Hermano

O Rally dos Sertões não chegou nem à sua metade e o nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza, já coleciona duas paixões e um coração partido. Essa é a vida na estrada. Algumas alegrias e um punhado de desilusões. É preciso ser forte para aguentar o tranco dessa vida.

E o que é a vida sem uma trilha sonora? Nada. Por isso, antes de partir nessa aventura pelo interior inóspito, Romoaldo selecionou uma série de músicas para acompanhá-lo na Land Rover.

Para encarar a quinta etapa, que sai de Dianópolis e vai até Palmas, capital do estado de Tocantins, o blues retorna ao CD player. Especialmente depois que Romoaldo foi docemente abduzido.

Não, não foram os ETs da Terra Sagrada do Gergeliko. Foi uma linda barista chamada Kali, que trabalha na Confraria do Café, lá em Alto Paraíso. Foto da garota que é bom ... nada!

Assim, nada melhor que a gaita de Sonny Boy Williamson, um gaitista afro-americano nascido em 1914 no condado de Jackson, no Tenessee. Ele foi bastante popular no Sudeste dos Estados Unidos e seu nome era sinônimo da harmônica noblues. Fez muito sucesso até o seu assassinato em 1948. Vários outros músicos utilizaram o mesmo nome artístico nos anos seguintes, como forma de homenagem.

Sonny Boy Williamson e sua gaita

Encontrei um vídeo raro de Sonny Boy Williamson tocando sua gaita e cantando o belíssimo blues I'm a Lonelly Man. Parece que foi em algum programa de TV. No momento, essa música tem tudo a ver com o nosso correspondente ...


I'm a Lonelly Man
Sonny Boy Williamson

Baby don't you know, you know I love you
Baby don't you know, you know I love you
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man
One day you're gonna miss me, wait and see
One day you're gonna miss me, wait and see
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man
Baby can't you see, can't you see I been cryin'
Baby can't you see, can't you see I been cryin'
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man
Baby can't you hear me, can't you hear me callin'
Baby can't you hear me, can't you hear me callin'
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man



sábado, 14 de agosto de 2010

Música do Dia na Land Rover do Romoaldo - La Grange - ZZ Top


Ricardo Icassatti Hermano

Romoaldo, o intrépido correspondente do Café & Conversa, está deixando a meditativa Chapada dos Veadeiros para trás. Agora vem a parte pesada do Rally dos Sertões com o incrível Deserto do Jalapão, o único no mundo que tem um rio perene.

Agora, a brincadeira acabou. O que era difícil fica pior. A palavra "sacrifício" assume um novo significado. É hora de tirar as crianças da sala porque a pancadaria vai começar. Daqui para frente será sangue, suor, lágrimas e porrada.

Esse deserto está à espera de Romoaldo e sua Land Rover

Nada melhor para preparar o espírito "Bad Ass Looking for Trouble" e encarar as dificuldades que virão, do que um bom e clássico Rock'n Roll. E poucos no mundo fazem um rock com tanta competência e peso quanto a banda texana ZZ Top. Talvez seja a menor banda de rock do planeta.

Formada em 1969, a banda mantém a mesma formação desde então, com os barbudos texanos Billy Gibbons (guitarra), Dusty Hill (baixo) e o baterista Frank Beard. Para uma banda de rock, essa longevidade é uma raridade. Os caras são lendas vivas.

Esses texanos sabem tudo de blues rock

A música dos ZZ Top é o chamado "blues rock". Afinal, eles são do Sul dos Estados Unidos e não há como fugir da influência do blues por lá. O que é uma benção, pois tudo fica melhor com o blues. Assim como tudo fica melhor com um espresso na cabeça.

Por isso, a música também é altamente dançante e parece ter sido feita para a estrada. É impossível ouvir esse tipo de rock sem imaginar casacos de couro, loiras peitudas, óculos escuros, bandanas, carros possantes ou uma gangue de Harley Davidson rasgando estradas nos desertos da vida. Tô poético hoje ...

E eu aqui sonhando com a minha viagem no ano que vem ...

Junto com as doses maciças de cafeína, é exatamente disso que o Romoaldo está precisando para enfrentar os desafios escaldantes do Deserto do Jalapão. Com vocês, ZZ Top em dois vídeos. No primeiro eles tocam a porrada clássica La Grange no Crossroads Guitar Festival, realizado em Dallas no Texas.




O segundo vídeo é uma apresentação com a exuberante, sexy, estonteante e gostosa Carmen Electra, para o Romoaldo lembrar que mato, poeira e banho de rio são muito bons, mas a cidade também tem o seu valor e seus encantos. As noites no deserto podem ser bem solitárias e o Café & Conversa não quer que essa aventura acabe num filme de terror como Brokeback Mountain ... som na caixa!



Terceiro Dia no Rally dos Sertões


Ricardo Icassatti Hermano

Não foi sem alguma dificuldade e alguns sustos que o nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza, completou a terceira etapa do Rally dos Sertões. Foram mais 416 km de deserto vermelho, saindo de Unaí e chegando na misteriosa e sideral Alto Paraíso, a Terra Sagrada do Gergeliko.

Parte da funcionalidade da máquina fotográfica digital foi recuperada. Agora temos várias fotos para ilustrar o relato a seguir.


TERCEIRO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

No clima de deserto que domina o Noroeste de Minas Gerais nessa época do ano, é aconselhável uma parada estratégica para deixar o motor da velha Land Rover refrescar. Com água mineral, como se faz com um bom café.

A leal companheira sentiu a baixa umidade do ar

Parei em um posto de gasolina para apertar um parafuso na placa de trás e calibrar os pneus. O borracheiro que me ajudou, não quis cobrar pelo serviço. Pediu apenas "um cafezinho". Passei na hora um bourbon vermelho.

O borracheiro ficou surpreso com a novidade. "Nunca tinha tomado um café desse gosto, doutor". Nota: ele pediu para não ser fotografado. Algo a ver com antiga crença de ter sua alma capturada pela foto ... essas coisas dos sertões goianos.

Uma pausa entre uma entrevista e outra, entre uma derrapada e a terra firme.
Com o coração disparado pelo susto e acelerado pela cafeína.

Qualquer vacilo pode ser fatal. Nessa estrada, estava na velocidade necessåria para não perder a informação nem o controle do carro. Na próxima foto, à minha frente vai uma Mitsubishi L-200 de apoio à uma equipe de rally. No sentido contrário, vem um Troller pilotado pelo casal Willem e Doria van Hees.

Ali na frente ... cof, cof, cof ... vai o ... cof, cof, cof ...

Numa competição esportiva como o rally, o navegador é o cérebro do piloto. É o navegador quem diz qual direção o carro deve seguir, onde o piloto deve parar, acelerar, dobrar à esquerda ou à direita. Qualquer leitura equivocada pode ser fatal. Qualquer erro pode custar uma prova. Ou até a vida.

O baiano de Juazeiro, Pedro Eurico, é o cérebro da equipe MS Rally. E, para energizar esse "cérebro" o navegador tomou o café bourbon vermelho.

Fiquei fã do bourbon vermelho!

A caneca do Café & Conversa finalmente realizou o sonho de conhecer a Chapada dos Veadeiros. E não poderia ser numa ocasião mais especial. Sexta-feira, 13 de agosto, no Rally Internacional dos Sertões. Subimos até o topo da Pousada do Mirante.

Mostrei a cidade à caneca. Lugar que, para os místicos, seria o Chacra do Universo, algo como o umbigo cósmico da Terra. Pode parecer "doidejar" desse povo que mora por aqui. Mas, que são aconchegantes, isso eles são. Além do mais, Alto Paraíso sempre recebe os hóspedes com muito carinho.

A caneca ainda não experimentou apertar um Gergeliko

Ivan Terni pilota uma Pajero Mitsubishi especialmente, preparada para a competição. No interior de Goiás, na porta de um Posto de Saúde que só abre uma vez por mês, o piloto faz exercício de alongamento.

Acompanha, mas não empurra

"Para mim, isso é tão especial como a meditação que faço todo dia e o cafezinho que tomo pelas manhãs", revelou o piloto. Em São Paulo, onde mora, sempre que pode Terni costuma passar na avenida Faria Lima para degustar um espresso na cafeteria Octavio.

A quarta etapa nos levará até Dianápolis, já dentro do estado de Tocantins. O Deserto do Jalapão nos aguarda ...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Senador propõe regulamentação da profissão de Barista


Simone Franco - Agência Senado

Se o futebol já foi consagrado como paixão entre os brasileiros, o café avança, cada vez mais, na lista de preferências nacionais. Como a legião de amantes da bebida, seja ela servida quente ou fria, não pára de crescer, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) acredita ter chegado a hora de regulamentar o exercício da profissão de Barista. E é isso o que propõe em projeto de lei (PLS 206/09) pronto para ser votado, em Decisão Terminativa, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Mas quem é o Barista? Segundo define a proposta, é "o profissional responsável pela impressão da arte no preparo artesanal de cafés de alta qualidade". Esse "tom artístico" no preparo da bebida passa pela extração do café na forma de "espresso" e pela elaboração de variações combinadas com leite vaporizado - onde se explora a habilidade do profissional de fazer desenhos sobre ou com a espuma do leite - e de drinques à base de bebidas alcoólicas, frutas ou outro tipo de ingrediente autorizado pela legislação sanitária brasileira.

Organização da carta de cafés; seleção de ingredientes e fornecedores; domínio das técnicas de degustação, torrefação, moagem e modos de preparo dos diversos tipos de bebida à base de café são algumas das atribuições fixadas para o barista. Gerson Camata comenta que, por ser especialista no preparo e serviço de cafés de alta qualidade, esse profissional tem papel importante na divulgação do produto junto ao consumidor final. Ressalta ainda que os baristas brasileiros já conquistaram reconhecimento mundo afora com premiações em concursos nacionais e internacionais.

O PLS 206/09 reserva o exercício da profissão de Barista exclusivamente aos portadores de habilitação em cursos oficiais e regulares oferecidos no Brasil ou no Exterior, com certificado devidamente reconhecido, e àqueles que comprovem exercer a atividade há, pelo menos, dois anos. Exige ainda que o profissional faça seu registro junto ao Ministério do Trabalho.

Cafezinho no balcão

A regulamentação profissional da atividade de Barista também conta com a simpatia do senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator do PLS 206/09 e que recomendou sua aprovação com uma emenda. Seus impactos positivos se estenderiam, segundo destacou no parecer, da difusão do hábito de se consumir café preparado artesanalmente ao incentivo à produção de grãos de melhor qualidade, com maior competitividade no mercado internacional.

Mas o hábito de tomar cafezinho coado, servido num copo de vidro em balcões de bar e padaria, não deverá perder espaço no dia-a-dia do brasileiro. Um passo fundamental nessa direção foi dado pela emenda de Renato Casagrande ao projeto. A alteração livra da regulamentação dessa atividade especializada os empregados de restaurantes, bares, lanchonetes e similares não especializados na oferta de bebidas à base de café de alta qualidade e que continuam a servir, conforme a tradição e os costumes, o café como complemento de outros serviços ou produtos alimentícios.

Música do Dia na Land Rover do Romoaldo - Loreena McKennitt - The Mystic's Dream


Ricardo Icassatti Hermano

Hoje, o nosso destemido correspondente Romoaldo de Souza parte de Unaí atrás dos competidores do Rally dos Sertões. A chegada dessa terceira etapa será na esotérica, ufológica, paranormal e misteriosa Alto Paraíso, a Terra Sagrada do Gergeliko.

Serão percorridos mais uma porrada de quilômetros na terra vermelha do cerradão goiano. Quando a Land Rover do Romoaldo estiver chegando próximo à Pousada Camelot, o seu CD player estará tocando a canadense descendente direta de fadas das florestas escocesas e irlandesas, Loreena McKennitt. Tremendo clima de Távola Redonda, Rei Arthur , Santo Graal e coisa e tal.

Meio fada, meio bruxa, completamente celta

A bela Loreena é compositora, pianista e harpista. Ainda toca acordeon. Sua música segue um estilo new age celta eclético, com elementos e nuances do Oriente Médio. Seus arranjos aliam instrumentos folclóricos com sintetizadores eletrônicos.

Sua música The Mystic's Dream fez parte, junto com outras composições suas, da trilha sonora do filme The Mists of Avalon (As Brumas de Avalon), que recebeu indicação ao Oscar de Melhor Trilha Sonora. E a música escolhida para a entrada triunfal do nosso bravo repórter em Alto Paraíso, não poderia ser outra.

The Mystic's Dream
Loreena McKennitt

A clouded dream on an earthly night
Hangs upon the crescent moon
A voiceless song in an ageless light
Sings at the coming dawn
Birds in flight are calling there
where the heart moves the stones
there that my heart is longing for
Calling for, for the love of you

A painting hangs on an ivy wall
Nestled in the emerald moss
The eyes declare a truce of trust
then it draws me far away
deep in the desert twilight
Sand melts in pools of the sky
darkness lays her crimson cloak
lamps will call, call me home

And so it's there my homage's due
Clutched by the still of the night
now I feel, feel you move
And every breath, breath is full
So it's there my homage's due
Clutched by the still of the night
Even the distance feels so near
All for, for the love of you

A clouded dream on an earthly night
Hangs upon the crescent moon
A voiceless song in an ageless light
Sings at the coming dawn
Birds in flight are calling there
Where the heart moves the stones
there that my heart is longing for
All for, for the love of you



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Segundo Dia no Rally dos Sertões


Ricardo Icassatti Hermano

Nosso intrépido correspondente Romoaldo de Souza completou o segundo dia no Rally dos Sertões. Infelizmente já sofreu a primeira baixa no equipamento. A máquina fotográfica digital tomou um banho de rio e perdeu o foco. Assim, boa parte das fotos se perdeu. Mas, conseguimos salvar algumas.

Ele também se embabanou com o GPS e andou meio perdido ...

Fiquem com o relato do Romoaldo.


SEGUNDO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Acho que a máquina deu pau. Caiu dentro d'água...

Bom, começamos o segundo dia saindo de Caldas Novas e percorrendo quase 500 km rumo a Unaí, nas Minas Gerais. Enfrentei uma poeira doida.

Que dia louco. Pela manhã, ainda em Caldas Novas, fazia 11º e resolvi tomar um banho quente de piscina.É, em Caldas Novas tem disso. Piscina de água quente. Aí, é sempre bom aproveitar enquanto estava deserta. Nadei por meia hora e depois lavei as meias e as cuecas na piscina também. Lavar roupa com água quente é bem melhor.

A Land Rover descansando no acampamento das equipes

Sabia que o dia seria puxado, com 447 km a serem percorridos até o Noroeste de Minas (Unaí), a Cidade das Águas Escuras, como era chamada pelos indígenas.

Voltando à civilização, ao menos à minha civilizada Land Rover. Hoje, ela aguentou um batente de estradas esburacadas. Poeira de terra fofa como talco e cascalho. Vez ou outra, resolvia dar uma derrapada. Mas, no geral, nos comportamos bem.

Nosso correspondente enfrentando a estrada de talco vermelho

De passagem por uma "vendinha" no municipio de Ipameri (GO), conheci o Seu Benedito, apreciador de café amargo. Enquanto os carros dos competidores passavam por vistoria, eu conversava com Seu Benedito.

Essa máquina de competição é do modelo que a Elina gosta

Ele me jurou que o grão que usa foi levado por tropeiros da região de Poços de Caldas. Encorpado o café do Seu Benedito. Pena que ele já torra com rapadura. Sem dúvida, fica um café doooooce, mas esconde a complexidade do grão ...

Outra fera do Off Road

Voltando ao volante. No trecho entre Ipameri e a divisa de Goiás com Minas Gerais, peguei uma estrada de chão que o piso parecia goma. Terra solta de novo. O GPS me deu uma informação, eu entendi outra e acabei percorrendo 20 km no rumo errado. Depois tomei rumo, mas já tinha rodado 20 km desnecessariamente.

As mulheres também estão competindo com caminhão e moto

Outra curiosidade nesse percurso é que, já chegando em Unaí, tem uma pequena plantação de café. Parei para conversar com o administrador da fazenda, mas ele disse que não tinha muita informação sobre o tipo de grão plantado ali.

Peguei o telefone do fazendeiro. Depois eu ligo

Antes de cruzar a BR 040, encontrei Um riosinho tão limpo ... 3 da tarde, 40º de temperatura. Pensei, pronto, hora de nadar pelado. Parei a Land Rover e tomei um belo banho. Pena que quando fui vestir a roupa, a máquina fotográfica caiu na água.

Amanhã é dia de Alto Paraíso e suas "esoterices". Sexta-feira, 13, agosto ... Conto depois.

Primeiro Dia no Rally dos Sertões


Ricardo Icassatti Hermano

Finalmente chegou o primeiro relato do Romoaldo no Rally dos Sertões. Parece que interferências eletro-magnéticas provocadas pela presença de OVNIs no Goiás, dificultaram o acesso à internet. Mas, vamos lá.


PRIMEIRO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Nesse primeiro dia de poeira, as emoções começaram por volta das 7h, quando as motos partiram do Flamboyant Shopping, em Goiânia, com destino a Caldas Novas, a Capital dos Carros com Som. Dizem por aqui que nessa aprazível cidade as pessoas não compram som para pôr no carro. Compram um carro para o som...

E a caneca vai junto na aventura

Foram 204 km, sendo que mais de 80 % em estrada de chão.

O percurso que começou em Hidrolândia foi dividido em três etapas. A primeira de terra batida. Os carros desenvolvem altas velocidades. Eu cheguei a atingir 111km/h!!!

Na segunda fase, o poeirão. Terra fofa como talco. Qualquer vacilo levaria a um acidente, como levou ao menos três motociclistas ao chão. Além de várias derrapagens espetaculares.

E, finalmente, cascalho. Parecia uma peneira de café. Pedras miúdas e selecionadas como se tivessem sido espalhadas de propósito pela natureza.

40ºC à sombra, 12% de umidade relativa do ar.

Além das emoções da estrada, fui "parado" por um Policial Rodoviário Federal num cruzamento com a BR 153. A viatura dele estava sem bateria. Pediu uma chupetada, que nada mais é - ou significa - que a transferência de energia de uma bateria para outra ...

A operadora Claro continua me deixando na mão. praticamente não funciona ou só funciona quando quer. Pode ser os OVNIs também … Acho que os ETs também são fãs de rally.

Amanhã (quinta) promete. São mais 445 km de poeira até a bucólica Unaí.

Abraços!!!