quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Música do Dia - Bubamara - Šaban Bajramović


Romoaldo de Souza

Šaban Bajramović foi um dos mais influentes cantores de música cigana da região dos Balcãs. Esteve presente em movimentos sociais de defesa do povo cigano, fez shows contra ditaduras, difundiu os trabalhos do seu povo e foi aclamado, extraoficialmente, o Rei dos Roms, o rei dos ciganos. Bajramović é mencionado em diferentes reportagens sérvias como sendo o autor de Gelem Gelem, hino oficial dos ciganos.


Nascido em 1936 e morto dois anos atrás, Bajramović cresceu nas ruas da ex-República da Iugoslávia, conviveu com a ditadura Josip Broz Tito, sentiu a tristeza das diferentes guerras civis, fez sucesso como sérvio, "exportou" popularidade entre os romenos, chegando a gravar um disco com os Fanfare Ciocărlia, famosa banda "romani"


Aos 19 anos, Šaban Bajramović fingiu do quartel, quando prestava serviço militar, depois de se apaixonar pela irmã de um capitão. Fez besteira tanto como desertor como um inveterado amante da liberdade. Foi capturado e levado à prisão de segurança máxima na ilha de Goli-Oto, onde passou seis longos anos. Nunca mais encontrou a donzela por quem arriscou a própria vida.


Por uma desenfreada paixão, Šaban Bajramović ficou preso seis anos,
tempo suficiente para treinar no time da cadeia,
como goleiro, e tocar na banda o jazz americano


Chabám Bairamovith - ou algo muito próximo se não me falha a memória lingüística - é a pronúncia do nome do cigano que, na prisão, tornou-se goleiro do time e integrante da banda de música que tocava jazz de primeira, especialmente músicas de Louis Armstrong e Frank Sinatra.


Quando deixou Goli-Oto, Šaban Bajramović gravou seu primeiro disco, fazendo sucesso e ganhando reconhecimento dentro e fora da ex-Iugoslávia. Em junho de 2008, morreu vitimado por um ataque cardíaco. O jornal inglês, The Guardian que publicou recentemente um caderno com a história do "rei dos ciganos", estimou em 10 mil o número de pessoas que acompanharam o velório do músico sérvio.


Antes de apresentar aos leitores de Café & Conversa, apesar do vídeo indicar que Bubamara está sendo cantada pelo também cigano Goran Bregović, essa versão é, mesmo, de Šaban Bajramović.


Bubamara

Goran Bregović


Sa o raomalen phuchena

bubamara sose ni c(k)elel.

Devla , devla mangav la

o' lake meka merav.

Sa e romen puchela,

bubamara sose achela,

devla devla vacar le,

bubamara tuka pocinel.

ej romalen ashunen,

e chavoren gugle zurale.

Bubamara chajori,

baro Grga voj si o djili.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more koj romesa. x2

Chavale romalen x3

Chavalen romalen ajde te khela

Sa romalen puchela,

o dejori fusuj chudela.

Devla devla sa charle,

bubamaru voj te aresel.

Ej romalen ashunen,

e chavroren gugle shukaren,

zivoto si ringishpil,

Trajo o del rom aj romnji.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more koj romesa. x2

Chavale romalen x3

Chavalen romalen ajde te khela

Sa Romalen puchela,

bubamara sose achela,

devla devla vacar le

bubamara pocinel.

Ej romalen ashunen

e chavrore gugle zurale

bubamara chajori

baro Grga voj si o djili.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more goj romesa. x4

Te cilabe te chela




Mingau de Aveia, comfort food


Ricardo Icassatti Hermano

Comidas deliciosas podem ser ultra elaboradas, envolver diversos ingredientes. Mas, também podem ser absolutamente simples, com um ou dois ingredientes apenas. Nem por isso uma é melhor que a outra. Elas são diferentes na técnica de preparo, na quantidade de trabalho que dão ao chef, mas são igualmente deliciosas. Cada qual no seu devido momento.

As mais simples, geralmente são as chamadas "comfort food", porque são feitas em casa, sem a necessidade da precisão milimétrica dos utensílios profissionais. Geralmente também são acompanhadas de uma imensa dose de carinho das mãos de quem as elaborou.

Todo mundo tem o seu repertório pessoal de comfort foods. Aquelas comidas que conseguiam nos fazer parar de chorar quando éramos crianças. Não importava o quanto o ralado no joelho estivesse doendo, aquela comida preparada pela mãe ou avó especialmente para nós, anestesiava e curava qualquer sofrimento ...

No meu repertório, brilham o Purê de Batatas e o Mingau de Aveia. Outro dia desses, eu zanzava pelo Twitter quando li um post da Patissèrie Helena Gasparetto, dona do blog Marshmallow. Curtinho, sucinto, ela dava a sua receita de Mingau de Aveia. Rapidamente capturei a preciosidade e uma foto, que ela postou no dia seguinte, do dito cujo pronto para ser consumido.

Um prato muito simples, fácil de fazer, saudável até dizer chega e tremendamente gostoso. Não sei porque as cafeterias que servem café da manhã não têm Mingau de Aveia no cardápio. Eu sairia de casa numa boa apenas para comer essa maravilha. Leiam a receita e façam. Não esqueça de nos chamar para experimentar : )

Mingau de Aveia
Receita da Helena Gasparetto

Ingredientes

- 2 colheres sopa de aveia em flocos finos
- 1 xícara de leite
- 1 colher sopa de açúcar (ou o equivalente em adoçante)
- 1 cravo
- Canela em pau
- Canela em pó para polvilhar
- 1 pitadinha de sal
- Gotas de extrato de baunilha

Preparo

Junte todos os ingredientes, menos a canela em pó, numa panela e leve ao fogo até ferver. Ferva até engrossar. Polvilhe canela em pó e sirva. Decore com algumas frutas ou incremente com geleias e castanhas moídas. Ouse, invente : )

Buáááá!!! Buáááááááá!!! Será que ninguém vai ficar com pena de mim?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo


Ricardo Icassatti Hermano

Uma das nossas queridas leitoras, a bela jornalista Jamila Gontijo, nos presenteia com uma saborosa dica. Depois das capitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, já está de portas abertas em Brasília, mais precisamente no Park Shopping, o templo português das guloseimas e das artes da confeitaria conhecido como: O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo.

Pela cara, parece muito bom mesmo. Vamos conferir.

Ainda não conferimos, mas já sabemos que lá servem o café Suplicy ... Mas, segundo material de divulgação da confeitaria, o bolo é uma criação do chef português Carlos Brás Lopes, que há 20 anos guarda sob sete chaves a sua famosa receita.

Ainda de acordo com esse material de divulgação, o bolo em questão é feito com "chocolate belga", embora a Bélgica não plante um pé de cacau ... O bolo também não leva farinha nem fermento.

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo vem em três diferentes versões:
- Meio Amargo, com 70% de cacau;
- Tradicional Doce, com 53% de cacau
- Zero Açúcar

A sobremesa será vendida em dois tamanhos:
- Pequeno, com oito fatias (R$ 69, nas versões meio amargo e tradicional; e R$ 89, na versão Zero Açúcar),
- Grande, com 14 pedaços (R$ 99, nas versões Meio Amargo e Tradicional, e R$129, na versão Zero Açúcar).

No quiosque ela também será vendida em fatias (R$ 8,90 nas versões Meio Amargo e Tradicional; e R$ 11, na versão Zero). Seguindo as sugestões da casa, o delicioso bolo vai bem uma taça de vinho do porto branco ou tinto envelhecido (R$ 8), café Suplicy (R$ 3,50) ou ainda um blend de chá (R$ 6), feito especialmente pelo Chá Tee Gschwender para combinar com o doce.”

Hummmmmmmmm ...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Acabou a aventura do Rally dos Sertões ...


Ricardo Icassatti Hermano

A Redação do Café & Conversa passou o domingo preocupada com a falta de notícias do nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza. Depois de, tal qual um Jasão pós-moderno e cyberpunk, enfrentar os perigos da jornada, o calor, a poeira, a falta de umidade, as estradas de terra, conexões falhas com a internet, abduções extra-terrestres e o canto de uma sereia barista, começamos a temer pela vida do nosso repórter.

Mas, hoje conseguimos fazer contato telefônico com Romoaldo e tudo foi esclarecido. Ele está na próspera e mitológica cidade tocantinense de Dianópolis. Um pouco distante do Monte Olimpo. A cidade tem esse nome por obra e graça de um antigo prefeito, que lá pelos anos 1930 resolveu homenagear as moças locais. E por um acaso do destino, a maioria delas devia ser formada por belas deusas ...

Mas, o nosso bravo jornalista encerrou ali em Dianópolis a sua jornada aventuresca, porque a grana e o café acabaram. Sem esses dois ingredientes essenciais, não há aventura que seja auto-sustentável. Assim, a bordo da sua Argo, Romoaldo inicia o caminho de volta a Tessália trazendo o Velocino de Ouro e envia seu último post.


ÚLTIMO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Bom, hora de dar meia volta e pegar o caminho de casa, economizar dinheiro para o ano que vem. Ainda faltam as etapas de São Félix do Tocantins; Balsas, no Maranhão; Teresina, no Piauí, além de Sobral e Fortaleza, no Ceará onde termina o 18º Rally Internacional dos Sertões. Mas também me faltam recursos suficientes para chegar até o final.

Ops! Acabou a grana. Meia volta volver!

Conta a lenda que na década de 1930, o prefeito de São João do Duro, rica pelo seu lençol de ouro no subsolo, Xico Moura, resolveu prestar uma homenagem às senhoras do lugar, que se chamavam Custodianas, e que também atendiam pelo nome de Dianas. Daí que vem o nome dessa bucólica cidadezinha "Dianópolis", com menos de 20 mil habitantes, cercada por cachoeiras, cânions e mirantes.

Uma observação importante, é que o "Duro", que fazia parte do nome da cidade é uma forma reduzida de dizer São João do Ouro. Virou São João do Duro. Hoje é Dianópolis. Agora, um pouco de turismo e esporte. Com a participação especial da caneca personalizada e exclusiva do Café & Conversa.

No fim de semana, tomei banho na Cachoeira dos Arcanjos (foi promovida),
levando a caneca do Café & Conversa para passear comigo.

Encontramos, também um Buriti com pouco mais de 12 anos,
que literalmente engoliu uma Baraúna com mais de 300.
É a lei da sobrevivência.

Vencedores da 2a. etapa especial, Luiz Facco e Silvio Deusdará,
da Equipe Acelera Siriema, mergulham a
Mitsubishi L200 RS no riacho.

Acredite, esté é o quadriciclo de Robert Naji Nahas, da RNN Sport.
Até parece um jet ski, mas é o protótipo do paulista Nahas
desafiando a força das águas.

A paraense, Doris van Hees, navegadora do marido Willen van Hees, é uma dessas lindas morenas que sabem que nem os anos tiram o brilho da imponência feminina. Sem o capacete, Doris é a cara da atriz italiana Sofhia Loren. Mais jovem, claro.

Amanhã, em casa, conto mais uns pequenos detalhes do 18º Rally Internacional dos Sertões.

PS: Já estamos contratando uma equipe para captar recursos para a empreitada do ano que vem.

domingo, 15 de agosto de 2010

Lula e o Tênis


Ricardo Icassatti Hermano

Fui jogador de Tênis. Apenas como esporte de lazer. Há alguns anos não dou umas raquetadas na bolinha amarela, mas continuo gostando do esporte e assistindo os grandes torneios pela TV. De maneira bem simplória, posso até ser considerado um burguês por não ser pobre, mas não consigo me ver dessa maneira. Nada contra a burguesia.

Dia desses, o presidente Lula foi flagrado em vídeo tentando convencer Leandro, um garoto então com 17 anos de idade e morador de comunidade carente, que o Tênis "é esporte da burguesia porra". Mais adiante, de maneira bem simplória e didática, ele ensina ao governador Sérgio Cabral o que deveria fazer para enganar a imprensa e os eleitores.

Em seguida, o governador fanfarrão incompreensivelmente resolveu xingar o garoto. Talvez insatisfeito com as críticas e por ter sido desmascarado diante do seu grande líder ... ou talvez estivesse turbinado e fora de si ... sei lá. Só sei que é estranho. Especialmente para quem gosta de cultivar a imagem do "carioca gente boa".

Fiquei matutando. Por que Lula disse aquelas barbaridades?

Sou jornalista da área política. Lula disse aquelas barbaridades porque aquilo é o Lula real e não o Lula sorridente da propaganda. O Lula real é preconceituoso, raivoso, vaidoso (não se sabe a razão), ególatra, mentiroso e não gosta de se sentir limitado por regras, leis, normas etc. O Lula se acha e acha que pode tudo. Por isso mesmo, é um protótipo de ditador.

A internet é realmente uma benção, porque para cada "qualidade" que apontei no Lula, existe um vídeo no YouTube em que ele confirma todas elas. A internet é uma benção porque permite a um garoto de 17 anos fazer o que a imprensa deveria fazer e não faz. Vejam um pequeno exemplo.




Ao contrário, a imprensa ajuda o Lula. Os jornalistas que cobrem política conhecem o Lula e estão carecas de ouvir suas asnices e seus rompantes ditatoriais e até criminosos. Mas, pegam aquele monte de m**** e lapidam até que fique com jeito de "estadista que sabe do que está falando".

Mas, voltando ao esporte. Além do preconceito, por que Lula não gosta do Tênis? Ora, porque é um esporte em que prevalecem as regras, o jogo leal, o mérito do jogador e o juiz é soberano. Lula despreza tudo isso. E foi fácil fazer a associação com a burguesia, porque os burgueses cultivam a obediência às regras, a lealdade, o mérito e acreditam em justiça.

Os burgueses acreditam no trabalho e no esforço individual como instrumento de evolução de uma sociedade. Isso os diferencia dos criminosos que se travestem de políticos. E não se iludam, esses sujeitos transitam por todos os partidos.

Lula gosta de futebol, onde se faz gol de mão, se engana o juiz, se compra resultados e a violência corre solta. E onde os dirigentes resistem a qualquer mudança nessa bandalha. Não é atoa que ele também gosta de política e não se empenhou em fazer uma reforma nessa área. Aliás, não se empenhou em nada que não fosse montar um curral eleitoral nos moldes dos piores coronéis nordestinos. Não é coincidência estar aliado a esses coronéis agora.

Como pudemos assistir estarrecidos ultimamente, Lula também não dá a mínima para a vida humana. Especialmente quando são opositores dos seus amigos ditadores sanguinários, assassinos psicopatas.

Analisando os grandes atletas do Tênis, a maioria esmagadora veio da pobreza. São poucos aqueles que abandonaram uma vida de facilidades para se entregar ao treinamento 24 horas por dia e sete dias por semana. Isso exige garra, desprendimento, auto-sacrifício e foco.

Quando as pessoas vêem os jogadores ganharem torneios milionários, não fazem a menor ideia de quanto suor, lágrimas, sangue, dor e sacrifícios foram necessários, desde os cinco anos de idade, para chegarem ali. Além do talento, claro. É possível encontrar atletas que vieram de uma família de atletas, como o espanhol Rafael Nadal, por exemplo. Mas, também são poucos.

Lula não entende esse tipo de esforço. Até porque o seu esporte predileto está mais ligado a uma garrafa e um copo. E, convenhamos, não é preciso muito esforço para isso. É preciso pouquíssima força de vontade até. Talvez esteja aí a causa da sua confusão mental quando sugeriu ao garoto que praticasse natação "com o bombeiro tomando conta porra". Um esporte realmente popular ...



Quarto Dia no Rally dos Sertões


Ricardo Icassatti Hermano

Nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza, completou a quarta etapa do Rally dos Sertões. Mas, já é possível perceber que a pesada maratona começa a produzir efeitos colaterais no velho homem de imprensa. Uma barista indiana, uma vaquinha jeitosa e achar que é o poeta português Luís Vaz de Camões ... sei não.

Aos poucos, seus relatos vão assumindo um tom dramático. Tudo indica que o calor, a baixa umidade e a poeira estão debilitando o bravo repórter. Ou talvez seja o impacto da natureza sobre o civilizado jornalista, como no filme Avatar.

E ainda faltam oito dias para o término da prova. Ainda bem que ele levou uma boa quantidade de grãos Bourbon Vermelho. Pode ser que a cafeína o ajude a prosseguir.

Esperamos com fé em Deus, que Romoaldo consiga cumprir sua honrosa missão de reportar essa aventura genuinamente brasileira e de levar aos mais distantes rincões desse país, o precioso conhecimento sobre a excelência do nosso café. Também torcemos para que ele retorne em segurança, claro.

Fiquem com o relato. Força Romoaldo!


QUARTO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Vocês podem imaginar "de um tudo" na Chapada dos Veadeiros. Essa é uma época que tem muita gente vagando por lá. Mas, aos poucos a turba vai se desfazendo, cada qual segue para o seu lado. Antes de rumar com destino ao Tocantins, dei uma passada na Confraria do Café.

A caneca também ficou encantada com a barista, Kali ...

Kali, uma linda barista, oferece a marca Café Cristina. É o único que tem, mas o espresso é servido com sedução. É um atendimento de fazer qualquer um perder o juízo. A vontade que dá é de trocar as prioridades, deixar de ser jornalista, largar as reportagens, abandonar as notícias, fugir do rally e montar um café por aqui. Devaneios … deve ser o calor, a secura … ufa!

Assim como o célebre poeta português Luís Vaz de Camões, que teve de atravessar a nado a foz do Rio Mekong com Os Lusíadas na cabeça, aproveitei as águas abençoadas da Chapada para benzer a caneca do Café e Conversa. Atravessei as águas do poço da Cachoeira dos Arcanjos com a caneca na cabeça. Para refrescar as ideias.

Parece que o banho gelado fez o nosso repórter recuperar o juízo

O Rally dos Sertões, como as minhas fotos engolindo poeira mostraram, é mesmo uma rara oportunidade para conhecer o que há de mais real no país. Pessoas que não conhecem o presidente da República, não sabem em quem ou em que votaram nas eleições passadas e nem imaginam o que significa o "Boa noite!" do William Bonner.

Estão mais preocupados em fortalecer pequenas cooperativas para a comercialização de produtos derivados do leite. É o casamento perfeito - se é que existe casamento perfeito - essa dualidade entre o Rally dos Sertões e essa vaquinha da xícara.

Não sabemos se Romoaldo se apaixonou pela vaquinha
ou se passou a tomar café com leite

É bem verdade que os Rasc (pai piloto e filho navegador) estavam estressados com o desempenho pífio do jipão indiano Mahindra, mas ignorar nossa reportagem? Foi preciso que eu levantasse o dedo polegar para que o "Raquinho" dissesse: "Olá ouvintes...!", no melhor estilo Guru da Internet ...

Nosso correspondente em ação: "Eu podia tá me candidatando,
roubando, mas tô aqui pedindo uma entrevista, falô? Beleza?".

Adorei o pronunciamento do mais novo navegador do Rally dos Sertões. Logo Rasc, o filho, que este ano está correndo com autorização da professora. Na edição passado do rally, o pequeno navegador perdeu o ano porque a escola não abonou as faltas. Ainda bem que nem o governo nem as ONGs de Direitos Humanos pararam para reclamar do pai, que em vez de levar o filho à escola, o escolheu como navegador no Rally dos Sertões.

Música do Dia na Land Rover do Romoaldo


Ricardo Icassatti Hermano

O Rally dos Sertões não chegou nem à sua metade e o nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza, já coleciona duas paixões e um coração partido. Essa é a vida na estrada. Algumas alegrias e um punhado de desilusões. É preciso ser forte para aguentar o tranco dessa vida.

E o que é a vida sem uma trilha sonora? Nada. Por isso, antes de partir nessa aventura pelo interior inóspito, Romoaldo selecionou uma série de músicas para acompanhá-lo na Land Rover.

Para encarar a quinta etapa, que sai de Dianópolis e vai até Palmas, capital do estado de Tocantins, o blues retorna ao CD player. Especialmente depois que Romoaldo foi docemente abduzido.

Não, não foram os ETs da Terra Sagrada do Gergeliko. Foi uma linda barista chamada Kali, que trabalha na Confraria do Café, lá em Alto Paraíso. Foto da garota que é bom ... nada!

Assim, nada melhor que a gaita de Sonny Boy Williamson, um gaitista afro-americano nascido em 1914 no condado de Jackson, no Tenessee. Ele foi bastante popular no Sudeste dos Estados Unidos e seu nome era sinônimo da harmônica noblues. Fez muito sucesso até o seu assassinato em 1948. Vários outros músicos utilizaram o mesmo nome artístico nos anos seguintes, como forma de homenagem.

Sonny Boy Williamson e sua gaita

Encontrei um vídeo raro de Sonny Boy Williamson tocando sua gaita e cantando o belíssimo blues I'm a Lonelly Man. Parece que foi em algum programa de TV. No momento, essa música tem tudo a ver com o nosso correspondente ...


I'm a Lonelly Man
Sonny Boy Williamson

Baby don't you know, you know I love you
Baby don't you know, you know I love you
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man
One day you're gonna miss me, wait and see
One day you're gonna miss me, wait and see
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man
Baby can't you see, can't you see I been cryin'
Baby can't you see, can't you see I been cryin'
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man
Baby can't you hear me, can't you hear me callin'
Baby can't you hear me, can't you hear me callin'
C'mon baby, every, every, every day now
C'mon baby, every, every, every day now
Hey baby, I'm a lonely man



sábado, 14 de agosto de 2010

Música do Dia na Land Rover do Romoaldo - La Grange - ZZ Top


Ricardo Icassatti Hermano

Romoaldo, o intrépido correspondente do Café & Conversa, está deixando a meditativa Chapada dos Veadeiros para trás. Agora vem a parte pesada do Rally dos Sertões com o incrível Deserto do Jalapão, o único no mundo que tem um rio perene.

Agora, a brincadeira acabou. O que era difícil fica pior. A palavra "sacrifício" assume um novo significado. É hora de tirar as crianças da sala porque a pancadaria vai começar. Daqui para frente será sangue, suor, lágrimas e porrada.

Esse deserto está à espera de Romoaldo e sua Land Rover

Nada melhor para preparar o espírito "Bad Ass Looking for Trouble" e encarar as dificuldades que virão, do que um bom e clássico Rock'n Roll. E poucos no mundo fazem um rock com tanta competência e peso quanto a banda texana ZZ Top. Talvez seja a menor banda de rock do planeta.

Formada em 1969, a banda mantém a mesma formação desde então, com os barbudos texanos Billy Gibbons (guitarra), Dusty Hill (baixo) e o baterista Frank Beard. Para uma banda de rock, essa longevidade é uma raridade. Os caras são lendas vivas.

Esses texanos sabem tudo de blues rock

A música dos ZZ Top é o chamado "blues rock". Afinal, eles são do Sul dos Estados Unidos e não há como fugir da influência do blues por lá. O que é uma benção, pois tudo fica melhor com o blues. Assim como tudo fica melhor com um espresso na cabeça.

Por isso, a música também é altamente dançante e parece ter sido feita para a estrada. É impossível ouvir esse tipo de rock sem imaginar casacos de couro, loiras peitudas, óculos escuros, bandanas, carros possantes ou uma gangue de Harley Davidson rasgando estradas nos desertos da vida. Tô poético hoje ...

E eu aqui sonhando com a minha viagem no ano que vem ...

Junto com as doses maciças de cafeína, é exatamente disso que o Romoaldo está precisando para enfrentar os desafios escaldantes do Deserto do Jalapão. Com vocês, ZZ Top em dois vídeos. No primeiro eles tocam a porrada clássica La Grange no Crossroads Guitar Festival, realizado em Dallas no Texas.




O segundo vídeo é uma apresentação com a exuberante, sexy, estonteante e gostosa Carmen Electra, para o Romoaldo lembrar que mato, poeira e banho de rio são muito bons, mas a cidade também tem o seu valor e seus encantos. As noites no deserto podem ser bem solitárias e o Café & Conversa não quer que essa aventura acabe num filme de terror como Brokeback Mountain ... som na caixa!