sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pesto com Queijo Cottage


Ricardo Icassatti Hermano

O jornal The New York Times tem uma das melhores e mais competentes editorias gastronômicas do planeta. Também pudera, a cidade é simplesmente a capital do mundo e abriga restaurantes de todo tipo de comida, do trash food até a alta (e caríssima) gastronomia.

O jornal fez uma aposta ousada na internet e liberou todo o contéudo gratuitamente. Basta se cadastrar, escolher os tópicos que mais interessam para passar a receber e-mails a cada atualização. O NYT também foi o primeiro grande jornal a disponibilizar uma versão para o iPad da Apple.

Além da crítica de restaurantes, o jornal ainda publica receitas muito boas. Há até uma coluna dedicada a receitas saudáveis e vídeos com o crítico Mark Bittman, na coluna multimídia The Minimalist, em que executa receitas fáceis e saborosas. Eu me inscrevi para receber as receitas e não me arrependi.

Hoje, trago uma das receitas saudáveis do NYT, que é deliciosamente fácil de preparar e ótima de saborear. Além de ser pouco calórica. Faça sucesso nos almoços de domingo ou nos jantares íntimos servindo essa maravilha. Não há mulher que não se ajoelhe diante de tamanha delícia ... e coma rezando : ) Aliás, está na moda comer, desde que o futuro presidente da República, José Serra, se tornou um "comedor" na propaganda eleitoral.

Então, mãos à obra!

Pesto com Queijo Cottage
2-3 porções

Ingredientes

- 1 dente de alho esmagado
- 1/2 xícara de folhas de manjericão ou salsa
- 1 xícara de queijo Cottage desnatado ou semi-desnatado
- Sal e pimenta do reino a gosto
- 1 colher de sopa de iogurte desnatado ou semi-desnatado
- 1 colher de sopa de azeite extra-virgem
- 1/4 xícara de queijo Parmesão ralado

Preparo

Esmague o alho e junte ao manjericão ou salsa. Coloque a mistura num processador e bata até virar um purê. Adicione os ingredientes restantes e bata até a consistência de creme. Sirva como molho de pasta e acompanhe o prato com vinho tinto. Se preferir, dilua o molho com um pouco da água de cozimento da pasta.

A foto é de Andrew Scrivani.

Agora, é só correr pro abraço ...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fuck Me, Ray Bradbury


Ricardo Icassatti Hermano

Já disse em outros posts que pertenço a várias tribos. Uma delas é dos fãs de ficção científica. Ao contrário do que muitos pensam, essa tribo não é formada exclusivamente por nerds esquisitos e feiosos. Tem de tudo, como em qualquer grupo de interesse. O que nos distingue é o amor pela ciência avançada. Dentro desse escopo há espaço para aventura, paixão, pancadaria, sexo e rock'n roll.

Não acredita? Então veja esse vídeo em que a gata Rachel Bloom, apaixonada por ficção científica, homenageia Ray Bradbury pela passagem do 90º aniversário, o papa desse estilo de literatura. Isso é que é amor pela ciência! Segundo ela, o escritor já viu o vídeo mais de uma vez e adorou : )

A garota tem 23 anos e é estudante da Tisch School of the Arts at New York University e está iniciando na carreira de comediante stand-up. Ela é fã de Bradbury desde os 14 anos e seu livro predileto é o The Martian Chronicles (Crônicas Marcianas).



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Música do Dia - Bubamara - Šaban Bajramović


Romoaldo de Souza

Šaban Bajramović foi um dos mais influentes cantores de música cigana da região dos Balcãs. Esteve presente em movimentos sociais de defesa do povo cigano, fez shows contra ditaduras, difundiu os trabalhos do seu povo e foi aclamado, extraoficialmente, o Rei dos Roms, o rei dos ciganos. Bajramović é mencionado em diferentes reportagens sérvias como sendo o autor de Gelem Gelem, hino oficial dos ciganos.


Nascido em 1936 e morto dois anos atrás, Bajramović cresceu nas ruas da ex-República da Iugoslávia, conviveu com a ditadura Josip Broz Tito, sentiu a tristeza das diferentes guerras civis, fez sucesso como sérvio, "exportou" popularidade entre os romenos, chegando a gravar um disco com os Fanfare Ciocărlia, famosa banda "romani"


Aos 19 anos, Šaban Bajramović fingiu do quartel, quando prestava serviço militar, depois de se apaixonar pela irmã de um capitão. Fez besteira tanto como desertor como um inveterado amante da liberdade. Foi capturado e levado à prisão de segurança máxima na ilha de Goli-Oto, onde passou seis longos anos. Nunca mais encontrou a donzela por quem arriscou a própria vida.


Por uma desenfreada paixão, Šaban Bajramović ficou preso seis anos,
tempo suficiente para treinar no time da cadeia,
como goleiro, e tocar na banda o jazz americano


Chabám Bairamovith - ou algo muito próximo se não me falha a memória lingüística - é a pronúncia do nome do cigano que, na prisão, tornou-se goleiro do time e integrante da banda de música que tocava jazz de primeira, especialmente músicas de Louis Armstrong e Frank Sinatra.


Quando deixou Goli-Oto, Šaban Bajramović gravou seu primeiro disco, fazendo sucesso e ganhando reconhecimento dentro e fora da ex-Iugoslávia. Em junho de 2008, morreu vitimado por um ataque cardíaco. O jornal inglês, The Guardian que publicou recentemente um caderno com a história do "rei dos ciganos", estimou em 10 mil o número de pessoas que acompanharam o velório do músico sérvio.


Antes de apresentar aos leitores de Café & Conversa, apesar do vídeo indicar que Bubamara está sendo cantada pelo também cigano Goran Bregović, essa versão é, mesmo, de Šaban Bajramović.


Bubamara

Goran Bregović


Sa o raomalen phuchena

bubamara sose ni c(k)elel.

Devla , devla mangav la

o' lake meka merav.

Sa e romen puchela,

bubamara sose achela,

devla devla vacar le,

bubamara tuka pocinel.

ej romalen ashunen,

e chavoren gugle zurale.

Bubamara chajori,

baro Grga voj si o djili.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more koj romesa. x2

Chavale romalen x3

Chavalen romalen ajde te khela

Sa romalen puchela,

o dejori fusuj chudela.

Devla devla sa charle,

bubamaru voj te aresel.

Ej romalen ashunen,

e chavroren gugle shukaren,

zivoto si ringishpil,

Trajo o del rom aj romnji.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more koj romesa. x2

Chavale romalen x3

Chavalen romalen ajde te khela

Sa Romalen puchela,

bubamara sose achela,

devla devla vacar le

bubamara pocinel.

Ej romalen ashunen

e chavrore gugle zurale

bubamara chajori

baro Grga voj si o djili.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more goj romesa. x4

Te cilabe te chela




Mingau de Aveia, comfort food


Ricardo Icassatti Hermano

Comidas deliciosas podem ser ultra elaboradas, envolver diversos ingredientes. Mas, também podem ser absolutamente simples, com um ou dois ingredientes apenas. Nem por isso uma é melhor que a outra. Elas são diferentes na técnica de preparo, na quantidade de trabalho que dão ao chef, mas são igualmente deliciosas. Cada qual no seu devido momento.

As mais simples, geralmente são as chamadas "comfort food", porque são feitas em casa, sem a necessidade da precisão milimétrica dos utensílios profissionais. Geralmente também são acompanhadas de uma imensa dose de carinho das mãos de quem as elaborou.

Todo mundo tem o seu repertório pessoal de comfort foods. Aquelas comidas que conseguiam nos fazer parar de chorar quando éramos crianças. Não importava o quanto o ralado no joelho estivesse doendo, aquela comida preparada pela mãe ou avó especialmente para nós, anestesiava e curava qualquer sofrimento ...

No meu repertório, brilham o Purê de Batatas e o Mingau de Aveia. Outro dia desses, eu zanzava pelo Twitter quando li um post da Patissèrie Helena Gasparetto, dona do blog Marshmallow. Curtinho, sucinto, ela dava a sua receita de Mingau de Aveia. Rapidamente capturei a preciosidade e uma foto, que ela postou no dia seguinte, do dito cujo pronto para ser consumido.

Um prato muito simples, fácil de fazer, saudável até dizer chega e tremendamente gostoso. Não sei porque as cafeterias que servem café da manhã não têm Mingau de Aveia no cardápio. Eu sairia de casa numa boa apenas para comer essa maravilha. Leiam a receita e façam. Não esqueça de nos chamar para experimentar : )

Mingau de Aveia
Receita da Helena Gasparetto

Ingredientes

- 2 colheres sopa de aveia em flocos finos
- 1 xícara de leite
- 1 colher sopa de açúcar (ou o equivalente em adoçante)
- 1 cravo
- Canela em pau
- Canela em pó para polvilhar
- 1 pitadinha de sal
- Gotas de extrato de baunilha

Preparo

Junte todos os ingredientes, menos a canela em pó, numa panela e leve ao fogo até ferver. Ferva até engrossar. Polvilhe canela em pó e sirva. Decore com algumas frutas ou incremente com geleias e castanhas moídas. Ouse, invente : )

Buáááá!!! Buáááááááá!!! Será que ninguém vai ficar com pena de mim?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo


Ricardo Icassatti Hermano

Uma das nossas queridas leitoras, a bela jornalista Jamila Gontijo, nos presenteia com uma saborosa dica. Depois das capitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, já está de portas abertas em Brasília, mais precisamente no Park Shopping, o templo português das guloseimas e das artes da confeitaria conhecido como: O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo.

Pela cara, parece muito bom mesmo. Vamos conferir.

Ainda não conferimos, mas já sabemos que lá servem o café Suplicy ... Mas, segundo material de divulgação da confeitaria, o bolo é uma criação do chef português Carlos Brás Lopes, que há 20 anos guarda sob sete chaves a sua famosa receita.

Ainda de acordo com esse material de divulgação, o bolo em questão é feito com "chocolate belga", embora a Bélgica não plante um pé de cacau ... O bolo também não leva farinha nem fermento.

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo vem em três diferentes versões:
- Meio Amargo, com 70% de cacau;
- Tradicional Doce, com 53% de cacau
- Zero Açúcar

A sobremesa será vendida em dois tamanhos:
- Pequeno, com oito fatias (R$ 69, nas versões meio amargo e tradicional; e R$ 89, na versão Zero Açúcar),
- Grande, com 14 pedaços (R$ 99, nas versões Meio Amargo e Tradicional, e R$129, na versão Zero Açúcar).

No quiosque ela também será vendida em fatias (R$ 8,90 nas versões Meio Amargo e Tradicional; e R$ 11, na versão Zero). Seguindo as sugestões da casa, o delicioso bolo vai bem uma taça de vinho do porto branco ou tinto envelhecido (R$ 8), café Suplicy (R$ 3,50) ou ainda um blend de chá (R$ 6), feito especialmente pelo Chá Tee Gschwender para combinar com o doce.”

Hummmmmmmmm ...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Acabou a aventura do Rally dos Sertões ...


Ricardo Icassatti Hermano

A Redação do Café & Conversa passou o domingo preocupada com a falta de notícias do nosso intrépido correspondente, Romoaldo de Souza. Depois de, tal qual um Jasão pós-moderno e cyberpunk, enfrentar os perigos da jornada, o calor, a poeira, a falta de umidade, as estradas de terra, conexões falhas com a internet, abduções extra-terrestres e o canto de uma sereia barista, começamos a temer pela vida do nosso repórter.

Mas, hoje conseguimos fazer contato telefônico com Romoaldo e tudo foi esclarecido. Ele está na próspera e mitológica cidade tocantinense de Dianópolis. Um pouco distante do Monte Olimpo. A cidade tem esse nome por obra e graça de um antigo prefeito, que lá pelos anos 1930 resolveu homenagear as moças locais. E por um acaso do destino, a maioria delas devia ser formada por belas deusas ...

Mas, o nosso bravo jornalista encerrou ali em Dianópolis a sua jornada aventuresca, porque a grana e o café acabaram. Sem esses dois ingredientes essenciais, não há aventura que seja auto-sustentável. Assim, a bordo da sua Argo, Romoaldo inicia o caminho de volta a Tessália trazendo o Velocino de Ouro e envia seu último post.


ÚLTIMO DIA NO RALLY DOS SERTÕES

Romoaldo de Souza

Bom, hora de dar meia volta e pegar o caminho de casa, economizar dinheiro para o ano que vem. Ainda faltam as etapas de São Félix do Tocantins; Balsas, no Maranhão; Teresina, no Piauí, além de Sobral e Fortaleza, no Ceará onde termina o 18º Rally Internacional dos Sertões. Mas também me faltam recursos suficientes para chegar até o final.

Ops! Acabou a grana. Meia volta volver!

Conta a lenda que na década de 1930, o prefeito de São João do Duro, rica pelo seu lençol de ouro no subsolo, Xico Moura, resolveu prestar uma homenagem às senhoras do lugar, que se chamavam Custodianas, e que também atendiam pelo nome de Dianas. Daí que vem o nome dessa bucólica cidadezinha "Dianópolis", com menos de 20 mil habitantes, cercada por cachoeiras, cânions e mirantes.

Uma observação importante, é que o "Duro", que fazia parte do nome da cidade é uma forma reduzida de dizer São João do Ouro. Virou São João do Duro. Hoje é Dianópolis. Agora, um pouco de turismo e esporte. Com a participação especial da caneca personalizada e exclusiva do Café & Conversa.

No fim de semana, tomei banho na Cachoeira dos Arcanjos (foi promovida),
levando a caneca do Café & Conversa para passear comigo.

Encontramos, também um Buriti com pouco mais de 12 anos,
que literalmente engoliu uma Baraúna com mais de 300.
É a lei da sobrevivência.

Vencedores da 2a. etapa especial, Luiz Facco e Silvio Deusdará,
da Equipe Acelera Siriema, mergulham a
Mitsubishi L200 RS no riacho.

Acredite, esté é o quadriciclo de Robert Naji Nahas, da RNN Sport.
Até parece um jet ski, mas é o protótipo do paulista Nahas
desafiando a força das águas.

A paraense, Doris van Hees, navegadora do marido Willen van Hees, é uma dessas lindas morenas que sabem que nem os anos tiram o brilho da imponência feminina. Sem o capacete, Doris é a cara da atriz italiana Sofhia Loren. Mais jovem, claro.

Amanhã, em casa, conto mais uns pequenos detalhes do 18º Rally Internacional dos Sertões.

PS: Já estamos contratando uma equipe para captar recursos para a empreitada do ano que vem.