sábado, 21 de agosto de 2010

A Música do Dia - Fly By Night - Rush


Romoaldo de Souza

Depois de 4.486km, terminou na tarde desta sexta-feira (20) a 18ª edição do Rally Internacional dos Sertões. O lugar não poderia ser outro. O encerramento da maratona que cruzou Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará, foi abençoado pelas águas do Oceano Atlântico, no Beach Park, em Fortaleza.

Na categoria caminhões, o piloto gaúcho Marcos Cassol garantiu o primeiro título no Rally dos Sertões. Os copilotos de Cassol foram Rodrigo Mello e Davi Fonseca. O trio bateu Edu Piano vitorioso dos anos anteriores.

"Para quem conheceu o carro a menos de um ano, até que fomos bem, não?" brincou, por telefone o gaúcho Cassol, natural de Três Passos. "Agora estou a dois passos do Paraíso", concluiu o campeão.

O segundo maior evento de off-road do mundo foi vencido na categoria motos, pelo espanhol Marc Coma, pilotando uma Super KTM 690 cc. “Estou muito feliz, porque esse era o único título que me faltava na carreira”, disse emocionado o bicampeão do Rally Dakar (em 2006 e 2009).

"Essa 'arena' que são os sertões brasileiros me inspiraram muito.
Fico com inveja de vocês, dessas paisagens.
Bom, sobre a vitória? Ano que vem tem mais... Hasta la vista"!

O polonês, Rafal Sonik, na categoria quadriciclos, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar e crava seu nome na competição que só perde para o Dakar-Argentina-Chile. Sonik é o primeiro estrangeiro a ganhar o Sertões.

"Tão duro como vencer essa competição é chegar em casa
e pronunciar a palavra sertois (SIC)...
Até o próximo ano me acerto com essa língua
porque com as estradas me acertei bem"

Na categoria carros, os paulistas Guilherme Spinelli, piloto, ao lado do navegador Yousseff Haddad conseguiram uma vitória espetacular, "domando" a Mitsubishi, Triton, SR, o primeiro veículo a vencer o Rally dos Sertões, usando etanol. “É uma emoção ainda maior do que eu poderia esperar”, disse o campeão de 2010.

"Um rally como o Sertões, você não vence no primeiro dia de competição",
recomendou Spinelli, aos afoitos que querem vencer
a competição na primeira prova.

Das equipes de Brasília, a dupla Elson Cascão II (o Imperador) e Elson Menezes, pilotando um Sherpa V2, ficou em 16º na classificação geral e 8º na Protótipo, carros construídos especialmente para ralis.

"Bota aí no seu blog, na rádio onde for... Isso aqui é competição
para quem gosta de agitação. Toca aí um rock pesado.
Rush, pode ser?", pediu Cascão, o piloto da Kandangus Rally Team.

Mauro Guedes e Pedro Eurico, na Mitsubishi RS, chegaram em 32º. A dupla da MS Rally ficou em 12º na categoria.

"Esse pessoal do Café & Conversa é especial.
Nunca tinha tomado um café tão bom como esse
que levaram para o Rally dos Sertões. Deu um ânimo",
comentou Pedro Eurico, o navegador da MS Rally.

Ricardo Angusto Campos pilotando uma Mahindra e o filho Rasc Campos (18), o mais novo co-piloto do Rally dos Sertões, chegaram na 35a. colocação e 7º na categoria.

Nem assim, os Rascs deram atenção à nossa reportagem.
Mas quando viram a caneca do Café & Conversa, a conversa foi outra.
Fluiu que foi uma beleza. Pena que a fotógrafa perdeu a imagem ...

Outra dupla de pai e filho, Josué Paniago e Felipe Paniago, também numa Mahindra, chegaram em 44º lugar na geral e 9º na categoria. Foram dez dias de provas, cinco deles, percorridos, também pela Land Rover Defender 90' especialmente preparada para o correspondente do Café & Conversa. Nossa reportagem percorreu de Brasília a Goiânia, em seguida passamos por Caldas Novas (GO), Unaí (MG), Alto Paraíso (GO), Dianópolis (TO) e Palmas (TO).

Ano que vem tem mais, certamente

Atendendo o pedido do piloto Elso Cascão, hoje trazemos a música do Rush, Fly By Night. Aumenta que isso aí é Rock and Roll. Antes, porém importante observação: as fotos de Cassol, Coma e Sonik são da organização do Rally Internacional dos Sertões. As demais foram tiradas pela reportagem do Café & Conversa

Fly By Night
(Rush)

Why try? Now why?

This feeling inside me says it's time I was gone

Clear head, new life ahead

Its time i was king and not just one more pawn.


Chorus

Fly by night, away from here

Change my life again

Fly by night, goodbye my dear

My ship isn't coming and I just can't pretend


Moon rise, thoughtful eyes

Staring back at me from the window beside

No fright or hindsight

Leaving behind that empty feeling inside


Chorus

Chorus


Start a new chapter

I find what I'm after

It's changing every day

The change of a season

Is enough of a reason

To want to get away

Quiet and pensive

My thoughts apprehensive

The hours drift away

Leaving my homeland

Playing a lone hand

My life begins today.




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pesto com Queijo Cottage


Ricardo Icassatti Hermano

O jornal The New York Times tem uma das melhores e mais competentes editorias gastronômicas do planeta. Também pudera, a cidade é simplesmente a capital do mundo e abriga restaurantes de todo tipo de comida, do trash food até a alta (e caríssima) gastronomia.

O jornal fez uma aposta ousada na internet e liberou todo o contéudo gratuitamente. Basta se cadastrar, escolher os tópicos que mais interessam para passar a receber e-mails a cada atualização. O NYT também foi o primeiro grande jornal a disponibilizar uma versão para o iPad da Apple.

Além da crítica de restaurantes, o jornal ainda publica receitas muito boas. Há até uma coluna dedicada a receitas saudáveis e vídeos com o crítico Mark Bittman, na coluna multimídia The Minimalist, em que executa receitas fáceis e saborosas. Eu me inscrevi para receber as receitas e não me arrependi.

Hoje, trago uma das receitas saudáveis do NYT, que é deliciosamente fácil de preparar e ótima de saborear. Além de ser pouco calórica. Faça sucesso nos almoços de domingo ou nos jantares íntimos servindo essa maravilha. Não há mulher que não se ajoelhe diante de tamanha delícia ... e coma rezando : ) Aliás, está na moda comer, desde que o futuro presidente da República, José Serra, se tornou um "comedor" na propaganda eleitoral.

Então, mãos à obra!

Pesto com Queijo Cottage
2-3 porções

Ingredientes

- 1 dente de alho esmagado
- 1/2 xícara de folhas de manjericão ou salsa
- 1 xícara de queijo Cottage desnatado ou semi-desnatado
- Sal e pimenta do reino a gosto
- 1 colher de sopa de iogurte desnatado ou semi-desnatado
- 1 colher de sopa de azeite extra-virgem
- 1/4 xícara de queijo Parmesão ralado

Preparo

Esmague o alho e junte ao manjericão ou salsa. Coloque a mistura num processador e bata até virar um purê. Adicione os ingredientes restantes e bata até a consistência de creme. Sirva como molho de pasta e acompanhe o prato com vinho tinto. Se preferir, dilua o molho com um pouco da água de cozimento da pasta.

A foto é de Andrew Scrivani.

Agora, é só correr pro abraço ...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fuck Me, Ray Bradbury


Ricardo Icassatti Hermano

Já disse em outros posts que pertenço a várias tribos. Uma delas é dos fãs de ficção científica. Ao contrário do que muitos pensam, essa tribo não é formada exclusivamente por nerds esquisitos e feiosos. Tem de tudo, como em qualquer grupo de interesse. O que nos distingue é o amor pela ciência avançada. Dentro desse escopo há espaço para aventura, paixão, pancadaria, sexo e rock'n roll.

Não acredita? Então veja esse vídeo em que a gata Rachel Bloom, apaixonada por ficção científica, homenageia Ray Bradbury pela passagem do 90º aniversário, o papa desse estilo de literatura. Isso é que é amor pela ciência! Segundo ela, o escritor já viu o vídeo mais de uma vez e adorou : )

A garota tem 23 anos e é estudante da Tisch School of the Arts at New York University e está iniciando na carreira de comediante stand-up. Ela é fã de Bradbury desde os 14 anos e seu livro predileto é o The Martian Chronicles (Crônicas Marcianas).



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Música do Dia - Bubamara - Šaban Bajramović


Romoaldo de Souza

Šaban Bajramović foi um dos mais influentes cantores de música cigana da região dos Balcãs. Esteve presente em movimentos sociais de defesa do povo cigano, fez shows contra ditaduras, difundiu os trabalhos do seu povo e foi aclamado, extraoficialmente, o Rei dos Roms, o rei dos ciganos. Bajramović é mencionado em diferentes reportagens sérvias como sendo o autor de Gelem Gelem, hino oficial dos ciganos.


Nascido em 1936 e morto dois anos atrás, Bajramović cresceu nas ruas da ex-República da Iugoslávia, conviveu com a ditadura Josip Broz Tito, sentiu a tristeza das diferentes guerras civis, fez sucesso como sérvio, "exportou" popularidade entre os romenos, chegando a gravar um disco com os Fanfare Ciocărlia, famosa banda "romani"


Aos 19 anos, Šaban Bajramović fingiu do quartel, quando prestava serviço militar, depois de se apaixonar pela irmã de um capitão. Fez besteira tanto como desertor como um inveterado amante da liberdade. Foi capturado e levado à prisão de segurança máxima na ilha de Goli-Oto, onde passou seis longos anos. Nunca mais encontrou a donzela por quem arriscou a própria vida.


Por uma desenfreada paixão, Šaban Bajramović ficou preso seis anos,
tempo suficiente para treinar no time da cadeia,
como goleiro, e tocar na banda o jazz americano


Chabám Bairamovith - ou algo muito próximo se não me falha a memória lingüística - é a pronúncia do nome do cigano que, na prisão, tornou-se goleiro do time e integrante da banda de música que tocava jazz de primeira, especialmente músicas de Louis Armstrong e Frank Sinatra.


Quando deixou Goli-Oto, Šaban Bajramović gravou seu primeiro disco, fazendo sucesso e ganhando reconhecimento dentro e fora da ex-Iugoslávia. Em junho de 2008, morreu vitimado por um ataque cardíaco. O jornal inglês, The Guardian que publicou recentemente um caderno com a história do "rei dos ciganos", estimou em 10 mil o número de pessoas que acompanharam o velório do músico sérvio.


Antes de apresentar aos leitores de Café & Conversa, apesar do vídeo indicar que Bubamara está sendo cantada pelo também cigano Goran Bregović, essa versão é, mesmo, de Šaban Bajramović.


Bubamara

Goran Bregović


Sa o raomalen phuchena

bubamara sose ni c(k)elel.

Devla , devla mangav la

o' lake meka merav.

Sa e romen puchela,

bubamara sose achela,

devla devla vacar le,

bubamara tuka pocinel.

ej romalen ashunen,

e chavoren gugle zurale.

Bubamara chajori,

baro Grga voj si o djili.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more koj romesa. x2

Chavale romalen x3

Chavalen romalen ajde te khela

Sa romalen puchela,

o dejori fusuj chudela.

Devla devla sa charle,

bubamaru voj te aresel.

Ej romalen ashunen,

e chavroren gugle shukaren,

zivoto si ringishpil,

Trajo o del rom aj romnji.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more koj romesa. x2

Chavale romalen x3

Chavalen romalen ajde te khela

Sa Romalen puchela,

bubamara sose achela,

devla devla vacar le

bubamara pocinel.

Ej romalen ashunen

e chavrore gugle zurale

bubamara chajori

baro Grga voj si o djili.

Djindji - rindji bubamaro

ciknije shuzhije

ajde more goj romesa. x4

Te cilabe te chela




Mingau de Aveia, comfort food


Ricardo Icassatti Hermano

Comidas deliciosas podem ser ultra elaboradas, envolver diversos ingredientes. Mas, também podem ser absolutamente simples, com um ou dois ingredientes apenas. Nem por isso uma é melhor que a outra. Elas são diferentes na técnica de preparo, na quantidade de trabalho que dão ao chef, mas são igualmente deliciosas. Cada qual no seu devido momento.

As mais simples, geralmente são as chamadas "comfort food", porque são feitas em casa, sem a necessidade da precisão milimétrica dos utensílios profissionais. Geralmente também são acompanhadas de uma imensa dose de carinho das mãos de quem as elaborou.

Todo mundo tem o seu repertório pessoal de comfort foods. Aquelas comidas que conseguiam nos fazer parar de chorar quando éramos crianças. Não importava o quanto o ralado no joelho estivesse doendo, aquela comida preparada pela mãe ou avó especialmente para nós, anestesiava e curava qualquer sofrimento ...

No meu repertório, brilham o Purê de Batatas e o Mingau de Aveia. Outro dia desses, eu zanzava pelo Twitter quando li um post da Patissèrie Helena Gasparetto, dona do blog Marshmallow. Curtinho, sucinto, ela dava a sua receita de Mingau de Aveia. Rapidamente capturei a preciosidade e uma foto, que ela postou no dia seguinte, do dito cujo pronto para ser consumido.

Um prato muito simples, fácil de fazer, saudável até dizer chega e tremendamente gostoso. Não sei porque as cafeterias que servem café da manhã não têm Mingau de Aveia no cardápio. Eu sairia de casa numa boa apenas para comer essa maravilha. Leiam a receita e façam. Não esqueça de nos chamar para experimentar : )

Mingau de Aveia
Receita da Helena Gasparetto

Ingredientes

- 2 colheres sopa de aveia em flocos finos
- 1 xícara de leite
- 1 colher sopa de açúcar (ou o equivalente em adoçante)
- 1 cravo
- Canela em pau
- Canela em pó para polvilhar
- 1 pitadinha de sal
- Gotas de extrato de baunilha

Preparo

Junte todos os ingredientes, menos a canela em pó, numa panela e leve ao fogo até ferver. Ferva até engrossar. Polvilhe canela em pó e sirva. Decore com algumas frutas ou incremente com geleias e castanhas moídas. Ouse, invente : )

Buáááá!!! Buáááááááá!!! Será que ninguém vai ficar com pena de mim?