O Doutor Otternschlag, vivido por Lewis Stone, é um veterano da I Guerra Mundial e hóspede permanente do Grand Hotel, situado numa estreita rua de Berlim. Seu passatempo predileto é observar, com avidez, o entra e sai dos moradores do hotel.
Entre esses hóspedes-moradores, está o Barão Felix von Geigern, brilhante papel na carreira de John Barrymore, empresário que "torrou" toda a fortuna que tinha e passa a viver como jogador de cartas e ladrão ocasional de jóias.
Também ocasionalmente, o industrial Preysing, primeiro grande papel de Wallace Beery, chega ao Grand Hotel, para fechar um importante negócio.
A bailaria russa Grusinskaya, no auge da decadência, também aparece no Grand Hotel, onde pessoas vão e vem e quase nada acontece. O papel de Greta Garbo vai ganhando notoriedade quando ela descobre que o Barão roubou as suas jóias também. Mas a bailarina Grusinskaya sente-se atraída por aquele homem sedutor, apesar do caráter pouco ortodoxo.
A sedutora Greta Garbo, vivendo a bailarina decadente
Grusinskaya no Grand Hotel
Sedução, roubo, briga e morte, mas poucos amores duradouros marcam Grand Hotel, filme escrito por William Drake e Béla Balázs, baseado no romance de Vicki Baum. O filme foi orçado em 700 mil dólares, um orçamento generoso para os atores que reuniu.
Bom, eu contei uma parte da história de Grand Hotel, para falar de Paula Toller. "Se a gente não tivesse inventado tanto, podia ter vivido um amor Grand' Hotel", diz a vocalista da banda Kid Abelha.
Criada pelos avós paternos, Paula Toller não teve o convívio da mãe que fugiu quando ela era ainda criança, mas foi acolhida pelo avô, Paulo Amora, ex-assessor da Presidência da República e apreciador de Back, Mozart, Beethoven e Chopin. Tinha tudo para dar certo. E deu.
Além da música clássica, Paula Toller ouvia música espanhola, óperas, Beatles, o único rock que o avô deixava ela escutar, além de Carmem Miranda e Elis Regina.
Estudou desenho industrial e comunicação visual, mas um dia, depois de ouvir James Brown e Tim Maia, no fone do ouvido do irmão, jogou tudo pro alto e decidiu comprar discos de rock pesado. Janis Joplin, Pink Floyd e Michael Jackson passaram a povoar a mente brilhante daquela loirinha simpática.
- Um dia, eu estava no meu quarto, daquela "pensão" do vovô. Meu namorado assistia TV na sala de visita, quando ouvi um som legal e corri para ver o que era. Era Grang 90 e as Absurdettes, cantando "Perdidos na Selva", num festival da Globo. Naquele momento, minha vida mudou completamente e passei a ter certeza de que cantaria aquele tipo de música - conta Paula Toller.
Largou a faculdade, entrou para a banda Kid Abelha, descobriu o alemão, idioma que estuda até hoje, faz psicanálise uma vez por semana e joga tênis duas vezes. Sempre que um "pensamento não desejável" passa pela cabeça da líder do Kid Abelha, ela pega o carro e sai pelas ruas do Rio de Janeiro, ouvindo música em alto volume.
- Quando isso não é possível, entro na banheira. Essa é uma das minhas situações preferidas - diz a mãe de Gabriel e mulher do cineasta Lui Farias de Com licença, eu vou à luta, Lili a Estrela do Crime e Os Porralokinhas.
Cartaz do filme que inspirou Paula Toller e os colegas do
Kid Abelha a escreverem Grand' Hotel
Hoje, Paula Toller faz 48 anos. Feliz aniversário para essa linda cantora que adora café e aboliu açúcar há bastante tempo e compôs Grand' Hotel pensando no filme em que viu, pela primeira vez, Greta Garbo.
Qual é a fórmula para um bom filme de ação? Muito simples. Junte alguns ícones da cultura pop americana, como motos Harley Davidson, carros Hot Rod, armamento pesado e tatuagens. Misture com um bom rock'n roll, tiros, facadas, explosões, muita, mas muita pancadaria, uma mulher bonita e um bando de ex-militares mercenários bombados. Pronto, nasceu mais um campeão de bilheteria.
É disso que o povo gosta
Foi exatamente isso que o ator, produtor, roteirista e diretor Sylvester Stallone fez com Os Mercenários (The Expendables) e mostrou que continua com um bom timing para lançar esse tipo de filme. Sim, é filme trash. Mas, é o melhor trash que o seu dinheiro pode comprar. E isso já é muita coisa. Tem gente tentando fazer "arte dramática" por aí e não consegue. Tem gente tentando empurrar propaganda vagabunda como se fosse filme biográfico do filho da ... e não consegue.
Cartaz do filmaço
Digo que Stallone tem um bom timing porque consegue perceber as inquietações do público americano, que acabam sendo as inquietações de boa parte do mundo também. Foi assim com Rocky (1976), quando os americanos estavam passando por maus bocados econômicos. Foi assim com Rambo (1982), quando os Estados Unidos estavam com o moral baixo por causa do Vietnam.
Com esses filmes, Stallone turbinou a auto-estima dos americanos e pelo menos entusiasmou milhões mundo afora. Até os afegãos adoraram Rambo III, quando lutou ao lado dos Mujahedin contra os invasores soviéticos. Neste novo filme, ele já começa despedaçando piratas da Somália. Os heróis dos seus filmes sempre se dão bem no final, mas nos "entrementes", sofrem um bocado. Essa é uma grande sacada dele.
No filme Os Mercenários, o ator-roteirista-diretor ainda vai adiante e cria a figura do "mercenário sensível". É o cara que matou muita gente ao longo da carreira e depois ficou com crise de consciência ou com a cabeça completamente fodida. Aqui, preciso abrir um parêntese para reconhecer o desempenho do ator Dolph Lundgren, que encarna um mercenário alemão (Gunter) totalmente alucinado. Surpreendente.
Gunter, o mercenário alucinado, às vezes precisa ser contido
A estória é claramente baseada em antigos filmes de cowboy e outros tantos. Um bando de mercenários se junta para ganhar dinheiro. Por algum motivo inesperado, resolvem ajudar o lado mais fraco na disputa. Neste caso, o motivo inesperado e delicioso atende pelo nome de Giselle Itié. A mexicana-brasileira foi presenteada com um bom e extenso papel.
Giselle Itié, sempre uma gata
O mérito de Stallone é ter conseguido juntar no mesmo filme os atores mais barra pesada do momento e do passado recente. Estão lá seus ex-sócios no Planet Hollywood, o governatorArnold Schwazenegger e o canastrão Bruce Willis. Ainda tem o redescoberto Mickey Rourke, o britânico Jason Statham, o chinês Jet Li, o sueco Dolph Lundgren, o americano Terry Crews e os lutadores de Vale TudoRandy Couture e Steve Austin.
Os antigos sócios juntos de novo em encontro hilário
Os mercenários em questão são contratados para liquidar um ditadorzinho traficante de um paiséco latino americano, que se juntou a um ex-agente da CIA para traficar cocaína. Qualquer semelhança com fatos, países e pessoas reais, terá sido mera coincidência. Giselle faz a filha desse ditadorzinho, um general pilantra que lembra muito o Hugo Chavez. Talvez seja a boina no tom "vermelho bolivariano" ... A filha está contra o pai. Freud explica.
O toque de humor fica com os diálogos entre os mercenários e o avião que eles usam como transporte e disfarce, que traz na fuselagem a logomarca de uma ONG ambientalista. Sensacional : ) O resto é pura diversão, matança, explosões, porrada e tudo aquilo que a gente gosta. É uma Sessão da Tarde sanguinolenta. Entretenimento para toda a família.
Grande repertório de golpes utilizados no Vale-Tudo
O Café & Conversa assistiu o filme duas vezes, classificou como FILMAÇO e vai comprar o DVD em formato Blue Ray. Só para contrariar os nacionalistas de araque que se "revoltaram" e "xingaram muuuuito" no Twitter por causa da entrevista em que o Sylvester Stallone fez piadas com o velho costume brasileiro de babar ovo de gringo.
A lamentar apenas que seja somente um filme. Bem que poderíamos usar uns mercenários para ... deixa pra lá. Tô meio sem paciência ... Veja o trailer.
Depois de 4.486km, terminou na tarde desta sexta-feira (20) a 18ª edição do RallyInternacional dos Sertões. O lugar não poderia ser outro. O encerramento da maratona que cruzou Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará, foi abençoado pelas águas do Oceano Atlântico, no Beach Park, em Fortaleza.
Na categoria caminhões, o piloto gaúcho Marcos Cassol garantiu o primeiro título no Rally dos Sertões. Os copilotos de Cassol foram Rodrigo MelloeDavi Fonseca. O trio bateuEdu Piano vitorioso dos anos anteriores.
"Para quem conheceu o carro a menos de um ano, até que fomos bem, não?" brincou, por telefone o gaúcho Cassol, natural de Três Passos. "Agora estou a dois passos do Paraíso", concluiu o campeão.
O segundo maior evento de off-road do mundo foi vencido na categoria motos, pelo espanhol Marc Coma, pilotando uma Super KTM 690 cc. “Estou muito feliz, porque esse era o único título que me faltava na carreira”, disse emocionado o bicampeão do RallyDakar (em 2006 e 2009).
"Essa 'arena' que são os sertões brasileiros me inspiraram muito.
Fico com inveja de vocês, dessas paisagens.
Bom, sobre a vitória? Ano que vem tem mais... Hasta la vista"!
O polonês, RafalSonik, na categoria quadriciclos, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar e crava seu nome na competição que só perde para o Dakar-Argentina-Chile. Sonik é o primeiro estrangeiro a ganhar o Sertões.
"Tão duro como vencer essa competição é chegar em casa
e pronunciar a palavra sertois (SIC)...
Até o próximo ano me acerto com essa língua
porque com as estradas me acertei bem"
Na categoria carros, os paulistasGuilherme Spinelli, piloto, ao lado do navegador YousseffHaddad conseguiram uma vitória espetacular, "domando" a Mitsubishi, Triton, SR, o primeiro veículo a vencer o Rally dos Sertões, usando etanol. “É uma emoção ainda maior do que eu poderia esperar”, disse o campeão de 2010.
"Um rally como o Sertões, você não vence no primeiro dia de competição",
recomendou Spinelli, aos afoitos que querem vencer
a competição na primeira prova.
Das equipes de Brasília, a dupla Elson Cascão II (o Imperador) eElson Menezes, pilotando um Sherpa V2, ficou em 16º na classificação geral e 8º na Protótipo, carros construídos especialmente para ralis.
"Bota aí no seu blog, na rádio onde for... Isso aqui é competição
para quem gosta de agitação. Toca aí um rock pesado.
Rush, pode ser?", pediu Cascão, o piloto da KandangusRallyTeam.
Mauro Guedes e Pedro Eurico, na MitsubishiRS, chegaram em 32º. A dupla da MSRally ficou em 12º na categoria.
"Esse pessoal do Café & Conversa é especial.
Nunca tinha tomado um café tão bom como esse
que levaram para o Rally dos Sertões. Deu um ânimo",
comentou Pedro Eurico, o navegador da MSRally.
Ricardo Angusto Campos pilotando uma Mahindra e o filhoRasc Campos (18), o mais novo co-piloto do Rally dos Sertões, chegaram na 35a. colocação e 7º na categoria.
Nem assim, os Rascs deram atenção à nossa reportagem.
Mas quando viram a caneca do Café & Conversa, a conversa foi outra.
Fluiu que foi uma beleza. Pena que a fotógrafa perdeu a imagem ...
Outra dupla de pai e filho, Josué Paniago e Felipe Paniago, também numa Mahindra, chegaram em 44º lugar na geral e 9º na categoria. Foram dez dias de provas, cinco deles, percorridos, também pela Land Rover Defender 90' especialmente preparada para o correspondente do Café & Conversa. Nossa reportagem percorreu de Brasília a Goiânia, em seguida passamos por Caldas Novas (GO), Unaí (MG), Alto Paraíso (GO), Dianópolis (TO) e Palmas (TO).
Ano que vem tem mais, certamente
Atendendo o pedido do piloto Elso Cascão, hoje trazemos a música do Rush, Fly By Night. Aumenta que isso aí é Rock and Roll. Antes, porém importante observação: as fotos de Cassol, Coma e Sonik são da organização do Rally Internacional dos Sertões. As demais foram tiradas pela reportagem do Café & Conversa
O jornal The New York Timestem uma das melhores e mais competentes editorias gastronômicas do planeta. Também pudera, a cidade é simplesmente a capital do mundo e abriga restaurantes de todo tipo de comida, do trash food até a alta (e caríssima) gastronomia.
O jornal fez uma aposta ousada na internet e liberou todo o contéudo gratuitamente. Basta se cadastrar, escolher os tópicos que mais interessam para passar a receber e-mails a cada atualização. O NYT também foi o primeiro grande jornal a disponibilizar uma versão para o iPad da Apple.
Além da crítica de restaurantes, o jornal ainda publica receitas muito boas. Há até uma coluna dedicada a receitas saudáveis e vídeos com o crítico Mark Bittman, na coluna multimídia The Minimalist, em que executa receitas fáceis e saborosas. Eu me inscrevi para receber as receitas e não me arrependi.
Hoje, trago uma das receitas saudáveis do NYT, que é deliciosamente fácil de preparar e ótima de saborear. Além de ser pouco calórica. Faça sucesso nos almoços de domingo ou nos jantares íntimos servindo essa maravilha. Não há mulher que não se ajoelhe diante de tamanha delícia ... e coma rezando : ) Aliás, está na moda comer, desde que o futuro presidente da República, José Serra, se tornou um "comedor" na propaganda eleitoral.
Então, mãos à obra!
Pesto com Queijo Cottage
2-3 porções
Ingredientes
- 1 dente de alho esmagado
- 1/2 xícara de folhas de manjericão ou salsa
- 1 xícara de queijo Cottage desnatado ou semi-desnatado
- Sal e pimenta do reino a gosto
- 1 colher de sopa de iogurte desnatado ou semi-desnatado
- 1 colher de sopa de azeite extra-virgem
- 1/4 xícara de queijo Parmesão ralado
Preparo
Esmague o alho e junte ao manjericão ou salsa. Coloque a mistura num processador e bata até virar um purê. Adicione os ingredientes restantes e bata até a consistência de creme. Sirva como molho de pasta e acompanhe o prato com vinho tinto. Se preferir, dilua o molho com um pouco da água de cozimento da pasta.
Já disse em outros posts que pertenço a várias tribos. Uma delas é dos fãs de ficção científica. Ao contrário do que muitos pensam, essa tribo não é formada exclusivamente por nerds esquisitos e feiosos. Tem de tudo, como em qualquer grupo de interesse. O que nos distingue é o amor pela ciência avançada. Dentro desse escopo há espaço para aventura, paixão, pancadaria, sexo e rock'n roll.
Não acredita? Então veja esse vídeo em que a gata Rachel Bloom, apaixonada por ficção científica, homenageia Ray Bradbury pela passagem do 90º aniversário, o papa desse estilo de literatura. Isso é que é amor pela ciência! Segundo ela, o escritor já viu o vídeo mais de uma vez e adorou : )
A garota tem 23 anos e é estudante da Tisch School of the Arts at New York University e está iniciando na carreira de comediante stand-up. Ela é fã de Bradbury desde os 14 anos e seu livro predileto é o The Martian Chronicles (Crônicas Marcianas).
Romoaldo de Souza e Ricardo Icassatti Hermano são jornalistas especializados em política, sendo que Ricardo também é barista e provador amador, e Romoaldo é juiz oficial da Associação de Baristas do Centro Oeste. Descobriram o interesse comum e passaram a procurar em Brasília uma cafeteria onde pudessem realmente degustar um bom café e conversar sobre política e a vida. Nesses encontros surgiu a idéia de um blog que auxiliasse as pessoas a tomar um bom café e, se possível, ajudar a desenvolver o mercado interno para os cafés especiais. Além, é claro, de "conversar" sobre os assuntos e as pessoas do momento.