segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Solomon Burke (1940 - 2010)
sábado, 9 de outubro de 2010
Terremotos, Sermões, Café, Boxe, Filé e Molho de Mostarda
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O Filme do Dia - Pantaleão e as Visitadoras
O coronel Pantoja (Salvador Del Solar) ficou surpreso quando recebeu ordens superiores para cumprir intrigante missão na Amazônia peruana.
- Por que eu, meu Deus. Bom pai, exemplar marido. Nunca traí minha mulher. Nunca me deitei com outra. Por que Senhor? - murmurou o oficial.
Sentado à mesa de seu escritório, dentro da caserna, Pantaleão agarra-se às imagens da adolescência, quando viu uma mulher nua pela primeira.
- Marido fiel, mas o dever me chama - pensou Pantaleão.
A partir dessa tomada de decisão, o capitão peruano começa a relacionar um grupo de prostitutas,as tais "visitadoras", que viajarão a bordo de um barco pela floresta amazônica, serpenteada por rios e igarapés, encarregadas de saciar os mais inusitados desejos de soldados há meses sem ver uma mulher. A não ser na imaginação.
A rigidez moral de Pantaleão, aos poucos vai se esvaindo em desejos ensandecidos, a partir do momento em que o oficial conhece a estonteante Colombiana (Angie Cepeda). Agora, não é mais o casamento do capitão que está em jogo.
Bom, mais que isso, leia Mário Vargas Llosa que ganhou nesta quinta-feira (7), o Nobel de Literatura. O escritor peruano é o autor, dentre outros livros, de Pantaleão e as Visitadoras.
PS: confesso que estou com problemas no meu drive externo, onde ficam minhas músicas raras. Não encontrei a trilha sonora desse filme. Vou postar trailer enquanto aceito sugestões.
Aqui, o escritor Mario Vargas Llosa, fala de sua brilhante obra, Pantaleón y las Visitadoras.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Janis Joplin nos deixou há 40 anos
sábado, 2 de outubro de 2010
Chovendo na Roseira - Japanese Bossa Nova
Romoaldo de Souza
Estava aqui, lendo uma pesquisa que aponta 14% dos jovens já tendo experimentado "algum tipo de droga". Acho que a pesquisa, para ser completa, deveria dizer quantos desses 14% votaram alguma vez na vida. Certamente o percentual passaria para outro patamar.
Mas não quero destilar meu ensandecido veneno contra os jovens que já votaram. Eu já fiz isso, em outras épocas. Tenho até receio de dizer que não votarei nessas eleições. Sim, pode imaginar, com a obrigatoriedade do voto, que torna mais de 135 milhões de cidadãos em carneirinhos de segunda cria, dizer que não votarei pode significar um crime. E do jeito que os valores estão invertidos nesse país, é bem provável que eu vá em cana antes dos que são votados e fazem do mandato uma missão quase messiânica em favor dos próprios interesses.
Ih, nem sei porque deixei escapar isso. Escrever dois parágrafos para um assunto que não move um cílio sequer no meu rosto já é até demais. O que eu quero falar é que depois de 129 dias, finalmente choveu em Brasília. Ainda não foi aquele toró, mas uma chuvinha aconchegante, que lembra um dos raros poemas da MPB dignos de suspiros. Chovendo na Roseira. Tinha de ser Tom Jobim, nosso verdadeiro poeta, para escrever "…O...lha, que chuva boa, prazenteira". Que chuva que traz prazer!!!
Outro dia estava conversando com o amigo Geraldo Freire, certamente um dos maiores comunicadores de rádio do país. Estávamos falando da época de seca em Brasília. Só quem vive em Brasília para saber como a gente conta os dias sem chuva.
Como não tem uma maneira de fazer contagem regressiva, vão se acumulando os números. A quantidade de dias é somada com a ênfase de quem espera o primeiro botão da rosa. "Pétalas de rosa carregadas pelo vento". Entendeu porque a gente fica tão esquisito aqui em Brasília quando está esperando a chuva?
Foi aí que me vieram em mente esses versos do Tom Jobim. E acabei por me lembrar de uma show que vi anos atrás com o Japanese Bossa Nova. É. No Japão, sabe-se muito sobre a Bossa Nova, que não é assim uma criação, mas musicalmente falando, é um gênero musical de fazer inveja em muitos movimentos culturais que vão e voltam ao sabor da ventania mercadológica.
Bom, chega, não é gente!
Bom domingo a todos. A gente se encontra! Se você está entre os que votam. Vote. De preferência no menos pior.
Chovendo na Roseira
Tom Jobim
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Wall Street: Money Never Sleeps
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A música do Dia - Maria Moita - Rosália de Souza
Da modinha, um jeito lírico e sentimental de se fazer música, até os grandes compositores como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, a música brasileira tem uma das mais brilhantes trajetórias quando o quesito é criatividade, miscigenação e a forma peculiar de expressão.
Em meados do século 17, surgiam os primeiros acordes do que mais tarde veio a ser conhecido como MPB - Música Popular Brasileira - com misturas dos sons indígenas, elementos folclóricos da música portuguesa e o mais marcante que é a influência africana.
No rádio, em 7 de setembro de 1922, a primeira música genuinamente brasileira tocada, se é que a gente pode falar em música genuína, original, foi O Guarani, de Carlos Gomes, abrindo a programação do mais importante veículo de comunicação quando a gente fala de MPB.
A inauguração da “era do rádio” se deu quando o presidente da República, Epitácio Pessoa, fez o discurso na abertura da exposição do Centenário da Independência, usando a estação experimental Rádio Corcovado, montada no alto do morro do Corcovado e a estação experimental da Western Electric na Praia Vermelha. Petrópolis e Niterói, no Rio e na capital paulista, os rádios então recém-importados, captaram o discurso empolgado de Epitácio Pessoa e os acordes de O Guarani que ainda hoje abre a Voz do Brasil
A partir daí, aos poucos, o erudito foi dando espaço ao samba, ao chorinho e suas variações. De Chico Alves, o "Rei da Voz" a Chico Buarque o rei da mulherada, a MPB teve de comer muita poeira. Resistiu às pressões mercadológicas, mas se adaptou. Formou escola e hoje é bastante conhecida no exterior. Se bem que um dos elementos mais importantes da música brasileira é sua batida peculiar.
Sim, porque no estrangeiro o som de Ivete Sangalo faz tanto sucesso como a música de João Gilberto. E o que une esses dois conterrâneos de Juazeiro (BA)? O groove, a batida própria. A marcação do Axé ou da Bossa Nova.
A musica árabe, os ritmos ciganos, o som do caribe, são conhecidos por suas batidas. Estudiosos em percussão, na marcação da música, dizem que groove é essa nuance, é a doçura da batida da música que tanto pode ser na bateria como com instrumento de sopro.
Pergunte a qualquer amante da música se a batida, praticamente nascida do violão de João Gilberto, não é a cara do Brasil!!!
Poderia ficar aqui, escrevendo páginas e mais páginas sobre o Rei do Baião, sobre a influência do jazz, na música do Brasil. Dos festivais aos Beatles. De Arrastão, até chegarmos a Disparada, duas canções vitoriosas em festivais de música.
Da influência que a Jovem Guarda trouxe para as músicas internacionais que eram feitas versões, só para serem tocadas em rádios que não permitiam a entrada dos "gringos", a MPB tem de tudo um pouco.
Da moda de viola, do século passado ao sertanejos de hoje, da Bossa Nova ao Axé. Do Samba ao Pagode ao Funk, enfim a "biodiversidade" musical no Brasil é para todos os gostos. Agora, assim como na natureza tem bichos peçonhentos que a gente não pode nem ver, na música brasileira também tem estilos que causam náuseas. Mas, como tem quem goste de ficar alisando uma barata, tem quem use uma sainha curta e vá curtir um pagode. Essa história poderia ficar só na mini-saia, não é?
Bom, por que falei de MPB? Porque hoje é o Dia da Música Popular Brasileira e antes que reclamem que eu não falo do "nosso" gênero musical, fui atrás dessa impecável interpretação que Rosália de Souza dá para Maria Moita, como o nome já diz…
Natural de Nilópolis, Rosália de Souza foi parar na Itália, onde conheceu o músico Nicola Conte, um dos mais influentes do acid-jazz. Nessa Maria Moita a cantora destaca bem, essa fusão.
Quanto ao vídeo, logo aí abaixo, Maria Moita é a mulher-bala num desses circos de periferia.
Maria Moita
Carlos Lyra















