quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Sobrevivência, Inteligência e Competência
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Tropa de Elite 2, cinema de gente grande
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A Música do Dia das Crianças - Afrikan Beat - Bert Kaempfert
A música que mais marcou minha infância vinha da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, AM 1520. Naquele tempo, no tempo em que eu era criança, tinha um programa na rádio, "Curiosidade Murim", que prefiro escrever entre aspas porque eu me recordo só da forma como o locutor falava.
- Amigos ouvintes da Pajeú. Da minha, da sua, da nossa Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, está no ar. "Curiosidade Murim" - Aquela voz empostada, fazia subir o som da orquestra. Baixa e lá ia ele falando uma de suas importantes curiosidades.
Eu acho que aquele locutor, e a produção do "Curiosidade..." tinham uma imensa quantidade de almanaques. Oh, programa bem informado! Falava da velocidade do vento, da altura dos prédios, da quantidade de igrejas, do número de padres, da largura das ruas de uma Brasília que para mim era tão distante, tão alheia…
- Você sabia que a Torre Eifel, no centro de Paris, a capital da França, tem 300 metros de altura? E se você aumentar a extensão da antena, a Torre tem mais de 320 metros? - dizia o locutor, repetindo, sempre as informações informantes.

Pronto. Lá ia eu pegar minha régua de 30cm que levava todo dia ao grupo escolar. 300 metros são quantos centímetros?, perguntava. De quantas réguas dessas vou precisar colocar uma em cima da outra para chegar à altura da Torre Eifel. Onde eu iria arranjar 30 mil réguas para fazer a comparação. Deixa pra lá.
- Tá vendo essa Baraúna? - perguntou meu pai - Essa torre aí deve ter umas 40 ou 50 delas. Era muito para minha imaginação, que se concentrava agora no solo do trompete.
Lá em casa tinha um rádio com "onda cativa". Minha mãe era professora de alfabetização, com quem aprendia as primeiras letras do alfabeto. Não necessariamente na ordem a, b, c. Ela trabalhava para o MEB - Movimento de Educação de Base, criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que distribuía rádios pelo interior do Nordeste aos educadores que pertenciam ao movimento.
O rádio só captava a Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, uma das emissoras conveniadas com o MEB. Não tinha botão, não tinha dial. Ficava somente naquela freqüência. Mas para que mudar? Eu gostava da programação da rádio. Gostava do "Curiosidade Murim".
- E você que está ouvindo a Pajeú, sabe quantas pontes tem a Veneza Brasileira. Sim, porque Recife, é chamada de Veneza Brasileira por se parecer com Veneza, uma linda cidade da Itália, cortada por rios e canais. Assim é o Recife.

Eu pensava. Um dia ainda vou em Recife, contar ponte por ponte para ver se esse programa está certo mesmo. Anos depois, subi quase 300 metros da Torre Eiffel e de lá contei parte dessa história, nos microfones da Pajeú. Que luxo.
Bom, pois "Curiosidade Murim" era assim. Cheio de números, de fatos históricos, de quantas pessoas morreram na Guerra de Canudos, no Paraguai. Na invasão holandesa.
Na Alemanha, dos anos 1923, nasceu um dos mais renomados maestros contemporâneo. Bert Kaempfert era multi-instrumentista, tocava sax, clarineta, trombone, piano, acordeon e trompete. Tornando-se, imediatamente por causa da fama, o maestro da marinha alemã, durante a Segunda Guerra Mundial. Gostava de jazz, blues, chegou a gravar alguma das canções da Bossa Nova.
Fips, como era conhecido o maestro, contratou os Beatles, no início da carreira, para gravar, na cidade de Hamburgo, terra natal do maestro, "My Bonnie", álbum em parceira do quarteto de Liverpool e o roqueiro Tony Sheridan. Viu "Murim" essa nem você sabia… Que os Beatles foram a Hamburgo, na Alemanha, gravar um disco com Bert Kaempfert? Sabia?
Pois foi esse maestro alemão, com sua African Beat, que marcou minha infância. Não apenas no Dia da Criança que eu nem me recordo se comemorava a data, mas sempre que "rolava" o programa "Curiosidade Murim" eu babava com aquele som. Mais tarde toquei sax na escola onde o maestro estudou, numa galeria bonita, no centro de Hamburgo. Toquei African Beat com os estudantes de lá…
Bom Dia da Criança!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Solomon Burke (1940 - 2010)
sábado, 9 de outubro de 2010
Terremotos, Sermões, Café, Boxe, Filé e Molho de Mostarda
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O Filme do Dia - Pantaleão e as Visitadoras
O coronel Pantoja (Salvador Del Solar) ficou surpreso quando recebeu ordens superiores para cumprir intrigante missão na Amazônia peruana.
- Por que eu, meu Deus. Bom pai, exemplar marido. Nunca traí minha mulher. Nunca me deitei com outra. Por que Senhor? - murmurou o oficial.
Sentado à mesa de seu escritório, dentro da caserna, Pantaleão agarra-se às imagens da adolescência, quando viu uma mulher nua pela primeira.
- Marido fiel, mas o dever me chama - pensou Pantaleão.
A partir dessa tomada de decisão, o capitão peruano começa a relacionar um grupo de prostitutas,as tais "visitadoras", que viajarão a bordo de um barco pela floresta amazônica, serpenteada por rios e igarapés, encarregadas de saciar os mais inusitados desejos de soldados há meses sem ver uma mulher. A não ser na imaginação.
A rigidez moral de Pantaleão, aos poucos vai se esvaindo em desejos ensandecidos, a partir do momento em que o oficial conhece a estonteante Colombiana (Angie Cepeda). Agora, não é mais o casamento do capitão que está em jogo.
Bom, mais que isso, leia Mário Vargas Llosa que ganhou nesta quinta-feira (7), o Nobel de Literatura. O escritor peruano é o autor, dentre outros livros, de Pantaleão e as Visitadoras.
PS: confesso que estou com problemas no meu drive externo, onde ficam minhas músicas raras. Não encontrei a trilha sonora desse filme. Vou postar trailer enquanto aceito sugestões.
Aqui, o escritor Mario Vargas Llosa, fala de sua brilhante obra, Pantaleón y las Visitadoras.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Janis Joplin nos deixou há 40 anos
sábado, 2 de outubro de 2010
Chovendo na Roseira - Japanese Bossa Nova
Romoaldo de Souza
Estava aqui, lendo uma pesquisa que aponta 14% dos jovens já tendo experimentado "algum tipo de droga". Acho que a pesquisa, para ser completa, deveria dizer quantos desses 14% votaram alguma vez na vida. Certamente o percentual passaria para outro patamar.
Mas não quero destilar meu ensandecido veneno contra os jovens que já votaram. Eu já fiz isso, em outras épocas. Tenho até receio de dizer que não votarei nessas eleições. Sim, pode imaginar, com a obrigatoriedade do voto, que torna mais de 135 milhões de cidadãos em carneirinhos de segunda cria, dizer que não votarei pode significar um crime. E do jeito que os valores estão invertidos nesse país, é bem provável que eu vá em cana antes dos que são votados e fazem do mandato uma missão quase messiânica em favor dos próprios interesses.
Ih, nem sei porque deixei escapar isso. Escrever dois parágrafos para um assunto que não move um cílio sequer no meu rosto já é até demais. O que eu quero falar é que depois de 129 dias, finalmente choveu em Brasília. Ainda não foi aquele toró, mas uma chuvinha aconchegante, que lembra um dos raros poemas da MPB dignos de suspiros. Chovendo na Roseira. Tinha de ser Tom Jobim, nosso verdadeiro poeta, para escrever "…O...lha, que chuva boa, prazenteira". Que chuva que traz prazer!!!
Outro dia estava conversando com o amigo Geraldo Freire, certamente um dos maiores comunicadores de rádio do país. Estávamos falando da época de seca em Brasília. Só quem vive em Brasília para saber como a gente conta os dias sem chuva.
Como não tem uma maneira de fazer contagem regressiva, vão se acumulando os números. A quantidade de dias é somada com a ênfase de quem espera o primeiro botão da rosa. "Pétalas de rosa carregadas pelo vento". Entendeu porque a gente fica tão esquisito aqui em Brasília quando está esperando a chuva?
Foi aí que me vieram em mente esses versos do Tom Jobim. E acabei por me lembrar de uma show que vi anos atrás com o Japanese Bossa Nova. É. No Japão, sabe-se muito sobre a Bossa Nova, que não é assim uma criação, mas musicalmente falando, é um gênero musical de fazer inveja em muitos movimentos culturais que vão e voltam ao sabor da ventania mercadológica.
Bom, chega, não é gente!
Bom domingo a todos. A gente se encontra! Se você está entre os que votam. Vote. De preferência no menos pior.
Chovendo na Roseira
Tom Jobim




















