sábado, 20 de novembro de 2010

Zeca se foi ...


Ricardo Icassatti Hermano

É com imensa tristeza que comunico a partida do Zeca na tarde de hoje. Foi no final de um dia com céu ensolarado, azul, brilhante, que ele escolheu seguir sua viagem. Apesar de todos os meus esforços, da veterinária e da sua própria luta, ele só conseguiu viver mais oito dias. Mas foram dias especiais, que alteraram toda a minha rotina e me trouxeram muita alegria também.

Zeca foi sepultado debaixo de um belíssimo caquizeiro que temos no quintal aqui de casa. A essa altura, já está aprontando no paraíso junto com a Lolita.

Grande Zeca ...

Foi legal conhecer e conviver com o Zeca nesses dias. Ele me acompanhou justamente no período em que fiquei gripado e acamado. Também me fazia companhia quando estava ao computador. Ficava ali em cima da mesa me olhando como que tentando entender porque aquele ser enorme estava cuidando dele e falando sem parar. De vez em quando soltava uns piados. E tínhamos animadas conversas. Ele foi um grande ouvinte.

Já estou sentindo falta do Zeca ... Não sei o que está acontecendo, mas de repente a minha casa se encheu de pássaros cantando por todos os lados.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Música do Dia - Chau Buenos Aires - San Telmo Lounge


Romoaldo de Souza

Pulei da cama. Literalmente, dei um pulo da cama quando vi no meu Mac a mensagem de Martin Delgado: "STL presenta Al Filo".

A mensagem do guitarrista, compositor, arranjador, diretor musical e às vezes tomador de café quando vem a Brasília, era especial. San Telmo Lounge está com trabalho novo na praça. "Y cruenta con invitados de lujo" como se os convidados não fossem apenas um complemento do "luxo" que San Telmo é...

O grupo argentino por si só já dá conta do recado. Al Filo é uma viagem conceitual pelos sons andinos, um tango cool e uma fusão de acordes para deixar o ouvinte com gosto de quero ouvir mais.

Quase dez anos atrás, Martin Delgado deixou a cosmopolita Nova Iorque para por em prática, na charmosa Buenos Aires, projetos que fervilhavam na cabeça de experimentos para fusões de tango com jazz.

Um ano atrás, Martin Delgado esteve em Brasília e fomos tomar um espresso
no Café Eldorado, onde o blog Café & Conversa teve início

Agora, temos Al Filo, no limite, ou afiado. Gostei. Afiado, assim é o quarto trabalho independente dos quatro rapazes de Rosário, província ao norte de Buenos Aires, rica em sons, como esse San Telmo Lounge e doce de leite. Hum…

Al Filo é uma gostosa mistura de folclore com um flerte na Cumbia, com destaque para a bateria acústica e o baixo. Pablo Gaitán, no bandoneon; Lucas Polichiso, no piano; e, Maximilliano Natlutti, ao violino juntam-se a "convidados de luxo" como John Subirá, do grupo portenho Bersuit; além de Adrian Abonizio, Pablo Mainetti, Palo Pandolfo, Fabián Gallardo e Coki Bernardis.

Bom, deixo vocês com San Telmo Lounge, Chau Buenos Aires. Eu volto com mais detalhes desse álbum que Café & Conversa recebeu em primeiríssima mão e, claro, compartilha com os nossos queridos leitores.




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Watch That Dog, That Dog is Mad ...


Ricardo Icassatti Hermano

Por conta da violência do atentado interracial sofrido ontem pelo Zeca, o filhote de Andorinhão que foi atropelado, acabei me lembrando de uma música muito conhecida na Louisiana e arredores. A música se chama Watch That Dog e pertence ao estilo Zydeco.

Para quem não conhece, Zydeco é a música folk que vem lá do início do século XX, criada pela população francófona da região pantanosa da Louisiana. Nela podemos encontrar um pouco do blues (festivo e dor de cotovelo), graças à influência da população negra com o seu estilo Creole. Sua principal característica é o uso da sanfona.

Esse estilo é o resultado da mistura do Cajun com o Creole e o Blues. Cajun é como eram chamados os franceses que se refugiaram na Louisiana após terem sido expulsos da Acádia, no Canadá. Os vizinhos passaram a chamá-los de "cadien", forma simplificada do francês "acadien". Como é de praxe, a expressão logo foi adaptado para o inglês como Cajun.

Não sei se é por causa do meu projeto de viagem para New Orleans, mas ultimamente tenho ouvido e apreciado muito Zydeco. Graças ao milagre da internet, posso ouvir rádios americanas especializadas nesse estilo de música. Um dos meus músicos prediletos é o John Delafose, sanfoneiro de mão cheia e cantor.

A fera John Delafose e sua sanfona

Foi com ele que ouvi pela primeira vez a música Watch That Dog (Vigie aquele cachorro). A letra diz para vigiar aquele cachorro, porque aquele cachorro é louco. É o que estou fazendo aqui em casa. Vigiando a Miúcha para ela não jantar o Zeca. Porque essa cachorra é louca ... me grita o Zeca!

John Delafose & The Eunice Playboys

Infelizmente não consegui encontrar a versão da música com o John Delafose & The Eunice Playboys (nada a ver com a Erenice "Taxa de Sucesso" Guerra, pelo amor de Deus), mas encontrei esse vídeo amador de uma apresentação de James & Chris, Corey Ledet no Cajun & Zydeco Festival de 2008. Enjoy : )



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Recordações ... da Caneca e um quase assassinato


Ricardo Icassatti Hermano

Ficar doente é uma merda, mas também é uma boa oportunidade para pensar na vida e remexer recordações. E existe um banco de dados para recordações melhor que álbuns de fotografia? Neles podemos nos ver jovens e rir das crenças que alimentávamos, espelhadas nos cortes de cabelo, nas roupas e nos hábitos.

No caso do seu blog predileto, fui remexer nas fotos que várias(os) leitoras(es) generosamente nos enviaram de várias partes do mundo, onde a caneca faz as vezes de turista. Selecionei para vocês algumas das muitas fotos que temos arquivadas.

Desde criança acalento o sonho de conhecer o mundo. Já conheço uma boa parte, mas ainda falta muito. No entanto, a caneca do Café & Conversa, com apenas alguns meses de vida, conhece mais do que conseguirei conhecer. Na aba dos(as) amigos(as), vou viajando nas imagens e nos relatos preciosos que nos enviam.

Uma das nossas colaboradoras mais assíduas e incansáveis é a jornalista globetrotter Clara Favilla, que no momento saltita entre a Holanda, onde reside a filhota-gata, e a Itália, onde revê antigas paixões.

Clara tuitando direto da Itália na companhia da caneca


Não sei o que a Clara quis dizer - ou comparar - com essa foto,
mas espero que seja favorável a nós ...


Aqui, a caneca encontrou sua turma italiana, a Máfia das Canecas


A caneca visita a casa onde nasceu Leonardo Da Vinci


Centro histórico de Perugia


Essa aqui eu nem lembro o que é, mas o barbudo gostou do café


Tomando um fôlego antes de encarar a ladeira que leva ao centro histórico de Val d'Elsa


Outra leitora do blog e colaboradora, a jornalista Memelia Moreira, manda fotos diretamente de Kissime, um county da Florida (USA), onde reside atualmente, mas perambula um bocado também.

A caneca fazendo aquecimento no banco de uma Harley Davidson


A caneca tirando onda de intelectual na estante da Memelia


Outra colaboradora incansável é a jornalista Little Mary, ou Maria Lima para os íntimos. Essa caipira também anda um bocado com a caneca por tudo quanto é país para onde viaja a trabalho e por prazer, apesar do medo de avião.

Caneca inspecionando as instalações do harém no
Palácio Imperial na Coreia do Sul


Onde quer que Little Mary vá, a criançada está junto


Tarcitano, um carioca bon vivant e médico homeopata, também ganhou uma caneca exclusiva e personalizada do Café & Conversa e não vacilou. Já saiu com ela para azarar na Pix Café. Sabe aquele truque de usar o seu sobrinho bonitinho para atrair a mulhegada? Pois é. A noite vai ser boa/De tudo vai rolar/Vai rolar ...

"E aí ... trabalha na casa?"


Como eu disse, ficar doente é uma merda, detesto mesmo. Mas, o tempo livre nos permite viajar na memória, nossa e dos muitos(as) amigos(as) que o Café & Conversa tem o orgulho de colecionar.

Aproveitando o ensejo, dou notícias do Zeca, o filhote de Andorinhão que se acidentou e estou cuidando. O danado já está cheio de intimidade comigo, já não se assusta mais e se empoleira na minha mão com a maior destreza.

A asa esquerda do Zeca continua desconjuntada ...

A asa continua preocupando, pois parece estar deslocada. Assim que eu melhorar da gripe, vou retornar com ele ao veterinário. Mas, nada disso impede que o seu apetite só aumente. Também já está se rebelando quando o coloco no caixote. Gosta de ficar solto e olhando para a minha cara.

O Zeca fica horas assim na minha mesa do computador, olhando pra mim

Hoje tivemos um pequeno incidente. Fui apresentá-lo para a cachorrinha que vive aqui em casa também e quase testemunhamos um assassinato. A Miúcha - é o nome da tal cachorra - deu uma bocada na cabeça do Zeca. Ainda bem que ele estava na minha mão e meus dedos impediram a tragédia. Essa convivência não parece ter futuro ...

Miúcha, a cachorra psicopata ...

sábado, 13 de novembro de 2010

É (quase) Natal!


Ricardo Icassatti Hermano

O Natal está chegando. Aqui e ali já vemos sinais de decoração natalina, com direito a neve artificial e tudo o mais. Alguns prédios públicos exibem coreografias de luzes. Logo logo o governador mala vai inventar de montar uma árvore de Natal, ou um presépio, ou os dois juntos. Uma mistura carnavalesca de Natal americano-europeu com Palestina.

Tá sentindo o Espírito Natalino???

Mas, o Natal ainda não chegou com a toda sua força. Os shoppings ainda estão se preparando para a sua data máxima no calendário de vendas. Os grandes anunciantes ainda não soltaram suas propagandas provocadoras de desejos consumistas.

Vamos vender um bocado com crédito consignado, hehehe!!!

E o Espírito Natalino ainda não penetrou nos corações e mentes. Junto com as compras vêm todos aqueles sentimentos nobres que somos meio que obrigados a vestir nessa época. Compaixão, solidariedade, caridade e amor pelo próximo. Os ensinamentos de Cristo, cujo nascimento comemoramos no Natal, lembram?

O Santa Claus é o "bom velhinho" ...

Quando vi os primeiros sinais natalinos, decidi escrever um post sobre o fenômeno. Fiquei matutando uns dias sobre o significado do Natal e os seus efeitos sobre as pessoas. Percebi que o Natal significa tristeza para uns, alegria para outros e religiosidade para um outro tanto de gente.

Papai Noel está em todas ...

Há uma certa dose de "obrigação" no sentido da felicidade, do sentir-se feliz. Mas, não tão forte e instantâneo como no Reveillon, quando se torna uma imposição mesmo estar feliz, esperançoso e festeiro. Acho que é o componente religioso que serve de amortecedor no Natal e freia um pouco essa obrigação. Com o tempo, vai desaparecer.

Bem que poderiam modernizar um pouco o Natal ...

Mas, enquanto eu matutava, a vida agia. É bom deixar logo claro que não acredito em coincidências, mas ...

Na sexta-feira, estava saindo da malhação quando vi um grupo de pássaros voando e brincando no ar, fazendo acrobacias mirabolantes em alta velocidade. Uma caminhonete vinha na direção contrária à minha e atropelou um daqueles pássaros, que caiu um pouco adiante do meu carro se debatendo.

... mas não sei se o Black Santa vai colar

Parei e fui verificar se estava vivo, tonto ou morto. O pequeno pássaro abria o bico como se quisesse buscar mais ar e revirava os olhos. Fiquei com ele na mão esperando que se recuperasse e saísse voando, o que não aconteceu. Coloquei ele no carro e procurei uma clínica veterinária.

Lá fiquei sabendo que se tratava de um filhote de Andorinhão e que aparentemente não havia quebrado nada. Talvez uma luxação na asa esquerda. Naquele momento, o bicho já havia recobrado a consciência e estava um tanto nervoso. A veterinária me disse que, aproveitando o feriado, ficasse com ele por uns três ou quatro dias e esperasse a recuperação.

- Basta dar água e alimentar de quatro em quatro horas - instruiu-me a doutora.

- Mas, o que ele come? - perguntei.

- Na verdade, esse bicho come de tudo, mas pode dar ração para Sabiá. Faça uma papinha e dê na boca dele. Eu uso uma tampa de caneta. Funciona bem - sorriu a doutora.

Comprei a ração, levei o bicho para casa, acomodei numa caixa e fui me arrumar para um importante almoço marcado há dias com a Lígia, mãe de três dos meus filhotes amados. Foi um encontro muito bom e emocionante. Nossos encontros sempre são. Aproveitamos para colocar em dia as aventuras das "crianças".

Voltei para casa e fui alimentar o filhote de Andorinhão. O bicho estava nervoso, mas comeu um pouco. À noite, fui conhecer uma amiga da internet, leitora fiel do blog Café & Conversa e tweeteira @souquemsou2, ou Nôra, seu nome de batismo.

Ela veio lá de Ribeirão Preto para nos conhecer e os cenários onde os nossos "causos" são vividos e depois relatados aqui.. Fomos à Fellini Caffè e batemos um longo e bom papo. Mais uma amizade consolidada com um excelente café.

Chego em casa e recebo notícia da Little Mary, lá de Seul, na Coreia do Sul, onde foi realizar a cobertura jornalística da reunião do G-20. Ela é uma daquelas amigas generosas que nos faz a gentileza de levar a caneca exclusiva e personalizada do Café & Conversa para passear pelo mundo. As duas estiveram em Paris há pouco tempo (veja o post).

A caneca posando no Palácio Imperial de Seul

Também recebo notícias de Clara Favilla, que perambula e saltita por Florença, na Itália. Ela conta tudo sobre suas andanças com a inseparável caneca no seu imperdível e ultra necessário blog: "O mundo é plano".

A caneca na Fontana del Porcellino.
Segundo Clara, dá sorte passar a mão no focinho do porcão

Entre papinhas, tampa de caneta e conta-gotas, me sento para escrever sobre o Natal e me dou conta de que, apesar de achar que no resto do ano, enquanto lutamos selvagemente pela sobrevivência, escanteamos todos aqueles nobres sentimentos natalinos, na verdade os praticamos todo o tempo.

É a compaixão pelo passarinho, a generosidade dos amigos, o amor pelos filhotes. Todos os sentimentos estão lá todo o tempo, porque somos a somatória de muitas coisas. O Natal é apenas um momento em que falamos desses sentimentos e eles parecem ter saído do nada. Quando sentimos, não paramos para refletir sobre eles.

Se fizéssemos isso, o Natal não pareceria uma obrigação. Seria apenas uma data comemorativa. Assim que parei para refletir sobre o Natal, comecei a ver o quanto estou impregnado pelo espírito natalino nos outros 364 dias do ano. Sem me sentir obrigado a nada.

Como eu disse, não acredito em coincidências. Para mim, tudo tem um propósito, que às vezes pode nos parecer oculto, mas nunca está. Está sempre escancarado. Quem tem olhos de ver, que veja, já dizia o homem cujo aniversário vamos comemorar no próximo dia 25 de dezembro. Agora, se dão licença, está na hora da papinha do Zeca. É ... já botei um nome no danado.

Esse é o Zeca, mais calmo e se recuperando

sábado, 6 de novembro de 2010

A Música do Dia - Better Days - Eddie Vedder


Romoaldo de Souza


Eu não fui ao cinema para ver Eat, Pray, Love. Fui pela companhia e pela trilha sonora que uma aluna minha tinha recomendado. Ponto para ela. Para a aluna que, como o diretor de Comer, Rezar, Amar, captou bem o sentido de uma trilha sonora. "Complementar um espaço por vezes vazio entre a imagem e o diálogo…".


Nem pretendo contar aqui, que a jornalista Liz Gilbert (Julia Roberts) sai pelo mundo em busca de autoconhecimento; nem que nas viagens que fez, descobriu o prazer pela gastronomia, na Itália, onde aprendeu a tomar um excelente café.


O best-seller de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar que dizem ser uma autobiografia mostra um Brasil caricatural. Tudo bem que Javier Bardem (o "brasileiro" Felipe) é um bom ator, mas aquele sotaque dele, aquele jeito esquisito de latin-lover supera a maneira como os atores da Globo interpretam personagens italianas. "Bambino, bambino, bambino". Felipe fica o tempo todo. "Querida! Querida! Querida!". Ainda bem que João Gilberto e a filha salvam o "núcleo brasileiro de Eat, Pray, Love.


Querida, querida, querida!!!


Por falar em café, se você ainda não viu Comer, Rezar e Amar, preste atenção, quando for, na amiga de Liz, na Itália. Uma nórdica, cabelos curtos. Acho que vou ver Eat Pray Love novamente só para "estudar" mais sua personagem. Vai que como Cecilia, em A Rosa Púrpura do Cairo que literalmente sai da tela e começa a conversar com alguém da plateia, a moça também em conversar comigo.


- Hello, Romu! Non querer tomar uma café com migo? - Poderia dizer a amiga de Liz, adorável adoradora de café. Sabe e ensina Liz a tomar um espresso corto.


Bom, mas eu não vou comentar o filme. Quero falar da cena final. Felipe, com aquele sotaque horroroso de brasileiro "descolado" insiste em levar Liz para uma ilha isolada, onde sozinhos os dois pombinhos poderiam se entender. Ela reluta. Vai e vem… Não se levante da cadeira. Eddie Vedder reserva uma surpresa agradabilíssima. Surpresa que, aliás, o Café & Conversa adianta um trecho, aqui.


No final, toca Better Days, impecavelmente interpretada
por Eddie Vedder, o vocalista da banda Pearl Jam


Better Days


I feel part of the universe open up to meet me

my emotion so submerged broken down to kneeling


what's listening?

voices they care


had to somehow greet myself

greet myself

heard vibrations within my cells

in my cells


Singin' laaa


my love is saved for the universe

see me now I'm bursting

On one planet so many turns

different worlds


singin' haaa


fill my heart with discipline

put there for the teaching

in my head see clouds of stairs

help me as I'm reaching


the future's paved

with better days


night runnin'

from something

I'm running towards the day

wide awake


all whispered

once quiet

now rising to a scream

right in me


I'm fallin'

free fallin'

world's calling me

up off my knees


oh, I'm soaring

yeah, and darling

you'll be the one that I can need

and still be free


our future's paved with better days