sábado, 13 de novembro de 2010
É (quase) Natal!
sábado, 6 de novembro de 2010
A Música do Dia - Better Days - Eddie Vedder
Romoaldo de Souza
Eu não fui ao cinema para ver Eat, Pray, Love. Fui pela companhia e pela trilha sonora que uma aluna minha tinha recomendado. Ponto para ela. Para a aluna que, como o diretor de Comer, Rezar, Amar, captou bem o sentido de uma trilha sonora. "Complementar um espaço por vezes vazio entre a imagem e o diálogo…".
Nem pretendo contar aqui, que a jornalista Liz Gilbert (Julia Roberts) sai pelo mundo em busca de autoconhecimento; nem que nas viagens que fez, descobriu o prazer pela gastronomia, na Itália, onde aprendeu a tomar um excelente café.
O best-seller de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar que dizem ser uma autobiografia mostra um Brasil caricatural. Tudo bem que Javier Bardem (o "brasileiro" Felipe) é um bom ator, mas aquele sotaque dele, aquele jeito esquisito de latin-lover supera a maneira como os atores da Globo interpretam personagens italianas. "Bambino, bambino, bambino". Felipe fica o tempo todo. "Querida! Querida! Querida!". Ainda bem que João Gilberto e a filha salvam o "núcleo brasileiro de Eat, Pray, Love.

Querida, querida, querida!!!
Por falar em café, se você ainda não viu Comer, Rezar e Amar, preste atenção, quando for, na amiga de Liz, na Itália. Uma nórdica, cabelos curtos. Acho que vou ver Eat Pray Love novamente só para "estudar" mais sua personagem. Vai que como Cecilia, em A Rosa Púrpura do Cairo que literalmente sai da tela e começa a conversar com alguém da plateia, a moça também em conversar comigo.
- Hello, Romu! Non querer tomar uma café com migo? - Poderia dizer a amiga de Liz, adorável adoradora de café. Sabe e ensina Liz a tomar um espresso corto.
Bom, mas eu não vou comentar o filme. Quero falar da cena final. Felipe, com aquele sotaque horroroso de brasileiro "descolado" insiste em levar Liz para uma ilha isolada, onde sozinhos os dois pombinhos poderiam se entender. Ela reluta. Vai e vem… Não se levante da cadeira. Eddie Vedder reserva uma surpresa agradabilíssima. Surpresa que, aliás, o Café & Conversa adianta um trecho, aqui.

Better Days
I feel part of the universe open up to meet me
my emotion so submerged broken down to kneeling
what's listening?
voices they care
had to somehow greet myself
greet myself
heard vibrations within my cells
in my cells
Singin' laaa
my love is saved for the universe
see me now I'm bursting
On one planet so many turns
different worlds
singin' haaa
fill my heart with discipline
put there for the teaching
in my head see clouds of stairs
help me as I'm reaching
the future's paved
with better days
night runnin'
from something
I'm running towards the day
wide awake
all whispered
once quiet
now rising to a scream
right in me
I'm fallin'
free fallin'
world's calling me
up off my knees
oh, I'm soaring
yeah, and darling
you'll be the one that I can need
and still be free
our future's paved with better days
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A Música do Dia - Quero Morar com você na Califórnia - Ovelha
Romoaldo de Souza
Nas efemérides musicais, esse rapaz de quem vou falar hoje, parece ter tido o sucesso de um lampejo. Como diz a música de Lucio Dalla "Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde…"
Cabelos longos, excessivamente oxigenados. Loiros como um borrego. Mas preferiu ser chamado de ovelha. Ganhou o apelido de Luiz Gonzaga, o rei do baião, quando ainda tocava na bandinha do "Camarão", em Olinda, onde nasceu. Pena que Ovelha não herdou do padrinho a genialidade.
Mas não deixa de ser esquisito que Ademir Rodrigues insista em colocar na sua biografia - isso mesmo, Ovelha tem biografia - que o apelido veio de outro pernambucano, o Chacrinha, e não de Luiz Gonzaga. O músico canhoto ao violão, ganhou um concurso da Discoteca do Chacrinha, em 1977, na cidade do Recife. Da mesma forma, Ovelha não carrega do "Velho Guerreiro" qualquer traço de destreza.
Ganhou outros concursos de música, entre os quais, no programa Raul Gil. Ganhou prêmios, discos de ouro, mas atualmente anda meio esquecido. Tanto é que se apresentou no Pânico na TV usando apenas sunga. Foi uma presepada de fazer dó.
Aqui, Café & Conversa traz essa "extraordinária" performance de Ovelha, cantando Hotel California em português. Como o pessoal do Eagles segue o nosso blog, quem sabe quando retomarem a turnê eles não chamam Ovelha para abrir os shows.
Quero Morar Com Você Na Califórnia
(Versão de Hotel California)
Se você for embora
Juro que vou sofrer
O amor que eu sinto agora
É o que me faz viver
Você tem minha vida
Não me deixe jamais
Eu preciso ter você comigo
Para viver em paz
Alguém na minha idade
Não pode viver só
Eu tenho muito que aprender
Com você meu amor
Você é minha vida
Está bom para mim
Vou embora com você pra longe
Vamos embora daqui
Morar com você na Califórnia
E viver feliz, e viver feliz
Quero morar com você na Califórnia
Foi o que eu sempre quis, o que eu sempre quis
Quero esquecer os problemas
Que houve entre nos dois
Se existe alguma coisa errada
Discutimos depois
Minha maior alegria
É ficar com você
Te mostrar um mundo novo meu amor
fazer você compreender
Que o mundo lá fora
É bonito demais (bonito demais)
E na Califórnia meu bem
Quero encontrar a paz
Vamos fazer um mundo de amor pra nos dois
Descobrir o que aqui tem de melhor
O resto eu vejo depois
Morar com você na Califórnia
E viver feliz, e viver feliz
Quero morar com você na Califórnia
Foi o que eu sempre quis, o que eu sempre quis
Alguém na minha idade
Não pode viver só
Eu tenho muito que aprender
Com você meu amor
Você é minha vida
Está bom para mim
Vou embora com você pra longe
Vamos embora daqui
Quero esquecer os problemas
Que houve entre nos dois
Se existe alguma coisa errada
Discutimos depois
Minha maior alegria
É ficar com você
Te mostrar um mundo novo meu amor
fazer você compreender
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A música do Dia - Usina - Mestre Ambrosio
Romoaldo de Souza
Sim, porque depois dessa história toda de que tem gente querendo banir Monteiro Lobato por causa de um deslize sociológico, pelo escritor ter sido politicamente incorreto, revolvi escancarar e vamos postar aqui uma música "tipo assim", um tanto quanto politicamente incorreta. Agora, antes de ir adiante, tem algum político correto? Isso ninguém fala!
- Ah! a música do Mestre Ambrosio é politicamente incorreta - dizem uns.
- Ih! Chico Buarque canta que "a coisa aqui tá preta" e "isso é politicamente incorreto" - sapecam outros. É, mas tem gente metendo a mão na "cumbuca" e parece ser politicamente correto.
- Todos roubam - não é o que se diz por aí?
Então para jogar um balde d'água com gás na hipocrisia policialesca de quem não tem nada o que fazer, e fica aí sentindo saudades, tecendo loas à memória de Dona Solange, temos hoje, a música mais politicamente incorreta que ouvi nos último dias. E ainda tem gente falando que a velhice é a melhor idade. Sofismas. Puro sofisma. Se fosse, realmente, a melhor idade, ninguém faria plástica, não se empanturravam de cremes, botox, o diabo a quatro. A velhice é a passada que falta para você cair no buraco...
Esse vídeo é tão sintomático, que até a derradeira estrofe foi literalmente surripiada, isso sem contar que essa é uma versão da música original do grupo pernambucano, que começou a fazer sucesso em 1992, antes mesmo do lançamento do primeiro disco, "Mestre Ambrosio - Independente". Depois vieram "Fuá na Casa de CaBRal", em 98 e o último disco "Terceiro Samba", três anos depois. No vídeo, alguém canta como se fosse o Mestre Ambrosio. Mas não é!
Em seguida, os sexteto que tinha nascido no movimento Manguebeat da mesma linha de Chico Science & Nação Zumbi se desfez, em 2003.
Então, para dar um provocada nos "politicamente corretos". Volto a repetir se é que eles existem, com vocês, a música Usina (Tango no Mango) que tem a produção de Lenine e Marcos Suzano!!!
PS: se você não tem Google no seu computador, "Dona Solange" era como se conhecia Solange Teixeira Hernandes, que tornou-se o símbolo da censura, durante o regime militar. Dona Solange, diretora do Departamento de Censura Federal deixou uma legião de fãs, travestidos de "politicamente corretos".
Usina
Ajustei um casamento
Pensando ser boa idéia
Invês de ser com uma moça
Era o diabo duma véia
Me caso contigo véia
E é de ser em condição
D’eu dormir na minha rede
E tu véia, no fogão
Me casei com esta véia
Pra livrar da fiarada
A danada dessa véia
Teve dez numa ninhada
Desses dez que nasceram
Um deu pra ladrão de bode
E deu no tango e deu no mango
Dos dez só ficaram nove
Dos nove que ficaram
Um deu pra roubar biscoito
E deu no tango e deu no mango
Dos nove ficaram oito
Dos oito que ficaram
Um deu pra roubar chiclete
Deu no tango e deu no mango
Dos oito ficaram sete
Dos sete que ficaram
Um foi roubar pão francês
Deu no tango e deu no mango
Dos sete ficaram seis
Desses seis que ficaram
Um deu pra ladrão de pinto
E deu no tango e deu no mango
Dos seis só ficaram cinco
Dos cinco que ficaram
Um deu pra ladrão de pato
E deu no tango e deu no mango
Dos cinco ficaram quatro
Dos quatro que ficaram
Um deu pra roubar outra vez
Deu no tango e deu no mango
Dos quatro ficaram três
Desses três que ficaram
Um deu pra ladrão de boi
Deu no tango e deu no mango
Dos três só ficaram dois
Desses dois que ficaram
Um deu pra roubar jerimum
Deu no tango e deu no mango
Desses dois só ficou um
Desse um que ficou
Um deu pra roubar ladrão
Deu no tango e deu no mango
E acabou-se a geração










