quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Manhã perfeita com o pessoal da Diletto


Ricardo Icassatti Hermano

Sabe como se passa uma manhã ideal? Tomando café de um excelente grão, feito por um barista profissional e conversando com quem entende de café. Desde que entrei de cabeça nesse universo do café, já tive algumas dessas manhãs sensacionais.

Essa semana, tivemos o privilégio de outra manhã regada a café de excelente qualidade e muita conversa com quem entende do mercado de máquinas para café. Romoaldo e eu fomos convidados para uma degustação do Café Octavio na empresa Diletto, que aluga e vende máquinas italianas de café e outras bebidas quentes, além das chamadas vending machines, aquelas com sanduíches, snacks variados, chocolates etc.

Começar um dia assim é bom demais

Fomos recebidos pelo proprietário, Eduardo Torminn, e pelo gerente comercial Jeder Queiroz, que nos apresentaram a variedade de máquinas de café da linha profissional La Spaziale e da linha doméstica com várias marcas. A empresa está muito bem instalada (SIA Sul Quadra SC Lote 23 - fone: 3349-6060) em prédio próprio e tem filial em Goiânia.

Jeder mostra máquina futurista de café

Após um tour pelas instalações, fomos ao que interessa: a degustação. Embora o foco da Diletto esteja nas máquinas, eles também abastecem de café os seus clientes que não queiram se dar ao trabalho de pesquisar outras marcas. Mas, eles deixaram bem claro que os clientes são livres para escolher o café que prefiram.

Romoaldo explica como se faz café no meio de um rally

A Diletto também entrou na era do automatismo, mas já percebeu que essa onda não chegará jamais às boas cafeterias. O Barismo continuará mandando nesse segmento. As máquinas super automáticas terão seu espaço, mas não será num atelier de arte, como é o caso das cafeterias. Ali o que conta é a habilidade do barista em conseguir tirar o máximo do grão e da máquina com que trabalha.

Parece um computador e é, mas só faz café

Para nós, apreciadores de bons cafés, não chega a ser uma revelação, mas não deixa de ser um alívio saber que os consumidores brasileiros estão começando a entender as diferenças e a apreciar a experiência de tomar um espresso extraído da maneira correta e num ambiente bacana.

Um dos vários ristrettos perfeitos que degustamos

As horas e os espressos - curtos e ristrettos - passaram voando. Graças às competentes mãos do barista Marco Antonio Costa de Carvalho (que está precisando urgentemente criar um nome artístico), a conversa fluiu e foi das mais agradáveis, com uma troca preciosa de informações.

Carvalho mandou bem nos espressos

Mais uma manhã perfeita para o Café & Conversa. Até porque descobrimos que o pessoal da Diletto é fã do blog e estava acompanhando apreensivamente o desenrolar da estória do Zeca.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

2º Prato do Cardápio para Ceia de Natal do Café & Conversa


Ricardo Icassatti Hermano

A exemplo do que sempre fazemos quando alguma ocasião festiva se aproxima, o seu blog predileto não pisa na bola, não dá chabu e te salva das encrencas e roubadas. Por isso, resolvemos sair em socorro das nossas leitoras desesperadas com a responsabilidade de servir uma ceia de Natal para a sua família e possíveis agregados.

Como diziam os Titãs nos bons tempos: "Família, família/ cachorro, gato, galinha/ Família, família/ Papai, mamãe, titia/ Família, família/ Vovô, vovó, sobrinha ..." Aproveita e vai ouvindo a música enquanto cozinha.




Mas, não há motivo para ansiedade. Seus problemas acabaram de encontrar a solução. Trouxemos para você o segundo prato do exclusivo, famoso e patenteado Cardápio para Ceia de Natal do Café & Conversa. Isso é melhor que as famigeradas Facas Ginzu 2000.

Em vez de lutar com um Peru ou encher de Coca Cola um Tender, vamos de Paleta de Porco inteira com o osso. A carne é muito mais saborosa e aprecia o cozimento lento. Portanto, você pode colocar no forno e deixar assando por horas, enquanto se dedica ao restante da ceia. A carne ficará tão macia, tão tenra, tão saborosa, tão perfumada, tão gostosa quanto você : )

Eu sei, a sua sogra gorda vai chiar, vai dizer que está fazendo dieta, que precisa perder três quilos e toda aquela lamentação. Mas, assim mesmo ela vai devorar esse prato. Pense da seguinte maneira: você vai ter que dormir com ela? Então pare de se preocupar com as celulites dela. Procure acrescentar algumas naquela sua concunhada vagaba ...

Vamos à receita do site Epicurious, que segue o padrão Café & Conversa de ousadia criativa. Outros pratos virão. Aguarde e confie.

Paleta de Porco com Chocolate e Temperos
8 porções

Ingredientes do Tempero para Esfregar

- 1/2 colher sopa de pimenta branca em grãos
- 1/2 colher sopa de sementes de coentro
- 2 colheres sops + 3/4 colher chá de canela em pó
- 2 colheres sopa de sal grosso
- 1 colher sopa + 2 1/4 colheres chá de chocolate em pó sem açúcar
- 1 colher chá de noz moscada moída na hora
- 1/2 colher chá de alho amassado

Ingredientes da Paleta e Cebolas
- 6 colheres sopa de azeite extra virgem
- 1,8 kg de cebolas finamente fatiadas
- 1 1/2 colher sopa de sálvia fresca picada
- 1 1/2 xícara de água
- 6,8 kg de Paleta com osso

Preparo do Tempero para Esfregar

Numa pequena frigideira, sobre fogo MÉDIO, coloque os grãos de pimenta branca e as sementes de coentro. Agite por cerca de 5 minutos até que escureçam. Transfira para um moedor e moa bem fino. Coloque esse pó numa tigela (bowl) e misture com os demais ingredientes. Pode ser feito com uma semana de antecedência. Basta cobrir e deixar em temperatura ambiente.

Preparo da Paleta e Cebolas

Em fogo MÉDIO, aqueça o azeite numa panela grande. Adicione as cebolas e a sálvia. Tempere com sal e pimenta do reino. Refogue por 10 minutos. Adicione 1 1/2 xícaras de água; tampe e deixe cozinhar por cerca de 15 minutos, até que as cebolas estejam macias. Destampe e continue cozinhando até que as cebolas comecem a dourar e a água tenha evaporado, cerca de 30 minutos.

En quanto isso, pré-aqueça o forno a 150º. Espalhe o Tempero para Esfregar numa grande e larga folha de alumínio. Role a Paleta no tempero, esfregando e pressionando com as mãos para grudar bem na carne. Coloque a Paleta num rack dentro de uma forma. Cubra a Paleta com 1/3 das cebolas e espalhe o restante ao redor.

Leve ao forno e asse por 3 horas, mexendo ocasionalmente. As cebolas devem ficar na cor marrom escuro. Retire as cebolas e transfira para uma tigela (bowl) média. Continue assando a Paleta por mais 2 1/2 horas, até que fique bem macio. Se tiver um termômetro culinário, enfie até o centro da Paleta. A temperatura deverá ser de 74º.

Retire a Paleta do forno e transfira para o prato onde será servida. Reaqueça as cebolas e corrija o tempero. Espalhe sobre a Paleta.

Nada de fios de ovos e cerejas em calda

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Música do Dia - Dentro La Tasca Di Un Qualunque Mattino - Gianmaria Testa


Romoaldo de Souza


Sabe aqueles dias em que você está o tempo todo pensando no que deu errado? Por que não saiu como você queria? Essas cobranças que a gente tem sempre de vencer, de conquistar?


Bem, eu não estou, necessariamente, tecendo loas ao fracasso. Longe de mim. Não gosto de perdedores, mas também não sou qualquer abilolado que acredita que somente aprendemos nas virtudes. Nas vitórias! Meu rapaz! A gente aprende quando quer aprender.


Tá! E por que tudo isso? Porque hoje eu acordei com saudades. Saudades. De tanta coisa, de tanta gente por isso, vou resumir em saudades. Melancolia, talvez!


E aí, procurando nos meus arquivos musicais, na minha já embaçada memória fotográfica, eis que encontrei Gianmaria Testa. Um compositor brilhante, dono de uma musicalidade surpreendente.


Testa nasceu na província de Cuneo, na Itália, vindo de uma família de agricultores apaixonados por poesia e música. Foi nesse ambiente familiar que Gianmaria Testa dedilhou os primeiros acordes e que um dia chegaram ao ouvidos dos leitores do Café & Conversa.


Dentro La Tasca Di Un Qualunque Mattino

Gianmaria Testa


Dentro la tasca di un qualunque mattino
dentro la tasca ti porterei
nel fazzoletto di cotone e profumo
nel fazzoletto ti nasconderei
dentro la tasca di un qualunque mattino
dentro la tasca ti nasconderei
e con la mano, che non vede nessuno,
e con la mano ti accarezzerei

salirà il sole del mezzogiorno
passerà alto sopra di noi
fino alla tasca del pomeriggio
ti porto ancora
se ancora mi vuoi

salirà il sole del mezzogiorno
e passerà alto, molto sopra di noi,
fino alla tasca del pomeriggio
dall'altra tasca ti porto
se vuoi

dentro la tasca di un qualunque mattino
dentro la tasca ti porterei
nel fazzoletto di cotone e profumo
nel fazzoletto ti nasconderei

dentro la tasca di un qualunque mattino
dentro la tasca ti nasconderei
e con la mano, che non vede nessuno,
e con la mano ti accarezzerei
e con la mano, che non vede nessuno,
con questa mano ti saluterei



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Como dizia Rick Martin: "Não se reprima ..."


Ricardo Icassatti Hermano

O Natal chegou. Nesse dia feliz, o mundo cristão comemora o nascimento daquele que morreu para nos salvar. Presentes necessitam ser comprados. Providências precisam ser tomadas. Uma festa precisa ser organizada. A família vai se reunir. Que mêda! Essa deve ser a noite mais longa do ano.

"Cordeiro de Deus/Que tirai os pecados do mundo/Tende piedade de nós"

Essa coisa de Natal é complicada. É uma data que tem tudo para dar errado. Especialmente quando se junta a família em recinto fechado. Velhos ressentimentos se encontram, turbinados pelas bebidas alcoólicas e outras substâncias ilegais. Sobra alfinetada pra todo lado e a festa pode acabar numa guerra de peru e farofa. Já vi acontecer nas melhores famílias ...

Aí aqueles primos altamente criativos resolvem
"entreter" a família com um auto de Natal ...

Não há margem de erro como nas pesquisas fajutas encomendadas pelo PT. Se errar no presente então, as portas do inferno se abrirão em pleno Jingle Bells. E ninguém quer isso, não é mesmo? O melhor seria passar o Natal em Nova Iorque ou Paris, com neve de verdade e aproveitando o real super valorizado antes que afundemos de vez. Mas, não! Você terá que ouvir críticas à sua comida:

- Esse peru não cozinhou direito, tá seco ... - atira sua sogra gorda.

- Vamos fazer uma vaquinha pra comprar cerveja ... - tenta ser engraçado aquele cunhado alcoólatra e metrosexual.

- Nooooossa ... mas, o Fulano (seu marido) tá um gato né? - se assanha aquela concunhada vagaba.

A criançada (seus sobrinhos) correm pela casa e você nem respira direito pensando naqueles vasos de cristal, nos abajures, nas cortinas novas e o sofá meu Deus! Nem acabou de pagar as 62 prestações. Sobe aquele nó na garganta, os olhos se enchem de água e você controla a vontade de buscar aquele velho três oitão que fica escondido no quarto.

Você fazendo das tripas coração e o povo falando mal

Não se desespere! O seu blog predileto está aqui para te socorrer. Surpreenda sua família. Deixe aquele bando de fofoqueiros sem ter o que falar. Trouxemos para você a salvação, mas não é aquela do Cristo né? É um cardápio completamente heterodoxo para a sua Ceia de Natal.

Fuja correndo do clichê: peru com farofa, fios de ovos, pêssegos e cerejas em calda, nozes, rabanada, panetone, uvas, melancia, damasco seco e para dar um toque de luxo, uns quatro cachos de lichia. Ouse, inove, cresça e apareça, mate seus parentes de inveja. Os riscos, o Café & Conversa já correu por você. Como gritava Rick Martin ainda trancado no armário: Não se reprima!

Neste Natal, evite os clássicos. Invente, ouse, crie

O Cardápio para Ceia de Natal do Café & Conversa foi testado e aprovado por 10 entre 10 escolas internacionais de gastronomia. A redação do blog também provou, gostou e recomenda. Inclusive, se você quiser nos convidar para a sua festa natalina, não precisa nem nos dar presentes. Vamos só pela comida mesmo.

Vamos começar com o arroz. Por que servir aquele manjado arroz agulhinha Tio João? Ou o parbolizado Uncle Ben? Pense grande a aposte no exótico Arroz Selvagem, encontrável em qualquer bom supermercado. ATENÇÃO! Não é Sexo Selvagem! É Arroz Selvagem! Essa é a primeira receita do menu.


Arroz Selvagem com Cogumelo e Croutons
6 a 8 porções
Receita do site Simply Recipes

Ingredientes

- 2 xícaras de arroz selvagem
- Sal
- 350g de cogumelos Shitake fatiados
- 3 talos de aipo picados
- 1 cebola média picada
- 5 colheres sopa de manteiga sem sal
- 1 xícara de nozes picadas
- 1 1/2 xícara de cranberries desidratadas (ou uvas passa)
- 1 a 2 colheres sopa de sálvia fresca picada
- 4 xícaras de croutons
- 2 xícaras de caldo de galinha ou de legumes

Preparo

Coloque uma panela grande com água já salgada para ferver. Adicione o arroz selvagem. Tampe, abaixe o fogo para MÍNIMO e deixe cozinhar até que o arroz esteja macio, cerca de 25 minutos.

Pré-aqueça o forno a 180º.

Enquanto o arroz cozinha, aqueça uma panela grande em fogo ALTO por um minuto. Adicione os cogumelos e mexa a panela para que não grudem. Refogue os cogumelos a seco, sem óleo, até que liberem toda a água. Mexa bem.

Quando quase toda a água tiver evaporado, adicione sal, 3 colheres sopa de manteiga, a cebola, o aipo e misture bem. Refogue por 4-5 minutos mexendo sempre.

Retire o arroz do fogo e coe. Passe o arroz para a panela onde estão os cogumelos. Desligue o fogo e adicione a sálvia, os croutons, as cranberries (ou uvas passa) e as nozes. Coloque mais um pouco de sal e misture bem.

Numa panela ou travessa própria para ir ao forno, coloque o restante da manteiga e a mistura de arroz. Adicione o caldo de galinha ou de legumes. Cubra e leve ao forno por 45 minutos. Se preferir, retire a tampa ou cobertura do recipiente nos últimos 15 minutos de forno para dourar a superfície.

Invista numa bela panela Le Creuset e faça sucesso no Natal

sábado, 20 de novembro de 2010

Zeca se foi ...


Ricardo Icassatti Hermano

É com imensa tristeza que comunico a partida do Zeca na tarde de hoje. Foi no final de um dia com céu ensolarado, azul, brilhante, que ele escolheu seguir sua viagem. Apesar de todos os meus esforços, da veterinária e da sua própria luta, ele só conseguiu viver mais oito dias. Mas foram dias especiais, que alteraram toda a minha rotina e me trouxeram muita alegria também.

Zeca foi sepultado debaixo de um belíssimo caquizeiro que temos no quintal aqui de casa. A essa altura, já está aprontando no paraíso junto com a Lolita.

Grande Zeca ...

Foi legal conhecer e conviver com o Zeca nesses dias. Ele me acompanhou justamente no período em que fiquei gripado e acamado. Também me fazia companhia quando estava ao computador. Ficava ali em cima da mesa me olhando como que tentando entender porque aquele ser enorme estava cuidando dele e falando sem parar. De vez em quando soltava uns piados. E tínhamos animadas conversas. Ele foi um grande ouvinte.

Já estou sentindo falta do Zeca ... Não sei o que está acontecendo, mas de repente a minha casa se encheu de pássaros cantando por todos os lados.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Música do Dia - Chau Buenos Aires - San Telmo Lounge


Romoaldo de Souza

Pulei da cama. Literalmente, dei um pulo da cama quando vi no meu Mac a mensagem de Martin Delgado: "STL presenta Al Filo".

A mensagem do guitarrista, compositor, arranjador, diretor musical e às vezes tomador de café quando vem a Brasília, era especial. San Telmo Lounge está com trabalho novo na praça. "Y cruenta con invitados de lujo" como se os convidados não fossem apenas um complemento do "luxo" que San Telmo é...

O grupo argentino por si só já dá conta do recado. Al Filo é uma viagem conceitual pelos sons andinos, um tango cool e uma fusão de acordes para deixar o ouvinte com gosto de quero ouvir mais.

Quase dez anos atrás, Martin Delgado deixou a cosmopolita Nova Iorque para por em prática, na charmosa Buenos Aires, projetos que fervilhavam na cabeça de experimentos para fusões de tango com jazz.

Um ano atrás, Martin Delgado esteve em Brasília e fomos tomar um espresso
no Café Eldorado, onde o blog Café & Conversa teve início

Agora, temos Al Filo, no limite, ou afiado. Gostei. Afiado, assim é o quarto trabalho independente dos quatro rapazes de Rosário, província ao norte de Buenos Aires, rica em sons, como esse San Telmo Lounge e doce de leite. Hum…

Al Filo é uma gostosa mistura de folclore com um flerte na Cumbia, com destaque para a bateria acústica e o baixo. Pablo Gaitán, no bandoneon; Lucas Polichiso, no piano; e, Maximilliano Natlutti, ao violino juntam-se a "convidados de luxo" como John Subirá, do grupo portenho Bersuit; além de Adrian Abonizio, Pablo Mainetti, Palo Pandolfo, Fabián Gallardo e Coki Bernardis.

Bom, deixo vocês com San Telmo Lounge, Chau Buenos Aires. Eu volto com mais detalhes desse álbum que Café & Conversa recebeu em primeiríssima mão e, claro, compartilha com os nossos queridos leitores.




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Watch That Dog, That Dog is Mad ...


Ricardo Icassatti Hermano

Por conta da violência do atentado interracial sofrido ontem pelo Zeca, o filhote de Andorinhão que foi atropelado, acabei me lembrando de uma música muito conhecida na Louisiana e arredores. A música se chama Watch That Dog e pertence ao estilo Zydeco.

Para quem não conhece, Zydeco é a música folk que vem lá do início do século XX, criada pela população francófona da região pantanosa da Louisiana. Nela podemos encontrar um pouco do blues (festivo e dor de cotovelo), graças à influência da população negra com o seu estilo Creole. Sua principal característica é o uso da sanfona.

Esse estilo é o resultado da mistura do Cajun com o Creole e o Blues. Cajun é como eram chamados os franceses que se refugiaram na Louisiana após terem sido expulsos da Acádia, no Canadá. Os vizinhos passaram a chamá-los de "cadien", forma simplificada do francês "acadien". Como é de praxe, a expressão logo foi adaptado para o inglês como Cajun.

Não sei se é por causa do meu projeto de viagem para New Orleans, mas ultimamente tenho ouvido e apreciado muito Zydeco. Graças ao milagre da internet, posso ouvir rádios americanas especializadas nesse estilo de música. Um dos meus músicos prediletos é o John Delafose, sanfoneiro de mão cheia e cantor.

A fera John Delafose e sua sanfona

Foi com ele que ouvi pela primeira vez a música Watch That Dog (Vigie aquele cachorro). A letra diz para vigiar aquele cachorro, porque aquele cachorro é louco. É o que estou fazendo aqui em casa. Vigiando a Miúcha para ela não jantar o Zeca. Porque essa cachorra é louca ... me grita o Zeca!

John Delafose & The Eunice Playboys

Infelizmente não consegui encontrar a versão da música com o John Delafose & The Eunice Playboys (nada a ver com a Erenice "Taxa de Sucesso" Guerra, pelo amor de Deus), mas encontrei esse vídeo amador de uma apresentação de James & Chris, Corey Ledet no Cajun & Zydeco Festival de 2008. Enjoy : )



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Recordações ... da Caneca e um quase assassinato


Ricardo Icassatti Hermano

Ficar doente é uma merda, mas também é uma boa oportunidade para pensar na vida e remexer recordações. E existe um banco de dados para recordações melhor que álbuns de fotografia? Neles podemos nos ver jovens e rir das crenças que alimentávamos, espelhadas nos cortes de cabelo, nas roupas e nos hábitos.

No caso do seu blog predileto, fui remexer nas fotos que várias(os) leitoras(es) generosamente nos enviaram de várias partes do mundo, onde a caneca faz as vezes de turista. Selecionei para vocês algumas das muitas fotos que temos arquivadas.

Desde criança acalento o sonho de conhecer o mundo. Já conheço uma boa parte, mas ainda falta muito. No entanto, a caneca do Café & Conversa, com apenas alguns meses de vida, conhece mais do que conseguirei conhecer. Na aba dos(as) amigos(as), vou viajando nas imagens e nos relatos preciosos que nos enviam.

Uma das nossas colaboradoras mais assíduas e incansáveis é a jornalista globetrotter Clara Favilla, que no momento saltita entre a Holanda, onde reside a filhota-gata, e a Itália, onde revê antigas paixões.

Clara tuitando direto da Itália na companhia da caneca


Não sei o que a Clara quis dizer - ou comparar - com essa foto,
mas espero que seja favorável a nós ...


Aqui, a caneca encontrou sua turma italiana, a Máfia das Canecas


A caneca visita a casa onde nasceu Leonardo Da Vinci


Centro histórico de Perugia


Essa aqui eu nem lembro o que é, mas o barbudo gostou do café


Tomando um fôlego antes de encarar a ladeira que leva ao centro histórico de Val d'Elsa


Outra leitora do blog e colaboradora, a jornalista Memelia Moreira, manda fotos diretamente de Kissime, um county da Florida (USA), onde reside atualmente, mas perambula um bocado também.

A caneca fazendo aquecimento no banco de uma Harley Davidson


A caneca tirando onda de intelectual na estante da Memelia


Outra colaboradora incansável é a jornalista Little Mary, ou Maria Lima para os íntimos. Essa caipira também anda um bocado com a caneca por tudo quanto é país para onde viaja a trabalho e por prazer, apesar do medo de avião.

Caneca inspecionando as instalações do harém no
Palácio Imperial na Coreia do Sul


Onde quer que Little Mary vá, a criançada está junto


Tarcitano, um carioca bon vivant e médico homeopata, também ganhou uma caneca exclusiva e personalizada do Café & Conversa e não vacilou. Já saiu com ela para azarar na Pix Café. Sabe aquele truque de usar o seu sobrinho bonitinho para atrair a mulhegada? Pois é. A noite vai ser boa/De tudo vai rolar/Vai rolar ...

"E aí ... trabalha na casa?"


Como eu disse, ficar doente é uma merda, detesto mesmo. Mas, o tempo livre nos permite viajar na memória, nossa e dos muitos(as) amigos(as) que o Café & Conversa tem o orgulho de colecionar.

Aproveitando o ensejo, dou notícias do Zeca, o filhote de Andorinhão que se acidentou e estou cuidando. O danado já está cheio de intimidade comigo, já não se assusta mais e se empoleira na minha mão com a maior destreza.

A asa esquerda do Zeca continua desconjuntada ...

A asa continua preocupando, pois parece estar deslocada. Assim que eu melhorar da gripe, vou retornar com ele ao veterinário. Mas, nada disso impede que o seu apetite só aumente. Também já está se rebelando quando o coloco no caixote. Gosta de ficar solto e olhando para a minha cara.

O Zeca fica horas assim na minha mesa do computador, olhando pra mim

Hoje tivemos um pequeno incidente. Fui apresentá-lo para a cachorrinha que vive aqui em casa também e quase testemunhamos um assassinato. A Miúcha - é o nome da tal cachorra - deu uma bocada na cabeça do Zeca. Ainda bem que ele estava na minha mão e meus dedos impediram a tragédia. Essa convivência não parece ter futuro ...

Miúcha, a cachorra psicopata ...