domingo, 13 de fevereiro de 2011

El Secreto de Sus Ojos - Oscar de 2010 com música de Soledade Villamil


Romoaldo de Souza

Reuni os elementos de que necessitava para escrever sobre esse filme, que me chamou atenção desde o dia em que a atriz principal, Soledad Villamil, esteve no Programa do Jô Soares para falar do disco dela, Morir de Amor.

Falo primeiro dos elementos ou da cantora? Bem, dia desses nossa espiã Giselle Montfort foi à Ilha de Páscoa, a pretexto de fazer umas fotos com a caneca do Café & Conversa e voltou com uma aliança no dedo e um pacote de café, em grão da Costa Rica.

Portanto, não me perguntem onde mademoiselle Montfort se enganchou com o nativo. Só sei que passou “num lugar desses quaisquer” e nos apresentou o Café Britt. Orgânico, produzido debaixo das árvores da floresta. “Bajo Sombra”. Nada mal. O Café Britt é 100% arábica, com certificado internacional da Skal, com sede na Holanda.

Preparei o meu Britt, na french press, água com gás e escutando a voz de Soledad Villamil cantando Que Pena.

- Qué pena, que no me duela tu nombre ahora. Qué pena, que no me duela el dolor -

Com uma voz de quem rasga as entranhas da alma para convencer quem a escuta. Assim como faz um bom pregador. Convincente!

Eu tinha passado horas, conversando com meu pai, e ele ao acordeon, tocando músicas da época em que ganhava o dinheiro que sustentava os cinco filhos, animando bailes pelo interior de Pernambuco, e me lembrei de um livro que ganhei há uns cinco anos atrás: Memórias de Mis Putas Tristes.


Uma Maestrina zerada, para voltar a tocar forró, nas bailes da vida


Em Memórias de Mis Putas Tristes, o escritor Gabriel Garcia Marquez começa narrando o desejo que teve, quando acorda.

“El año de mis noventa años, quise regalarme una noche de amor loco con una adolescente virgen”.

E foi aí que recordei o Natal passado, quando meu pai confidencidou que em vez de uma adolescente virgem ele se contentaria com uma sanfona usada. Ganhou essa acordeón novinha em folha

Água, fotografias, lembranças, música, café e inspiração. É assim que quero começar a falar do filme que deixei um gancho, lá em cima, ainda no primeiro parágrafo.


Água, café e um MacBook Pro de inspiração,
ouvindo Soledad Villamil e vendo El Secreto...

Benjamín Espósito é um advogado de meia idade, recém aposentado do Juizado Penal, levando na memória histórias de uma justiça corrupta e um sonho: escrever uma novela. Seria como uma novela da vida real, já que Espósito quer contar uma história que se passou nos tribunais na década de 1970, quando uma jovem recém casada é estuprada e morta.

El Secreto de Sus Ojos começa a fugir da narrativa açucarada que Benjamín Espósito imaginava contar. O que seria apenas uma história de amor com final infeliz, como é a maioria dos romances, vai ganhando conotações intrigantes, com perseguições, violência e desencontros afetivos.

Determinado, Benjamín Espósito, vivido pelo premiadíssimo Ricardo Darín, quer conquistar, na vida real, a mulher que perde na novela que está escrevendo e começa uma jornada para desvendar o mistério do assassinato de Liliana Colotto, mas também conquistar a chefe, Irene Hastings, interpretada por Soledad Villamil.

Benjamín Espósito quer escrever uma novela baseada
no amor que sente pela chefe, no Tribunal do Juri

Benjamín Espósito esbarra em duas barreiras para desvendar o crime e conquistar Irene. A bela assistenta da Justiça é casada e o assassino de Liliana Colotto acabara de se tornar guarda-costas da então presidente María Estela Martínes de Perón.



No Segredo dos Seus Olhos, nome que o filme argentino ganhou no Brasil, Soledad Villamil nem sequer balbucia frases como:

Yo guardé tu vida también tu corazón, tu camisa en mi ropero, tu amor en mi colchón. Guardo yo tus cartas para recordar ese juramento que mie hiciste tiempo atrás”, tiradas de Santa Rita, seu mais novo sucesso.

Mas, Café & Conversa foi atrás da música da mulher que desorientou Jô Soares, na TV Globo e abala as estruturas do Doutor Espósito, no Tribunal do Júri de Buenos Aires. Tomara que você goste do ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro, em 2010 e da música de Villamil. Bons cafés.


Morir de Amor

Hoy que el tiempo ya pasó,
hoy que ya pasó la vida,
hoy que me río si pienso,
hoy que olvidé aquellos días,
no sé por qué me despierto
algunas noches vacías
oyendo una voz que canta
y que, tal vez, es la mía.
Quisiera morir –ahora– de amor,
para que supieras
cómo y cuánto te quería,
quisiera morir, quisiera… de amor,
para que supieras…

Algunas noches de paz,
–si es que las hay todavía–
pasando como sin mí
por esas calles vacías,
entre la sombra acechante
y un triste olor de glicinas,
escucho una voz que canta
y que, tal vez, es la mía.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Porque amanhã é quarta-feira


Ricardo Icassatti Hermano

Vocês já acordaram um dia bem? Digo, bem mesmo, com o astral lá em cima? Sentindo que tudo dará certo na sua vida? Hoje eu acordei assim : ) Deve ser porque fiz uma viagem maravilhosa, comi e bebi do bom e do melhor, tomei cafés maravilhosos, fumei charutos cubanos e ontem até choveu.

Por isso, resolvi compartilhar com todos vocês esse astral trazendo uma das músicas que estão me acompanhando desde o início do ano. O repertório é composto de músicas do estilo Cajun & Zydeco para me colocar na frequência certa para a viagem que farei em breve para New Orleans. Energia total!

E já falei muito até. Estou mais a fim de dançar ao som de Ya Ya, com o fabuloso sanfoneiro Buckwheat Zydeco. Outro dia eu volto e dou mais detalhes sobre esse músico da Louisiana. Mas, prestem atenção nas delicadas e quase displicentes intervenções da sanfona. Coisa de quem chama o instrumento de "meu bem" ...

Agora eu quero é dançar!!!! E duvido que você fique sentado ao ouvir essa música. Divirtam-se!!!


Ya Ya
(Levy-Lewis)

Sittin' here, la la
, waitin' for my ya ya, ah-um, ah-um

Sittin' here la la, waitin' for my ya ya, ah-um, ah-um

It may sound funny but I don't believe she's comin' here, ah-um, ah-um

Baby hurry, don't keep me worry, ah-um, ah-um

Yeah baby hurry, don't you keep me worry, ah-um, ah-um

You know how I love you, oh, how much I love you, ah-um, ah-um

Sittin' here la la waitin' for my ya ya, ah-huh, ah-huh

Sittin' here la la waitin' for my ya ya, ah-um, ah-um

It may sound funny but I don't believe she's coming, ah-um, ah-um

A sittin' here
A sittin' here

A sittin' here la la waitin' for my ya ya, ah-um, ah-um
A sittin' here la la waitin' for my ya ya, ah-um, ah-um



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um café colonial na centenária fazenda Babilônia, em Pirenópolis (GO)


Romoaldo de Souza


Saindo do centro de Brasília - porque é difícil imaginar que alguém que more em Brasília não conheça Pirenópolis - o motorista tem ao menos duas alternativas para chegar à cidade história das Cavalhadas. Pela BR-060 (Brasília-Goiânia), vá até Abadiânia, dobre à direita, quando chegar no segundo quebramolas e siga por uma rodovia estadual até a BR-414. Pronto, abra os vidros do carro que você já começa a sentir o cheiro das comidas goianas.



Mascarados, também chamados de Curucucus, vestem-se com

roupas coloridas e celebram a Festa do Divino


É bom lembrar que a eficiência pública no Brasil ainda não terminou o reparo na BR-060 que quase desmoronou nas imediação de Alexânia. Por isso, outra boa estrada é a BR-070. Essa rodovia começa no final da via Estrutural. Passa por Taguatinga, Ceilândia e vai seguindo. Cruza a fronteira, entra em Goiás, Águas Lindas, Edilândia, Cocalzinho, Corumbá e Pirenópolis.





A histórica Pirenópolis, fundada em outubro de 1727

por portugueses em busca de garimpos de ouro


Ainda tem um boa alternativa para quem vai de 4 x 4. Chegando em Edilândia, deixe a BR-070, entre à direita e pegue uma estrada de chão. Passando por dentro de fazendas, riachos, atoleiros e uma paisagem exuberante. Muito boa mesmo, para ir dando fome. Afinal, você está indo a Pirenópolis onde comida tem de fartura.

Por essa estrada de chão, essa trilha de off road, você vai pegar 5 km da BR-414 e quando chegar em Cocalzinho, pegue, novamente, a BR-070, agora sem asfalto e siga pela Serra dos Pirineus. Cachoeiras, lama, e muita biroscas para comprar queijos e tomar caldo-de-cana. Uma vista maravilhosa aguarda você por lá. Querendo, todos os caminhos levam a Pirenópolis.


Agora, é com Mariana Jungmann. Nossa correspondente para assuntos de degustação de comida goiana. Ela foi a Pirenópolis e provou um café colonial de dar água na boca só em escrever esse texto. Mari...


A primeira vez que fui à Fazenda Babilônia fui convidada por uma tia que tem um hotel em Pirenópolis e levava um grupo de agentes de viagem para conhecerem os melhores cantinhos desconhecidos da região. Desde que descobri esse lugar encantador, faço questão de levar pessoas especiais por lá. Primeiro foi meu noivo e, no último domingo, a família dele. Em geral, saio de Brasília e chego lá na hora do almoço – e da fome! Hoje, quero levar o leitor do Café & Conversa.




Melado de cana-de-açúcar, para adoçar o seu domingo



Ao chegar na fazenda, que fica a 26km da cidade de Pirenópolis, o visitante é recebido quase sempre pela dona, Telma, que o leva para conhecer a casa. A partir daí o que se passa é uma aula de história como você provavelmente nunca teve na escola. A Fazenda Babilônia foi a maior do centro do Brasil no período colonial e data de 1800. Chegou a ter 200 escravos e foi uma grande produtora de açúcar. Peças do engenho principal, tachos de cobre, mobílias e objetos daquela época ainda estão por lá para serem vistos e tocados pelos convidados – é assim que você se sente ao passear pela propriedade com Telma.


No passeio, a dona da fazenda conta histórias das sinhás e dos escravos que viveram alí há 200 anos, aponta objetos que eram de uso quotidiano naquela época e, por meio deles, explica a origem de diversas expressões populares utilizadas até hoje na região.


Apesar de essas peças mais antigas serem as que mais chamam a atenção, é interessante observar que a história da fazenda não é datada. Como um ser vivo que não parou no século XIX, a Babilônia apresenta peças um pouco mais recentes, mas também com imenso valor histórico. É o caso de um rifle alemão deixado pela Coluna Prestes quando passou por ali.


O monjolo, os animais, o jardim bem cuidado e a capela construída pelos escravos completam o toque brejeiro do tour que culmina na cozinha para, enfim, aproveitarmos a melhor parte do passeio: o café colonial.



Monjolo é esse utensílio bastante antigo e rudimentar "movido" a água.

Em algumas fazendas da região, era usado como pilão



Ao assumir a fazenda que foi de seu bisavô, Telma resolveu recuperar também a história culinária do interior de Goiás. O café colonial montado para os visitantes é preparado como há 200 anos, com quitutes jamais imaginados pelos contemporâneos.


São quase 30 tipos de iguarias diferentes, entre pães, biscoitos, queijos, carne de lata, assados, bolos, pamonha frita e muito mais. Para mim, o destaque é sempre o requeijão derretido que como com melado de cana. Além dele, a lingüiça, a almôndega e a paçoca de carne seca podem ser apreciados com mandioca quentinha que faz derreter a manteiga de leite preparada na própria fazenda.


Também chamam a atenção alguns quitutes que eram comuns até o início do século passado e que não se vê mais. É o caso da matula de galinha: carne de galinha caipira moída, toucinho moído, açafrão, pimenta bode, ovos e farinha de milho caseira que formam uma espécie de paçoca que é assada em palha de milho. Há ainda o pau-a-pique, uma espécie de mané-pelado assado na folha de bananeira. E também os bolos.


Entre eles, o Bolo da Sinhá - coalhada azeda, fubá de milho e abóbora madura, também assado na folha de bananeira – e o Bolo de Senzala - fubá de canjica, leite, cravo, canela, açúcar e garapa – estão entre os mais diferentes. Tudo isso acompanhado por sucos da estação e leite com café, tudo produzido na própria Babilônia.


Ao fim, é possível tirar uma sesta, porque afinal ninguém é de ferro. Sentar nas cadeiras de tiras de couro, ou nas redes ao lado do monjolo, jogar conversa fora e até tirar um cochilo.


Não há pressa. Por ali, a sensação de ser de casa é reforçada pela simpatia dos funcionários que te recepcionam com um simpático “estávamos esperando por vocês”. O preço da viagem no tempo? Com o café colonial incluído, R$ 40 por pessoa – crianças até 2 anos não pagam e até 12 anos pagam meia.


Só o passeio, sem as guloseimas, custa módicos R$ 10. Grupos a partir de 10 pessoas precisam ser agendados. Se você pretende ir sozinho ou com poucas companhias, basta ir chegando. Independente de quantas pessoas se sentem à mesa – posso dizer porque já fui a dois e com muita gente – ela será posta de maneira extremamente farta e o atendimento será impecável. No fim, é possível comprar geleias e doces para levar pra casa e passar o resto da semana na cidade com o gostinho de vida no campo.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Salmão Marinado e Grelhado

Ricardo Icassatti Hermano

Continuo em dívida com vocês, leitoras e leitores. Mas, o ganha-pão tem preferência e neste final-início de ano tivemos muito trabalho na área política. Eleições e posses sem a tal participação popular tomaram nosso tempo. Mas, agora tudo volta ao normal e com muitas novidades. Aguardem.

De popular na posse, só tinha ele.
Todo mundo queria tirar uma foto ao lado dele

Para hoje, vou cumprir a promessa feita na semana passada. Trago uma receita bem simples e deliciosa para acompanhar aquela refrescante salada Tabbouleh. Sou fã dos peixes de mar e são a cara do Verão. Estamos na época das refeições leves ao ar livre e peixe tem tudo a ver, além de ser saudável.

Todo mundo mesmo, né Juju?

Assim, aproveite a sua churrasqueira ou a dos amigos para fugir um pouco daquele churrasco pesado, salgado demais e nada saudável, para grelhar um belo filé de salmão com todas aquelas gorduras boas para o seu coração. Falando em coração, cuide bem dele não apenas com comidas saudáveis, mas com bons sentimentos também. Sempre : )

Good feelings : )

Como você já deve estar babando, vamos à receita.

Salmão Marinado e Grelhado

Ingredientes

- 1 filé de salmão com a pele (250 g por pessoa)
- Óleo de Canola ou de uvas

Marinada Básica

- 3/4 xícara de molho de soja
- 4 dentes de alho amassados

Preparo

Misture os ingredientes da marinada.

Corte o filé de salmão na quantidade desejada. Coloque os pedaços num saco plástico do tipo ZipLoc. Adicione o líquido da marinada e deixe na geladeira por até 2 horas, no máximo. Enquanto isso, vá beber uma cerveja e bater um papo.

Retire o salmão do saco plástico e descarte o líquido da marinada.

Coloque uma chapa para grelhar sobre a churrasqueira ou no fogão com fogo ALTO. A chapa precisa estar bem quente para evitar que o salmão grude nela. Pincele óleo nos dois lados dos filés e coloque primeiro a parte sem pele sobre a chapa para ficar com aquelas marcas bacanas. Grelhe por 1 a 3 minutos, dependendo da grossura dos filés.

Quando a carne estiver com uma fina camada opaca, vire cuidadosamente os filés e coloque-os mais distante (na lateral da chapa) do fogo. Se estiver no fogão, baixe o fogo para MÉDIO. Cozinhe por mais 2 a 5 minutos. Quando o salmão estiver totalmente opaco, está pronto para servir. Enjoy!

Decore com cebolinhas, salsa, coentro ou outra erva que goste

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Let me in ...


Ricardo Icassatti Hermano

Domingão calorento ... A filharada (nora incluída) me pegou para almoçar e cinema. Estreou a versão americana do genial Let me in. A versão original é sueca e se chama Let the Right One in, que foi enquadrada na categoria de filme romântico de terror. O filme sueco foi dirigido por Tomas Afredson e é baseado no livro de mesmo nome do escritor John Ajvide Lindqvist, que também fez o roteiro.

Cartaz do filme americano

Lançado em 2008, o filme fez um tremendo sucesso nos festivais de cinema e ganhou vários prêmios importantes, como o Founders Award for Best Narrative Feature no Festival de Tribeca e a Medalha de Ouro de Melhor Filme Fantástico Europeu, concedido pelo European Fantastic Film Festivals Federation.

Cartaz do filme sueco

Com isso, o filme chamou a atenção de Hollywood, pois os americanos estão vivendo uma overdose de vampirismo no momento. Tem vampiro para todos os gostos, uma boiolice sem fim. Menos vampirismo de verdade, aquele que te faz trancar a porta do quarto antes de dormir e após ter assistido o filme. Como se isso adiantasse alguma coisa ...

Ei! Deixa eu entrar ... só um pouquinho vai?

Este é o caso do Let me in. Trata-se da história de sedução de uma menina vampira sobre um garoto, Owen, com 12 anos de idade. A mesma idade em que a menina, Abby, se transformou em vampira. Imaginem as dificuldades de ser um vampiro criança. Apesar de poder matar com a mesma facilidade, há uma série de aspectos práticos que necessitam ser controlados por um adulto.

Quequi tem se apaixonar por uma vampira? Ninguém é perfeito ...

Assisti o original em DVD há mais de um ano. Emprestei para uma colega de trabalho e descobri que mulheres românticas não conseguem entender a trama principal do filme. Ficam suspirando com o pretenso romance da vampirinha com o garotinho e esquecem que ela pode facilmente ter algumas centenas de anos de idade.

"Não vai me dizer que você tá na TPM ..."

Na versão americana, a vampirinha Abby é interpretada pela excelente atriz Chloe Moretz, de quem sou fã incondicional desde a performance sensacional em Kick Ass. O frágil garotinho que sofre bullying na escola, é interpretado por Kodi Smit-McPhee. Antigamente, os americanos tinham a vantagem de dominar as técnicas para fazer cinema. Hoje em dia não é mais assim. As técnicas estão à disposição de todos. As boas estórias não.

Prestem atenção nessa garota. Ela ainda vai ganhar um Oscar.

A versão sueca original não fica nada a dever à versão americana na parte técnica e continua muito superior no resultado final. Os americanos deram mais densidade ao papel do policial que investiga as mortes decorrentes da sede da vampirinha. Mas, pisaram na bola justamente onde deveriam ser melhores: os efeitos especiais. Quando os suecos optaram pela simplicidade, sabiam o que estavam fazendo. os americanos transformam tudo numa enorme Disneylândia.

Graças ao excelente enredo, o filme continua forte e ainda vai te obrigar a trancar as portas e você nunca mais vai entrar no seu carro sem antes dar uma checada no banco traseiro ... Assista o trailer.


sábado, 29 de janeiro de 2011

The Most Beautiful Girl in the World - Prince


Ricardo Icassatti Hermano

Como já revelei aqui, sou um grande fã da música negra americana. É música pop, mas tem alguma coisa que a eleva a uma categoria completamente diferente por incorporar o que tem de bom no jazz, no blues etc. Além disso tem o ritmo inimitável e isso já faz toda a diferença. A música se torna dançante e nos transporta ao mundo dos sonhos.

Dentro da música negra americana surgiram verdadeiros gênios. São compositores(as), cantores(as), arranjadores(as), produtores(as) que modificaram para sempre o cenário musical do planeta. Dentre eles, não há erro em apontar o Prince, que aliás faz tudo aquilo que listei no estúdio da sua casa.

Compositor compulsivo, ele disse numa entrevista que compõe sem parar apenas para se livrar de todos aqueles sons que inundam sua cabeça. São dezenas de álbuns inéditos guardados num cofre. Acho que quando ele precisa de dinheiro, libera um álbum. Mas Prince também é um perfeccionista. As músicas só são liberadas quando ele considera que estão prontas.

O cara tem uma extensa e fantástica obra. Tem de tudo. Ele passeia pelos diversos estilos e a dança está em quase tudo. Seja rápida ou lenta. Sou dançarino e agradeço a Deus todos os dias por essas músicas, porque dançar é o mesmo que sonhar. Não é atoa que algumas religiões incorporaram a dança em seus ritos como instrumento de conexão com o mundo espiritual.

E é possível dançar de várias maneiras, mas com a música certa é uma experiência sensorial espetacular, que nos desliga desse mundo e nos leva a um outro universo onde o momento é infinito enquanto dure a música. Tem alguma coisa mágica numa pequena varanda iluminada pela lua. Adicione uma garrafa de vinho do porto e a música. O tempo para.

Com essa imagem em mente, resgatei uma canção do Prince chamada The Most Beautiful Girl in the World, que se aplica perfeitamente a um encontro "inusitado" com uma garota que queira ser admirada, beijada e carinhada, queira um pouco de paixão. Imagine um céu noturno absolutamente limpo e uma lua tardia prateando o rosto dessa garota. Imagine essa garota abraçada e aconchegada em seus braços, olhos brilhando, sorrindo feliz. O tempo vai parar ...

É meu irmão ... tem coisas muito boas nessa vida. Não perca tempo e providencie a trilha sonora, começando com Prince. Abra o seu coração, seus ouvidos e preste muita atenção. A garota mais linda do mundo pode surgir uma noite dessas e alegrar sua vida. Quem sabe?

The Most Beautiful Girl In The World
Nelson, Prince Rogers

Could u be the most beautiful girl in the world?
Its plain 2 see ure the reason that God made a girl
When the day turns into the last day of all time
I can say I hope u are in these arms of mine
And when the night falls before that day I will cry
I will cry tears of joy cuz after u all one can do is die, oh

Could u be the most beautiful girl in the world?
Could u be?
Its plain 2 see ure the reason that God made a girl
Oh, yes u are

How can I get through days when I can't get through hours?
I can try but when I do I see u and Im devoured, oh yes
Whod allow, whod allow a face 2 be soft as a flower? oh
I could bow and feel proud in the light of this power
Oh yes, oh

Could u be (could u be) the most beautiful girl in the world?
Could u be?
Its plain 2 see ure the reason that God made a girl
Oh, yes u are

And if the stars ever fell one by one from the sky
I know mars could not be, uh, 2 far behind
Cuz baby, this kind of beauty has got no reason 2 ever be shy
Cuz honey, this kind of beauty is the kind that comes from inside

Could u be (could u be) the most beautiful girl in the world?
So beautiful, beautiful
Its plain 2 see (plain 2 see) ure the reason that God made a girl

Oh yeah! (oh, yes u are)
Girl (could u be? )
U must be ... oh yeah!
(could u be? )
Ure the reason ... oh yeah
(could) {x3}



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Os Mistérios Misteriosos da Ilha de Páscoa


Ricardo Icassatti Hermano

Estamos em falta com nossos(as) leitores(as). Não temos conseguido manter a produção costumeira de posts, mas é compreensível. Este final-começo de anos tem sido um turbilhão de acontecimentos, festas, premiações, degustações, viagens, risadas e fortalecimento de laços fraternais. Como diria o Rei Roberto Carlos durante um cruzeiro na costa brasileira e no meio de uma tempestade apocalíptica: "São tantas emoções ..."

Mas, não estamos parados. Somos como as pedras que rolam e não criam limo. Vocês já viram que, após uma dura e criteriosa escolha, concedemos à Fellini Caffè (SCLS 104 Bloco "B" Loja 1, Fone: 3223-1333) o prêmio de Cafeteria do Ano 2010. O esforço e o trabalho desenvolvidos ao longo do ano por Moema Dourado, renderam frutos e mereceram o reconhecimento do Café & Conversa. Os apreciadores de café agradecem. Foi um momento de grandes emoções.

Parabéns Moema : ) Além de gata, sabe fazer café

Outro foco de emoções foi a proposta que recebemos. Ainda não podemos revelar. Tudo a seu tempo : )

Também tivemos a criação da Mesa do Café & Conversa, que consiste no seguinte: uma vez por mês e através do Twitter @CafeConversa, o seu blog predileto anunciará em qual cafeteria da cidade a Redação do Café & Conversa pousará para bebericar uns cafés. Para tomar um espresso por nossa conta, tudo o que vocês precisarão fazer é ir até lá, sentar à Mesa do Café & Conversa e nos contar uma boa estória, conversar e/ou trocar uma ideia com os nossos jornalistas.

Vocês acham que acabaram-se as emoções? Claro que não. Deixamos o melhor para o final. A caneca que viaja mais que nós esteve na misteriosa Ilha da Páscoa, a casa das gigantescas estátuas de pedra.

Como sempre, a caneca do Café & Conversa viajou através da generosidade dos amigos e amigas que não param quietos. Neste caso, trata-se de uma famosérrima jornalista que nos solicitou a utilização de um pseudônimo. Não somos bestas e concordamos imediatamente. Assim, quem nos conta essa enigmática e assombrosa aventura é a não menos misteriosa Giselle Montfort ... a espiã nua que abalou Paris!

Giselle Montfort em momento de dor ... reparem a pequena lágrima, ô dó ...

Aqui é preciso abrir um parêntese para explicarmos quem foi Giselle Montfort. A espiã era a personagem principal de uma série publicada em quatro volumes pela Editora Monterrey no formato pocket-book. Era vendido em bancas de jornais no final da década de 1960. Os livrinhos traziam as "memórias secretas" do trabalho feito pela espiã na Segunda Guerra Mundial, infiltrada nas hostes nazistas durante a ocupação da França.

Segundo os livrinhos, as "memórias secretas" foram encontradas na prisão de Lys e publicadas "sem cortes". A saga emocionante narrava as aventuras da corajosa e belíssima Giselle lutando pela Resistência Francesa contra os nazistas. Além da astúcia, ela usava o seu corpo espetacular para seduzir e aniquilar os chefões alemães.

Algumas vezes inoculava uma capsula de veneno mortal na própria vagina, o que causava uma terrível morte instantânea aos taradões germânicos. Giselle morreu no último capítulo. Foi fuzilada nua, gritando: "Vive la France !"

A espiã danada pegou até o Hitler!!!

Fiquem com o relato de próprio punho da "espiã" ...

Patrimônio da Humanidade desde 1995, a Ilha da Páscoa foi formada há milhões de anos por três vulcões: Poike, Rano Kau e Mounga Terevaka. Os cerca de 400 moais ali existentes são os únicos vestígios da misteriosa e ancestral cultura dos Rapanuis.

Sei não ... esse Moai tá com cara de baiano ...

Os Moais são protagonistas de várias teorias, como a de terem sido construídos por seres extraterrestres. A mais aceita delas fala da sua confecção com rochas vulcânicas, em homenagem a ancestrais da família ou da tribo.

Giselle conseguiu o milagre do encontro entre
o último dos Rapanuis e a caneca.
Mas, cá entre nós, parece um índio Pataxó do Sul da Bahia ...

Seu deslocamento era feito sobre caules de palmeiras, utilizadas como rodas. Pelo menos, é o que dizem.... Existe na Ilha um único Moai mulher, com mamas e vulva. Está no museu local.

A única foto com presença feminina é essa com as sensuais unhas vermelhas
de Giselle Monfort diante do Palácio de La Moneda, em Santiago do Chile.
Mamas e vulva que é bom, nem pensar ...

A Ilha da Páscoa fica distante 5h20 de Santiago do Chile que, por sua vez, está a 3h20 de São Paulo. É tão perto que todos seus argumentos para não visitá-la caem por terra (melhor dizendo por água). Do Pacífico, é claro!

Beijos

Giselle Montfort

Aqui, seguem mais fotos dessa intrépida jornalista que não mediu esforços e assumiu riscos imensos para nos trazer fotos da caneca viajante. Prossegue o relato com fotos e legendas da misteriosa espiã nua que abalou Paris, Giselle Montfort ...

Representante oficial do Café & Conversa, a Caneca do blog inicia aqui sua viagem mais sublime, rumo à Ilha da Páscoa. Preparem o coração (e uma chicrinha de café, é claro!)


Entrada do Parque Rano Raraku, onde estão as estátuas de pedra


Rapa Nui (Terra Grande) ou Te Pito o te Henua (Umbigo do Mundo) ou, ainda Ilha da Páscoa, é a ilha mais ilha do mundo, a que tem mais água ao redor. Os rapanuis recebem os visitantes dizendo: Ilorana! Quer dizer tudo aquilo o que se quer ouvir. Algo como: Bem-vindo, Olá, Emagreceu, heim..., sua careca sumiu, que tenhas ele ou ela na palma da mão, etc.


Seleção Rapanui de Futebol. De olho na Copa de 2014, com certeza!


Os misteriosos Moais. Como foram esculpidos? Cadê os nativos?
Eram os deuses astronautas? A caneca não conseguiu descobrir, mas desconfia ...


Comitê de boas vindas se alinha para receber Giselle Monfort,
a espiã nua que abalou Paris em chamas ...


Um momento solene sobre a pedra tida como o umbigo do mundo,
local de meditação e orações. Bichos-grilo acreditam que aí
está o centro espiritual da Polinésia.


A Caneca das Canecas faz uma nova pausa no Ahu Tongariki

"Ufa! um momento de relax nas águas do Pacífico,
longe dos dois malas donos do blog, Ricardo e Romoaldo".