terça-feira, 3 de maio de 2011

Broken Heart's Brodo - 6º Capítulo


Ricardo Icassatti Hermano

A minha, a sua, a nossa Blog-Novela chegou à segunda metade. Muita coisa aconteceu até que, finalmente, Raffaello e Carmem chegassem às vias de fato. Muita coisa ainda vai acontecer antes que possamos vislumbrar uma chance de que esse romance tenha um futuro. Será? São tantos detalhes que podem mudar tudo ...

Até aqui, contamos com a imensa e valiosa colaboração de várias(os) leitoras(es) que, munidas(os) de inteligência, generosidade, gentileza e criatividade, nos municiaram com críticas, sugestões, opiniões e ideias para que a trama se desenvolvesse. E o resultado é simplesmente sensacional.

E chega de conversa porque tem gente roendo as unhas e querendo ler logo o sexto capítulo da Broken Heart's Brodo e saber qual será a próxima reviravolta no encontro - ou seria desencontro - do nosso casal protagonista. Como de praxe, segue abaixo uma música que será a trilha sonora desse capítulo. Bota o som na caixa e divirta-se!!!



Broken Heart's Brodo
Capítulo 6

Raffaello ainda dormia profundamente quando o telefone tocou.

- Alô ...

- Oi Raffa ...

- Oi ... quem é?

- Sou eu, Helga ...

- Oi Helga ... putz! Que horas são?

- Te acordei? Desculpa ... liguei cedo porque queria te pegar em casa ainda.

- E pegou ... o que foi?

- Liguei só para te pedir desculpas por aquilo. Acabei estragando a sua noite com a moça lá.

- No problem ... já expliquei e ela entendeu.

- Menos mal. Assim mesmo quero me desculpar ...

- Está desculpada. E você já sabe o que eu acho dessa história de desculpa e perdão, né?

- Sei ... você não acredita em pedido de desculpas. Nem em segunda chance. Na verdade, eu deveria estar tentando me perdoar. Mas, será que cometi um erro tão grande assim?

- Você não cometeu erro algum. Mas, se você acha que me deve desculpas é porque também acha que fez algo errado e se sente culpada por isso. Por isso, não me peça desculpas. Peça a você mesma.

- Realmente ... não me perdoaria se fizesse algo que te magoasse ou prejudicasse de alguma forma. Você sabe o quanto eu te amo, desde os meus 14 anos de idade. Você é o homem da minha vida.

- Não se preocupe com isso Helga. Você não cometeu nenhum erro. Apenas bebeu demais. Só isso. Ninguém saiu prejudicado, só o seu fígado (risos). Não fiquei chateado nem magoado. A Carmem adorou os chocolates. Comeu a caixa inteira sozinha.

- Você acaba de me fazer a mulher mais feliz do mundo.

- Menas, Helga, menas ...

- Guarde aí esse meu número de celular. Só duas pessoas têm esse número. Uma delas é a minha mãe e a outra, agora, é você. Se precisar de qualquer coisa me ligue. Atendo em qualquer lugar do mundo.

- Está anotado. Mas ...

- Mas, nada. A gente nunca sabe quando vai precisar de ajuda. Espero que dê tudo certo com essa moça, a Carmem.

- Obrigado.

- Beijo.

- Tiau ...


Raffaello e Carmem não se viam com frequência. Tinham suas vidas e afazeres, mas mantinham contato através dos muitos meios disponíveis. Aguardavam ansiosos e felizes o próximo encontro. Começaram trocando mensagens alegres. Passaram para mensagens picantes e chegaram às mensagens saudosas.

Queriam e estavam se conhecendo, embora não falassem em compromissos maiores. Vasculharam fotos antigas e novas, contaram casos, alegrias, tristezas, decepções sofridas e que esperavam inutilmente não sofrer mais. Listaram vitórias e derrotas na vida, compartilharam sonhos, músicas, dúvidas e certezas.

Elegeram as varandas como seu espaço mágico. Ali, conversavam, ouviam música, trocavam ideias sobre filmes, livros e a vida. Também namoravam e, principalmente, se beijavam muito. Foi numa dessas muitas varandas que Carmem soube que Raffaello escrevia poesias. Pediu para ler.

Ele relutou. Não que tivesse algo a esconder, mas eram apenas poesias que seriam aproveitadas no contexto de um livro que estava escrevendo. Foram feitas pensando num amor fictício e desejado. Finalmente cedeu e lhe enviou o rascunho do livro com as poesias já incorporadas. Após a leitura, Carmem ficou emocionada.

- Gostou das poesias? - quis saber Raffaello

- Gostei muito ... fiquei tocada ...

- Mesmo? Qual você gostou mais?

- Essa aqui chamada "Venha cá", que fala sobre como ele ama a moça ..

- Por que?

- Ah ... porque deve ser bom ser amada dessa maneira.

- Você gostaria de ser amada assim?

- Eu queria ser amada desse jeito ...

Raffaello então se deu conta. Sem perceber, aquela poesia já havia se tornado realidade. Só faltava dizer o que ia pelo coração.

- Mas, você já está sendo amada assim. Toda as vezes em que você deitou sobre mim e encostou a cabeça no meu peito; todas as vezes o meu coração disse o quanto amo você ...

Carmem sorriu. Suas narinas se alargaram, suas pupilas dilataram. Sentiu um calor nas entranhas e a umidade tomar conta. Infelizmente, naquele dia estavam em cidades diferentes, conversando pela internet. Lembrou do que a amiga Emília havia dito sobre se fazer de difícil e pensou em mandá-la tomar naquele lugar. Mas, voltou a insistir na questão da indisponibilidade emocional.

- Por que você me amaria se não posso retribuir? Você sabe que estou emocionalmente indisponível ...

- Eu sei, mas o que posso fazer? Amo você e, logo após, ter dito isso, fiquei com a nítida impressão de que me lasquei ...

- ...

- Mas, vou assumir o risco. Se der certo ótimo. Se não der, ótimo também. Uma hora, essa situação, esse fiapo de relacionamento, vai ter que chegar a uma decisão. Seja ela qual for. Pode ser que a gente fique junto. Pode ser que você não queira. Pode ser que eu não queira mais. Vamos aguardar. O tempo dirá.

As horas se transformaram em dias. Os dias se transformaram em semanas. As semanas em meses. Certo dia, estavam conversando e Carmem expôs algumas dificuldades que estava tendo no seu trabalho. Raffaello se prontificou a ajudar no que pudesse. Ela explodiu em raiva. Ele não entendeu nada.

- Não estou te contando isso para que você fique me dizendo que tudo vai acabar bem. Odeio isso, que fiquem tentando me animar, me colocar pra cima. Eu quero apenas que você me ouça.

- Mas, Carmem, o que você me contou é algo fácil de resolver. E como vou vê-la preocupada e não tentar fazer algo para melhorar?

- Não faça isso! Eu não preciso!

- Tá bom. Se você não quer ... Mas, você não acha que a sua reação está um pouco desproporcional?

- Não! É que eu odeio essa coisa de acharem que vão me tirar a tristeza tentando me animar. A tristeza faz parte da vida e a gente precisa processá-la.

Raffaello estranhou, mas o amor que sentia o fez relevar. E quem ama aceita o outro como é. Creditou aquilo a um momento e não a uma característica de Carmem."Todos temos maus momentos", pensou.

Uma outra noite, já haviam entrado madrugada adentro fazendo amor. Estava tudo dentro daquele clima mágico que envolve os amantes, quando Carmem resolveu "discutir a relação". Queria saber porque Raffaello não se "comportava" como os demais homens que conhecera.

- Olha, eu não estou reclamando nem nada disso, mas você sabe que a maioria dos homens já teria tido orgasmo em 15 minutos, no máximo. Nós estamos aqui há pelo menos quatro horas e você não gozou ainda. Eu já tive vários e maravilhosos orgasmos. Você está tomando alguma coisa?

- Eu? Nunca precisei disso. Isso que estou fazendo chama-se Sexo Tântrico. Aprendi quando fiz Yoga.

- O que é isso?

- É uma técnica de Yoga em que o homem aprende a controlar o orgasmo e evita ejacular para prolongar o prazer. No Tantra, a mulher deve ser estimulada a ter muitos orgasmos, enquanto o homem deve estimular seu Kundalini. Toda a técnica visa a iluminação espiritual, claro.

- Mas, eu quero fazer algumas coisas também ... em você ...

- E por que ainda não fez? Fique à vontade ... será que precisamos pedir licença agora? Será que ainda não temos intimidade suficiente? Não sendo nada esquisito demais e que envolva alguns dos meus orifícios sagrados (risos) ... podemos passar à parte das algemas e do chicotinho (risos).

- Não sei porque as pessoas não gostam de discutir a relação (risos).

- Também não vejo problema em discutir a relação. O problema é só o timing (risos)... Poderíamos ter conversado sobre isso amanhã, né?

- Ah não! Quando me sinto incomodada com alguma coisa, tenho que resolver na hora!

Mais uma vez, Raffaello estranhou, mas decidiu não dar maior importância. Achou que, uma vez explicado, o assunto estava encerrado. O clima mágico havia se dissipado, mas voltaram a fazer amor até o dia amanhecer.

E vocês, leitoras e leitores, o que acham? O que está acontecendo? Carmem está mudando? Raffaello está certo em relevar ou está ignorando os sinais de perigo? O amor vencerá ou sairá derrotado mais uma vez? O amor é um jogo traiçoeiro? O que reserva o destino?

São muitas perguntas e as respostas virão com as colaborações das(os) nossas(os) leitoras(es). Continuem enviando suas críticas e sugestões. E como diz o Romoaldo todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, em nosso quadro na CBN Recife: Um abraço! Bom café!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Café com leite, essa brilhante mistura de energia com alimento


Romoaldo de Souza

Estava "conversando" com os seguidores do Café & Conversa, quando Luciano Amorim quis saber de onde vem o hábito do brasileiro em tomar café com leite.

- É daí que vem a política do café com leite? - quis saber o paraibano.

No Brasil da República Velha, café com leite era o revezamento na Presidência da República de duas grandes potências econômicas. Minas Gerais que produzia muito leite e São Paulo a terra do café.

Agora, quando à bebida, essa mistura interessante do café com o leite, atribui-se ao holandeses, grandes produtores de leite, que aproveitaram a chegada à Europa do café africano e juntaram energia com alimento.

Na Espanha também era comum encontrar nas cafeterias o café com leite. Há estudiosos que creditam a eles a chegada desse saudável hábito ao Brasil.

Clicando ali, você escuta nosso programa de hoje, na CBN Recife.

Um abraço! bom café!


Rodrigo Ramos, enviado especial à SCAA Show, Houston/TX


Ricardo Icassatti Hermano

Na última quinta-feira (28), foi aberta a 23ª edição da SCAA Show na cidade de Houston, no Texas - EUA, o maior evento mundial dedicado exclusivamente aos cafés especiais. SCAA é a sigla para Specialty Coffee Association of America.

Vejam a ironia do destino. Os americanos, que não plantam um pé de café, dão mais importância aos cafés especiais do que nós brasileiros, que produzimos alguns dos melhores e mais cobiçados cafés especiais do planeta.

A SCAA Show também serve como feira expositora de fabricantes de equipamentos, máquinas, utensílios voltados para uso industrial e comercial. Além disso, são oferecidos cursos nas diversas áreas do ramo e promovidas competições de baristas, como a United States Barista Competition (USBC), de onde sairá o representante norte-americano para a World Barista Competition (WBC).

Outro evento realizado na SCAA Show é o Roasters Guild Coffee of the Year Competition, onde amostras de cafés de diversos países, que possuem entidades afiliadas à SCAA, são avaliadas por juízes degustadores, Q Graders e SCAA Cupping Judges. Dali sairá um ranking listando os cafés Top 10 do mundo.

E o seu blog predileto não poderia ficar fora dessa, né? Por isso, enviamos nosso repórter voluntário especial e sem remuneração, Rodrigo Ramos, que vem a ser um dos proprietários da cafeteria Ateliê do Grão, lá de Goiânia. Já falamos dela aqui. E o Rodrigo se mandou para Houston com a missão de enviar relatos sobre a SCAA e de comprar umas encomendas para nós.

Religioso como ele só, Rodrigo se instalou num hotel próximo a uma igreja. Sendo um homem de muita fé, reza fervorosamente todos as noites lá. Até porque durante o dia está fazendo reportagens para o Café & Conversa.

Vejam só o tamanho da cruz no teto da igreja ...


Fiquem agora com o primeiro relato do nosso Enviado Especial à SCAA Show.


SCAA Show - Houston/TX
Rodrigo Ramos
Enviado Especial

"A primeira impressão que tivemos da feira, foi de que ela encolheu um pouco desde o ano passado. Parece que na Costa Oeste o negócio de cafés especiais é mais ativo.

Outra impressão que ficou é que, definitivamente, o café filtrado está de volta. Osstands com mais gente agrupada eram os que serviam cafés filtrados ou tinham produtos para café filtrado.

Um dos stands mais procurados era o da Hario, uma indústria japonesa de vidros e porcelanas, que fabrica os melhores apetrechos para café coado em filtro de papel no mundo. Nada a ver com a nossa Melitta. Falando nisso a Melitta estava presente com dois stands gigantes."

Produtos da japonesa Harion


Stand da Bodum cheio de objetos do desejo deste blog


"No stand da Bodum, o que mais chamou minha atenção
foi esse aparelho que aquece a água para o chá e
para a french press com muito mais facilidade."

Rodrigo! Você só pode estar de sacanagem ... se não trouxer uma dessa pra nós, é melhor nem voltar para o Brasil!!!


"Outros utensílios charmosos são estes globinhos aquecidos
com lâmpadas halógenas. O visual é lindo.
Acho que gosto dessas coisas que se parecem com laboratórios ..."

Quem disse que fazer um bom café não é uma ciência exata?


"Uma outra coisa que estão mostrando é a extração a frio.
Dizem que aparecem novas nuances. Mas não me animei não ..."

Rodrigo, nós aqui na redação do Café & Conversa também não nos animamos com esse negócio e achamos que isso não passa de invencionice.


"Esses moinhos da Baratza também são muito bacanas. Utilizam mols Malkhonig, mas custam 20% do preço de um moinho dessa marca. Além do que, este moinho trabalha com balança de precisão na dose ao invés de timer como os outros moinhos. Uma opção bacanérrima para casa ou para uma sorveteria, por exemplo."

domingo, 1 de maio de 2011

Thor e Natalie Portman, minha Musa 24 Horas em 3D


Ricardo Icassatti Hermano

Domingão bonito em Brasília. Na noite anterior, jantei com a minha queridíssima amiga Catita num restaurante de comida italiana. Nos acabamos numa orgia gastronômica que incluiu sobremesa com seis bolas de sorvete, calda quente de chocolate e uma espécie de Petit Gateau italiano. E como era italiano, não tinha nada de petit.

Ainda matamos uma garrafa de vinho espanhol, um autêntico Rioja, porque eu queria anestesiar saudades daquela região que me acolheu tão bem. Tenho certeza que, em alguma religião, isso deve ser pecado ... Mas, o importante é que rimos um bocado.

Embora quisesse continuar na cama e só levantar para satisfazer as necessidades mínimas, já havia combinado com os filhotes de almoçarmos e assistirmos o novo filme da Marvel Studios, THOR. Em 3D : ) Eu queria ver martelo voando da tela e batendo na cabeça de alguém.

Cartaz do filme

O filme é muito bem produzido e tem roteiro supervisionado por ninguém menos do que o lendário criador da Marvel, Stan Lee. Esse homem deveria ser declarado Patrimônio Cultural da Humanidade. Para nossa alegria, essa gente sabe tudo de quadrinhos e sabe como uma história de super heroi deve ser contada. Ou seja, do início.

O Thor dos quadrinhos é assim. Sem armadura.

Vemos muitos filmes de super heroi que retratam etapas adiantadas da sua vida e depois os produtores são obrigados a voltar no tempo e fazer filmes contando o início de tudo. Por que não fazem a coisa direito? Ora, porque os produtores nunca haviam lido um gibi. Assim que os quadrinistas entraram no cinema, tudo mudou para melhor.

O Thor do desenho animado na TV era assim. Sem armadura.

Com THOR não foi diferente, pois agora a editora de quadrinhos Marvel também tem estúdio de cinema e faz seus próprios filmes com seus próprios personagens. A maioria deles é criação imortal de Stan Lee. Eu fui criado com a minha coleção de gibis. Meus filhos herdaram a paixão e parte da coleção. Assim, fomos todos ao cinema na certeza de assistirmos um bom filme. E não nos decepcionamos.

O Thor do cinema é assim. Com armadura e se engraçando com a Nathalie : (

De um tempo para cá, tenho notado que os filmes americanos têm transformado super herois e deuses em seres de outro planeta. Alguns dos super herois já eram de outro planeta, como o Super Homem. Mas, agora tudo é extra terrestre e a magia virou ciência e tecnologia. A NASA já tem um protocolo pronto para quando encontrar seres de outros planetas. Será que está rolando alguma coisa por aí? 2012 ... sei não.

E tome mais armaduras ...

Mas, voltando ao filme. A história é excelente, porque vem do início, antes até mesmo do nascimento de Thor e do seu irmão invejoso e mentiroso Loki. Deve ser por isso que o capacete do Thor tem asas e o do Loki tem chifres ... Os atores Chris Hemsworth e Tom Hiddleston, que interpretam os dois personagens, são OK. No papel de Odin, ninguém menos que o fantástico, genial, soberbo, Anthony Hopkins.

Sir Anthony Hopkins sempre dando show.
À sua direita, Thor. À sua esquerda Loki.

Mas, a praga do "politicamente correto" chegou até à mitologia viking. Pois não é que tem até um chinês (ou japonês) em Asgard? E o guardião da famosa Ponte do Arco Íris (que não fica em San Francisco) que é um enorme afro-descendente? Alguém pode me explicar como é que tem tantas etnias num paraíso nórdico??? Saco ...

E esse martelo preso na pedra, estilo Excalibur?

Embora tenha algumas mancadas óbvias, como as armaduras que os vikings nunca usaram, o filme também tem coisas boas. Os efeitos especiais são sensacionais e cada vez mais realistas. O efeito 3D também está se aperfeiçoando e a Natalie Portman em 3D é algo que por si só vale o ingresso. Aliás, sai do cinema com ela eleita a minha Musa 24 Horas. Junto com a Michelle Pfeiffer e a Dana Delany, claro : )

Pense numa Deusa. Transporte para uma tela gigante.
Em 3D!!! Pronto! Musa 24 Horas : )

Para quem gosta do gênero, o filme é imperdível. Espere até acabar os créditos para ver a tradicional surpresa da Marvel. Só um parêntese. Eu gosto de tecnologia e de ciência, mas ainda deixo certos espaços na minha vida para a magia. Tem coisas que não quero que sejam explicadas ou reduzidas a reações químicas ou que estejam sujeitas às leis da física. Não perca! É diversão garantida para toda a família. Veja o trailer.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Café brasileiro e a divulgação do nosso produto


Romoaldo de Souza

O governo brasileiro faz vista grossa para o marketing do café. Tem se dedicado mais a “vender” o país mostrando belas paisagens, praias, cachoceiras, Carnaval e mulheres com pouca roupa. Mas, falar do café que é bom, pouco se fala.

No programa desta sexta-feira, mostramos que infelizmente a falta de investimento na propaganda dos nossos Bourbon, Maragogipe, Novo Mundo e até mesmo do “Frevo” um café plantado em Taquaritinga no Norte, no Agreste de Pernambuco, não são divulgados lá fora.

O deputado Bruno Araujo (PSDB-PE) contou ao Café & Conversa que chega lá fora, escuta propaganda do café da Colômbia, do Kênia, da Costa Rica “mas pouco se escuta do nosso produto”.

É verdade. Só pegando um exemplo. Esse Café Frevo, do interior de Pernambuco, é distribuído no Rio de Janeiro pelo Armazém do Café. No agreste pernambucano, o Frevo é produzido sem qualquer tipo de agrotóxico, sem pesticida, o produtor molha a plantação com água da chuva e não se escuta qualquer divulgação desse feito.

Não se escutava. Hoje, na CBN Recife, falamos dessa necessidade de divulgar nosso café à

Um abraço! Bom café!

Broken Heart's Brodo - Capítulo 5


Ricardo Icassatti Hermano

No capítulo passado, o jantar de Raffaello e Carmem pegou fogo e quase acaba em desastre. Teve de tudo um pouco e quando achávamos que a coisa se encaminhava para um final romântico, eis que surge mais uma personagem. A Deusa ruiva, a Tsunami hollywoodiana, o escândalo sensacional, a maravilhosa Helga.

Quem é ela? Carmem se sentiu intimidada pela beleza fenomenal de Helga? E Raffaello? Qual será a explicação que ele dará? Existe algo entre eles? Ele mentiu novamente? Quem vai limpar aquela vomitada?

As perguntas são muitas e as respostas virão nos próximos capítulos. Hoje, chegamos ao quinto capítulo, metade da Blog-Novela. Aqui na redação, o feito foi comemorado com um bom café e queijo de Minas. Um brinde foi erguido em homenagem a todas as leitoras e leitores que participaram com sugestões, críticas e opiniões.

A música da trilha sonora neste capítulo está relacionada a história da esposa falecida de Raffaello. Você já deve ter notado que as músicas tiveram uma evolução qualitativa. Mas, isso não significa que as populares não voltarão. Leia o capítulo ouvindo a música. Agora, fiquem com a confusão que precisa ser resolvida.

Divirtam-se!



Broken Heart's Brodo
Capítulo 5

Uma semana havia se passado desde o jantar que Raffaello preparara para Carmem. O surgimento bombástico de Helga não deixou alternativa a Carmem senão ir embora. Raffaello telefonou no dia seguinte para dar explicações. Desde então, não se falaram mais. Carmem e Emília se encontram no cabeleireiro.

- Mas, ela chegou assim, na cara dura? E bêbada ainda por cima? - indigna-se Emília.

- Foi. Que cara de pau, toda atirada pra cima do Raffaello - responde Carmem.

- E o que ela estava vestindo? - se intromete Bernard.

- Não sei, um vestido vermelho mínimo, saltos altíssimos, maquiagem impecável, diamantes por todo lado. Não tinha nada barato ali. Nem o esmalte.

Josicleide, ou simplesmente Josi, se remexe no banquinho onde está sentada fazendo as unhas do pé de Carmem.

- Uau! Uma diva! - exclamou Bernard.

- E o Raffaello? O que ele disse? O que ele fez? - inquieta-se Emília.

- Ele até me disse para ficar e quem ia sair era ela, mas daí ela deitou no sofá, vomitou tudo e desmaiou.

- Aí não tinha jeito mesmo. Não tinha clima nenhum.

Bernard e Josi apenas concordaram com as respectivas cabeças.

- No dia seguinte, ele me ligou e contou quem era a ruiva, a tal da Helga.

- Conta logo menina! - exaspera-se Emília.

- Resumindo, ele me disse que se conhecem desde a pré-adolescência. Foram namorados quando ele tinha 18 anos e ela 14 anos. Já adultos, se reencontraram e voltaram a namorar. Quase se casaram, mas não deu certo. Uns dois anos depois, ele começou a namorar a moça com quem se casou. O casamento durou só dois anos, até ela morrer. Ele viajou, voltou e não sabe como a Helga foi parar lá na casa dele aquela noite.

- Essa Helga ainda é apaixonada por ele?

- Não sei. Mas, pelo jeito, parece que sim.

- Você sabe alguma coisa sobre ela?

- Nada. Nunca tinha visto antes. Mas, dois dias depois, ela me enviou flores e uma caixa de bombons Godiva, com um pedido de desculpas.

- Vamos fazer uma pesquisa no Google? A gente aproveita e investiga a vida desse Raffaello também. Meu sobrinho pode nos ajudar. Ele é nerd, hacker, estuda computação, essas coisas.

O sobrinho entregou um calhamaço de papel às duas ansiosas amigas. Lendo todo o material, ficaram sabendo que Raffaello era realmente escritor e tinha composto algumas letras de músicas que fizeram grande sucesso, o que lhe deu conforto financeiro para se dedicar a literatura. Também havia algumas matérias jornalísticas sobre torneios de Karatê que ele participara com destaque. Tinha ainda a notícia da morte da esposa.

Já a poderosa Helga ocupava quase todo o calhamaço. Filha da quarta geração de descendentes de colonos alemães que migraram para o Rio Grande do Sul, saiu ainda criança da pequena propriedade da família para estudar em Brasília. Dona de inteligência prodigiosa, fez uma carreira brilhante e meteórica no mundo dos negócios. Aos 28 anos de idade, era dona de um pequeno império no ramo petroquímico. Logo se tornou uma cidadã do mundo. Falava diversas línguas, negociava bilhões e era presença obrigatória em grandes eventos mundo afora. Emília e Carmem estavam com os queixos quase encostando no chão.

Na noite do jantar, Helga havia falado que estava numa festa chata e soube de um tal "Paulinho" que o Raffaello havia retornado da viagem. A festa chata era uma recepção ao presidente da França e o tal "Paulinho" era o ministro das Minas e Energia. Todos os três se conheciam desde a pré-adolescência. Carmem e Emília ficaram mudas por uns minutos.

- Amiga, a coisa não se vê boa ...

- Eu sei ... o que eu faço agora?

- Liga pra ele e marca outro encontro, oras. Mas você tem que se fazer de difícil. Homem precisa ter trabalho, tem que suar a camisa, pra dar valor.

Na semana seguinte, Raffaello e Carmem se encontraram numa cafeteria. Fazendo cara de quem ainda se sentia meio ofendida e com uma ponta de desprezo, ela queria saber mais detalhes da história dele com Helga.

- Nosso namoro, na fase adulta, terminou porque estávamos trilhando caminhos diferentes. Eu queria ser escritor e ela já estava começando a despontar como empresária, estava enriquecendo e pensou que poderíamos nos casar, pois dinheiro não seria problema. Na cabeça da Helga, o ideal seria que eu vivesse o resto da vida às custas dela e me dedicasse ao meu trabalho de escritor. Mas, as coisas não são assim. Não conseguiria viver dessa maneira. Acabaria matando a minha carreira com tanta mordomia e deixaria de ser eu mesmo. Hoje, talvez fosse diferente, pois não dependo de ninguém. Mas, hoje também é outro tempo.

- E quando você conheceu a sua esposa?

- Foi uns seis meses depois. Juliana era música clássica, tocava fagote e flauta doce numa orquestra especializada em música barroca. Eu chamava de "música dos anjos e dos santos". Ela tocava divinamente. Nos conhecemos num estúdio de gravação, onde as músicas que fiz a letra estavam sendo gravadas. Juliana foi gravar uma peça no estúdio ao lado. Nunca esqueci, chama-se "Paixão segundo São Mateus", de Johann Sebastian Bach. Fiquei absolutamente deslumbrado ... e foi amor instantâneo.

Carmem foi chegando mais para perto de Raffaello. Ele fingiu que não percebeu. A conversa evoluiu para outros assuntos. Quando se deram conta estavam quase colados. Raffaello segurou suavemente o rosto de Carmem e deu-lhe um longo beijo.

- Já tem um tempo que eu realmente gosto de você, Carmem ...

- E eu te achei intrigante ...

- Já me chamaram de muita coisa, mas "intrigante" é a primeira vez.

Pagaram a conta e se dirigiram para o apartamento de Carmem. Viraram a noite entre a cama e a varanda. Quando o sol começou a afugentar a noite, Raffaello se vestiu para ir embora. Tinha trabalho a fazer e ela também.

- Você vai mesmo embora?

- Tenho que ir.

- E se você ficasse e dormisse abraçado comigo?

- Você não me aguentaria e me mandaria embora de qualquer jeito.

- Como assim? Por que?

- Acho que sou carinhoso demais. Ia ficar te beijando e te carinhando sem parar. Você não iria conseguir dormir e acabaria me expulsando daqui mesmo.

Carmem não se levantou da cama. Apenas sorria feliz. Raffaello foi até ela, beijou-a e se despediu. Sem promessas, sem compromisso, sem agenda, sem data para outro encontro. Apenas saiu. Ela fechou os olhos, exausta, e dormiu o melhor sono dos últimos anos. Nem precisou do sonífero habitual. Nem se lembrou. De mais nada.

Éééé, caras leitoras e caros leitores. Será que o nosso casal conseguiu encontrar o que tanto procura? Atingiram o equilíbrio? O amor floresceu? Carmem tentou se fazer de difícil, mas parece que não funcionou como o planejado. Raffaello revelou que já gostava de Carmem há algum tempo. Ela vai corresponder? E a Helga? Vai voltar?

São muitas perguntas e as respostas estão com vocês, que gentilmente têm colaborado para o desenrolar da minha, da sua, da nossa Blog-Novela Broken Heart's Brodo. Continuem enviando suas sugestões, críticas e dicas preciosas. Vocês já viram que estão sendo aproveitadas na medida do possível ou do que a trama permite. E como diz o Romoaldo todas as manhãs em nosso quadro na CBN Recife: Um abraço! Bom café!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Café para o bom humor



Romoaldo de Souza


O Dia Nacional da Prevenção e Controle da Hipertensão me fez lembrar um estudo recente apresentado pelo professor Michael Shechter, do Instituto do Coração de Sheba, em Israel, que recomenda três xícaras de café para reduzir a proteína que provoca ataques cardíacos e AVCs – acidentes cardiovasculares.


Na CBN Recife, nesta quarta-feira, Café & Conversa resgatou esse estudo lembrando que pesquisadores já concluíram cientificamente o que a gente já tinha descoberto na prática: o café é um aliado até para combater a acidez do humor.


Para escutar o programa, clique aqui






Um abraço, bom café!