As leitoras e os leitores da Blog-Novela Broken Heart's Brodo estão indo à loucura com tantas emoções e reviravoltas. Quem torcia pela Carmem, agora é fã da Helga. Quem desconfiava do Raffaello, passou a admirá-lo. Quem achava que a relação tinha futuro, agora tem dúvidas. Quem não tinha opinião, agora rói as unhas apreensivo. E quem dizia não ler a Blog-Novela, está lendo escondido.
Será que essa história terá um final feliz? Com casamento e beijo na boca, como dizia o mestre Nelson Rodrigues? Será que essa história tem heroi e heroína? Capazes de sacrifícios e superações? Será que o amor realmente prevalecerá acima de todas as dificuldades humanas? Será que o amor existe ou é apenas uma reação química?
Quem vai responder essas perguntas e todas as outras que ainda não foram feitas é você, leitora e leitor, com suas críticas, sugestões, dicas e reflexões. São vocês que nos dão a direção, o Norte, o prumo. E somos eternamente gratos por isso, por esse esforço coletivo de criação que só enriquece o blog Café & Conversa.
E chega de conversa, né? Segue a trilha sonora para o sétimo capítulo da minha, da sua, da nossa eletrizante, emocionante e enebriante Blog-Novela. Acenda um incenso, prepare um copo da sua bebida predileta, sente-se confortavelmente, ligue e som e divirta-se : )
Broken Heart's Brodo
Capítulo 7
Apesar da cena de stress, tudo parecia estar indo bem entre Raffaello e Carmem. Tão bem que decidiram fazer uma viagem mais longa, 10 dias no total. Iriam se dedicar a si mesmos, como já vinham fazendo esporadicamente. Estavam felizes com a chance de passarem mais tempo juntos. Como dizia Raffaello, eles começavam a fazer amor no momento em que se encontravam e só paravam quando se despediam.
Os dois primeiros dias pensaram estar no paraíso. Como se encaixaram - em todos os aspectos - perfeitamente desde o primeiro beijo, agora pareciam um quebra-cabeças finalizado ou um castelo de bloquinhos de madeira terminado. Tudo corria às mil maravilhas quando, repentinamente, Carmem adoeceu. Uma gripe fortíssima a deixou prostrada.
Enquanto ela lamentava e dizia que a sua doença estragara a viagem, Raffaello tomava providências para cuidar da saúde de Carmem e dar-lhe o maior conforto possível. Ela se consultou com um médico. Raffaello comprou os remédios e não saiu do lado dela um segundo sequer.
Ele cuidava dos horários da medicação, da comida e até dos filmes que assistiriam na tevê. Ela só precisava ficar deitada e repousar. Com dificuldade para respirar, Carmem dormia pouco e quando conseguia, roncava como uma motosserra. Uma tarde, assistindo tevê, ela conseguiu dormir no colo de Raffaello, que ficou imóvel por quase quatro horas apenas vigiando o sono dela.
Assim que ela melhorou, retomaram a programação da viagem. Raffaello estava feliz pela oportunidade de cuidar da mulher que amava. Faltavam dois dias para a viagem terminar. Carmem estoura novamente por nada. Preocupada com questões de trabalho, Raffaello não se conteve e disse que tudo daria certo. Aí ...
- Eu já disse que não suporto gente que fica tentando me animar! - gritou Carmem.
- Cometi um erro, eu sei. Não deveria ter falado nada. Deveria deixá-la aí no seu canto se lamentando, é isso?
- Eu estou cheia de dúvidas e problemas que só eu posso resolver. Você só precisa me ouvir, perguntar o que eu estou fazendo para resolver ...
- Carmem, não sei do que você está falando. Eu não ajo dessa maneira. Não vou ficar simplesmente olhando a mulher que amo sofrendo por algum problema que talvez eu possa ajudar. E se o problema não tiver solução, solucionado está. Sou um otimista, vejo a vida de maneira positiva e num contexto de evolução, de aprimoramento, e não de desespero e depressão.
Carmem começou a se vestir e colocar algumas coisas numa sacola. Raffaello viu aquilo e perguntou se ela estava se preparando para sair. Ela não respondeu. Continuou falando das coisas que odeia e vestiu um sapato. Raffaello perguntou pela segunda vez se ela estava se vestindo para ir embora.
- Por que? - respondeu rispidamente Carmem.
- Porque se você vai embora mesmo, tem um monte de coisas suas lá no banheiro. Não esqueça de levar tudo. Não quero que você esqueça algo e depois seja obrigada a voltar para pegar - disse ele, sem piscar ou alterar a voz.
Carmem ficou paralisada. Por um tempo, seus olhos ficaram saltando de um lado para o outro, como se procurassem um argumento perdido pelo chão do quarto de hotel.
- Não, eu não vou embora. Nem sei porque vesti esse sapato.
- Eu também gostaria de saber.
Ela continuou com um sapato calçado e um pé descalço. Raffaello havia tido muita paciência com os ataques de Carmem. Mas, aquela ameaça boba havia sido demais. Se tinha algo que ninguém deveria fazer com ele era ameaça e desafio. Ele topava no ato e pagava para ver.
- É ... você tem razão - disse Carmem, quase sussurrando.
- Em que?
- Você é um excelente jogador de pôquer ...
- Isso não tem nada a ver com jogos. Não jogo com pessoas, muito menos com a mulher que amo. Também não jogo com sentimentos. Isso eu levo a sério, muito a sério. O que não é negociável é ameaça. Não me ameace a não ser que queira levar até o fim, porque eu vou até o fim. Eu aturo muita coisa, muito desaforo, mas ameaça não.
- Mas, eu não ia embora ...
- E se não vamos a lugar nenhum, então tire esse sapato que ainda continua no seu pé.
- Nao sei nem porque eu vesti esse sapato.
- Você já disse e isso mostra que a nossa conversa entrou no ciclo de repetição. Então é melhor encerrar por hoje. Vou dormir. Boa noite.
Raffaello deitou na cama enquanto Carmem se dirigia ao banheiro. Com um pé descalço e o outro calçado com o sapato que ela não sabia porque estava vestindo. No dia seguinte, ele já havia colocado uma pedra sobre o assunto, mas sentiu que quase toda a magia que circundava o casal e inundava os ambientes em que se encontravam, havia se dissipado como nuvem de fumaça em dia de vento.
Raffaello então decidiu tentar recuperar a magia perdida, mas o esforço fez com que notasse outra coisa. Seu coração tinha uma pequena rachadura. Bem pequena. Mas, quem conhece rachaduras, sabe que elas sempre aumentam se algo não for feito rapidamente. Conforme aumenta a rachadura, a velocidade também aumenta na mesma proporção. Ele estava disposto a tentar, mas não poderia decidir por Carmem.
Carmem reclamava bastante das coisas em geral. Sempre achava que era mal atendida, que a comida não estava no ponto ideal, que o local não estava devidamente limpo, que determinado serviço era ruim, que as pessoas eram incompetentes etc. Sob o manto da "consciência ecológica", reclamava até dos canudos plásticos que estavam poluindo o planeta.
Raffaello ouvia aquilo tudo e sorria, pois é um homem gentil. Por dentro, já estava começando a se incomodar. Até porque ele sabia que esse tipo de julgamento tem como principal parâmetro a pessoa que julga. Ele também sabia que ninguém é perfeito e nem serve como parâmetro para nada que não seja a si próprio.
E Carmem se achava - literalmente - a mais competente e perfeita das criaturas sobre a face da terra. Tinha sempre uma crítica abusada na ponta da língua, seguida de uma opinião definitiva e incontestável. Mesmo sendo uma grande profissional na sua área, só passava a imagem de arrogante, ofensiva e intragável.
Com isso, conseguia apenas discussões inúteis e até humilhar em alguns casos. Se dava uma importância que não tinha e não se dava conta que estavam se lixando para o que ela pensava sobre qualquer assunto e que as únicas pessoas que se importavam eram aquelas que a amavam. E eram poucas. Mais ninguém.
- Se eu morasse nos Estados Unidos, as pessoas iriam me chamar o tempo todo de "bitch".
- Por que?
- Porque eu sou muito cri-cri. Eu quero um dia ser parecida com você, ter essa capacidade de absorver bem as coisas.
- Você é bem exigente mesmo ... - pensou Raffaello com seus botões.
Na volta para casa, Raffaello meditou bastante sobre tudo o que aconteceu na viagem, de bom e de ruim. Pesou, ponderou e vislumbrou o que não queria ver. Mesmo assim, decidiu insistir. Achou que valia a pena e que as coisas poderiam se ajeitar. Afinal, relacionamentos são exercícios de superação e crescimento pessoal, quando as pessoas se amam. Por outro lado, Carmem disse que está "emocionalmente indisponível", seja lá o que isso for.
Eles teriam um novo encontro dentro de poucos dias. Raffaello decidiu aguardar e ver o que iria acontecer.
E agora caras leitoras e caros leitores? Vocês acreditam na força invencível do amor? Essa rachadura vai aumentar até estilhaçar tudo ou haverá um jeito de impedir? Raffaello está prenunciando o que? E Carmem? O que pretende com essa postura? Será que a magia voltará e restabelecerá o encanto? Ou se perdeu para sempre?
Ajudem-nos a responder essas difíceis questões com suas observações, críticas e sugestões. Todas serão muito benvindas, como sempre. Continuem com a gente e não percam o desfecho dessa esfuziante Blog-Novela. E como diz o Romoaldo todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, em nosso quadro da CBN Recife: Um abraço! Bom café!
Estava lendo ontem "Café com suas Receitas" da jornalista Giuliana Bastos e, de repente, leio a mensagem do nosso "seguidor" Chacal Trilheiro, de Recife, pedindo "uma incrementada nas receitas". Foi aí, que recordei de uma história contada por uma amiga irlandesa, Maura Clerkin.
Irish Coffee, ou simplesmente Café Irlandês, é a nossa receita desta quinta-feira, para você já ir, como diz o Chacal, incrementando seu dia.
Era só o que faltava. Cientistas ingleses resolveram fazer um experimento bem extravagante. Apresentadores do programa de TV Bang Goes the Theory, fizeram lá umas modificações num Volkswagen Scirocco, modelo 1988, encheram o tanque de café e saíram de Manchester em direção a Londres.
Conforme o relato de um dos cientistas, o "Car-Puccino" como o veículo foi batizado, se apropriou das "moléculas de carbono" que saem do café que impulsionaram o motor do velho Scirocco.
Os "malucos" percorreram perto de 350km e literalmente usaram 12 mil xícaras de café. Pronto, agora você já sabe o que fazer com esse café ruim que povoa as prateleiras dos supermercados.
Estava conversando com um amigo que pediu uma receita de cappuccino caseiro. Eu já disse aqui na CBN Recife, que o cappuccino é um café com leite vaporizado, criado pelos frades capuchinhos, na Itália, e por isso leva esse nome: cappuccino.
Hoje, nós falamos do cappuccino caseiro, para evitar que você fique comprando aqueles cappuccinos praticamente prontos.
Para nosso experimento de hoje, que eu já testei em casa e funcionou bem, você vai precisar de café, leite vaporizado e espuma de leite.
Enquanto você vai esquentando a água para fazer o café, na outra boca do fogo vai esquentando o leite numa pequena panela, preferencialmente de inox.
Ainda nessa panela, bata o leite com batedor de ovos - daqueles elétricos ou mesmo manual. Se não tiver batedor, pode ser com uma colher de pau ou um garfo.
Bata bem. O leite quente bem batido forma uma espuma bem densa.
Em seguida, despeje o leite sobre o café. Logo depois, despeje a espuma que se formou do leite que você bateu…
Despeje com cuidado numa caneca de porcelana e pronto, você tem um cappuccino caseiro, maravilhoso!!!
Se preferir, despeje chocolate granulado ou chocolate em pó sobre o seu cappuccino. Também fica bom!!
Para ouvir o programa, na íntegra, faça um clique aqui.
A minha, a sua, a nossa Blog-Novela chegou à segunda metade. Muita coisa aconteceu até que, finalmente, Raffaello e Carmem chegassem às vias de fato. Muita coisa ainda vai acontecer antes que possamos vislumbrar uma chance de que esse romance tenha um futuro. Será? São tantos detalhes que podem mudar tudo ...
Até aqui, contamos com a imensa e valiosa colaboração de várias(os) leitoras(es) que, munidas(os) de inteligência, generosidade, gentileza e criatividade, nos municiaram com críticas, sugestões, opiniões e ideias para que a trama se desenvolvesse. E o resultado é simplesmente sensacional.
E chega de conversa porque tem gente roendo as unhas e querendo ler logo o sexto capítulo da Broken Heart's Brodo e saber qual será a próxima reviravolta no encontro - ou seria desencontro - do nosso casal protagonista. Como de praxe, segue abaixo uma música que será a trilha sonora desse capítulo. Bota o som na caixa e divirta-se!!!
Broken Heart's Brodo
Capítulo 6
Raffaello ainda dormia profundamente quando o telefone tocou.
- Alô ...
- Oi Raffa ...
- Oi ... quem é?
- Sou eu, Helga ...
- Oi Helga ... putz! Que horas são?
- Te acordei? Desculpa ... liguei cedo porque queria te pegar em casa ainda.
- E pegou ... o que foi?
- Liguei só para te pedir desculpas por aquilo. Acabei estragando a sua noite com a moça lá.
- No problem ... já expliquei e ela entendeu.
- Menos mal. Assim mesmo quero me desculpar ...
- Está desculpada. E você já sabe o que eu acho dessa história de desculpa e perdão, né?
- Sei ... você não acredita em pedido de desculpas. Nem em segunda chance. Na verdade, eu deveria estar tentando me perdoar. Mas, será que cometi um erro tão grande assim?
- Você não cometeu erro algum. Mas, se você acha que me deve desculpas é porque também acha que fez algo errado e se sente culpada por isso. Por isso, não me peça desculpas. Peça a você mesma.
- Realmente ... não me perdoaria se fizesse algo que te magoasse ou prejudicasse de alguma forma. Você sabe o quanto eu te amo, desde os meus 14 anos de idade. Você é o homem da minha vida.
- Não se preocupe com isso Helga. Você não cometeu nenhum erro. Apenas bebeu demais. Só isso. Ninguém saiu prejudicado, só o seu fígado (risos). Não fiquei chateado nem magoado. A Carmem adorou os chocolates. Comeu a caixa inteira sozinha.
- Você acaba de me fazer a mulher mais feliz do mundo.
- Menas, Helga, menas ...
- Guarde aí esse meu número de celular. Só duas pessoas têm esse número. Uma delas é a minha mãe e a outra, agora, é você. Se precisar de qualquer coisa me ligue. Atendo em qualquer lugar do mundo.
- Está anotado. Mas ...
- Mas, nada. A gente nunca sabe quando vai precisar de ajuda. Espero que dê tudo certo com essa moça, a Carmem.
- Obrigado.
- Beijo.
- Tiau ...
Raffaello e Carmem não se viam com frequência. Tinham suas vidas e afazeres, mas mantinham contato através dos muitos meios disponíveis. Aguardavam ansiosos e felizes o próximo encontro. Começaram trocando mensagens alegres. Passaram para mensagens picantes e chegaram às mensagens saudosas.
Queriam e estavam se conhecendo, embora não falassem em compromissos maiores. Vasculharam fotos antigas e novas, contaram casos, alegrias, tristezas, decepções sofridas e que esperavam inutilmente não sofrer mais. Listaram vitórias e derrotas na vida, compartilharam sonhos, músicas, dúvidas e certezas.
Elegeram as varandas como seu espaço mágico. Ali, conversavam, ouviam música, trocavam ideias sobre filmes, livros e a vida. Também namoravam e, principalmente, se beijavam muito. Foi numa dessas muitas varandas que Carmem soube que Raffaello escrevia poesias. Pediu para ler.
Ele relutou. Não que tivesse algo a esconder, mas eram apenas poesias que seriam aproveitadas no contexto de um livro que estava escrevendo. Foram feitas pensando num amor fictício e desejado. Finalmente cedeu e lhe enviou o rascunho do livro com as poesias já incorporadas. Após a leitura, Carmem ficou emocionada.
- Gostou das poesias? - quis saber Raffaello
- Gostei muito ... fiquei tocada ...
- Mesmo? Qual você gostou mais?
- Essa aqui chamada "Venha cá", que fala sobre como ele ama a moça ..
- Por que?
- Ah ... porque deve ser bom ser amada dessa maneira.
- Você gostaria de ser amada assim?
- Eu queria ser amada desse jeito ...
Raffaello então se deu conta. Sem perceber, aquela poesia já havia se tornado realidade. Só faltava dizer o que ia pelo coração.
- Mas, você já está sendo amada assim. Toda as vezes em que você deitou sobre mim e encostou a cabeça no meu peito; todas as vezes o meu coração disse o quanto amo você ...
Carmem sorriu. Suas narinas se alargaram, suas pupilas dilataram. Sentiu um calor nas entranhas e a umidade tomar conta. Infelizmente, naquele dia estavam em cidades diferentes, conversando pela internet. Lembrou do que a amiga Emília havia dito sobre se fazer de difícil e pensou em mandá-la tomar naquele lugar. Mas, voltou a insistir na questão da indisponibilidade emocional.
- Por que você me amaria se não posso retribuir? Você sabe que estou emocionalmente indisponível ...
- Eu sei, mas o que posso fazer? Amo você e, logo após, ter dito isso, fiquei com a nítida impressão de que me lasquei ...
- ...
- Mas, vou assumir o risco. Se der certo ótimo. Se não der, ótimo também. Uma hora, essa situação, esse fiapo de relacionamento, vai ter que chegar a uma decisão. Seja ela qual for. Pode ser que a gente fique junto. Pode ser que você não queira. Pode ser que eu não queira mais. Vamos aguardar. O tempo dirá.
As horas se transformaram em dias. Os dias se transformaram em semanas. As semanas em meses. Certo dia, estavam conversando e Carmem expôs algumas dificuldades que estava tendo no seu trabalho. Raffaello se prontificou a ajudar no que pudesse. Ela explodiu em raiva. Ele não entendeu nada.
- Não estou te contando isso para que você fique me dizendo que tudo vai acabar bem. Odeio isso, que fiquem tentando me animar, me colocar pra cima. Eu quero apenas que você me ouça.
- Mas, Carmem, o que você me contou é algo fácil de resolver. E como vou vê-la preocupada e não tentar fazer algo para melhorar?
- Não faça isso! Eu não preciso!
- Tá bom. Se você não quer ... Mas, você não acha que a sua reação está um pouco desproporcional?
- Não! É que eu odeio essa coisa de acharem que vão me tirar a tristeza tentando me animar. A tristeza faz parte da vida e a gente precisa processá-la.
Raffaello estranhou, mas o amor que sentia o fez relevar. E quem ama aceita o outro como é. Creditou aquilo a um momento e não a uma característica de Carmem."Todos temos maus momentos", pensou.
Uma outra noite, já haviam entrado madrugada adentro fazendo amor. Estava tudo dentro daquele clima mágico que envolve os amantes, quando Carmem resolveu "discutir a relação". Queria saber porque Raffaello não se "comportava" como os demais homens que conhecera.
- Olha, eu não estou reclamando nem nada disso, mas você sabe que a maioria dos homens já teria tido orgasmo em 15 minutos, no máximo. Nós estamos aqui há pelo menos quatro horas e você não gozou ainda. Eu já tive vários e maravilhosos orgasmos. Você está tomando alguma coisa?
- Eu? Nunca precisei disso. Isso que estou fazendo chama-se Sexo Tântrico. Aprendi quando fiz Yoga.
- O que é isso?
- É uma técnica de Yoga em que o homem aprende a controlar o orgasmo e evita ejacular para prolongar o prazer. No Tantra, a mulher deve ser estimulada a ter muitos orgasmos, enquanto o homem deve estimular seu Kundalini. Toda a técnica visa a iluminação espiritual, claro.
- Mas, eu quero fazer algumas coisas também ... em você ...
- E por que ainda não fez? Fique à vontade ... será que precisamos pedir licença agora? Será que ainda não temos intimidade suficiente? Não sendo nada esquisito demais e que envolva alguns dos meus orifícios sagrados (risos) ... podemos passar à parte das algemas e do chicotinho (risos).
- Não sei porque as pessoas não gostam de discutir a relação (risos).
- Também não vejo problema em discutir a relação. O problema é só o timing (risos)... Poderíamos ter conversado sobre isso amanhã, né?
- Ah não! Quando me sinto incomodada com alguma coisa, tenho que resolver na hora!
Mais uma vez, Raffaello estranhou, mas decidiu não dar maior importância. Achou que, uma vez explicado, o assunto estava encerrado. O clima mágico havia se dissipado, mas voltaram a fazer amor até o dia amanhecer.
E vocês, leitoras e leitores, o que acham? O que está acontecendo? Carmem está mudando? Raffaello está certo em relevar ou está ignorando os sinais de perigo? O amor vencerá ou sairá derrotado mais uma vez? O amor é um jogo traiçoeiro? O que reserva o destino?
São muitas perguntas e as respostas virão com as colaborações das(os) nossas(os) leitoras(es). Continuem enviando suas críticas e sugestões. E como diz o Romoaldo todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, em nosso quadro na CBN Recife: Um abraço! Bom café!
Estava "conversando" com os seguidores do Café & Conversa, quandoLuciano Amorim quis saber de onde vem o hábito do brasileiro em tomar café com leite.
- É daí que vem a política do café com leite? - quis saber o paraibano.
No Brasil da República Velha, café com leite era o revezamento na Presidência da República de duas grandes potências econômicas. Minas Gerais que produzia muito leite e São Paulo a terra do café.
Agora, quando à bebida, essa mistura interessante do café com o leite, atribui-se ao holandeses, grandes produtores de leite, que aproveitaram a chegada à Europa do café africano e juntaram energia com alimento.
Na Espanha também era comum encontrar nas cafeterias o café com leite. Há estudiosos que creditam a eles a chegada desse saudável hábito ao Brasil.
Clicando ali, você escuta nosso programa de hoje, na CBN Recife.
Na última quinta-feira (28), foi aberta a 23ª edição da SCAA Show na cidade de Houston, no Texas - EUA, o maior evento mundial dedicado exclusivamente aos cafés especiais. SCAA é a sigla para Specialty Coffee Association of America.
Vejam a ironia do destino. Os americanos, que não plantam um pé de café, dão mais importância aos cafés especiais do que nós brasileiros, que produzimos alguns dos melhores e mais cobiçados cafés especiais do planeta.
A SCAA Show também serve como feira expositora de fabricantes de equipamentos, máquinas, utensílios voltados para uso industrial e comercial. Além disso, são oferecidos cursos nas diversas áreas do ramo e promovidas competições de baristas, como a United States Barista Competition (USBC), de onde sairá o representante norte-americano para a World Barista Competition (WBC).
Outro evento realizado na SCAA Show é o Roasters Guild Coffee of the Year Competition, onde amostras de cafés de diversos países, que possuem entidades afiliadas à SCAA, são avaliadas por juízes degustadores, Q Graders e SCAA Cupping Judges. Dali sairá um ranking listando os cafés Top 10 do mundo.
E o seu blog predileto não poderia ficar fora dessa, né? Por isso, enviamos nosso repórter voluntário especial e sem remuneração, Rodrigo Ramos, que vem a ser um dos proprietários da cafeteria Ateliê do Grão, lá de Goiânia. Já falamos dela aqui. E o Rodrigo se mandou para Houston com a missão de enviar relatos sobre a SCAA e de comprar umas encomendas para nós.
Religioso como ele só, Rodrigo se instalou num hotel próximo a uma igreja. Sendo um homem de muita fé, reza fervorosamente todos as noites lá. Até porque durante o dia está fazendo reportagens para o Café & Conversa.
Vejam só o tamanho da cruz no teto da igreja ...
Fiquem agora com o primeiro relato do nosso Enviado Especial à SCAA Show.
SCAA Show - Houston/TX
Rodrigo Ramos
Enviado Especial
"A primeira impressão que tivemos da feira, foi de que ela encolheu um pouco desde o ano passado. Parece que na Costa Oeste o negócio de cafés especiais é mais ativo.
Outra impressão que ficou é que, definitivamente, o café filtrado está de volta. Osstands com mais gente agrupada eram os que serviam cafés filtrados ou tinham produtos para café filtrado.
Um dos stands mais procurados era o da Hario, uma indústria japonesa de vidros e porcelanas, que fabrica os melhores apetrechos para café coado em filtro de papel no mundo. Nada a ver com a nossa Melitta. Falando nisso a Melitta estava presente com dois stands gigantes."
Produtos da japonesa Harion
Stand da Bodum cheio de objetos do desejo deste blog
"No stand da Bodum, o que mais chamou minha atenção
foi esse aparelho que aquece a água para o chá e
para a french press com muito mais facilidade."
Pô Rodrigo! Você só pode estar de sacanagem ... se não trouxer uma dessa pra nós, é melhor nem voltar para o Brasil!!!
"Outros utensílios charmosos são estes globinhos aquecidos
com lâmpadas halógenas. O visual é lindo.
Acho que gosto dessas coisas que se parecem com laboratórios ..."
Quem disse que fazer um bom café não é uma ciência exata?
"Uma outra coisa que estão mostrando é a extração a frio.
Dizem que aparecem novas nuances. Mas não me animei não ..."
Rodrigo, nós aqui na redação do Café & Conversa também não nos animamos com esse negócio e achamos que isso não passa de invencionice.
"Esses moinhos da Baratza também são muito bacanas. Utilizam mols Malkhonig, mas custam 20% do preço de um moinho dessa marca. Além do que, este moinho trabalha com balança de precisão na dose ao invés de timer como os outros moinhos. Uma opção bacanérrima para casa ou para uma sorveteria, por exemplo."
Domingão bonito em Brasília. Na noite anterior, jantei com a minha queridíssima amiga Catita num restaurante de comida italiana. Nos acabamos numa orgia gastronômica que incluiu sobremesa com seis bolas de sorvete, calda quente de chocolate e uma espécie de Petit Gateau italiano. E como era italiano, não tinha nada de petit.
Ainda matamos uma garrafa de vinho espanhol, um autêntico Rioja, porque eu queria anestesiar saudades daquela região que me acolheu tão bem. Tenho certeza que, em alguma religião, isso deve ser pecado ... Mas, o importante é que rimos um bocado.
Embora quisesse continuar na cama e só levantar para satisfazer as necessidades mínimas, já havia combinado com os filhotes de almoçarmos e assistirmos o novo filme da Marvel Studios, THOR. Em 3D : ) Eu queria ver martelo voando da tela e batendo na cabeça de alguém.
Cartaz do filme
O filme é muito bem produzido e tem roteiro supervisionado por ninguém menos do que o lendário criador da Marvel, Stan Lee. Esse homem deveria ser declarado Patrimônio Cultural da Humanidade. Para nossa alegria, essa gente sabe tudo de quadrinhos e sabe como uma história de super heroi deve ser contada. Ou seja, do início.
O Thor dos quadrinhos é assim. Sem armadura.
Vemos muitos filmes de super heroi que retratam etapas adiantadas da sua vida e depois os produtores são obrigados a voltar no tempo e fazer filmes contando o início de tudo. Por que não fazem a coisa direito? Ora, porque os produtores nunca haviam lido um gibi. Assim que os quadrinistas entraram no cinema, tudo mudou para melhor.
O Thor do desenho animado na TV era assim. Sem armadura.
Com THOR não foi diferente, pois agora a editora de quadrinhos Marvel também tem estúdio de cinema e faz seus próprios filmes com seus próprios personagens. A maioria deles é criação imortal de Stan Lee. Eu fui criado com a minha coleção de gibis. Meus filhos herdaram a paixão e parte da coleção. Assim, fomos todos ao cinema na certeza de assistirmos um bom filme. E não nos decepcionamos.
O Thor do cinema é assim. Com armadura e se engraçando com a Nathalie : (
De um tempo para cá, tenho notado que os filmes americanos têm transformado super herois e deuses em seres de outro planeta. Alguns dos super herois já eram de outro planeta, como o Super Homem. Mas, agora tudo é extra terrestre e a magia virou ciência e tecnologia. A NASA já tem um protocolo pronto para quando encontrar seres de outros planetas. Será que está rolando alguma coisa por aí? 2012 ... sei não.
E tome mais armaduras ...
Mas, voltando ao filme. A história é excelente, porque vem do início, antes até mesmo do nascimento de Thor e do seu irmão invejoso e mentiroso Loki. Deve ser por isso que o capacete do Thor tem asas e o do Loki tem chifres ... Os atores Chris Hemsworth e Tom Hiddleston, que interpretam os dois personagens, são OK. No papel de Odin, ninguém menos que o fantástico, genial, soberbo, Anthony Hopkins.
Sir Anthony Hopkins sempre dando show.
À sua direita, Thor. À sua esquerda Loki.
Mas, a praga do "politicamente correto" chegou até à mitologia viking. Pois não é que tem até um chinês (ou japonês) em Asgard? E o guardião da famosa Ponte do Arco Íris (que não fica em San Francisco) que é um enorme afro-descendente? Alguém pode me explicar como é que tem tantas etnias num paraíso nórdico??? Saco ...
E esse martelo preso na pedra, estilo Excalibur?
Embora tenha algumas mancadas óbvias, como as armaduras que os vikings nunca usaram, o filme também tem coisas boas. Os efeitos especiais são sensacionais e cada vez mais realistas. O efeito 3D também está se aperfeiçoando e a Natalie Portman em 3D é algo que por si só vale o ingresso. Aliás, sai do cinema com ela eleita a minha Musa 24 Horas. Junto com a Michelle Pfeiffer e a Dana Delany, claro : )
Pense numa Deusa. Transporte para uma tela gigante.
Em 3D!!! Pronto! Musa 24 Horas : )
Para quem gosta do gênero, o filme é imperdível. Espere até acabar os créditos para ver a tradicional surpresa da Marvel. Só um parêntese. Eu gosto de tecnologia e de ciência, mas ainda deixo certos espaços na minha vida para a magia. Tem coisas que não quero que sejam explicadas ou reduzidas a reações químicas ou que estejam sujeitas às leis da física. Não perca! É diversão garantida para toda a família. Veja o trailer.
O governo brasileiro faz vista grossa para o marketing do café. Tem se dedicado mais a “vender” o país mostrando belas paisagens, praias, cachoceiras, Carnaval e mulheres com pouca roupa. Mas, falar do café que é bom, pouco se fala.
No programa desta sexta-feira, mostramos que infelizmente a falta de investimento na propaganda dos nossos Bourbon, Maragogipe, Novo Mundo e até mesmo do “Frevo” um café plantado em Taquaritinga no Norte, no Agreste de Pernambuco, não são divulgados lá fora.
O deputado Bruno Araujo (PSDB-PE) contou ao Café & Conversa que chega lá fora, escuta propaganda do café da Colômbia, do Kênia, da Costa Rica “mas pouco se escuta do nosso produto”.
É verdade. Só pegando um exemplo. Esse Café Frevo, do interior de Pernambuco, é distribuído no Rio de Janeiro pelo Armazém do Café. No agreste pernambucano, o Frevo é produzido sem qualquer tipo de agrotóxico, sem pesticida, o produtor molha a plantação com água da chuva e não se escuta qualquer divulgação desse feito.
Não se escutava. Hoje, na CBN Recife, falamos dessa necessidade de divulgar nosso café à
Romoaldo de Souza e Ricardo Icassatti Hermano são jornalistas especializados em política, sendo que Ricardo também é barista e provador amador, e Romoaldo é juiz oficial da Associação de Baristas do Centro Oeste. Descobriram o interesse comum e passaram a procurar em Brasília uma cafeteria onde pudessem realmente degustar um bom café e conversar sobre política e a vida. Nesses encontros surgiu a idéia de um blog que auxiliasse as pessoas a tomar um bom café e, se possível, ajudar a desenvolver o mercado interno para os cafés especiais. Além, é claro, de "conversar" sobre os assuntos e as pessoas do momento.