segunda-feira, 6 de junho de 2011
Café com refrigerante, combina?
domingo, 5 de junho de 2011
Morte na Esplanada - Capítulo 1
Morte na Esplanada
Capítulo 1
Um grito é sempre algo perturbador, porque foge ao contexto de normalidade a que estamos acostumados. Mas, não é qualquer grito. Existem vários tipos de grito que não nos perturbam, porque fazem parte da situação em que estivermos inseridos. O grito que realmente perturba é aquele inesperado que desperta o medo, o desespero, o pavor. Esse grito é inconfundível e causa efeito imediato. Esse efeito é o despertar do torpor diário e a incontrolável contaminação de todos que o ouvem.
O despertar é consequência da injeção maciça de adrenalina, mas o medo lança a todos numa confusão mental, pois o pavor se instalou, o sentido de alerta despertou, mas ainda não se sabe o motivo. E o desconhecido só faz aumentar o medo, o pavor e o desespero. O efeito seguinte é o pânico que, às vezes, leva à morte. Uma situação muito comum em grandes multidões descontroladas pelo pânico. As pessoas morrem sem saber a razão, que geralmente é nada.
O delegado da Polícia Federal, Alexandre Dantas, não descruzou os braços e não tirou os olhos do corpo da ministra enquanto o médico legista, Dr. Hamilton Queiroz, explicava os efeitos provocados em todos os funcionários pelo grito da senhora que encontrou o corpo da ministra. Isso explicava a grande quantidade de pessoas feridas e a desordem em todo aquele andar. Mesas e cadeiras viradas, papéis pelo chão etc.
A ministra gostava de tomar o seu café em horários determinados. Nem um minuto a mais ou a menos. A velha senhora tinha apenas essa função no gabinete da ministra, servir dois cafés, um pela manhã exatamente às 10h30, e outro à tarde, às 15h30. E o café não era o mesmo servido para o resto do gabinete, o chamado "café de licitação". Era um café especial, cujos grãos eram entregues semanalmente por uma cafeteria local, a Grenat Cafès Especiais.
Ela entrou no gabinete e colocou a xícara de café sobre a mesa, como sempre fazia. Ao levantar o olhar, viu a ministra sentada em sua cadeira, com a cabeça inclinada para trás, os olhos arregalados e a boca aberta. Por um momento, sua mente presa à rotina de décadas não conseguiu processar o que os olhos registravam. Não havia nada em seu arquivo de memórias que explicasse minimamente aquela cena.
O único pensamento que lhe ocorreu foi sair dali o mais rápido possível. Em algum canto empoeirado da sua mente soou o alarme da auto sobrevivência. Foi o medo de acabar sendo responsabilizada por seja lá o que fosse aquilo, que levou rapidamente a senhora até a porta do gabinete. Parada na frente da porta, soltou um grito tão horripilante que ela mesmo se apavorou a ponto de desmaiar. Ela não tinha qualquer sentimento pela ministra Sueli Sandoval, também conhecida como SS.
O delegado Alexandre apurou que o apelido vinha do tempo em que a ministra militava em organizações de esquerda e vivia na clandestinidade. Apesar de coincidir com as letras iniciais do seu nome, o apelido foi dado pelos correligionários devido a assumida admiração que ela nutria pelos métodos de terror utilizados pela SS nazista. Por isso, ocupava lugar de destaque nas estruturas das organizações clandestinas das quais participou. Após um período atuando na frente armada, em assaltos, atentados e assassinatos, Sueli ficou responsável pelos núcleos de inteligência, onde aplicava os métodos mais hediondos para obter informações.
Foi presa após ser dedurada por uma ex-amante. Sueli gostava de meninas bem jovens e bonitas. Haviam sempre várias em seu staff. Mas, era uma mulher violenta e ciumenta, comportamento amplificado por uma paranóia típica. Por qualquer motivo, surrava as meninas. Na época da clandestinidade, haviam rumores de que ela teria matado pelo menos duas. Uma das espancadas conseguiu fugir e a entregou à polícia.
A dita esquerda acabou chegando ao poder e Sueli veio junto. Sabia muita coisa e ainda atuava na área de informações. Foi uma das principais integrantes do comando da campanha eleitoral. Achou que seria a escolha natural para dirigir a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), mas foi barrada pelo próprio presidente. Como prêmio de consolação, ganhou a Secretaria Especial de Assuntos Femininos, com status de ministra. Tinha a equipe de assessoras mais admirada e cobiçada da Esplanada. Todas jovens e extremamente belas.
- O que você acha que foi, Hamiltão?
Alexandre e Hamilton se conheciam há mais de 20 anos. Eram amigos fraternos e se tratavam por apelidos. Participaram de várias investigações. Alexandre conseguiu desvendar alguns casos famosos e desagradou muita gente poderosa de todas as cores políticas. Isso atrapalhou um pouco a sua carreira, mas ao mesmo tempo o tornou intocável e boa propaganda para uma instituição policial famosa pela ineficiência provocada por aparelhamento político.
- Olha, você sabe que não dá para chutar uma causa da morte. Só depois da autópsia.
- Extra oficialmente, Hamiltão … você tem experiência, me dá uma opinião pessoal.
- Em off?
- Em off.
- Aparentemente, foi um ataque cardíaco. Mas …
- Mas, o que Hamilton?
- Estou desconfiado … não sei ...
- Porra Queiroz! Desembucha logo!
- Estou com a suspeita de envenenamento. Mas, tenho que fazer uns exames primeiro.
- Assassinato?
- Pode ser … pode ser … tenho que fazer uns exames …
- Hamiltão, esse caso vai ferver. Assim que você tiver o resultado dos exames, passa pra mim imediatamente. Entendeu?
- Olha, eu falei em off, hein?! É só uma suspeita …
- Eu sei Queiroz. Fica tranquilo. Vou esperar o resultado, mas fica de bico calado. Aqui tem coisa pesada. Não sei porque me escolheram para esse caso. Não fale com ninguém sobre a sua desconfiança. Vamos tocando normalmente e nada de telefone. Só vamos falar disso pessoalmente, certo? Confia em mim?
- Confio. Mas, tome cuidado. Quando vi você chegando aqui, senti logo o cheiro de pólvora ...
- Deixa comigo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Café e Baton
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Café com champagne
Romoaldo de Souza
Dois livros não saem de moda, pelo menos agora que estou me dedicando na faculdade à rede sociais e às exigentes consultas dos nossos leitores querendo saber tudo de café.
“Empresa 2.0” de Andrew McAfere apresenta variados estudos de casos sobre a forma ideal de usar as tecnologias. Foi um achado. Um presente, essa obra da Editora Campus.
O outro livro, que folheio ao menos duas vezes por dia, é “Dicionário Gastronômico – Café com suas Receitas”, de Giuliana Gastos, Gaia Editora. Foi de lá que tirei a idéia para responder a consulta charmosa, eu diria, de uma ouvinte e leitora assídua do blog Café & Conversa e do nossos podcast na CBN Recife.
Espero que gostem!
Um abraço! Bom café!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A cafeteria ideal
Romoaldo de Souza
Pode imaginar quando um ouvinte dos nossos podcast na CBN Recife e um leitor do blog Café & Conversa manda uma mensagem. Dá um telefone, faz uma pergunta. A gente se desdobra em tantos quantos forem necessários para buscar a informação.
Meu colega de faculdade e depois colega como professor Rodrigo Jorge perguntou como saber se estamos numa boa cafeteria. Logo nós que no ano passado entregamos à Fellini Caffè o diploma de Cafeteria do Ano, em Brasília e freqüentamos outras boas cafeterias aqui e além Lago (Paranoá). Essa foi uma boa pergunta.
A resposta foi preparada pelo meu sócio nesse empreendimento de incentivar nossos leitores e ouvintes, Ricardo Icassatti Hermano.
Escute! Clique aqui
Um abraço, bom café!!!
São vários sinais a serem observados, mas é muito simples. Comece pela limpeza do local. Uma boa cafeteria é limpa e cheira apenas a café. Dê uma boa olhada no copo do moedor, onde ficam os grãos de café. Deve estar transparente e não opaco ou oleoso.
Outro ponto favorável é a cafeteria oferecer mais de uma variedade e marca de café. Assim você pode escolher um grão que melhor se adapte ao seu paladar.
Uma cafeteria tem que ser confortável. Costumamos dizer que a cafeteria é o ambiente onde desaceleramos o corpo e aceleramos a mente. Deve ser um excelente lugar para conversar e pensar. Por isso, a trilha sonora também deve ser especial como o café servido. Nada de axé, sertanejo, rock pesado e outros ruídos indesejáveis. Sempre recomendamos jazz, blues e baladas suaves.
Com essas observações, você já pode identificar uma boa cafeteria. Desfrute!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Café com doce de leite argentino
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Café para combater câncer de mama
Romoaldo de Souza
Eu já li pesquisa apontando os diferentes resultados positivos que o café traz para a saúde das pessoas.
Agora, tem esse estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, publicado na Breast Cancer Research, feito em 6 mil mulheres que já entraram na menopausa. Aquelas que bebiam cinco ou mais xícaras de café por dia, reduziam o risco de câncer de mama em 57%, numa comparação com as mulheres que tomavam menos de uma xícara de café cheia, diariamente.
Nosso podtcast, hoje, na CBN Recife, tratou desse estudo do Instituto Karolinska. Escute!
Um abraço! Saúde e bom café!
sábado, 28 de maio de 2011
Amar é Punk. Paixão é para os fracos ...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Novidades Saborosas na Grenat Cafés Especiais
Festas juninas, oba! Quentão de café!
Romoaldo de Souza
Está preparando as festas de Santo Antonio, São João e São Pedro? Bem, além da fogueira, cuidado com as queimadas, hein! O cardápio regado a comidas à base de milho e a trilha sonora, que não pode faltar o bom, o excelente, melhor dizendo, o excelente, Luiz Gonzaga? Ótimo!
Agora, nós vamos dar uma mãozinha na preparação do quentão. Isso mesmo, quentão de café.
Escute, e saiba como preparar!!!
Um abraço! Bom café!



