quarta-feira, 8 de junho de 2011

Café ajuda a queimar calorias


Romoaldo de Souza

Olha só que notícia mais interessante! Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (USP) concluíram que o café "pode ajudar a emagrecer". Não. Não estou brincando. Os estudos mostraram que o café "estimula o metabolismo a trabalhar mais rápido e a queimar calorias com mais facilidade",

Espero que você goste dessa história.


Um abraço! Bom café!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Café e alucinações. Você está vendo demais?


Romoaldo de Souza

Olá, como vai? Anda tendo alucinações? Visões? Houve um tempo em que o café era reservado aos sacerdotes que tinham a incumbência de fazer premonições.

Hoje em dia, basta ter bom gosto e um pouco mais de informação, de preferência, aqui com a gente do Café & Conversa, e já é possível saborear um excelente café em casa, no escritório, numa boa cafeteria.

Um abraço! Bom café!


Morte na Esplanada - Capítulo 2


Ricardo Icassatti Hermano

Pronto! Começamos. Agora é tocar a tchanga com as muitas colaborações que já estamos recebendo. Agradeço todo o apoio e ajuda das(os) nossas(os) leais leitoras(es). Essa é uma obra conjunta : )

No primeiro capítulo, uma ministra foi assassinada. O médico legista, Hamilton Queiroz, suspeita de envenenamento. O delegado responsável pela investigação, Alexandre Dantas, mantém a suspeita em segredo e aguarda o resultado dos exames toxicológicos.

Como de costume, aqui está a música da trilha sonora desse capítulo:



Morte na Esplanada

Capítulo 2

Alexandre desvendou muitos casos cabeludos envolvendo políticos de todos os calibres e coloração partidária. Com isso, atraiu a perigosa atenção dos seus superiores, todos comprometidos com alguma facção política. O seu sucesso atraiu o ódio de muitos colegas, mas também a admiração de outros. Havia um equilíbrio sutil e muito delicado. Qualquer erro seria fatal. Ele desconfiou que o colocaram no caso da ministra para queimá-lo. O fracasso num caso de tamanha importância seria o seu fim.

Se assim fosse, a cama já estava armada para que ele fracassasse. Além disso, se contavam com o seu fracasso é porque não queriam ver o caso solucionado. E Alexandre tinha uma característica que o diferenciava de todos os demais policiais. Sabia reverter expectativas. Quando pensavam que iria cair estrondosamente, ele superava todos os obstáculos e, com criatividade e inteligência, surpreendia solucionando o caso. Estava acostumado com as previsíveis cascas de banana que colocavam em seu caminho. Mas, ele tinha bons amigos dentro e fora da polícia.

- Alexandre, como vai? Senta aí - disse o diretor Miguel Brochado.

- Pois não - disse Alexandre enquanto se ajeitava na cadeira.

- Já esteve lá no gabinete da ministra? Que informações você tem?

- Por enquanto não tenho nada. Estamos no início da investigação. Ainda não interroguei a senhora do café, dona ... deixa ver aqui nas anotações ... Carmelita, isso, dona Carmelita. Ela estava em estado de choque e não conseguiria falar mesmo. O resto do pessoal do gabinete está agendado para hoje ainda. Estão todos aí embaixo no salão, esperando.

- O que mais?

- O corpo está sendo autopsiado e estou aguardando os resultados.

- Quem está responsável pela autópsia?

- O Dr. Hamilton Queiroz.

- Ele é bem detalhista. Gosta de explicar tudo e demora pra caralho pra chegar no ponto.

- É, mas esse cuidado é que faz dele o melhor legista que nós temos ...

- Tá, tá ... eu sei que vocês são amigos e ...

- ... e ele não precisa que eu o elogie. Seu currículo é mais que suficiente.

- Ok ... quando tiver mais informações, eu quero que você se reporte diretamente a mim. O presidente deu instruções específicas a esse respeito. Tenho que informá-lo de cada passo dessa investigação.

- Já falou com a minha chefia? O Zé pode não gostar ...

- Deixe o Zé comigo. Eu cuido dele. Você terá todo o suporte que precisar, basta requisitar diretamente com o meu chefe de gabinete. E qualquer novidade, já sabe, fale primeiro comigo. Está claro?

- Claríssimo.

Agora Alexandre tinha certeza que algo estava errado. Só havia falado uma vez com o diretor e não havia sido uma conversa agradável. Logo que tomou posse, o diretor participou de uma festa dos delegados. Lá chegando, viu Alexandre conversando com alguns colegas. Miguel já conhecia a fama de Alexandre e resolveu, sabe-se lá porque cargas d'água, dar uma demonstração de força. Foi o seu primeiro erro.

Miguel se aproximou e cumprimentou a todos com arrogância, deixando Alexandre propositadamente por último. Estendeu a mão suarenta, que ficou suspensa no ar. Alexandre sequer se mexeu. Estava com as mãos nos bolsos da calça e lá permaneceram. Seus olhos, no entanto, se fixaram nos olhos do diretor e dali não saíram. Os colegas instintivamente perceberam o perigo e se paralisaram. O silêncio caiu como uma pedra na sala. Todos giraram seus pescoços naquela direção.

Quem assistiu qualquer documentário sobre felinos caçando já entendeu a cena.

Miguel ficou uns segundos ali com a mão estendida e um ar confuso no rosto. Em seguida, sua pressão variou, sua pele mudou de cor e após engolir em seco, começou a piscar. A veia jugular inchou e passou a mostrar o batimento acelerado do coração. Alexandre captava cada sinal com a calma de uma brisa de Verão. Sua pulsação baixou levemente. Seu olhar estava frio como gelo. Ninguém percebeu o seu pé direito deslizando lenta e suavemente para trás. O diretor então cometeu seu segundo erro.

- Não vai cumprimentar o seu chefe? - perguntou bem alto para que todos ouvissem e Alexandre se sentisse constrangido.

- Não.

Quase no mesmo instante, um dos colegas de Alexandre reagiu de maneira inesperada e deu um salto, se distanciando dos dois. Ele ainda tentou disfarçar olhando para os lados como quem não quer nada, mas já era tarde. Os outros colegas também se afastaram. Miguel ficou mais uns segundos com a mão parada no ar e a recolheu em seguida. A cara de abestado ficou mais evidente. Ele não havia se preparado para aquelas respostas. Comportamento típico dos arrogantes.

Uma colega tentou agradar o diretor chamando a atenção de Alexandre.

- Deixa de ser bobo, Alexandre. O que você ganha com isso? Para com essa bobagem.

Alexandre sequer olhou para ela.

- Eu já aguento muita encheção de saco desses malas por obrigação de trabalho. Aqui fora não. Aqui, as regras são outras - falou duro, mas calmamente e olhando fixamente nos olhos de Miguel.

- Aí não cumprimenta ninguém e fica isolado, sem amigos - disse Miguel arfando e tentando parecer inteligente.

- Não. Amigos, eu tenho muitos. Mas, é um ato de vontade. Eu só cumprimento quem eu quero. E os amigos, eu escolho.

Miguel ficou sem ação. A festa parada. Alexandre estava pronto para qualquer situação. O diretor não soube o que dizer e foi melhor para ele. Se abrisse a boca mais uma vez, seria a última. Alexandre estava com um soco pronto para ser disparado ao primeiro som. Miguel deu meia volta e foi embora. A única coisa inteligente que fez naquele dia. Se soubesse um mínimo de estratégia, teria evitado o vexame.

Um office boy bateu na porta da sala de Alexandre e perguntou se poderia entrar. O delegado bebericava um café e só acenou para que se aproximasse. O garoto lhe entregou um bilhete e saiu em seguida. Alexandre abriu o papel, que estava colado em toda a sua extensão. Era do Dr. Hamilton. Rapidamente saiu em direção ao Instituto Médico Legal.

O corpo da ministra jazia inerte em cima de uma mesa de aço inox. Dr. Hamilton fez menção de retirar o lençol e descobrir o corpo nu, mas Alexandre o impediu. Não precisava ver aquilo. "Ninguém merece", pensou. Queria apenas saber o resultado dos exames.

- E aí Hamiltão? O que deram os exames? Foi envenenamento mesmo?

- Quer um café?

- Agora não.

- Aproveita porque foi feito com os grãos especiais da ministra.

- Você usou provas materiais?

- Depois de analisadas, é claro. Não tinha nada no café, graças a Deus. Porque é um excelente café.

- Tá bom. E os exames?

- Alex, você sabe que sou um estudioso, né?

- Sei ...

- Então, eu sou apaixonado pelos venenos. Especialmente os mais raros e difíceis de serem detectados.

- Sei ...

- Ultimamente, tenho estudado muito os venenos de animais e insetos da fauna do cerrado. Esse bioma é muito interessante, porque na verdade o cerrado brasileiro é uma espécie de savana ou deserto, mas também tem muita água e matas que são alimentadas por essa água. São as chamadas matas de galeria, porque se formam e crescem em torno dos rios e nascentes. E o cerrado não dá somente bons cafés.

- Sei ...

- É justamente nessas áreas úmidas que existem algumas espécies raras de sapos. São bem pequenos, minúsculos mesmo. Mas, são bem coloridos e extremamente venenosos. Aliás, quanto mais coloridos, mais perigosos são. Se um dia você estiver excursionando pelas cachoeiras aqui do Goiás, tome muito cuidado onde pisa. O veneno desses sapinhos é absorvido pela pele, entra na corrente sanguínea e provoca a morte em questão de horas ou até minutos. São sapos extremamente tóxicos. Bastam dois décimos de um micrograma de Homobatrachotoxina - é assim que se chama o veneno dos sapos - para matar um homem adulto.

- Sei, desembucha Queiroz ...

- Peraí ... eu tenho estudado detalhadamente alguns desses sapinhos e seus venenos. Você sabia que, dependendo das cores, cada espécie tem um veneno diferente? Ou melhor dizendo, cada veneno age de maneira diferente.

- Não. Não sabia ...

- Pois é. E os testes toxicológicos padronizados são incapazes de detectar qualquer um deles. Os testes que fiz não acusaram um traço sequer dos venenos conhecidos. Os desconhecidos também não, é claro.

- Claro ... Então ela não morreu envenenada? Morreu do que?

- Peraí. Ela não morreu envenenada pelos venenos conhecidos. Ela morreu envenenada pelo veneno de um sapinho ... deixa ver ... aqui. Olha aqui a foto dele. Esse sapinho amarelo vivo. Algumas tribos usam o veneno desses sapos nas flechas. Esses bichinhos têm veneno suficiente para matar 10 adultos ou 20 mil ratos. No veneno desse aí foram identificadas mais de 100 toxinas diferentes. Tem um outro, todo branco, que tem veneno para matar 100 adultos. Muita gente pensa que as cobras e as aranhas são as espécies mais venenosas. Mas, estão enganadas. Os animais mais peçonhentos do planeta são esses sapinhos. Não é fantástico?

- Muito. Mas, como você sabe que foi o veneno desse sapo?

- Genética, meu caro. Genética. Esses venenos estão sendo estudados no mundo inteiro por causa das suas propriedades medicinais. Como eu tenho acesso aos sapinhos aqui no Brasil, mantenho contato e forneço amostras para laboratórios de vários países. Trocamos estudos. Assim, pedi que me enviassem o mapa genético, o DNA dos venenos, e comparei com o DNA da toxina que consegui isolar da ministra. Infelizmente, aqui não temos estrutura e equipamentos para fazer esses exames mais sofisticados. Venho pedindo há anos, mas nunca tem verba. Agora, para viajar, alugar carro de luxo, restaurante, grampo telefônico, aí tem dinheiro sobrando.

- E o que deu o exame de DNA?

- Deu que o veneno utilizado foi desse Sapo Dourado, da espécie Phyllobates Terribilis, da família Dendrobatidae. O seu veneno provoca a falência múltipla de órgãos, como constatei no caso da ministra. Mas, tem uma coisa interessante. Ela não morreu da falência múltipla de órgãos.

- Como assim?

- A quantidade de veneno foi exata para uma parada cardíaca, mas ...

- Mas o que Hamiltão?

- O processo de falência chegou a começar e ela morreu logo em seguida. Quase passou despercebido. Até que resolvi examinar amostras do fígado e dos rins no microscópio. Ali pude ver as pequenas hemorragias e o início da necrose típica da falência.

- Isso quer dizer que foi envenenamento mesmo?

- Não tenho dúvida disso. Tem mais.

- O que?

- Se ela foi mesmo assassinada, o que parece ter sido, quem fez o serviço sabe tudo de venenos.

- Por que você acha isso?

- Porque a dosagem precisa ser muito bem calculada. É preciso levar em conta a idade, o peso e a altura da vítima e a morte precisa acontecer antes da falência múltipla de órgãos para despistar a autópsia. Precisa parecer que foi um ataque cardíaco apenas. Tem que ser um especialista no assunto.

- Um assassino profissional ...

- E dos caros. Não deve ter muitos assassinos por aí que entendam tão bem de venenos.

- Hamiltão, você é o cara, você é um gênio! Mais alguém sabe disso?

- Claro que não.

- Então vamos manter assim. Pelo menos até eu esclarecer algumas coisas. Começando por onde estava esse veneno e como a ministra foi envenenada.

Se vocês encontrarem esses bichos por aí, saiam de perto


E como diz o Romoaldo todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, em nosso quadro na CBN Recife e, em seguida, aqui no podcast: Um abraço e bom café!


Links dos capítulos já postados. Basta clicar no capítulo desejado:


Capítulo 1



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Café com refrigerante, combina?


Romoaldo de Souza

Toca o telefone e o ouvinte me pergunta se tem um jeito de apresentar alguma receita que tenha café, mas que não seja tão quente como são quentes as tardes recifenses.

- Você sabe, não é? Essa cidade é calor humano, misturado com o calor das águas do Atlântico. Isso aqui é uma beleza, mas às vezes eu queria algo gelado com café. É possível? - Pergunta.

Claro! Café com refrigerante. Café com uma bebida à base de cola.

Escute e deguste!


Um abraço! Bom café!

domingo, 5 de junho de 2011

Morte na Esplanada - Capítulo 1


Ricardo Icassatti Hermano

Atendendo às súplicas das(os) nossas(os) leitoras(es), a Blog-Novela voltou. Ao final da Broken Heart's Brodo, que fez sucesso até no exterior, havia anunciado que estava trabalhando numa nova trama do tipo policial-investigativa. Algumas leitoras já haviam inclusive sugerido personagens e até seus nomes.

Da mesma forma que fizemos com a Blog-Novela Broken Heart's Brodo, essa começa comigo e está aberta a colaborações, sugestões, críticas, opiniões, dicas, pitacos etc. Tudo é muito benvindo e será aproveitado. Pretendo manter a frequência de dois capítulos por semana, às terças e sextas-feiras, e as músicas da trilha sonora. Abaixo, a primeira música:



Portanto, mãos à obra e lembrem-se que o propósito é nos divertirmos enquanto criamos algo bacana.


Morte na Esplanada


Capítulo 1


Um grito é sempre algo perturbador, porque foge ao contexto de normalidade a que estamos acostumados. Mas, não é qualquer grito. Existem vários tipos de grito que não nos perturbam, porque fazem parte da situação em que estivermos inseridos. O grito que realmente perturba é aquele inesperado que desperta o medo, o desespero, o pavor. Esse grito é inconfundível e causa efeito imediato. Esse efeito é o despertar do torpor diário e a incontrolável contaminação de todos que o ouvem.


O despertar é consequência da injeção maciça de adrenalina, mas o medo lança a todos numa confusão mental, pois o pavor se instalou, o sentido de alerta despertou, mas ainda não se sabe o motivo. E o desconhecido só faz aumentar o medo, o pavor e o desespero. O efeito seguinte é o pânico que, às vezes, leva à morte. Uma situação muito comum em grandes multidões descontroladas pelo pânico. As pessoas morrem sem saber a razão, que geralmente é nada.


O delegado da Polícia Federal, Alexandre Dantas, não descruzou os braços e não tirou os olhos do corpo da ministra enquanto o médico legista, Dr. Hamilton Queiroz, explicava os efeitos provocados em todos os funcionários pelo grito da senhora que encontrou o corpo da ministra. Isso explicava a grande quantidade de pessoas feridas e a desordem em todo aquele andar. Mesas e cadeiras viradas, papéis pelo chão etc.


A ministra gostava de tomar o seu café em horários determinados. Nem um minuto a mais ou a menos. A velha senhora tinha apenas essa função no gabinete da ministra, servir dois cafés, um pela manhã exatamente às 10h30, e outro à tarde, às 15h30. E o café não era o mesmo servido para o resto do gabinete, o chamado "café de licitação". Era um café especial, cujos grãos eram entregues semanalmente por uma cafeteria local, a Grenat Cafès Especiais.


Ela entrou no gabinete e colocou a xícara de café sobre a mesa, como sempre fazia. Ao levantar o olhar, viu a ministra sentada em sua cadeira, com a cabeça inclinada para trás, os olhos arregalados e a boca aberta. Por um momento, sua mente presa à rotina de décadas não conseguiu processar o que os olhos registravam. Não havia nada em seu arquivo de memórias que explicasse minimamente aquela cena.


O único pensamento que lhe ocorreu foi sair dali o mais rápido possível. Em algum canto empoeirado da sua mente soou o alarme da auto sobrevivência. Foi o medo de acabar sendo responsabilizada por seja lá o que fosse aquilo, que levou rapidamente a senhora até a porta do gabinete. Parada na frente da porta, soltou um grito tão horripilante que ela mesmo se apavorou a ponto de desmaiar. Ela não tinha qualquer sentimento pela ministra Sueli Sandoval, também conhecida como SS.


O delegado Alexandre apurou que o apelido vinha do tempo em que a ministra militava em organizações de esquerda e vivia na clandestinidade. Apesar de coincidir com as letras iniciais do seu nome, o apelido foi dado pelos correligionários devido a assumida admiração que ela nutria pelos métodos de terror utilizados pela SS nazista. Por isso, ocupava lugar de destaque nas estruturas das organizações clandestinas das quais participou. Após um período atuando na frente armada, em assaltos, atentados e assassinatos, Sueli ficou responsável pelos núcleos de inteligência, onde aplicava os métodos mais hediondos para obter informações.


Foi presa após ser dedurada por uma ex-amante. Sueli gostava de meninas bem jovens e bonitas. Haviam sempre várias em seu staff. Mas, era uma mulher violenta e ciumenta, comportamento amplificado por uma paranóia típica. Por qualquer motivo, surrava as meninas. Na época da clandestinidade, haviam rumores de que ela teria matado pelo menos duas. Uma das espancadas conseguiu fugir e a entregou à polícia.


A dita esquerda acabou chegando ao poder e Sueli veio junto. Sabia muita coisa e ainda atuava na área de informações. Foi uma das principais integrantes do comando da campanha eleitoral. Achou que seria a escolha natural para dirigir a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), mas foi barrada pelo próprio presidente. Como prêmio de consolação, ganhou a Secretaria Especial de Assuntos Femininos, com status de ministra. Tinha a equipe de assessoras mais admirada e cobiçada da Esplanada. Todas jovens e extremamente belas.


- O que você acha que foi, Hamiltão?


Alexandre e Hamilton se conheciam há mais de 20 anos. Eram amigos fraternos e se tratavam por apelidos. Participaram de várias investigações. Alexandre conseguiu desvendar alguns casos famosos e desagradou muita gente poderosa de todas as cores políticas. Isso atrapalhou um pouco a sua carreira, mas ao mesmo tempo o tornou intocável e boa propaganda para uma instituição policial famosa pela ineficiência provocada por aparelhamento político.


- Olha, você sabe que não dá para chutar uma causa da morte. Só depois da autópsia.


- Extra oficialmente, Hamiltão … você tem experiência, me dá uma opinião pessoal.


- Em off?


- Em off.


- Aparentemente, foi um ataque cardíaco. Mas …


- Mas, o que Hamilton?


- Estou desconfiado … não sei ...


- Porra Queiroz! Desembucha logo!


- Estou com a suspeita de envenenamento. Mas, tenho que fazer uns exames primeiro.


- Assassinato?


- Pode ser … pode ser … tenho que fazer uns exames …


- Hamiltão, esse caso vai ferver. Assim que você tiver o resultado dos exames, passa pra mim imediatamente. Entendeu?


- Olha, eu falei em off, hein?! É só uma suspeita …


- Eu sei Queiroz. Fica tranquilo. Vou esperar o resultado, mas fica de bico calado. Aqui tem coisa pesada. Não sei porque me escolheram para esse caso. Não fale com ninguém sobre a sua desconfiança. Vamos tocando normalmente e nada de telefone. Só vamos falar disso pessoalmente, certo? Confia em mim?


- Confio. Mas, tome cuidado. Quando vi você chegando aqui, senti logo o cheiro de pólvora ...


- Deixa comigo.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Café e Baton


Romoaldo de Souza

Nosso ouvinte recifense, Cleydson Mendes, decidiu morar sozinho e não é que comprou uma cafeteira italiana? Fez bem! É sempre bom tomar um café bem passado. Mesmo que em casa. Ele pergunta se perde aroma e sabor com esse tipo de cafeteira.

Aqui na redação, a gente usa uma French Press, a cafeteira francesa.

Ah, para demonstrar, pelo menos na fotografia, a gente juntou duas tomadoras de café, as jornalistas Mariana Jungmann e Luciana Cobucci. Elas provaram do Bourbon Vermelho que a gente preparou na French Press e posaram deliciosamente para o blog Café & Conversa.



Mais que provando o Bourbon Vermelho,
Mari e Lu estavam testando a textura do "Vult"

Ah, antes que eu esqueça. A French Press é essa cafeteira que
aparece ao lado do "Vult" e da caneca do Café & Conversa. Entendeu?


Um abraço, bom café!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Café com champagne


Romoaldo de Souza

Dois livros não saem de moda, pelo menos agora que estou me dedicando na faculdade à rede sociais e às exigentes consultas dos nossos leitores querendo saber tudo de café.

“Empresa 2.0” de Andrew McAfere apresenta variados estudos de casos sobre a forma ideal de usar as tecnologias. Foi um achado. Um presente, essa obra da Editora Campus.

O outro livro, que folheio ao menos duas vezes por dia, é “Dicionário Gastronômico – Café com suas Receitas”, de Giuliana Gastos, Gaia Editora. Foi de lá que tirei a idéia para responder a consulta charmosa, eu diria, de uma ouvinte e leitora assídua do blog Café & Conversa e do nossos podcast na CBN Recife.

Espero que gostem!

Um abraço! Bom café!


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A cafeteria ideal

Romoaldo de Souza

Pode imaginar quando um ouvinte dos nossos podcast na CBN Recife e um leitor do blog Café & Conversa manda uma mensagem. Dá um telefone, faz uma pergunta. A gente se desdobra em tantos quantos forem necessários para buscar a informação.

Meu colega de faculdade e depois colega como professor Rodrigo Jorge perguntou como saber se estamos numa boa cafeteria. Logo nós que no ano passado entregamos à Fellini Caffè o diploma de Cafeteria do Ano, em Brasília e freqüentamos outras boas cafeterias aqui e além Lago (Paranoá). Essa foi uma boa pergunta.

A resposta foi preparada pelo meu sócio nesse empreendimento de incentivar nossos leitores e ouvintes, Ricardo Icassatti Hermano.

Escute! Clique aqui



Um abraço, bom café!!!

Ricardo Icassatti

São vários sinais a serem observados, mas é muito simples. Comece pela limpeza do local. Uma boa cafeteria é limpa e cheira apenas a café. Dê uma boa olhada no copo do moedor, onde ficam os grãos de café. Deve estar transparente e não opaco ou oleoso.

Outro ponto favorável é a cafeteria oferecer mais de uma variedade e marca de café. Assim você pode escolher um grão que melhor se adapte ao seu paladar.

Uma cafeteria tem que ser confortável. Costumamos dizer que a cafeteria é o ambiente onde desaceleramos o corpo e aceleramos a mente. Deve ser um excelente lugar para conversar e pensar. Por isso, a trilha sonora também deve ser especial como o café servido. Nada de axé, sertanejo, rock pesado e outros ruídos indesejáveis. Sempre recomendamos jazz, blues e baladas suaves.

Com essas observações, você já pode identificar uma boa cafeteria. Desfrute!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Café com doce de leite argentino


Romoaldo de Souza

Quem gosta de arrumar confusão com argentinos é o Galvão Bueno. Eu quero é paz e harmonia. Hoje, estamos propondo a mistura do café bourbon vermelho do Brasil, vindo diretamente da fazenda Baú, no Sul de Minas Gerais, com o doce de leite argentino.

Experimente essa delícia!



Um abraço! Bom café!