terça-feira, 18 de outubro de 2011

Contra o Tempo e o último minuto de vida

Ricardo Icassatti Hermano

O que você faria se soubesse que tem apenas mais um minuto de vida? Pergunta difícil que o filme Contra o Tempo (Source Code) tenta responder. A partir das mesmas premissas da física quântica utilizadas pelo roteirista Ben Ripley para elaborar o enredo, eu diria que o filme me deu uma das respostas possíveis. Sim, o filme é de ficção científica, mas tem romance.

Cartaz do filme

O capitão Colter Stevens (Jake Gillenhaal) acorda dentro de um trem. Sentada à sua frente, uma bela e desconhecida moça, Christina Warren (Michelle Monaghan), insiste em conversar com ele. Sua última recordação era estar pilotando um helicóptero em combate no Afeganistão. Para complicar, ele está no corpo de um outro homem, o professor Sean Fentress, e o trem explode oito minutos depois.

Imagine o susto de acordar sem saber onde está
e porque estão te chamando por outro nome

Ao acordar novamente, o militar está preso numa cápsula. Seu único contato com o mundo externo é através de um monitor, onde pode conversar com a oficial da Força Aérea Colleen Goodwin (Vera Farmiga). Aos poucos, ele fica sabendo que não se trata de um simulador, mas de uma missão que envolve realidades alternativas, dimensões paralelas, transferência de consciência, viagem no tempo e física quântica. 

O soldado acha que está num simulador

A sua missão é descobrir quem foi o autor do atentado terrorista, pois outra bomba muito pior está prestes a explodir na cidade de Chicago. Além disso, o capitão tem apenas oito minutos para conseguir essa informação. Assim, a saída é reenviá-lo ao passado e "incorporá-lo" no corpo do professor tantas vezes quantas forem necessárias.

Após experimentar várias "reencarnações", ele encontra a bomba

Apesar da dificuldade científica para a maioria, o pano de fundo é a improvável paixão que surge entre o militar e a moça. Isso porque a moça não tem a menor ideia de que o professor por quem está interessada é, na verdade, o capitão piloto de helicóptero. 

Filme bom é assim, agrada você e a sua gata

Como num comercial das Facas Ginzu, ainda tem mais. O militar resolve estender a sua missão. Mas, não vou contar mais nada. É uma trama intrincada, mas também bonita e interessante pelas questões que suscita, como: 

"O que você faria se soubesse que tem apenas um minuto de vida?"
"Será possível se transferir e viver numa dimensão paralela?"
"Uma realidade alternativa seria nossa segunda chance?"
"Será possível transferir a consciência para outro corpo?"
"O que é a morte? É o fim da vida ou apenas a sua continuação?"

Com quem você gostaria de estar no último minuto de vida?

Mesmo que ficção científica não seja a sua praia, assista o filme. Você vai gostar. O Café & Conversa assistiu e gostou muito. Abaixo, o trailer.


Café com Bolo de Rolo

Romoaldo de Souza

A professora Marlúcia Santana passava no fim de semana pelo aeroporto de Brasília, quando deu de cara com um quiosque que está vendendo Bolo de Rolo, a legítima iguaria que é a cara de Pernambuco.

Uma dica, ela, já aprendeu, ouvindo a gente falar de café, aqui na CBN Recife: quer deixar um pernambucano enfurecido, diga que Bolo de Rolo é um rocambole. Ainda bem que Marlúcia já aprendeu a principal lição. Bolo de Rolo não é um rocambole com a massa fina. Bolo de Rolo é tão a cara de Pernambuco que assim como o Sol, a cruz, o arco-íris e a estrela. O bolo de Rolo deveria ser o quinto elemento na bandeira pernambucana.

Para ouvir a dica completa, dê um clique aqui. 


Um abraço, bom café!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Café na garrafa térmica

Romoaldo de Souza

O ouvinte Airton Correia disse que ganhou, no fim de semana, uma garrafa térmica e está doido para usar o presente. Airton perguntou quando tempo o café deve ficar na garrafa. Sinceramente, tempo nenhum.

Sinto desapontá-lo, mas café é uma bebida muito sensível e depois dos dez minutos de feito, começa a oxidar, acontece um processo químico que é a liberação do oxigênio e a perda das propriedades marcantes do café como aroma e sabor.


Um abraço, bom café!

domingo, 16 de outubro de 2011

Lena Gasparetto e um Café em Paris

Ricardo Icassatti Hermano

É bom ter amigos. Acredito que ninguém discorde disso. As redes sociais nos mostraram que é possível fazer e manter novas amizades com pessoas que não temos contato pessoal. O que me levou a pensar sobre o que realmente precisamos para ser amigo de alguém que conhecemos apenas através de pequenos textos, fotos e trocas de impressões sobre este ou aquele assunto.

Fiz algumas amizades através das redes sociais e do blog. Retomei algumas amizades antigas também. Considero todas boas amizades. Por que? Porque mesmo não tendo contato pessoal, nos "encontramos" todos os dias, nos cumprimentamos, nos desejamos coisas boas, conversamos ao longo do dia - são conversas curtas, é verdade, mas são divertidas.

Mas, ainda há outros componentes. Encontramos todos os dias nossos familiares e os colegas de trabalho. Nem por isso rola a mesma gentileza dispensada nas redes sociais. O convívio diário é cheio de armadilhas e precisamos ficar atentos para não cair nelas. A pior delas é perdermos a necessidade ou a noção da necessidade da gentileza em nossas vidas. Sem perceber, deixamos de praticá-la. Basta a presença física e o resto fica subentendido (?).

Mas, estou divagando para chegar onde quero. Uma das boas amizades que fiz através das redes sociais e do blog é a patissière Helena Gasparetto, ou simplesmente Lena. Talentosa na arte dos doces fabulosos, ela rapidamente se tornou uma importante e gentil colaboradora do Café & Conversa, disponibilizando suas receitas de lamber os beiços e as fotos que nos tiram o juízo. Coincidência ou não, todas harmonizam perfeitamente com várias canecas de café : )

E como gentileza não tem fim ou medida, a amizade da Lena é um poço sem fundo nesse quesito. Amigos são assim, sempre lembram da gente quando vêem algo que nos agrada. Amigos nos carregam no coração. Foi assim que a Lena nos carregou em sua recente viagem à Cidade Luz, à capital mais romântica do mundo: PARIS! Bastou a ela ver o primeiro café para ser tomada pela lembrança do Café & Conversa : )

Gentilmente, Lena foi especialmente ao Café de Flore para degustar um espresso, saborear alguma delícia e nos contar suas impressões. Esse café é vizinho do igualmente famoso Le Deux Magots, já abordado aqui no blog, e defronte à Igreja de Saint Germain de Prés. Tá bom ou quer mais? Então fique com o texto e as fotos da nossa amiga e colaboradora Lena Gasparetto : )

Um café em Paris
Helena Gasparetto

Em setembro passado fiz uma viagem a Paris e Veneza. Difícil dizer qual delas encanta mais... Veneza eu não conhecia, e deixei-me levar pelos seus encantos...

Paris é uma velha amiga de tempos sempre bons e felizes; de reflexões e deslumbramentos. Não no sentido pejorativo da palavra, e sim de êxtase puro, da vontade de lá ficar mais; das coisas que ainda não fiz, dos lugares que ainda não fui.

Ah, meus tempos em Paris ...

A cada viagem a Paris eu me programo para tantos afazeres e sempre cumpro a metade. Na verdade, os lugares são tantos e os taxis, cada vez mais escassos, o trânsito cada vez mais intenso. Não importa. Faço do tempo uma soma de prioridades, de menos sono, de mais viver... e as coisas boas ficam onde nenhuma câmera alcança – pois é dentro de minha mente e memória que as emoções vividas em cada passo, perambulando pela cidade, são guardadas para sempre. Com alma, não somente com imagens.

Igreja onde se agradece o café nosso de cada dia : )

Prometi ao meu amigo Kassatti (sou eu : ))) que escolheria um café parisiense para, num final de tarde, relaxar, apreciar, refletir. E escolhi o Café de Flore. Poderia ter sido qualquer outro... mas nele eu ainda não havia ido – então aproveitei para conhecer. Ao seu lado, fica o famoso Les Deux Magots  - bem em frente à Igreja de Saint-Germain-de-Près.

Um dia a gente sai da aba dos amigos e vai conhecer pessoalmente ... (rs)

O Café de Flore nasceu em 1887, na Boulevard Saint-Germain, e foi sala de visitas de intelectuais importantes que fizeram história; pintores, jornalistas, escritores – entre eles o casal Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, e o pintor Pablo Picasso.

Mas, quem tem amigo não morre pagão : )

Pedaço da intelectualidade de épocas seguidas, o Café de Flore manteve quase intactas sua arquitetura e decoração art-nouveau. O burburinho de pessoas nas imediações de Saint-Germain-de-Près não intimida. Convida...

Tomar um café num lugar desses, numa cidade dessas ...

Estar ali é mais que tomar um café. É estar vivo, num pedaço da história, olhando o movimento da vida, das pessoas, dos encontros, das conversas e das paixões.

Agora já não sabemos se isso é gentileza ou pura maldade ... (rs)

Adoro Cafés parisienses. E confesso que apesar do café ser ótimo, bem tirado, e o sanduíche de emmenthal na baguette, delicioso, a gente presta mesmo é atenção na maravilha do “ao redor”!

Salut!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Café com suco de laranja

Romoaldo de Souza

Nesta época do ano, início da Primavera, basta a gente dar uma saída do centro da cidade, dessa zona de prédios e construções, e começar a rodar mais para o interior que a sensação é de reflorescimento da fauna e da flora.

É a época em que muitos cafezais estão dando flor e na região produtora de laranja, também. O laranjal está amarelando. E é aquele perfume maravilhoso...

Feche os olhos, por um instante, e sinta a sensação da Primavera, com esse drink que leva café forte, bem gelado, pedras de café congelado, uma pitada de açúcar, suco de laranja e sorvete de creme.

Bata tudo no liquidificador. E para enfeitar, coloque um flor de laranja A sua primavera está apenas começando.


Um abraço e bom café!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Café e Alucinações

Ricardo Icassatti Hermano e Romoaldo de Souza

O café já foi uma bebida de consumo restrito a sacerdotes que queriam entrar em contato com o mundo sobrenatural. Sim, o café pode provocar alucinações. Mas, não se assuste. É preciso tomar muito café para chegar nesse ponto, segundo pesquisa divulgada pela revista Super Interessante, da Editora Abril.

Cobaias humanas de uma pesquisa da Universidade de Durham, no Reino Unido, passaram a ouvir vozes após tomar sete copinhos de café num dia. Os cientistas acreditam que as alucinações foram provocadas pelo excesso de cafeína, que teria aumentado os níveis no hormônio que regula o estresse, o cortisol.

Como sempre defendemos aqui no blog, a moderação e o equilíbrio são a certeza de desfrutar o prazer de um bom café por toda a vida. Em doses moderadas, o café acaba sendo um santo remédio.

Faça um clique aqui, para escutar o podcast


Um abraço e bom café!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Café e Criança

Romoaldo de Souza

A maioria das pessoas com quem tenho conversado sobre café, fala de uma lembrança do aroma que vinha da cozinha da vovó e aquele cheiro contagiando a casa, animando as pessoas, despertando o interesse.

São lembranças da infância e que muitas vezes a gente tem dificuldade de passá-las adiante por puro preconceito. Dizem, sempre, que café faz mal à criança e essas coisas sem qualquer cientificidade. 

Hoje, a gente lembra um estudo da nutricionista Simone Simas, que trabalha no Centro Diagnóstico Cardiológico, em São Paulo e ela não ver qualquer problema dar café às crianças, desde que não sejam doses exageradas.


Clique para ouvir o podcast:


Um abraço, bom café! Bom Dia da Criança!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Café de supermercado

Romoaldo de Souza

O estudante Antonio Robison disse ter ficado com os lábios ardendo, mas conseguiu provar um drink que tinha recomendado aqui na CBN, semana passada, de café com pimenta.

Eu tinha falado que o ideal era usar um café adocicado. E quando digo adocicado, são cafés que naturalmente já vem com esse sabor, o que é diferente de um café adoçado.

Um café com leve toque de melaço de cana de açúcar, comum, na região da Chapada Diamantina, no Sertão da Bahia ou boa parte daqueles produzidos nas cooperativas de Taquaritinga do Norte.

Aí, novamente, o estudante me pergunta se é possível encontrar esses cafés especiais nas prateleiras dos supermercados.

Em geral não. O café de Taquaritinga do Norte, por exemplo, é quase todo ele para exportação, assim como são os cafés do Sul de Minas, do Sertão da Bahia, do Noroeste de São Paulo.

Aqui no Brasil a quantidade de café que fica, antes de ser exportado, é pequena. Por isso mesmo, não é em qualquer mercadinho que a gente encontra um café especial. Ainda porque essa referência está mudando, os brasileiros estão cada vez mais sendo exigentes, tomando café bom. 


Um abraço e bom café

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Café com cachaça!

Romoaldo de Souza

Uma pinga, uma lapada, uma branquinha. É assim, que normalmente, os apreciadores de cachaça começam o dia, tomando uma e dando um golinho pro santo.

Um ristretto curto, Um doppioO café ristretto tem 10ml, fica bem concentrado. O café curto é um pouco maior, 29 ml, e continua com aquela concentração muito pó para pouca água. Já o doppio, é café duplo.

Agora faça o seguinte, junte a experiência dos apreciados de café com a tentação de tomar uma logo pela manhã.

É por isso que nós fomos ao site do Blu Bistrô, para fazer um creme de café com cachaça. Essa receita tinha sido publica antes na Revista Espresso. Vale conferir a edição deste mês.

Clique aqui para escutar o podcast:


Um abraço e bom café.

Ah, se você experimentar esse drinque de café com cachaça, nem pense em dirigir.


Ingredientes
- 6 gemas de ovo 
- 150 g de açúcar 
- 15 ml de baunilha 
- 100 ml de leite 
- 25 ml de cachaça 
- 1 xícara (chá) de café espresso 
- 350 ml de creme de leite

Preparo
Bata as gemas com o açúcar até formar uma mistura esbranquiçada e homogênea, e reserve. Coloque a baunilha, o leite, a cachaça, o café e o creme de leite em uma panela e leve ao fogo baixo por aproximadamente 1 minuto ou até que a mistura fique morna. 


Junte as duas preparações em um recipiente e misture homogeneamente. Com uma escumadeira, retire a espuma da parte de cima da mistura. Coloque em formas individuais e leve ao forno a 180° C, em banho-maria, por cerca de 20 minutos ou até que o creme esteja consistente.

Finalização
Para servir, peneire uma pequena quantidade de açúcar mascavo em cima de todos os cremes e utilize a chama de um maçarico para formar uma camada crocante e dourada em cada um. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Café com pamonha. De sal ou doce?

Romoaldo de Souza

A jornalista CristinaSudbrack confundiu as cores do elástico que enrola pamonhas de sal e pamonhas doces. Acabou comprando uma salgada e levou para uma degustação de café colombiano.

A pamonha é uma iguaria que tem origem nos povos Tupi-guarani e sendo um quitute de milho, combina bem com cafés que tenham notas adocicadas, carameladas e com baixa acidez. E essa pamonha de sal combinou perfeitamente, bem, com o café colombiano Juan Valdez uma das maiores referências de grãos do mundo.

Tem até uma lenda na Colômbia que diz que toda casa deveria ter ao menos um pé de café, para manter o sustento da família. Hoje, são mais de 500 mil pequenos produtores que tornm o país um dos mais importantes do mundo no ramo do café.

Coado em casa, o Juan Valdez perde quase toda a acidez que é mais acentuada quando tomado como espresso e com essa pamonha de sal, hum!!!

Faça você também experimentos de café com iguarias como essa de Cristina Sudbrack. Café com pamonha! Salgada ou doce há sempre uma boa lembrança.

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Um abraço e bom café!!!