quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Surpresa numa terça-feira chuvosa

Ricardo Icassatti Hermano

O Barão de Itararé dizia que "de onde menos se espera, daí é que não sai nada". É uma piada, claro. Porque ontem (15) me aconteceu exatamente o contrário. Saí de casa sem maiores expectativas e acabei degustando um maravilhoso café especial que a cafeteria Suplicy acaba de lançar em São Paulo e está pensando em implantar na rede. Os leitores do Café & Conversa ficam sabendo em primeira mão da novidade.

Terça-feira chuvosa. Até tentei ficar na cama, mas não consegui e aproveitei para convidar a filharada para almoçar. Resolvemos ir ao shopping Iguatemi porque tem várias opções de restaurantes. Enquanto esperava por eles - estão sempre atrasados -, fui à Suplicy Cafés Especiais para fazer o que gosto, beber um bom café. 

Boa surpresa numa terça-feira chuvosa

Eles tinham acabado de abrir e fui o primeirão. Pedi uma xícara grande de café coado e uma empanada de palmito. O simpático barista André Fabbri então me disse que havia acabado de passar um café coado utilizando um grão recém-adquirido pela Suplicy, que está causando sensação em terras paulistas e ainda há pouca informação a respeito. A torra era média-clara.

Ótima opção para esperar filhotes atrasados ...

André Fabbri me disse que o café é um micro lote adquirido da Fazenda Dois Irmãos, região de cerrado. Pelo o que pôde apurar visualmente, os pequeninos grãos podem ser do tipo Peaberry. As características principais estão, por enquanto, sendo levantadas através de degustação dos baristas da rede. 

O café tem grande complexidade, com after taste de banana.
Estamos chamando ele de Tutti Frutti - disse o barista.

André fez a gentileza de me convidar a participar dessa degustação e dar as minhas impressões. O café realmente é complexo e encorpado, mas não encontrei o tal sabor de banana, possivelmente oculto na doçura galopante que veio no after taste. Somente lembrando agora, voltei a salivar. A fruta que sobressaiu na minha degustação foi a uva, com adstringência levíssima misturada a uma acidez suave. 

O barista André Fabbri, que já virou fã do Café & Conversa

Um belíssimo café, sem dúvida. Gostaria de experimentá-lo com uma torra mais clara, só por curiosidade. Vamos torcer para que o Jorge e a Camila incorporem esse excelente café ao seu arsenal cafeeiro e Brasília também possa desfrutar dessa boa descoberta.

Jorge e Camila, please!!!!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Frango ao Molho de Café


Fico até me perguntando, para que feriado da Proclamação da República se no Brasil tudo é uma monarquia. Rei do Mate, Rei do Futebol, Rei do Pagode, Rainha da Festa da Uva, e outras nobrezas nem tão nobres assim.

Mas aproveitando o feriado do fim do Império, tenho uma receita de Frango ao Molho de Café que é para animar o seu dia. O frango é uma das carnes mais saudáveis e você não chega no final do dia com aquele peso na barriga e a consciência martelando: Ah! por que comi tanto - e aquele remorso todo. 

Nós queremos, com esta receita, tirada do livro "Dicionário Gastronômico - Café com suas Receitas" da Giuliana Bastos, mostrar que café não é somente a principal bebida do dia, é também ingrediente para harmonizar o seu almoço ou um jantarzinho romântico, com uma taça de vinho. Cai bem. Frango ao Molho de Café, é nossa dica para este feriado. 


Um abraço, bom café.

Frango ao Molho de Café

Ingredientes

- 1,5kg de pedaços de frango desossados
- 5 dentes de alho picados
- Sal a agosto
- 1 xícara (chá) de café coado frio
- 1 colher (chá) de pimenta-calabresa
- 5 colheres (sopa) de óleo
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 3 cebolas médias, cortadas em rodelas
- 1 abacaxi médio picado
- 1 colher (sopa) de gengibre ralado
- 3 colheres (sopa) de shoyu

Preparo

Em uma tigela, tempere o frango com o alho, o sal, o café e a pimenta-calabresa. Reserve. 

Em uma frigideira, aqueça duas colheres (sopa) do óleo, junto com a manteiga e refogue a cebola até começar a dourar.

Retire a cebola com uma escumadeira e coloque em uma tigela. Reserve.

Na mesma frigideira, refogue o abacaxi até dourar. Junte a cebola novamente, o gengibre, o shoyu e cozinhe por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Retire da frigideira e reserve.

Coloque o óleo restante na mesma frigideira e frite o frango, sem o tempero, até dourar. Junte o tempero e cozinhe, em fogo baixo, até secar. Junte o abacaxi com a cebola refogada e cozinhe por mais 2 minutos. Prove o sal e desligue. Sirva com couve-manteiga refogada.


Capa do livro de onde tiramos a receita desta terça-feira

Bom apetite!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Contágio e a vontade de tomar banho com álcool

Ricardo Icassatti Hermano

Os americanos não gostam de amadorismo e adoram dinheiro. Quando descobrem uma boa ideia, logo a transformam num produto industrializado e vendem para o mundo todo. Foi o que fizeram com o cinema. Transformaram um experimento em indústria altamente lucrativa, quer dizer, quando o filme é bem feito, né?

Na hora do pega pra capar, é cada um por si

Com o tempo foram aperfeiçoando as técnicas e o modo de fazer cinema. Criaram estilos e classificaram tipos de filmes: drama, comédia, ação. Mais tarde, subdivisões foram surgindo: comédia romântica, policial, aventura, ficção científica, western, terror, romance, catástrofe, suspense etc.

Os menores gestos, hábitos que sequer notamos, podem ser mortais ...

No final de semana, fui assistir o filme "Contágio", que já é uma subdivisão do cinema catástrofe. Eu o chamo de "aflitivo". Não é um filme de terror, porque não nos deixa com medo do escuro; também não é suspense, porque não nos tira o fôlego; não é drama porque não nos acabamos em lágrimas; muito menos romance. É um filme que apenas nos aflige e nos deixa com coceira, vontade de tomar um banho com álcool.

Cartaz do filme aflitivo

A história é sobre uma contaminação virótica mortal em escala global. É o pesadelo dos infectologistas, pois é algo que vai acontecer. É apenas uma questão de tempo. Atingimos a marca dos sete bilhões de seres humanos disputando espaço no planeta com florestas e animais. Os diversos ecossistemas estão carregados de vírus, bactérias, micróbios, germes que não nos oferecem qualquer perigo. Desde que se mantenham onde estão. Porque basta uma pequena mutação e nós estamos no sal.

Não se anima não, porque a Gwyneth morre logo no início

Esse é o tema central do filme. A cadeia de acontecimentos que levam o vírus que habita a saliva de um morcego a matar 26 milhões de habitantes de grandes metrópoles. Nossa espécie vive amontoada em cidades, empilhadas em arranha-céus, transitando aos milhões por buracos mal ventilados, se apertando nas ruas, nos shoppings, no trabalho, em casa e ainda por cima viajamos entre países e continentes em aviões lotados. É o meio ideal para a transmissão em massa de micro organismos.

O bom do cinema é que toda cientista é gata

O filme é bom, mas apesar do aparente alerta sobre um perigo iminente, não foi feito com o intuito de educar. Isso ficou patente no comportamento das pessoas dentro do cinema ao tossirem e espirrarem sem se preocupar em colocar algo diante da boca, nem que fosse a mão. Mesmo depois de uma cena em que essa situação era exemplarmente demonstrada ... Nem vou falar de corrimãos, maçanetas e outros lugares em que colocamos nossas mãos sem pensar.

Blogueiro descobre e revela epidemia. Espero que a gente aqui
do Café & Conversa não precise usar essas roupas ...

Não se espante se deixar o cinema procurando não encostar em nada, ouvindo cada tosse e espirro num raio de dezenas de metros, tendo uma vontade súbita de usar máscara cirúrgica e evitando contato físico com outras pessoas. É uma reação absolutamente normal e o diretor do filme, Steven Soderbergh, atingiu seu objetivo: causar aflição na gente. 

Nem mesmo as cientistas gatas escapam do vírus letal

No mais, o filme é bom e tem um elenco estelar, com Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Jude Law e Laurence Fishburne. Só isso já vale a pena, mas seria bom também aproveitar para repensar os seus hábitos de higiene. Não esqueça de levar máscara e álcool gel para o cinema. E torça para, na loteria da vida, você ter nascido naturalmente imune. 

Veja o trailer:


Atendimento nota 10

Romoaldo de Souza

Otimista pela própria natureza, se é que alguém nasce otimista, eu tenho escutado histórias de "transformações" empresariais que nada mais são que a necessária pressão do consumidor.

Escute neste podcast o que está ocorrendo em cafeterias da cidade de Recife.

  

Um abraço, bom café!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Qual é o grão?


Antonio Dionisio saiu de casa no bairro de Afogados, enfrentou engarrafamento, andou a pé e chegou numa cafeteria localizada no centro de Recife. Pediu um café espresso ...

Toninho estava com um amigo e queria mostrar a ele algumas dicas que tem aprendido com o pessoal do Café & Conversa. Disse ao amigo que a água com gás deve ser tomada antes do café, para limpar as papilas gustativas. Comeu um pecacinho de chocolate meio amargo que foi servido e ainda tomou o espresso dele sem açúcar. Doido para causar boa impressão.

Para saber mais o que o nosso leitor passou, escute o podcast e tenha um ótimo 11 de novembro (11/11/11).


Um abraço e bom café!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cappuccino com Leite Vegetal

Romoaldo de Souza e Ricardo Icassatti Hermano


A leitora Carolina Fraga nos pergunta se é possível fazer um cappuccino com outro tipo de leite que não seja o de vaca. Ela nos explicou que tem intolerância à lactose, mas adora tomar cappuccino e ouviu dizer que é um pecado não utilizar o leite de vaca.


Hoje, é possível encontrar nos bons supermercados o chamado "leite" feito a partir de cereais como a aveia e o arroz e de grãos como a leguminosa soja. Chamam de leite por causa da aparência e do uso equivalente ao leite de vaca, mas na verdade é uma bebida vegetal.

Qualquer uma dessas bebidas vegetais pode ser utilizada para fazer um cappuccino com vantagens interessantes. Além de não terem lactose, também são livres de colesterol e não provocam efeitos colaterais indesejáveis como gases em excesso e volume na barriga, provocados pelo leite de vaca. O mesmo prazer sem o peso da consciência pesando na balança.

O café é versátil, agregador, includente. Cappuccino sem leite de vaca não é um pecado, é apenas diferente. Quem diz isso é a figura boboca do "coffee snob", gente que por ter mais conhecimento sobre o preparo da bebida, fica esnobando quem não sabe e enchendo o saco. Todo mundo tem o direito de apreciar um café da maneira que quiser ou puder.




Escolha a bebida vegetal que melhor agrade ao seu paladar e siga a nossa receita:



Ingredientes

- Leite de soja, aveia ou arroz

- Café espresso ou coado bem forte

- 1/2 colher de café de cacau em pó

- Canela em pó



Preparo

Esquente o leite vegetal. Numa caneca, misture o leite com o café e o cacau. Adoce a gosto e polvilhe canela em pó por cima. Se preferir, bata a mistura no liquidificador antes de polvilhar a canela em pó.

Um abraço e bom café!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Café descafeinado


A pastora Francis Bittencourt disse que, por recomendação médica, está suspendendo, ainda que temporariamente, o café e, seguindo orientação de amigos, está querendo passar a tomar descafeinado.

É sempre bom destacar que os descafeinados brasileiros passam por um processo nem sempre saudável, antes de perder a cafeína. É que o Brasil ainda não domina técnicas para tirar a cafeína do café  sem usar produtos químicos. E covenhamos, um café puro, sem química é sinônimo de café saudável.


Um abraço, bom café!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Café e Música Ambiente

Romoaldo de Souza

Leitor do blog manda uma mensagem perguntando o que fazer já que toda vez que chega na cafeteria predileta está tocando Axé, "pagode modernoso", forró.

Escute como ficou o podcast.


Um abraço e bom café!

Gigantes de Aço, o futuro é hoje!!!

Ricardo Icassatti Hermano

Após assistir o filme Gigantes de Aço (Real Steel), fiquei com a nítida impressão que os produtores queriam homenagear o Sylvester Stallone. Mas, em vez de refilmar um dos seus blockbusters, resolveram juntar vários num só e fazer um mexidão. Encontrei várias referências a filmes da série Rocky Balboa e ao eterno Sessão da Tarde: Falcão, O Campeão dos Campeões (Over the Top).

Cartaz do filme

Copiar o que é bom e funciona não é demérito. Fazer mal feita a cópia, é. Felizmente, não é o caso desse filme, que foi muito bem produzido. O roteiro é previsível, claro. Um pai omisso, ex-lutador de boxe, irresponsável, imaturo, porém gente boa, ganha a guarda do filho que teve com uma namorada e a quem sequer conhece. O resto a gente já sabe. O que muda é o cenário. Neste caso, o mundo - e o submundo - das lutas de boxe entre robôs.

Pancadaria robótica come solta

Se você parar para pensar um pouco, é o futuro provável mesmo. Hoje pela manhã, vi no telejornal Bom Dia Brasil o mais novo robô japonês. Fiquei abismado. Ele pula, corre e tem um avanço incrível na operacionalidade das mãos. Consegue até abrir uma garrafa térmica. Esse extraordinário avanço vai permitir que ele seja usado nas áreas mais contaminadas da usina nuclear de Fukushima. O futuro é agora ...

Não vai demorar para vermos cenas como essa

No filme, os robôs são a salvação do boxe. Em determinada cena, o lutador interpretado pela paixão da minha amiga Elina Rodrigues, o Wolverine Hugh Jackman, explica que a sanguinolência do Vale Tudo e os estilos de luta no chão levaram à substituição dos lutadores humanos por robôs. Cita os Gracie etc. e tal. No filme, os robôs em questão lutam boxe. Pelo menos no circuito oficial e mais endinheirado. Porque no submundo, continua valendo tudo.

O filme ainda tem a gata Evangeline Lilly

Um aspecto bacana no filme é o reconhecimento de que para lutar direito é preciso ser lutador e não apenas um bom manuseador de joysticks. E é basicamente isso que se desenrola na trama. Um ex-lutador fracassado e perdido na vida que se reencontra na luta. Quem é lutador entende o que é lutar com técnica apurada e tem enorme prazer nisso. 

Mais um pouco da bela Evangeline ... (suspiro)

Daí juntaram um lutador gente boa, uma gata (Evangeline Lilly), um garoto meio bicha e um robô simpático chamado Atom. Eis a fórmula do sucesso. A trajetória de um grupo de derrotados rumo ao sucesso e à fama. Parece firula, mas não é. O filme é entretenimento garantido, diversão para toda a família. Veja o trailer:


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Café com Chocolate Meio Amargo

Romoaldo de Souza

O pessoal especializado em fazer bons, bonitos e bem decorados cafés, realiza toda última quinta-feira de cada mês, o TNT – Thursday Night Throwdown – e desta vez, em Minas Gerais, um barista de Juiz de Fora, preparou o café Moca Gelado Floresta Negra e fez a decoração.
Mano Silva mandou a receita e disse que queria vê-la publicada aqui no blog. Pronto! 

Um abraço, bom café!


Você vai precisar de um copo de café gelado, bem forte; uma colher de sopa de calda de chocolate; outra colher de sopa de xarope de framboesa, duas bolas de sorvete de baunilha e um pouco de chantilly para decorar.
Agora, vamos ao preparo.
Primeiro, numa vasilha média, coloque o copo de café forte e gelado. Despeje a calda de chocolate, o colher de xarope de framboesa e das duas bolas de sorvete de baunilha.
Não precisa mexer. O ideal, nesse drink, é que você vá se deliciando com cada um dos ingredientes, e refrescando o paladar.