segunda-feira, 14 de maio de 2012

Battleship - Ação X Estória

Ricardo Icassatti Hermano

Na sexta-feira da semana passada, estava me preparando para assistir o estreante Battleship e saí procurando na internet tudo a respeito do filme. Lá pelas tantas, me deparei com uma crítica de cinema, que reviveu a surrada diferença entre homem e mulher. A crítica, cujo nome não me recordo, reclamava da falta de uma "estória", que o filme é cheio de efeitos e que é inspirado no velho jogo "Batalha Naval".

Cartaz do filme

Essa crítica (bem como as mulheres em geral) parece ainda não ter entendido que um filme de ação não pode ser inspirado no romance Orgulho e Preconceito da escritora inglesa Jane Austen. Estórias cheias de emoções conflitantes, sofrimento apaixonado, virgindades exasperantes, galãs e mocinhas pudicos, restrições de toda ordem, não combinam com guerras contra alienígenas que querem destruir o nosso planeta.

Porta-aviões alienígena

Quem vai assistir um filme de ação e ficção científica não se sente enganado pelos efeitos digitais, pois é muito difícil produzir um filme sem alienígenas dispostos a emprestar suas naves, suas armas e atuar no filme. Fica difícil sem os efeitos digitais. Ninguém iria ao cinema assistir esse tipo de filme se as naves fossem maquetes com fios de nylon. A única coisa que incomoda os fãs do gênero é a falsa ciência.

Os efeitos digitais são excelentes

Neste filme, o roteirista foi preguiçoso e os atores bem canastrões. Um deles, o Alexander Skarsgård, que é um vampiro gay num seriado de TV, faz o papel de um comandante da Marinha Americana e parece não ter se dado ao trabalho de providenciar um laboratório para tornar a sua canastrice minimamente verossímil. Não dá para acreditar que um comandante em plena operação de guerra assista naves alienígenas caindo, uma estrutura gigantesca sair do mar e sua única reação é se esparramar na cadeira, botar as pernas para cima e dizer que acha aquilo tudo "esquisito", enquanto toma café em sua caneca. Ridículo como o vampiro que "interpreta" na TV. Ainda bem que morre logo no início.

EUA e Japão lutam lado a lado contra alienígenas no Havaí

A preguiça do roteirista também está nas falas. Copia descaradamente o genial físico e cosmólogo Stephen Hawking, que alertou para o perigo de enviarmos sinais de rádio para o espaço sideral em busca de vida inteligente. Segundo ele, uma visita de extraterrestres à Terra seria como a chegada de Colombo à América, "o que não terminou muito bem para os nativos americanos", salientou. E o pior é que colocaram essa frase na boca de um personagem absolutamente patético. Achei até desrespeitoso. A linha mestra do enredo é a receita de bolo do rebelde talentoso que salva o mundo e acaba se enquadrando socialmente.

Artilharia pesada contra lagartixas espaciais

Fora isso, o filme mistura Transformers com Armageddon. Pelo menos não pisaram na bola na parte do embasamento científico. E extraterrestre bonzinho é coisa do Spielberg. Se uma raça de outro planeta consegue chegar até a Terra é porque possui uma tecnologia muito, mas muito superior à nossa. E qual seria seu interesse em vir até aqui? Nos ajudar? Curar o câncer? Acabar com a fome? Punir nossos políticos corruptos? Pois é, Colombo e nativos americanos, Pizarro e Incas, Cortez e Maias ...

Qualé lagartixa? Tá achando que vai ser moleza? 
Tá pensando que é o Homem de Ferro?

Mas, Battleship se salva como diversão pura e simples apesar dos atores. Para dar alguma respeitabilidade ao filme, colocaram lá fazendo escada o Lean Neeson, que deve ter embolsado uma boa grana. Nada melhor para o domingo que uma dose cavalar de tiros, explosões e porradas num bando de alienígenas malvados que ameaçam o nosso American Way of Life. Vão se catar em outro sistema solar, pô! Assista o trailer:


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Um bom presente para o Dia das Mães

Romoaldo de Souza


Você está cansado do seu bule velho, da garrafa térmica que já não esquenta e o café que sai de lá tem gosto de anteontem? Um método simples e barato de ter um café bem passado em casa, sem precisar de filtro, coador de papel ou de pano, é a French Press. Veja como é simples preparar o seu café caseiro.


Especialistas calculam que em dez minutos, depois de passado, o café começa a perder as propriedades do sabor, do cheiro. Começa a morre. 

Escute o podcast e dique o que achou!



Um abraço, bom café!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Café, para combater a amnésia alcóolica

Ricardo Icassatti Hermano e Romoaldo de Souza

Acabou a desculpa do “não me lembro”. Os bebedores de plantão podem perder a desculpa de dizer, no dia seguinte, que não lembram as bobagens que falaram e fizeram no dia anterior por terem bebido demais. Pesquisadores da Universidade do Texas descobriram que a cafeína pode cortar o efeito da perda de memória causada pelo álcool, a popular amnésia alcoólica. Pelo menos nos ratos.

Num complicado experimento, os pesquisadores pegaram três grupos de ratos cobaias e embebedaram os bichinhos. Cada grupo de roedores recebeu uma quantidade maior de etanol que o outro, para obterem três níveis de porre, e ainda receberam uma dose de pentilenotetrazol, substância que causa a amnésia. O grupo que bebeu mais também recebeu um pouco de cafeína.

No dia seguinte, os ratinhos do grupo que recebeu mais etanol e a cafeína, não apresentaram perda de memória, apesar da forte embriaguez. Portanto, se tomar café durante a bebedeira, o argumento de que não lembra de nada vai ser impossível de usar e os atletas do copo vão acordar com todos os detalhes bem vivos na memória. Mas, será que alguém quer mesmo isso?

Escute o podcast e concorra a um "pileque" memorável!




Um abraço e bom café!

terça-feira, 8 de maio de 2012

A vida precisa de um suspiro

Romoaldo de Souza

Junte o desejo de tomar um bom café, misture claras de ovos, açúcar e limão. Bom, mas se você me perguntar como faz, quando não há tempo - nem equipamentos - para fazer o suspiro, suspire! Escute o podcast.

Aí, de repente, você está com vontade de tomar um café com suspiro e coloca a mão dentro da mochila




Um banho de cachoeira, sem qualquer trocadilho, pode ajudar na inspiração 

Um abraço e bom café!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Café, Gente e Papos Bacanas - Gratidão

Ricardo Icassatti Hermano

Como vocês já sabem, o blog está recolhendo histórias reais das(os) leitoras(es) durante as reuniões de pauta que acontecem às sextas-feiras em alguma boa cafeteria da cidade. O espresso e a água mineral são por nossa conta, independente da história ser boa ou não. Se for realmente uma boa história, nós reproduziremos aqui. Claro que com alguma licença poética : )

Esse é o caso desse relato que ouvimos de um dos protagonistas. É uma incrível história cujo tema central é a gratidão. Os nomes reais foram trocados por fictícios em respeito à privacidade dos envolvidos. Vamos a ela.

Machado é um sujeito calmo, pacífico, alegre, brincalhão e do bem.  Não gosta de discussões envolvendo temas "cabeludos", como política, religião etc. Ele não é medroso, apenas não vê vantagem em discutir assuntos que desconhece e em bate-bocas que não levam a nada além de brigas. Machado é um habitué de botecos. Gosta de apreciar sua cerveja alguns dias na semana. Seu espírito tranquilo favorece a criação de laços de amizade.

Foi assim que nasceu a amizade entre ele o garçom Severino, do Bar Berimbau. Era ali que Machado vinha batendo ponto pelo menos três vezes por semana. Bebia sempre a mesma marca de cerveja e comia qualquer aperitivo. Severino já sabia das preferências do cliente e se adiantava ao pedido com um copo e uma garrafa vestidos de gelo. O esforço e a atenção eram bem recompensados na gorjeta. Sempre batiam longos e divertidos papos.

Certo dia, Severino não se adiantou. Machado esperou, mas acabou tendo que chamar o garçom que, à distância, parecia estranho. Ele se aproximou da mesa e o cliente teve certeza. Severino tinha um ar preocupado, entristecido. Preocupado, Machado logo perguntou:

- O que houve Severino? Cadê a minha cerveja com a capa branca? Estou com sede meu amigo.

- Me desculpe doutor ... já vou trazer pro senhor ...

Severino se afastou sem pressa, com a cabeça baixa. Machado ficou curioso sobre o que teria acontecido ao prestimoso garçom. Talvez alguma perda na família. Assim, que ele retornou com a cerveja e o copo vestidos de branco como sempre, Machado voltou à carga.

- O que houve Severino? Algum problema? Posso ajudar?

- Olha doutor, eu tô com um problema sim. Mas, tenho vergonha de falar.

- Quiéisso Severino? Somos amigos ou não somos. Me conta aí, o que aconteceu?

- É o seguinte doutor, estou precisando de um dinheiro para pagar uma dívida e não tenho de onde tirar. Será que o senhor poderia me emprestar? Eu pago tudinho de volta, prometo.

- Quanto é Severino?

- É quatrocentos reais doutor ...

Machado não era rico, mas também não era pobre. Meteu a mão no bolso, pegou a carteira, abriu, contou daqui, contou dali e puxou um punhado de notas. Não quis nem saber qual era a natureza da dívida do amigo.

- Tá aqui, quatrocentos reais.

- Deus lhe pague doutor. Prometo por tudo que é mais sagrado que vou lhe pagar esse empréstimo o mais rápido que eu puder.

- Não esquenta Severino. Amigo é pra essas coisas. Vai pagando como você puder, sem pressa. Pague logo o que você deve aí e fique livre disso de uma vez, senão eu só vou tomar cerveja quente nesse bar (risos). 

- Aqui não, doutor! Aqui o senhor só vai beber cerveja gelada, no ponto que o doutor gosta!

- Olha, toma aqui mais cinco reais.

- Pra que doutor? Os quatrocentos já resolvem o meu problema ...

- É pra você jogar na loteria, ganhar, ficar rico e nunca mais ter que se preocupar com dívida. Tá bom?

- Obrigado doutor!

Machado tomou suas cervejas, comeu seus aperitivos, despediu-se de Severino, que agradeceu mais umas 20 vezes, e foi embora.  No dia seguinte, Severino pagou sua dívida e ao passar pela porta de uma lotérica, decidiu seguir o conselho do seu cliente e jogou na Megasena. Ganhou sozinho o prêmio de R$ 16 milhões. O garçom não contou nada a ninguém. Pacientemente, ainda trabalhou por um mês, aguardando que o seu cliente e credor aparecesse como de costume.

Por razões que a própria razão desconhece, Machado não voltou mais ao Bar Berimbau. Excesso de trabalho, preguiça, compromissos e convites de amigos o levaram a outros bares. E a vida seguiu em frente. Severino não podia esperar mais e pediu a um outro garçom que, assim que visse o doutor Machado, entregasse um recado escrito numa folha de papel. E o garçom foi embora para a sua cidade no interior da Paraíba.

Um dia, Machado sentiu saudade daquela cerveja servida no ponto pelo amigo e garçom Severino. A garganta até secou. Assim, aportou no Bar Berimbau e logo viu que o Severino não estava por lá. Chamou outro garçom e perguntou por ele. Ouviu que Severino não trabalhava mais ali. Machado nem se lembrou do dinheiro que havia emprestado. Apenas lamentou a perda do bom papo e do serviço divinatório impecável. O garçom escreveu o pedido num pequeno bloco de papel e saiu apressado.

Machado mergulhou em seus pensamentos e só foi trazido de volta pelo som da garrafa de cerveja e do copo sendo colocados sobre a mesa por um garçom diferente do que havia anotado seu pedido. A capa branca estava praticamente como ele se lembrava. Ficou feliz. Assim que o garçom terminou de servir a bebida, estendeu um bilhete dobrado.

- O que é isso? - perguntou Machado.

- O Severino pediu que entregasse pro senhor.

Machado agradeceu, pegou o bilhete e foi desdobrando cuidadosamente. Estava vivamente curioso e lembrou da dívida. Talvez fosse um pedido de desculpa ou o próprio pagamento. No bilhete estava escrito: "Doutor Machado, preciso da sua ajuda urgente. Por favor me liga no ..." e havia um número de telefone com prefixo DDD. 

Preocupado com o tom da urgência, Machado sacou o telefone celular e ligou no número indicado. Tocou quatro vezes e ele imediatamente reconheceu a voz do Severino do outro lado.

- Alô!

- Alô. É o Severino?

- É ele mesmo.

- Aqui é o Machado. Acabei de receber o seu bilhete. Aconteceu alguma coisa Severino? Você está bem?

- Doutor Machado! Que bom que o senhor ligou. Me ouça com muita atenção. Não pule, não comemore, não grite. Finja que nada está acontecendo.

- Que conversa é essa Severino?

- Calma doutor, é só notícia boa. Eu fiz o que o senhor me aconselhou. Joguei na loteria e ganhei sozinho a Megasena. Foram R$ 16 milhões e a metade do prêmio, R$ 8 milhões, é sua. Abri duas poupanças na Caixa Econômica, uma pra mim e outra pro senhor. Estou indo para Brasília amanhã e nós dois vamos lá na Caixa para eu poder lhe entregar o dinheiro.

Machado ficou um tempo atordoado, tentando juntar as informações para que fizessem algum sentido. Ele nem lembrava que havia dado algum conselho ao Severino. Ele havia emprestado uns quatrocentos reais ao garçom e agora haviam aparecido R$ 8 milhões. Ele não dormiu naquela longa noite. 

No dia seguinte, Severino e ele se encontraram na porta da sede da Caixa Econômica Federal. Quando saíram, Machado estava rico e com os olhos transbordando de lágrimas. Severino agradeceu sorrindo. Estava verdadeiramente feliz por dividir o prêmio com Machado, o homem cuja generosidade havia tornado aquela sorte possível. Despediram-se com um forte abraço.

Pois é caras(os) leitoras(es) do Café & Conversa, gratidão é uma coisa rara e essa história comoveu a todos aqui na redação. Afinal, que obrigação tinha o Severino de dividir a sorte grande com o Machado? Poderia até ter ido embora e nem ter pago a dívida de R$ 400, como muita gente faria sem pestanejar. Mas, ele sabia que a vida tem seus caminhos invisíveis e que o egoísmo, a ganância e a ingratidão não faziam parte daquele fluxo. Talvez sem saber, Severino se tornara um homem completo. Esse tipo de ser humano é o que nos dá esperança de termos um futuro melhor, que nos faz acreditar que a luta vale a pena. 

Esperamos que tenham gostado e lembrem-se que toda sexta-feira estaremos em alguma boa cafeteria aguardando suas histórias, com café e água mineral. Fique ligado porque avisamos pelo Twitter @CafeConversa onde vai ser.  Venham!

Por que nascemos gostando de café?

Ricardo Icassatti Hermano e Romoaldo de Souza

Cientistas ingleses estão terminando um estudo e nós já podemos adiantar que a conclusão é surpreendente. Eles descobriram que o sabor ainda é muito mal compreendido. O estudo avaliou outros fatores que também interferem no sabor de um produto, de uma comida, de uma bebida, como vinho e café. 

Nesse estudo, os cientistas ingleses concluíram que não existe o tal mapa da língua, onde cada área sente um sabor diferente. O sabor envolve vários sentidos e não fica restrito à língua. Participam dessa sensação o olfato, a audição, a temperatura do alimento, componentes irritantes como a pimenta e até as cores também influem no sabor. A pesquisa mostrou que quando os estudantes provavam vinho branco tingido com um corante vermelho, as descrições atribuíam qualidades dos vinhos tintos. 

Cientistas concluíram que o café fica mais gostoso quando é servido numa xícara mais robusta ou numa caneca. Nesta do Café & Conversa, hein?




Um abraço, bom café!

domingo, 6 de maio de 2012

A Perseguição e as crenças do homem

Ricardo Icassatti Hermano

Qual é o seu limite? Não estou me referindo a bebida, sono, provocação ou fator de proteção solar. Estou falando de vida e morte. Qual é o seu limite de vida? Até onde você entende que vale a pena continuar vivendo? Aquele momento em que você simplesmente para de lutar e se entrega? Quando o medo da dor e da morte desaparecem e só fica a doce e morna ansiedade de descobrir o momento seguinte.

Essa é uma das questões centrais do filme A Perseguição, baseado no  conto "Ghost Walker", do escritor Ian Mackenzie Jeffreys, posteriormente estendido e transformado no romance "The Grey". Esse último também foi o título escolhido para o filme. Aliás, mais apropriado devido ao cenário onde ocorre a história, um deserto de neve no meio do Alasca. 

Cartaz do filme

O eletrizante e enxuto roteiro foi escrito a quatro mãos pelo próprio Ian Mackenzie e o diretor do filme, Joe Carnahan. A base é a luta do homem, suas crenças e inteligência contra a força bruta da natureza, aparentemente caótica. O homem sempre parece não pertencer ao mundo natural. Não sei como os animais ditos selvagens nos vêem, mas deve ser algo sobrenatural para eles. O fato de sermos os únicos seres sobre a Terra conscientes da sua finitude, nos lançou numa dimensão diferente. 

O problema não é a morte, mas o medo

Para suportarmos essa consciência sobre nós mesmos, criamos as religiões e a crença em Deus, destino, sorte, azar, alma, acaso etc. Desenvolvemos emoções e reconhecemos o drama da existência. Somos fracos, mas a capacidade de raciocinar nos permitiu criar instrumentos para sobreviver e nos sobrepor às intempéries e aos outros animais. Mas, nos equivocamos quando taxamos a natureza como "cruel" e acreditamos que devemos dominá-la. Com isso,  criamos o desequilíbrio e estamos nos destruindo como espécie. Sim, nós vamos destruir o nosso habitat até a nossa completa extinção, mas o mundo continuará existindo apesar e depois de nós. 

Quem está preparado para enfrentar situações-limite?

Voltando ao filme, não se trata de terror. Está mais para o suspense, mas também supera essa definição. É um filme agoniante como o fabuloso A Estrada, já comentado aqui no blog. Também é um filme que nos coloca frente a frente com a nossa impotência, nossa debilidade, nossa pretensa civilidade, nossa incapacidade de sequer acreditar, ter fé no que elegemos para nos confortar nos momentos ruins. Por isso, é um filme que nos faz pensar. Pelo menos a mim e meus filhos, porque vi muita gente sair para comprar pipoca logo após a cena em que um homem é dilacerado por lobos. E há quem não acredite na existência de zumbis ...

Esta cena lhe daria vontade de comer pipoca?

A história começa com a folga de uma equipe de petroleiros que trabalha em perfurações no Alasca no mesmo sistema das plataformas marítimas, passando um grande período no campo e desfrutando uma grande folga em seguida. Um dos problemas enfrentados pelos trabalhadores naquela região inóspita é o ataque de lobos. Esses animais caçam homens porque gostam da carne humana ou por se sentirem ameaçados por eles. Como a indústria petrolífera entrou no habitat dos lobos, o conflito é inevitável. 

Camaradagem é a única saída para os sobreviventes

No grupo que está saindo para a folga se encontra um elemento crucial para as petrolíferas, um caçador de lobos, John Ottway. O papel é interpretado por ninguém menos que Liam Neesom, o durão de Hollywood. O avião que leva a equipe topa com uma nevasca e cai. A partir daí, os poucos sobreviventes passam a lutar pela vida. Primeiro, para não congelar naquele deserto gelado. Segundo, para não serem mortos a dentadas por uma matilha de lobos.

Enfrentamento quase em igualdade de condições

Naturalmente, o caçador Ottway assume a liderança do grupo, pois além de ser o único que entende de lobos, também é o único que sabe as regras básicas da sobrevivência. As situações se assemelham, o que ocorre na matilha de lobos se repete no grupo de homens. A principal delas é o reconhecimento dos machos Alfa. Uma vez identificado o Alfa humano, o Alfa lobo passa a caça-lo. E aí vem toda a agonia do filme muito bem dirigido. Os cenários são estupendos e quase chegamos a sentir o frio cortante e debilitante, dependendo do ar-condicionado do cinema. 

Aqui não tem chapeuzinho vermelho, só lobo mau

O filme é sensacional e é uma pena que já esteja praticamente saindo de cartaz, pois só tem duas sessões diárias, uma no Pier às 13h15 e outra no Parkshopping às 21h40. Corra antes que acabe e você tenha que esperar sair em DVD ou na TV a cabo. O Café & Conversa foi, viu, gostou e recomenda. Veja o trailer:


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cafés e cafeterias conquistam o Brasil

Ricardo Icassatti Hermano e Romoaldo de Souza

As safras brasileiras batendo recordes, exportação crescendo, a qualidade dos grãos melhorando. O café brasileiro está vivendo um bom momento e não é apenas no campo ou nas exportações. Tão bom que o café será parte do enredo da Escola de Samba Beija-Flor em 2013. 

E o setor de cafeterias mais elaboradas também está prevendo um crescimento de 25% em 2012. A Fran's Café está percorrendo o país para aumentar sua rede de franqueados e abrir 91 novas lojas ainda neste ano. A paraibana São Braz, que tem sua própria rede de cafeterias no Nordeste, chamada São Braz Coffee Shop, vai abrir mais duas lojas em Petrolina, além das que já tem em Recife, Caruaru e Jaboatão dos Guararapes.  Ali mesmo na Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, a Deltaexpresso abriu mais uma cafeteria onde os apreciadores dos bons cafés poderão encontrar, além da bebida e do extenso cardápio, acessórios, grãos e máquinas. 

São Braz Coffee Shop abre duas lojas em Petrolina (PE), de olho na clientela de Juazeiro (BA) que só precisa atravessa da ponte sobre o São Francisco


Em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, a rede americana Starbucks abriu 290 vagas para atendentes, baristas e supervisores. A paulista Suplicy Cafés Especiais começou sua expansão pelo Centro OesteOutro setor que vem no embalo desse crescimento é o de cursos para Baristas. 

Boa Viagem bairro nobre de Recife, escolhido pela Deltaexpresso para abrir um ponto de encontro para degustação e venda de equipamentos 


Estamos de olho na regulamentação da profissão, que ainda tramita na Câmara dos Deputados. Com isso, também ganhamos nós, os consumidores e apreciadores de cafés especiais. Por isso, observe, experimente, critique e, principalmente, exija bom atendimento, bons cafés e profissionais habilitados antes de escolher a sua cafeteria predileta.

Agora, seja em Recife, Petrolina, Nova York ou no Guará, como faz Hellen Torres, o seu blog predileto deve ser, sempre, o Café & Conversa


Agora que você escutou o podcast diário, veiculado na Rádio CBN Recife, tenha um ótimo fim de semana. Um abraço, bom café!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Café e Vinho

Romoaldo de Souza

Para o fim de semana, o publicitário João Dalessandro vai receber uns amigos, numa pousada em Garanhuns (PE) e quer fazer bonito depois da refeição. Ele nos pergunta que sugestões temos.

Experimente fazer uma agradável supresa com dois produtos pernambucanos. O vinho do Vale do São Francisco e o café de Taquaritinga do NorteSim, porque pelo o que contou Dalessandro, os convidados não são nordestinos, conhecem pouco da gastronomia pernambucana e sabem tudo de vinho Argentino ou do café paulista, mas nem desconfiam que Pernambuco tem café e vinho de primeira.

Recomendo passar numa cafeteria, levar um café já moído, o Yaguara cai bem, para esse encontro. E leve um tinto suave.

O frio de Garanhuns, o vinho tinto do Vale do São Francisco e um café Yaguara
Convide as visitas para o jantar, e quanto chegar a hora da sobremesa, sirva uma mousse de manga ou de maracujá e, para arrematar, uma taça de vinho e uma xícara de café são a combinação para ficar marcada.


Um abraço, bom café!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Sorvete de Café

Romoaldo de Souza

Para este feriado de 1º de maio, fui ao blog Tudo Gostoso, e trouxe essa receita deliciosa de sorvete de café.

Passo a passo, faça seu próprio sorvete.

Pelo que provei, esta é uma excelente pedida no feriado





Ingredientes
- ½ xícara de café extra forte pronto
- ½ xícara de açúcar
- 1 pitada de sal
- 2 claras
- ½ xícara de creme de leite batido
- 1 colher de chá de essência de baunilha


Preparo
1. Misture o café com o açúcar e leve-os ao fogo numa panela pequena.
2. Cozinhe até formar uma calda grossa.
3. Bata as claras em neve com a pitada de sal.
4. Coloque a calda de café, devagar, sobre as claras, sem parar de bater, depois bata até esfriar.
5. Leve à geladeira por 1 hora.
6. Bata o creme de leite com a essência de baunilha até ficar bem espesso.
7. Junte ao creme de café, misture e coloque no congelador ou freezer.
8. Deixe gelar até que fique bem firme.