segunda-feira, 11 de junho de 2012

Grenat cresceu, ficou chic e foi para o shopping

Ricardo Icassatti Hermano

A Grenat Cafés Especiais é danada e não para de crescer. Depois da torrefação própria, há alguns dias inaugurou filial no Shopping Iguatemi"Chic no úrtimo", como diz o matuto. Infelizmente não pude comparecer à festa de inauguração, mas fui conhecer neste final de semana junto com meu filho Pablo e minha nora Aline, que estão começando a apreciar os bons cafés. 

Espaço generoso e confortável

O espaço é generoso e as meninas, Luciana e Gabriela Sturba, garantiram o bom gosto em todo o conjunto. Sem firulas, como um desses "craques" inventados, a nova filial da Grenat é sóbria, elegante, clean, bonita, charmosa, atraente, sensual, confortável e nos abraça com muito carinho. A cafeteria fica no andar superior, logo acima dos cinemas e ao lado da praça central. 

Sente a belezura

Quem está no comando lá é a ex-skatista Gabriela, ou Gabi apenas para nós. Pois é, além dos já conhecidos e excelentes cafés, teremos a Gabi : ) Não preciso de outros motivos para rodar mais de 20 km e tomar um café. 

ainda por cima o café é bom!!!

Como não dispõem de uma cozinha, o cardápio não é exatamente o mesmo da Grenat na 202 Sul. Mas, é tão saboroso e variado quanto e com novidades como o talharim com camarões. Também adicionaram um pequeno menu degustação que acompanha uma xícara grande de café coado. Lá também é possível comprar pacotes de café em grão.

Dos espressos só ficou essa saudade que me mata ...

Experimentamos espressos feitos com grãos de Bourbon Vermelho e os menus degustação, que têm uma versão doce e outra salgada. Ainda comemos dois Tiramissús para fechar a conta. Não há o que reparar na nova filial da Grenat. Fica apenas a certeza de que voltarei lá muitas vezes ainda. Parabéns meninas!

Até brindes ganhamos, para noooooossa alegria!!!


Café, Gente e Papos Bacanas - "Experiências malucas"

Romoaldo de Souza


O designer gráfico pernambucano Ricardo Braz está passando um frio daqueles por esses dias em São Paulo, mas não perde o costume de vivenciar momentos de relaxamento e, acreditem, o pai de Sofia gosta de relaxar tomando café. 

Ricardo sempre teve experiências que ele chama de malucas, tentando descobrir um novo sabor, "um novo estilo de saborear o café". O desenhista industrial especializado em artes gráficas lembra que, desde os tempos de pré-adolescente em Recife, passou a tomar gosto pelo café. 

- Tomar café, além de me deixar muito tranquilo e relaxado, me remonta aos tempos em que tomei gosto pelo café. Eram 'experiências' malucas, tentando descobrir um novo sabor. E não tem como esquecer as férias em Brasília, bebendo um dos melhores cafés que já bebi, na Grenat Cafés Especiais, agraciado com a excelente companhia do pessoal do Café & Conversa - destaca.

Ricardo Braz admite que novas descobertas ainda estão por vir





É isso. Ricardo Braz, especializado em atirar de arco e flecha, agora só espera o dia em que possa retornar a Recife e tomar o legítimo café do agreste pernambucano, mais conhecido lá fora do que no seu estado de origem.

sábado, 9 de junho de 2012

Melody Gardot - Mira

Romoaldo de Souza

Melody Gardot, uma exímia apreciadora de bons cafés, chega às paradas de sucesso cantando MPB, tango, fado e jazz.  A americana de New Jersey, 27 anos, não esconde a influência de Janis Joplin, Miles Davis, George Gerswin e Caetano Veloso. 

Agora, em The Absence, Melody Gardot bebeu da fonte do tango de Buenos Aires, do Fado de Amália Rodrigues e da Bossa Nova brasileira, flertando com o arranjador gaúcho Heitor Pereira, também chamado de Heitor T.P., que tem participação em discos de Seal, Ivan Lins e Simply Red.

- The Absence tem forte influência das noites de Buenos Aires, das areias do Marrocos e das praias brasileiras - disse Gardot.

Já encomendei o meu CD. Enquanto isso, estou recomendando o clip de Mira


Mira 

Mira, mmmmmm
Mira, if you never come to me my darling
I’ll burn in boiling eternity
The felicidad that I hold in my heart
Is a pretty good start for us 2
And if in the world there were only … days
I would how find how … in the blues
Mira, look at what you do to me
Mira, look at all the fantasy
Mira, this is such a lovely way to be
In all that I’ve seen, all the love that I’ve seen
Is the love that reminds me of you
In every smile is a trace of the joy
That I feel like a sweet morning …
Mira, look at what you do to me
Mira, look at all the fantasy
Mira, this is such a lovely way to be
Oh Mira, look at what you do to me
Mira, look at all the fantasy
Mira, this is such a lovely way to be.


"The Absence" tem 11 músicas: Mira; Amalia (Gardot, Pereira, Roy), So Long, So We Meet Again My Heartache, Lisboa, Impossible Love, If I Tell You I Love You, Goodbye (Gardot, Harris), Se Você Me Ama (Gardot, Pereira), My Heart Won't Have It Any Other Way e Iemanjá

La Marzocco em Tempos de Transparência

Ricardo Icassatti Hermano

Estava eu fuçando a internet em busca de novidades no mundo do café, quando me deparei com uma descoberta feita pelo blogueiro americano Scott Beale, que publica no Laughing Squid. Segundo ele, ao viajar recentemente para San Francisco com sua amiga e também blogueira Shannon Clark, conheceu uma cafeteria deslumbrante chamada Mavelous.  

A cafeteria é ultra chique e com decoração mega moderna. Coisa hipster, como dizem os nativos. Fosse apenas isso, não seria nada demais, em se tratando de San Francisco. Mas, os caras resolveram ir além do café "descolado" e apresentam uma novidade que também ainda não vimos em nenhuma outra cafeteria: uma máquina de espresso La Marzocco totalmente transparente. E não é que ficou muito bacana?

Olha só que maravilha - photo by Scott Beale / Laughing Squid

Sabendo que esse tipo de máquina trabalha com enorme pressão e água quente, há quem fique nervoso com tanta transparência. Assim como há quem prefira ignorar certas coisas apenas para não ter que sofrer as dores  de se posicionar ou do desmascaramento, como temos visto na CPMI do Cachoeira. Mas, apesar de todos os "perigos" e "dores" da vida, a transparência é sempre benvinda aqui no Café & Conversa.

Para os curiosos e fãs de maquinário, essa transparência também é um atrativo. No site da La Marzocco não encontramos um modelo como esse. Deduzimos então que tenha sido uma iniciativa da própria Mavelous trocar o revestimento externo da máquina por painéis de vidro. Aliás, os painéis foram uma boa ideia, pois evitou a aparência de aquário. Vocês podem notar ainda que o painel central tem um desenho tipo jato de areia. 

Já vimos "carrocerias" dessas máquinas de espresso com pinturas personalizadas, mas é a primeira vez que vemos a troca do revestimento por outro material. É o espírito do tuning, personalização muito utilizada em motos e carros, chegando às cafeterias e abrindo novas possibilidades de criação.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Café, Gente e Papos Bacanas - A colheita do café

Romoaldo de Souza

Desde 1727, quando o Sargento Francisco Mello Palheta trouxe das Guianas, mudas de pé de café, o Brasil deu um salto de qualificação de mão de obra, de cuidados com o cultivo e a colheita. Mas, nada se compara ao trabalho manual que está acontecendo, por esses dias, no interior de PernambucoNa Fazenda Várzea da Onça, em Taquaritinga do Norte, a safra do café Yaguara, de longe um dos melhores que já tomei, já está sendo colhida.



A safra de café Yaguara 2012, na Fazenda Várzea da Onça em Pernambuco, já começou! A nossa colheita é toda manual. Catamos apenas os grãos maduros para garantir uma bebida de alta qualidade. No final do dia, o café colhido é passado por um rigoroso processo de seleção chamado de "cereja descascada" ou "CD". Os grãos selecionados são postos dentro de uma estufa para secagem e são mexidos várias vezes ao dia, assim garantindo uma secagem uniforme.

O cafe Yaguara e seus diferentes estágios de maturação

A nossa área, como muitas no Nordeste, também foi atingida pela seca. Os baixos níveis de chuva afetaram a nossa produção. As chuvas do período de março a maio influenciam o desenvolvimento do grão. A falta de chuva neste período significa um grão e um volume menor. Durante as últimas semanas  tivemos a sorte de ter alguns dias chuvosos. Isso com certeza nos ajudará no campo. 

A seca que assola o Sertão e o Agreste de Pernambuco
não devem afetar o sabor do Yaguara

Continuamos nosso trabalho com amor e respeito a este belíssimo grão e desejamos a todos um bom café!  

Tatiana Peebles 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Café com licor de menta

Romoaldo de Souza


A foto é do pessoal do Café Meridiano, mas a composição fica a gosto de quem vai preparar essa delícia de café com licor de menta. Bom feriado! Agora, é só escutar o podcast para aprender a fazer a receita




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Café, Gente e Papos Bacanas - Um amor de café

Romoaldo de Souza

O depoimento do nosso ouvinte Milton Carvalho, estudante de Publicidade e Propaganda na Universidade Católica de Recife, bem que poderia ser também uma dessas declaracões de amor para o Dia dos Namorados.

Deficiente visual, Milton Carvalho diz que quando toma um bom café, a principal lembrança que vem em sua mente "é do começo do namoro e que acabou se convertendo em casamento, que tem permitido colher safras e safras de momentos de felicidade", relata.

Dia desses, eu estava dando aula de redes sociais aqui em Brasília, e Milton Carvalho conversava com meus alunos sobre alternativas para quem mesmo sendo deficiente visual, navega na internet. Um exemplo.

Por isso, fui atrás dessa receita de café com chocolate para esquentar o coração de muita gente apaixonada.




Ingredientes
- 300 ml de água 
- 400 ml leite
- 1 colher de sopa de café forte
- 1 canela em pau
- 200g de chocolate picado
- Chantilly
- Canela em pó 

Preparo
Misture bem o café em um pouco da água quente.
Coloque o restante da água, o leite, a canela e leve ao fogo por 5 minutos. Adicione o chocolate, retire a canela e misture até dissolver. Decore com chantilly e polvilhe canela em pó.

É fácil, viu Milton. Fácil e aconchegante. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O café da manhã de Belinha

Ricardo Icassatti Hermano e Romoaldo de Souza

No interior de São Paulo, numa pequena cidade chamada Cajuru, uma jumentinha vai sozinha à padaria todo dia para tomar seu café da manhã. Belinha, esse é o nome dela, criou esse hábito após ter encontrado aberto o portão da chácara onde vive com vários outros animais. Não se sabe como, ela andou quatro quarteirões até a padaria e lá fez amizade com o padeiro, Seu Zoninho, que lhe deu alguns pães franceses.



A jumentinha viciou e não gosta do pão fresco não, tem que ser pão dormido, bem seco. Come de cinco a oito pães todos os dias. E não é que o hábito está chegando aos outros animais da chácara? O boi Branquinho também gostou do pão do Seu Zoninho, mas o padeiro já avisou que desse jeito ele quebra. Pão francês, só mesmo para a Belinha. E só para esclarecer, ela não toma café junto com o pão. Por enquanto ...

Você não acreditou nessa história? Então vá até o blog do Café & Conversa e veja o vídeo:



Café, Gente e Papos Bacanas - Moendo o café da vovó

Romoaldo de Souza

Dentro do possível, atendendo pedidos e fazendo seleções, vamos seguindo e publicando as histórias interessantes dos nossos ouvintes e leitores sobre o café. Hoje, fomos à Fazenda Veredas, em Unaí-MG, conversar com Thiago Marson Casavechia. Melhor ele próprio para contar a história do café.

Nosso amigo, Casavechia, leva a vida assim: tomando café do bom e do melhor, escutando jazz, vez ou outra
entrando na página do Café & Conversa e, quando tem tempo, passa em Brasília, para uma degustação.
Afinal, como ele conta, o café marcou profundamente a vida desse descendente de italianos

Toda vez, em cada gole de uma xícara de café, eu revivo a minha história. Das lembranças de criança, moendo o café para minha avó num quartinho da casa; do aroma tomando conta do ambiente; as lembranças da família de descendência italiana reunida na cozinha esperando o pão caseiro e o café quentinho. Tudo muito barulhento, como não poderia deixar de ser. 


A primeira lavoura que vi e que ajudei a plantar, mesmo que ajudar se resumisse a estar pendurado no pescoço do pai. Do café crescendo, florando, granando e amadurecendo. Lembranças mágicas de uma lavoura branca em flor, vermelha e amarela em grãos. Lembro-me de não gostar, de experimentar, aceitar e me apaixonar. De querer viver esse mundo, de aprender e conhecer, sentir e viver. Lembro-me dos amigos, dos cafés e das conversas. Mas acima de tudo, lembro-me de mim, da minha origem e da luta para tentar sempre produzir o melhor café.

Essa foi de coração, fiquei emocionado de verdade.

Um abraço.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Café, Gente e Papos Bacanas - Café com espuma de leite

Romoaldo de Souza

Quem manda um e-mail todo cheio de melancolia, é o jornalista José Carlos Barroso, morador de Brasília, mas que foi criado em Goiás, numa região de muito gado leiteiro. Ele recorda que uma das melhores lembranças relacionadas ao café é de Rio Verde, no interior de Goiás, na casa na fazenda de uma cunhada.

- Eu sempre fui um tanto quanto urbano, ia pouco ao interior até que um dia fui passar um feriado na fazenda e de madrugada acordei com o mugido das vacas leiteiras no curral - lembra. Na mesma hora, nosso ouvinte começou a sentir um cheiro inconfundível de café que vinha do fogão de lenha, na cozinha.


Um fogão de lenha, na casa de fazenda, uma cafezinho passado na hora,
povoam o pensamento de nossos leitores. Foto de "Solivan Szupka", publicada no blog Meia-água

- Ainda não cheguei a fazer uma comparação entre café de garrafa e café passado na hora, mas não quero perder a magia da integração numa roda de amigos tomando café com leite ou sem leite, com a espuma logo depois que o leite sai do peito da vaca - destaca.

Mas, de uma coisa Zé Carlos não tem dúvidas, sempre que vai ao interior de Goiás e andando pela fazenda, quando sente cheiro de café, para onde quer que esteja, dá bom dia, boa tarde e sem pestanejar, aproveita a ocasião do encontro para fazer novas amizades regadas a conversa e a café.

Mas cedo ou mais tarde, Zé Carlos vai acabar sentindo a diferença. O café de garrafa costuma ter gosto de ferrugem. Tudo por causa da oxidação do café, que fica ali fechado naquela garrafa. O ideal é fazer pouco café, mesmo que faça mais de uma vez. Preserva a qualidade.