sexta-feira, 31 de maio de 2013

Faroeste decepcionante

Ricardo Icassatti Hermano

Decepcionado. Foi assim que saí do cinema após assistir ao aguardado Faroeste Caboclo, baseado em música de mesmo nome composta por Renato Russo, líder da banda Legião Urbana. A decepção foi ainda maior porque ouvi a música várias vezes antes de ir ao cinema. O filme não tem absolutamente nada a ver com a genial letra da música, um roteiro pronto para rodar. Bastava criatividade. Foi justamente o que faltou.
  
Cartaz do filme 

Legião Urbana é responsável por uma parte da trilha sonora da minha  geração. Sabemos as letras de cor e sempre imaginamos que alguém, um dia, faria um filme com algumas das músicas. O filme que leva o nome de Faroeste Caboclo é quase uma ofensa. A música retrata o nosso tempo e isso foi flagrantemente desrespeitado pelo diretor René Sampaio e pelos roteiristas Marcos Bernstein e Victor Atherino. 

João de Santo Cristo, Maria Lúcia e o traficante Jeremias

O filme é uma historinha qualquer e não uma "leitura" da música com alguma licença poética. Pegaram um fiapo condutor e estragaram tudo com uma direção frouxa e nada cuidadosa com os detalhes, situações inverossímeis, adição de personagens sem pé nem cabeça e umas Tarantinadas aqui e ali. Até uma alusão ao clássico Scarface tiveram a ousadia de tentar. Uma colcha de retalhos mal costurada.

No cinema americano, Isis já estaria bombando

Para a produção, Brasília só tinha maconheiro fumando capim o dia inteiro. Apagaram qualquer referência à ditadura militar e a tentativa de cooptar João de Santo Cristo para ataques terroristas. O episódio da Rockonha foi totalmente desvirtuado. O próprio diretor já vinha dando entrevistas - um festival de asneiras - avisando que o filme não era a história da música. Patético!

O melhor do filme

Ressalva precisa ser feita ao trabalho do ator Fabrício Boliveira, que faz João de Santo Cristo, e a belíssima e talentosa atriz Isis Valverde, que interpreta Maria Lúcia. Essa moça nasceu para ser diva. Os dois realmente fizeram um excelente trabalho de atuação. E é só. Esteja onde estiver, tenho certeza que Renato Russo não está satisfeito com a lambança. A menos que seja grande fã da Isis, não recomendo a ninguém que gaste tempo e dinheiro com esse filme. Nem o trailer colocarei, porque é enganador.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Café na merenda escolar

Para se falar em arte contemporânea, é preciso
tratar essa arte relacionada a outra arte.
A caneca seria uma arte contemporânea?
Parecer do professor Carlos Alberto Bastos de Maria, encomendado pelo Conselho Federal de Educação, não recomenda a inclusão do café, para alunos da pré-escola, na merenda escolar 

- Não há motivos que justifiquem a incorporação do café na merenda escolar de crianças, uma vez que os estudos sobre efeitos fisiológicos ainda não estão concluídos - escreveu o nutricionista.

No podcast que você poderá ouvir em seguida, vai perceber que recebemos uma demanda de uma mãe,de duas crianças, que estão nessa idade escolar - na pré-escola - e ela ficou sabendo que na merenda os filhos estão tomando café.

Da mesma forma é importante saliente que pesquisas apontam que as crianças já tomam café com ou sem leite, desde cedo. Então, parece que não faz sentido a preocupação do Conselho Federal de Educação? Aperte o play.


Café, Gente e Papos Bacanas - Traduzindo o turco

Ricardo Icassatti Hermano

Hoje, voltamos com mais uma história que nos foi contada pelo seu protagonista, de acordo com a proposta da editoria "Café, Gente e Papos Bacanas". Utilizamos a licença poética para mudar uma coisa aqui e outra ali, como o nome real do protagonista. Questões de privacidade. Também como sempre, a história é muito boa. Vamos a ela então.

Davi é um sujeito simplório. Os amigos o chamam pelo diminutivo "Davizinho", pejorativamente ou não. Ele também tem um problema crônico de caspa e ainda não sabe que existem shampoos para isso. Mas, Davi é um virador. Começou com um bar pequeno, onde servia prato feito, cachaça, cerveja e uns tira-gostos gordurosos como seu couro cabeludo. Hoje, aos 50 e poucos anos, é dono de uma rede de restaurantes populares, que conseguiu montar depois que se juntou a um obscuro militante de esquerda que, por sua vez, conseguiu um mandato por ser suplente de um parlamentar que faleceu logo após tomar posse. A sorte sorriu para os dois.

Davizinho ficou rico. Não um milionário do jet set, socialite ou celebridade. Nada disso. Apenas juntou muito dinheiro e tocava a vida com conforto, mas com os mesmos hábitos da época da dureza. Algumas pessoas até achavam aquilo uma demonstração verdadeira de humildade. Ele se aproveitava disso para comandar a periferia da capital e amealhar mais votos para o seu "sócio". A próxima eleição vem aí e o parlamentar quer concorrer. "Tomou gosto pela coisa", me disse Davizinho. Não demorou muito até que o próprio se embrenhasse na política e se elegesse presidente da Federação do Comércio. Nem em sonho havia imaginado subir tanto na vida.

Mas, Davizinho estava ficando velho e começou a sentir vontade de aproveitar um pouco aquele dinheiro todo. Até aquele ponto da vida, só havia conhecido o trabalho. Mesmo tendo enricado, continuava trabalhando de sol a sol. Era divertido. Agora, sentia essa sensação estranha e, uma noite, pediu a opinião da sua esposa e companheira. 

- Maria, o que você acha da gente viajar?
- Viajar pra onde? Acabamos de voltar lá de Riachão do Bacamarte, visitando a sua mãe ...
- Não, mulher. Vamos para as Europa, vamos viajar pro estrangeiro.
- Estrageiro onde, Davizinho?
- Uns amigos me falaram de uma viagem de navio que passa por um monte de países na Europa, Grécia, Itália, Turquia e não sei mais onde.
- Esse negócio de navio é seguro? Você viu aquele filme do Titanic né? E aquele outro que afundou dia desses por lá também.
- Esse navio é dos bons, Maria. Meus amigos já foram um monte de vezes. 

Maria não relutou muito. Na verdade, ficou até excitada. Sair da periferia da capital para viajar de navio no estrangeiro poderia ser bom e ela teria muita história para contar na volta. Uns dias depois, ela deu o sinal verde e Davizinho tomou as providências para montar um grupo de amigos para a viagem. Até o sócio parlamentar quis ir, desde que sua passagem fosse paga por Davizinho, claro. Em uma semana, o grupo já tinha mais de 50 casais, todos já acima dos 50 e poucos anos, arrumados na vida e querendo diversão. 

O cruzeiro tinha paradas nas ilhas gregas, na costa italiana e na Turquia. As mulheres faziam questão da parada turca por causa da novela, vôo de balão e outras fantasias tolas e perigosas. A viagem transcorria maravilhosamente bem. Os dias e as noites passavam lentamente graças à sucessão de surpresas para quem não conhecia nada daquilo. Cassino, shows, almoços e jantares suntuosos, lojas, bares, cafeterias, cinema, piscina, academia, atividades em toda parte. O grupo parecia um bando de crianças deslumbradas. Davizinho e Maria até voltaram a ter uma relação sexual meia bomba. Estavam felizes.

A parada na Turquia era a etapa final da viagem. O grupo foi levado a Istambul, onde ficariam por três dias antes de retornar ao Brasil. Uma guia brasileira residente lá, foi designada para o grupo. Jovem, a moça logo prometeu levar o grupo para uma das miores e melhores baladas de toda a Europa. Era uma daquelas boates de filme, enorme, cheia de gente bonita enlouquecida, fumaça, luzes e som altíssimo. A coroada estava alucinada. Davizinho estava metendo o pé na jaca, e não era só bebida alcoólica. Tomou também um daqueles comprimidos que lhe ofereceram. Subitamente, o mundo brilhou, Davizinho se encheu de amor e não parou mais de dançar.

Lá pelas tantas, Davizinho já completamente descontraído e à vontade, precisou ir ao banheiro. Na porta havia uma fila, mas tudo bem. Logo engatou uma tentativa de conversa com um turco enorme que estava na sua frente. O turco falava inglês com sotaque e Davizinho achava que falava inglês. O som alto e muita mímica mantinham a ilusão de que estavam realmente conseguindo conversar. Depois de se aliviar, Davizinho pegou o turco pelo braço e foi até a guia e, quase gritando, pediu que traduzisse o que seu mais recente amigo estava falando. 

A moça trocou poucas frases com o turco e não conseguiu esconder a vontade rir. Colocou as mãos sobre o rosto e soltou u ma grande gargalhada. O turco apenas sorriu levemente e olhou mansamente para Davizinho. Intrigado com a reação, Davizinho perguntou à guia o que  o turco havia falado. Assim que conseguiu parar de rir, ela respondeu:

- Ele quer te comer ...

Davizinho e Maria voltaram para o Brasil. A vontade de viajar passou.

Você tem uma história bacana? É real? Venha nos contar. O espresso e a água mineral são por nossa conta. Se a história for realmente boa, publicamos aqui no blog.

Moendo o café

Para a french press, o ideal
é um café mais granulado.
Diferente do coador de pano
Luciane Lima, moradora de São Lourenço da Mata (PE), conta que nunca mais passou café com água da torneira, que tem trocado o coador constantemente, mas recentemente, sentiu que o café estava ficando um pouco fraco.

- É como se ficasse tão ralo, quase um "chafé". O que pode está acontecendo - pergunta a dona de casa.

Como Luciane está usando o velho e conhecido método de café no coador de pano, na hora da compra, tem que pedir para moer o grão o mais fino possível. Por que isso? Porque - no coador - a água tem pouco tempo de contato com o café. Essa recomendação ser, também, para quem usa coador de papel. 

E um importante detalhe é que no caso do coador de pano, nada de usar por muito tempo não. Um mês de uso já é o bastante. 

Para saber mais, aperte o play



terça-feira, 28 de maio de 2013

Café solúvel faz mal?

O café solúvel é o resultado da desidratação
do café torrado e moído. Já esse espresso,
tirado pelo barista Márcio Dias,
só tomando

Temos dois seguidores, Israel Júnior e Carlos Henrique, trabalham no bairro da Madalena, em Recife (PE) e tomam, diariamente, cada um, duas canecas de café. 

- Nossa dúvida é saber quanto de café podemos tomar por dia. Lembrando que o café que fazemos, aqui na empresa, é o café solúvel, desses que compramos no supermercado - salienta Israel, que trabalha na autorizada da Xerox.

Especialistas, principalmente, cardiologistas, recomendam quatro, cinco xícaras diárias. Uma caneca, corresponde a quatro xícaras. Mas é bom salientar que são apenas recomendações, que o melhor mesmo, é ter um avaliação médica, nesse caso, individual.

Para saber mais detalhes sobre a consulta dos nossos seguidores, aperte o play




segunda-feira, 27 de maio de 2013

O espresso longo, os mitos e a mente aberta

Ricardo Icassatti Hermano

Como toda e qualquer área da atividade humana que envolva grandes paixões, o ato de fazer um café também está sujeito a controvérsias, modismos, certezas, verdades, inverdades e o inevitável retorno ao básico para poder criar algo original. Isso aconteceu com o espresso, por exemplo, que era de um jeito, daí inventaram o "curto" e, não satisfeitos, inventaram o "ristretto". A cada nova invenção, a quantidade de café na xícara diminuiu.

Nada disso é necessariamente ruim ou bom, mas acaba criando mitos que, bem, não condizem com a realidade. O espresso "longo" acabou com má fama. O reducionismo é bom para a filosofia e, de certa forma, foi bom para o espresso. Garantem os especialistas, que a pouca quantidade de café na xícara é apenas sabor e aroma intensamente concentrados. Portanto, só qualidades e quase nenhum defeito. 

Será isso uma verdade absoluta e inquestionável? Claro que não e há bastante controvérsia. Os defensores do espresso "longo" - em francês "allongé" e em italiano "lungo" - reclamam contra o preconceito e destacam as qualidades desse tipo de espresso que tem ganhado adeptos em Quebec, no Canadá. Os fãs do "longo" negam a máxima de que a preparação de um espresso nessa forma resultaria em sabor negativo ou ruim. 

Vamos ao banco da escola. O espresso tradicionalmente usa entre 18 e 20 gramas de café moído, que é trespassado por água quente em alta pressão para extrair cerca de 30 ml de líquido. O "longo" é o dobro dessa medida. É o nosso cafezinho de xícara cheia. Mas, não é "carioca" ou "americano", em que o espresso é menor e completa-se a xícara com água quente. 

Os defensores do "longo" explicam que tudo depende do café ou blend utilizado para apreciar todas as nuances. O mesmo acontece com o espresso "curto" e "ristretto", que precisam do café certo com a torra correta para extrair todas as qualidades. O barista Charles Babinski, da cafeteria Glanville & Babinski, em Los Angeles, coloca um ponto final na polêmica:

- De certa forma, não há espresso perfeito, mas isso é bom. Você pode parar de se preocupar em encontrar o espresso perfeito e abrir sua mente para as idéias do que pode ser - concluiu.

O especialista em café Ben Kaminsky, que ajudou no preparo para o Campeonato Mundial do campeão australiano de Barismo, Matt Perger, também mete a colher na conversa. "Na verdade, você está provando mais do que tem no café, e muito mais do que tem na torra. O espresso é torrado de forma a ter menos acidez, e é claro que é importante notar que a acidez é a marca de um excelente café. Mas, a razão pela qual nós torramos café para o espresso ter menos acidez é porque a concentração é muito alta. Ela provavelmente iria sobrecarregar qualquer doçura no café", explica. 

E dá para discordar? O melhor da vida e de tudo em que nos envolvemos com paixão é justamente aquilo que aprendemos e criamos por estarmos com a mente aberta. 

domingo, 26 de maio de 2013

Café, cafeterias e lojas franquiadas

Mesmo que você acredite que vai ficar
refém de uma marca, recomenda-se que se
avalie as possibilidades de uma franquia
Depois do setor de serviços, as cafeterias são um dos assuntos mais procurados nas consultorias, por quem quer montar o próprio empreendimento. 

- Em geral, uma das primeiras perguntas é se o café é assunto da moda e se logo, logo, vai deixar de ser - conforme descrição de uma planilha do Sebrae.

A principal recomendação é não se meter em assunto que você não conhece e um deles é montar uma cafeteria. Busque informações, conforme com especialistas e escute o podcast, a seguir. Aperte o play.

Velozes e Furiosos 6 e o aeroporto com uma pista gigante

Ricardo Icassatti Hermano

Confesso que ao ver as primeiras cenas de Velozes e Furiosos 6, achei que se repetiria o mico do filme supostamente rodado no Rio de Janeiro. Uma digitalização mal feita de um pega numa estrada à beira-mar na costa das Ilhas Canárias, deu um ar de autorama em video game. Mas, para minha surpresa, o mico não aconteceu.

Cartaz do filme

O roteirista é o mesmo do mico carioca, Chris Morgan. Mas, parece que dessa vez ele resolveu deixar a preguiça de lado e suar a camisa. E ele entregou um genuíno roteiro de ação, que posa ao lado de Missão Impossível e James Bond sem passar vergonha. A receita continua a mesma, com belas mulheres, carros estupidamente possantes, pancadaria generalizada e muitos tiros, pegas, capotagens e destruição.

A gangue está de volta às ruas

Porém, dessa vez a trama mistura violência, velocidade, humor e alguns pequenos dramas nas dosagens corretas. Além disso, a coisa toda foi bem dirigida pelo mesmo diretor das versões anteriores, Justin Lin. Outro que deve ter levado um puxão de orelhas e resolveu trabalhar direito. Afinal, essa franquia está rendendo milhões e para continuar assim, precisa de qualidade e investimento. O próprio Vin Diesel, o  Dominic Toretto do filme, meteu a mão no bolso e participou da produção.

Me lembrou o famoso "crioulo voador", que assustou Brasília nos anos 70

Além desses acertos na confecção do filme, há novidades no elenco. Em Velozes e Furiosos 6 temos a participação da ex-lutadora de MMA Gina Carano, que interpreta a policial Riley e faz o que sabe fazer melhor: mostrar sua belezura e dar porrada. No filme, ela luta duas vezes com a atriz mais marrenta do universo, Michelle Rodriguez, que volta no papel de Letty, a amada de Toretto. É pancadaria para ninguém botar defeito.

Gina Carano embeleza qualquer filme e ainda sabe bater

Outra novidade, que não é boa, é a saída de dois personagens do elenco. É o casal formado pelo japa Han e Giselle, vividos respectivamente por Sung Kang e Gal Gadot. Infelizmente, porque a moça deixa saudades por aqui ... Algo deve ter acontecido, pois esse tipo de série costuma manter o elenco original. Não se levante da cadeira quando achar que o filme acabou. Espere mais um pouco para ver que a turma resolveu mesmo mudar os rumos da franquia e está investindo pesado. Vem aí Velozes e Furiosos 7.

O parrudo fica e a gata sai. Há justiça nesse mundo cruel?

Na área, digamos, motorizada, também há novidades. Foi uma excelente ideia construir um carro com rampa para levantar outros carros enquanto corre alucinadamente pelas ruas e estradas. Gostaria muito de pilotar aquele carrinho. Dessa vez, arranjaram um tanque de guerra e colocaram realismo nas cenas com o bicho. Ele realmente amassa diversos carros. O filme teve Londres como cenário e carros ingleses foram utilizados. Prepare-se para ver carros feios, mas com boa mecânica. Para salvar o dia, tem um Mustang e um Dodge Charger.

Alguém pode me explicar? Por que, meu Deus, por que?

Pelas piadas ao longo do filme, nem eles gostaram do mico carioca. Lembram-se da PM brasileira, gostosa e loirinha que acaba ficando com o Toretto? Pois é. Ela se torna a mulher brasileira mais generosa do mundo, abre mão do fortão para a Letty numa boa e volta a ser policial. Só que em Los Angeles, o que faz toda diferença. Aliás, o roteirista acabou com qualquer possibilidade de conflito entre os integrantes do bando. O outro fortão Dwayne Johnson, que faz o policial Hobbs, parece que se tornou membro permanente do elenco. 

Carro inglês é o fim da picada ...

No mais, o filme foi uma grata surpresa. O Café & Conversa assistiu, gostou e recomenda com a cotação quatro canecas só por causa da cena na pista do aeroporto. Pela duração da cena, a pista precisaria ter uns 50 quilômetros de extensão, no mínimo. Mas, qual filme de ação não é mentiroso? Velozes e Furiosos 6 é diversão garantida para toda a família. Veja o trailer.


sábado, 25 de maio de 2013

Uma conversa sobre café

Ricardo Icassatti Hermano


Uma conversa com Tim Cook
Quando resolvemos dar vida a este blog, Romoaldo e eu estávamos no Café Eldorado. Romoaldo me perguntou que nome daríamos a ele. Imediatamente me ocorreu o nome que tem hoje. Afinal, disse eu, era o que fazíamos ali todas as sextas-feiras: tomar café e conversar. Além de turbinar as conexões cerebrais, o café também estimula a socialização.

No entanto, é preciso escolher com cuidado não apenas o café que pretende tomar, mas também a companhia que vai levar para conversar. A escolha errada, tanto de um quanto de outro, pode arruinar todo o prazer do evento.

Um leilão organizado por uma instituição não lucrativa da família Kennedy, o Centro RFK para a Justiça e Direitos Humanos, colocou em oferta várias  opções de atividades. Uma delas é dirigir uma Ferrari na Toscana. Outra é um café com Tim Cook, o presidente da Apple. Qual você escolheria? 

Enquanto o passeio pela Toscana atraiu apenas dois interessados e o maior lance estava em US$ 1.100, o café com Tim Cook, que vai durar de meia hora a uma hora, recebeu 52 ofertas e o maios lance atingiu US$ 610 mil. O leilão foi feito pelo site Charity Buzz. Toda a arrecadação será destinada a caridade.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Dia Nacional do Café

Ricardo Icassatti Hermano

Hoje é o Dia Nacional do Café. Nos três anos e quatro meses de existência deste blog, falei muito sobre culinária, cinema, música, besteirol, literatura e das observações que faço da vida e das pessoas. Em todos esses momentos, o café esteve presente. Tenho certeza que se você prestar atenção, verá que o café está presente em quase tudo na sua vida também.

Vem aí os tais grandes torneios de futebol e cada brasileiro tem opiniões, sugestões e críticas a fazer sobre a seleção, o técnico, as estratégias de jogo, os estádios super faturados etc. Mas, pouquíssimos brasileiros têm conhecimento e opinião sobre o café que toma todos os dias. Para a maioria, o café é apenas bom ou ruim. Isso no país que é o maior produtor de café do mundo e só perde para os Estados Unidos no consumo. 

Sabemos tudo sobre corrupção, Mensalão, Rosemary, Erenice, mas desconhecemos a variedade de maneiras e equipamentos para fazer um simples café coado. Adoramos "celebridades", conhecemos todos os nomes do lutadores do UFC, mas desconhecemos quais são as regiões do Brasil que produzem o melhor café. Felizmente, aplaudimos a honestidade do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, mas bebemos o café mais corrompido do planeta.

O café moído barato nas prateleiras dos mercados é, via de regra, alguma coisa parecida com café, mas um exame rápido vai mostrar que é uma mistura de várias outros produtos e lixo. Ali tem milho, soja, cascas, gravetos, folhas etc. Depois de muito torrado e moído para esconder a mistura, ainda prevalece o odor do café. Assim, fomos enganados por quase um século e nos acostumamos a tomar um café de péssima qualidade.

Esse café ruim nos levou a adicionar açúcar para podermos engolir aquela água escura. Um café especial - essa é a classificação que se dá ao café de qualidade -, não precisa de mais nada além de água sem cloro. Por possuir uma enorme quantidade de nuances de sabor e aroma, é literalmente um pecado encobri-las com qualquer outra coisa. Portanto, não custa nada repetirmos bons conselhos.

- Compre café em grão, pois você poderá ver o que está levando para casa;
- Cheque se a embalagem traz todas as informações sobre o tipo do café, origem e data de torra. Lembre-se que o café é um alimento perecível e, depois de torrado, mantém suas qualidades por no máximo 30 dias. Depois de moído, esse prazo cai para minutos;
- Invista num moedor caseiro, pelo mesmo motivo citado acima;
- Use água mineral sem cloro e, se possível, do tipo "leve" com poucos sais minerais;
- Experimente os vários tipos de extração e escolha aquele que mais gostar. Treine bastante e se torne especialista nele. Esse ritual vai te fazer tão bem quanto o café;
- Moderação. A cafeína é uma substância que atua sobre o sistema nervoso. Três a quatro xícaras por dia não fazem mal a um adulto saudável. Encontre o seu limite. Crianças podem tomar café, mas em quantidade bem menor.
- Frequente cafeterias que utilizem bons cafés. Converse com o Barista e aprenda tudo o que puder sobre o que está bebendo. Há bons livros no mercado também.
- Visite todos os dias o blog Café & Conversa e fique sabendo mais ainda sobre essa bebida fantástica e, de lambuja, sobre culinária, cinema, música, besteirol, literatura e das observações que faço da vida e das pessoas.