terça-feira, 30 de julho de 2013

O café e o perfume

Perfume e café. Mesmo que seja
perfume de café não se misturam
Thaís Sprovieri chegou, outro dia, em uma renomada cafeteria e foi bem atendida, a não ser por um pequeno detalhe, "um detalhe  com 25ml", que deixou a jornalista incomodada.

- O problema é o detalhe, um pequeno frasco, de 25ml. A moça que me atendeu, na cafeteria, parecia que tinha tomado banho de Chanel 5 - conta, dizendo que a atendende colocou tudo a perder.

Profissionais que trabalham em cafeteria deveria ser mais atentos quando ao perfume que usam, porque por mais discreto que seja, em geral, esse perfume pode contamina o café que vai ser servido.

Para saber mais o que ocorreu com nossa ouvinte, faça um clique no podcast a seguir








Joe, o café americano

Ricardo Icassatti Hermano

No mundo inteiro, os apaixonados pelo café não diferentes dos apaixonados em véspera de Dia dos Namorados. A intimidade dos enamorados leva a adotarem apelidos, geralmente no diminutivo, para os seus amores. É um tal de "môzinho" pra lá, "fuinha" pra cá e por aí vai. O mesmo acontece com os amantes do café.

"Cafezinho" é o apelido mais conhecido aqui no Brasil, mas tem também o "pretinho" ou misturas como o "pingado" e tantos outros nomes carinhosos, conforme a região. Nos Estados Unidos, o apelido mais conhecido é o "Joe". E tem uma história por trás disso. 

Tudo começou quando o editor de um jornal na Carolina do Norte, Josephus Daniels, foi convidado para o cargo de secretário da Marinha pelo então presidente dos EUA Woodrow Wilson. Daniels estabeleceu como meta de sua administração moralizar a Marinha. 


O "Joe" que mudou os hábitos dos marinheiros americanos

Para isso, aumentou o número de capelães (o padre militar), desencorajou a prostituição nas bases navais e baniu o consumo de álcool a bordo dos navios. Para substituir o álcool, Daniels aumentou o abastecimento de café. Os marinheiros acabaram apelidando a sua xícara diária de café como "cup of Joseph Daniels", que acabou reduzido para "cup of Joe".

E você? Que apelido colocou no seu amado café?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Wolverine, agrada uns e desagrada outros

Ricardo Icassatti Hermano

Uma blasfêmia, foi como o meu filho mais velho classificou o filme Wolverine Imortal, logo que deixamos o cinema. O mais novo e eu até gostamos, porque somos fãs da cultura japonesa e o filme tem como cenário Tóquio e Nagasaki, tem os costumes, as reverências e rituais. Conversamos um bocado a respeito e não é que acabei concordando com ele!?!? Esse Wolverine está muito fraco. Mas, é justificável. Ah! Evitamos a versão em 3D. Por que? Ora, porque nem tudo deve ser filmado em 3D e, sinceramente, já está enchendo o saco.

Cartaz do filme

A classificação de filmes nos Estados Unidos é bem confusa sobre o que pode ser mostrado para qual idade. Os produtores que botaram grana querem ver o retorno e principalmente o lucro. Assim, os filmes têm que ser liberados para a mais ampla faixa etária possível. De acordo com a regulamentação americana, porrada, tiros, sexo, explosões, drogas, perseguições em alta velocidade, tudo bem para as crianças. Só não pode ter sangue porque nesse caso a faixa etária dá um salto para cima. 

Se o assunto é lâmina, falou em Japão

E o Wolverine entrou nessa onda. Num mundo em que a Disney está nos surrupiando os super herois e fazendo deles uns bundões (vide Iron Man 3), o Wolverine mata com suas garras/lâminas de adamantium, mas ninguém sangra. Como assim? Quando me corto com o barbeador, sangro mais que todos os mortos no filme. Juntos. É a tal regulamentação americana. Como qualquer traficante de drogas sabe, é preciso pegar o cliente ainda bem novo.

Melhor que trem-bala é virar uma bala

Nos gibis, Wolverine é uma fera sem controle, estourado, extremamente tosco e mortal. No filme, ele até que foi um pouco embrutecido, mas comparando com o gibi ainda é um gentleman. Nos gibis, ele bebe e fuma charutos. No filme, bebe moderamente e o charuto desapareceu. As crianças não podem ver isso, não é mesmo? Vai que elas resolvem ter como exemplo aquele super heroi politicamente incorreto, que faz o que quer e não leva desaforo para casa. Problema para o papai, a mamães, a tia da escola ...

Wolverine no modelito homeless

Mas, vamos ao filme. Essa nova versão não tem os X-Men porque trata apenas do Wolverine, um personagem que não precisa de um bando de super herois para fazer escada. O filme mostra o nosso heroi depois do último X-Men, quando foi obrigado a matar a sua amada Jean Grey. Ele, claro, está atormentado e vive como um ermitão sem-teto num floresta próxima a uma pequena cidade. Sua única companhia é um enorme urso Grizzly. 

Wolverine no modelito pós-banho, cabelo e barba

Um dia, caçadores matam o urso enquanto Wolverine tinha ido à cidade. O problema é que mataram usando veneno, da forma mais covarde e incompetente possível. Tanto é que o urso enlouquecido pelo veneno, mata cinco deles. Mas, uma japonesinha está no seu encalço e impede a primeira carnificina do filme. Um japonês, cuja vida foi salva por Wolverine durante a Segunda Guerra Mundial, se tornou um magnata industrial e quer retribuir devolvendo a mortalidade ao seu salvador.

Outra injustiça é ter poucas motos

Daí pra frente, tem muita luta, muitos cortes feitos com lâminas - estamos no Japão, não se esqueçam -, tiros, flexadas e nenhum sangue. Tem também a neta do magnata, Moriko, interpretada pela gatíssima Tao Okamoto.  outra garota japonesa não é gata, mas luta muito com uma espada de samurai. Outra personagem feminina é a Viper, uma mutante perigosíssima vivida pela atriz Svetlana Khodchenkova. Totalmente venenosa e com língua bipartida, me lembrou velhas piadas sobre sogras.

Ah, Moriko, Moriko ...

O cenário é bacana, as lutas são legais, mas poderiam ter explorado melhor o drama pessoal do Wolverine e terem feito lutas sangrentas como devem ser. Um batalhão de ninjas sai praticamente incólume de um encontro com Wolverine. Já vi mulheres menstruadas sangrarem mais que todo esse filme. No frigir dos ovos, o filme não é "assistível", especialmente para o público feminino. Como essas novelas vagabundas do final da tarde, o malhado ator Hugh Jackman passa boa parte do filme sem camisa. 

Wolverine no modelito depois das bombas

O Café & Conversa assistiu ao Wolverine Imortal e recomenda com as ressalvas e decepções já descritas. Diversão para toda a família, da vovó à netinha. Veja o trailer:


O café e os sanfoneiros

Luiz Gonzaga, considerado o Rei do Baião, gravou composição do médico Zé Dantas, no início dos anos 50, em homenagem ao café. A música que dá título à poesia diz:
"Antigamente 
O café num dava preço 
Isso era no começo 
No Brasil do Imperador 
Mas hoje em dia 
Tá na moeda, é nosso fraco 
Inté mesmo o puxa-saco 
Hoje é puxa cuadô 
Vejam vocês 
Quase todo mundo diz 
Que o Brasil só é feliz 

Se café tive valo"

Anos mais tarde, Dominguinhos, um dos mais destacados sanfoneiros da atualidade contou que gostava tanto de café, que em uma das festas que ele animou no Clube da Imprensa, em Brasília, mostrou uma garrafa térmica com café adoçado, sabendo que a noite seria longa. E foi.

- Varei a noite de tanto café que tomei - desabafou no dia seguinte.

Para saber mais sofre os efeitos da cafeína, faça um clique aqui, no podcast. Clique no play.



Por falar em café, lembro de uma gravação contando com a participação de Dominguinhos. Te Faço um Cafuné, composta por Zé Carlos.

Acompanhe a gravação com o grupo Juriti


Se eu soubesse que tu me querias
Tudo faria para te amar
Amor eu tenho para te dar
Quando passo e vejo ela debruçada na janela
Dá vontade de passar a mão ... nos cabelos dela

Já não consigo nem dormir
Se me deito com ela vou sonhar
Lai, laiá…
Pois faria tudo isso só pra te amar

Te faço um cafuné quando tu for dormir
Te dou café quando se levantar
Dou comida na boca
Mato a tua sede
Armo a minha rede
E vou te balançar


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Receita da sexta-feira: Pancetta ao Espresso e Chocolate

Ricardo Icassatti Hermano - Texto
Romoaldo de Souza - Locução do podcast

O frio chegou com tanta força que até nevou na Região Sul do país. Os outros estados também sentiram os efeitos dessa frente fria e todo mundo teve que recorrer a casacos, gorros e luvas esquecidos no fundo das gavetas. 

Há quem goste e quem não goste, mas o frio proporciona o ambiente ideal para cafés, chocolates quentes, comidas mais encorpadas e mulheres elegantemente vestidas. Além do romance, claro.

Então resolvemos aproveitar tudo isso e trouxemos uma receita que junta todos esses ingredientes e mais alguns para que você aproveite ao máximo essa temporada gelada. Só tem uma coisa, o romance fica por sua conta. Anote aí os ingredientes e aprenda como fazer A Pancetta ao Espresso e Chocolate




Ingredientes


- 1 1/2 kg de pancetta, sem a pele
- 2 colheres (sopa) cacau em pó
- 2 colheres (sopa) de pó de café
- 2 colheres (chá) de sal
- 1 colher (chá) de pimenta do reino moída


Preparo

Preaqueça o forno a 220º C.

Lave a pancetta com água fria e seque bem. Faça cortes superficiais no lado da gordura formando quadrados, sem chegar até a carne. Misture o cacau em pó, o pó de café, o sal e a pimenta do reino e espalhe por cima do lado cortado, inclusive dentro dos cortes. Se tiver um termômetro de carne, espete-o na pancetta.

Coloque a pancetta sobre uma grade, dentro de uma travessa, e leve ao forno. Asse por 2 1/2 a 3 horas ou até que o termômetro indique uma temperatura interna entre 66º C e 77º C.

Feito isso, retire a pancetta do forno e fatie para servir, no tamanho que preferir. Pode servida com legumes grelhados ou batatas doces para contrastar.

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Cuidados com o coador de pano

O coador de pano pode até ser uma lembrança
da vovó, mas a vida útil é curta
O comerciante Adelmo Pereira conta que, desde criança, tem o costume de tomar café e cada dia mais sente verdadeira paixão pelos drinks que as cafeterias do Recife estão fazendo.

- Mas o danado é que nada me faz trocar um café coado na hora, mesmo que seja em pequenas quantidades para não estragar - diz ele.

É verdade. Adeldo Pereira tem razão. Mas também é bom destacar que o coador de pano deve ser lavado na água da torneira, sem detergente, colocado para ser secado e guardado na geladeira, é o melhor lugar, para evitar contaminação. 


Escute o podcast com mais dicas sobre o coador de pano. Aperte o play.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Os efeitos da água com gás no seu café espresso

A foto é mera ilustração, mas temos percebido
que em muitas ocasiões, os baristas precisam
dar dicas aos consumidores.
O videomaker Marcelo Diniz chegou, dia desses, numa cafeteria, pediu um espresso curto e veio acompanhando o café, um copinho, pequeno, desses de 40ml, com água com gás. 

O repórter cinematográfico olhou, olhou, e foi aí que a atendente "saiu" em socorro do nosso leitor.

- O senhor prefere água sem gás? Nós temos essa opção - disse a moça

O que Marcelo Diniz queria saber era uma dúvida, por assim dizer, preliminar

- Essa água é para ser tomada antes ou depois do café? - questionou o repórter.




domingo, 21 de julho de 2013

Café com biscoitinho amanteigado

Levo mais como uma gentileza, mas prefiro não!
O jornalista Adelton Alves, tem ido às cafeterias e restaurantes que adotaram o hábito de servir biscoito doce, amanteigado, juntamente com o café.

- Gostaria de saber por que algumas cafeteiras e restaurantes oferecem biscoito doce acompanhando o café, preto ou com leite? Isso não tira o sabor do café? E mais, caso eu coma o biscoito, como antes ou depois? - questiona.

São mimos. Gentilezas das cafeterias. 


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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cuca com cappuccino - a receita do fim de semana

Sei não, viu, mas essa deliciosa cuca com cappuccino...
Stela Morato e Kelly Stein são as meninas do Mexido de Ideias, um blog cheio de receitas que quando elas colocam uma foto, como esta da receita do fim de semana, a boca fica inundada de tanta água. Para este fim de semana, elas estão recomendando a cuca com cappuccino. 

A cuca chegou no Brasil trazida pelos imigrantes alemãs, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde as delicias da Alemanha foram sendo implantadas, tinha cuca com banana, cuca com maçã e aveia, a mais tradicionais. Agora, Estela fez diferentes experimentos botou, literalmente, a mão na massa e concluiu a tradicional cuca alemã ficaria bem com cappuccino.

- É para se deliciar com cada migalha dessa cuca com cappuccino - destaca.


RECEITA DE CUCA COM CAPPUCCINO
Tempo de preparo: 1 hora e 15 minutos
Rendimento: 6 a 8 porções

INGREDIENTES

Massa
2 ½ xícaras de farinha de trigo
6 colheres de açúcar
15g de fermento biológico (1 quadradinho)
2 colheres de banha de coco
Raspas de limão (só a parte vidrada, ou seja, a parte brilhante da casca)
250g de leite morno
2 ovos
1 pitada de sal


Farofa

1 xícara de farinha de trigo 
1 xícara de açúcar 
20g de Cappuccino 3 Corações tradicional
1 colher (chá) canela
2 colheres banha de coco (ou margarina vegetal)

MÉTODO DE PREPARO

Massa
Misture bem o fermento com metade do leite quente e 1 colher de açúcar em um bowl.
Cubra-o com um pano de cozinha e deixe no local mais quente de sua cozinha por aproximadamente 30 minutos.
Quando o fermento estiver levedado (crescido), adicione a farinha, o restante do açúcar e do leite, a banha , ovos, raspas de limão e o sal.
Misture bem com as mãos até atingir consistência homogenia e pegajosa.
Coloque em uma forma.
Coloque a farofa por cima e ponha para assar durante 40 a 50 minutos em forno pré-aquecido a 180ºC.


Farinha
Misture a farinha com a banha, açúcar cappuccino e a canela.
Mexa bem com a ponta dos dedos até ficar com uma consistência de farofa.

Dica - Prepare a farofa enquanto o fermento estiver crescendo.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Quantos cafés podemos tomar por dia?

Esse nativo da Ilha de Páscoa contou que
tem tomado, em média 5 xícaras de café
Especialistas recomendam quatro a cinco xícaras de café por dia, mas nunca deixe de fazer uma consulta com o seu cardiologista. O meu liberou.

- É sempre bom tem moderação com bebidas à base de cafeína - disse o doutor Orsellas. Ele sim, um doutor porque fez doutorado. 

Mas muitas pessoas escrevem para o blog Café & Conversa e fazem esse tipo de consulta. Ontem, encontrei o deputado Leonardo Gadelha (PSC-PB) e ele disse que toma, em média, dez xícaras por dia.

- É muito ou pouco? - quis saber.

Conhecendo o café que os congressistas tomam, eu recomendei moderação ao parlamentar. Moderação e juízo. Os brasileiros tem obrigação de tomar café de qualidade. 

Escute o podcast e saiba mais sobre café e as dicas que dei a Gadelha. A perte o play