segunda-feira, 7 de julho de 2014

Café Sideral

Ricardo Icassatti Hermano

Estacionada a 418 quilômetros da Terra, a International Space Station (ISS) vai recepcionar com uma bela surpresa a astronauta italiana Samantha Cristoforetti: uma máquina de café espresso especialmente projetada para funcionar em gravidade zero. Um feito da engenharia aero-espacial produzido pela união da fabricante de máquinas de espresso e marca de café Lavazza, a empresa Argotec e a Agência Espacial Italiana. "O que acham disso? Eu vou operar a primeira máquina de café espresso do espaço!", comemorou a capitã da Força Aérea Italiana. Ela subirá em novembro até a estação espacial a bordo de uma nave russa.

Imagine apreciar essa paisagem tomando um espresso. Agora é possível

Astronautas de todos os países que frequentam a ISS já haviam reclamado do café frio servido em cartuchos com canudos. Especialmente os italianos, como o astronauta Luca Parmitando, que quase se afogou quando seu capacete se encheu de água devido a um problema no resfriamento do seu traje espacial. O astronauta americano Donald Pettit deu algumas ideias durante a fase de produção da ISSpresso, nome com que foi batizada a nova máquina. O americano até mesmo inventou e patenteou uma caneca para beber café em gravidade zero sem a necessidade de um canudo. "Sem dúvida, uma máquina de espresso será uma novidade bem vinda à vida espacial", disse Pettit. 

A aparência da ISSpresso não é muito atraente, mas funciona

A Orbital Sciences Corp. ficou encarregada de fazer as entregas em seu veículo de carga Cygnus, que será lançado pela primeira vez em janeiro do próximo ano. Aprovada pela NASA, a ISSpresso vai ser inicialmente instalada com 20 cápsulas de café no laboratório Destiny, para atender uma equipe de seis astronautas. Se o teste der certo, mais cápsulas serão enviadas. 

Café salva-vidas

O consumo do café traz vários benefícios para a saúde, mas para o taxista de Recife Kleber Monteiro o café salvou sua vida. E não é exagero dizer isso, quando Kleber tinha 10 anos e morava no bairro de Beberibe, em Recife, sua mãe resolveu lhe servir um prato de cuscuz. Quando estava jantando o cuscuz, monteiro se engasgou, não conseguiu tossir e a única alternativa que sua mãe teve foi dar uma xícara de café quente para ele tomar.


Hoje em dia, o taxista anda de cima para baixo na cidade e ainda está adquirindo o costume de tomar café, mas reconhece que foi a bebida que salvou sua vida.






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sábado, 5 de julho de 2014

Final de semana no shopping

Final de semana é sempre um bom dia para passear no shopping. Pensando nisso, o engenheiro José Mamedes junto com sua família foram ao Shopping Rio Mar, em Recife. Ao chegar no local, Mamedes entregou o cartão de crédito à mulher e deu dinheiro para os meninos comprarem sorvete. Após isso, foi se sentar em uma cafeteria.



Chegando no balcão, a atendente explicou que o café que seria servido possuía um leve toque achocolatado com baixa intensidade de acidez e que o acompanhamento deveria ser um biscoito amanteigado. Qual a moral da história? é que em recife, ninguém passa aperto se quiser tomar um café de qualidade, seja pelo grão, ou o atendimento nas boas cafeterias. 








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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Moralismo não é moralidade

Ricardo Icassatti Hermano

Fomos acostumados a ver os Estados Unidos da América como o país da liberdade, o mais democrático do mundo. Na verdade, não é bem assim. É claro que os americanos desfrutam de um grau de liberdade de expressão, pensamento e ação que é simplesmente impensável na América Latina e outras regiões mais atrasadas ainda. Apesar disso, há um conservadorismo que descamba para o falso moralismo e se disfarça de puritanismo que me deixa transtornado diante das minhas crenças mais preciosas. E isso não é o pior.

Assim como nos fizeram acreditar nos ideais libertários dos norte americanos, também fomos levados a admirar o Canadá, terra de maiores liberdades ainda. Pois, dia desses, numa tarde quente lá no Canadá, Julia Wykes deu de mamar ao seu bebê de cinco meses em um  local público na cidade de Otawa. Foi violentamente mal tratada por outra mulher de meia idade, que classificou como "nojento" o ato maternal de alimentar o próprio filho. Até então, eu não tinha motivos para me assustar com os canadenses.

Acontece que o local público era uma cafeteria Starbucks e no mundo do café as coisas são um pouco diferentes. Julia disse que estava preparada para "uma luta" quando a mulher reclamou ao barista e pediu que ele tomasse uma providência e impedisse a amamentação. O rapaz de 19 anos de idade disse à reclamante mal educada que iria resolver. Ele deu a volta no balcão, foi até onde estava Julia com seu bebê e entregou uma bebida grátis a ela. O jovem barista ainda acrescentou: "Aqui está um vale para uma bebida grátis quanto retornar aqui. Eu sinto muito que você tenha sido obrigada a lidar com algo tão desagradável hoje".

O jovem barista merece uma promoção, pois valorizou a marca

Julia postou a história em uma rede social. Tornou-se viral em 24 horas. Ela recebeu muitos comentários de apoio, mas ficou chocada com alguns bem abusivos vindos de ... mulheres! "Eu estou realmente temerosa sobre o que isso significa para a nossa sociedade, onde mulheres adultas achem aceitável insultar e desmerecer outra mulher por amamentar em público - basicamente por ter seios e usá-los como a natureza pretendeu".

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Beber café no trabalho estimula honestidade

Para quem passa horas e horas trabalhando, uma pausa para o café é sempre bem vinda. Pensando nisso, professores das universidades de Washington do Arizona e da Carolina do Norte realizaram uma pesquisa sobre os efeitos do café no ambiente de trabalho.

De acordo com os resultados da pesquisa, beber café no trabalho estimula a honestidade. Para eles, um copo de café “resgata” a capacidade de controlar a tentação de agir com atitudes antiéticas. 


Michael Christian, professor de comportamento organizacional da UNK Kenan-Flagler Business School, afirma na pesquisa que a sonolência deixa as pessoas suscetíveis a influências sociais, como por exemplo, o pedido do chefe para realizar alguma tarefa desonesta.
(Foto: Tiago Doria)


Ainda de acordo com o professor, a cafeína ajuda a resistir pois turbina o autocontrole e ajuda a fortalecer a força de vontade de quem está exausto. Os pesquisadores recomendam que além de mais máquinas de café, as empresas ofereçam salas de soneca, promoção de intervalos e desestímulo a horas extras no trabalho.




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terça-feira, 1 de julho de 2014

Café Brasileiro em debate

Após o texto sobre a opinião dos jornalistas estrangeiros sobre a qualidade do café produzido em nosso país, Wilma Barreto comenta que os melhores cafés produzidos no Brasil, vão para o exterior e que o problema, segundo ela, é que eles têm dificuldade de preparar um café gostoso.

Apesar da maioria dos grãos serem exportados, não significa que os grãos comercializados no país sejam de baixa qualidade. Alguns dos melhores grãos brasileiros estão disponíveis em restaurantes e boas cafeterias ao redor do país devido à boa aceitação do público brasileiro com o produto nacional. Com dimensões continentais, o país possui uma variedade de climas, relevos, altitudes e latitudes que permitem a produção de uma ampla gama de tipos e qualidades de cafés.
(Foto: 123RF)

De acordo com o Ministério da Agricultura, o país é o segundo maior consumidor e o maior produtor e exportador mundial de grãos. Além disso, o país possui uma área de plantio estimada em 2,311 milhões de hectares.


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domingo, 29 de junho de 2014

Transcendence e a próxima revolução tecnológica

Ricardo Icassatti Hermano

Muito tempo afastado das salas de cinema. Férias, viagem, resfriado, pepinos para resolver, sabe como é ... Mas, hoje pude retomar um dos meus maiores prazeres e fui com os filhotes assistir ao filme Transcendence, uma boa ficção científica com Johnny Depp, Morgan Freeman, Kate Mara, Rebecca Hall, Paul Bettany e grande elenco.

Cartaz do filme

Inteligência artificial tem sido um tema recorrente no gênero da ficção científica. Seja em andróides (Blade Runner) ou em computadores (O Exterminador do Futuro), a preocupação sempre é o que a máquina fará quando for mais inteligente que nós. Eu sei que não é muito difícil, basta ver quem os brasileiros elegem para governar o país. Um iPhone é mais inteligente que a maioria dos eleitores. 

Dr. Will Caster dando palestra sobre Inteligência Artificial

Escritores e roteiristas acreditam que a máquina vai querer nos exterminar, uma vez que são guiadas pela lógica pura. Nessa visão, somos seres inferiores e estamos atrapalhando a evolução. Esse conflito gera boas tramas na literatura e no cinema. Os fãs de ficção científica agradecem.

Computadores quânticos serão necessários para
alcançar a Inteligência Artificial

O grande nó nesse ramo de pesquisa é que a máquina só será considerada inteligente - e perigosa - quando tiver consciência de si mesma, tiver sentimentos, puder discernir o certo do errado e desenvolver senso de lealdade. Trocando em miúdos, ter uma alma. Enquanto a máquina só puder fazer operações matemáticas na velocidade da luz, será apenas uma calculadora gigante e super poderosa. Nada além disso.

Imagine um cientista com o carisma do Morgan Freeman

Em Transcendence, a preocupação é exatamente a mesma. O Dr. Will Caster (Johnny Depp) é um pesquisador famoso na área de inteligência artificial e é casado com outra pesquisadora, a Dra. Evelyn Caster (Rebecca Hall). Após uma palestra sobre o assunto, o pesquisador sofre um atentado de um grupo terrorista anti-tecnologia comandado pela gata Bree (Kate Mara), quando é envenenado à maneira KGB, com Polônio, um elemento radiativo.

AVISO: Terrorista bonita só em filme

Diante do diagnóstico de que terá apenas mais um mês de vida, sua esposa e seu amigo Max Waters (Paul Bettany) decidem tentar o Santo Graal da inteligência artificial: transferir a consciência de Will para um computador. Claro, a coisa dá certo. Mas, assim que Will começa a se comunicar com Evelyn, já quer mais poder se conectando com os demais computadores. O amigo desconfia e tenta desligar tudo, mas a esposa apaixonada não consegue ver as consequências nefastas do pedido, expulsa o amigo e conecta o marido virtual na internet. Está feita a lambança.

"Caraca véio! A porra toda deu certo!"

Num primeiro momento, a coisa parece estar andando na direção certa. O maridão virtual monta um centro avançadíssimo, com computadores quânticos. Desenvolve nanotecnologia curativa e começa a fazer aleijado nadar, cego enxergar, conserta gente amassada. Mas, toda essa gente fica também conectada a ele. E eles ficam super poderosos. Will começa a criar o que entende ser a evolução a espécie humana. E o resto você pode ver no cinema, senão estrago a sua surpresa e a arrecadação de bilheteria.

A grande mancada é um computador avançadíssimo rodando DOS ...

O filme é muito bom. Tem pequenas falhas, mas tem roteiro excelente, direção segura, efeitos mirabolantes e toda aquela teoria, todo aquele linguajar que gostamos tanto. Além disso, leva a elegância do Morgan Freeman e a beleza das protagonistas. Programa cotação cinco xícaras do Café & Conversa e recomendado para toda a família. Imperdível!


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Café brasileiro, na Copa do Mundo, não agrada a jornalistas americanos

Uma matéria na Globonews, comentando reportagens de correspondentes americanos que estão fazendo a cobertura da Copa do Mundo, mostrou que muita coisa precisa ser acertada. A começar pelos comentários. Uns acham que o café brasileiro "ainda é aquela coisa muito torrada e por isso precisa de muito açúcar". Outros dizem que o melhor "é aquele café passado na meia..." Enfim, esse é mesmo um tema que desperta paixões e, por isso, requer cuidados na hora de expressá-los.


Depois dessa abertura, vamos ao que interessa. Os americanos que estão no Brasil, cobrindo a Copa do Mundo, reclamam que não é fácil encontrar um café de qualidade por aqui, não.

Eles passaram por aeroportos, órgãos públicos, hotéis e nas arenas da Fifa e nada de bom café. Os correspondentes também lançam luz para um assunto importante na economia brasileiro. A de que "o Brasil é o maior exportador de grãos do mundo e o segundo país a conseguir café. Mas, e a qualidade?", questionam.

Quando assisti à essa reportagem lembrei que esse tem sido um tema recorrente aqui no Café & Conversa.
Antes mesmo da Copa do Mundo pegar. Da copa engrenar nós já falávamos, por aqui, do café que os turistas tomariam no Brasil.
 

Café brasileiro na Copa passa longe do controle de qualidade

Os americanos informam que nos aeroportos, nas repartições, nos hóteis e nas arenas, o café servido é de qualidade duvidosa e que quem vier ao pais que mais produz café, pensando que vai tomar um bom café está enganado.

O pior é que há um fundo de verdade nessa matéria. Quem já está no Brasil, quem já conhece as boas cafeteiras, e são muitas espalhadas pelo país a fora, sabe onde tem bom café. Agora, convenhamos, eu já estive em vários jogos da Copa do Mundo e o café, nas arenas da Fifa, é sofrível.

Vamos tomar um outro exemplo. Quem frequenta a rede hoteleira do Brasil sabe que às vezes encontra duas dezenas de itens, no café da manhã. São frutas, biscoitos, bolos, pães, tapioca, cuscuz, ovo, salsicha, uma infinidade de coisas gostosas para serem comidas. Mas, e o café? O café propriamente dito é quase sempre dentro de uma garrafa térmica, de péssima qualidade.

O Brasil, ainda está conhecendo o café que o Brasil produz.




 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Do campo à xícara

A artesã Vera Lúcia Domingues conhece muito bem todo o processo do café, desde o plantio, o momento em que os pés começam a dar flores, os frutos vermelho cereja, a colheita, secagem, torra, moagem e o café passado.

Quando morava no interior de São Paulo, Vera Lúcia lembra que era uma festa na família quando chegava o dia de todos irem ao cafezal realizar a colheita dos grãos.


O fruto vermelho-cereja foi uma das primeiras imagens retidas na retida de Vera Lúcia Foto: Meridiano
Hoje, Vera trabalha com artesanato, e garante que se tivesse tido uma oportunidade, poderia ter montado uma cafeteira, de tanto amor que sente pelo processo do café. E aquele cheiro do café coado remete a essas lembranças do interior de São Paulo quando sentiu o aroma há anos e nunca mais esqueceu.









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sábado, 21 de junho de 2014

Café Colombiano

Com a oportunidade de movimentar a renda do brasiliense e oferecer novas opções para o turista de Brasília, foi lançado o programa de hospedagem Cama e Café, organizado pelo governo de Brasília e que deu muito certo. Mais de 40 famílias colombianas ficaram alojadas em residências próximas ao estádio Mané Garrincha, para acompanhar a partida desta quinta-feira, com a Costa do Marfim.
Além das roupas típicas do país, os colombianos trouxeram o artesanato, as perucas para lembrar o ex-craque Valderrama e muito café.
Por onde passavam os colombianos eram destaque pela festa e animação nas ruas de Brasília. Além disso, eles sabem trabalhar muito bem o marketing do café colombiano.
Foto: Vanguardia.com

Um dos maiores produtores de grãos do mundo, muitos colombianos carregavam garrafas térmicas cheias de café. Em uma das casas que se hospedaram pelo programa Cama e Café, os colombianos deixaram, para trás, três pacotes de café de qualidade. 
Além de saber falar da música, poesia e claro, da seleção comandada por José Pékerman, os colombianos sabem falar sobre seu café, plantado boa parte, nas encostas das montanhas, debaixo das árvores seculares. O que dá ao café colombiano, um gosto um tanto quanto adocicado, de baixa acidez, por causa da pouca incidência do Sol.
E pensar que o Brasil é o maior plantador de café e desperdiçou a oportunidade de mostrar ao mundo os grãos que produz.
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