domingo, 8 de agosto de 2010

A Música do Dia - Walkin with Snooky - Snooky Pryor


Romoaldo de Souza

Tudo pronto! Quer dizer, tudo ainda não. Tem sempre alguma coisa que a gente deixa para a última hora, como aquelas barrinhas de cereais que são úteis quando a fome aperta ou o gergeliko, salgadinho bem natural, originário da Chapada dos Veadeiros.

O danado é que esse salgadinho dá uma sede... Mas engana bem a fome.
E rally não é lugar para banquetes. O Gergeliko cuida do resto.

Roupas leves, mas úteis. Camisetas para o dia e jaquetas de frio para as noites e os momentos de fotografia. Botas e tênis. O tênis é para se passar por uma cachoeira, por um rio, entra ali rapidinho, dá uma refrescada e segue viagem contando o que viu. A bota é para dar o apoio necessário ao pé/tornozelo. Dirigir 200km, 300km por estrada de chão, passando marcha, pisando na embreagem, freio. Quite de primeiros socorros e um saco de dormir.

Uma bota (Ortopé) confortável e resistente é um
desses itens imprescindíveis numa viagem como essa

No carro o GPS, um rádio de comunicação com a prova, com a organizações e com o pessoal de apoio. E três celulares. Se um não funciona...

Mesmo para quem vai fazer 978,31km já é uma grande aventura. O Rally dos Sertões, a segunda maior competição do gênero no mundo, percorre este ano perto de 5 mil quilômetros, saindo quarta-feira pela manhã de Goiânia e chegando em Fortaleza no dia 20. O Sertões fica atrás apenas do Rally Argentina-Chile-Dakar.

Roteiro do Rally dos Sertões

Neste ano, o cenário é um ingrediente à parte. Tem das águas termais de Caldas Novas ao Deserto do Jalapão, em Tocantins e, claro, o Oceano Atlântico, de braços abertos esperando quem conseguir chegar

Da sexta para sábado, passei horas na oficina, vendo os últimos detalhes no motor ou "adesivando" o jeep. Ainda faltam os adesivos da rádio, mas isso fica para segunda-feira, em Goiânia, quando for colocar o adesivo oficial do Rally dos Sertões.

Parafraseando Robert Stevenson, se essa Land falasse...
Por quantos lugares já passamos, heim?!!?

Agora mesmo, estou escutando muitos blues para montar a trilha sonora do rally. A música para ouvir enquanto piloto. Porque uma coisa é a adrenalina do competidor ao lado de navegadores que conhecem os mapas como poucos. Ou a solidão de quem pilota motos e triciclos. Outra é um repórter de rádio, sozinho, a bordo de uma Land-Rover informando o ouvinte a cada fato novo.

Falando do que se passa no rally e encontrando personagens. Por esse "brasilsão" tem muita gente interessante. Pessoas que não fazem a menor idéia do que rola na internet. O diabo é o twitter... Não imagina o que seja TV a cabo. Nunca escutou Snooky Pryor. A não ser que seja um daqueles ouvintes que já me escutou pela parabólica, numa rádio católica ou está sempre ligado na Rádio Jornal do Commercio de Pernambuco.

A trilha sonora desta aventura é um quesito à parte. Na minha página, no Facebook, eu cheguei a pedir sugestões e todas elas foram incorporadas ao meu Nokia 85 com 8GB de memória. Só para que você tenha uma idéia, são quase 2 mil músicas.

Snooky Pryor, um ex-corneteiro do Exército Americano, exímio gaitista, faz parte dessa trilha. Eu até diria que é o mantra de minha viagem pelo interior do país. O nome da música não é perfeito? Walkin with Snooky.


Ah!!! Achou que eu esqueceria o café? Claro que não. O jeep tem um adesivo da patrocinadora que me deu um quilo de café. São essas permutas entre pessoas próximas. Diariamente, portanto, pretendo ligar o rabo quente na bateria do carro, esquentar uma água, pegar minha caneca do Café & Conversa.... Ai, ai, ai, sabia. Estava esquecendo. Mandei fazer umas canecas para levar no rally. Tenho de ir pegar neste domingo, pela manhã. Que cabeça essa minha... Ao menos me lembrei a tempo.


Falta mais? Bom, no check list está tudo mais ou menos organizado. A gente se encontra por aqui ...




sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tortas Doces - Apple Pie (Torta de Maçã)


Ricardo Icassatti Hermano

Desde garoto, eu tinha essa vontade de conhecer os Estados Unidos. Na adolescência, minha irmã caçula ficou lá por seis meses num desses intercâmbios estudantis. Questionei meu pai. Afinal, porque eu, o mais velho dos filhos, não ia no lugar da irmã? Ele me respondeu: "Não mando porque eu sei que você não volta".

Meu pai me conhecia muito bem. Acho que eu era muito rebelde e aventureiro. Além de cabeludo, namorador, bebedor, achar o mundo pequeno demais e ser um imã para encrencas ... Dei muito trabalho para o meu pai. Saudades dele.

Agora, meus filhos me dão trabalho também, mas nada parecido comigo. Nunca precisei ir a delegacias de madrugada porque um dos meus havia surrado policiais. Isso com 16 anos de idade. Como diz o ditado: o tempo passa, o tempo voa e domingo é o Dia dos Pais. Sempre emocionante para mim que sou pai e já não tenho a companhia do meu.

Mas, não era essa a trip que eu queria lembrar. Os Estados Unidos e o american way of life dos filmes e gibis exerciam uma forte atração sobre mim. Gostava e admirava o espaço que tem a rebeldia naquela sociedade e como logo aquilo é absorvido e se transforma em cultura. É uma metamorfose interessante que só tem lugar nos EUA.

Hoje, continuo admirando a liberdade de expressão exercida com todas as forças naquele país. É claro que hoje consigo enxergar os muitos defeitos da democracia americana. Mas, a verdade é que nenhum outro país tem essa compreensão e oferece tantas garantias sobre o exercício da liberdade de expressão, opinião e pensamento.

Em que outro país um apresentador de talk show chama o presidente de idiota, retardado e imbecil e simplesmente nada acontece além das risadas do auditório? Ninguém fica ofendido.

Aqui no Brasil, o Lula quis expulsar um jornalista americano naturalizado brasileiro, porque reportou uma declaração do Leonel Brizola, em que revelava a predileção do presidente por bebidas alcoólicas destiladas e ainda o aconselhava a deixar o hábito ... Na minha OPINIÃO, quem age como idiota é um idiota.

E lá vou eu desviando do assunto outra vez. A primeira vez que viajei aos Estados Unidos, fui a convite do meu amigo Wagner Rossi e de sua esposa Junia. Eles haviam se mudado para lá uns anos antes e estavam lutando para se fixar como empresários. Conseguiram. Quando ele foi me pegar no aeroporto de Miami, caiu na risada. Disse que eu parecia uma criança fugida de casa com uma malinha na mão.

Chegando lá, tudo era novidade e não era ao mesmo tempo. Eu conhecia os ícones, mas apenas pelas telas de cinema e televisão e pelas fotos e textos. Aquilo estava realmente entranhado em mim, mas ainda não havia visto, sentido e experimentado ao vivo. Foi uma epifania. Também foi uma confusão mental, pois os Estados Unidos são um outro planeta, quando comparamos com a América do Sul.

Para ter uma ideia, eu queria comprar um video-cassete. Eu sei, faz tempo ... Wagner me levou a uma loja especializada. Eram tantos modelos e marcas que não consegui escolher. Voltei e fui me informar, porque no Brasil a tecnologia de ponta era o VCR de duas cabeças. Um dos modelos que vi tinha sete cabeças. E uma delas dedicada apenas a limpar o cabeçote. Eu sei, faz teeeeempo ...

Resolvi fazer uma lista das coisas que deveria obrigatoriamente conhecer. Uma delas foi algo que sempre aparecia nos gibis da infância e eu podia apenas sonhar com o aroma e o sabor. Era a torta de maçã. Essa iguaria sempre era feita por alguma mãe que deixava esfriando no peitoral da janela e a molecada dava um jeito de roubar e comer.

Apple pie, um ícone da cultura americana

Assim, lá fui eu experimentar a torta de maçã. Confesso que o sabor não tinha qualquer relação com a "memória" que eu guardara por tantos anos. Mas, também não foi uma decepção. Muito pelo contrário. Como o Brasil, os EUA são um país de imigrantes e a torta tão fortemente identificada com os americanos, na verdade é uma receita holandesa, com versões inglesa e suíça.

Mas, agora chega! Sem mais delongas, vamos à receita da tradicional Apple Pie americana.

Torta de Maçã

Ingredientes para a Massa

- 4 xícaras de farinha de trigo integral
- 3/4 xícara de gordura de côco
- 3/4 xícara de manteiga sem sal
- 1 ovo batido
- 2 1/2 colheres de chá de açúcar
- 1 1/4 colheres de chá de sal
- 1 colher de sopa de suco de limão
- 1/2 xícara de água gelada

Ingredientes para o Recheio

- 1/3 xícara de açúcar mascavo
- 1/3 xícara de açúcar comum
- 1 colher de sopa de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de suco de limão
- 1/3 colher de chá de canela em pó
- 7 1/2 xícaras de fatias de maçã descascadas
- 1 xícara de passas
- 1 ovo batido

Preparo da Massa

Numa tigela grande amasse a farinha de trigo com a gordura de côco e a manteiga até que a massa fique com consistência esfarelada (tipo farofa).

Em outra tigela, misture o ovo, o açúcar, o sal e o suco de limão. Faça um buraco no centro da massa e derrame ali a mistura de ovo e metade da água gelada. Misture gentilmente com um garfo, adicionando o restante da água conforme for necessário, até que a massa forme uma grande bola.

Coloque a bola de massa sobre uma superfície enfarinhada e corte em 4 pedaços iguais. Amasse um pouco cada pedaço na forma de um disco. Deixe descansar por uma hora antes de passar pelo rolo.

Abra um pedaço de massa no rolo o suficiente para cobrir fundo e laterais de uma forma redonda - previamente untada - de 23 cm de diâmetro.

Abra outro pedaço de massa para cobrir a torta. O restante da massa pode ser congelado.


Preparo do Recheio

Pré-aqueça o forno a 220º.

Numa tigela, misture bem o açúcar comum, o açúcar mascavo, a farinha de trigo, a canela em pó, o suco de limão. Adicione as maçãs e as passas e misture até que estejam todas cobertas pela mistura de açúcar.

Despeje a mistura dentro da forma já com a massa. Cubra a superfície com o outro disco de massa ou corte em tiras e cruze-as. Caso utilize o disco inteiro, faça alguns cortes para saída do calor. Aperte a massa nas laterais para selar. Pincele a superfície com o ovo batido e polvilhe um pouco de açúcar.

Leve a torta ao forno por 35/40 minutos ou até que esteja dourada. Retire e deixe esfriar por 30 minutos. Pode servir com creme Chantilly e sorvete.

Vocês não fazem ideia como isso fica bom com café

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Música do Dia - Playing For Change Band - A Change Is Gonna Come


Romoaldo de Souza

Eu sempre digo às amizades que me acrescentam, que quando se faz uma viagem acompanhado, qualquer que seja a distância, é sempre mais fácil descobrir características que nos aproximam quase sempre por muito tempo ou nos distanciam, em geral em definitivo.

Depois de fazer esse pequeno percurso de pouco mais de 140 km com Ana-Paula e Manu ficou mais fácil identificar os motivos que me fizeram aproximar dessas duas mulheres. Marcantes, envolventes e envolvidas.

Havia me programado para ir à inauguração do Café Bangkok, mas o bom é que uma amizade "puxa" outra e acabei conhecendo o casal Cássio e Thays, que estão começando com o restaurante especializado em comida tailandesa.

Qualquer cristão evocaria o princípio sacro da missão para responder por que motivo alguém se envolve com um projeto gastronômico, como o Café & Conversa se envolveu. Por puro prazer. Por querer levar aos apreciadores da gastronomia da Tailândia, o que há de melhor em termos de café do Brasil.

Preparando um Bourbon Vermelho. O grão é produzido na fazenda
Ambiental Fortaleza, Mococa (SP) e é considerado
um dos dois mais belos cafés já encontrados no Brasil

Mas, antes de seguir contanDo como foi esse maravilhoso fim de semana em Pirenópolis, queria voltar para dar um detalhe importante. Numa longa viagem é sempre bom pensar numa trilha sonora que combine o ambiente do passeio com sua paz de espírito ou com aquele momento que você estará vivendo durante o percurso.

Tinha de tudo, no meu Nokia 85, incluindo Grandpa Elliot, que Ana-Paula vai falar mais adiante. Uma boa máquina fotográfica, um rádio de comunicação e um GPS. Pronto. Agora, é seguir caminho.

As águas da cachoeira do Lázaro são das mais frias,
mas o calor de 33º compensou o choque térmico

Na entrada de Pirenópolis, quem vai de Brasília pelo parque da Serra dos Pirineus, o Café Bangkok fica bem à direita, antes da Igreja do Bonfim.

Para quem está no centro da cidade e está subindo para as cachoeiras,
o Bangkok fica à esquerda, 300m depois da Igreja do Bonfim.
Ali, Cássio, especialista em comida tailandesa,
deixa os clientes com água na boca

Que a cidade não está preparada para receber os turistas, isso ninguém tem dúvidas. Sem informações, com pousadas cobrando taxa extra para ferver uma água e valores acima do preço normal só por causa da expectativa (frustrada) de muitos visitantes.

Essa crítica não se aplica a alguns empresários sérios como Cássio e Thays que cobram preço honesto para um produto de primeira qualidade, sem esquecer o atendimento impecável de Maciel.

A mistura do efeito da cafeína com o Cabernet Sauvignon
deixou Ana e Manu brilhantes como a Lua daquela noite,
sob as aconchegantes instalações do Café Bangkok

Bom, mas eu sei que vocês estão querendo, mesmo, é ouvir a história dessa viagem pela narrativa de Ana-Paula Leitão. Ana!

Ana-Paula Leitão
Coluna Poder Online - iG

Foi com um delicioso café no Eldorado (Conic), às exatas 9h35 do sábado (31), que a aventura começou. Entre as várias motivações para a viagem programada de última hora estava nada menos do que fazer rali, participar de um festival de blues, apreciar uma boa comida tailandesa e, é claro, tomar café.

Na Land Rover que há nove anos percorre estradas e vias sob a direção de Romoaldo de Souza, seguimos para a mística “Cidade dos Pireneus”, mais conhecida como Pirenópolis. O papel de mera passageira foi escalado para mim e para a bela Emanuella Camargo, que também estava em busca de novas experiências gustativas e culturais.

Vale uma pausa. Durante o percurso não resistimos ao calor e estacionamos para entrar nas águas do rio Corumbá, margeado por casinholas do município de Cocalzinho de Goiás. Só depois seguimos pela BR 070 que, por incrível que pareça, ainda é uma estrada de chão.

Quando chegamos em Pirenópolis, logo fizemos nossa primeira constatação. A cidade não tinha recebido os 35 mil visitantes que o prefeito esperava para a primeira edição do “Blues nos Pirineus”, um festival de blues previsto para começar na última sexta-feira e terminar na noite de sábado. Entre as principais atrações estavam o Brazilian Blues Band e o guitarrista Celso Blues Boy, considerado precursor do blues no Brasil.

Em uma sondagem rápida, percebemos que sequer os moradores do município tinham conhecimento do festival, que acontecia no Entroncamento Cultural do Teatro e Cinema. As folhas em preto-e-branco coladas na parede de alguns estabelecimentos divulgavam o evento sem mesmo informar o horário das apresentações.

Foi quando decidimos largar temporariamente de mão o festival para nos rendermos a um prazer mais picante: a comida tailandesa. O curry verde (no meu caso, o vermelho) acompanhado de camarão e filé mignon foi servido pelo Café Bangkok, inaugurado neste sábado na pequena Pirenópolis. Entre os elementos-surpresa do passeio gastronômico, destaco um ingrediente em especial: o leite de coco. Acreditem, aquele curry com leite de coco... ficou de matar! E o suco de morango com manjericão é, também, impressionante.

Por fim, devidamente saciados, encontramos o tal festival de blues quando a última banda encerrava sua última música. Para compensar a frustração, pegamos a estrada de volta à Brasília, no dia seguinte, escutando o todo poderoso Grandpa Elliot.

Em tempo: Não deixo passar em branco dois momentos sublimes: o mergulho nas águas geladas da Cachoeira de Santa Maria e o café leve e saboroso que degustamos em Pirenópolis, preparado na mesma cafeteira ambulante que há poucos dias levou alegria ao Comitê de Imprensa do Senado Federal.



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tortas Doces - Torta Brownie com Nozes


Ricardo Icassatti Hermano

Confesso. Sou chocólatra. Em vidas passadas, devo ter sido um guerreiro Maia no México ou um fazendeiro plantador de cacau do sul da Bahia. Deve ser por isso que sigo reencarnando no Brasil. Ou então é Karma mesmo. Joguei pedra na cruz! Infelizmente, não posso comer essa iguaria todos os dias. O intestino reclama ...

Os espertalhões jesuítas surrupiaram a receita do chocolate

Como se não bastasse, chocolate e café se casam perfeitamente. Enquanto o chocolate amargo dilata os vasos sanguíneos, a cafeína contrai. Os dois têm diversos flavonóides anti-oxidantes. E é por isso, que algumas cafeterias inteligentes servem o espresso acompanhado de um pedaço de chocolate amargo.

E o que dizer das castanhas? Dentre elas reina a noz, a comida preferida dos esquilos de desenho animado. O seu sabor delicado e inimitável também se casa com café e chocolate. Um casamento que é um verdadeiro Ménage à Trois! E se casam tão bem porque todos guardam seus sabores e aromas nos óleos delicadíssimos que produzem suas respectivas sementes.

Chocolate, café e nozes se casam perfeitamente

Hoje, continuamos com a nossa campanha por cardápios criativos, surpreendentes, ousados e saborosos nas cafeterias. Os chefs responsáveis pelas cozinhas precisam buscar inspiração e dar asas à imaginação. Uma boa alternativa seria criar cardápios que acompanhem as estações, como vi, experimentei e me fartei em New York e Paris.

Ontem sugerimos uma torta refrescante, uma opção bacana para o verão. Como estamos em pleno inverno por aqui, hoje trazemos uma receita que vai bem com bebidas quentes e redundantes, como o chocolate quente ou o cappuccino. Com vocês:

Torta Brownie com Nozes

Ingredientes para a Massa

- 1 1/2 xícaras de farinha de trigo
- 1 1/2 colheres de chá de açúcar
- 1/2 colher de chá de sal
- 1/2 xícara de manteiga sem sal, fria e cortada em cubos
- 1/2 xícara de gordura de côco. cortada em pedaços
- 1/2 xícara de água gelada

Ingredientes para o Recheio

- 2/3 xícara de Karo
- 2/3 xícara de açúcar mascavo, bem apertado
- 1/4 xícara de manteiga sem sal cortada em cubos
- 110g de chocolate meio amargo cortado em pedaços
- 1 pitada de sal
- 3 ovos grandes
- 1 gema de ovo
- 1 1/2 colheres de extrato de baunilha
- 1 1/2 xícaras de nozes picadas

Preparo da Massa

Coloque num processador de alimentos, a farinha de trigo, o açúcar e o sal. Pulse até misturar bem. Adicione a manteiga e pulse novamente até misturar bem. Afofe a mistura com um garfo. Acrescente a gordura de côco e pulse até misturar bem. Afofe novamente. Adicione metade da água e pulse até misturar tudo. Afofe e espirre o restante da água sobre a massa. Pulse mais 5 ou 6 vezes, até que a mistura engrosse.

Transfira a massa para uma tigela grande. Teste a massa apertando uma pequena porção entre os dedos. Se estiver um pouco seca, adicione 1 colher de chá de água gelada e amasse com as mãos. Em uma superfície enfarinhada, faça uma bola e depois achate até formar um disco com espessura de 2 centímetros. Envolva a o disco com filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 1 hora ou por uma noite antes de usar.

Sobre uma folha de papel manteiga levemente enfarinhada, estique a massa. Espalhe um pouco de farinha de trigo por cima. Coloque o disco de massa sobre o papel e estique com um rolo até ficar com 33 cm de diâmetro. Vire a massa sobre uma forma de 24 cm de diâmetro de modo que cubra as beiradas e ajeite. Coloque no freezer por 15 minutos.

Cubra a masa com uma folha de alumínio e encha com grãos de feijão. Leve ao forno a 200º e pré-asse a massa por 15 minutos. Deixe esfriar um pouco e retire o papel alumínio e os feijões. Com um garfo, faça furos na massa que cobre o fundo da forma. Gire um pouco o garfo para aumentar o tamanho dos furos.

Abaixe a temperatura do forno para 190º continue a assar a massa por mais 10 a 12 minutos ou até que comece a dourar levemente. Retire. Pincele com a gema de ovo e volte ao forno por mais 2 minutos. Retire e deixe esfriar completamente.

Preparo do Recheio

Gentilmente, aqueça o Karo junto com o açúcar mascavo e a manteiga em uma panela média, até que a manteiga derreta completamente.

Apague o fogo e adicione o chocolate e o sal. Deixe por 5 a 7 minutos, mexendo ocasionalmente a panela para que o líquido corra sobre o chocolate. Mexa a mistura até que fique cremosa. Transfira para uma tigela média e deixe esfriar por 10 minutos.

Bata os ovos e a clara juntos em outra tigela média até ficar espumoso. Adicione o extrato de baunilha e misture. Adicione metade da mistura de chocolate e bata até ficar cremoso. Junte ao restante da mistura de chocolate. Adicione as nozes e misture bem.

Preencha a massa pré-assada com esse recheio, distribuindo por igual. Leve ao forno a 80º por 40 minutos. Vire a forma 180º após 20 minutos.

Retire a torta do forno e deixe esfriar. Sirva morna ou à temperatura ambiente, ou cubra com uma folha de alumínio e leve a geladeira por várias horas e sirva gelada. Pode ser acompanha por creme Chantilly, sorvete ou frutas vermelhas.

Estilo, elegância, sabor e alegria

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tortas Doces - Torta de Melancia Chiffon


Ricardo Icassatti Hermano

Dando continuidade à campanha por melhores e mais criativos cardápios nas cafeterias, vamos iniciar uma série dedicada inteiramente às tortas doces. Acaba de chegar às minhas mãos um livro dedicado inteiramente a elas. O nome do livro é "Pie", foi escrito pelo americano Ken Haedrich e publicado pela editora Harvard Common Press.

Tortas, tortas e mais tortas

São 300 receitas e escolheremos algumas para essa série. Hoje, a escolhida foi a Torta de Melancia Chiffon. Leve, sabor suave, refrescante e visualmente muito bonita. Um must para qualquer cafeteria. E você, caro leitor, cara leitora, se e quando fizer essa receita, faça também um bom e cheiroso café e nos chame para experimentar : )


Torta de Melancia Chiffon

Ingredientes para a Massa

- 1 3/4 xícaras de farelo de biscoito doce tipo Maizena ou Maria, mas feito com farinha integral
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavo (aperte bem na colher)
- 1/2 colher de chá de canela em pó
- 1 pitada generosa de sal
- 6 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida

Ingredientes para o Recheio da Torta

- 6 xícaras de polpa de melancia
- 1/3 xícara de açúcar cristal ou granulado
- 2 envelopes de gelatina sem sabor
- 1 colher de sopa de suco de limão
- 2 claras de ovo grande, em temperatura ambiente
- 1 xícara de creme de leite fresco

Ingredientes para Guarnição

- Açúcar de confeiteiro
- Creme Chantilly

Preparo da Massa

Pré-aqueça o forno a 180º.

Unte levemente o prato ou forma (24-25 cm de diâmetro) que escolher para a torta.

Esfarele os biscoitos no processador ou coloque dentro de um saco plástico e passe um rolo de pastel até obter uma farinha fina. Numa tigela, misture essa farinha com o açúcar, a canela e o sal. Adicione a manteiga derretida até ficar bem encorporada. Comece a misturar com um garfo e, em seguida, use as mãos.

Espalhe essa massa na forma escolhida, cobrindo inclusive as bordas. Leve à geladeira por 5 a 10 minutos.

Coloque a forma no centro do forno e asse por 7 minutos. Retire e deixe esfriar.

Preparo do Recheio

Junte a melancia e o açúcar cristal. Com um espremedor de batatas, amasse até que a mistura fique bem líquida. Deixe descansar por 15 minutos. Em seguida, coe a mistura e guarde 2 3/4 xícaras do suco. Descarte a polpa e as sementes.

Coloque 1/4 de xícara do suco numa tigela média e despeje a gelatina em pó sobre o suco. Deixe descansar por 3 a 4 minutos até que a gelatina dissolva completamente. Enquanto isso, aqueça 1/2 xícara do suco em fogo médio numa panela pequena, até quase ferver. Mexa bem.

Coloque o suco restante (2 xícaras) em uma tigela grande e adicione a mistura de gelatina. Adicione o suco de limão. Mexa e leve à geladeira.

Numa batedeira, bata as claras até o ponto de neve. Reserve. Lave e enxugue a batedeira. Bata o creme de leite até o ponto de neve também. Adicione o açúcar de confeiteiro e bata até obter o Chantilly. Leve à geladeira.

Quando a mistura de melancia/gelatina começar a firmar, adicione cerca de 1/4 do creme Chantilly e bata na batedeira até ficar cremoso. Adicione as claras em ponto de neve e o Chantilly restante e misture gentilmente com uma espátula.

Despeje a mistura sobre a massa assada. Cubra com folha de alumínio e leve à geladeira por 4 horas, preferencialmente por uma noite. Para servir, guarneça cada fatia com uma camada finísssima de açúcar de confeiteiro e uma porção de creme Chantilly. Também pode decorar com frutas vermelhas.

É ou não é uma beleza?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SALT, a Bem Amada Angelina Jolie


Ricardo Icassatti Hermano

Fim de semana dedicado à preguiça, à recuperação do sono atrasado e ao lazer sem compromisso. O blog ficou abandonado esses dois dias. Romoaldo foi até a cidade de Pirenópolis acompanhar a inauguração do Café Bangkok, que promete delícias orientais e um bom café. Notícias em breve.

Eu me dediquei aos filmes e cinemas. No sábado, fui conhecer - finalmente - o tão falado Shopping Iguatemi candango e suas salas de cinema. O shopping é básico e enorme. Também lembra os malls americanos pelo perfume que colocam no ar-condicionado. Deve ser isso que dá vontade de comprar. Ainda bem que sou imune aos apelos consumistas.

Os cassinos de Las Vegas adicionam uma pequena porcentagem de oxigênio no ar-condicionado. Isso faz com que o álcool perca muito do efeito bodante e elimina o sono. Assim, as pessoas jogam por mais tempo sem perceber.

Escolhi o recente nacional "O Bem Amado", que dispensa apresentações devido ao retumbante sucesso da novela e o espetacular desempenho dos excelentes atores de outrora. Todos vindos do teatro. Nada a ver com essa geração horrorosa criada para televisão apenas. Comprei o ingresso e fui tomar um espresso na Kopenhagen, porque também sou filho de Deus. O chocolate continua bom e o café continua ruim.

Quem teve a sorte de assistir a novela não deve perder tempo, paciência e dinheiro com o filme. Apesar da grife Guel Arraes e pelo menos um ator de primeira grandeza, Matheus Nachtergaele, o único adjetivo leve que posso empregar é "uma bela merda".

A produção é da Paula Lavigne, junto com a Globo Filmes, que emplacou mais uma música chinfrim do ex-eterno-marido Caetano Veloso. Aliás, de trilha sonora para filme ele não sabe porra nenhuma a respeito. Vide Tieta ...

Tem uma atriz chamada Maria Flor que fez carreira em Malhação e parece ser filha da Paula Lavigne, graças a alguns traços faciais que compartilham. O resto do elenco dá vergonha alheia na gente.

O estilo de "atuar" transita entre o Zorra Total e a novela das seis ... Ninguém convence. Acho que é o excesso de "criatividade" na composição dos personagens. O destaque vai para a atriz Andréa Beltrão, que sequer disfarçou a sua má vontade com o trabalho. Ainda tiveram a indecência de destruir completamente o meu personagem predileto, o bêbado Nezinho do Jegue.

Ainda no sábado, assisti na Globo News o programa Fatos & Versões, conduzido pela jornalista Cristiana Lobo. A cada programa, ela convida dois outros jornalistas para comentar a semana política. Os convidados foram Rui Nogueira, do jornal Estado de São Paulo, e Maria Lima, do jornal O Globo.

Maria Lima, ou Little Mary, fez um tremendo sucesso com o visual "loiraça belzebu, loiraça satanás" ... além das suas opiniões e comentários inteligentes, é claro. Por um momento, pensei estar assistindo uma reprise do antigo seriado "As Panteras". Mas, aí lembrei que a Farrah Fawcett já morreu. Daí pensei: "será uma sessão espírita ou aquele filme do Chico Xavier?".

Brincadeiras à parte, Little Mary estava uma gata no seu vestidinho preto indefectível. Apesar da minha mangação, ela acabou me convidando para almoçarmos no domingo e assistirmos SALT, o novo filme da sempre exuberante Angelina Jolie. É um filme de ação, suspense e muita porrada. Gênero em que ela mesma admite estar se sentindo cada vez mais confortável. Sorte nossa.

Cartaz do filme

Angelina tem o tipo físico perfeito para esse gênero de filmes. Aquela boca escandalosa parece ter sido feita sob medida para a pancadaria, tiros, explosões e perseguições de carro. E isso é o que não falta em SALT. No filme, ela é uma agente da CIA, que fica sob suspeita de ser uma agente russa infiltrada.

"Tá falando comigo? Tá precisando de mais um buraco pra respirar?"

Tudo baseado em uma antiga lenda da espionagem em que os russos teriam treinado dezenas de agentes desde crianças para atuarem nos Estados Unidos. Quando estivessem adultos, atacariam de maneira coordenada. Se isso realmente existiu, todos desertaram. Esse tipo de "lenda" era parte da Guerra Fria, uma jogada para manter os serviços secretos em alto nível de paranóia.

Só sei de uma coisa. Se ela me interrogar, eu conto tudo ...

O filme é uma beleza (sem trocadilhos), pois tem uma trama bem urdida e ação para ninguém botar defeito. Somente os americanos são capazes de criar essas estórias de espionagem. O Brasil, que contrata espiões através de concurso público, jamais vai conseguir. Apenas dois erros foram detectados pelo Café & Conversa. A quantidade de veneno retirado de uma aranha foi irreal. Nem uma cobra teria tanto veneno.

Fala sério ...

O outro erro foi, estando a Casa Branca sob ataque, não é possível que a solução do Serviço Secreto seja enfiar o presidente num buraco sem saída a dezenas de metros de profundidade. Onde? Exatamente embaixo da Casa Branca. Me pareceu pouco inteligente reduzir a zero as opções de fuga.

Sabe, assim, a mulher que combina com tudo? Pois é ...

Mas, o final deixou a porta aberta para uma continuação, tipo a trilogia Bourne. Seria muito benvinda. Veja o trailer.