terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Soha - Cafe Bleu


Nascida em Marselha, Soha, que vem de uma família de imigrantes argelinos, "navega" musicalmente por sua língua natural, vai ao alemão, inglês e jamaicano. Do primeiro álbum Ici et d'ailleurs, Café & Conversa apresenta aos leitores, hávidos por boa música, essa memorável Cafe Bleu. Basta dar um clique no link abaixo.

Ici et d'ailleurs fez parte da lista de indicados como melhor álbum de World Music na França e do prêmio Victoires de la Musique, vendeu 450 mil cópias.

Café & Conversa não é novela, mas pode ser seguido no Twitter: www.twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza


Cafe Bleu!

La vie s'en prend à nos rires et à nos paroles en l'air
On apprend à se couvrir en marchant à découvert
Mais où sont passées les îles
Ont-elles coulé sous la mer
Rien de plus facile que d'oublier qu'on espère
Alors si tu te perds

Rejoins-moi au café bleu
Le temps d'une cigarette ou deux
L'éternité ne vaut que pour les amoureux
On dansera au café bleu
Le temps d'une chanson ou deux
Le paradis ne vaut que pour les gens heureux

Il n'y a que dans les livres que l'on peut changer le monde
Il faut aller sur la lune pour voir que la terre est ronde
Mais y'a pas que dans les films qu'on voit des fondus au noir
Je t'ai trouvé dans la lune, j'ai aimé ton histoire
Le reste ça reste à voir

Rejoins-moi au café bleu
Le temps d'une cigarette ou deux
L'éternité ne vaut que pour les amoureux
On dansera au café bleu le temps d'une chanson ou deux

Le paradis ne vaut que pour les gens heureux

http://www.youtube.com/watch?v=hP7aXPJ5JAM

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - John Dankworth - Two Piece Flower


O jovem estudante de clarineta, John Phillip William Dankworth nem podia se conter com as primeiras aulas que teria, numa escola de música em Walthamstow, subúrbio de Highams Park, no Essex, Inglaterra, sempre ouvindo o Quarteto de Benny Goodman, um dos maiores clarinetistas.

Aos 18 anos, John Dankworth conheceu a música de Charlie Parker, sete anos mais velho que o britânico. Pronto! A partir de então, John Dankworth trocou definitivamente a clarineta pelo sax alto. Em 1949, Dankworth e Parker tocaram juntos no Paris Jazz Festival.

Sax alto, paixão à primeira "orelhada"

Foi um depoimento do ídolo Charlie Parker, elogiando o fã, que levou Dankworth a ser contratado para uma turnê na Suécia, ao lado do sax soprano de Sidney Bechet. No mesmo ano, John Dankworth foi eleito Músico do Ano, era a consagração.

Em 1958, John Dankworth casou-se com a cantora de jazz Cleo Laine, com quem já se apresentava nas casas noturnas da Europa. Há quatro anos, John Dankworth recebeu o título de "Sir", "pelos serviços prestados à música britânica". No sábado, John Dankworth morreu aos 82 anos em um hospital britânico, até aqui de causa não revelada.

Dankworth, um mito do jazz


Siga Café & Conversa no Twitter: www.twitter.com/CafeConversa.


Romoaldo de Souza




Fellini Caffè, um lugar mágico


A avaliação de uma cafeteria - e de qualquer outra coisa - não deve ser feita logo após a sua inauguração. Por isso, aguardamos algum tempo para avaliar a Fellini Caffè, que fica na CLS 104 Bloco "B" loja 1, fone: 3223-1333. Pretendíamos aguardar mais até, porém, como já vínhamos frequentando o lugar, nos certificamos de que era possível fazer a avaliação. O estabelecimento é do tipo fim de tarde-noturno. Abre de segunda a segunda, das 17h até a meia-noite.

Um lugar bacana para gente bacana

Embora ainda esteja acertando um detalhe aqui outro ali e fazendo modificações muito benvindas, a proprietária, Moema Dourado, parece estar caminhando na direção certa. Afinal, pequenos acertos serão feitos sempre. É a vida. O importante é que nenhum grande erro precisa ser corrigido e isso demonstra que houve um planejamento minucioso antes de abrir as portas. Garota esperta ... Também gostamos muito da ideia de colocar algumas poltronas de couro.

A Fellini Caffè tem decoração de muito bom gosto e a equipe está bem azeitada. O atendimento é cortês e rápido, as garçonetes e o barista trazem a informação na ponta da língua. O café estava impecável e o cardápio reserva surpresas deliciosas. Experimentem o Sanduíche Amarcord, elaborado com pão ciabatta ou baguete, salmão defumado, requeijão, champignon e molho de alcaparras, acompanhado de salada de folhas verdes. Ou ainda o fantástico Creme de Queijos com Salmão Defumado. Nham ...

Guloseimas e gostosuras

Como o final de tarde estava calorento, experimentei - e repeti - o Fellini Frappé, feito com uma dose de espresso, sorvete, creme de chocolate e avelã. Coisa de doido de tão bom. Pena que a taça em que é servido é pequena. Para matar minha vontade, teriam que servir o frappé num balde!

O frappé e, ao fundo, a poltrona de couro

Como já havia "assuntado" em post anterior, toda cafeteria cujo dono fica atrás do balcão não tem jeito de ser ruim. Com a Fellini Caffè acontece exatamente isso. Moema não arreda pé do seu sonho finalmente realizado. Fizemos um pequeno teste criando uma dificuldade chata. Moema prontamente se apresentou e nos deu todas as explicações solicitadas. Isso é o que chamamos de "atendimento exemplar". O cliente nunca fica sem uma resposta.

Os espressos que tomamos foram feitos com um blend da Santo Grão (cafeteria e torrefadora paulistana), elaborado a partir de cafés da região do Sul de Minas. Surpreendente e excepcional. O café estava novíssimo, garantindo uma crema absolutamente fantástica. A torra média proporcionou suavidade e preservou o aroma frutado. Infelizmente não consegui identificar a fruta, mas era do tipo suculenta e cheirosa. Baixa acidez, untuoso e pouco doce na boca, mas bastante adstringente no retrogosto, destacando a torra.

Espresso curto. Impecável.

A Fellini Caffè veio para ficar e a Moema nos segredou que está se preparando para, futuramente - e esperamos que seja brevemente -, oferecer café da manhã nos finais de semana ou ao menos nos domingos. Estamos aguardando ansiosamente porque a cafeteria já se tornou um dos nossos points prediletos. Até porque ali deve emanar algo diferente, mágico. Ô lugar pra dar mulher bonita sô!

Ricardo Icassatti Hermano

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Wilson Simonal e Sarah Vaughan - Happy Day


Essa foi tirada de um programa ao vivo, da extinta TV Tupi, em 1970. Época em que os programas ao vivo na televisão brasileira ainda tinham consistência cultural. Wilson Simonal cantando (Oh) Happy Day (Jimmy Custer) e The Shadow of Your Smile (Johnny Mandel, Paul Francis e Maurice Jarre) num dueto inesquecível com Sarah Vaughan.

A exibição do programa aconteceu durante o regime militar, quando Simonal estava no auge da fama. Antes, porém, de começar a entrar em decadência. Um ano após essa espetacular apresentação de Sarah Vaughan no Brasil, Raphael Viviani, empresário de Simonal, foi agredido por agentes do Dops (órgão de repressão militar).

A partir desse episódio, Simonal sofreu a mais brutal e cruel perseguição dos militantes de esquerda incrustados na imprensa e no meio cultural. Era o que se chamava na época de "patrulha ideológica", que usava a calúnia, a difamação e a injúria como instrumentos "políticos". Não deixou saudade, mas deixou herdeiros que tentam ressuscitar a prática nesses dias em que ninguém pode discordar do "nosso guia" ...

Até sua morte, em 2000, o cantor negou que tivesse colaborado com o movimento golpista de 1964. Acabou redimido pela verdade dos fatos e dos documentos. Tarde demais. Mas, o mundo é redondo e ainda gira. Não há esconderijo para os "patrulheiros".

Quando Sarah Vaughan morreu, em 1990, a imprensa "politicamente correta" do Brasil simplesmente ignorou essa histórica apresentação dela ao lado de Simonal.

Mas Café & Conversa quer fazer e faz hoje um resgate desse importante momento da música, homenageando um dos maiores - se não for o maior - cantores populares brasileiros. E não esqueça de nos acompanhar no Twitter, no www.twitter.com/CafeConversa.

Romoaldo de Souza

Oh Happy Day
(Jimmy Custer)

Oh happy day
Oh happy day
Oh happy happy day;
Oh happy dayWhen
Jesus washed
Oh when he washed
When Jesus washed
He washed my sins away!

Oh happy day
Oh happy day
Oh happy day
Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
When Jesus washed
He washed my sins away!
Oh happy day
Oh happy day

He taught me how
He taught me
Taught me how to watch
He taught me how to watch
and fight and pray
fight and pray
yes, fight and pray


And he'll rejoice
and He'll, and He'll
rejoice in things we say
and He'll rejoicein
things we say
things we say
yes, things we say

Oh happy day, Oh happy day
Oh happy day, Oh happy day
Oh happy day
Oh happy day

Oh happy day, Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
He washed my sins away
He tought me how
to watch, fight and pray
fight and pray

Oh happy day, Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
He washed my sins
awayWe´ll live
rejoicing
ev´ry day, ev´ry day
Oh happy day, Oh happy day
When Jesus washed
Oh when he washed
He washed my sins away



sábado, 6 de fevereiro de 2010

Blue Moon ...


Noite dessas, calorenta, eu voltava para casa após jantar no recém-inaugurado Café Fellini (CLS 104) quando avistei aquela enorme lua cheia, completamente dourada, amarelando as águas do Lago Paranoá. Atravessei a ponte bem devagar para poder apreciar aquele fugaz momento de beleza.

Hoje, por acaso ouço aquela que considero a mais linda canção já composta no mundo em todos os tempos: Blue Moon. Embora fale de solidão e tristeza, a beleza da música é inquestionável. Contratada pelo estúdio Metro Goldwin Mayer (MGM), a dupla Richard Rodgers e Lorenz Hart compôs a música em 1933 para o filme Hollywood Party, que acabou não utilizando.

Blue Moon

A música sofreu modificações na letra para outros filmes, mas só chegou à sua versão final em 1935, quando Lorenz Hart foi persuadido por Jack Robbins, presidente da MGM. Daí surgiu a famosa primeira estrofe da música: Blue Moon/You saw me standing alone/Without a dream in my heart/Without a love of my own ...

O chefão Robbins acabou licenciando a música para o programa de rádio Hollywood Hotel, que a utilizou como tema. Na sequência, Blue Moon foi parte da trilha sonora de outros sete filmes da MGM, incluindo At the Circus (1939), dos Irmãos Marx, e Viva Las Vegas (1964), com Elvis Presley e Ann-Margret. Parte da música foi utilizada no musical Grease.

Juntando tudo, baixou um caboclo locutor de FM e me deu vontade de levar até vocês, sob o patrocínio do blog Café & Conversa, uma das muitas interpretações dessa música, aqui na voz maravilhosa de Diane Shaw. Oferecendo, é claro, a todos os corações apaixonados que nos ouvem.

Ricardo Icassatti Hermano


Blue Moon
Richard Rodgers & Lorenz Hart

Blue moon
You saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own…

Blue moon
You knew just what I was there for
You heard me saying a prayer
For someone I really could care for.

And then there suddenly appeared before me
The only one my arms could ever hold
I heard somebody whisper, “please, adore me”
And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon,
Now I’m no longer alone
Without a dream in my heart,
Without a love of my own

And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon,
Now I’m no longer alone
Without a dream in my heart,
Without a love of my own
Without a love of my own
Without a love of my own
Without a love of my own…



A Quarta Onda - Olhar de Barista sobre a SLAYER


O barista e colunista novaiorquino
Erin Hulbert testou e fotografou a novíssima sensação do mercado, a máquina de espresso SLAYER, e relatou a experiência em sua coluna no blog Serious Eats, editado por Adam Kuban. Atendendo solicitação nossa, Adam Kuban gentilmente cedeu o post para ser traduzido e reproduzido no Café & Conversa.

A SLAYER em questão foi instalada na recém-inaugurada cafeteria RBC Coffee NYC. A barista Cora Lambert fez a apresentação da máquina e a demonstração para o teste. Para acessar o post original, em inglês, basta clicar aqui. Abaixo, o texto traduzido.

É duro viver no terceiro mundo ...

Ricardo Icassatti Hermano


Barista testa a Slayer, a nova máquina de espresso de US$ 18.000

Na qualidade de barista fulltime por mais de uma década, trabalhando com vários torrefadores renomados, tipos de café e incontáveis máquinas, eu posso honestamente dizer que, com a sensação do momento no mercado, a máquina Slayer, a quarta onda do café chegou.

Essa bela máquina e seus magistrais detalhes em madeira são reminiscências da indústria naval de Seattle e foram melhor descritas por David Schomer, proprietário da cafeteria e torrefadora Espresso Vivace, também em Seattle: "A movimentação e as manivelas cobertas com madeira dão a sensação de estarmos ao leme de um fino iate" (um iate tão fino que somente pouco mais de 20 estão instalados em cafeterias).

A maioria dos baristas (eu incluído) trabalha diligentemente no reinado da terceira onda do café, prestando atenção na dosagem, distribuição, nivelamento, temperatura, limpeza e, é claro, moagem.

Conforme a extração ocorre, observamos a velocidade de vazão, cor e volume apropriado com aproximadamente 25 segundos de duração. Esses rudimentos da terceira onda continuam presentes extração da quarta onda, mas estão permitindo ao barista incrementar ou manipular características do sabor, criando uma experiência inteiramente nova.

Cora Lambert, diretora de café da cafeteria RBC de Nova Iorque (onde uma dessas elogiadas máquinas está instalada) gentilmente me convidou para ocupar o outro lado do balcão e melhor me inteirar com a Slayer.

A Slayer na cafeteria RBC - New York City

À primeira vista, o design por si só é impressionante. A ergonomia da máquina, proveniente da fabricante Synesso, proporciona movimentos suaves e mais confortáveis para o corpo. A baixa altura da máquina (17 polegadas = 43.18 cm) permite ampla visibilidade para barista e cliente se conectarem, criando melhores relacionamentos. Mais engenhoso é o pequeno espelho em ângulo, ao longo da grade, dando ao barista uma perfeita visão dos seus espressos sem precisar se mover um centímetro sequer.

Agora que a Slayer e eu apertamos as mãos e formamos nossas primeiras impressões, eu estava morrendo para conhecê-la melhor. Conforme eu observava a Lambert dosar, distribuir, fechar e encaixar o filtro no grupo, ela explicava que a máquina estava equipada não com duas, mas cinco caldeiras, todas com seu controle de pressão individual, uma caldeira para cada grupo e duas para os vaporizadores. Ela então deslizou a alavanca coberta com madeira para a esquerda, ativando a pré-infusão.

Após cerca de 20 segundos observando o medidor de pressão atingir aproximadamente a marca de quatro BAR, ela deslizou a manivela para a esquerda até o final, ou como gosto de dizer: “a todo pano”. Um suculento xarope marrom-avermelhado começou a surgir. A viscosidade lentamente aumentou e eventualmente introduziu uma sombra clara, que Lambert observou e decidiu deslizar a manivela de volta ao ponto anterior, que eu chamaria de “meio pano”, diminuindo a pressão para suavizar quaisquer sabores amargos.

O criador da Slayer, Eric Perkunder, explicou: “se um café estiver muito claro, você poderá reduzir o efeito movimentando a manivela para diminuir a pressão no final do espresso”.Lambert então parou a extração em torno dos 50 segundos.

Total controle nas mãos do barista

Esses movimentos – ajustando a pressão para incrementar ou suavizar sabores específicos – são todos feitos manualmente pelo barista. Algum nível de habilidade é necessário para entender as nuances sutis daquilo que você está procurando obter em termos de perfil de sabor. Mas, a ideia de Perkunder para a Slayer foi colocar nas mãos do barista o controle da pré-infusão.

“A ideia e tentativa de que o sabor do espresso se beneficie da mesma qualidade da infusão saturada (como na French Press), é a teoria por trás da máquina. Tendo dito isso, o controle dessa funcionalidade, o tempo, o ajuste durante a obtenção do espresso etc., é responsabilidade do barista” – disse Perkunder.

Lambert tirou um espresso após o outro, utilizando um café Etíope de origem única, da torrefadora Dallis Coffee Roasters, localizada no bairro de Queens. “Aqui, prove esse”, ela disse, visivelmente turbinada pela cafeína consumida para o resto do dia.

Os espressos tinham corpo cheio, com toques delicados de fruta vermelha, chocolate amargo e alguma casca de limão. Cada um levemente diferente, como flocos de neve feitos de espresso caindo sobre a minha língua.

O intenso envolvimento dela em cada espresso – quando voltar e quando levar adiante a manivela – estava agora claro sobre o paladar. Eu a havia observado atentamente e pensei: “belo movimento”, como se ela estivesse jogando xadrez contra um mestre.

O poder do barista e o novo potencial de crescimento da indústria cafeeira são infinitos com essa máquina. Como drinque final, Cora Lambert fez o seu especial Café Vietnamita, ummacchiato levemente adocicado com leite condensado e perfeitamente adornado com um aveludado e pequeno círculo de leite vaporizado. Um final perfeito para uma viagem extasiante.

Café Vietnamita


Texto e fotografias de Erin Hulbert.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Carlos Vives - Fruta Fresca


Sabe aquelas histórias de amor extravagante? Amor bandido? Dos que levam você a fazer promessas e comparações iguais a "como tu no hay ninguna ..."?

Amor desesperado, sensual, adocicado. São sempre assim as letras de
Carlos Vives, esse colombiano que hoje retorna ao Café & Conversa para ajudar numa declaração de amor. A letra de Fruta Fresca é sugestiva. Aproveite!

Siga o
Café & Conversa no Twitter: www.twitter.com/CafeConversa e tenha uma ótima e insinuante sexta-feira.

Romoaldo de Souza


Fruta Fresca
Carlos Vives

Ese beso de tu boca
que me sabe a fruta fresca
que se escapo de tus labios
y se metio en mi cabeza
ese beso con que sueño
cuando las penas me acechan
que me lleva al mismo cielo
y a la tierra me regresa
que reza, reza, que reza
y aunque ya no tengas duda
que el recuerdo de sus besos
me lleve hasta la locura

CORO:
si,si,si que este amor es tan profundo
que tu eres mi consentida
y que lo sepa todo el mundo (bis)
que tu eres mi consentida
la niñita de mis ojos
la que me endulza la vida
la que calma mis enojos
la que se pone mas linda
cuando la llevo a una fiesta
esa que siempre en mi cama
con los angeles se acuesta

CORO X2
y que digan en la radio
que yo te quiero de veras
que lo digan en los diarios
y despues en la novela
quiero un letrero que diga
que como tu no hay ninguna
que lo digan en la China
que lo digan en la luna

CORO X2
guarare, guarare, guarare, guarare, guarare
guarare, guarare, no me olvides que yo no te olvidare



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

C HOUSE ITALIA


A famosa cafeteria italiana C House Italia, sediada em Milão e com filiais espalhadas por toda a Itália e Grécia, resolveu ampliar suas operações na Europa e no mundo através de franchising e está à procura de parceiros de negócios.


Com ambiente sofisticado, elegante e relaxante, a C House se orgulha do café, da comida e do serviço impecável que oferece aos seus clientes. Será que algum empresário brasiliense se interessaria em abrir uma C House por aqui? Acho que não ... os ricos "empresários" locais gostam mais de panettone ...

Ricardo Icassatti Hermano

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Daniel Melingo - Leonel el Feo


Daniel Melingo sempre esteve do lado maldito do tango. Ele costuma gravitar entre a sonoridade de Tom Waits e a dramaticidade de Carlos Gardel. Com Tangos Bajos, de onde tiramos esta Leonel el Feo, Melingo arrancou dos argentinos mais conservadores, o merecido reconhecimento pelo trabalho de perpetuar o lado misterioso da velha e fascinante Buenos Aires.

Hoje, Café & Conversa apresenta esse argentino, que já tentou participar da banda de Milton Nascimento e foi rejeitado.

Acompanhe Café & Conversa também no Twitter:

http://twitter.com/CafeConversa

Romoaldo de Souza


Leonel el Feo
Daniel Melingo

Vos que sos compadrito
nunca bajaste el copete
y solaps tus valores
con finura y destreza
Se te agigantaron las partes
pa'poder exagerar
cuando cantas la milonga
en la esquina,
o en el bar
Sos el de las manos grandes
pa'poderlas cachetear
y pa'poder jugar de chico
a los trenes divertirse
y sin complejos en la estación de Retiro.
Te decan "el ofe",
zorzal jetn,
por el grandor de tus manos,
y por tu caripela que me ha intimidado
y a mas de uno espant.
No te quedes cerca al mundo
cuando estás por aplaudir.
No te quedes cerca al mundo
cuando estás por aplaudir.
Haceme caso.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Música do Dia - Juan Luis Guerra - El Niagara en Bicicleta


O dominicano
Juan Luis Guerra já frequentou as páginas de Café & Conversa quando pediu que chovesse café no campo. Mas, a letra de El niagara en bicicleta é hilária e resolvemos trazê-lo de volta.

Imagina uma clínica médica sem médico, os atendentes ouvindo no rádio o resultado da loteria, e o paciente tendo um piripaque. "O que está acontecendo, atleta?" Pergunta a enfermeira. Branco, feito uma bola de naftalina, o paciente vai ouvindo da enfermeira que não tem luz, não tem como fazer um eletrocardiograma, os raios-x foram fundidos e os soros desmanchados para adoçar o café.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Mas a música não foi inspirada no SUS brasileiro. Acredite.

Siga Café & Conversa no Twitter -http://twitter.com/CafeConversa


Romoaldo de Souza


El Niagara en bicicleta
(Juan Luis Guerra)

Me dio una sirimba un domingo en la mañana
cuando menos lo pensaba
caí redondo, como una guanábana, sobre la alcantarilla
será la presión o me ha subido la bilirrubina
Y me entró la calentura
y me fui poniendo blanco como bola (d)e naftalina
me llevaron a un hospital de gente (supuestamente)
en la Emergencia, el recepcionista escuchaba la lotería
(¡treinta mil pesos!)
¡Alguien se apiade de mi!
grité perdiendo el sentido
y una enfermera se acercó a mi oreja y me dijo:
"Tranquilo, Bobby, tranquilo"
Me acarició con sus manos de Ben Gay y me dijo:
"¿Qué le pasa, atleta?"
y le conté con lujo de detalles lo que me había sucedido
Hay que chequearte la presión
pero la sala está ocupada y, mi querido
en este hospital no hay luz para un electrocardiograma
Abrí los ojos como luna llena y me agarré la cabeza
porque es muy duro
pasar el Niágara en bicicleta
No me digan que los médicos se fueron
no me digan que no tienen anestesia
no me digan que el alcohol se lo bebieron
y que el hilo de coser
fue bordado en un mantel
No me digan que las pinzas se perdieron
que el estetoscopio está de fiesta
que los rayos X se fundieron
y que el suero ya se usó
para endulzar el café
Me apoyé de sus hombros como un cojo a su muleta
y le dije: "¿Qué hago, princesa?"
y en un papel de receta me escribió muy dulcemente:
(mi princesa, ¿qué va a ser de mí?, uh...)
"Lo siento, atleta"
Me acarició con sus manos de Ben Gay y siguió su destino
y oí claramente cuando dijo a otro paciente:
"Tranquilo, Bobby, tranquilo"
Bajé los ojos a media asta y me agarré la cabeza
porque es muy duro
pasar el Niágara en bicicleta
No me digan que los médicos se fueron
no me digan que no tienen anestesia
no me digan que el alcohol se lo bebieron
y que el hilo de coser
fue bordado en un mantel
No me digan que las pinzas se perdieron
que el estetoscopio está de fiesta
que los rayos X se fundieron
y que el suero ya se usó
para endulzar el café
[Improv.]
No me digan que me va cayendo
de tanto dolor
no me digan que las aspirinas
cambian de color
No me digan que me van pariendo
que le falta amor
no me digan que le está latiendo, oh no...
daaaaaaamn