terça-feira, 28 de junho de 2011

Morte na Esplanada - Capítulo 8


Ricardo Icassatti Hermano

Pois é ... a trama se complica a cada capítulo. Tenho recebido tantas sugestões legais que a história imaginada já tomou vários rumos. Como vai acabar? Ainda não sei, mas estou gostando : ) E vocês? Soube que tem gente que não dorme esperando sair um novo capítulo e isso muito me lisonjeia.

No capítulo passado, o delegado Alexandre Dantas e sua equipe quase pegaram o assassino francês, Gaston Perrin, que embarcou no mal fadado vôo 447 da Air France. Todos sabemos o que aconteceu com o avião, mas e o assassino? Estava mesmo naquele vôo? Se ele desapareceu no meio do Oceano Atlântico, também se foi a única chance de descobrir o motivo do crime?

Vamos tentar responder essas perguntas e as outras que surgirão ao longo da investigação do assassinato da ministra Sueli Sandoval, a SS. A vida é difícil, é luta, e rapadura é doce mas não é mole não. Fiquem agora com mais um capítulo da trepidante Blog-Novela "Morte na Esplanada" e seus mistérios misteriosos.

Mas, antes, prepare uma caneca de café, chá, chocolate quente ou qualquer outra bebida que goste. Depois ajeite-se, aconchegue-se ao seu cobertor de orelha, vista meias nos seus pés gelados para ninguém te confundir com a ministra morta, ligue o som do computador para ouvir a trilha sonora desse capítulo enquanto lê e rói as unhas.




Morte na Esplanada

Capítulo 8

O delegado Alexandre Dantas dispensou sua equipe. Não adiantava ficar no aeroporto. O avião não retornaria. O governo e a polícia francesa foram alertados e aguardariam o avião ainda na pista do aeroporto Charles de Gaulle para prender o assassino. O melhor a fazer era todos irem para o hotel dormir antes de retornarem a Brasília. Aqueles dias não haviam sido fáceis e estavam esgotados.

Apesar disso, Gabriel ainda continuou trabalhando com sua turma de hackers para desencriptar os pen drives da ministra e invadir os bancos de dados do serviço secreto francês. O relógio digital piscava 4:36 da madrugada, quando Gabriel bateu na porta do quarto de Alexandre. Bateu é modo de dizer, ele quase derrubou a porta.

Alexandre acordou alarmado, empunhou a pistola e apontou para várias direções até entender o que estava acontecendo. Levantou da cama e abriu a porta.

- Porra Gabriel! O que é que está acontecendo? Quer me matar de susto ou levar um tiro?

- Alexandre, você precisa ver isso, agora!

- Isso o que? O que eu preciso ver?

- Conseguimos abrir os arquivos que estavam nos pen drives da ministra. Você não vai acreditar ...

- Conseguiu? Mesmo? Você é foda! Entra aí, vou chamar o Pablo e o Rômulo.

- Não precisa, já chamei. Eles devem estar chegando.

Logo em seguida os dois chegaram correndo pelas escadas.

- Que porra é essa? Não se pode nem dormir mais, cacete! - rosnou Pablo. Para ele, dormir era um dos primeiros itens na sua lista de necessidades sagradas para ter qualidade de vida. Vinha logo depois de comer e ler gibis.

- Pô, eu estava sonhando com uma professora que eu tive no grupo escolar, lá no interior de Pernambuco, Dona Juciléia. A mulher tinha umas pernas maravilhosas e a molecada homenageava ela todo dia ... - disse Rômulo, esfregando os olhos e bocejando.

- O nosso gênio Gabriel e sua turma conseguiram abrir os arquivos da ministra. Vamos ver o que é que está agitando tanto o nosso gênio.

Gabriel abriu o laptop MacBook Pro 17 polegadas e foi mostrando os arquivos.

- Ela digitalizou todos os documentos que guardou desde o tempo de clandestinidade. Tem a contabilidade do dinheiro, de onde veio, cada assalto a banco, roubos, sequestros, grana de Cuba, para onde foi, inventário de armamento e munição, explosivos, propinas, endereços de esconderijos, listas de nomes com pseudônimos. Está tudo aqui. Depois vem a documentação da campanha presidencial, quem deu dinheiro, para onde foi, contas no exterior, pagamento de propinas, jatinhos, carros alugados, festas, cafetinas, prostitutas. Aí vem a documentação já no governo, a grana da corrupção, os operadores e isso é o melhor, os deputados e senadores que recebem uma espécie de mesada. Todo mês eles vão buscar em algum lugar. Geralmente é nesse Banco Agro Pastoril, mas o pagamento também é feito em quartos de hotel, apartamentos de outros deputados, ficam mudando.

- Isso vai cair feito uma bomba atômica lá em Brasília ... - pensou alto Alexandre.

- Ainda tem mais. A maior parte dos arquivos são gravações de vídeo e fotografias que ela fazia nas festinhas na casa dela e no gabinete. Separei algumas coisas aqui para vocês verem.

A primeira foto era de um deputado federal, líder do governo e ex-sindicalista pelego, numa orgia que, pelas fantasias e decoração ambiental, deve ter acontecido durante o Carnaval. O deputado estava absolutamente bêbado e nu. Para não dizer que estava completamente nu, trajava uma gravata e trazia um charuto na mão direita. Como o deputado era baixinho, a cena era de um ridículo surreal.

- Aposto que o charuto é cubano - disse Rômulo (gargalhada geral).

- Pelo menos nisso o filho da puta teve bom gosto, porque a gravata ... - acrescentou Pablo (mais gargalhadas).

Na foto seguinte, um ministro de estado ultra-poderoso, cotado até para ser o sucessor do presidente, trajando um robe de seda e pantufas. O ambiente era uma sala onde parecia estar acontecendo um encontro social, uma festinha privê. Alguns empresários pouco conhecidos e várias garotas lindíssimas dançando, inclusive as assessoras da ministra. Na mesa, vinho barato e uma bandeja de frios e queijos. Os quatro policiais já não bocejavam. Os olhos arregalados nem piscavam mais. Alexandre quebrou o silêncio.

- O filho da puta acha que é o Hugh Hefner ... (explosão de gargalhadas).

- E essas pantufas? Será que são da Hello Kitty? - perguntou Rômulo (mais gargalhadas).

- Rapaz, a corrupa deve estar correndo solta e esses criminosos perderam totalmente a cabeça. Quem nunca comeu melado ... - disse Pablo.

- Perderam a cabeça e, se depender de mim, vão perder todo o resto também. Essa grana aí é que deveria estar sendo investida em hospitais, escolas, segurança, esgoto, estradas, aeroportos, ferrovias, portos. Mas, está aí pagando prostitutas e enriquecendo esses babacas, pilantras que passaram os últimos 20 anos acusando todo mundo de ser ladrão e corrupto. Olha aí o que eles queriam quando chegassem ao poder. Ser exatamente iguais a quem eles acusavam. Tenho nojo dessa corja de pilantras, safados, mentirosos, bandidos - disse Alexandre rispidamente.

- Tem mais uma coisa, Alexandre ...

- Vamos lá, eu sabia que esse pesadelo ia ser comprido.

- Esses vídeos aqui, de reuniões, foram feitos no gabinete da ministra. Isso significa que tem uma câmera escondida lá. Deve ser daquelas mini, embutida em alguma peça de decoração e passou despercebida pela perícia. As últimas gravações ainda não devem ter sido baixadas da câmera ...

- ... e deve ter o assassino gravado lá - completou Alexandre.

- Ninguém vai dormir mais mesmo, então vamos fazer as malas e nos mandar mais cedo para Brasília. Gabriel, coloca num pen drive a parte dos documentos desde a campanha, as fotos das festas e os vídeos do ministro. Tenho uma bomba para detonar. Depois vá até o gabinete da ministra e ache essa câmera. Vamos torcer para que ela nos dê algumas respostas. Pelo jeito, juntando tudo, a grana, os passaportes e esses pen drives, a ministra montou um kit de sobrevivência política ou de fuga.

Do aeroporto Juscelino Kubitschek, o delegado seguiu em direção a um grande shopping da cidade enquanto o restante da equipe seguiu para o escritório. Todos tinham suas missões a cumprir. Alexandre seguiu para uma loja de instrumentos musicais onde a jornalista Violeta Dorso já o aguardava. Ele pegou um violão e foi para a cabine à prova de som para experimentá-lo. Violeta entrou junto com ele.

- Violeta, tudo bem?

- Tudo ótimo. O que está acontecendo Alexandre? Você me pareceu nervoso ao telefone. Achei que iríamos tomar um café ...

- Estou com uma bomba nas mãos, uma bomba atômica.

- Ôba! Posso saber o que é?

- Eu só falo dela se você me garantir que o seu jornal vai bancar. Não vou entregar essas informações e depois você me dizer que o jornal negociou ou amarelou e não vai publicar. Já passei por isso uma vez e não estou a fim de passar novamente. Preciso ter certeza.

- 100% de certeza eu não posso te dar. Não sou a dona do jornal. Mas, posso te prometer que, se for uma bomba mesmo, vou lutar pela matéria.

- Não sei Violeta. As informações que eu tenho vão contrariar grandes interesses. Atinge diretamente o grupo que está mandando no governo. Até você vai correr um grande risco.

- Já estou acostumada. Jornalista que não é ameaçado de morte pelo menos umas três vezes por ano, é porque está fazendo corpo mole (risos). O que eu posso fazer também é alertar o jornal que a minha fonte - você - vai procurar outros jornais se a gente não der. Perder um furo que tinha nas mãos é demais para qualquer jornal.

- Outra coisa. Meu nome não pode aparecer nisso, em nenhum momento. Entendido?

- Concordo totalmente. Mas, vamos ver o tamanho dessa bomba? Não estou me aguentando de curiosidade (risos).

- A parte mais importante está aqui nesse pen drive. Procure um lugar seguro para ver o que tem aí e se segure para não cair da cadeira. Você tem 40 dias. Depois disso, se a matéria não sair, vou botar a boca no trombone.

- OK.

- Vou para o escritório, mas não me ligue no telefone de lá. Se precisar falar comigo, entre em contato com o pessoal do Café & Conversa e eles me avisam.

- Conheço os dois. Pode deixar.

Rômulo entrou esbaforido na sala de Alexandre.

- O avião sumiu.

- O que? Que avião?

- O da Air France. Não chegou em Paris e estão procurando para ver se pousou em outro lugar. Provavelmente na África.

- Não é possível ... - o rosto de Alexandre empalideceu. Pela sua cabeça passava a absurda possibilidade de o assassino ter conseguido fazer com que o avião pousasse em outro país e fugido espetacularmente.

- Estão tentando contato com o avião e com o aeroporto no Senegal. O que sabemos até agora é que o avião já estava fora do limite de vigilância dos radares brasileiros. Ele desapareceu numa tal de Zona de Convergência Intertropical e pode ter sido atingido por uma tempestade violenta. Mas, por enquanto é tudo especulação. A única coisa certa mesmo é que o avião desapareceu, pois ninguém conseguiu fazer contato com ele.

Alexandre sabia que a investigação do assassinato da ministra poderia ter encerrado ali. Se o avião havia caído no meio do oceano, não haveria sobreviventes. Se o assassino estava mesmo no avião, levou o segredo com ele para o fundo mar. Eram muitos "se", mas o importante é que muita gente ficaria feliz vendo o caso dar num beco sem saída. Por outro lado, havia um escândalo sendo gestado.

A jornalista Violeta Dorso já havia lido e visto tudo. Iniciou uma investigação para verificar a veracidade daquelas informações e confirmou tudo. Além disso, conseguiu entrevistar com exclusividade uma testemunha das festas. Estava com a matéria pronta e o jornal entrou em contato com o ministro para ouvir seu lado da história. O ministro pediu, ameaçou, implorou e chorou. Em seguida, teve uma ameaça de enfarte.

Também contactado, o deputado líder do governo que estava bêbado e carnavalescamente nu numa fotografia, se atirou aos pés da repórter suplicando aos prantos que não publicassem a foto. Gritou que era pai de família e que aquilo acabaria com a sua "carreira" política. A repórter apenas sorriu satisfeita por não ter que aturar mais aquele lixo na cobertura diária do Congresso Nacional.

O escândalo atingiu todo o alto escalão do governo. Uma guilhotina virtual se instalou na Praça dos Três Poderes e cabeças rolaram como na revolução francesa. Enquanto isso, Alexandre e sua equipe foram acompanhar a investigação do acidente com o Airbus da Air France em Fernando de Noronha, onde estava a base de busca pelos destroços. Técnicos e militares brasileiros e franceses trabalhavam em conjunto e o Dr. Hamilton ajudava na autópsia dos poucos corpos que eram encontrados.

Numa das reuniões no final de tarde, quando era feito o balanço do dia, o comandante da operação apresentou mais um membro que se juntaria à investigação do acidente. Era uma investigadora da companhia de seguros que cobria a aeronave. Seu nome, Lígia DuPont.

Sua entrada na sala de reunião causou comoção. Mesmo que o ambiente estivesse pesado pela tragédia, a figura de Lígia era como um raio de sol mostrando que a vida continua e sempre há esperança de dias melhores. Não era particularmente alta, mas os saltos altos lhe davam imponência suficiente para afastar atrevimentos. Cabelos loiros como palha de milho e olhos num tom turquesa, que transitava naquela faixa indefinida entre o azul e o verde, combinavam divinamente com sua pela alva, quase marmórea. Tinha perfil de estátua grega e uma beleza olímpica.

Ela não era francesa, mas nascida em Quebec, no Canadá, onde a língua oficial é o francês. Sua família descendia dos primeiros colonos franceses que se estabeleceram onde hoje é o distrito de Pointe du Lac. Naquele final de tarde, ela trajava um tailleur Chanel com saia pouco acima dos joelhos. Logo se viu que havia acabado de desembarcar na ilha. Apesar de ser confeccionado em linho e parecer bem refrescante, sua roupa era inadequada para o tipo de trabalho em clima tropical. O seu próprio incômodo logo ficou evidente na completa ausência de sorriso em seu belíssimo rosto.

Após as apresentações formais, Lígia sentou-se em frente a Alexandre e ao lado dos técnicos franceses. Não falou durante a reunião, se limitando a ouvir os relatos e folhear alguns papéis. Parecia estar bastante focada no assunto e procurando tomar pé da situação. Uma semana já havia se passado desde o acidente e a sua função era mais a de acompanhar o desenrolar das buscas, recolher as informações disponíveis e remeter à sede da seguradora.

No dia seguinte, Lígia já havia providenciado roupas mais adequadas ao clima da ilha e ao trabalho ao ar livre: bermuda, camiseta de algodão e chapéu. As únicas instalações fechadas eram o necrotério montado para receber os corpos e as tendas onde eram feitas as reuniões. Os destroços eram colocados num enorme pátio para que os técnicos da Airbus e da Força Aérea francesa começassem as análises preliminares.

Alexandre estava numa ponta de pedra na praia, onde ia todas as manhãs para pensar e apreciar a visão do horizonte oceânico. Como viveu quase toda a sua vida em Brasília, estava acostumado aos grandes horizontes. Mas, quem vivia em lugares montanhosos ou cidades cheias de prédios, onde o horizonte "é logo ali", as amplidões visuais pode se tornar um problema. Psicólogos dizem que os grandes horizontes acabam nos levando para dentro de nós mesmos e quem não está habituado pode acabar se afogando no álcool ou nas drogas.

O fenômeno é bem conhecido em populações que vivem em ilhas. Fernando de Noronha não é exceção. Os moradores tem grandes problemas com alcoolismo. Anos antes, Alexandre havia feito uma viagem de veleiro ao arquipélago e viu que os jovens se divertiam bebendo dentro dos ônibus que circulavam gratuitamente até uma determinado horário. Muitas pessoas que vinham de outras cidades para morar em Brasília sofriam o mesmo problema. Não é todo mundo que está preparado para um mergulho interno.

Para ele, aquele horizonte imenso trazia paz e familiaridade. Conseguia fazer com que seus pensamentos fluíssem e se organizassem. Quando estavam alinhados e dando as respostas que procurava, Alexandre voltava ao trabalho, que consistia em esperar o que as equipes de busca trouxessem do mar. Esperava ansioso como as famílias dos pescadores. Mas, naquele dia foi diferente. Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz feminina.

- Bonjour.

Fazia muito tempo que Alexandre não ouvia alguém falar francês com perfeição. Muito menos com uma voz feminina. Sentiu um pouco de nostalgia. Sua memória disparou imagens de Paris e a sensação gustativa do suflê de queijo servido no Le Deux Magots.

- Bonjour ... madame?

- Mademoiselle ... (sorriu), ou senhorita se preferir.

Alexandre se surpreendeu. Lígia falava português. E sorria ...

♦♦♦

Ah ... a vida é bela e pode ser muito boa quando deixamos de sentir medo, não é mesmo? Aí vocês devem estar se perguntando: "Do que o Ricardo está falando?"; e eu respondo: "Até o final dessa Blog-Novela, vocês saberão ... " Estamos navegando em oceanos de mistérios altamente misteriosos.

Por enquanto, vamos às outras perguntas. E agora? O assassino morreu ou escapou? Pode ser que nem tenha embarcado. E Lígia? Quem é essa deusa? Qual será o seu papel nessa história? E Alexandre? Será que vai resistir ao sorriso da elegante investigadora? Meu cérebro está borbulhando, e o seu? Aguardo ansiosamente os seus comentários ... hehehe!

Mas, sempre lembrando que essa Blog-Novela é uma obra de ficção e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, e fatos reais terá sido mera coincidência.

E como diz o Romoaldo todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, em nosso quadro na CBN Recife e, em seguida, aqui no nosso podcast: "Um abraço! Bom café!"

9 comentários:

Nora disse...

Hoje particularmente, esperei para não acordar as 5 da madrugada (rs)

Sugestão: "Tiragem", 3 vezes por semana : )

Abraços

Raquel disse...

Não é todo mundo que está pronta para dar um mergulho interno... sensacional. Está cada dia melhor!

Café & Conversa disse...

Caríssima Nora,

Quem me dera poder viver apenas da escrita novelística. Se a TV Globo me contratar, não faço outra coisa mais. Até lá, preciso ganhar o pão de cada dia com muito suor e alegria ... (rs).

Por enquanto, só tenho tempo disponível para dois capítulos por semana : )

Beijão de toda a redação do Café & Conversa

Marven disse...

Eu diria que essa estória está, está, está... Multi hermenêutica! ahahaha Arrasei nessa, hein?

Pois é. O avião pode ter sido sabotado ou não. O assassino pode ter embarcado ou não. A Lígia pode estar mais para Dalila ou não. E por aí vai...

Eu continuo do lado de cá me divertindo ou... sim, claro. (rs)

Um xerin.

Marven

Anônimo disse...

Essa novela bem que podia virar uma história de 1001 noites. Não com o mesmo tipo de conteúdo mas, para durar bastante tempo. Está ótima.
Tem que sair em papel.
memélia

Café & Conversa disse...

Querida Raquel,

Todo mundo que, por qualquer motivo, já deu esse mergulho interno, ou se tornou um ser humano melhor ou simplesmente enlouqueceu. Por isso, é preciso se preparar bem antes de fazê-lo : )

Abração da Redação do Café & Conversa

Café & Conversa disse...

Querida Marven,

Multi hermenêutica é um senhor elogio : ) Esperamos que você continue se divertindo muito por aqui : )

Beijão da Redação do Café & Conversa

Café & Conversa disse...

Querida Memélia,

Uma hora essa blog-novela terá de acabar ... ou eu me acabo ... (rs) Você acha que é fácil bolar todas essas reviravoltas? E os nomes dos personagens? E as pesquisas que sou obrigado a fazer? Não sou novelista da Globo que tem uma equipe pra fazer tudo.. Mas, bem que eu gostaria : )

Se você conhecer alguma editora que esteja procurando novos autores, por favor nos indique : )

Beijão da redação do Café & Conversa

Telma D. Monteiro disse...

Adorei: "Uma guilhotina virtual se instalou na Praça dos Três Poderes e cabeças rolaram como na revolução francesa". Seria perfeito se vc conseguisse alguém para fazer uma charge dessa imagem...

O texto está ótimo, fluído e, realmente, me senti absolutamente presa à trama. Que bom estar de volta para acompanhar a blog novela. Parabéns Kassati!